Com 457 votantes, as respostas ao último inquérito dividiram-se de forma relativamente equilibrada. À pergunta “Fidel Castro abandonou a presidência. O que acontecerá com Cuba no futuro?”, a maioria apostou que se repetirá a experiência chinesa: «reformas económicas sem abertura política». Mas praticamente empatada veio outra resposta (menos dois votos), mais pró-regime: «O regime cubano tem largo apoio popular e resistirá» (26%). Um pouco abaixo, a previsão de que «o regime cairá e Cuba voltará para a órbita do EUA, com o regresso dos cubanos de Miami» teve 21% dos votos. Menos (16%) responderam que «haverá um processo de democratização e de reformas económicas dentro do regime». Apenas 9% (42 votos) acham que «o regime cairá e a democracia garantirá a independência nacional».
Novo inquérito: no conflito entre os professores e a ministra da Educação, quem tem razão: os professores, a ministra da educação, nenhum ou ambos?
Por Daniel Oliveira 10 Mar 08 em Sem categoria


Podemos votar em tripla?
Os professores pensam “na vida deles”, a Ministra tem que pensar na sociedade. Será uma visão simplista? Talvez seja…mas é a minha.
O problema da Educação não é exclusivo dos professores, diz respeito a todos os Stakeholders da Escola.
Como encarregado de educação e como contribuinte aplaudo a ideia de avaliar professores. Só avaliando se diferencia, criando condições para premiar os melhores. Quero para a Escola Pública os melhores!
Cumps
O lançamento de reformas, nomeadamente a que pretende avaliar os professores, é justificado com o exemplo das boas práticas. A Finlândia é o exemplo sistematicamente apontado como modelo e que ocupa o primeiro lugar no ranking dos resultados dos alunos(lembram-se do que disse Jorge Sampaio ou da visita do Engº Sócrates a falar inglês com os meninos finlandeses?) Pois bem, adoptemos o modelo de avaliação dos professores finlandeses.
Os meus parabéns pela presença no debate, os intervenientes foram de uma qualidade intelectual que deveria constituír exemplo para muita, muita gente.
Aparentemente, estiveram 100.000 professores em Lx. Uma demonstração impressionante de mobilização e vontade de intervir.
Infelizmente, nunca reparei que tivesse havido uma manifestação de professores com dimensão similar para exigir…
- turmas com menor número de alunos
- direcções de turma só para efectivos
- alterar o sistema de avaliação dos alunos
- melhor equipamento (i.e. laboratórios, computadors, etc.) nas escolas
- mais formação/actualização para os professores
- maior “prazo de vida” para os manuais
- mais espaços verdes e ginásios
- retirada dos crucifixos das salas de aula do 1º ciclo
- exames de língua portuguesa para os professores
- etc
Suponho que só conseguem outra manifestação semelhante com chavões do tipo “mais exames, mais qualidade”, “abaixo a geração ainda mais rasca” ou “não queremos pais analfabetos com opinião”…
no lado que pica
Desta vez, confesso que estou quase a ganhar simpatia por um dos ministros mais antipáticos de sempre. É que é demasiado fácil pegar no chouriço e no garrafão e ir gritar contra a ministra… diz-me a experiência, com todos os seus logros e enganos, que o lado onde é mais difícil estar é geralmente o lado justo. Parabéns pela manifestação, desejo a todos a melhor sorte mas, desta vez, não estou do vosso lado na rua. De resto, em vezes anteriores, quando estive na rua em várias outras batalhas, lembro-me bem que muitos de vocês também não estiveram lá… Perdoem o “longo” desabafo
o meu voto vai para a ministra (nem acredito que escrevi isto… há uns meses atrás, se me dissessem que ía fazer isto, não acreditava…
Sou por um sistema de ensino livre, público e laico para todos.
Na minha modesta e certamente “biased” opinião, nas questões verdadeiramente fundamentais que dizem respeito ao sistema de ensino, os de esquerda não se misturam com os da direita… É com enorme dor de alma que vejo unanimismos desta natureza, indiciam que aquilo que “une” não é o essencial, não são as ideias e o pensamento sobre o sistema de ensino…
Desconfio claramente de professores que são capazes de apontar o dedo aos alunos (”são cada vez piores, mais burros, não sabem nada, falta disciplina”), aos pais (”não educam os filhos em casa, querem ter opinião sobre a escola mas não sabem do que estão a falar, não têm mais nada para fazer do que chatear os professores honestos e trabalhadores”) e aos decisores políticos (”essa cambada de iluminados que nunca deram uma aula na vida, tinham era de apanhar uma turma como a minha, etc.”) sem terem um pingo de autocrítica… professores que são capazes de sugerir/ameaçar que agora vão “passar” todos os alunos… a culpa do sistema de ensino é de tudo e todos menos dos professores… haja mais espinha dorsal.
O que demonstra todo este clima de contestação nas escolas? não sei bem… mas não consigo estar numa manifestação de braço dado com aqueles que no seu dia-a-dia, na escola, com os miúdos, representam exactamente aquilo que eu gostava de ver fora do sistema de ensino.
Nunca votei PS e também nunca estive “representado” num Governo. Para alguns, estive sempre no lado errado da baioneta (perspectivas…
censura? à arrastao?
«Sou por um sistema de ensino livre, público e laico para todos.»
Então acho que a Ministra o vai supreender. Ou melhor, acho que o governo o vai surpreender pela negativa.
Caso ainda não o tenha percebido, a agenda deste governo é:
1. Desacreditar o ensino público;
2. Tornar a vida tão infernal aos porfessores que estes desistam e se reformem ou passem para o ensino privado;
3. Vender as escolas com boas instalações e posições de relevo nos rankings;
4. Deixar o ensino público como uma escola miserável, violenta, de péssima qualidade para os mais pobres que não podem optar por outra;
5. Encher as escola públicas de jovens recém formados, de mentes lavadas, que estão dispostos a trabalhar por um saco de alpista - quando eles começarem a levantar cabelo e a pedir aumentos, despedem-se, que há-de haver mais jovens recém formado, de mentes aindamais lavadinhas…
Não me diga que ainda não tinha percebido!
Infelizmente, nunca reparei que tivesse havido uma manifestação de professores com dimensão similar para exigir… (…) Nelson Gonçalves
Nesse dia, haverá na rua, não 100 mil, mas 300 mil manifestantes. Porque cada professor terá ao seu lado um pai e uma mãe.
Quanto às avaliações, dos professores e não só, em princípio sou contra. Entre outras coisas, porque a avaliação é altamente subjectiva. Pode avaliar-se uma “atarrachador de parafusos” pelo número de parafusos que atarrachou. Mas como avaliar um trabalho intelectual, por exemplo? Como é possível garantir a isenção e competência do avaliador?
Entre outras coisas …