A bandeira vermelha foi levada até ao telhado pela major Anna Nikulina do departamento político do 9º Corpo de Atiradores do 5º Exército de Choque de Berzarin. E, a acrescentar, o sargento Gorbachov e o soldado raso Bondarev prenderam a bandeira vermelha no topo da entrada principal da Chancelaria do Reich*
um indivíduo chamado Gorbachov tornava-se assim num dos Heróis da União Soviética, medalha ao peito e tudo, à semelhança do sucedido com os que haviam tomado o Reichstag após encarniçados combates entre inimigos figadais envoltos em ruídos infernais, álcool e obuses, e esta não é uma alusão a uma daquelas festas supervisionadas pela astróloga maya. 46 anos depois o prestígio soviético do nome Gorbachov sofreu uma curiosa inversão de polaridade. para saber mais detalhes confira as teses do pcp, o congresso está mesmo aí à porta.
* beevor, antony, a queda de berlim, pp 485
Por Pedro Vieira 14 Out 08 em Sem categoria


Coitados! Encurralados num vórtice temporal, condenados a repetirem-se eternamente …
Parecem fantasmas presos numa velha mansão, condenados a repetirem-se vezes e vezes sem conta, num filme rasca de série B …
Eh pá!O governo(?) americano vai comprar imperativamente acções da banca!Onde é que andam os gajos de menos estado?Agora,já deve ser democrático nacionalizar,pq há 3 semanas na Venezuela fizeram-nas e chamaram-lhes de radicais.Ah!pois é,bébé.
Sobre gorbachov,as pessoas agora já têm liberdade de não ter casa,de ter paranóias,de viver na rua,de não ter assistência à saúde,… e de haver ladrões muito ricos o que faz da Rússia uma sociedade muito democrática,excepto qdo os EUA querem ter um quintalinho na Geórgia e na Ucrânia.Mas,diz-me quem sabe,que desta vez não têm sorte e,se quiserem esticar a corda aquilo rebenta…Vão lá que é para ver se é desta,aproveitem o Irão que como o durão sabe bem,pq já viu as provas de armas de destruição maciça e tudo.Bah!
Conforme sabe não saiu bem à primeira e teve que se fazer um novo take
The famous photo of the two soldiers planting the flag on the roof of the building is a re-enactment photo taken the day after the building was taken
Nada que os soviéticos não estivessem habituados a fazer.
Melhorar fotos era um passatempo nacional.
este Beever faz parte do lote de idiotas que compara Hitler com Estaline - ao menos aqui, faz-se Literatura, comparam-se dois gajos com o mesmo nome
Não percebo porque é que quando se pretende conhecer dados concretos e respectivas implicações históricas não se recorram a autores das nacionalidades em causa
Também não é para admirar, num país onde temos um presidente que aquilo que conhece da China foi o que leu da autoria de uma emigrante e de um dito professor universitário da Califórnia - é a mesma coisa que encomendar a história de Portugal à Linda de Susa, ou a do PCP ao Beever, neste caso
para o ignorante que escreveu o post acima: antony beevor é um historiador britânico, aliás um dos mais conceituados historiadores da II guerra mundial. quanto à ideia de que apenas “historiadores das nacionalidades em causa” são capazes de analisar dados concretos etc., é de bradar aos céus.
Peço desculpa pelo off-topic mas sendo que o Arrastão faz alertas frequentes relativamente a situações de racismo e\ou de mau jornalismo gostaria de partilhar uma notícia que veio no JN e que acabei de ler em que vem esta bela frase:
“Este ano, um dos prémios relativos aos alunos da EB 1 Fafe (Igreja Matriz) foi atribuído a Estela Monteiro, uma aluna de etnia cigana que, contrariando a tendência das crianças da sua raça, gosta de estudar e sonha tirar um curso superior. ”
Aparentemente existem as crianças que sonham e
aquelas que são ciganas…
(comentário escrito a conter o reflexo de vómito)
O link olvidado é este:
http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Braga&Concelho=Fafe&Option=Interior&content_id=1026312
(aparentemente o nojo provoca amnésia)
fado alex
estás enganado no filme. Essa cena é a tomada de IwoJima aos mouros
Por acaso o modelo que serviu de inspiração à obra de arte yankee é de um escultor italiano do principio do século XX e está exposto no Museu de Arte Contemporânea em Roma na Villa Borghese
Pedro Esteves, para rasquices (isto sendo brando no adjectivo!) já temos esta sua maravilhosa pérola num outro post:
“Ser simpatizante de politicas do 3ºReicht nada têm a haver com ser um fervoroso adepto de assassínios em larga escala, pelo contrário, visto que a ideologia Nacional Socialista em momento algum defendeu a exterminação de qualquer tipo de povo ou raça, pelo contrário, apelava à convivência pacifica universal entre todos …”
Que lindo, ver fascistóides e sectaristas primários juntos!
Confesso que estou comovido..
xatoo
14 Out 2008 às 23:19
Ouça o meu nick é fado alexandrino, não me trate por tu porque não frequentamos a mesma escola e não percebi nada do que escreveu.
A Luta Continua!
Ao menos a extrema direita, não se encontra umbilicalmente ligada a totalitários do passado, já à muito que evoluiu e adaptou-se aos novos tempos!
Essa mudança têm sido reconhecida e premiada pelos Europeus, com a crescente tendência de voto a oscilar para a direita …
Você fala do Nacional Socialismo, mas nem o «Mein Kampf» deve ter lido…
Nom_de_Guerre
Calma fascista das palavras… ninguém lhe encomendou o sermão, volte lá para a sacristia !
Evoluiu da matraca para a caçadeira, é? Dos campos de concentração para os espancamentos na rua? Das estrelas de david nas montras das lojas de judeus para as ameaças de espancamento a quem se atreva a falar mal dos seus dirigentes? Sim, evoluiu. As nossas democracias também evoluiram e aprenderam a defender-se. Antes de formarem milícias, quando violam a lei e usam a ameaça e a violência para impor a sua vontade, são julgados e presos.
11 Pedro Esteves
15 Out 2008 às 4:16
“Ao menos a extrema direita, não se encontra umbilicalmente ligada a totalitários do passado, já à muito que evoluiu e adaptou-se aos novos tempos!”
A extrema direita nao tem ideias , tem odios.
Nao tem capacidade para evoluir, pois desconhece o que que e a evoluçao.
Nao se adapta, destroi.
Nao luta, agride.
So reconhece os seus instintos e nada mais .
Acabara por se exterminar a si propria, e apenas uma questao de tempo.
sim, a extrema-direita já repudiou à (há?) muito os seus totalitários. excepto quando desfila em frente ao goëthe institut no campo mártires da pátria para assinalar o aniversário do rudolf hess. ou assim.
É errada a descrição.
Quem colocou, originalmente e não para a foto de Khaldei, a bandeira Soviética no topo do Reichstag foi o soldado Mikhail Minin (falecido recentemente) que pertencia à 150ª Divisão de Infantaria, 2ª Classe da Ordem de Kutuzov, Divisão Idritskaya, 79º Corpo de Infantaria do 3º Exército da I Frente da Bielorússia. Este é o regimento que está inscrito na bandeira original.
A título de curiosidade, o soldado que aparece por baixo nessa famosa foto tinha dois relógios colocados (um em cada pulso), sendo um deles presumivelmente roubado. Então, por ordem do PCUS, um deles foi obliterado quando a foto chegou a Moscovo porque os soldados Soviéticos “não roubam”. Porém, as versões da foto que vieram parar ao Ocidente têm esse pormenor.
Robespierre, a informação que traz é verdadeira mas repare que a descrição que “postei” é referente à tomada da Chancelaria do Reich, não do Reichstag. Eram dois edifícios diferentes, a Chancelaria um pouco mais a sul, onde estava também situado o bunker de sua alteza real, que não me apetece agora nomear.
Uma correcção e um acrescento: não se tratava do 79º Corpo de infantaria mas sim de atiradores e era o 3º Exército de Choque.
Dos soldados que aparecem na famosa foto de Khaldei, nenhum se chamava Gorbachov.
Pedro Vieira, confesso que não tinha notado o importante pormenor do local a que se referia o texto. Peço por isso as minhas desculpas.
Mas de qualquer maneira, a discussão sobre a fotografia estava já a decorrer em dois ou três posts.
Em todo o caso, com um ou dois relógios, e independentemente do que se pense da União Soviética, sem o esforço heroico do Exército Vermelho, andávamos a esta hora todos a marchar com um passo rídículo e a cantar o “Deutschland Uber Alles” (e o Pedro Esteves seria feliz!).
Por isso, honra aos heróis que derrotaram a besta nazi-fascista!
Esforço heorico do exercito vermelho? Eram um bando de selvagens que conseguiram violar metade das mulheres e crianças dos paises por onde passavam… Va ver os documentarios sobre as barabaridades cometidas pelo exercito vermelho principalmente sobre as mulheres na alemanha, com o as altas patentes a fecharem os olhos. Esta tendencia de fazer do exercito vermelho uns herois so a aceito pelo facto de terem sido enviados como carne pra canhao para a frente, sem armas e com o risco de fuzilamento a minima hesitaçao em mais uma manifestaçao imperiosa do quanto valia a vida humana para essa gente…. O URSS nao foi la para que voce hoje n tivesse que marchar, foi la poruqe gostava dos imperios e viu uma oportunidade de criar um…e conseguiu infelizmente.
Pois é!
A Wermacht é que era boa!
Uns cavalheiros…
Nao se trata disso…Todos os soldados que foram pra guerra merecem todos o titulo de herois. Os ingleses ja se preparavam pra guerra e os seus herois andavam a assinar pactos de nao-agressao. Entao e os amaericanos, que atravessaram o oceano por uma guerra que territorialmente nunca os afectaria. Nao merecem ser herois? Essa tendencia de exaltaçao do exercito vermelho, herança dos intelectuais pos-guerra, e absolutamente ridicula… E sim, os alemaes tambem foram herois.
Eu fico espantado com alguns comentários que só podem ser proferidos por ignorância ou má fé, ou as duas coisas juntas.
Claro que estamos todos em dívida para com o exército vermelho e o povo soviético. 20 milhões de mortos em consequência da resistência e luta contra o nazi-fascismo e a barbárie, é obra!
Jamais esqueceremos, por mais revisionismo e branqueamento da história pretendam fazer.
este revivalismo primário sobre os feitos gloriosos da mãe russia é tão comovente!!!
que mãe aquela!
uma mãe filicida é certo, mas com tanto filho adoptado que por aqui anda…
estamos em dívida para com o exercito vermelho??
bem, por esse prisma tb estamos em dívida para com a peste negra já que enfraqueceu os espanhois no cerco de lisboa!
tb devemos muito ao tremor de terra de 1755 que acabou com a velha lisboa medieval dando lugar à modernidade
e que dizer dessa benesse divina que foi a pneumónica que tanto fez avançar a medicina?
tretas, por muito maus que fossem os nazis, os bolcheviques eram muito piores.
Ambos fizeram industria da matança, a diferença está em que uns descriminavam, os outros não e por isso mataram muito mais.
para voces é a questão da descriminação que vos incomoda não é, as mortes são secundárias!
não fossem os cuidados do leitor “Robespierre” e ninguém se aperceberia da subtil manipulação: não é uma descrição da universalmente conhecida tomada do simbólico “Reichtag” encimado pela sigla “O Poder do Povo”, mas sim da posterior tomada do então recentemente inaugurado edificio da Chancelaria em Wilhelmstrasse (onde se situava o bunker de Hitler, num quarteirão, entre milhares de outros, completamente destruido pelo lançamento aleatório pela aviação aliada de 68000 toneladas de bombas sobre a cidade que provocaram 35000 mortos civis).
Revendo a história oficial: Hitler, com a águia nos estandartes, perseguia a fundação de um Império sim. A solução foi engendrada pela militarização da economia para a Alemanha sair da profunda crise em que foi lançada pelos vencedores congregados em torno do Tratado de Versailhes.
enfim, nada de muito diferente, excepto na retórica, daquilo que acontece actualmente sob a égide da águia do Tio Sam
mas alguns trocatintas, como o Henrique Morais, invertem a realidade: os Russos, com um corpo expedicionário de 2 milhões e 500 mil homens fizeram um esforço heróico a quem a Europa ocidental deve a subjugação pela maçonaria do Clube de Paris, Bildelberg, etc. Nada de admirar na recompensa: o esforço de guerra da URSS foi ajudado por capitais da nóvel Banca judaica de Wall Street.
Ideologicamente existe outra recompensa que o Morais não consegue apagar: os monumentos aos Russos em Tiergarten e em Treptower onde estão sepultados 500 mil soldados soviéticos, encimado por uma gigantesca estátua de um Soldado Russo com uma Criança alemã ao colo.
É o que vai ficando para a História: Monumentos em pedra que são interpretáveis, contra as balelas dos trafulhas anónimos.
Balburdio, você não faz nem puta ideia do que diz, pois não?
Eu não tenho “mães”, nem “pais”, muito menos “paisinhos”…não esqueço é aqueles que lutaram por um mundo melhor e contra a barbárie.
o posterior comentário do Henrique Morais: “os americanos, que atravessaram o oceano por uma guerra que territorialmente nunca os afectaria” é uma deliciosa pérola de ingenuidade
Ele não percebeu (perceberá algum dia?) que a entrada dos EUA na guerra, “business as usual” foi uma Opa sobre a economia europeia
Eu não tenho “mães”, nem “pais”, muito menos “paisinhos”…não esqueço é aqueles que lutaram por um mundo melhor e contra a barbárie.
mesmo que esses fossem os maiores bárbaros?
Com este último comentário chegámos mesmo ao grau zero da discussão…
Balburdio, de que raio está você a falar????!!!!
Já suspeito que é mais uma das carpideiras do Heider, assim sendo, acabou-se a conversa!
é assim a conversa com a esquerda, só dura até lhes acabar os argumentos.
Claro xatoo…Os russos lutaram para que voce estivesse aqui hoje a falar livremente. O mesmo se aplica ao senhor da Luta continua. Depois o ingenuo sou eu.
Acredito bem mais na boa vontade dos americanos que lutaram na segunda guerra, apesar das ditas segundas intensoes, que na dos russos. O facto de terem assinado um pacto de nao-agressao diz muito sobre este tema. Estavam-se bem a marimbar para a libertaçao dos povos desde que no no final o hitler os ajudasse com a filnlandia e na divisao da polonia.
Acabou-se a conversa porque não estou para perder o meu tempo com quem defende a barbárie e o culto do ódio.
Pessoal como vocês só merece o meu mais profundo repudio e desprezo, é só!
Aliás, não entendo o que esta sub-gente anda a fazer em blogs de esquerda!
Ó Henrique Morais, o Pacto-Ribbentrop Molotov valeu a derrota da Alemanha Nazi, isso é inquestionável. E é também inquestionável que quem empurrou a URSS para selar esse acordo foram os seus heróis do Ocidente, especialmente após os Acordos de Munique. Mas destes já o senhor não fala.
Suponho que o senhor da Luta continua nao esteja a falar de mim quando diz “voces”…
Se tivesse um heroi no ocidente esse seria Churchill, nunca o Chamberlain… E essa questao em nada altera a minha opiniao relativamente ao pouco interesse do bem estar dos outros paises por parte da URSS. Os seus interesses sempre foram outros, longe de serem os humanitarios e da libertaçao da “besta nazi-fascista” como por ai se diz.
carissimo Henriuque
vc é que se referiu ao exército vermelho como “um bando de selvagens que violaram gajas e crianças (!),”
como foi historicamente muito conciso a pergunta ficou mas vc não dá uma prá caixa - repito, se foi assim, se a sua boca foleira não é apenas de um vulgar aldrabilhas, por que é que raio a Alemanha do pós guerra construiu monumentos daquelas dimensões e significado aos Russos?
xatoo…foleiro e voce. O facto de o achar uma besta quadrada nao significa que o tenha de exprimir aqui e de perder a compostura como acabo de fazer. Faça o favor de ter uma discussao educada, se é que conhece o termo.
Nao tenho conhecimento das estatuas, nem sei quem as pos la nem quero saber. O que importa aqui salientar e que nao digo mentira nenhuma e sao varios os relatos sobre esse assunto. Para lhe facilitar a taerefa deixo-lhe aqui este texto se nao s importar de ler.
http://www.guardian.co.uk/books/2002/may/01/news.features11
”
Acabou-se a conversa porque não estou para perder o meu tempo com quem defende a barbárie e o culto do ódio.
Pessoal como vocês só merece o meu mais profundo repudio e desprezo, é só!
Aliás, não entendo o que esta sub-gente anda a fazer em blogs de esquerda
”
ou como dar uma sucessão de tiros no pé, só com um disparo!
Churchill? O dos Dardanelos, que não cabia em si de prazer por haver uma guerra mundial e que foi dos primeiros a defender a guerra química sobre populações inteiras como forma de desmoralizar o inimigo? Compreendo a aura de Churchill devido à resistência heróica do Reino Unido, mas es termos pessoas bem espremido foi um político medíocre que “…esfolava a própria mãe para fazer um tambor se fosse necessário para cantar sobre si próprio…” (Lloyd George dixit, creio, embora sem certeza)
Quanto ao Exército Vermelho não é mentira que cometeu inúmeros crimes de guerra aquando da invasão da Alemanha; aliás se bem me lembro foi o próprio Zhukhov que alertou as autoridades vencidas para o ódio visceral dos regimentos que estavam a chegar. Os alemães do pós-guerra foram sacrificados de várias formas. É no entanto de uma míopia forçada esquecer o porquê desse ódio visceral: é esquecer o que se passou na Ucrânia e Rússia, terra que era para ser limpa de habitantes para zona de pastoreio. É que houve uma diferença significativa entre a a Frente Russa e a Ocidental no que toca o tratamento das populações, e nem o suposto apoio aos movimentos nacionalistas das Repúblicas Soviéticas limitou o trabalhinho dos sonderkommandos.
Uma mão lava a outra? Claro que não, e crimes são crimes, mas não deixa de ser algo hipócrita esquecer detalhes desta dimensão.
Voltamos ao mesmo…va la atras ler o que escrevi fernando. Aqui ninguem esta a falar de comparaçoes… Esta conversa começou por causa da maniaca exaltaçao existente relativamente ao exercito vermelho.
Já li Henrique, e se concordo com parte do que disse (está claro, penso, na minha resposta) acho que faz exactamente o oposto do que crítica: parece trivializar (talvez sem querer, ou seja eu que tenha excesso de sensibilidade) o Exército Vermelho reduzindo-o a um bando de bêbados violadores. Nos comentários seguintes disse que enfim, havia heróis em todo o lado (concordo, até nas Waffen SS, o que é como vê prova de algum ecletismo da minha parte…), mas creio que neste ponto é difícil não deixar transparecer para os adjectivos usados o antagonismo político que finda a Guerra Fria ainda subsiste.
Sou normalmente dos primeiros a defender os Alemães do pós-guerra (e mesmo da guerra, ver Dresden) mas da mesma forma que o preocupa a excessiva exaltação do Exército Vermelho a mim faz-me espécie a trivialização dos que independentemente de qualquer julgamento ideológico pagaram das mais altas facturas em toda a guerra.
Já agora eu compreendo o que quiz dizer, e se parte da substância não me incomóda o conjunto é-me algo hostil.
O Henrique Morais é espantoso. O Exército Vermelho era um bando de “bêbedos” e “violadores” (até há documentários sobre isso!!) e por isso já não deve ser recordado como vencedor da guerra sobre o nazismo. Mas quando falamos dos Acordos de Munique, já desconversa, que não, que afinal o herói era o Chruchill e não o Chamberlain. O mesmo Churchill que até era bem amigo do Mussolini…
(“O Exército Vermelho era um bando de “bêbedos” e “violadores” (até há documentários sobre isso!!)”)
É claro que não era, mas é os massacres de Katyn.
Pior, bem pior, que Katyn foi Dresden. Mas sobre isso o silêncio é de ouro.
easy boys
o tal Morais, depois de retrucar com um link sobre o mesmo Beever já reconheceu a sua ignorância “Não tenho conhecimento” disse
a alimária não sabe, se sua cabeça, dizer linha roxa e depois manda-nos ler links sobre historiadores manhosos e manipuladores - justamente o que motivou a minha primeira intervenção contestando a boutade do PV sobre uma comparação meio esparvoeirada. E viram como ninguém pegou no gorbatchov? deve ser a criatura mais desprezada do planeta; até o Louis Vuitton lhe deve amandar o cheque às canelas quando lhe paga os spots publicitários.
Sentença:
fica o Morais, nu e de “história da WWII do Beever ” debaixo do braço condenado a dar 900 voltas ao monumento aos mortos em São Peterburgo (tantas quantos os dias que a cidade esteve cercada pela barbárie nazi) que é para aprender a discernir sobre “exaltações maníacas” de heroismos.
está encerrada a sessão
(“Pior, bem pior, que Katyn foi Dresden. Mas sobre isso o silêncio é de ouro.”)
A bom voce quer comparar o que não tem comparação mas esta bem. É que nuns casos estamos a falar de operações militares caso dos bombardeamentos de londres, dresden, nagasaki, hiroxima et etc. que não deixam de ter vitimas inocentes e ser censurados e noutro caso estamos a falar de operações de limpeza no terreno pos- operações militares, prisioneiros de guerra e não só, executados com tiros na nuca. Isto, esta tentativa de acabar com certas elites e estratos sociais polacos e não só, para facilitar a socialização como tinha sido feita na URSS antes, revela muito da maldade dos actos de quem os pratica, embora eu seja apologista de que o mal é absoluto e não depende de quem o pratica.
(“Mas sobre isso o silêncio é de ouro”)
O silencio de ouro foi tanto que os comunistas esconderam isso durante 50 anos com vergonha? Atribuiram a paternidade aos nazis, estes ja tinham crimes que chegassem para os enforcar a todos mas a paternidade de certos actos tão vergonhosos e infames é tão dolorosa que é terrivel assumi-la.
Mas diz por exemplo e não se apercebe que o pacto tem a ver com a posteriori massacre de katyn
(“Ó Henrique Morais, o Pacto-Ribbentrop Molotov valeu a derrota da Alemanha Nazi, isso é inquestionável. E é também inquestionável que quem empurrou a URSS para selar esse acordo foram os seus heróis do Ocidente, especialmente após os Acordos de Munique. Mas destes já o senhor não fala.”)
Inquestionavel porque? Porque levou à batalha de estalinegrado e a derrota do general paulus e do VI exercito alemão? Se for assim foi uma ajuda, mas não um facto inquestionavel a frente ocidental estava aberta e consumia vidas e recursos. Alias estaline nas varias conferencias tripartidas fartava-se de apelar aos aliados para abrir essa fente ocidental. Mas a posteriori pode-se falar assim mas quando o pacto foi establecido era para levar a derrota da alemanha nazi? se o pacto fosse cumprido e não violado pelos alemães, Como seria o futuro entendimento entre esses “virtuais” inimigos?
Esta historia do pacto que o senhor da está mal contada, procura dar a ideia sem mais de que a URSS foi atirada as feras e por isso aliou-se a elas, mas é a visão da esquerda, se tem alguma coisa de verdade num ponto refere-se so a esse ponto somente, de estaline ter tentado a via do ocidente anteriormente. Seria correcta se esse empurrar para o pacto não contivesse em si clausulas secretas de divisão da europa de leste entre nazis e comunistas, e fosse um meio de defesa da urss contra qualquer agressão do nazismo ao seu territorio, pelo menos enquanto não se encontrasse militarmente preparada. Mas assim denota má fé.
O pacto de não agressão também conhecido como Pacto Ribbentrop-Molotov era um “tratado a prazo bem definido” ou seja com reserva mental, e foi assinado entre a Alemanha nazi e a União Soviética pelos ministros dos negócios estrangeiros respectivos, Ribbentrop e Molotov, em 23 de agosto de 1939, pouco antes do inicio da Segunda Guerra Mundial. Acho que ambos os protagonistas não tinham duvidas disso da precaridade desse pacto e a desconfiança mutua, apesar do pacto, estava latente, embora considere o estaline ingénuo neste caso e tenha dado alguns créditos ao inimigo, quando se deu a invasão nem quería acreditar, apesar de serem somente aliados estratégicos e de estaline dizer que o nazismo era o “navio quebra gelo” que iria a frente abrindo caminho as tropas comunistas, so que o bigodinhos alemão virou a mesa do jogo antes do fim.
O tratado continha clausulas de não agressão mutuas, assim como de resolução pacifica de controversias mutuas entre ambas as partes , e uma intenção de restabelecer e fortalecer vínculos económicos comerciais e ajuda mutua. No entanto ao lado destas clausulas o tratado continha clausulas secretas so para conhecimento das altas hierarquias dos respectivos governos e que definiam prácticamente a repartição da europa de leste e central fixando os limites de influencia alemã e soviética por mutuo acordo, em protocolos secretos, os dois governos, o nazista e comunista, efectuaram a partilha dos territórios da Europa determinando que Polonia ficaria como zona de influencia , a repartir-se entre ambos os Estados, enquanto que a União Soviética conseguía que a Alemanha reconhecesse a Estonia, Letonia e Lituania como zonas de interesse soviético.
É claro que a assinatura deste pacto causou estupefacção no resto de Europa, não ficando diminuido isso pelo facto de estaline ter tentado negociar uma aliança com a Grã Bretanha e França durante varios meses antes. Para muitas pessoas parecia incompreensivel e de facto o era, e se veio a demonstrar depois, que duas potencias tão diferentes se pudessem por de acordo e ajudar-se mutuamente em tão pouco tempo. Foi o caso dos fascistas na Europa que rejeitavam semelhante acordo com um estado rotulado de inimigo pela sua ideología comunista, tal como numerosos simpatizantes comunistas que se desencantaram com a União Soviética por ter assinado este pacto de não agressão com o regime nazi que sempre tinha sido considerado um inimigo a abater.
Bem mas a consequencia directa do pacto é demonstrada pela realidade, a invasão conjunta de Polonia por Alemanha e URSS em setembro de 1939 e o ataque a Finlandia por parte da URSS logo de seguida. Com a assinatura deste pacto em 1940 a URSS ainda anexou Estonia, Lituania e Letonia, e territorios da Roménia. O Pacto Ribbentrop-Molotov, foi um tratado cínico feito entre o governo russo de então e o governo alemão de então nazista, mediante o qual, com vantagens x para a Alemanha, a Alemanha consentia em que a Rússia invadisse os três países bálticos a Lituânia, a Estônia, Letónia e transformasse aquilo praticamente em províncias rusas, Cumprindo-se o famoso pacto nazi-soviético, em setembro de 1939 a Polónia foi derrotada, depois de ter sido invadida simultaneamente pelos nazistas, a oeste, e pelos aliados destes, os comunistas, a leste. O interessante é que, logo, as potências ocidentais declarariam guerra aos nazistas, mas nada fizeram contra os soviéticos que, somente em 1941 entrariam na guerra ao lado dos aliados. Como recompensa aos amigos soviéticos pela preciosa ajuda, Hitler outorgou-lhes então uma zona de ocupação de duzentos mil quilometros quadrados. A partir da derrota da Polónia, os soviéticos massacraram nessa zona, sob as ordens de estaline, alguns milhares de oficiais poloneses prisioneiros de guerra, mais de 4 mil só em Katyn, perto de Smolensk, local onde foi descoberto posteriormente um dos mais famosos ossários, além de outros 21 mil em vários outros locais. A ordem de Moscou era para suprimir todas as elites polonesas, estudantes, juízes, proprietários de terras, funcionários públicos, engenheiros, professores, advogados etc etc. Quando esses ossários poloneses foram descobertos, o Kremlin imputou os crimes aos nazistas, a esquerda ocidental naturalmente apressou –se em obedecer aos ditames do mestre durante anos e anos pois afirmar em voz alta que era possível que os soviéticos fossem culpados pela simples razão de que os crimes haviam sido cometidos na zona de ocupação soviética e não alemã, classificaria o autor da afirmação imediatamente entre os obsessivos viscerais do anticomunismo primário. Em 1989, no entanto, o dirigente soviético Gorbachov teve que admitir pública e oficialmente que o regime de estaline foi responsável por estes assassínios em massa de polacos. O Kremlin reconheceu sem rodeios atenuantes, em um comunicado da Agência Tass, que Katyn foi um grave crime do período estalinista. Em 1992, em consequência de um princípio de inventário nos arquivos de Moscovo, divulgou-se um relatório secreto datado de 1959, de Chelepin, então chefe da KGB. Ele dá conta de 21.857 poloneses de elite, fuzilados em 1939 sob as ordens de Stalin, A verdade de Katyn veio à tona apenas porque o Império Soviético ruiu. O massacre de Katyn é conseqüência do pacto de Hitler e Estaline, cada lado com seus planos secretos de supremacia e dominação mundial. Do lado alemão da invasão polonesa também houve um massacre implacável –contra a geração de intelectuais mais idosos, professores universitários em Cracóvia.
È claro que este pacto era anti natural entre estes dois regimes, e mais tarde ou mais cedo iam-se atacar, basta atentar nas mentalidades e ideologías de cada um. Hitler nunca escondeu, não escondia e ia dizendo que a Alemanha tinha como alvo final a União Soviética. A Alemanha deve expandir-se para o Leste, em grande medida às custas da Rússia, escreveu. No primeiro volume de Minha Luta, Hitler discorreu longamente sobre o problema do espaço vital,Lebensraum, em alemão. Se na Europa de hoje falarmos em terras, haveremos de ter em mente apenas a Rússia e as nações vizinhas a ela subordinadas,. Ele perseguiria esse objetivo até a morte. Para Hitler, o destino tinha sido generoso ao entregar a região à direcção dos comunistas, o que, segundo sua teoria, era o mesmo que entregá-la aos judeus.
A estratégia nazista estava clara. Primeiro, era preciso aniquilar a França apenas como condição para o avanço de seus exércitos rumo ao Leste. No decorrer da guerra, essa promessa foi fielmente executada. Hitler tomou a Áustria, a região dos Sudetos, na Checoslováquia, e a parte ocidental da Polónia. Em setembro de 1938, os líderes da Alemanha, Inglaterra e França assinaram o Pacto de Munique, permitindo ao exército alemão iniciar sua marcha para a Checoslováquia. A ameaça à União Soviética estava mais perto do que nunca.
Estaline pouco depois da ocupação nazista da Checoslováquia, propôs uma conferência das seis potências (Alemanha, Itália, França, Inglaterra, Estados Unidos e União Soviética) para debater formas de evitar futuras agressões. Mas a proposta foi considerada prematura. Os movimentos no xadrez político ocidental deixavam claro a intenção de manter a União Soviética fora do concerto das potências européias. Moscovo voltou a acenar, em vão, com um pacto de assistência mútua com a França e a Inglaterra. Esses movimentos evoluíram para a aproximação entre União Soviética e Alemanha.
Discursando no 18° Congresso do Partido Comunista da União Soviética, em março de 1939, estaline disse que Inglaterra e França haviam abandonado o princípio da segurança colectiva, com a finalidade de orientar os Estados agressores para outras vítimas. estaline advertiu que os países ocidentais estavam empurrando os alemães ainda mais para Leste, prometendo-lhes uma presa fácil. Segundo o líder soviético, os princípios orientadores do país socialista eram os de seguir uma política de paz, de fortalecimento das relações econômicas em todos os países e não permitir que a União Soviética fosse arrastada para conflitos pelos provocadores de guerra.
O recado foi entendido em Berlim. A Alemanha avançou, tinha interesse em atacar a Polónia sem temer uma intervenção soviética. As conversações evoluíram para o pacto de não-agressão mútua. Quando Hitler invadiu a Polónia, a União Soviética movimentou suas tropas para os Estados Bálticos. A etapa principal do pacto estava vencida. A Alemanha nazista preparava-se para uma campanha rápida a fim de esmagar a União Soviética. Em 1941, um ano depois da queda da França, as tropas nazistas atacaram o país socialista. Um general alemão disse que a guerra estaria ganha em catorze dias
Documentos oficias do terceiro reich alusivos ao Pacto, incluindo as cláusulas secretas, foram descobertos pos guerra por tropas británicas. Durante decadas, a política oficial da URSS foi negar a existencia de tais cláusulas secretas do Pacto e admitir como reais so os termos de mutua agressão. Mas foi depois da grande manifestação denominada Cadeia Báltica, em agosto de 1989 no quinquagesimo aniversário que se criou uma comissão especial na URSS para investigar a sua existencia, concluindo os seus trabalhos afirmativamente. Como resultado, o governo soviético presidido por Gobatchov, e em relação a sua política de glasnost emitiu uma declaracão oficial admitindo como verdadeiro o conteudo deste tratado com respeito a repartição nazi-soviética da Europa de leste e condenando o Pacto.
O exercito vermelho ser recordado como vitorioso da guerra contra o nazismo? concerteza que sim,pois foi uma das potencias a quem lhe foi atribuida no pos guerra um quinhão na alemanha pos nazis. A parte oriental sob influência de Moscovo, e a parte ocidental subdividida entre a França, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha.
O Henrique Morais deve ter lido a história, mas não a da II Guerra Mundial. Deve ter sido antes a da carochinha.
Com que então foram os valentes e ordeiros soldados ingleses que derrotaram a máquina de guerra nazi…
E quanto ao A. Beevor, os livros dele não passam de uma recolha avulsa de documentos, não há um pensamento global, apenas lugares-comuns e o velho ressentimento do delabar da guerra fria. Nada de novo. Considerá-lo um dos grandes historiadores da Segunda Guerra, na esteira de um Glantz, é de bradar aos céus.
Não diga barbaridades sobre os soldados soviéticos, leia mais, informe-se do que foi a guerra a leste!
Errata: Deve ler-se, “o velho ressentimento do dealbar da guerra fria”.
9 A Luta Continua!
“Ser simpatizante de politicas do 3ºReicht nada têm a haver com ser um fervoroso adepto de assassínios em larga escala, pelo contrário, visto que a ideologia Nacional Socialista em momento algum defendeu a exterminação de qualquer tipo de povo ou raça, pelo contrário, apelava à convivência pacifica universal entre todos …”
prove-me o contrário, transcreva para aqui excertos do Mein Kampf que demonstre inequivocamente que era uma ideologia de ódio pior que a ideologia marxista !
12 Daniel Oliveira
Sr.DO, se eu fosse a si tinha vergonha em falar do seu processo relativamente ao Mário Machado, não que você tivesse razão ou não (para o caso é secundário) mas porque, com duas testemunhas contra si, em que você era a única testemunha do seu lado, numa ameaça um tanto ou quanto difícil de provar, e você obtém uma condenação de prisão efectiva sobre o desgraçado … nos tempos que correm, é no mínimo gozar com a democracia e só demonstra quem persegue quem!
Ironia do destino, tudo se passou no infame tribunal de Monsanto, onde anos antes decorrera o processo das FP25.
Isto é verdadeiramente o «estado dos juízes» que Rui Mateus referia no livro “Contos Proibidos. Memórias de um PS Desconhecido”. !!!
Desisto….xatoo do caraças, leve a bicicleta.