
Desaconselhando a utilização do preservativo o Papa é cúmplice da disseminação da SIDA.
Desaconselhando a utilização do preservativo, o Papa é tamém responsável pelo aumento do recurso ao aborto.
Mas como também é contra o aborto, quando desanconselha a utilização do preservativo, o Papa contribui para o aumento dos agreagados familiares das pessoas mais pobres, sobretudo em países onde a explosão demográfica é um dos factores que mais contribui para a fome e para a miséria.
Se amam a vida, os sacerdotes católicos têm obrigação de estar na primeira linha da sensibilização de todos para o uso do preservativo. Se estão do lado do sofrimento dos mais pobres não podem deixar de ficar indignados com esta teimosia. Não há doutrina que justifique tamanha irresponsabilidade. Não há obediência que justifique tamanha insesibilidade. Não há fé que justifique tantos mortos.
PS: Um comentador garante que o Papa não é responsável pela disseminação da SIDA, pelo aumento do recurso ao aborto e pela explosão demográfica. Pois é bem provável que não. Sabem porquê? Porque os católicos se estão nas tintas para o que diz o Papa. E esse é o drama da Igreja e o nosso alívio.
Por Daniel Oliveira 4 Out 08 em Sem categoria76 respostas ao post “Irresponsável e insensível”
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É verdade… não há fé que justifique tantos mortos por aborto.
O Papa tem de segurar os princípios da Igreja senão o faz a pirâmide cai. Não há reformismo possível. Lembra o PCP.
Ó Faria, vai ver se chove, meu!
(Estes ex-comunas são uns melgas…são como os ex-fumadores)
Indo ao que importa: Nada de novo no reino da Dinamarca….infelizmente!
O que vale é que cada vez menos gente lhes dá troco.
Uma desgraça. Teimosia cega. Radicalismo assente na insensibilidade.Difícil de acreditar em pleno Século XXI.
Ninguém é obriado a seguir a opinião do Papa. Mas, se for católico praticante, deverá saber interpretar a Enciclica dentro do contexto geral da doutrina católica. Isto é dentro da doutrina para a família e para o casamento. Não para pegar tipo “a la carte” e escolher só que lhe interessa e deitar fora o resto.
Isto digo eu que até sou ateu…
Também não é verdade que seja o aumento demográfico que aumenta a pobreza. Esta é consequência das desigualdades sociais e da apropriação pelas oligarquias dominantes dos recursos que deveriam ser de todo o povo. Basta ver Portugal, em regressão demográfica e aumento paralelo da pobreza.
Por mais que ele pregue eu aposto que muito padre usa preservativo.
Mas o que raio é a “verdade íntima do amor conjugal”?
Tenho para mim que “a verdade íntima do amor conjugal” como verdade e como íntima, é uma coisa que diz tão só respeito aos membros desse “amor conjugal”.
A não ser que, admito-o, alguns casos admitam voyerismo.
O que não fica nada bem, convenhamos, é a situação de “espreita” sem convite em que se coloca o Santo Padre.
Ó Sua Santidade, vá prás dunas!
Como disse o José Manuel, o Papa
é coerente com as principios da Igreja.
Dizer que é cúmplice da disseminação da Sida é intelectualmente desonesto e dá uma boa frase para blog de esquerda mas é tão simplória e demagógica, que é evitavel num blog onde se espera passem pessoas inteligentes…
O Papa diz sexo para procriar, se acontecer aconteceu. Pode-se concordar ou não com isto mas para o Católico essa é a regra. Quem quer pratica quem não quer não pratica e depois confessa-se.
Enfim, fundamentalismos existem em todo o lado…
A ideia de que o Papa é responsável por qualquer caso de aumento demográfico, seja onde for, é delirante. E a ideia de que esse suposto aumento demográfica, resultante da influência papal, causa miséria é lunático. E, finalmente, a ideia de que o Papa é responsável pelo aumento do aborto por estar a proibir o preservativo, é algo pura e simplesmente idiota. Por respeito intelectual por ti, nem vou explicar a imbecil contradição.
Não conheces a Igreja nem as pessoas da Igreja, ordenados e leigos. É a única explicação para a enésima repetição desse grotesco disparate.
Lamentável o “Daniel, cala-te só por 2 minutos” da Clara Ferreira Alves, que acabei de ver no Eixo do Mal. Enquanto passava o genérico final, pareceu-me que o visado não gostou. E bem. Era só isto.
Realmente Faria até aqui consegue meter o PCP ao barulho! Deixe lá o PCP em paz ao menos neste post e guarde essas “bocas” para aqueles posts que o Daniel gosta de fazer com um boneco do estaline para aquecer as hostes!
Quanto ao tema do post, cabe ao, digamos, baixo clero, assegurar que o simples uso do preservativo não comprometa a boa consciência de cada católico. Deixem também o Papa falar, que cá em baixo usa-se o que for preciso para travar o conservadorismo - e a doença. E isso, é tarefa principalmente de todos os que tendo alguma responsabilidade na Igreja Católica, têm também aquele contacto com a população - sacerdotes (mas não só), missionários, etc.
Para concluirmos que o Papa não é responsável (e bem) teremos de concluir que os católicos se estão nas tintas para o que o Papa diz (melhor ainda) e não acrditam na sua infalibilidade (excelente).
Qualquer católico, se o for, está-se nas tinhas para o que diz o Papa e para o que diz a Bíblia. Porque cada católico, se o for, tem como primeira obrigação religiosa a obediência (vide etimologia desta tão maltratada palavra, já agora) à sua consciência. Foi esse o exemplo de Jesus, já agora.
Não, claro que não espero que compreendas, entendas ou sequer percebas o que é um católico, sequer um cristão. A ti basta-te uma caricatura, azar.
Para concluirmos que o Papa não é responsável (e bem) teremos de concluir blá blá blá…
Como já lhe disseram pele enésima vez o Papa quando fala não fala para si, mas sim para os católicos.
E estes tem, ou devem ter, outros hábitos sexuais para si muito confusos e que por isso não me vou dar ao trabalho de lhe explicar.
Tem razão, se os católicos tiverem muitos filhos só uma explosão demográfica católica e uma fome católica. E só se apanha SIDA católica.
Não, não têm hábitos sexuais muito confusos. Têm, mais coisa menos coisa, os mesmos de toda a gente. Quantas pessoas conhece que só têm sexo nos períodos em que não há risco de engravidar ou para procriar. Se são apenas esses os católicos, então trata-se de uma pequena seita.
Humanae vitae … dá que pensar … para já, rima. Depois, irrita. Mas nunca me dei bem com a autoridade….
Abraço Daniel!
“Qualquer católico, se o for, está-se nas tinhas para o que diz o Papa e para o que diz a Bíblia. Porque cada católico, se o for, tem como primeira obrigação religiosa a obediência (vide etimologia desta tão maltratada palavra, já agora) à sua consciência. Foi esse o exemplo de Jesus, já agora.”
Espero que não sejas católico, porque o que dizes vai para lá da blasfémia. O católico deve, sim, obediência à Igreja. É isso, para além de outros pormenores de dogma, que faz dele católico apostólico romano e não outra coisa qualquer no variado mundo cristão.
Já agora, Jesus, que se saiba, não era católico. Até porque nem tal existia.
Ser católico não é ser qualquer coisa mais ou menos. É exigente. A moral sexual da Igreja Católica não é muito pragmática ou saudável ou atraente se seguida neste rigidismo sem glasnost ou perestroika dos corpos, templos do Espírito Santo, mas não das nevroses.
Também não se pode escolher o que do nosso catolicismo nos convém ou não, mas ser parvos e seguidistas talvez não corresponda à obediência de que a Igreja necessita.
Seja como for, parece-me que a falta de misericórdia e o platonismo enfezado meteram-se como um sarro na vida eclesial e andam ali misturados com a boa harmonia corpórea que não coloca pesos impossíveis nas costas de ninguém. Há um bom e um mau uso da boca e dos genitais. Há um caridoso e misericordioso uso dos preservativos e outro de natureza diversa não muito recomendável porque envolve instrumentalização promíscua e aleatória, o que, e bem, contradita a moral sexual imbricada no amor comprometido e com projecto subjacente ao sexo católico.
Por isso, aqui o bom senso dita que não comamos demasiadas maças, demasiadas natas, ou fumemos demasiados cigarros. Em matéria sexual, a economia e a sobrevivência andam de mãos dadas. Por isso mesmo, aqui e por ventura aqui, verifica-se uma certa esclerose da mensagem católica e um incentivo ao sexo tal como está: com toda a espécie de contraceptivos.
Já agora, a política de baixos salários e de depressão óbices e obstáculos às famílias, supera de longe o papel dos contraceptivos, preservativos incluídos.
PALAVROSSAVRVS REX
Daniel, não sei como é que chegaste a tamanho protagonismo mediático, e político, a dar calinadas desta gravidade na cultura geral. Mérito teu, seguramente, mesmo que enigmático para mim. Ou será que o fenómeno ocorre só em matérias relativas ao ópio do povo? Whatever.
Vamos lá:
- Jesus é o modelo de vida para qualquer confissão religiosa que se reclame cristã. Portanto, se admitires que o Igreja Católica se pode reclamar cristã, admitirás que ela possa ter Jesus como exemplo primeiro e fundamental.
- A doutrina católica em caso algum admite a anulação da consciência individual, pessoal, inalienável, de cada um. Nem tal poderia ser de outro modo, sob pena de a doutrina ser contraditória e, logo de seguida, inviável. Assim, a Igreja só regulamenta a prática dos crentes, e no pressuposto obrigatório de que o crente é um ser livre.
Como não és crente, nem investigaste, nem sequer te informaste, imaginas que os crentes sejam seres escravizados, oprimidos, vítimas de um tipo com barrete e saiote a viver em palácios romanos. É a tua opção, mas é triste. Porque estás a perder precioso tempo, indo por um caminho que te impede de conhecer a realidade.
A realidade é a de que ninguém jamais em caso algum troca a sua consciência pelas palavras de clérigos ou livros. Quem o fizer já não está no plano da crença, mas no da patologia. É o que tu vês, por exemplo, quando falas com fundamentalistas de qualquer religião.
As palavras do Papa sobre o preservativo dirigem-se aos católicos casados. Achas que os casais católicos são focos de contágio de SIDA? Achas que os casais católicos são zombies do Papa quanto ao látex, mas que depois, porque nem sequer previram que assim poderiam engravidar, irão a correr abortar porque o Papa sobre essa matéria já não tem nada para lhes dizer ou porque eles deixaram de estar disponíveis para ouvir?
É inacreditável como não fazes a autocrítica do teu raciocínio inqualificável. Espero que o que tu pensas da inteligência, vontade, responsabilidade e dignidade dos católicos venha um dia a cobrir-te de vergonha. Seria sinal de que estarias mais lúcido.
Antes de começar vou fazer um declaração de interesses. Fui criado na fé católica com tudo aquilo que o católico “tem direito” (baptizado, 1ª comunhão, crisma, casamento, …) contudo sou agnóstico, talvez até sempre o tenha sido, com isso aprendi a respeitar as pessoas!
“O católico deve, sim, obediência à Igreja. É isso, para além de outros pormenores de dogma, que faz dele católico apostólico romano e não outra coisa qualquer no variado mundo cristão.”
DO, diz isto por convicção conhecimento, feeling. Desconfio que é só porque não tinha outra muleta argumentativa. De facto, DO, até dá ideia que não vive neste país, senão repararia quantas vezes os católicos se sublevam contras os representantes do papa. Por muito dogmática e conservadora que que a igreja católica seja, não ficou parada na idade média como nos quer fazer crer.
“Se amam a vida, os sacerdotes católicos têm obrigação de estar na primeira linha da sensibilização de todos para o uso do preservativo. Aí estou de acordo consigo, não é a única perspectiva. A sua frase ficaria muito melhor se fosse assim Se amam a vida, os sacerdotes católicos têm obrigação de estar na primeira linha da sensibilização de todos para a prevenção da SIDA. Uma das formas é não ter comportamentos de risco não será? O uso do preservativo reduz a exposição e o risco, mas não o anula, pois não?. Portanto …..
Daniel com esta frase caiu-lhe a mascara que usaram durante a campanha da IVG “Mas como também é contra o aborto, (…). Olhe, eu votei SIM no referendo, no entanto, também sou contra o aborto e esperaria que o DO também fosse, até porque se revela uma pessoa inteligente.
Nem sempre a sua inteligência evita que o pezinho lhe escorregue para o argumento fácil e superficial. Julgava que tinha abandonado a direcção do Bloco exactamente por ser contra os discursos superficiais.
Felizmente sim, existem muitos cristãos que nao seguem à regra os ditames do vaticano, e nao deixam de ser menos crentes por isso, simplesmente prestam atenção à sua racionalidade e questionam aquilo que lhes é imposto; é engraçado como uma religião que começou como um acto supremo de rebeldia contra o status quo se tornou por culpa da sua massificação sem objectivos que nao os das redeas do poder, no seu oposto.
Ainda assim, e considerando-me agnostico nao posso deixar de valorizar a coragem e visão de tantos cristãos, para os quais o mais importante é viverem o mais proximo possivel uma vida como a do seu messias, em vez de procurarem as recompensas divinas que a suposta obediencia cega das regras dogmaticas impõe.
Devo lembrar aqui que ainda não foi provado, à luz da novas metodologias da História, que houve realmente uma figura chamada Jesus Cristo na Galileia romana. Aliás, isto é o que sempre foi, no catolicismo como em todas as religiões: muita parra e pouca uva. Enquanto a humanidade não se livrar de vez da infantilidade que são os cultos, nunca passaremos de bípedes infelizes e desorientados. Esta é a verdade, caríssimos irmãos, e não me venham dizer que a Igreja, tal como outras religiões não têm culpa! Isso irrita-me, tanto, que mesmo que fosse santo, ficava na mesma.
Caro D.O., de facto preparou muito pouco os seus argumentos… “não acrditam na sua infalibilidade”
Infalibilidade?! Acha mesmo que é doutrina da Igreja que tudo o que o Papa diz é “infalível”?!
Quem é que lhe contou isso? Ora vá lá estudar um bocadinho…
“As palavras do Papa sobre o preservativo dirigem-se aos católicos casados. Achas que os casais católicos são focos de contágio de SIDA? Achas que os casais católicos são zombies do Papa quanto ao látex, mas que depois, porque nem sequer previram que assim poderiam engravidar, irão a correr abortar porque o Papa sobre essa matéria já não tem nada para lhes dizer ou porque eles deixaram de estar disponíveis para ouvir?” (cit.Valupi)
Caro Valupi, mas que mundo é que vive? Sabe qual é um dos principais focos de contágio da SIDA actualmente? São senhores católicos muito bem casados com suas esposas, que gostam de dar umas facadinhas com gente pouco recomendável e que seguem as recomendações do Papa e não usam preservativo. Depois esses senhores são contagiados e contagiam também as suas esposas porque também não usam preservativo com elas. E isto não são delírios, foi dito há bem pouco tempo numa reportagem por alguém da Liga Portuguesa contra a SIDA, e faz sentido: de facto, há um aumento excepcional de infectados no grupo dos hetero casados de meia idade.
Os católicos são uma das classes mais hipócritas que existe: 90% fazem parte dessa casta dos “católicos não-praticantes” (como se se pudesse ser tal coisa). Todos eles fazem sexo com preservativo, com pílula, fora do casamento, abortos, consomem drogas, são invejosos etc. tal como os não-católicos. Logo, o Papa devia reconhecer que a natureza humana é imperfeita e encorajar a adopção de comportamentos saudáveis. A meu ver, este não é um problema de doutrina, mas de Saúde Pública.
Valupi:
«As palavras do Papa sobre o preservativo dirigem-se aos católicos casados».
Esta sua frase, como pode comprovar, é ambígua.
Se quis dizer que as palavras do Papa, sobre o preservativo, se dirigem “só” aos católicos casados, então digo-lhe que nunca li ou ouvi essa afirmação.
Claro que você pode responder-me, que o âmbito só pode ser esse, porque o Papa não admite relações sexuais fora do casamento, sendo que este “fora” significa também na ausência de.
Mas, quem conhece a realidade da vida de hoje e de sempre, como pode acreditar em tal cenário?
Eu, como cristão, penso que o uso do preservativo deve resultar de uma decisão íntima de quem está envolvido na relação.
Posso comparar a indicação ou proibição do uso do preservativo, à proibição de transfusões de sangue, nas Testemunhas de Jeová. Um anacronismo.
Já houve outras, por exemplo, relativamente à ciência. Galileu foi obrigado a abjurar e, no entanto, ela (a Terra) movia-se e sempre se moveu.
Os homens são bons ou maus cristãos, são justos ou não justos, não é por usarem preservativo, mas sim pela maneira como tratam os seus semelhantes; como se empenham na melhoria das condições de vida para todos; repudiando a guerra e todas as formas de escravatura, mesmo as encapotadas; como dão o exemplo na sociedade e como respeitam os mandamentos.
O preservativo, no meio disto tudo, é pequenino, muito pequenino. Mas parece que é a maior preocupação da hierarquia.
Tiago Azevedo Fernandes:
“Por isso Nós, apegando-nos à Tradição recebida desde o início da fé cristã, para a glória de Deus, nosso Salvador, para exaltação da religião católica, e para a salvação dos povos cristãos, com a aprovação do Sagrado Concílio, ensinamos e definimos como dogma divinamente revelado que o Romano Pontífice, quando fala ex cathedra, isto é, quando, no desempenho do ministério de pastor e doutor de todos os cristãos, define com sua suprema autoridade apostólica alguma doutrina referente à fé e à moral para toda a Igreja, em virtude da assistência divina prometida a ele na pessoa de São Pedro, goza daquela infalibilidade com a qual Cristo quis munir a sua Igreja quando define alguma doutrina sobre a fé e a moral; e que, portanto, tais declarações do Romano Pontífice são por si mesmas, e não apenas em virtude do consenso da Igreja, irreformáveis.”
Constituição Dogmática, Pastor Aeternus
Nunca disse que o Papa era infalível em tudo. Estude antes de mandar estudar.
Valupi, calinada evidente para qualquer católico ou não católico minimamente informado é afirmar que os católicos se podem estar nas tintas para o que diz o Papa e que não devem obediência à sua Igreja. É seguramente discutível para muitos católicos e teólogos que o devam fazer, e ainda bem. Mas dizer o que o senhor diz com a arrogância com que o senhor diz é um tal absurdo…
Sim, os católicos (repare que estamos a falar dos católicos e não de cristãos em geral) devem obediência à sua Igreja. E isto é tão básico que eu nem sei bem por onde hei de continuar o debate quando alguém me acusa de falta de cultura geral por o afirmar.
Claro que lhe pode desobedecer, pois deve maior obediência a Deus do que ao Papa. O poder do Papa está limitado pelo direito divino e por o que não é de sua competência. Mas os católicos não vivem na livre interpretação das escrituras nem independentes do que diz a Igreja em matéria moral.
Estou longe de ser um conhecedor de matéria teológica. Mas pareceu-me que estava a dizer uma coisa suficientemente evidente. Como o senhor também não é, como salta à vista, um estudioso, talvez não fosse mau baixar um pouco a crista.
PS: O que me levou a ter espaço de comentário terá sido, arrisco, o oposto ao que o terá levado a transformar uma Aspirina num Valium. O senhor é aborrecido sem ser profundo, pedante sem ter graça, arrogante sem ter substância. E tudo isto junto é mortal. Como vê, consigo acompanhar o seu estilo de debate. Passe bem.
“Nunca disse que o Papa era infalível em tudo.”
Ah, bom, já estamos a melhorar.
Sabe qual foi o último Papa a invocar a infalibilidade? Eu também não sei, mas sei que há já muitos Papas que isso não acontece. Falar da “infalibilidade” nesta altura, e sobre este assunto, não faz qualquer sentido.
“Falar da “infalibilidade” nesta altura, e sobre este assunto, não faz qualquer sentido.”
Ok, já estamos a melhorar. Já não estamos no “quem é que lhe contou isso? Ora vá lá estudar um bocadinho…”
D.O.: Ou seja, concorda que ter falado aqui na “infalibilidade” foi um erro seu, certo?
Para que não haja enganos sobre o que eu escrevi acima, aqui repito, até com bold para se perceber melhor:
“Acha mesmo que é doutrina da Igreja que tudo o que o Papa diz é “infalível”?!”
Ok, Daniel, convenhamos que o Valupi não deveria pôr em causa o mérito do teu imenso mediatismo conquistado. Dá para perceber que tê-lo feito é-te profunda e compreensivelmente irritante.
Mas aqui, porque isto é teu, o Papa és tu: prescreves e desprescreves os preservativos de linguagem que quiseres e ou vimos cá blasfemar ou praticar ou abjurar. Já me vi aqui excomungado muitas vezes porque comentei umas coisas amargas sem preservativo conveniente, lembras-te?
Há no Valupi, com o qual estou genericamente de acordo, um potencial para averbar um protagonismo semelhante ao teu, o que não acontecerá porque a vida é assim: cumula de bens e bênçãos, múltiplos trabalhos e oportunidades a uns, deixa esganados, mal esgalhados a outros e nada há a fazer senão morrer de fome e de sede como Tântalo.
Continuo a defender que as restrições preservativistas e anti-anticoncepcionalistas promulgadas pela Igreja Católica têm uma validade e uma leitura norteadoras impraticáveis: nunca lá chegámos, é quase impossível que lá cheguemos. Provavelmente enfermam de um platonismo dualista anacrónico e obsolescido que só a nossa sabedoria de contexto e a luz do Evangelho nos permitirão transformar noutra coisa para compreender o que podemos e devemos fazer de importantíssimo por nosso bem e pelo das pessoas que nos acontece amar também como quem come.
PALAVROSSAVRVS REX
Última invocação de Infalibilidade Papal: terá sido no séc. XIX com o Dogma da Imaculada Conceição?
Está a ver Daniel, até para nós católicos, é difícil conhecer o catolicismo. Eu também achava mais prudente falar menos sobre o que não conhece, e evitar a fácil caricatura. E não esqueça que há, bem ou mal, tantos catolicismos como católicos, mas que todos eles prezam e respeitam, mesmo quando criticam, a sua Igreja.
Joana
“Sim, os católicos (repare que estamos a falar dos católicos e não de cristãos em geral) devem obediência à sua Igreja. E isto é tão básico que eu nem sei bem por onde hei de continuar o debate quando alguém me acusa de falta de cultura geral por o afirmar.”
Desenvolva lá a ideia, de facto tem uma ideia errada da coisa, os católicos não são obrigatoriamente um rebanho de seguidistas, o católicos como qualquer pessoa deve obediência à sua cosnciência, assim como o DO não deve obediência ao Francisco Louçâ e como o Manuel Alegre não deve obediência a José Sócrates.
Mas devem porque? porque fizeram algum contracto com a igreja? Ou muito me engano ou desconhece de todo as motivações das pessoas relativamente à religião. Não dúvido que haja gente que tome como forma de vida as palavras da igreja, mas duvido que a sua grande maioria o faço!
Mas porque insiste neste pontos de vista? Para arrastar os católicos para o fundamentalismo do papa? Só percebo este seu dogma em duas situações desconhecimento ou má fé, como sei que não é pessoa para a segunda premissa resta-me a primeira.
“Os católicos são uma das classes mais hipócritas que existe: 90% fazem parte dessa casta dos “católicos não-praticantes” @Manuela Cameirão
Ora aí está uma coisa que não contesto, sabe porquê? porque os católicos são como toda.
Mas só por questões de rigor são 89,00% ou 90,00% de onde saiu esse número?
Sabe os católicos são como alguns deputados e ex-deputados(as) que se dizem de esquerda e depois não vão para o parlamento no seu Mercedes, só para não dar nas vistas …..
«Desaconselhando a utilização do preservativo o Papa é cúmplice da disseminação da SIDA.
Desaconselhando a utilização do preservativo, o Papa é tamém responsável pelo aumento do recurso ao aborto.»
isto é um disparate absoluto.
E uma manipulação grosseira.
A Igreja diz: não tenhais relações fora do casamento. E nesse caso não useis métodos contraceptivos artificiais, onde ela inclui o preservativo.
O que tem a propagação sida a ver com o caso? Se os católicos assim procedessem certamente não haveria propagação da mesma por via das relações sexuais.
A segunda frase então é de morrer a rir: como se algum católico fosse cumprir a proibição do uso do preservativo e a seguir não ligasse pevide para a condenação do aborto.
Nunca disse que o Papa era infalível em tudo.
Aproveito para esclarecer quem ignora que o dogma da infalibilidade papal apenas se aplica quando o mesmo fala ex cathedra.
Se não sabem o que é, usem o Google.
Curioso. Eduardo Lourenço, hoje no Público, relembra ser necessário estar mais atento ao que diz Radtzinger.
Mas no fundo faz tudo sentido. É que não há nada que mais contribua para a disseminação do cristianismo (e de todas as outras formas de religião organizada, na verdade) do que a fome e a miséria e todo o sofrimento a elas associado. É assim que a religião se perpetua; quando as sociedades atingem núveis elevados de bem-estar, ela perde importância.
“Se estão do lado do sofrimento dos mais pobres não podem deixar de ficar indignados com esta teimosia”
Oh Daniel, quando foi a ultima vez que os Sacerdotes estiveram do lado dos fracos e contra o poder? É que tenho andado distraido e assim de momento nao me consigo lembrar?
Manuela Cameirão, estás a confundir religião com sociologia. O exemplo do “senhor católico muito bem casado que segue o Papa e não usa preservativo” é uma contradição nos termos, um oxímoro. Repara: por que razão esse suposto católico obedeceria ao Papa quanto ao preservativo, mas já não em relação ao amor conjugal e à fidelidade? É absurdo o que dizes, não é? É, pois.
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Manuel Leão, estás a confundir sociologia com religião. Repara: Portugal é um Estado secular, onde cada um faz o que lhe dá dentro da real gana. Se alguém se reclamar católico, então esse será um problema dele. Como é que te pode afectar o que o chefe de uma religião diz aos seus fiéis?
Se estudasses o assunto, verias que a temática do preservativo só se entende na relação com o sentido do casamento e do amor de casal. Tirar desse contexto a específica problemática do preservativo - a qual, por sua vez, está dentro da reflexão sobre os métodos anticoncepcionais, e sendo, lá está, apenas uma parte da doutrina sobre a natureza humana e seu destino em fé - é um erro vindo da imaturidade, estupidez ou má-fé.
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Daniel, o teu problema, neste assunto, não é acompanhar o meu estilo de debate. O teu problema é não conseguires debater. Pura e simplesmente, tens o entendimento de um puto de 14 anos sobre o que seja a Igreja Católica, ou, para o efeito, o que seja qualquer experiência de fé.
Estás aí agarrado como um desesperado a um jogo de palavras que nasceu de uma tua afirmação, e que tem um contexto óbvio. É risível. Mas sim, mesmo usando esse léxico retórico ele está teologicamente correcto: um católico está-se nas tintas para o que diga o Papa ou a Bíblia, se tal for rejeitado pela sua consciência. E é este, precisamente, o exemplo de Jesus - o qual perguntou aos discípulos, num distante Sábado, para quem é
Longe de mim querer ser advogado de defesa do Papado, mas esta discussão está cheia de equívocos e superficialidades. Quando alguém por aí diz que “São senhores católicos muito bem casados com suas esposas, que gostam de dar umas facadinhas com gente pouco recomendável e que seguem as recomendações do Papa e não usam preservativo” devia lembrar-se que se realmente seguissem as ditas recomendações também não dariam as tais facadinhas com gente pouco recomendável.
Na sua linha de pensamento o Papa é coerente. O problema serão as incoerências dos fiéis, mas isso é outra questão…
Quanto às campanhas pela saúde pública, não cabe ao Papa fazer mas sim às autoridades competentes. O papel do Papa deveria ser simplesmente apelar aos fundamentos da ética cristã positiva (Fazer aos outros o que gostariamos que nos fizessem a nós).
Quanto ao dogma da infalibilidade papal, lembro que este apenas foi definido no século XIX e que na altura causou acesa polémica entre muitos teólogos. Na realidade apenas se aplica aos documentos oficiais sobre os dogmas da fé, que normalmente são da autoria de diversos grupos de teólogos e portanto não são um produto da vontade espontânea do Papa. É uma “infalibilidade” muito limitada.
. E é este, precisamente, o exemplo de Jesus - o qual perguntou aos discípulos, num distante Sábado, para quem é que ele tinha sido feito.
PS. O Aspirina o quê? Tem juízo.
Não sou católico, por isso não me sinto incomodado pela posição anacrónica do Vaticano que afectará apenas os adeptos mais acríticos, nem me sinto no direito de questionar a sua liberdade religiosa.
A educação e o tempo irão encarregar-se da extinção destas posições que atacam a saúde pública.
Deixo uma pergunta:
No contexto destas afirmações que vão contra os hábitos da esmagadora maioria da população será coincidência que o número de crentes diminua em largos milhares todos os anos?
Não acredito que os comentadores, quaisquer que sejam as suas convicções políticas e religiosas, tenham apenas 4 a 5 relações sexuais durante a sua vida! Haja um pouco de honestidade…
Sabe os católicos são como alguns deputados e ex-deputados(as) que se dizem de esquerda e depois não vão para o parlamento no seu Mercedes, só para não dar nas vistas …. (cit. Ibn Erriq)
E onde é que está escrito que as pessoas de Esquerda não podem ter Mercedes?
Manuela Cameirão, estás a confundir religião com sociologia. O exemplo do “senhor católico muito bem casado que segue o Papa e não usa preservativo” é uma contradição nos termos, um oxímoro. Repara: por que razão esse suposto católico obedeceria ao Papa quanto ao preservativo, mas já não em relação ao amor conjugal e à fidelidade? É absurdo o que dizes, não é? É, pois. (cit. Valupi)
Claro que o que digo é totalmente absurdo, mas reflecte o comportamento de muita gente que vai à missa ao domingo. Aliás, ser católico, para a maior parte das pessoas, é já de si um oxímoro.
Posto isto também entendo que é possível fazer uma crítica da doutrina papal sobre a questão do planeamento familiar, mas terá que ser feita a partir da ética cristã, separando o sentido o sentido profundo da ética de meros normativos cuja origem e finalidade ninguém conhece. Mas não a partir de apriorismos utilitaristas e “terra-a-terra” como faz o Daniel.
“E onde é que está escrito que as pessoas de Esquerda não podem ter Mercedes?”@Manuela Cameirão
Que eu tenha visto, em lado nenhum, ficou então claro o que eu queria dizer?
Já gora, onde está escrito isso dos 90%?
Como católico não estou de acordo com a política dos métodos contraceptivos da Igreja, mas culpar o Papa pelas irresponsabilidades e pela disseminação da SIDA é somente um argumento retórico e falso. Houve mesmo países (Malawi) em que as restrições ao sexo fora do casamento fizeram regredir a SIDA, pelo que há que tomar em atenção a diabolização dos argumentos.
Como se um homem que frequenta prostitutas e não usa preservativo o faz porque obedece aos mandamentos da Igreja!!! Como se os adolescentes que não usam preservativo o fizessem para obedecer à Igreja. Se obedecessem não frequentariam prostitutas e esperariam pelo casamento.
A Igreja não manda ninguém fazer sexo fora do casamento nem em condições de possibilidade de transmissão da doença. Isto poderá parecer uma utopia e é. Mas cada um deve ser responsável por si.
O Daniel diz que os católicos marimbam-se para o que o Papa diz e é verdade e eu sou a prova disso, mas se todos fizessem o que a Igreja diz a SIDA certamente não aumentaria!
Este tipo de argumento do Daniel é muito parecido com o daqueles juízes que dizem que as mulheres são culpadas pelas violações que sofrem porque provocam os homens com as suas atitudes!
O uso do preservativo no contexto da Igreja só pode ter implicações na questão da contracepção. É aí que a Igreja “peca” no meu entender. Mas aí é um problema dos crentes!
A igreja católica apostólica romana foi sempre, e será sempre, um mar de contradições, ora vejamos:
- Apela ao respeito pela vida e desaconselha o uso do preservativo
- Pede esmola para os pobres e no entanto o banco do Vaticano é dos mais ricos do mundo
- Defende a igualdade entre seres humanos e impede o acesso ao sacerdócio para as mulheres
- Incentiva a natalidade e obriga os seus sacerdotes ao celibato
E fico-me só por estas 4 para não ser demasiado extenso pois acho que já deu para perceber as incongruências não só do catolicismo mas de todas as religiões de cariz castrador e inflexivel.
A meu ver, o próprio sistema papal transmite e transmitiu durante séculos aos crentes uma sensação demasiado tirânico-paternalista inserindo-os cada vez mais na fé guiando-os como ovelhas ao invés de os incentivar em ter a fé em si mesmo inserida onde cada individuo seria o seu próprio santuário.
Mas,enfim, quem sou eu para opinar o que quer que seja das motivações espirituais de quem acredita ou necessita de acreditar?
Aquele Abraço
A.R.A
Eu tenho achado piada aos comentários mais católicos! Então é preciso estudar para se ser católico? Pensei que era preciso fé!!
Há mais confissões Cristãs, além da Igreja Católica, e muitas defendem o uso do preservativo.
Objectivamente, o Papa contribui para que apareçam muitos filhos de Ogino, não desejados e normalmente nas famílias de menores recursos económicos que lhes incapacitam o acesso à cultura e normalmente são mais atreitos à demagogia religiosa.
Por último, não me parece que os católicos sejam muito dados a sublevações. O que acontece é que só se lembram de Santa Bárbara quando troveja, o que de facto não é lá muito católico. Depois há os fanatismos, como bem lembrou aí muita gente, a Opus Day é um bom exemplo disso. São castos da cabeça aos pés, muito puros e virginais, embora roubem como qualquer reles ladrão ateu, ( lembram o BCP?) e tenham das histórias mais vergonhosas para contar ( e ser contada). Enfim, o que pretendo dizer é que por muito má que seja a qualidade dos ditos católicos ( ou muito boa, não sei!) o Papa disse e os seus ministros apoiam pelos vistos, que católico se quer dar queca só se quiser ter filhos e isso, não há ninguém com juízo que aceite, seja católico, agnóstico ou acredite em marcianos. Amén.
O Papa não existe, é uma invenção de dEUS (maldito caps lock que me está sempre a tramar).
Logo, tudo o que se diz que o Papa diz não passa de ficção. E nesse dizer, passa-se a mensagem de que o real não existe e que tão-pouco existe o homem na sua dimensão enquanto ser racional.
Sorte a minha, que me estou marimbando para a invenção de dEUS e para o que se diz que ele diz.
Em primeiro lugar, acho de muito mau gosto mandar-se postas de pescada sobre as posições adoptadas por uma religião sem se ser crente dela. Ou seja - e dando o exemplo da IVG: uma coisa é criticar a posição assumida por uma confissão religiosa relativamente a uma solução legal. Outra, muito diferente, é dizer que essa confissão religiosa não deveria ter essa posição.
Em qualquer caso, não sei até que ponto é que as palavras não abrem a porta a uma mudança mais clara de posição. Porque se fala em acção destinada a impedir a procriação. E não em acção destinada a impedir a propagação de doenças.
Ah, e mais importante, eu fiquei mesmo curioso sobre o que será “a verdade íntima do amor conjugal”.
Não percebem que o Daniel só põe este post para ter uma caixa de comentários cheia?
Ele próprio tem plena consciência que acusar o Santo Padre de responsabilidade pela disseminação da SIDA ou do aborto é uma desonestidade intelectual. Não se pode insinuar que as pessoas seguem o Papa quanto ao preservativo e não o seguem quanto a terem relações sexuais só com o cônjuge (o que limitaria uma eventual transmissão só ao cônjuge) ou quanto à condenação do aborto. Ou seja, se as pessoas seguem o Santo Padre, então não fazem abortos, não é Daniel?
Mas o plano para encher a caixa de comentários funciona sempre: é isto e é o casamento dos homenssexuais.
Cumprimentos
Luis
O Sr. Pedro Silva disse: «Em primeiro lugar, acho de muito mau gosto mandar-se postas de pescada sobre as posições adoptadas por uma religião sem se ser crente dela.»
Era o que mais faltava, não? Eu posso ter opiniões e condenar o que as religiões ordenam (excisões femininas, burkas, circuncisões e afins) mesmo não acreditando em nenhuma delas e, no caso do catolicismo, obrigaram-me a acreditar enquanto fui criança, até ganhar inteligência suficiente para negar tudo. Tenho toda a doutrina na minha cabeça! Este discurso de defesa da ICAR é vergonhoso, é atirar areia para os olhos, clamar por infantilidades da idade pré-telescópio.
Não me venham com tretas por favor, olhem para o Brasil e vejam a responsabilidade da ICAR no combate à prevenção da SIDA e similares [http://is.gd/3AxU]. Não vai há muito tempo que lá, do outro lado do Atlântico, a Igreja barafustou contra uma camapanha de prevenção do Ministério da Saúde Brasileiro!!
Jesus não salva, Jesus provavelmente nem existiu, Jesus foi a maior falácia da História da espécie mais sucedida de uns bípedes mamíferos ainda em aprendizagem. Este estádio de aprendizagem é ainda secundário e só passaremos ao próximo nível quando a estupidez que constituem as religiões derem o último suspiro. Dou no máximo 200 anos para isso acontecer… e, por amor daquele que não existe, deixem-se de tretas!
A xatisse está nos cruzamentos:
A verdade íntima da conjugalidade é, do ponto de vista de um “papá”, aquilo a que ele se exime: a realidade social e legal da procriação. Aquilo em que ele investe a sua vida (legal) pela negativa, certíssimo, nem que intimamente se desminta. Não tem descendencia legal, não tem pater potestas sobe mulher (ilegal hoje em dia) nem sobre filhos.
Além de que papá não pode ser mulher, agindo nas mesmas condições, porque mulher católica não pode (deve, a contragosto e chapadas nas mãos que tentam ir à lei) ensinar e falar, apesar de poderem profetizar um bocadinho de cabeça coberta (não admira que não seja a imagem de deus, deliberadamente afastada do conhecimento do mundo).
Por tudo isto, ter esse pastel de arroz a aproveitar-se da angústia inerente à desigualdade social entre homens e mulheres, à negociata sexual ou guerra civil se assim preferirem (diz que os concursos subsidiadores resultam melhor quando há anonimato, portanto também sexual, dos participantes, em que apenas se avalia o merito), com propostas que indicam a nossa Talibânia privada….
Em que mulher só é ser se subordinada a um homem….(bios e zoé, ide lá ver)(toda a tradição tem uma noção de mãe párea definida pela posição do pai face a ela)
Em que mulher grávida não é vista como um sujeito só, INTEIRO.
“Bento XVI defende que ‘uma acção destinada a impedir a procriação significa negar a verdade íntima do amor conjugal’. ”
Nunca percebi uma coisa: Nas reuniões que um casal tem com o padre antes de se casar, são ensinadas ao futuro par tácticas para ter sexo sem a mulher egravidar. Métodos mais falíveis e “naturais” é certo, como olhar para os ciclos menstruais, medição da temperatura e etc. Mas com o objectivo de ter sexo sem querer ter filhos!
Qual é a grande diferença ideológica entre permitir aos católicos isto e permitir o perservativo?!? Para mim nenhuma, mas então para que se proibe a segunda?!?
Valupi:
A vida não tem compartimentos estanques. A Igreja está presente na sociedade. Tem as suas responsabilidades. Mal ou bem, as afirmações do Papa e da Igreja têm efeitos sobre a sociedade e influenciam pessoas que não têm capacidade de decisão autónoma. Até mesmo em actos eleitorais, por exemplo, em que aparecem a pressionar opções partidárias. Indevidamente, mas aparecem.
Daniel, peço desculpa, mas parte de uma premissa errada. Ante de falar ou não do perservativo, a Igreja fala da virgindade e da fidelidade, assim como da abstinência.
Quem não respeita este primeiros ensinamentos, tabem não se preocupa com o perservativo. Dizer que a Igreja é reponsável pela disseminação da SIDA é uma falácia que não lhe fica bem.
Para além disso, recomendo-lhe que veja os efeitos da campanha da Igreja no Uganda contra a SIDA.
Ainda há menos de uma ano a ONU reconheceu a importância da Igreja no combate à SIDA.
Para acabar, se os ensinamentos do Santo Padre fossem seguidos fielmente acredite que haveria muitos menos abortos, gravidezes na adolescência e DST’s. O problema é que as pessoas só ouvem a parte do perservativo e mesmo essa só para dizer mal…
Caro DO será que esta noticia demonstra que afinal os católicos não são tão seguidistas como gostaria e como advoga?
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1345169
Resta dizer que para diminuir as tais das doenças é bom que os católicos sigam mesmo só os ensinamentos da igreja e não as práticas de milhares de sacerdotes. E já agora , se o Papa não serve para nada ,e o que ele diz não se escreve , podem-me explicar para que se dão ao trabalho de o eleger? Para manter as aparências de instituição cheia de grandeza?
Ps) se fosse suposto não desperdiçar nadinha , não existiam poluções nocturnas involuntárias ,não era? ou o Papa também estará a pensar pecamina-las?
mf, a sua argumentação de cassete é ligeiramente primária ou é impressão minha?
Pode ser , mas sendo a religião do mais primário que há , a explicação mais fácil para o inexplicável , a socialização primeira para nos habituarmos à ideia de superioridade de outrém e à ideia de poder e servidão , não estou a ver com que argumentos profundos a poderia rebater.
A XXI Conferência Internacional do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde, que decorreu em 2006 em Roma, sob o tema «Os aspectos pastorais dos cuidados a ter com as doenças infecciosas» forneceu ao público em geral algumas informações interessantes sobre o temaem discussão.
De acordo com as declarações do Cardeal Javier Lozano Barragán, a «a Igreja tem 26,7% das unidades existentes específicas para o tratamento da Sida» - em África a percentagem é substancialmente maior -, isto é, que em mais de um quarto destas unidades, que deveriam não só tratar como informar, os infectados são desinformados e exortados a não usarem preservativos, garantindo a perpetuação da doença.
Segundo Barragán «As principais acções que realizamos na formação referem-se aos profissionais da saúde, aos sacerdotes, religiosos e religiosas, aos próprios enfermos, às famílias e à juventude. Na prevenção insistimos na formação e educação para comportamentos destinados a evitar a pandemia». Por outras palavras, o preservativo é um anátema de que não se fala (a não ser para dizer mal) como medida de prevenção.
A BBc produziu há uns anos um documentário, «Sex and the Holy City», igualmente muito formativo. O programa acompanha o repórter Steve Bradshaw num périplo pelo mundo e assistimos à forma como a Igreja de Roma, que se substitui ao estado na assistência médica e hospitalar em países sub-desenvolvidos, mesmo naqueles em que o catolicisnmo não é a religião dominante, tem ajudado ao alastrar da epidemia de SIDA no devastado continente africano.
O Quénia é um exemplo, um país em que apenas cerca de 28% da população é católica, mas em que a Igreja católica praticamente controla a saúde e a educação. Quando o governo queniano declarou a SIDA como um emergência nacional e tentou publicitar o uso de preservativos como uma forma de controlar a epidemia, a Igreja católica local reagiu violentamente contra tal medida, levando um dos membros do Parlamento local a declarar a Igreja católica como «o maior obstáculo na luta contra o HIV/SIDA».
De igual forma a minoritária mas poderosa e influente Igreja Católica opôs-se vigorosamente e boicotou um programa de educação sexual nas escolas, apesar de a ONU recomendar esta como uma das formas fulcrais para evitar a disseminação da SIDA.
No programa é entrevistado o Cardeal Maurice Otunga, o responsável máximo da ICAR local, que conduziu várias manifestações de fé e devoção cristãs, com o ponto alto na queima de preservativos e folhetos educativos sobre a SIDA.
O dignitário considera e afirma publicamente sem qualquer prurido de consciência, tal como Raphael Ndingi Mwana’a Nzeki, o arcebispo de Nairobi, que o uso de preservativos dissemina a SIDA.
Otunga mantém que «os preservativos podem mesmo ser uma das principais razões para a disseminação do HIV/SIDA», ecoando o que a conferência dos bispos da África do Sul, um dos países mais flagelados pela doença, tinha afirmado uns anos antes.
A propaganda anti-preservativo da Igreja católica (e de muitas igrejas evangélicas) no Quénia atingiu proporções desastrosas e teve um sucesso mortal. Um inquérito levado a cabo pela Kenyan Media Institute indica que 54% dos quenianos não acreditam que os preservativos sejam eficientes a prevenir a infecção com o HIV e concordam que «os preservativos encorajam a imoralidade que por sua vez expõe as pessoas ao risco de contraírem o vírus».
Para além disto, a Igreja usa todos os mecanismos de pressão política de que dispõe para que o anátema em relação aos preservativos seja geral, mesmo em ONG’s seculares. Em Lwak, perto do Lago Vitória, o director de um centro de combate à SIDA afirmou à BBC que não podia distribuir preservativos devido à oposição da Igreja. Gordon Wambi afirma no programa: «Alguns padres têm dito que os preservativos estão contaminados com o HIV»
Mais informaões interessantes foram dadas na XVI Conferência Internacional sobre Sida, que decorreu também em 2006 em Toronto, Canadá. Bill Clinton foi um dos oradores que criticou a política da administração norte-americana em relação ao combate à SIDA, focada em programas exclusivamente de abstinência.
Bill Clinton afirmou o que todos os que trabalham na área sabem:
«As evidências apontam que os programas de abstinência não têm sucesso. Os programas de abstinência são um erro».
Na realidade, as afirmações de Bill Clinton são corroboradas por Beatrice Were da ActionAid Uganda, e de Leigh Anne Shafer do Medical Research Council.
Esta cientista reportou o aumento das infecções com HIV no Uganda, um exemplo de sucesso no combate à disseminação do HIV graças ao programa ABC (abstem-te, sê fiel e, se não seguires as duas primeiras, usa preservativo), até à intervenção dos fundamentalistas cristãos.
Os moralistas cristãos, nomeadamente da Casa Branca, usaram falaciosamente os excelentes resultados ugandeses no combate à SIDA assumindo que apenas o A&B (abstinência e fidelidade) do programa era seguido. O que está longe da realidade! E G.W. Bush conseguiu que fosse aprovado um plano de combate à SIDA no continente africano em que os programas exclusivamente A&B recebem a fatia grande do orçamento, pondo em perigo o combate à disseminação deste flagelo.
Os grupos que receberam a quase totalidade do financiamento, como o «True Love Waits», em colaboração com várias igrejas organizaram orgias ululantes de fé destinadas a promover a abstinência e a fidelidade, difundindo ao mesmo tempo desinformação e mentiras óbvias como «Os preservativos são completamente ineficientes». O resultado desta execração do uso de preservativos e dos comportamentos «imorais», foi o aumento das taxas de infecção com o HIV e na estigmatização dos infectados.
Palmira, o progama ABC do Uganda foi feito pela Igreja Católica… Não confundas as coisas. O DO aqui faz uma crítica, infundada, ao Papa. Aquilo que a Casa Branca faz é lá com eles e pode ser alvo de um post do DO que a mim tanto me faz.
Agora, não insistam no disparate de que a Igreja contribui para a deflagração do vírus da SIDA, porque os números (a Palmira, contra a Igreja citou opiniões. os número favoráveis que apontou são de um programa da Igreja Católica) desmentem as opiniões.
Caro Z:
O programa “ABC” significava “Abstinence, Be Faithful or use Condoms”. Como é óbvio, não foi feito pela Igreja Católica, aliás a ICAR ajudou a acabar com o programa.
A aversão ao uso de preservativos como medida profiláctica no combate à SIDA por parte de algumas igrejas cristãs foi desastrosa para o Uganda, até aí um exemplo de sucesso no combate à disseminação do HIV. Graças ao programa ABC as taxas de infecção baixaram de cerca de 30% nos anos 80 para cerca de 5% no início do século XXI. O programa ABC assentava primariamente em informação e todas as estações de rádio ugandesas, com muitos protestos por parte dos moralistas religiosos, se envolveram na difícil tarefa de informar a população sobre a doença, como prevenir e como usar correctamente preservativos. Um trabalho importante foi desenvolvido localmente por grupos de pessoas infectadas que andam de aldeia em aldeia em campanhas de informação e prevenção.
Pode ver esta notícia de 2000 para confirmar que a Igreja se opôs veementemente ao ABC
Uganda-AIDS-condoms: Moralists threaten Uganda’s anti-AIDS campaign
The Anglican Church in Uganda has come out strongly for the involvement of religious institutions in the promotion of condoms, but the Roman Catholic Church is bitterly opposed, while Muslim leaders urge religious institutions not to condemn promotion of condom use.
“It is the duty of religious leaders to sensitize their flock on AIDS and one cannot be involved in AIDS prevention without talking about condoms,” Anglican cleric Sam Ruteikara said.
“Religious leaders have a duty to talk about condoms,” Ruteikara stressed.
But the Catholic clergy disagree, warning that promotion of condom use by religious institutions was tantamount to condoning immorality and infidelity.
The Catholics argue that “what should be promoted is abstinence and faithfulness,” but without offering details on how this could achieved.
E já agora, não sei se lembra do bruá de há um ano quando o arcebispo de Maputo rsolveu arranjar mais um motivo para exortar os moçambicanos, com uma taxa de infecção de ~20%, contra o preservativo:
«Eu conheço dois países na Europa que fabricam preservativos contendo o vírus da sida. Eles querem acabar com os Africanos, é o programa. Se nós não nos prevenirmos, seremos exterminados dentro de um século.»
Não está sózinho nas afirmações, mais altos dignitários da ICAR têm dito aos crentes que os preservativos transmitem a SIDA, por exemplo, o cardeal Obando y Bravo da Nicarágua, Raphael Ndingi Mwana’a Nzeki, arcebispo de Nairobi, o cardeal Maurice Otunga, tb do Quénia, ou o cardeal Wamala do Uganda.
Mas o argumento católico contra o uso de preservativo que me arrumou foi outro debitado em português por Rafael Llano Cifuentes, bispo auxiliar do Rio de Janeiro, que explicou durante um sermão o facto de a sua Igreja ser contra o preservativo com um argumento demolidor: «nunca vi um cãozinho usar um preservativo durante uma relação sexual com uma cadela».
Palmira, eu sei bem o que significam as letrinhas. Foi feito em conjunto pela Igreja e pelo Governo do Uganda. Hoje há missionários católicos a tentar implementar o mesmo método na Nigéria.
Mais uma vez faz a citação de uma opinião. Não aparece na notícia quem é o clérigo católico que disse tal coisa, nem em que contexto.
o que o papa diz di-lo para os católicos, para mais ninguém.e, conhecendo-se o que a Igreja defende sobre este tema, está-se no mínimo a falsear a verdade ao dizer que o papa assim vai favorecer o aumento da sida.quero só lembrar-lhe que a Igreja é contra o sexo antes do casamento e contra a livre circulação de pénis e vaginas. assim, a sida apenas andará em ping-pong de um para o outro, até morrerem.
quanto aos filhos, existe uma solução muito simples, a mais radical, segura e barata, que escuso dizer
apoie-se ou não, diz respeito aos católicos e a mais ninguém. e ao ver a posição de um grupo ou instituição sobre um tema, convém não a ver isoladamente, porque certos problemas podem ser facilmente resolvidos estudando mais a fundo.
que eu saiba o poder do papa não é, nos dias de hoje, lei em lado nenhum. quer cumprir cumpre e é católico, se não quiser ou errou uma por outra vez ou está de fora, como o senhor e, estes últimos não têm nada a ver com os assuntos internos da Igreja
Caro Z:
Não percebo como consegue dizer neste post que a ICAR ajudou a desenhar uma campanha no Uganda que passou por educação sexual e no uso de preservativos, a começar na escola primária, como pode confirmar com esta campanha do ministério da educação ugandês.
http://hrw.org/campaigns/aids/2005/uganda/photos/index.htm
Aliás, este documento do papa que deu tema ao post do Daniel só reitera todos os outros debitados pelo Vaticano sobre preservativos, nomeadamente o debitado no auge da campanha ugandesa de promoção de preservativos, em que o Vaticano expressa claramente a condenação do uso de preservativos, «tanto como medida de planeamento familiar, como em programas de prevenção da SIDA» mesmo no caso de casais em que um dos cônjuges está infectado com o HIV.
Para perceber que está completamente errado em relação ao ABC basta pensar que em 2005 o Vaticano cancelou a participação da cantora Daniela Mercury no concerto de Natal do Vaticano.
De acordo com o Vaticano, a decisão de retirar o convite efectuado há cerca de 5 meses deveu-se ao facto de a cantora, embaixadora da Unicef e da UNAIDS (programa da ONU para o HIV/SIDA), ter participado em campanhas de combate à SIDA, em que defendia o uso de preservativos como medida profiláctica deste flagelo.
Obrigada, Palmira, por ter tido a paciência de ilustrar de forma tão exaustiva e fundamentada a responsabilidade da ICAR na disseminação da SIDA.
Arrepia-me ler, aqui e no 5dias, comentadores que defendem que a ICAR não só não tem responsabilidades na matéria, como seria uma paladina no combate à doença (!).
Para os que duvidam da influência das políticas anti-contracepção da ICAR no mundo, recomendava que lessem a transcrição do documentário “Sex and the Holy City”, da BBC, realizado em 2003, que a Palmira cita e resume mais acima (no comentário de 9 de Out., às 6:47). Do lobbying do papa nas Nações Unidas que levou os EUA a cortar 34 milhões de dólares na ajuda aos programas de planeamento familiar da ONU, à queima de preservativos no Quénia, organizada pelo cardeal Otunga, o mais alto representante da ICAR no país, para “destruir o mal que está nos preservativos”, passando pelo peregrino arcebispo de Nairobi, que defende (I quote) que “ninguém devia poder usar preservativos” [mesmo os que não são católicos] porque “as leis de Deus afectam toda a gente”, tudo prova que a ICAR conduz uma cruzada a nível mundial contra o preservativo e o planeamento familiar, e com consequências desastrosas.
A primeira parte da transcrição do documentário é sobre o aborto, mas façam uma busca por “TARNOWSKI” e a partir daí é “só” sobre as consequências da proibição do uso do preservativo e das campanhas contra o planeamento familiar.
http://news.bbc.co.uk/nol/shared/spl/hi/programmes/panorama/transcripts/sexandtheholycity.txt