Mostrando um profundo egoísmo, 62%(248) dos leitores consideraram que devem ser eles próprios a beneficiar de uma habitação municipal em Lisboa. Muito atrás (shame on you!), com 11% dos votos, aparece uma prima que, coitadinha, até lhe chove dentro de casa (44). Apanham o espírito do tempo 10% dos leitores (42 votos), que acham que a casa deve ir para toda a gente, desde que não sejam ciganos ou beneficiários do Rendimento Mínimo que, como todos sabem, vivem à conta do Estado. 5% (22) davam casas a todos os jornalistas que consigam dizer com precisão onde estavam no dia 25 de Abril de 1974 e 3% (13) a todos os escritores com ou sem obra publicada, o mesmo número que as daria a todos os funcionários da Câmara que tenham alguma vez oferecido o azulejo “deus te dê em dobro o que desejas para mim’ a algum dos presidentes. 2% (9) seriam generosos para qualquer pessoa na condição de ex-qualquer coisa (ex-vereador, ex-director, ex-apoiante, ex-motorista, ex-mandatário). Só 1% (4) beneficiariam futuros vereadores da habitação, os mesmos que escolheriam membros das comissões de apoio a candidatos que tenham vencido eleições. E mostrando como se valoriza pouco o trabalho autárquico de proximidade, apenas dois leitores se lembraram dos presidentes de juntas com mais de dois mandatos de dedicação à causa (0%, 2 Votes). Votaram 401 leitores.
Próximo inquérito: se fosse deputado, como votaria em relação ao acesso ao casamento civil de pessoas do mesmo sexo? A favor, contra ou abstinha-se?
Por Arrastão 6 Out 08 em Sem categoria


Ao que parece, o vagamente historiador Freire Antunes, antigo ornamento do MRPP feito deputado do PSD por Santana Lopes, também tem um atelier municipal, em Belém, onde funciona (calcule-se!) uma editora.
Que indignidades mais nos reservará o folhetim das casas da Câmara?