
Pedro Picoito, no Prós & Contras (o Jugular teve a a amabilidade de transcrever): “O casamento, tal como existe na civilização ocidental e não só, pretende defender, antes de mais nada, as relações entre homem e mulher, entre marido e mulher mas, também, as relações de paternidade e filiação e também a situação jurídica da mulher. São estes os vários bens que estão em causa no casamento.”
1. Infelizmente, as relações de paternidade e filiação já são decididas igualmente fora do casamento, como muita gente devassa que não sendo casada tem filhos poderá explicar ao Pedro Picoito;
2. Nesta moda da igualdade, o casamento defende a situação jurídica da mulher e do homem de igual forma;
3. Parece-me que o Pedro Picouto, tendo em conta o que diz ser defendido pelo casamento, está a falar de qualquer coisa que já não existe na imoral lei portuguesa. O casamento que ele quer defender é outro que deixou de ser lei desde que desapareceram, por exemplo, termos tão elegantes como “chefe de família” e “filhos ilegítimos”. Chegou, por isso, atrasado em algumas décadas a um combate tão importante. As bárbaras feministas e mais uns tantos barbudos, ainda antes dos gays, já trataram de destruir a “civilização ocidental”.
Desista, Pedro. Isto já é uma pouca vergonha há muito tempo. Pouco a pouco, sorrateiramente, a mulher foi tratando da sua “situação jurídica” independentemente do casamento.
Tudo começou (e perdoe-me se me enganar em alguma informação ou data, mas fica com espírito da coisa) no século XVIII, quando as mulheres passaram a poder administrar os seus bens. Em 1876 o marido perdeu o direito de bater na esposa (mas como ainda havia algum respeito por essa instituição milenar podia obrigá-la a regressar ao lar). Em 1919 deixou de vigorar a sensata regra que definia que para a mulher se separar por adultério teria de provar que este tinha sido feito com escândalo público, desamparo e introdução da concubina no domicílio conjugal e que para o marido bastava acusá-la do pulo da cerca. Em 1966, veja bem isto, Pedro, a esposa passou a poder exercer profissões liberais ou ser funcionária pública sem precisar da autorização do marido. Este podia, vá lá, a qualquer altura, denunciar o contrato de trabalho da esposa. Ainda assim, a mulher passou a poder movimentar contas bancárias e operações administrativas e a ter património próprio. Claro que as desvairadas gastavam tudo no cabeleireiro. A partir de 1969 a mulher passou a poder viajar sem sequer ter de pedir autorização ao marido. Imagine o que era chegar a casa para jantar e a mulher ter zarpado para Paris sem passar cavaco a ninguém. Há algum contrato que sobreviva a isto? Em 1975 deixou de vigorar a regra que garantia uma pena de prisão para a esposa que matasse o marido infiel e apenas uma multa para o homem que perdesse a cabeça. Lá estavam eles a querer tratar o que é diferente de forma igual. Em mais uma inacreditável intromissão do Estado nos valores da família, base de toda a sociedade, em 1976 o marido deixou de poder abrir a correspondência da sua cara metade. E, facada final, o marido perdeu o estatuto de “chefe de família” em 1978.
Feita esta pequena cronologia, não vale a pena ter ilusões. Isto já está tudo perdido há muito tempo. Já nem vale a pena defender um casamento que nem é casamento nem é nada. É quase um bordel. Agora, a mulher tem a sua situação jurídica defendida independentemente do marido. E até usa calças e fuma. E a filharada tem pai e mãe sem que isso tenha qualquer relação com o matrimónio. E nós a ver a “civilização ocidental” a definhar.
Gays a casarem? Que casem. No estado em que o casamento está, só mesmo esse grupo “tribal” (desculpe, Pedro, socorrer-me de outra feliz expressão sua no “Prós & Contras”) para fazer tanta questão.
PS: nos comentários ao post do Jugular o Pedro Picoito vacila e garante que, tendo falado no presente, se referia ao passado. Fico apenas com uma dúvida: quando afirmou, logo depois da frase citada, que “se nós mudamos o contrato de casamento, como pretende esta mudança legal, o que nós estamos a fazer é mudar esta estrutura completamente” não se se referia à defesa dos “vários bens que estão em causa no casamento” de que tinha falado anteriormente? Para não complicar, vamos ignorar toda a lógica da sua intervenção. Não se terá, ainda assim, apercebido que esse contrato já foi, como aqui se viu, mudado “completamente” várias vezes?
Tenho no entanto a secreta esperança que o Pedro seja, na realidade, contra as sucessivas alterações que esta instituição milenar já sofreu e que esteja só a tentar não assustar a caça. É inútil, como lhe disse, mas é uma boa táctica.
182 comentários 18 Nov 09 em Sem categoria182 respostas ao post “Já é tarde, Pedro Picoito”
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- 2 Pingback on 19 Nov 2009 às 14:27




Resta uma ultima via de salvacao para a civilizacao:
Um casamento em regime Picoito.
Mulheres, filhotes, alinhem-se. E’ a unica forma de terem direitos, isto se os picoitados (a nova denominacao de chefe de familia total que baixo a sua asa vos acolhera e otorgara cidadania e identidade que voces nao tem) vos aceitarem.
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Num referendo votam cerca de 40-45% do eleitorado. Nas legislativas costumam votar 60-65%.
Vamos ter uma matéria destas decidida por uma minoria quando a legitimidade da representação popular está no Parlamento?
Não somos a Suíça que adoptou a democracia directa e tem referendos quase todos os meses. A propósito, os suíços não só vão referendar os minaretes como mais duas outras questões, entre elas a proibição da exportação de material de guerra.
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O casamento está para as relações inter-pessoais, como a monarquia está para a política, são ambos regimes desactualizados. Tiveram o seu tempo e fora cruciais mas hoje em dia já não fazem sentido. Seria como conduzir-se um carro durante cinquenta anos e depois decidir que se preferia uma carroça.
Dito isto, quem quiser casar-se deve ter o direito a fazê-lo, já que se depender de alguns de nós essa instituição morrerá de fome.
http://cronicasobscuras.blogspot.com/
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Aprovem a lei e depressa, para criar mais emprego, pelo menos para os pasteleiros, floristas, costureiras, alfaiates,…
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“O QUE É O CASAMENTO”, um video dedicado com carinho a Pedro Picouto e todos os que defendem os casamentos de “bons costumes”
http://www.youtube.com/watch?v=UQJvSzkVfRg&feature=player_embedded
Só tem 1 minuto e é de fácil compreensão.
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Vamos ter uma matéria destas decidida por uma minoria quando a legitimidade da representação popular está no Parlamento?
Se tivesse assistido ao programa verificaria que essa falácia foi desmontada.
Só o BE e o PS é que tinham no seu programa eleitoral a afirmação que iriam propor o casamento LGBT.
Os outros ou não o tinham ou tinham mesmo o seu contrário.
Logo, por esse raciocínio, a maioria da AR é a favor do NÃO.
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Concordando em absoluto com a lista, concluo só podemos concluir que o casamento é uma lista de não deveres e de não direitos. Nenhum dos (não sei como chamar – antigamente eram conjuges) elementos do duo (par soa a ofensa politicamente incorrecta) não tem deveres nem direitos para com o outro, nem perante o Estado (excepto, se for casado, pagar mais impostos. Sendo assim, parece-me, que a justa luta, a luta da modernidade deveria ser abolir a figura jurídica do casamento, de facto anacrónica e inútil. Não percebo pois o que leva dois homens, duas mulheres a querem impor-se a si mesmo um vínculo reresentativo do atraso entre as formações jurídicas e a realidade. Não percebo como formações políticas da modernidade se batem por esse dito direito ao casamento homossexual, quando ele não limita nada e não acrescenta nada a uma relação. Porque não baterem-se (batermo-nos) antes pelo fim do casamento? O casamento é hoje uma instituição folclórica, como pisar uvas com os pés, malhar trigo na eira ou cagar de cócoras no mato. Ou a ideia da luta pelo casamento é a de ganhar um pretexto para fazer uma festa com smokings, vestidos de cetim e tafetá, laçarotes, baton para umas fotografias? Isto é, para umas mariquices pretensamente chocantes?
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O Daniel percebeu, mas fingiu não perceber, que o Pedro Picoito enunciou as razões históricas na génese da instituição do casamento civil, não as razões naturais da existência da conjugalidade entre homem e mulher. Essas são de Direito Natural, algo que o Daniel certamente não reconhece como existente, mas que aqui parece defender existir.
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Daniel Oliveira Reply:
Novembro 18th, 2009 at 10:38
Luis, se o Pedro se referia apenas a razoes históricas já “caducadas” releia a declaração dele e terá de concluir que ela era um absurdo lógico.
Comovi-me…lolololol…e dediquei-te um post…lolololol…
Abraço Daniel.
http://bandeiranegra1.wordpress.com/2009/11/18/as-alegrias-do-daniel/
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Acrescento que é por essas mesmas razões que a união homossexual, mesmo nas sociedade em que era bem vista e até estimulada (como a grega) nunca foi instituida em casamento, por não existir qualquer razão “pública” para isso. Os gays só invocam razões privadas. Ora, ninguém tem direito a que exista uma instituição jurídica que regula a sua forma concreta de expessar afectos. Aceitar isso seria de um conservadorismo inacreditavel. Para que um insituto jurídico exista tem que haver razões privadas e razões de interesse público.
Todos reconhecem as vantagens públicas da existência de relações heterossexuais e de casamento (que os gays agora acham tão impotante que até querem para si). Gostava que o Daniel me dissesse vantagens públicas da institucionalização das relações homossexuais em instituto jurídico…é que nunca são invocadas. o único que se invoca é o direito à felicidade individual. E isso não chega. Pois se agora os namorados quiserem também instituir o instituto do namoro, com base no direito à felicidade????
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Daniel Oliveira Reply:
Novembro 18th, 2009 at 10:36
Toda a gente reconhece, Luís? Eu não. Apenas reconheço razoes individuais como a segurança patrimonial e o reconhecimento dos outros válida para relações heterossexuais como para relações homossexuais. Desde que a parentalidade e filiação passaram, e bem, a ser tratadas como questões autónomas do casamento não rigorosamente nada, mesmo de um ponto de vista conservador, que dê ao casamento hetero maior utilidade social do que ao casamento gay. Se me conseguir dar um exemplo…
“Se tivesse assistido ao programa verificaria que essa falácia foi desmontada.
Só o BE e o PS é que tinham no seu programa eleitoral a afirmação que iriam propor o casamento LGBT.
Os outros ou não o tinham ou tinham mesmo o seu contrário.
Logo, por esse raciocínio, a maioria da AR é a favor do NÃO.”
Tenho de lhe explicar que a CDU ‘e um partido bem ‘a esquerda?E que ja na anterior legislatura votou a favor de tal medida? E que toda a base da CDU conhece bem a posicao do partido nesta materia?
Isto de ter de debater com tabuas rasas e’ um suplicio.
Olhe, ninguem falou em referendos nos programas de partido, sendo assim, unanimidade na sua rejeicao:100%. ponto.
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é só para dizer que gostei da foto.
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Boa, Daniel!
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Depreendo, pelo conteúdo deste post, que o Daniel pensa ou sugere que o Pedro Picoito é um mentecapto, que acha que as mulheres são seres de segunda que devem ser “protegidas” por legislação especial, nos dias que correm.
Não lhe parece excessivo, Daniel? É que o Pedro Picoito, pode ser tudo, mas não seguramente mentecapto.
Aproveitar um “lapsus linguae” (que o Pedro Picoito garante não ter existido, já que terá usado a expressão “historicamente”) pode ter a sua graça, mas só mesmo isso, graça.
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Diz o Daniel: “Desde que a parentalidade e filiação passaram, e bem, a ser tratadas como questões autónomas do casamento não rigorosamente nada, mesmo de um ponto de vista conservador, que dê ao casamento hetero maior utilidade social do que ao casamento gay. Se me conseguir dar um exemplo…”
O
casamento (por definição, hetero) foi juridicamente institucionalizado pq os Estados (todos!) entenderam que era bom proteger os relacionamentos hetessoxuais e as suas consequências naturais. De facto se não existissem relacionamentos heterossexuais, as sociedades desapareciam; não é que todos relacioanentos hetero devam ser casamento; mas o casamento é uma forma de conferir direitos e deveres (e, portanto, segurança) a quem entenda ter um relacionamento hetero; ou seja, as pessoas não se relacionam por estarem casada; casam por entender que esse tipo de instituto é adequado ao seu relacionamento.
Pelo contrário, não existe qualquer vantagem para a sociedade na existência de relacionamentos homossexuais; levado ao extremo, se todos os relacionamentos fossem heterrossexuais, não haveria qualquer problema para a sociedade; se todos os relacionamentos fossem homossexuais, a sociedade ver-se-ia confrontada desde logo com o problema da manutenção da espécie. De resto, os gays nunca invocam quaisquer razões públicas que justifiquem a institucionalização do seu (absolutamente livre) relacionamento. Invocam apenas razões privadas, e isso não chega (se alguém quisesse que o Estado consagrasse juridicamente o instituto do namoro pq se sente feliz em namorar, isso não chega…).
Cumprimentos
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Daniel Oliveira Reply:
Novembro 18th, 2009 at 11:53
Luís, acha que se o casamento acabasse as pessoas deixavam de se reproduzir?
A sua conclusão é simples: os homossexuais não se devem poder casar porque a homossexualidade não é boa para a sociedade. Porque, repare, não me conseguiu dar nenhum beneficio social do casamento a não ser dizer que é uma forma de promoção da heterossexualidade. O que, digamos, é um pouco excessivo. E na realidade, acaba a falar dos direitos e deveres de quem casa e não da siociedade.
A única vantagem do casamento, pelo menos do ponto de vista civil, é defender os direitos e os deveres de cada um dos membros do casal, incluindo os patrimoniais. E isso aplica-se a heterossexuais e homossexuais. Quanto às vantagens sociais de cada uma das orientações sexuais o Estado Democrático só pode ser “agnóstico”.
Diz o Daniel:
“Luis, se o Pedro se referia apenas a razoes históricas já “caducadas” releia a declaração dele e terá de concluir que ela era um absurdo lógico”.
Sinceramente, como eu o interpretei, foi referindo-se a razões históricas, umas já caducadas e outras não. Essa foi a minha interpretação, honestamente.
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Já agora, e só para que conste: depois do que tenho vindo a assistir, em torno da discussão do casamento homossexual, em que por parte dos defensores do sim, têm sido sistematicamente revelados sinais de absoluta intolerância em relação a quem pensa o contrário, dissipei definitivamente as minhas dúvidas.
Como sou, por natureza, defensor de valores como a tolerância e respeito pela opinião contrária, só me resta colocar-me do lado dos Pedros Picoitos deste mundo. A causa do NÃO ganhou mais um militante. Sei que não interessa muito, mas aqui fica o registo.
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Daniel Oliveira Reply:
Novembro 18th, 2009 at 11:46
João Costa, “a causa do NÃO ganhou mais um militante”? Está a brincar comigo. O senhor é dos que se convertem várias vezes à mesma religião?
“acha que as mulheres são seres de segunda que devem ser “protegidas” por legislação especial, nos dias que correm.”
Nem é só Pedro Picoito, é o Presidente da República, como deixou claro no seu argumentário para o veto da lei do divórcio.
Quanto ao engano de Pedro Picoito, basta reler a declaração para perceber que se apenas se referia às suas razões históricas, a intervenção é um absurdo completo, pois diz que a mudança do casamento põe essas mesmas razões.
Luís, então porque defende ele que elas estão em causa com a mudança do casamento? As caducadas também?
O que eu acho estranho é que a intervenção faça sentido como foi dita e tantos interpretem da forma em que ela deixa de fazer sentido.
Daniel: eu não quero que a minha união de facto seja equivalente ao casamento. Onde raio entra o meu direito à diferença? Se me quisesse ter casado tinha casado. Como já escrevi o vosso igualitarismo elimina o direito à diferença. É tão simples como isso. Avançem com um regime ou um Instituto diferente para as relações gays. É fácil e respeita a diversidade. E não equiparem a minha relação de facto com esse Instituto burgês e reaccionário, o casamento. Consultem a legislação britânica por exemplo.
Abraço.
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Daniel Oliveira Reply:
Novembro 18th, 2009 at 11:42
Spartakus, eu também não quero que a minha união de facto seja igual ao casamento. E não é. Pelo menos no que realmente me interessa e me levou a não casar.
Tenho de lhe explicar que a CDU ‘e um partido bem ‘a esquerda?
Não sei se é à esquerda. Na realidade para a UDP, PSR, MRPP & Outros até era bem à direita.
Já agora não é um partido político, é uma associação, tem que estudar um bocadinho mais.
O que sei é que todos reclamam que a maioria da AR é a favor porque estava nos “programas”.
É mentira.
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Apenas reconheço razoes individuais como a segurança patrimonial
Outra falácia já desmontada um milhão de vezes.
Qualquer Lei poderia e deveria garantir aos casais LGBT todas as regalias, direitos e deveres que dá aos outros.
Não é isto que está em causa.
O que está em causa é a conquista de um símbolo.
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“Chegou, por isso, atrasado em algumas décadas a um combate tão importante. ”
1 – Atrasado em algumas décadas? Com o devido respeito quem me parece atrasado são os defensores das causas fracturantes que ainda imaginam do outro lado da barricada uns padres de sotainas negras e uns beatos de sotaque beirão que já não existem. Por isso têm de martelar devidamente os opositores para conseguirem enfiá-los nesse modelo anacrónico.
Curiosamente os casamentos de véu e grinalda aumentarem muito nas últimas décadas. Já ninguém casa de camisola Lacoste como era frequente nos anos 60 e 70. Porquê? Porque as pessoas perceberam que os rituais são imporrtantes — e o Bloco, tão bem recheado de antropólogos e sociólogos devia saber isso. Já fui a casamentos pretensamente alternativos (de bloquistas por sinal) que afinal se limitaram a criar rituais ainda mais complicados, com separação dos convidados por gerações.
2 – Combate tão importante? A sério? Pois a mim cada vez mais me parece que estas causas fracturantes se enquadram naquele conceito de “alienação” que os marxistas tanto usavam e abusavam. São o novo “ópio do povo”. A prova disso? vamos assistir provavelmente nos próximos dias a uma saturação do tema do casamento LGTB a ver se o pessoal se esquece do Face Oculta e do desemprego a 10%
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Daniel Oliveira Reply:
Novembro 18th, 2009 at 11:54
“Com o devido respeito quem me parece atrasado são os defensores das causas fracturantes que ainda imaginam do outro lado da barricada uns padres de sotainas negras e uns beatos de sotaque beirão que já não existem.”
Eu também julgava que não, mas depois vejo o Prós & Contras e fico com dúvidas.
Daniel, não vou levar a mal a sua afirmação arriscada acerca das minhas convicções e opções. Ela só vem confirmar a intolerância de que falo.
Pois fique sabendo, que esta é uma questão que me tem levado a questionar-me várias vezes. Tenho tido muitas dúvidas sobre o assunto, o que para si é certamente sinal de fraqueza e até de uma homofobia latente. O que é que o Daniel quer? Sou um tipo com dúvidas, o que é que eu hei-de fazer?
O facto de ter tido aqui no seu blogue algumas intervenções provocatórias, questionando-o sobre o seu “conservadorismo” em relação à instituição casamento, permite-lhe inferir que sou um “fiel” do NÃO? Estou esclarecido.
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Deixem lá os homossexuais , as mulheres ou os homens, os bissexuais , os transsexuais e os transgéneros em paz! Sempre o Estado , qq uma religião ou um alcoviteiro (a)qq frustrado (a) a meter o bedelho na vida privada, pública , civil, politica , económica de cada um de nós. Cada um decide por si em respeito e responsabilidade pelo mesmo e pelos os outros,independentemente de género , raça, étnia , orientação sexual, identificação sexual e deficiência fisica ou mental, somos todos iguais e diferentes em direitos e deveres e cada caso é um caso. As relações amorosas têm ser legisladas , tendo em conta as maiorias, as minorias e os casos individuais.
Pedro Picoito !!Madalena Barbosa tinha toda a razão,
“Não mais a natureza ou o Estado, ou uma qualquer religião a decidir sobre a vida e o futuro das mulheres, mas elas próprias.»
(Madalena Barbosa, Público, 4 Janeiro 2007)
Daniel,
Não entendo porque publica comentários ordinários, sem qq espécie de interesse ( como os de o Euroliberal, qd não são sérios), só altera a qualidade do seu blogue e faz com que outros blogueres se afastem ?
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Só defendo referendos quando a matéria em discussão diz respeito a TODOS os cidadãos.
Num país cuja maioria política me negou e aos os demais portugueses o direito a decidir se queria participar na Comunidade Económica Europeia e me recusou o voto do Tratado Constitucional, virem defender referendos sobre casamentos que NÃO ME DIZEM RESPEITO é ridículo.
Mais ridículo ainda quando o assomo “democrático” tem origem nos mesmos que o esqueceram aquando da Europa, o tal referendo que, repito, diria respeito a todos e a cada um.
Sim, nesta lógica o referendo ao aborto também não devia ter ocorrido, coisa que aconteceu por cobardia da corja que nos (des)governa.
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Sou a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas recuso-me a contribuir mais para este peditório. Mude-se rapidamente a lei porque precisamos que vozes como a do Daniel Oliveira estejam disponíveis para outros temas sociais como o desemprego, a degradação da educação, a carga fiscal abusiva que ameaça aumentar ainda mais e aumentar as desigualdades ainda mais.
Daniel, o que é que pensas do nível de carga fiscal e do nível de desvios aos orçamentos públicos em Portugal?
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Caro Daniel,
para quando a defesa da poligamia????
O casamento, enquanto instituição, foi, é e sempre será a união entre homem e mulher. Pode dar as voltas que quiser, alterar a lei, mas não altera a sua essência.
Cumprimentos
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“Já agora não é um partido político, é uma associação, tem que estudar um bocadinho mais.
O que sei é que todos reclamam que a maioria da AR é a favor porque estava nos “programas”.
É mentira.”
nao precisa de dizer o basico, fi-lo por abreviacao para nao estar a escrever PCP e PEV, e deveria ser capaz de deduzir isso. Suponho que ja o sabia, mas pronto.
Errado, mentira e’ essa frase. O Ps exclusivamente reclama que vota a favor porque esta no programa, o que ‘e uma posicao coerente se tivermos em conta o argumento para o chumbo na legislatura passada. Nao gosto nem desgosto do PS, mas e’ uma posicao completamente coerente.
O Bloco nem precisaria de ter isso no programa para toda a gente saber da posicao do Bloco. O PCP+PEV tambem nao precisam.
Passa na AR nao porque tenha estado ou nao nos programas politicos. Passa sim porque, sendo que o PS vota a favor por esse compromisso assumido, as posicoes dos restantes partidos de esquerda sempre foram clarissimas para o eleitorado.
A unica posicao duvidosa partia do PS. Tendo-a manifestado no programa de partido, e tendo-se comprometido para a propor e apoiar, passou desde esse momento a existir uma completa maioria na AR para a legitimar.
Face a esse facto, a direita ficou sem qualquer possibilidade de inviabilizar a decisao. Ate que alguem se lembrou de que a unica chance seria conseguir levar a votacao a um referendo.
Nunca este referendo teve nada haver com discutir temas. Apenas se trata da ultima hipotese tirada da cartola da direita tentar inviabilizar uma decisao com a que nao concorda.
O debate anda por ai ha muitos anos.
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A discussão acerca do casamento entre pessoas do mesmo sexo já não se encontra no plano do acesso aos mesmos direitos e deveres legais que derivam do casamento entre pessoas de sexo diferente.
Como bem focou Pedro Múrias no seu parecer, a questão relevante aqui é a do casamento como símbolo juridicamente protegido. Entramos no plano das palavras e da sua carga simbólica.
Partidários da casamento entre pessoas do mesmo sexo argumentam afirmando a discriminação que seria vedar o acesso a este símbolo, um espécie de impedimento para uma legitimação simbóica da união.
É estranho, deve dizer-se, que a escolha do símbolo que “legitima” esta união seja uma palavra carregada de sentido cristão e que simboliza, queira-se ou não, séculos de cultura cristã.
Se me disserem que o casamento foi alterado ao longo da História e tem hoje um sentido muito diferente, isto é verdade no plano dos efeitos jurídicos do casamento e não na sua vertente simbólica. O casamento enquanto símbolo não sofreu as “alterações históricas” de que fala o post do Daniel. E, por isso, a escolha deste símbolo é no mínimo contraditória com o objectivo de afirmar e legitimar uniões entre pessoas do mesmo sexo.
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“Já agora não é um partido político, é uma associação, tem que estudar um bocadinho mais”
Ja agora, vou ser mesquinho entao. Nao e’ uma associacao, e’ uma coligacao. Tem que voltar ‘a escola.
Uhm, sabe bem brincar com estas coisas, tem razao.
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Quer que lhe mostre uma transcrição sua a fazer uma analogia ao Poema Quadrilha de Carlos Drumond de Andrade e que você termina dizendo “citando Chico Buarque” Ora diga lá: Você enganou-se, confundiu o pequeno poema de Drumond com um outro poema chamado “Quadrilha” da autoria de Chico Buarque, teve tempo para pensar nisso, teve possibilidade de emendar? Olhe, isto foi no último “Eixo do Mal” e eu agora estou aqui a pensar: Daniel Oliveira é Burro porque faz uma analogia a um poema de Drumond, acabando por dizer que estaaria a citar Chico Buarque! Um pouco mais de honestidade intelectual porque nós não andamos todos empalados!
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Daniel Oliveira Reply:
Novembro 18th, 2009 at 14:42
Altino, fiz uma adaptação de um poema de Drumond de Andrade que Chico canta e que o senhor está a confundir com outra canção de Chico Buarque.
O casamento civil, como o contrato de trabalho, são contratos económicos que concedem aos contratantes os direitos e deveres consignados na vasta legislação que os abrange.
O que está em causa no acesso ao contrato de casamento por parte de pessoas do mesmo sexo é, tão só, a possibilidade de, num só acto civil, ficarem os novos contratantes abrangidos por essa legislação, sem terem que redigir longos e inestéticos contratos escritos que a substituam.
Parece-me inócuo, no ponto de vista prático.
Não pensem os homossexuais que obterão maior dignidade do que daquela que já têm casando-se civilmente!
E não pensam, a julgar pela percentagem de casais homo espanhóis que se casaram desde a data da publicação dessa lei em Espanha, menos de 1%!
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Daniel:
A minha comclusão não é, como o Daniel diz “os homossexuais não se devem poder casar porque a homossexualidade não é boa para a sociedade”.
É diferente: qualquer pessoa só pode esperar que seja criado um instituto jurídico que proteja ou estimule a sua situação pessoal, desde que essa sua situação seja considerada como devendo ser estimulada ou protegida. Por isso disse que dois namorados não podem esperar a institucionalização do instituto do namoro, porque o Estado considera que esse tipo de relacionamento é perfeitamente legítimo, mas não tem vantagens especiais para a sociedade em protegê-lo (quiça por não ser fonte de deveres para os namorados, que preferem viver livres de regras jurídicas). Da mesma forma dois homossexuais não podem esperar que o seu relacionamento seja institucionalizado argumentando apenas razões afectivas e privadas (que também existem no namoro). Já os heterossexuais podem esperar a institucionalização do seu relacionamento pq a sociedade acha vantajoso o relacionamento heterossexual, desde logo pq permite a reprodução. portanto, não é por estarem casadas que as pessoas se reproduzem, é por se reproduzirem no relacioanmento heterossexual que o Estado achou bem institucionalizar a relação de forma a conferir-lhe (a quem quisesse aderir, obviamente) direitos e deveres e, portanto, segurança. Quanto à vantagens sociais da estimulação do relacionamento homossexual é que o Daniel não conseguiu apontar nenhuma.
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Grande sumário, mas em vão, pois os Picoitos nunca entenderão, é mesmo sua função, dizer não porque sim.
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Se muito defendi o casamento entre casais do mesmo sexo, neste momento estou me lixando para o assunto, porque todas as opiniões têm de ser respeitadas mesmo que contrarias às nossas, e neste momento os defensores do casamento entre pessoas do mesmo sexo, não respeitam as opiniões de quem não concorda, e isso é muito mau.
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Como já tive várias vezes oportunidade de dizer nada tenho contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Desde que isso não traga a questão da adopção atrás.
O que me incomoda é o modo dissimulado como a questão tem sido camuflada. A técnica é não se falada adopção enquanto não se aprova o casamento, e depois pimba, já não à volta a dar.
Percebo também que os referendos só servem para o que interessa, para o resto é dispensável.
E volto a perguntar quem é “aquela coisa” de vestido verde e botas cowboy que voltou a estar no P&C e que cada vez que falava só dava vontade de encher de estalos ?
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Excelente texto do Pedro Pestana Bastos no Cachimbo
O programa Prós e Contras de ontem constituiu um primeiro passo para o esclarecimento das consequências de aprovação da proposta de Lei do PS.
Em traços largos e simplistas podemos encontrar nesta matéria três grandes grupos de posições na sociedade portuguesa:
- Os portugueses que são contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo e contra o acesso à adopção pelos novos casais do mesmo sexo.
- Os portugueses que são favoráveis ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e a favoráveis ao acesso pelos novos casais do mesmo sexo à adopção.
- Os portugueses que são a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo mas são contra o acesso pelos novos casais do mesmo sexo à adopção.
Até ontem os defensores da solução PS (Lei de casamento homosexual com adopção oculta), poderiam contar com a simpatia dos que aceitam o casamento entre pessoas do mesmo sexo mas rejeitam o acesso à adopção por “casais” do mesmo sexo.
O debate serviu para explicar que a redefinição do conceito de casamento por forma a abarcar pessoas do mesmo sexo implica, necessariamente, a permissão do acesso pelos novos casais do mesmo sexo à adopção.
Todos os Estado do mundo, sem excepção, em que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é permitido também está consagrado o acesso à adopção pelos casados.
No nosso código civil a equação é muito simples. Se o legislador alterar a norma do código civil que define casamento para passar a adoptar uma concepção de casamento abrangente que abarque também as uniões de pessoas do mesmo sexo, então a norma do código civil (artº 1979 nº1) que estabelece que “podem adoptar duas pessoas casadas há mais de 4 anos” passa automaticamente a ser aplicável a todos os casados independentemente do sexo.
Para se perceber isto não é preciso ter a craveira jurídica da Drª Isabel Moreira. Aliás o nosso próprio Tribunal Constitucional já nos dá sinais nesse sentido quando refere no seu acordão que “uma concepção de casamento mais ampla, significará a negação de qualquer conexão entre casamento e educação dos filhos” com todas as consequências.
Mas o mais espantoso neste processo é que os activistas que promovem esta agenda têm total consciência desta realidade e actuam omitindo, deliberadamente este pequeno grande detalhe. Para conseguirem o seu objectivo vale tudo.
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http://batemtodos.blogspot.com/2009/11/um-blog-censura-pela-camara-municipal.html
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O casamento defende a situação jurídica da mulher?! Ó sim! Por isso, é que as mulheres saem tããão beneficiadas em situações de divórcio. Desculpem o fel e o atavismo mas o casamento defende, em moldes nada igualitários, a situação jurídica do homem, cujo direito à liberdade individual continua ainda, e infelizmente, mais bem salvaguardado do que no caso feminino. Por isso, também, é que, por forma automática, nas contas de bancos, boletins de IRS, escrituras e demais, o nome do homem leva a primazia face ao da mulher. E, por isso, ainda, é que a figura do “cabeça de casal” ainda não desapareceu na totalidade.
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BlackPaulo
18 Nov 2009 às 12:52
Tenho muita pena de reduzir os seus argumentos a pó.
Ai vai:
fi-lo por abreviacao para nao estar a escrever PCP e PEV, e deveria ser capaz de deduzir isso. Suponho que ja o sabia, mas pronto.
O que eu sei é que o PEV e a deputada vitalícia são uma fonte de risota quando reclamam qualquer legalidade democrática.
Sabia que ninguém sabe se eles têm dez, cem ou mil aderentes porque nunca foram a votos?
E portanto não são uma agremiação, não são uma coligação são uma usurpação.
Passa na AR nao porque tenha estado ou nao nos programas politicos.
Não é isso que toda a esquerda grita, se tem dúvidas pergunte ao senhor Daniel Oliveira, mas espere sentado.
Ate que alguem se lembrou de que a unica chance seria conseguir levar a votacao a um referendo.
Não percebo, a maioria votou pelo sim (lá está a sua dedução sobre a AR) no inquérito aqui colocado a vitória é esmagadora e o senhor acha que os adeptos do NÂO ganhavam num referendo?
Estará a esquerda com medo do voto popular ela que tanto gosta de democracia directa?
Mistério.
Pela sua prosa sem acentos presumo que está no estrangeiro, se andasse por cá verificava que há muitas falácias que gritadas todos os dias podem parecer verdades.
[Responder]
Infelizmente, não é o que está a acontecer. Da união dos gays à nova regulamentação das uniões de facto, passando pela lei do divórcio, estão a tornar igual o que é diferente. (No restante a questão do casamento dos gays foi lançada na Europa pelo Haider. Curioso.)
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Sou completamente contra o referendo acerca deste assunto, apenas porque não se pode andar a referendar tudo e mais alguma coisa. Mais importante para o País e seus cidadãos foram a entrada na UE, na moeda única, no espaço Comum, e nada disso foi referendado. O que até se pode aceitar, pois o Parlamento existe é mesmo para votar e decidir estes assuntos, ou não fossem os seus membros representantes (bem ou mal) dos cidadãos.
No entanto, esse argumento da “legitimidade” dada pela maioria é um tanto ou quanto falacioso, pois, honestamente, boa parte das pessoas que votaram não leram os programas, boa parte votar qualquer que seja o programa eleitoral, boa parte vota em PARTES do programa eleitoral, e na verdade, a maioria dos portugueses NÃO votou PS/BE/CDU!!
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Fado,
Nao se preocupe que nao reduziu nada a po. Espero, no entanto, que continue a imaginar-se com poderes de um super-heroi. Imaginacao faz sempre falta.
“O que eu sei é que o PEV e a deputada vitalícia são uma fonte de risota quando reclamam qualquer legalidade democrática.
Sabia que ninguém sabe se eles têm dez, cem ou mil aderentes porque nunca foram a votos?
E portanto não são uma agremiação, não são uma coligação são uma usurpação.”
Isto nao tem nada haver com a posicao, conhecida por todos, tanto do PCP como do PEV.
“Não é isso que toda a esquerda grita, se tem dúvidas pergunte ao senhor Daniel Oliveira, mas espere sentado.”
Sabe tao bem como eu que se o argumento valesse a pena, o Daniel responderia imediatamente. Repito o que disse: apenas o PS se resguarda na questao do programa politico, pois eles foram o unico partido de esquerda a votar contra na legislatura anterior, com o argumento de que nao estava no programa deles. Os outros nao precisam nem usam esse argumento. Toda a gente sabe, sem olhar aos programas de partido, as posicoes do PCP, do PEV e do Bloco no casamento de mesmo sexo.
“Não percebo, a maioria votou pelo sim (lá está a sua dedução sobre a AR) no inquérito aqui colocado a vitória é esmagadora e o senhor acha que os adeptos do NÂO ganhavam num referendo?”
Ponto 1: so querem o referendo por ser a unica chance de derrotar a proposta que vai ser aprovada;
Ponto 2: o referendo seria apenas um campo de batalha sem treguas, como se viu nos EUA, em que uns lancam medo, estereotipos, visoes apocalipticas; e os outros se defendem como podem.
Ponto 3: isso nao e’ debate nem informacao; e’ o oposto. Mais uma vez, viu-se isso nos EUA.
Espero que nao faca “quote” individual, e que veja os 3 pontos em conjunto sobre este prisma: as forcas politicas que estao contra, nao tem qualquer legitimidade para exigir um referendo, e deviam ter a coragem de dizer em publico que querem o referendo para derrotar o sim.
“Estará a esquerda com medo do voto popular ela que tanto gosta de democracia directa?”
Estara a direita com medo das consequencias do voto popular resultante das eleicoes, ela que tanto gosta de democracia representativa e parlamentar?
Mistério.
“Pela sua prosa sem acentos presumo que está no estrangeiro, se andasse por cá verificava que há muitas falácias que gritadas todos os dias podem parecer verdades.”
Se quiser respondo-lhe com meia duzia de ditados populares igualmente inconsequentes. O que e’ verdade amanha e’ mentira, Pimenta Machado TM.
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raios. “O que hoje e’ verdade, amanha e’ mentira”. Faltou-me o “hoje”. Ando com sindrome de Picoito.
[Responder]
Diz o Daniel no seu post:
“E a filharada tem pai e mãe sem que isso tenha qualquer relação com o matrimónio.”
Num post tão grande, apenas esta pequena frase, foi dedicada aos filhos. O que revela a pouca (ou nenhuma) importância que lhe merecem, a si e a quase todos os comentadores, as crianças, que, tendo obviamente pai e mãe, podem passar a ter dois pais ou duas mães. Logo as crianças adoptáveis que, tendo pai e mãe como toda a gente, por alguma razão estão à guarda do Estado.
Não interessa se isso tem ou não “relação com o matrimónio”. Qualquer ser, mesmo os hermafroditas (caso das plantas, p. ex.), é gerado pela junção de 2 gâmetas, sendo um masculino e outro feminino, através da qual se forma uma célula portadora do ADN de ambas, com capacidade para se dividir, dando origem a um novo ser.
Logo, o princípio masculino-feminino está na origem da concepção, e continua pela vida fora.
Ora o ser humano nasce imaturo, estado de que vai gradualmente libertando ao longo na infância e adolescência. Durante este longo período, o princípio masculino-feminino, com todas as referências que lhe são imanentes, é essencial ao seu desenvolvimento harmónico.
Nesta discussão, só vejo preocupação com adultos e seus direitos.
Ter filhos, não é um direito, é uma opção de adultos.
Já as crianças, têm o direito de crescer e completar o seu processo de maturação dentro do binómio masculino-feminino, que está na origem da sua existência. O contrário é uma violência contra seres humanos sem hipótese de defesa.
Na impossibilidade de serem criados pelos seus pais biológicos, a adopção deve obrigatoriamente reflectir este binómio. Por alguma coisa a lei consigna o “superior interesse da criança”, sopreponível a qualquer outro.
Ora o casamento entre homossexuais acarreta inexoravelmente (quem diz o contrário ou é tapado, ou está a mentir) o direito à adopção de crianças, privando-as assim dos seus mais elementares direitos.
Estando as crianças adoptáveis privadas dos seus pais biológicos, a sua defesa e protecção está entregue ao Estado, ou seja, a toda a Sociedade, que tem por obrigação velar pelos seus direitos.
Por mim, estou-me nas tintas para o casamento. Só me casei civilmente porque a isso fui obrigada para ter acesso ao Sacramento religioso – uma imposição que se mantém e que contraria a minha liberdade individual. Os direitos e deveres que contraí, ou seja contraímos, porque são iguais e recíprocos, só respeitam à minha consciência.
Já com os filhos é diferente: não foram concebidos por opção sua. E isso dá-lhes direitos, entre eles o de viverem e serem criados num ambiente tanto quanto possível semelhante àquele em que foram concebidos.
NINGUÉM, nem Estado, nem partido, nem parlamento nem referendo pode contrariar ISTO !
Tudo o resto é egoísmo.
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Daniel Oliveira Reply:
Novembro 18th, 2009 at 17:01
Isabel, e as crianças que podem ser adoptadas por apenas uma pessoa, não a preocupam que não tenham pai e mãe? Só para perceber.
3.14 coito.
Atenção: isto é um código, pelo que pode vir a ser aproveitado pelo Daniel Castanho.
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BlackPaulo
18 Nov 2009 às 16:37
Isto nao tem nada haver com a posicao, conhecida por todos, tanto do PCP como do PEV.
A posição do PEV é de cócoras debaixo do PCP quanto ao resto é falar de alhos enquanto o outro fala de bugalhos.
Os seus pontos 1/2/3 resumem-se a um pensamento de Salazar ” o povo é ignorante e deve acreditar nos seus governantes”.
Continua válida.
Nota:
O senhor Daniel Oliveira só responde quando julga poder ganhar, é muito cauteloso.
Muito obrigado I rest my case.
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Claro que preocupam, Daniel. Acho que nem devia ser permitido. Já bastam as crianças de famílias monoparentais. Acredite que sigo uma de bem perto. E vejo o resultado que dá.
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“Só me casei civilmente porque a isso fui obrigada para ter acesso ao Sacramento religioso – uma imposição que se mantém e que contraria a minha liberdade individual”.
Isabel, quem limita a sua liberdade é a sua Igreja. O Estado não impede ninguém de dar os sacramentos que quiser. Só não lhes reconhece relevância. Que eu saiba, os crentes de outras religiões casam nas suas igrejas, só que essa cerimónia não modifica o seu estado civil.
A associação entre o sacramento do matrimónio e o casamento civil é do interesse da ICAR, não do Estado.
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Daniel Oliveira Reply:
Novembro 18th, 2009 at 18:17
Isabel, ninguém a obriga a casar pelo civil. O Estado é que só reconhece o casamento civil, como não podia deixar de ser, já que para aplicar as leis do Estado o contracto tem de ser perante o Estado. Se a Igreja decidir casar as pessoas o Estado não o impede. Não tem é qualquer valor legal para ela.
Se assim não fosse, teríamos tantas leis vigentes para o casamento como o número de igrejas que celebram casamentos.
Não foi o Estado que a obrigou a casar civilmente para aceder ao sacramento religioso. Foi a sua igreja. Se ela decidir que casa sem casamento civil o Estado não impede. Apenas não lhe dá outra relevância que não seja religiosa. A diferença é esta: o Estado dá à sua Igreja, por vontade dela, o privilégio de associar esse casamento religioso ao civil, coisa que não acontece com qualquer outra Igreja. Acho muito bem que a Isabel proteste com a sua Igreja para que tal deixe de acontecer. Aí poderá deixar de se casar pelo civil, se assim o entender. Claro que para o Estado é, civilmente, solteira. Como também não podia deixar de ser. Se assim for, quando quiser o reconhecimento do Estado faz um contrato perante ele, com as mesmas regras para si e para todos. Se, para preservar o seu direito à sua liberdade individual dispensar esse reconhecimento do Estado, não o fará. Parece-me bem. Tem pela frente uma importante luta junto do Vaticano. Força, tem o meu apoio.
Já não há é saco que aguente esta gente infeliz.
Mesmo depois da fácil desconstrução de quaisquer práticas argumentativas (agressivas ou não) contra as temáticas que envolvem homossexualidade e transgenderismo – muito embora os mesmos não o admitirem (e a prova disso é que as suas justificações caem em saco roto, pois vão sempre dar ao mesmo lugar que demonstrou-se à partida falacioso), mesmo depois da desmistificação dos medos que assola esta gentinha, pois que continuam precisamente a caír na mesma asneira e a dar os mesmos tiros nos pés e na massa encefálica.
A minha participação para este peditório acaba aqui.
Aprovem esta lei de uma vez por todas para que os cães raivosos parem de ladrar de uma vez por todas.
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Fado,
“A posição do PEV é de cócoras debaixo do PCP quanto ao resto é falar de alhos enquanto o outro fala de bugalhos.”
Sabe bem que nesta questao estao de acordo. Nas outras questoes, isso nao importa a este debate.
“Os seus pontos 1/2/3 resumem-se a um pensamento de Salazar ” o povo é ignorante e deve acreditar nos seus governantes”
Acho que essa analogia se auto-destroi a ela mesma. Em primeira instancia, quem esta a chamar ignorante ao povo e’ a direita, dizendo-lhes que nao sabem bem no que votaram. Quanto ‘a equiparacao a Salazar, nao respondo, acho descabido e demagogico.
“Nota:
O senhor Daniel Oliveira só responde quando julga poder ganhar, é muito cauteloso.”
Isso e’ a sua perspectiva, e vale o que vale enquanto isso. Eu nao tenho a mesma.
“Muito obrigado I rest my case.”
De nada.
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A coisa mais “polémica” é, seguramente, a adopção.
Em minha opinião, acho que os casais homossexuais poderão adoptar mas também acho que, em igualdade de circunstâncias, a preferência deve ir para um casal heterosexual.
Porquê? Porque, e pensando apenas no interesse da criança, acho que a escolha preferencial deve ser dada à situação mais natural – um pai e uma mãe. Não sou eu a achar o mais natural; é a natureza.
Outra coisa; espero que daqui por uns tempos não apareça a febre (como vimos na américa de Bush) do “politicamente correcto” nas escolas, com legislação e punições às crianças que gozem com isto. Porque as crianças gozam com tudo. Gordos, magros, caixas-de-óculos, coxos, etc, etc…
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58 Zunkruft
Au au au
Em relação à sua falta de paciência eu mandava mete-la lá no sitio onde o sol não brilha, mas para si provavelmente eram guloseimas.
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Eu sei que, desde 1940, o casamento religioso (católico), produz automaticamente efeitos civis. Também sei que isso foi negociado pela Igreja, na Concordata, em seu benefício. Eu sei que é muito mais prático. Mas não concordo.
Em Espanha não é (ou era) assim. E não creio que tenha vindo daí mal à Espanha.
Esta separação já se aplica, em Portugal, a todas as outras religiões.
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Daniel Oliveira Reply:
Novembro 18th, 2009 at 21:29
Isabel, concordo plenamente consigo e gostava que fossem os católicos a defender a separação clara dos planos.
Daniel Oliveira:
«acha que se o casamento acabasse as pessoas deixavam de se reproduzir?
A sua conclusão é simples: os homossexuais não se devem poder casar porque a homossexualidade não é boa para a sociedade»
Nada disso Daniel. A direita “mais” esclarecida aceita um enquadramento jurídico. Eu próprio aceito um “Partnership Act” como a via Inglesa. A questão não é tanto a “homossexualidade”, mas sim o direito à adopção se existir a “igualdade” de acesso aos casamentos hetero. Essa discussão é pão de outra forma. Quem monopoliza de forma arreigada a conversa é o próprio Daniel. Faz de vítima e puxa constantemente a cartada da Homossexualidade. É indiferente para a maioria das pessoas que dois homens andem aos beijos, e até é natural que haja quem não goste (ou o Daniel quer institucionalizar gostos???), agora, dar o direito de adopção e sobrepôr os interesses de uma minoria a crianças sem “escolha”, é uma questão nuclear. Tanto que estamos a falar do nosso futuro, da forma como a sociedade se organiza etc. Devemos todos ser chamados a dar a nossa opinião, porque os partidos têm liberdade de voto. Eu não estou a decidir nada e não admito que meia dúzia de deputados decida por mim!
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Beatas, Ratas de Sacristia, Moralistas de Trazer por Casa, Defensores do Faz o Que eu Digo, Não Olhes ao que eu Faço, Revoltados simplistas contra a Ditadura Islâmica, Hipócritas & Associados:
O Estado Português não é teológico, é laico.
Todos os cidadãos são iguais, perante a Constituição.
Infelizmente, a Lei ainda não consagrou essa igualdade, nomeadamente neste caso.
As Conservatórias (sejam do Registo Civil, ou outras, não são propriedade de qualquer confissão religiosa).
Quem se identificar com as designações que eu atribuí no 1º parágrafo, passe, por exemplo, a exigir que seja impedido o Registo Comercial de uma empresa, cujos sócios sejam homossexuais.
Metam-se na vossa “vida” e deixem que os outros sejam felizes. Custa muito?
Cá por mim, só quer impôr “regras” de “bom comportamento” aos outros, quem é infeliz, frustrado e nunca soube o que é VIVER em harmonia consigo próprio (passe o plionasmo).
Boa Noite e façam o favor de ser felizes (como dizia o nosso Raúl Solnado).
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Black Paulo
Gostei imenso do seu comentário no post anterior sobre os P&C. Onde se lia homossexuais, passou a ler-se mulheres.
Achei um exercício muito interessante.
O casamento evoluiu e a relação entre cônjuges também, não porque tivesse havido filósofos, políticos e pensadores, grandes almas, a apontarem as injustiças e as remediá-las.
O que fez progredir as relações socias foi o desenvolvimento da ciência e consequentemente da tecnologia.
As mulheres passaram duma total dependência do homem, que as protegia e provia alimentos, contribuindo elas para o orçamento familiar com trabalho doméstico ou no campo e fazendo os possíveis para manter a prole saudável, para uma grande independência económica a emocional.
A prole tinha destinos trágicos; ou ia para a guerra, ou morria criança ou ficava orfã. Era preciso que se mantivessem alguns a todo o custo para se reproduzirem, manterem a família e sustentarem os exércitos e isso era trabalho da mulher.
A maior evolução deu-se no século passado. Com e desenvolvimento da ciência, antibióticos e vacinas passou a ser mais fácil baixar a morbilidade infantil, com as máquinas de lavar e aspirar as mulheres ficaram com mais tempo livre, com a pílula começaram a ter menos filhos, com o cinema, a rádio e a televisão começaram a ver que havia outros mundos e outras culturas e que havia coisas para comprar e elas tinham tempo livre para o fazer. Só não tinham dinheiro e por isso começaram a trabalhar.
Com dinheiro e independência as relações mudaram radicalmente.
Resumido, o que fez mudar o mundo foi o conhecimento e também o dinheirinho.
Evolua-se o que se evoluir, o casamento é sempre entre o homem e a mulher, por mais que se transforme, se modifique e se adapte.
A tese de que, se se acabou com o chefe de famíla e com a permissão dada pelo marido para viajar e o casamento não faliu, logo pode-se casar PMS como se de uma evolução natural se tratasse, não faz sentido. É mais uma mentira.
Não foram os iluminados que fizeram evoluir os costumes legislando “mais à frente”.
Foi o dinheirinho (ou a falta dele).
PS Ainda hoje em dia os homens têm o eterno problema de saber se a prole é deles ou não. A forma como o fazem é que progrediu à medida dos aportes da ciência.
Mas não acredito que alguns dos comentadores achassem graça ver que o seu filho, por acaso, até é a cara chapada do padeiro.
A forma de verbalizar dúvidas mudou, mas o conteúdo mantém-se.
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cafc o que voce marrou com a “ditadura” islamica? Islão é um conceito de vida para toda a humanidade e a humanidade está dividida em duas partes os muçulmanos que se submeteram a Allah e os infiéis que se hão de submeter…veja lá como fala do Islão. o Islão tá acima de qualquer democracia de qualquer forma politica entendeu???? estude e veja que a Europa se 4stá tornando a velocidade tgv um continente ISLAMICO OXALA INSHALLAH e o que Allah quer será…e o que é legalizado hoje é ilegalizado amanhã no Islão não há o conceito de ateismo é inimaginável nem de blasfèmia è inimaginável por isso muitos ou todos os ateus e blasfemos vão acabar de vez na Europa não precisamos da ONU mas já está conosco os CRENTES, passe bem e pense 500 vezes antes de falar no ISLÃO…
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65 cafc
Este seu “comentário, desculpe lá, mas é completamente idiota.
Esperava mais de si.
Lamento.
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O seu problema Daniel é a incapacidade para aceitar outras opiniões e lá no fundo achar que é retrógada quem não defende o casamento entre homossexuais e, mais tarde ou mais cedo, a adopção. Aliás foi com estes temas que o seu partido se foi afirmando. O circo continua. Enquanto houver palhaços, a malta bate palmas.
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Ui, que atenção e trabalheira, Daniel, mas, valha a paixão, é um tratado o seu post, inteiro.
[Responder]
Isabel,
Ainda bem que gosyou. Volto-a a aletrar para um facto. Tem de parar de ver a realidade e a historia de uma forma reducionista, nao e’ o seu pensamento que deve esolher os prismas da historia que cabem nele: isso e’ negacionismo puro. Deve ser ao contrario: todos os factores devem expandir o seu pensamento e a sua perspectiva. Por isso repito, se voltassemos ha decadas atras, a Isabel estaria do lado da barricada que lhe negaria todos os direitos, incluindo o de votar, que hoje usufrui. Nao porque concorde com isso na actualidade, mas pura e simplesmente porque no enquadramento anterior, usando a mesma logica que usa para abordar a historia e o presente, defenderia o lado da barricada que perpetua o status-quo.
Faco-lhe apenas um pedido: reveja a historia do sec. passado, e entenda como as lutas de defesa dos direitos da mulheres nunca foram lutas isoladas. Nao teve haver directamente com as transformacoes tecnologicas e financeiras. Foi uma luta global, associada aos direitos das minorias, aos direitos dos imigrantes, aos direitos das pessoas de cor, aos direitos LGBT, lutas que varreram o status quo conservador que vigorava e que consistia na subjugacao da mulher, antagonizacao de estrangeiros, prisao para LGBTs, segregacao das pessoas de cor.
Tanto isto e’ verdade que os movimentos diversas vezes se cruzaram, em interpretes e em causas. Ainda hoje Martin Luther King e’ um icone de igualdade transversal.
Gostava de poder reduzir as transformacoes as mudancas economico financeiras ou tecnologicas. No entanto, houve quem levasse com bombas atomicas em cima, houve milhoes de mortos, genocidios pela primeira vez visiveis em toda a sua extensao, houve a difusao sem paralelo dos mass media que tornaram o longinquo mais proximo, houve lutas ideologicas fortissimas que mudaram a face do mundo, e houve acima de tudo quem nunca se calasse pela igualdade e liberdade, podendo de uma forma mais visivel apelar a todos os que pensam igual.
Se acha que o papel da mulher na sociedade se transformou apenas devido ao dinheiro ou ‘a tecnologia, esta a ser tremendamente ingenua e excessivamente injusta para as verdadeiras pessoas que se bateram pelos seus direitos, direitos esses que hoje tem e ninguem questiona.
E quando nos esquecemos das verdadeiras razoes e causas pelas quais temos direitos, estamos a cuspir neles.
Tem duas hipoteses: ou acha que o que digo esta certo, ou acha que esta errado e fica na mesma. Nao ha meio termo num mundo coerente onde o valor da igualdade e dignidade sao intocaveis e universais.
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@Isabel Coutinho:
Mesmo que se tome como válido que o “ambiente” em que a criança deve crescer deve ser com um pai e uma mãe, a verdade é que não são só essas crianças que vão ser adoptadas: são as 17000 que estão institucionalizadas permanentemente e que portanto não têm pai nem mãe.
Ora acha que é preferível estar numa instituição do que num lar com pais adoptivos, sejam de que sexo forem? Eu não.
[Responder]
Ora, eu que não vi o Prós e Contras, se não tivesse vindo aqui ler este post sobre a tal declaração, era rapariga para passar o resto da vida enganada — como andei até agora, trinta e tal anos, coitadinha (e depreenda-se daqui a generalização da absoluta incapacidade das mulheres para perceber de leis e direitos) —, convencida que era uma cidadã de plenos direitos.
Afinal, descubro agora sou uma pobre solteira desprotegida sem um marido (pensando bem, deve ser Marido, com maiúscula, que isto do respeitinho pelo Chefe de Família é um dever, pois claro) que tome conta de mim.
Pela declaração aqui citada, desconfio que também devo ser uma devassa do piorio.
Olha as décadas que eu andei a pensar que era uma cidadã…
O problema é que não se pode exterminá-lo, porque o 3,14(…) faz falta a quase tudo nas Ciências e anda por todo o lado na Natureza e o resto — o resto, além de também andar por todo o lado na Natureza… espera lá… se acabei de descobrir que em vez de cidadã de pleno direito, sou afinal uma devassa… vamos lá ao resto do apelido e deixemos o Pi “para o raio”…
[Responder]
O aviltamento do bem família, célula primordial da sociedade e da sua perenidade, através de construtivismos de género delirantes, como este dos casamentos e adopções gay, ameaça de imediato, no ocidente decadente enfrentando catastróficas quedas de natalidade, causar a insustentabilidade do sistema de segurança social e de pensões e, a prazo não muito longo, um verdadeiro suicídio das nossas sociedades.
Bizâncio nos estertores finais da sua decadência e já cercada pelos otomanos discutia o sexo dos anjos, o ocidente anómico, relativista e nihilista de hoje discute o casamento dos gays…
Quando falo de família, refiro-me evidentemente à família heterossexual, monogâmica e exogâmica, a única verdadeira família, e em todo caso a única que deve relevar para o direito estadual, que não se deve ocupar totalitáriamente de certificar e registar a vida amorosa e sexual dos cidadãos, a não ser no quadro da instituição casamento, pela qual se organiza e disciplina socialmente o sobrevivência da espécie e a educação e socialização das novas gerações (fim social de primordial importância).
Ridicularizar e macaquear o casamento com fantochadas gay é destruir a célula de base, já muito abalada, da sociedade em que vivemos, o casamento e a família. Só o egocentrismo de certas minorias sexuais socialmente irresponsáveis, agitando sistematicamente o papão de imaginárias homofobias, não permite vislumbrar tal perigo.
Quem reduz o casamento aos “afectos”, necessáriamente efémeros, inconsequentes, caprichosos, instáveis, NÃO PERCEBE a verdadeira natureza do casamento como instituição jurídica.
Tida esta em conta, logo se torna claro que os estéreis gays não devem ter acesso ao casamento (podendo-o ter a uma união civil registada), e que NÃO há nenhuma discriminação nisso, porque o principio da não discriminação apenas impõe que se tratem igualmente situações semelhantes, mas não situações não análogas.
[Responder]
Dos perigos do fundamentalismo gay e das minorias antisociais fracturantes que os apoiam
O que leva à baixa de natalidade em sociedades decadentes como a nossa é a desvalorização da instituição casamento e a sua desnaturação pela amálgama com realidades espúrias como o pretenso casamento gay.
Este não é pois a única causa da queda demogáfica, ou se quiser, são ambas consequências das mesmas causas: diminuição da coesão e responsabilidades sociais e familiares, individualismo exacerbado que reduz cada um a uma ilha antisocial, narcisismo, hedonismo, niilismo e relativismo morais, o casamento como destinado à gratificação imediata e hedonista de parceiros sem responsabilidades nem fardos com filhos, etc.
O casamento gay é apenas o último prego no caixão da sutentabilidade demográfica das nossas sociedades, ridiculas e decadentes aos olhos de todo o mundo ascendente. Ninguém nega o direito dos homossexuais serem felizes à sua maneira, vivendo juntos. Podem até celebrar uniões civis para acautelar legítimos interesses no domínio do direito das sucessões, arrendamento ou outros.
Mas não têm o direito de macaquear o casamento verdadeiro contribuido para a erosão da coesão social. Aí vão longe demais, não prosseguem nenhum interesse socialmente legítimo e arriscam-se a um sério backlash…
Pensem bem…
[Responder]
Li o programa eleitoral da CDU. Em nenhum momento vi qualquer referência a este assunto. Se é desde sempre uma posição assumida pela coligação pelos vistos confere-lhes o direito de omitirem isso mesmo quando elaboram as suas propostas eleitorais. Mas as posiçoes de sempre não lhes confere esse direito. É elaborado um programa eleitoral com o qual vão a votos.É nesse programa eleitoral, nessas propostas que as pessoas votam. Resumindo, o argumento de que existe uma maioria na AR que previu esta situação nas propostas que submeteu a votação é se preferirem uma inverdade. Só uma pequena nota aos defensores do sim… não partam do principio de que do outro lado da discussão só existem homofóbicos, existem pessoas que têm opiniões contrárias mas que também devem ser respeitadas.
[Responder]
Muito bem apanhado. 100% de acordo.
[Responder]
Um Artigo fantástico! Os meus sinceros Parabéns…
[Responder]
Isabel Coutinho (comentário 62),
já existe a possibilidade para as confissões religiosas não católicas de conduzirem «casamentos civis sob forma religiosa».
[Responder]
Daniel,
faltou acrescentar que desde 1910 que a mulher pode ir a tribunal sem autorização do marido, e publicar escritos sem consentimento do marido.
A primeira lei do divórcio também data dessa época.
[Responder]
Amiga Isabel Coutinho
Lamento tê-la desiludido e agradeço a consideração que tem por mim, não só porque esperava mais mas, também, porque “completamente idiota” é o meu comentário.
Paciência. Já a minha avó (católica praticante) dizia:
- “Perfeito só Deus e não agradou a todos!”
E essa boa Mulher, também ia à Igreja comprar a “bu(r)la”, para poder comer carne na Sexta-Feira Santa. Hoje já não precisava de gastar os “tostõezitos” para se livrar do “pecado”…
Minha amiga, o tema em discussão não começou neste “post”. Acho natural que discorde da posição que defendo.
O que não acho natural é que não tenha a mesma opinião critica em relação a alguns comentários, “n” vezes aqui escritos.
Não quero acreditar que seja pelo facto de serem concordantes com o que a minha amiga pensa.
Se me permite “usurpar-lhe”, por momentos, a função de “avaliador”, classifico-os de idiotas, imbecis, ordinários, sementeiras de ódio, etc…
E eu tenho o direito de estar farto desse tipo de comentários (e, pelos vistos, não sou o único).
Cumprimentos, minha amiga.
[Responder]
#67
Exmº. Sr. Livro do José Rodrigues dos Santos
Dentro da verborreia “bin-ladística”, confesso que o euroliberal é catedrático. Você ainda está na pré-primária.
Em comum, o ódio, a ameaça (estou mesmo “borradinho” de medo), a fanfarronice e tudo o mais que queira acrescentar.
Vá lá “marrar” a 1ª página do Corão e da Suna e, quando as souber, pelo menos, copiar, pense “500 vezes” antes de escrever asneiras que só insultam o Islão.
Boa tarde, sr. 600 e tal páginas…
[Responder]
E agora algo totalmente diferente
http://www.youtube.com/watch?v=MdDNPsaVLNw&feature=player_embedded#
Ainda existem pessoas neste mundo que não pensam só em si !!!!
[Responder]
Esta conversa só me lembra aquela estoria do filho que vê o pai a sair do banho e diz: papá tens um pilihinha tão grande… e comenta o papá: isto não é nada… quando vires a da tua mae…
[Responder]
Amigo António Cunha
Estou a escrever ainda debaixo de uma grande emoção mas, é assim, que somos verdadeiros.
Aqui para nós, que ninguém nos “ouve”, a minha neta mais nova nasceu porque, contra todos os conselhos, a minha filha aceitou o meu.
Porém, considero que a chamada “questão da IGV” é do foro íntimo de cada pessoa. Por isso, não tive dúvidas em votar a favor de uma Lei que deixava que as pessoas decidissem, por si próprias, dentro dos parâmetros que essa Lei estabelecia.
Um grande abraço, meu amigo.
[Responder]
“Mas não acredito que alguns dos comentadores achassem graça ver que o seu filho, por acaso, até é a cara chapada do padeiro” – Isabel #66
Por acaso até acho que não. Alguns comentadores são tão modernaços e práfrentex que encarariam favoravelmente a abolição do dever de fidelidade e do monopólio opressor que daí resulta para as massas femininas em luta contra a exploração machista. A próxima causa fracturante deve ser essa…
Cornos mansos unidos jamais serão vencidos…
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Daniel Oliveira Reply:
Novembro 19th, 2009 at 15:44
E se forem cornos e se forem mansos o que raio tem você a ver com isso, Euroliberal? A cabeça é sua? A relação é sua? A quantidade de pessoas que acha que tem uma palavra a dizer sobre a vida privada dos outros é uma coisa que me deixa sempre atónito.
O casamento é um realidade sociológica tão antiga como o Homem que preexiste ao direito que se limita a enquadrá-lo. E ninguém está a desvalorizar os afectos que são essenciais à estabilidade do casamento.
Mas este não se reduz aos afectos. Só os afectos que se integram num projecto de sociedade conjugal, tendencialmente procriativo e perpétuo, merecem do ponto de vista legal (do interesse social) serem consagrados como casamento. Este não se destina a certificar quem anda a dormir com quem, hetero ou homo. E porque a procriação e educação equilibrada de crianças exige necessáriamente UM HOMEM E UMA MULHER, o casamento é por definição exclusivamente heterossexual.
Como seria possivel de outro modo garantir o crescimento equilibrado de meninas e meninos, após a fase maternal inicial, em que se identificam com o outro progenitor ou o tomam como sexo oposto.
Freud explica que isso é impossível sem um pai e uma mãe. Os construtivismos simétricos à outrance para satisfazer narcisismos egoistas à custa das crianças são criminosos.
Por isso já discordo rotundamente quando se diz que “o casamento, pelo menos na forma como é entendida actualmente pelas sociedades modernas e desenvolvidas, se encontra nas relações que se estabelecem com base em sentimentos e afectos”.
O casamento não está sujeito a modas, e as que refere (predomínio de divorcios, abortos, “famílias” monoparentais, anbandono familiar, crianças sem referentes paternos, delinquência juvenil, escolas sem autoridade, droga, “casamentos” gays, etc.) não são modernas, são REACCIONÁRIAS, DECADENTES, limitadas a a uma pequena parte do mundo, o Ocidente anómico, egoista e degenerado, sem valores familiares, sem filhos, sem futuro.
No resto do mundo ascendente, o casamento ainda é será sagrado forte estável, tal como a coesão das famílias e da sociedade. São eles, e não nós, os modernos e civilizados…
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“E se forem cornos e se forem mansos o que raio tem você a ver com isso, Euroliberal? ” – Daniel O. # 87
Rigorosamente nada, caro Daniel. Agora já tenho, e muito, se quiserem impor esse modelo decadente e promíscuo a toda a sociedade, através da alteração da lei, sem referendo, é claro… porque referendos só contra a Europa…
Porque não tenho interesse nenhum em alimentar as crias dos outros, como fazem os cucos, ou em transformar a minha mulher num bem público organizador de bodos aos pobres… Que quer ? São feitios… preconceitos reaccionários…
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É através da influência desmoralizadora e erosiva do ethos do casamento que o “casamento” gay, juntamente com outros factores que enumerei, contribui para a decadência, moral e demográfica do ocidente, a nova Gomorra.
Depois, deixemo-nos de jogos de palavras: a esterilidade refere-se aos casais (H/F) gays, enquanto casais, não aos seus elementos considerados individualmente.
Mas alguém normal pensa que é o mesmo uma criança ser concebida no seio de uma família estável (heterosexual), ou através de rapidinhas extra-conjugais ? Por aí se vê que os monstros de egoismo que dirigem esta campanha degenerada só pensam no interesse de algumas minorias terem o seu brinquedo-criança, não pensam no superior interesse da criança em ter uma família e pai e mãe a sério…
O egoismo é o mal do século e a causa da decadência. Faltam valores, falta a responsabilidade social, falta a honra, falta o temor ao Todo-Poderoso. A Gomorra-Europa vai arder para depois se salvar…
(dada a cruzada, perdão, jihad do autor contra a decadência e a desmoralização da sociedade ocidental, este comentário como os anteriores são “copyright” dos blogues Blasfémias, Jugular e Arrastão, onde as hostes de Sodoma foram desbaratadas…)
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Atenção, Daniel, que o casamento civil não é apenas da vontade, interesse e foro privado das pessoas.
Há regras. E o Estado impõe essas regras, mesmo contra a tal vontade e interesse dos envolvidos.
É um contrato a 3: entre os 2 cônjuges e o Estado, não fica unicamente dependente dos directamente envolvidos (os casados). E o Estado impõe igualmente a sua ética e moral nessas regras. Bem ou mal.
Para exemplificar, o Estado declara nulo um casamento perfeitamente livre e consciente entre 2 adultos que comunguem do mesmo interesse. Por ex, um casamento que vise a naturalização de alguém. Haverá aqui uma interferência do Estado na livre decisão de 2 pessoas em se casarem? Terá o Estado que “aprovar” as razões dum casamento ou será isso uma intromissão?
É uma discussão que acho valeria a pena reflectir, se a isto juntarmos que não precisamos actualmente de razão nenhuma para acabar com um casamento! Parece-me uma incongruência.
E se quisermos ainda alargar esta questão, poderemos constatar ainda melhor a incongruência em termos de valores: não me posso casar pelas razões que me apetecer (como referi), apesar de me poder divorciar pela razão que me apetecer (se me apetecer sequer dar) mas mesmo hoje, uma mulher que queira abortar pode fazê-lo pelas razões que lhe apetecer (isto é verídico e passou nos noticiários: uma mulher abortou porque o parto iria coincidir com as férias de verão!!!). Se lhe apetecer dar alguma razão, claro. E sem o conhecimento e/ou consentimento do pai.
As coisas não são assim tão simples e óbvias…
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81 cafc
“O que não acho natural é que não tenha a mesma opinião critica em relação a alguns comentários, “n” vezes aqui escritos.”
Caro amigo,
Vamos a ver se nos entendemos: se eu “comentei” o seu “comentário” foi porque as suas posições, mesmo quando não têm a minha concordância (o que acontece muitas vezes) têm merecido o meu respeito.
Com a maioria dos outros ““n” vezes aqui escritos” não acontece o mesmo. Por isso mesmo, nem me dou ao trabalho de lhes responder.
Esclarecido? Espero que sim.
Cumprimentos para si também.
PS.: da próxima vez que “acordar com os pés de fora”, avise.
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@ AP 72
“Ora acha que é preferível estar numa instituição do que num lar com pais adoptivos, sejam de que sexo forem? Eu não.”
Eu sim
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# 79 Ricardo Alves
Obrigada pela informação.
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Obrigada Daniel Oliveira. O mal começa quando os justos se calam. Obrigada por não baixar os braços. A mim já me vão faltando as forças.
Não consigo compreender o que move algumas pessoas que aqui deixam comentários.
Talvez o medo de tudo o que possa mecher com a sua frágil masculinidade? Não sei. Nem quero saber. Só gostava que procurassem uma vida, amigos, coisas que fazer em vez de discutir sobre o valor ou desvalor dos relacionamentos dos outros.
Nunca na vida me atreveria a tentar impedir os casamentos ou as uniões de facto ou fosse lá o que fosse de quem quer que fosse.
Mas isso sou eu.
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Daniel Oliveira
Posso “adulterar” o teu comentário #87?
Ficaria assim:
“E se forem cornos a cabeça é sua!”
Depois do #67 “livro do JRS” (que anda na pré-primária) com o “marrar”, aparece o “catedrático” com os “cornos”.
Está-lhes mesmo na cabeça. Esperemos que não surja qualquer notícia de lapidação em Portugal.
Pode ser mais um comentário “completamente idiota” mas, paciência, não tenho a inteligência suficiente para pactuar com coisas destas, que mais não fazem do que insultar o Islão. E contribuir para que outras pessoas “vejam em cada muçulmano um perigoso inimigo”.
Daniel, se quiseres, “diz-me” se “perdoas” o “adultério” que eu cometi com o teu comentário.
Eu com o teu comentário? Tem qualquer coisa de “gay”, não tem?
Que os Deuses me perdoem…
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KW6
19 Nov 2009 às 10:20
Como eu já tinha explicado essa é uma verdade.
O problema é que não pode ser dita nem escrita.
Incomoda a esquerda que lhe chama mentira.
Ora veja lá se alguém lhe respondeu.
Calados fazem de conta que é uma verdade.
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#83 António Cunha
O aborto não tem mal nenhum. É apenas um feto. Um feto não é uma criança (Leo dixit). Um cão merece mais respeito. A um cão ou a um gato dá-se tudo. A uma criança inoportuna, mata-se e depressa antes que passe o prazo.
É esta a lei, o laxismo instalado:
Quem não é favor do aborto, continua a não o fazer.
Quem é a favor pode fazê-lo e ninguém tem nada com isso.
E assim se processa a matança de inocentes, um verdadeiro holocausto.
Porque não há a coragem de iniciar uma banco de adopção, para evitar o infanticídio?
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# 93 Isabel Coutinho
Concordo consigo. E mais; há instituições, a maioria religiosas, fabulosas onde as crianças se sentem irmãos entre si e são verdadeiras famílias.
Por exemplo, sem ser religiosas, as Aldeias SOS ou a Novo Futuro.
Para as crianças institucionalizadas não existe um pai ou mãe, mas há um lugar para eles, mesmo que ausentes na vida do dia a dia. Elas dirão, não conheço o meu pai e a minha mãe não pode tratar de mim, mas há muitas pessoas que o fazem por eles; é preferível isso a dizerem o meu pai é o João e a minha mãe o Joaquim ou a minha mãe é a Teresa e o meu pai a Manuela.
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@Isabel Coutinho:
Então não venha dizer que é contra a adopção porque as crianças devem ter pai e mãe, porque numa instituição também não os têm.
Já agora, acho a sua referência às famílias monoparentais um insulto, e gostava que se explicasse. Aliás, olhando para os números da violência doméstica, não sei quais são piores.
[Responder]
Amiga Isabel Coutinho
Esclarecido, desde que o seu critério se mantenha.
Pela consideração que tenho por si, muito me honra que eu tenha sido o único a merecer o seu comentário #65, complementado pelo #92.
Para tentar aliviar um pouco a tensão que está no ar, pretende que, em futuros comentários que eu possa produzir, tenha que, “ab initio”, declarar como estavam os meus pés ao acordar? Seria uma incrível intromissão na vida privada (pelo menos dos meus pés).
Olhe que este último parágrafo era a brincar…
Cumprimentos, minha amiga.
[Responder]
A adopção de casais do mesmo sexo justifica-se com o facto de haver crianças institucionalizadas. É este o maior argumento para alargar a adopção. Ou seja há crianças de primeira e de segunda. Para as de segunda (as que vivem em instituições) tudo é preferível a estar entregue ao Estado. Já agora dizer-vos que s crinaçs até três anos são facilmente adoptadas. A partir dos sete ou oito anos é que começam os problemas de adopção. Acham que os casais homossexuais só devem ter acesso a estas crianças mais velhas?. É que com as outras não se coloca o problema da instituição. É melhor procurarem outro argumentos e, já agora, que o casamento não sirva para enganar os portugueses e permitir a adopção.
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AP #100
Quanto à 1ª questão, remeto-o para o comentário da Isabel #99 com o qual estou completamente de acordo. Como ela já dise tudo, não tenho mais nada a rescentar.
Quanto à 2ª onde é que vê na minha referência às famílias monoparentais um “insulto”?
São uma realidade que existe, nem sempre por culpa de um dos progenitores ou de outro.
Mas certamente sem culpa da(s) criança(s).
São famílias que quase sempre levam uma vida duríssima, que inevitávelmente se reflecte nos filhos.
Longe de mim insultá-las.
[Responder]
#83 António Cunha
Obrigado pelo link.
Já agora, deixo este:
http://www.youtube.com/watch?v=YJkjFlVgZ9o&NR=1
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A questão religiosa é indissociável da questão do casamento entre homossexuais.
Porque a primeira trava a segunda e, esta, atropela a primeira.
Não, não concordo com o casamento entre homossexuais. E sim, tenho amigos que o são e, mesmo defendendo opiniões diferentes, respeitamo-nos todos. Coisa que, infelizmente, por aqui não tem acontecido ao longo destes posts todos.
E não concordo com o casamento entre homossexuais por uma questão de pura contra-natura. E também por achar que se trata, a certa altura, de finca-pé.
Querem viver felizes para sempre, como só juntos o conseguirão? Muito bem, sugiram uma nova figura jurídica. Unam-se por um nó górdio… mas não lhe chamem Casamento!
De igual modo, por muito que reconheça qualidades pedagógicas e emocionais raras nos meus amigos homossexuais e de saber que possuem o tal “jeito para crianças” bastante apurado, não posso concordar com adopção por casais do mesmo sexo.
Dir-me-ão alguns que, por exemplo, duas lésbicas conseguirão criar tão bem uma criança como uma mãe e uma avó. E quantos casos de mães e avós existem que criaram crianças que se tornaram homens e mulheres de sucesso, certo? Mas há uma nuance. Na cabeça dessas crianças nunca surgiu o conflito porque aquela avó nunca foi chamada de… pai! Ou seja, cada “coisa” manteve-se no seu lugar.
E se para o casamento sugiro uma nova figura jurídica, para a adopção também o faço. Porque o problema não está em saber se dois homossexuais serão dois bons educadores. Porque o serão com grande probabilidade. O problema, na minha perspectiva, está na contradição biológica conceptual de dois pais do mesmo sexo. Por isso, à adopção por casais homossexuais chamem-me outra coisa… tutoria, por exemplo.
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@Isabel Coutinho:
Interpretei mal o seu “E vejo o resultado que dá”. Sim, é duro para os pais. Se é duro para os filhos, depende dos pais. E acredite que certas situações em famílias biparentais são bem piores, e não são de todo raras.
Se a questão da adopção é a criança chamar pai a uma mulher, pode estar descansada que nenhuma o fará
Bem mais estranho na minha opinião é tratar os pais por “você”, e no entanto é razoavelmente comum.
@Ceres: essa questão já foi resolvida:
http://www.youtube.com/watch?v=xWd56RacyeE“
[Responder]
Ceres,
e aos impostos por gente homossexual, chame-se-lhes de retribuicao de existencia.(REs, tal como nos emails, ate ja esta na cultura geral)
e aos votos de todos os que nao forem homens heterossexuais caucasianos (um problema que o SCP nunca tera), chame-se-lhes de nulidades de referencia (NRs).
aos casais que nao tenham filhos, nao se lhes chame de casados, estao em regime de coabitacao incompleta (CIs), ate poderem alterar o estatuto parindo.
Mas tenho mais propostas.
Gente com mais de 25cm de diferenca sao biologicamente incompativeis para produzir o melhor rebento: proiba-se.
Gente que nao possua rendimento superior em conjunto a 1500 euros por mes, fica igualmente em periodo de gestacao ‘a espera, sendo proibida a reproducao nesse perioso.
Mulheres com mais de 50 anos, e homens com mais de 70, ja nao se podem casar. Mas tem a instituicao alternativa: o Caducamento.
Sabe o que e’ contra natura?alguem bonito copular com alguem feio. Biologicamente falando, seleccionamos o melhor parceiro possivel.
Gente feia com gente geia, gente bonita com gente bonita, respeito pela biologia, por isso estou farto de ver casais contra-natura a todo o momento. irrita-me.
Os conflitos das criancas tambem se resolvem facilmente. O facto de haver pais (quando so ha um), tias, avos, primos, amigos, deve ser muito confuso. Os rebentos daqui para a frente passam a ser criados em casa em regime de isolamento, e a nao poder interagir com ninguem ate aos 18 anos de idade, exceptuando os pais (pai e mae, atencao). Nao va o rebento na escola dizer “eu tenho uma tia que se chama Maria” e outro responder “Mas..eu tenho uma tia tambem, e ela chama-se Carla.. como e’ possivel haver tias de nome diferente?”
Ja agora, os padres deixam-se de chamar padres, nao vao as criancas em instituicoes ou na catequese comecar a achar que tem dois pais.
E por ai fora. Vamos em frente, evitar conflitos nas cabecinhas das pessoas.
Ou isso, ou entao as pessoas deixam de projectar os seus medos, conflitos e confusoes nos outros.
[Responder]
E eu, confuso como sou, ainda nao percebo, como e’ que no seculo XXI ainda se debatem determinado tipo de ideias.
E como de um post sobre uma frase infeliz de PPicoito, que toca sobretudo nas mulheres, se acaba a discutir a adopcao de gente gay e se colocam links relacionados com o aborto.
E Fado, nao voltei a tocar no tema da legitimidade ou nao da CDU, porque a resposta que lhe dei a si serve para o outro usuario que repetiu o que o Fado disse. Se acha que alguem repetir o que vc disse lhe otorga razao, certamente nao sou eu para o convencer do contrario, nem ninguem neste planeta.
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Felizmente legalizou-se a IVG ( e não aborto , que é uma palavra altamente ofensiva para quem, infelizmente, teve que a praticar ), os gays vão, certamente, poder casar e quem sabe adoptar, as mulheres adquiriram os mesmos direitos e deveres que os homens, a discriminação de género tende a acabar, os transsexuais podem mudar de sexo, o divórcio é possível.
Sabem gente! Há evolução social , VIVA!A sociedade tende realmente a ser + justa e Deus existe e está nitidamente satisfeito com estas alterações, URRA , URRA!!
Felizmente existem ( a par das maiorias ) minorias contraculturais e casos particulares. Viva a diferença!, que tenderá , num futuro proximo ,a não ser tão diferente assim !!
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Caro BlackPaulo,
Dei a minha opinião.
Vale o que vale.
E, por isso, não precisa de ser adoptada.
Nem por hetero nem por homossexuais.
É apenas a minha opinião.
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102 # Luís Bernardo
Há mais ou menos 15.000 crianças institucionalizadas.
Só 3.000 são adoptáveis.
Há mais casais heterossexuais adoptantes do crianças, por isso não vai chegar para os homos.
A razão pela qual penso que o governo não falou nisso, é porque o instituto da adopção continua um grande buraco, não por haver ilegalidades mas por morosidades burocráticas. Apesar da boa intenção o processo não agilizou muito e o governo não quererá que se investigue.
As outras não foram adoptadas por terem um vínculo à familia de origem, bastando ser um familiar e não um progenitor. Muitos deles, depois de estarem o tempo necessário para considerar a criança adoptável (agora 6 meses), aparecem no dia anterior so fim do prazo, o que implica mais 6 meses de espera e novo adiamento.
É a esperteza no seu melhor. A criança é sustentada de borla, no melhor dos casos arranja uma profissão, (casos há em que passam à marginalidade porque mudam de instituição por limite de idade e têm que fazer nova adaptação) e no fim ainda lhes vão pedir que os sustentem.
É a miséria moral, bem tuga, no seu melhor.
[Responder]
“a IVG (e não aborto , que é uma palavra altamente ofensiva para quem, infelizmente, teve que a praticar )”
Aborto sim,
homícídio, sacrifício, chacina, holocausto, assassínio, tudo isto é pouco.
Nunca vi ninguém de esquerda organizar um banco de adopção. Para quê? Elimina-se o “inoportuno” e não há mais chatices.
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Caro Ceres,
E louvo essa posicao.Independentemente de termos visoes muito diferentes.
[Responder]
Não pensava voltar a comentar neste “post”.
Mudei de opinião, só para:
1- Felicitar o BlackPaulo pela paciência que continua a ter e que, a mim, manifestamente, já me falta. O seu comentário #107 fez-me “partir o coco a rir”, embora seja de uma seriedade notável.
Obrigado.
2- Agradecer ao AP o “link” dos “Gato Fedorento”,
pois, como é notório, ando necessitado de momentos de bom humor.
3- Agradecer à Madalena Madeira os comentários que tem escrito (e não me refiro só a este “post”).
Sobre #109, não tenha dúvidas que continuará a haver muitas pessoas a utilizar a palavra Aborto, de forma premeditada. Essas pessoas sabem muito bem que a IVG não significa o mesmo. Mas, continuam na sua “cruzada”, tentando lançar a confusão.
O que eu escrevi até parece uma cerimónia da entrega dos “Oscars” (agradeço a…).
Abraços, cumprimentos e até à próxima, se não for antes.
[Responder]
ISABEL,
“Aborto sim,
homícídio, sacrifício, chacina, holocausto, assassínio, tudo isto é pouco.
Nunca vi ninguém de esquerda organizar um banco de adopção. Para quê? Elimina-se o “inoportuno” e não há mais chatices.”
Isabel! que palavras tão agressivas!! que ditadura mental e emocional!!
Chacinas, assassínios,… praticam-se diariamente: em situações de guerras, na matança e transportes de animais de animais ( em aviários , por exemplo), nos crimes contra a humanidade,com atentados terroristas,nos crimes homicidas, na violência doméstica, nas ruas , no dia a dia,…
Na minha opinião, a opção de ter um filho ( que deve ser responsável, planeada e com muito amor) pertence inteiramente à Mãe ( eventualmente ao casal, qundo existe uma relação em harmonia, de muito amor). Sim, é uma relação simbiótica ( a relação mãe /filho). Se a gestação não é desejável ( por inúmeras razões)pela mãe ,esse filho não existe.Por isso, as mulheres são tão poderosas e por isso são ainda muito discriminadas. São opiniões.
[Responder]
# 105 Ceres
O casamento civil é laico e dinâmico e não interfere no matrimónio religioso, sagrado, perpétuo e cristalizado.
O casamento entre pessoas do mesmo sexo só pode ser considerado contra-natura dentro de uma lógica religiosa que implique a constituição de família pela procriação natural.
Em mamíferos superiores e gregários, a homossexualidade contribuiu para o sucesso das espécies (através de estratégias de cooperação, hierarquização e fortalecimento de laços), entre as quais o Homem. A responsabilidade da eterna desproporção sexual pode ser Natural ou Metafísica mas sem dúvida que produziu comportamentos não heterossexuais que são a génese da actual reivindicação do casamento homossexual da sociedade moderna.
Na sociedade a união sexual ocorre naturalmente, seja hetero ou homossexual. O casamento actual é uma criação artificial da civilização para privilegiar uma maioria. Historicamente a união homossexual é mesmo anterior ao conceito de casamento, conceito este resultante do estabelecimento do património e da transferência para descendência. Consequentemente a união homossexual por não gerar descendência foi tacitamente marginalizada por não concentrar património.
O casamento moderno entre pessoas do mesmo sexo e o consequente enquadramento da adopção ou a procriação cooperativa vão sem dúvida revolucionar o casamento civil, reparar uma discriminação ancestral e alterar inexoravelmente a sociedade ocidental tornando-a mais complexa, mas seguramente mais democrática e imparcial, e na minha perspectiva mais forte.
O conceito do casamento será alargado, a família tradicional não definhará e a família “anti-natural” encontrará progressivamente o seu espaço.
A discriminação ao casamento de pessoas do mesmo sexo não se extinguirá por força da lei, mas persistirá definhando, tal como outros preconceitos. A sugestão de outro nome para este tipo de casamento parece-me discriminatório (visto que direitos e deveres serão os mesmos), e completamente irrelevante porque não existirá necessidade de certificar o sexo dos cônjuges para qualquer acto civil.
Em Portugal o referendo, a maioria ou um retrocesso político podem até adiar esta evolução. Mas a porta já está aberta desde a revolução francesa, e nada à de mais natural no Homem do que a mudança das mentalidades.
[Responder]
E foi “mais antes” do que eu pensava. Como a “cruzada” continua, mesmo que o tema não seja esse, só queria “dizer” mais umas coisinhas:
1- “homicídio, sacrifício, chacina, holocausto, assassínio, tudo isto é pouco”;
2- Vamos ter um novo TPI. O actual chama-se Tribunal Penal Internacional. O novo, vai chamar-se Tribunal Penal da Isabel. Sentença única “Para a fogueira, marchar, marchar!”.
3- Eu, como voto na “esquerda caviar”, só me contento com um “resort de adopção”. Se a direita dos “bancos” me ajudar com os seus donativos, “vamos a isso”;
4- Prometo que nessa nova “instituição” não haverá lugar para pedófilos, sejam eles padres ou qualquer um desse tipo de Abortos. Porque há muito “Aborto vivo”.
5- Um último “escrito” para o Ceres. Faço minhas as palavras do BlackPaulo #113.
Saudações à “malta” e, agora, já não prometo mais nada.
[Responder]
Concordo Isabel. Discuta-se então a adopção, porque é, na verdade, o que os homossexuais querem. Mas já agora discuta-se a adopção primeiro e, nomeadamente, as razões que levam muitas crianças a não ser adoptadas e só os casais homossexuais depois. O problema é que os homossexuais têm mais e melhor lobie do que as crianças.
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Novembro 20th, 2009 at 16:08
Luís Bernardo,
O casamento não implica adopção, a adopção não implica casamento e, já agora, essa do lobbie é interessant (o que quererão fazer os homossexuais com as crianças que querem adoptar? Está-se mesmo a ver que coisa boa não é.)
Discuta-se o casamento tendo como critério a igualdade de direitos (eu sei que tentam saltar para outro tema porque neste ficam mal na fotografia e percebe-se que apenas o preconceito vos move). Depois discuta-se a adopção tendo como critério o superior interesse da criança (e como os critérios são diferentes a discussões também o são). E expliquem bem, com base em alguma coisa que não seja o desprezo pelos homossexuais, em que é que o superior interesse da criança institucionalizada fica prejudicado. Façam é um favor: parem de usar as crianças como mera táctica no debate sobre o casamento. É feio e não mostra grande preocupação com as crianças.
Isabel #111
Tem toda a razão. As dificuldades criadas a casais (hetro, dos outros nem sei) na adopção são causa de muitas crianças permanecerem institucionalizadas, quando poderiam ter sido adoptadas.
Os casos do familiar que aparece de 6 em 6 meses, também é demasiado comum. Por vezes só a reclamam lá para os 14 anos, quando já as podem por a trabalhar (mesmo que ilegalmente) ou, o que é comum sobretudo com as raparigas, encaminha-as para a prostituição.
No cargo de Juiz Social do Tribunal de Menores e Família de Lisboa, que exerci durante mais de 15 anos, passaram-me pelas mãos todo o tipo de casos. Por isso creio que falo com algum conhecimento de causa.
É claro que a decisão não pode ser feita à pressa: é necessário saber, 1º se a adopção é o melhor para a criança; 2º que o casal adoptante preenche os requisitos necessários.
Tudo isso leva tempo, mas não tanto como o que infelizmente se verifica em Portugal.
Os Tribunais deixam arrastar os casos, como se estivessem a lidar com parafusos. Por demasiadas vezes, decidem pela “letra” da lei, com manifesto prejuízo para a criança. E o juiz vai para casa com a consciência tranquila.
É aí que o Juiz Social pode intervir, limando arestas e incutindo “bom senso” ao Juiz. Mas nem todos os casos contam com a presença de um “colectivo” integrando juízes sociais. Também nem sempre estes têm coragem de intervir, considerando o seu menor conhecimento da lei.
Além da lentidão da Justiça, acontecem casos em que a decisão é manifestamente contrária ao “superior interesse da criança”. Todos se lembram de certeza do caso da Esmeralda/Ana Sofia e, mais recentemente e mais gritante ainda, da menina russa (Alexandra) arrancada ao casal que a criou desde bebé até aos 6 anos e entregue à força a uma mãe alcoólica que a levou directamente para a Rússia, onde, poucos meses depois, os Serviços Sociais deste país tiveram que a institucionalizar por manifesta incompetência da mãe biológica e respectiva família.
Pergunto, quem em consciência poderá considerar estas decisões como sendo do “superior interesse da criança” ?
Quando se trata de crianças, todos os cuidados são poucos, mas não tão complicados e demorados como infelizmente se verifica.
Tem razão quando diz que a justiça tem de ser menos burocratizada, e mais ágil, de modo a permitir a adopção (quando é o caso) em tempo útil. Também estou de acordo consigo quando diz que os casais heterossexuais adoptantes são manifestamente mais que as crianças adoptáveis.
Assim sendo, porquê alargar este direito aos homo? Só vejo uma razão, ou antes duas: EGOÍSMO e TEIMOSIA. Porque o bem estar da criança não o É DE CERTEZA.
[Responder]
119 Daniel Oliveira
Daniel, e qual é sua opinião em relação à adopção ?
Por acaso tenho curiosidade !
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Novembro 20th, 2009 at 16:43
Sou a favor. Acho apenas que é um debate diferente.
# 111 Isabel
Compreendo a sua preocupação, visto que por exemplo é pública a existência de casais com problemas de fertilidade que se realizam na adopção, proporcionando paralelamente uma vida estruturante a uma criança fragilizada, sobretudo em processos desgastantes, criadores de tantas expectativas, tanto para os adoptantes como para os adoptados.
Como seguramente compreenderá, os critérios de adopção não vão poder ser discriminatórios relativamente a cônjuges do mesmo sexo como penso que não são para os solteiros, a competição será alargada e a selecção do casal de acolhimento continuará a defender os superiores interesses do adoptado.
No entanto reconheço que a adopção por casais do mesmo sexo, sobretudo na fase inicial acarretará especiais dificuldades, sobretudo para o desenvolvimento da criança, que será estigmatizada pela actual sociedade por pertencer a uma família homossexual.
Independentemente de serem ou não serem biológicos, pai e mãe é quem dá amor e cria efectivamente a criança. Obviamente que a criança adoptada terá sempre mais problemas de identificação se for criada no seio de uma família homossexual. Mesmo num casal heterossexual que faça segredo da adopção à criança, essa problemática existe.
Comparado com o casal heterossexual, o casal homossexual e a sua criança enfrentarão uma problemática de vida diferente, com avanços e recuos, mas seguramente com soluções responsáveis e edificantes.
Onde parece ver uma fatalidade, veja antes uma solução. Uma solução diferente é certo, mas preferível ao desenvolvimento duma criança numa instituição, em que a atenção, e os afectos tendem a ser mais partilhados e os laços na fase adulta quase inexistentes.
Se é certo que em Portugal as crianças adoptáveis são insuficientes para satisfazer os candidatos da adopção, infelizmente no mundo a realidade é bem diferente. Num verdadeiro espírito de cooperação, Portugal poderia estender por exemplo a adopção aos PALOP e contribuir de uma forma simples para minimizar o sofrimento de tantas crianças, quiçá contribuindo para reequilibrar a balança demográfica.
[Responder]
E como o não prometido ainda é mais devido…
De facto, há quem “encha a boca” com as crianças. E eu a pensar que quem fazia isso eram os comunistas ao pequeno-almoço.
Há burocracia nos processos de adopção? Há!
A esmagadora maioria dos adoptantes não escolhem crianças de “raça pura”? Respondam!
A minha homenagem aos que adoptam crianças que não são “caucasianas” e, até, as que são “deficientes”.
Terei que voltar à minha “missão evangelizadora”
para demonstrar, agora (com transcrições do Antigo Testamento), como esse deus se “preocupava” com as crianças?
Afinal, Orwell está “vivo”, ou seja, há CRIANÇAS e crianças.
[Responder]
Quando falo em lobie refiro-me apenas ao acesso à comunicação social e à influência nas decisões da sociedade. A verdade é que temos um deputado, que parece ter sido eleito apenas para fazer este debate.
Curiosamente, na Assembleia da República ( e o Daniel conhece o Parlamento) nunca vi nenhum deputado preocupado com as condições degrandantes em que vivem muita crianças institucionalizadas, com a demora dos tribunais nas decisões que envolvem crianças (há pais que estão um ano ser ver os filhos pela lentidão da justiça) ou com a a falta de capacidade do Estado para acolher os menores em risco (lembra-se das violações na Casa Pia e das agressões na Casa do Gaiato). Aliás, o ministro Fernando Negrão chegou a premiar a Casa do Gaiato, que é uma vergonha nacional no acolhimento de crianças, com o silêncio dos 230 deputados. Quanto ao argumento demagógico de usar as crianças posso dizer-lhe que não lhe conheço preocupações com os milhares de crianças em risco que existem neste país. Também lhe posso dizer que muitas das pessoas que vi defenderem o referendo têm um trabalho feito no apoio às crianças de fazer inveja ao Estado.
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Isabel Coutinho #120
No seguimento do comentário 123 acredito que com responsabilidade pode ser proporcionada felicidade e uma vida bastante melhor a crianças abandonadas e em situação de especial fragilidade existentes por todo o mundo por casais homossexuais.
Até admito que casais homossexuais falhem mais do que casais heterossexuais na formação da criança e que o sucesso da adopção ou mesmo a projecção na vida adulta, esteja mais comprometido na primeira situação.
O egoísmo e a teimosia não são fundamentos/comportamentos solitários e estão em linha com afirmações absolutistas. Onde vê egoísmo e teimosia tente antes ver altruísmo e persistência.
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Então, para quem quiser meditar um pouco (principalmente quem se reinvindica de Cristão), deixo aqui um pequeno excerto da Bíblia. Reparem que até se fala em alguém que, ainda hoje, é vítima de descriminação.
“( O povo lançou o grito e tocaram-se as trombetas. Ao ouvir o toque de trombeta, o povo deu um grande grito e as muralhas da cidade desmoronaram-se. O povo entrou na cidade, cada um do seu lugar, e tomou a cidade. Consagraram ao extermínio tudo o que havia na cidade: homens e mulheres, jovens e velhos, vacas, ovelhas e burros; passaram tudo ao fio da espada.
Josué disse, então, aos dois homens que haviam espionado a terra: “Ide à casa da prostituta e retirai-a de lá, com tudo o que estiver com ela, conforme lhe prometestes”. Os espiões foram e retiraram Raab, juntamente com o pai, a mãe, os irmãos e tudo o que ela possuía. Tiraram também o seu clã e deixaram-no fora do acampamento de Israel.
Incendiaram a cidade e tudo o que nela havia. Quanto à prata, o ouro, os objectos de bronze e de ferro, levaram-nos para o tesouro de Javé. Josué conservou a vida da prostituta Raab, bem como a família de seu pai e tudo o que possuiam. Ela permanece no meio de Israel até ao dia de hoje, por ter escondido os mensageiros que Josué tinha enviado para espionar Jericó.
Nesse tempo, Josué fez um juramento: “Seja maldito por Javé quem reconstruir esta cidade: os alicerces custar-lhe-ão o primogénito e as portas custar-lhe-ão o filho mais novo.”
Javé estava com Josué e a sua fama correu por toda a terra.”
Sem qualquer comentário que não seja “há na Bíblia muitas outros episódios, tão ou mais edificantes que este.”
Boa noite e bons sonhos.
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#125 Luis Bernardo,
Não posso deixar em branco as acusações que faz à Casa do Gaiato. Terá havido agressões físicas (o que está mal, claro), mas nunca na forma de espancamentos ou castigos desumanos.
A Casa do Gaiato (ou Obra da Rua) foi fundada em 1940 pelo Padre Américo, um sacerdote que dedicou a sua vida a crianças abandonadas ou com grandes carências familiares, proporcionando-lhes protecção, amor, carinho e a satisfação das suas necessidades, na medida que lhe permitiam os fracos recursos que conseguia angariar.
São milhares as crianças que aí encontraram a sua única família. Muitas entraram ainda bebés, e aí ficaram até aos 20 e tal anos, porque a obra, tal como uma família, não põe ninguém na rua.
Hoje em dia, há Casas do Gaiato, também em Angola e Moçambique onde a sua acção é reconhecida, não só pelas populações como também pelos respectivos governos.
Não vou aqui fazer a apologia da Gasa do Gaiato, que a obra não precisa. Sabem-no aqueles que a conhecem e os que por lá passaram. È uma obra de pobres e para pobres.
Mas aproveito para apelar a todos os que a possam ajudar. A Sede é em Paço de Sousa, perto do Porto.
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Sou a favor. Acho apenas que é um debate diferente.
Outra falácia.
Mal seja aprovado o casamento dos LGBT a adopção é automática conforme decorre da Constituição.
Vamos lá ouvir o desmentido.
Sentei-me.
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As acusações constam de um relatório da Segurança Social, que vai mais longe do que eu fui neste texto. A Casa do Gaiato trabalha sem técnicos, sem psicólogos, ao contrário do que está previsto na lei. Nas casas do gaiato as crianças estão entregues a padres (que não tem qualquer formação). Só para lhe dar uma ideia foi píblico que um parde bateu a uma crianç em frente a um jornalista. O que fazia quando estava mais à vontade consta do tal relatório que os senhores ministros da Segurança Social conhecem. Esclarecida ou também não se recorda que a Casa Pia era um exemplo? Viu-se.
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Cafc # 127
O trecho da Bíblia que cita é do Antigo Testamento, do Pentateuco, ou seja da Tora, a Biblia judaica, para a qual o mundo se dividia em “povo eleito”, a raça superior, e os gentios ou goyim que deveriam ser massacrados como acontece nesse trecho ou hoje em Gaza.
A biblia Cristã é o Novo Testamento, matriz da Nova Aliança de Deus com todos os Homens, porque o cristianismo é universalista e não tribalista, como o judaísmo. E Cristo denunciou a mensagem farisaica dos “sionistas” do seu tempo…
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115 Madalena Madeira
Tenha a coragem de ver este filme
http://www.youtube.com/watch?v=u2Y0ETGnkWU
do princípio ao fim
e depois falaremos de guerras, animais em aviários, terrorismo, etc.
É do que trata o filme.
O aborto é um crime que nos envergonha como sociedade porque é execrável ( é contra um ser indefeso) e cobarde (quem o decide não o vê acontecer).
Somos uns bárbaros e assassinos com máscaras, bisturis e luvas esterilizadas.
Mas dizer IVG é mais soft. É como quem diz, vou ali já volto.
O aborto é violência doméstica na sua vertente mais desumana.
Depois venha-me falar de simbiose mãe/filho.
Deve estar a gozar, só pode.
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A decisão de ter um filho pertence aos pais.
Ter um filho é uma grande RESPONSABILIDADE.
Não andem a brincar com o fogo, que depois quem paga é a criança.
Para não falar de quem faz um aborto, (pago por nós), porque o parto calha nas férias.
Vamos ser crescidinhos, sim?
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Isabel,
O seu objectivo ( ao fazer referência ao vídeo)é unicamente chocar e impressionar , mostrando fetos de 23 semanas. Que propaganda tendenciosa e facciosa !! Que lobbie manhoso!Que hipocrisia!
Interromper uma gravidez com toda a segurança, por opção, até às 10 semanas, no Sistema Nacional de Saúde português é um DIREITO de todas as mulheres residentes em Portugal (portuguesas e estrangeiras).
Veja,
http://www.medicospelaescolha.pt/wp-content/uploads/folheto_ivg08.pdf
A ivg ilegal e penalizada não evita a ivg, permite a pena de prisão e devassa a vida privada, não protege a saúde das mulheres e aumenta as desigualdades e injustiças sociais.
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Daniel 119
Você não está a querer dizer que se os homossexuais quiserem adoptar em casal é apenas e só por terem em vista o superior interesse da criança, pois não?
Eles só adoptam pela criança, é?
Você até acha que eles não ganham nada com isso, certo?
Era interessante desenvolver este assunto, sem HIPOCRISIAS.
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Euroliberal
Em relação ao seu comentário #131, devo dizer-lhe que, assim, já “consigo” debater consigo.
Ponto fundamental, a Biblia Cristã (nas várias componentes existentes, Católica, Ortodoxa, Evangélica, etc.) é a mesma. A diferença mais significativa é a forma como é interpretada. Repare que já nem falo de adulterações, erros de tradução, etc.
Como a Religião, ainda maioritária em Portugal, é a Católica, eu cito textos da que foi publicada (em Livro) em 1993, com a “chancela” do então Cardeal D. António Ribeiro.
Aí se escreve que “A Bíblia cristã tem duas grandes partes: o Antigo e o Novo Testamento. Em grego, há uma palavra única para dizer aliança e testamento. Poderíamos, então, dizer: Antiga e Nova Aliança.”
Portanto, a Bíblia dos cristãos não exclui o Antigo Testamento que é a Tora. A Bíblia judaica é que exclui o Novo Testamento, por “razões” óbvias.
Se nos for permitido voltar ao assunto e, dentro deste espírito de debate sério de ideias, eu estou disponível.
Para não “desvirtuar” o tema deste “post”, atrevo-me a sugerir aos autores do blogue que, aproveitando a época natalícia “postassem” no Arrastão um tema que permitisse esse tipo de debate.
“Não julgueis que vim trazer paz à Terra; não vim trazer-lhe paz, mas a espada.” é uma citação de Jesus (Novo Testamento), que poderia ser o mote.
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Gostei deste post.
Demonstrei que de acordo com os programas a maioria da AR não é favor do casamentos dos LGBT .
Demonstrei que a adopção logo que o casamento dos LGBT seja autorizado é automática.
Demonstrei que o que está aqui em causa é um estatuto (queremos ser iguais mas temos muito orgulho em ser diferentes) e não quaisquer garantias, direitos ou liberdades.
Não demonstrei mas está também na constituição que após o casamento dos LGBT qualquer tipo de casamento pode e deve ser consentido.
Boa noite e boa sorte
[Responder]
Já há vários “posts” que anda por aqui uma espécie de “delirium abortus”.
Sem pretender fazer uma análise psicanalítica de quem anda a “linkar”, sistematicamente, sobre essa matéria e a expressar coisas (no mínimo, do “reino do absurdo”) recordo que, por exemplo, já há estudos científicos que demonstram que os
mais radicais contra o tabaco são ex-fumadores…
É assim a “modos” que uma expiação dos “pecados” cometidos.
Madalena Madeira, permita-me que “fale” consigo:
Por experiência própria (e de outros comentadores do Arrastão noutros “posts”) não vale a pena estar a “perder o seu latim” com a Isabel.
A Madalena argumenta racionalmente. A Isabel distorce tudo e “postou-se” acima do Mestre. Ela é a Verdade, a Luz, o Caminho e a Vida. Acrescentou mais um atributo à auto-definição de Jesus.
Parafraseando Lenin “Que fazer?”.
Jesus, na cruz, poderia ter exclamado”Pai, perdoai-lhe, porque ela não sabe o que escreve!”.
Cumprimentos.
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# 136
O Antigo Testamento só faz parte da Biblia Cristã por razões históricas, tal como a traicão abraâmica faz parte do Islão, terceira religião dessa tradição monoteísta, cronológicamente falando. Issa (Jesus) é o Profeta mais importante do Corão (há aí 35 referência a Ele) depois de Mohamed. Mas se se quiser apreender a especificidade do islão tem de se ir aos ensinamentos corânicos do Profeta e aos hadita, não ao que disseram Abraão, Moisés e Jesus, todos eles Profertas reconhecidos e venerados pelo Islão.
Do mesmo modo, para os cristãos, a sua base doutrinal é o Novo Testamento, popr
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(cont.)
…porque só nele é dada a mensagem de Cristo. O antigo testamento não tem para os cristãos o mesmo valor… senão para que teria servido a cisão que Cristo efectou a partir do velho judaismo e ter morrido na Cruz por isso ?
O Deus judaico (no Pentateuco) é um deus racista, tribal, colérico, vingativo, cruel, como era vulgar na Antiguidade. O nazi-sionismo actual inspira-se nessa visão…
A revolução Cristã consistiu em criar um Deus universal, do Amor, de que TODOS os homens são filhos. Nada de misturas…
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Euroliberal
Podemos ir por partes? È uma proposta que lhe faço para não começarmos a “misturar” questões tão complexas como, por exemplo, o papel que Jesus (e não Cristo) tem no Corão.
1- O Deus judaico (Javé) do Antigo Testamento, com todas as designações que lhe atribuiu (e com as quais estou, plenamente, de acordo) não se resume ao Pentateuco. Continua pelos outros 45 livros que constituem o AT/Tora.
2- O AT não faz parte da Bíblia cristã só por razões históricas e, faço-lhe a justiça de o ter afirmado, porque há quem nos “esteja a ouvir”. O Santo Ofício obedeceu a que conceitos? Do Novo Testamento não foi, com certeza.
3- A cisão de Jesus (não Cristo), já me mereceu um comentário noutro “post”, escrevendo que Jesus veio à Terra, não para salvar os homens mas, para salvar Deus.
Congratulo-me por essa sua frase final. Por outras palavras já tentei “dizer” o mesmo.
TODOS os homens são filhos. Incluindo os homossexuais. Filhos do Deus Universal e do Amor.
PS – Ainda noto uma tendência para a repetição da expressão nazi-sionista, designação que já fez “o favor” de me atribuir. Pode ter a certeza que não sou uma nem outra e, muito menos as duas juntas. Se ainda não o fez, como eu o convidei, verifique opiniões que já deixei expressas neste blogue.
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126#
Correcção:
Onde se lê: “… situação de especial fragilidade existentes por todo o mundo por casais homossexuais.”
Deveria ler-se: … situação de especial fragilidade existentes por todo o mundo, pela adopção por casais homossexuais.
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Continuando com a minha “missão evangelizadora”:
Agora é sobre o tema da homossexualidade.
Transcrevendo a versão Bíblica mais “soft” (porque tenho outras que nâo a que jà mencionei):
“(…)Como sofro por ti, Jónatas,
meu irmão!
Como eu te queria bem!
Para mim, o teu amor
era mais caro
do que o amor das mulheres!(…)”
Quem sofria assim? O Rei David, ungido do Senhor e que, além de polígamo (fruto da época que há quem aceite mas, rejeite a nova época), ainda mandou o general Urias para uma batalha mortal, só para ficar com mais uma esposa. Já não contando com o facto de dormir com criancinhas, só para lhe “aquecerem os pés”.
Não esquecer que, para as profecias se cumprirem, Jesus era descendente da “casa de David”.
Que “cruz” Jesus teve que suportar. Até à morte.
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No post “Há muita cobardia no ar” do Jugular o deputado socialista J. Galamba sai-se com esta pérola : “Age como o Hamas: atiram bombas para cima da população indefesa”…
A referência a um heróico movimento de resistência à ocupação nazi-sionista é manifestamente infeliz. Segundo o direito internacional vigente cabe ao ocupado o direito de legítima defesa contra o ocupante. É mesmo o único caso de guerra legítima.
E toda a Palestina foi ocupada desde 1948. Por forças mlitares estrangeiras (os terroristas askenazins são europeus, não semitas, v. Koestler e Shlomo Sand entre outros) e também por civis não semitas de religião judaica (ao contrário dos nazis que só ocupavam militarmente, mas não com civis e limpezas étnicas…
Logo, o glorioso Hamas, governo democrático da Palestina, não visa directamente civis a partir do campo de concentração faminto de Gaza: Limita-se a retaliar ao bloqueio ilegal sobre os porcos ocupantes da sua Pátria. Militares ou civis, são todos ocupantes, logo alvos legítimos de retalição da resistência nos termos legais.
Aliás, um “civil” israelita que aceita viver em terras e casas roubadas a um povo massacrado, exilado e guetizado ali al lado em campos de concentração sujeitos a um bloqueio total, não é um civil, nem um homem, é um ladrão de terras , um terrorista apartheidesco, um pulha criminoso de guerra que merece a morte. Só se perdem os kassans que caem no chão…
Mas a esquerda agora apoia apartheids, racistas e ocupantes ? E é você deputado e socialista ? Como assim ? Há de facto muita cobardia no ar…
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143 cafc
21 Nov 2009 às 18:57
Excelentes comentários.
Um amigo recebeu um presente (outros chamam-lhe um subsídio) para realizar um filme que meta sexo, amor, ódio, guerras e minorias.
Era para ser dado ao Manoel mas ele disse que a película tinha que ter pelo menos oito horas de duração.
Não aceitaram e reduziram para quarenta e cinco minutos.
Como já vi que sabe muito sobre esse livro de fantásticas histórias quer por uma quantia modesta ser o guionista deste épico?
O título será “ Bíblia, Sexo e Morte em Babilónia”.
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134 Madalena Madeira
Qual é a diferença entre matar uma criança com 10 semanas ou 28? Porque não se mata às 34 ou no dia antes de nascer?
Hoje, afinal já não quero. Vou abortar antes que ele nasça.
Matam-se os fetos às 10 semanas porque é o prazo em que a morte é mais higiénica. Às 12 ou 14, a criança está mais formada até é capaz de oferecer resitência e isso faz impressão à mulher que toma a decisão, dizem, num momento “desesperado” da vida.
É uma COBARDIA.
O aborto é um crime nojento. O levantamento da pena foi para evitar uma situação mais desesperada ainda de ter que ir presa. Mas o que acontece é que se BRANQUEOU um crime.
Não concordo com a prisão. Mas quem quer fazer um aborto devia ir a um qualquer organismo público justificar a necessidade de cometer esse crime. Afinal, é um crime (sem duvida que com atenuantes, mas crime na mesma) e somos nós que o pagamos.
Já agora, é menos crime matar uma criança de 2 ou 3 anos do que um idoso de 80?
Seja com 10 semanas, 2 anos, 20 anos ou 80, é crime.
Só que um feto não se defende e o homicidio não se vê.
Porque não têm a coragem de dar a criança para adopção?
Porque isto é unicamente uma questão política.
Uma teima de pessoas materialistas, egoístas que só querem saber de um regime que mine as bases da organização social de inspiração cristã, à custa dos próprios filhos.
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Continuando com a Bíblia cristã que já citei:
“(…)Numa briga entre homens, se um deles ferir uma mulher grávida e for causa de aborto sem maior dano, o culpado será obrigado a indemnizar aquilo que o marido dela exigir, e pagará o que os juízes decidirem.
Contudo, se houver dano grave, então pagará vida por vida, olho por olho, dente por dente, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe.(…)”
Sem maior dano…indemnização.
Dano grave…condenação de acordo com o que a mulher sofreu.
Onde está o que ainda não é Ser e onde está o que já o é?
Mas, também há mais no Novo Testamento.
Boa noite e durmam na Paz do Senhor.
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Ah grande Fado.
Fez-me dar uma valente gargalhada. fica um coselho: aquilo que diz a si mesmo, nao devia dizer em voz alta.
Dedico-lhe um video, especialmente para si. Vamos celebrar a sua vitoria em tantos pontos provados…
http://www.youtube.com/watch?v=HK0ahEeIDV8
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Fado e outros que tal.
Actualmente, em Portugal, um indivíduo homossexual pode adoptar uma criança. Basta ter mais de 35 anos e ser solteiro(a). Chega lá, ao balcão respectivo, preenche a papelada, candidata-se à adopção e ninguém lhe pergunta a orientação sexual. Tão simples quanto isto.
Eu não consigo compreender a razão pela qual algumas pessoas que tanto se preocupam com as crianças preferem vê-las numa qualquer instituição do que adoptadas por homossexuais.
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Obrigado Black Paulo
O Fado deve ter passado a noite no “replay”.
Ele, como de costume, baralha as coisas.
Já não lhe bastava trocar Mozart por Bach, agora troca Jerusalém por Babilónia.
Mas, para ele, realizaria um filme com o título “Violência, Tortura e Morte no Tarrafal”.
Um abraço.
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joaquim azevedo
Da mesma maneira que um homossexual se pode casar. Não é discriminado por isso.
Precisa é de arranjar alguém do sexo oposto que esteja disposto a isso.
O casamento não obriga a afectos, obriga a comunhão total. Talvez por isso as feministas do século XIX o consideravam uma forma prostituição legalizada. Estranho por isso que o reinvindiquem.
Para a esquerda o casamento será sempre um forma de opressão para o “elo mais fraco”, que como sabem, existe sempre numa relação de paridade se bem que, nos nossos dias, em alternância de papéis.
A união de facto é que só se justifica pela relação afectiva.
Porque não um contrato social, alargado a outras situações de vida comum?
PS A questão que se põe é a da adopção em casal, ou seja, uma birra.
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Isabel #151, elejo esta a pérola do ano:
“um homossexual pode casar. Não é discriminado por isso.
Precisa é de arranjar alguém do sexo oposto que esteja disposto a isso.”
Espantoso!!!
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Anúncio publicado hoje no “Se ainda não “pirei” de vez, para lá caminho”.
Casal gay procura casal de lésbicas para assunto sério.
Pretendemos comprar um apartamento, a partilhar por ambos os casais.
O meu parceiro casa com a tua parceira e tu casas comigo. Até podem ser duas cerimónias religiosas. Talvez nas “Noivas de Santo António”.
O apartamento em questão, terá que ter em conta o número de crianças que pretendemos adoptar.
Resposta para a “Galáxia do Absurdo”.
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joaquim azevedo
Tão simples quanto isso. Não são discriminados em nenhum direito.
Poderem aceder ao casamento com uma pessoa do sexo oposto é a essência do mesmo e não lhes está vedado. O casamento regula por definição, a relação heterossexual.
Se querem um modelo jurídico de regule a sua relaçâo homossexual, e eu concordo com isso, criem-na, concebam-na, mas não lhe chamem casamento, que essa designação já existe para especificidades próprias que não a relação homossexual.
Porque é que se há-de complicar aquilo que é simples?
É uma birrinha, é?
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148 BlackPaulo
22 Nov 2009 às 0:55
Deixe-se de ironias e demonstre o contrário do que escrevi com factos, mais nada.
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149 joaquim azevedo
22 Nov 2009 às 1:36
E depois, o que é que isso contraria o que eu escrevi?
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150 cafc
22 Nov 2009 às 10:43
Lá vem você com o Tarrafal e com os milhares de mortos que o Salazar fez.
Daqui a cem anos os seus netinhos ideológicos ainda estarão a dizer que o atraso que teremos se deve aos Botas.
Cresça.
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Quanto mais se esmiúça este assunto, mais absurdo se torna.
[Responder]
É claro que um homossexual pode individualmente adoptar. Como pessoa, não como homossexual. O que não pode é enquanto membro de casal gay. Porque o interesse da criança, o ÚNICO que conta, exige um pai e uma mãe, a sério. Estão a ver o filho a ouvir “os pais” em plena acção no quarto ao lado ? Traumatizante. Já no caso de um verdadeiro casamento, até é formativo…
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“Deixe-se de ironias e demonstre o contrário do que escrevi com factos, mais nada.”
Devia ser a ultima pessoa aqui no blog a falar em ironias, nao acha Fado?;)
Vou-lhe dar um desconto, e vou ignorar que os unicos factos que o Fado apresentou foram as suas opinioes pessoais e raciocinios. Estou a ser simpatico.
Vamos la entao:
“Demonstrei que de acordo com os programas a maioria da AR não é favor do casamentos dos LGBT”
Ja expliquei que apenas o PS diz que a sua posicao se deve a que esta no programa, um comprimisso, porque recusaram na anterior legislatura baixo esse pretexto. Para ter o direito a dizer o contrario, tem de apresentar frases do PCP e do Bloco onde digam explicitamente que vao votar a favor PORQUE esta no programa deles. E se nao tem essas declaracoes, ja seria a hora de dar esse seu argumento por encerrado.
“Demonstrei que a adopção logo que o casamento dos LGBT seja autorizado é automática.”
Em primeiro lugar, so pode demonstrar o que vai acontecer se tiver uma maquina do tempo. Como nao tem, sao apenas conjecturas suas. E lanco-lhe uma dica: “nao esta no programa” do partido de governo. Some agora as partes.
“Demonstrei que o que está aqui em causa é um estatuto (queremos ser iguais mas temos muito orgulho em ser diferentes) e não quaisquer garantias, direitos ou liberdades.”
Ja lhe tinha explicado noutro post isto. Sao as duas coisas, por isso esta errado. E ambas sao sempre indissociaveis. Garantias, direitos e liberdades implicam estatudo. Para se ter estatuto elas tambem sao necessarias. Logica basica.
“Não demonstrei mas está também na constituição que após o casamento dos LGBT qualquer tipo de casamento pode e deve ser consentido.”
Nao demonstou, nem pode demonstrar. E aconselho-o a nao tentar.
Resumindo, a unica coisa que provou, repito, e’ que devia parar de dizer em voz alta aquilo que pensa para si mesmo numa especie de tantrum motivacional.
[Responder]
#157
“Aos Botas”?!
Não há mais um engano, porque queria “dizer” ao “Botas”?
Por vezes, os “dedos fogem-nos para a verdade”.
Será este o caso (aos Botas) em que temos os compadres ideológicos (aqui e agora e não daqui a cem anos) do Salazar?
As minhas netas biológicas já cantam o “Tudo isto é triste, tudo isto é fado”.
Para crescer como você, prefiro ser o Peter Pan.
Até à “Terra do Nunca”, “Sargento Gancho”.
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160 BlackPaulo
22 Nov 2009 às 16:02
O senhor bem quer torcer as coisas e aos costumes diz nada. Aposto que é comunista.
Como já devia ter percebido NÃO está nos programas e isto é ponto final.
O senhor bem pode usar as lunetas vermelhas que quiser, mas repito NÃO está nos programas e é isto que a esquerda grita a toda a hora.
Portanto ponto final parágrafo.
A adopção por um casal LGBT é automática porque casados não pode haver nenhuma diferença de acordo com a constituição entre casados assim e casados assado.
Ponto final parágrafo (este deve dar uma dor tremenda ao senhor Daniel Oliveira).
Garantias, direitos e liberdades implicam estatuto
Ainda bem que o diz pois fica demonstrado que não é o problema de garantias, direitos ou deveres que está em causa, é só o estatuto.
Nao demonstou, nem pode demonstrar. E aconselho-o a nao tentar.
Nem preciso. A Holanda já o demonstrou.
[Responder]
161 cafc
22 Nov 2009 às 18:58
Pensei que desse um bocadinho mais de luta.
Afinal tirando os lençois sobre a Bíblia o sumo é pouco.
Não vale a pena.
Adeus.
[Responder]
Continuo a registar a falta de prioridade deste tema dado o escasso número de comentários e pelo facto de as pessoas contra apenas comentarem uma vez
[Responder]
Fado,
“Aposto que é comunista.” Aposta mal. eu aposto que vc e’ PSD. Voce errou, eu acertei?
“Como já devia ter percebido NÃO está nos programas e isto é ponto final.”
- E o senhor nao esta a debater o programa de partido do PSD. E o que a sua lider diz sobre o programa dela, nao se torna lei para os outros. Sabe bem a posicao do PCP nesta materia, e o resto e’ conversa.
“O senhor bem pode usar as lunetas vermelhas que quiser, mas repito NÃO está nos programas e é isto que a esquerda grita a toda a hora.”
Errado. E’ isso o que o PSD gritou. E o sr. inspirado nessa logica laranja, pega na justificacao que o PS apresentou (e que lhe serviu para rejeitar na anterior legislatura e apresentar com legitimidade nesta), e tenta transforma-la numa declaracao conjunta de toda a esquerda, tentanto meter num mesmo saco os outros partidos de esquerda cuja posicao toda a gente sabe de cor.
Isso nao passa de um jogo seu. Pedi-lhe frases, nao deu nem uma. Diz que a esquerda toda”grita” o que vc diz. Mostre-o ou coloque um ponto final na cassete laranja, e pare de falar em nome da esquerda.
“A adopção por um casal LGBT é automática porque casados não pode haver nenhuma diferença de acordo com a constituição entre casados assim e casados assado.”
E no entanto, nao e’ automatica porque a proposta nao vai incluir a adopcao, o que demonstra que sao coisas que tem de ser tratadas em momentos e debates diferentes. Se o sr. tiver uma arma automatica, e o gatilho estiver na outra ponta da cidade, e as balas na loja, grande arma automatica que arranjou.
“Ainda bem que o diz pois fica demonstrado que não é o problema de garantias, direitos ou deveres que está em causa, é só o estatuto.”
E continua sem perceber. Pela enesima vez, as duas coisas sao indissociaveis. que parte disto e’ que lhe custa perceber?A parte que elimina a possibilidade de meter uma pseudo ma’ intencao no assunto?
“Nem preciso. A Holanda já o demonstrou.”
E eu aconselho-o mesmo a nao entrar por ai, mesmo muito.
[Responder]
146 Isabel ,
Compreendo o seu ponto de vista e ninguém de bom senso é a favor da ivg, mas sou a favor da despenalização e da legalização da mesma por uma questão de saúde pública e de direitos.A ivg só se deixará de practicar quando houver efectivamente educação sexual e planeamento familiar de outro modo haverá sempre gravidezes indesejáveis.
Sim! é um acto de egoismo, mas quem somos nós para julgar uma mãe ou um pai que , já por si mesmos, estão a sofrer muito por não poderem levar a avante uma determinada gravidez.
Sim , poderá haver a possibilidade de adopção, mas isso tem muito que se lhe diga…, é demasiado complexo ( e nem sempre concretizável e “saudável”), relativo e subjectivo tanto para os pais biológicos,como para os adotivos e para as crianças.
Tb sou a favor da eutanásia ( um tema polémico que se poderá, eventualmente, abordar neste blogue), em determinados casos.
[Responder]
Euroliberal #159, brilhante raciocínio. Com que então, “É claro que um homossexual pode individualmente adoptar. Como pessoa, não como homossexual.”
Portanto, presume-se que você não coloca objecção à possibilidade de adopção por parte de um homossexual desde que ele não diga que o é – até aqui você ainda tolera. O problema muda de figura, no entanto, se a adopção for tentada por dois homossexuais. Aí começam os traumas do “acto sexual no quarto ao lado” e outros infernos inomináveis que poêm em causa o superior interesse da criança – a criança tem que crescer debaixo da capa protectora do papá e da mamã.
Nesse caso, o sr deveria ser coerente e retirar a custódia dos filhos aos casais que os enfiam em colégios internos, deixando que eles sejam educados sem a sua presença e colocando-os nas mãos de instituições militares e religiosas com os resultados que muitas vezes se conhecem. Mas, por aí, o sr. talvez não queira ir…
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165 BlackPaulo
23 Nov 2009 às 3:20
Eu digo factos o senhor diz sonhos.
Parece ter muitas dúvidas, como já percebi que não aceita que eu lhas tire, pergunte ao senhor Daniel Oliveira se o que eu escrevo é mentira ou verdade.
No final não consigo perceber a sua velada ameça de “não entrar por aí”.
Pois, olhe a Holanda já entrou e um dia vai ter na casa ao lado da sua um polígamo e talvez três LGBT.
Há gente para tudo.
Adeus.
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#163
Só neste “post”, já se verificou que há muitos incómodos na sua perspectiva.
Os dois últimos são as referências aos crimes de Salazar e, “valha-me Deus”, as citações da Bíblia.
O “Sargento Gancho”, também o incomodou?
Provavelmente, só não se incomodará quando utiliza o espelho.
Vá lá rever o video que, gentilmente, lhe foi enviado, para festejar mais uma das suas “vitórias”.
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Penso que ninguém ignora que, em Portugal, a entidade que lidera a oposição ao casamento homossexual é a Igreja Católica.
Tenho a certeza que este tema já foi objecto de discussão noutros “posts”.
Também tenho a certeza que, invariavelmente, surgem as questões da adopção e do “aborto”.
Neste contexto, oferece-se-me comentar o seguinte:
Transcrição de textos Bíblicos
1- A Bíblia é, para os Cristãos, um guia de conduta;
2- Para mim, é uma das principais razões para ser ateu;
2-a) Aquele Javé (Deus) do Antigo Testamento, mais do que desumano, é “desdeus”;
2-b) O Novo Testamento tenta “regenerar” Deus,
como se Ele tivesse reflectido e, a partir de agora, vai passar a ser, essencialmente, misericordioso. Qualquer coisa no género, “tive problemas na adolescência, fiz coisas que nâo devia mas, agora, que já sou crescido vou portar-me bem”;
3- Penso que “ensinamentos” como não julgueis, para não serdes julgados, quem nunca pecou que atire a primeira pedra, todos somos filhos do Pai, etc., deveriam estar na primeira linha do pensamento Cristão. Não são “ensinamentos” que se mandem emoldurar e pregar na parede, ao lado do Crucifixo.
4- As trancrições da Bíblia que aqui inseri, tinha como objectivo “mostrar” que, antes de quererem impôr “valores de superioridade moral”, deveriam reflectir sobre as bases desses “valores”.
Até Álvaro Cunhal escreveu sobre “A superioridade moral dos comunistas”…
5- Continuarei a transcrever textos, da Bíblia ou outros, sempre que me “der na gana”, desde que entenda que poderão estar adequados ao tema e às “derivações” que possam ser introduzidas. Poderão ser “lençóis” para se cobrirem mas, também poderão ser “guardanapos” para se limparem.
Sobre o casamento homossexual
1- Penso que várias companheiras e companheiros do Arrastão (repito, neste e noutros “posts”) já explicaram à saciedade e à sociedade todas as razões porque estão de acordo;
2- Não sinto a mínima necessidade de repetir argumentos, sejam meus ou das pessoas com as quais concordo;
3- Quando surgir, por parte da “oposição” um argumento novo, não baseado em conceitos dogmáticos, terei todo o gosto em responder. A menos que a resposta que eu daria já tivesse sido exposta por outra pessoa.
Cumprimentos a todos.
3-
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Madalena Madeira
Desculpe por voltar a dirigir-me, especificamente, a si.
É uma Mulher de coragem.
Esperemos que surja o tema Eutanásia.
Eu também sou a favor. Mas, se surgir, vamos assistir às tergiversações do costume.
Cumprimentos.
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Com uma dedicatória muito especial a quem, na sua “superioridade moral” se preocupa com “valores cristãos e afins” (casamento, família, adultério, adopção, barrigas de aluguer, inseminação artificial, etc.):
“Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos; mas tinha uma escrava egípcia chamada Agar. Então Sarai disse a Abrão: “Javé não me deixa ter filhos: une-te à minha escrava para ver se ela me dá filhos”. Abrão aceitou a proposta de Sarai.
Dez anos depois de Abrão se ter estabelecido na terra de Canaã, sua mulher Sarai tomou a sua escrava, a egípcia Agar, e entregou-a como mulher a seu marido Abrão. Este uniu-se a Agar, que ficou grávida. Vendo que estava grávida, Agar perdeu o respeito para com Sarai. Então Sarai disse a Abrão: “Tu és o responsável por esta injustiça. Coloquei nos teus braços a minha escrava, e ela, vendo-se grávida, já me não respeita. Que Javé seja nosso Juíz”. Abrão disse a Sarai: “Muito bem. A tua escrava está nas tuas mãos. Trata-a como achares melhor”. Sarai maltratou de tal modo Agar, que ela fugiu da sua presença.(…)”
História “edificante”. Mas, continua, numa Bíblia perto de si. Agora fico por este “lençol para a criança que vai nascer (Ismael)”. Se transcrevesse toda a “estória”, teria que ser um “lençol que tapasse este trio e suas consequências”. Estão a ver o tamanho?
Cumprimentos.
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171 cafc ,
Obrigada pela lisonja , sabe bem!
Cumpts
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Fado
“Eu digo factos o senhor diz sonhos.
Parece ter muitas dúvidas, como já percebi que não aceita que eu lhas tire, pergunte ao senhor Daniel Oliveira se o que eu escrevo é mentira ou verdade.”
Nao fado. Ja chega de referir o nome do Daniel em cada post. Se quer atencao, eu dei-lha. E se acha que esta aqui para me tirar as duvidas, eu entao estou aqui para lhe tirar as certezas absolutas.
“No final não consigo perceber a sua velada ameça de “não entrar por aí”.
Pois, olhe a Holanda já entrou e um dia vai ter na casa ao lado da sua um polígamo e talvez três LGBT.”
Claro que nao percebe. Foi um conselho amigo, acredite. Porque na holanda o unico que aconteceu foi que um casal a 3 se meteu numa uniao que nao era casamento, tendo as instituicoes oficiais vindo a publico desmentir. E que o unico que se passa e’ que casais muculmanos poligamos vem a sua situacao reconhecida (ou seja, ja estavam nessa situacao antes de entrarem em solo holandes). E a partir dai a direita comecou a inventar as suas historias. Se proferi a tal “ameaca”, como diz, foi no sentido de lhe permitir nao perder o seu tempo com boatos que em nada tem haver com factualidade e que so o descridibilizam. Para mim, qualquer pessoa merece o maximo de respeito, e esse comeca pelo respeito proprio.
“Há gente para tudo.
Adeus.”
Espero que por uma vez cumpra a palavra no encerro da discussao.E concordo, ha gente para tudo.
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cafc, como nao o fiz antes, fica aqui tambem o meu agradecimento. E tambem ao Joaquim Azevedo. Ambos conseguem-me fazer rir e da gosto ver a vossa paciencia.
Um abraco
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Madalena Madeira
Essa de que o aborto é muito mau mas o problema de saúde pública causado pelo facto de haver sempre gravidezes indesejadas é pior, não colhe.
Se achassem realmente que o crime do aborto era grave já tinham organizado um banco ou feito cursos de contracepção em barda. A única coisa boa que a esquerda tem é o seu poder de militância e organização, mas só para o que lhe convém. Acabar com a o aborto não lhe convém, é uma arma contra o cristianismo, grande inimigo da vossa religião materialista.
Usando esse argumento, concluímos que da mesma forma existe um flagelo, que é o “pequeno” furto. Aquele feito por miúdos, com naifas, que roubam carteiras e telemóveis a outros miúdos. Isto é um problema que nunca se poderá debelar. Estes pequenos meliantes têm também uma história dramática atrás de si; Pais alcoólicos, drogados, mães negligentes e até a avó que gostava mais dos irmãos que deles.
Se fossem metidos na prisão, (mundo fantástico) arranjariam um problema de saude pública. 30 miúdos numa cela para um balde higiénico.
Para evitar isso nada melhor do que legalizar o pequeno furto e então ouviremos a vox populi:
É crime, mas tem atenuantes
ou
bora lá roubar, já não vamos presos
ou
eu sei que não está muito certo, mas o problema de saúde pública é muito pior
ou
nós podíamos deixar de roubar, mas é tão fácil e divertido. Serve até de passatempo
e ainda
podia-se arranjar um tutor para cada miúdo para o ajudar a fazer alguma coisa na vida, mas é muito complexo.
Presumo também que se é a favor do aborto e da eutanásia, será com certeza também a favor da pena de morte, certo?
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Ainda andam nisto????
Será para não pensar nas escutas do Vara/Socrates????
Ninguém viu hoje o Prós e Contras?
Vou eliminar a minha “subscription”, já não há pachorra !
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177 Isabel Coutinho
Eu venho para aqui defender valores de “vida” nos quais eu acredito, contra os valores de “morte” vigentes.
Penso que esses valores passaram porque são fáceis, vão ao encontro do prazer e da lei do menor esforço, o que faz sentido, porque se as pessoas não acreditam na vida depois da morte têm que gozar a vida o mais que puderem, sem grilhetas e sem chatices.
Contra isto tem que se falar. É difícil contrariar uma tendência natural para a inércia e consequentemente para a “morte” duma sociedade ou civilização.
Em relação ao Prós e Contras deixei de ver desde o do casamento gay. Confirmei as minhas suspeitas de que era um programa do sistema, servido por uma jornalista do sistema, com contra-argumentadores do sistema.
Tudo está encenado para parecer uma discussão democrática. Quem fala contra, faz pouca mossa até porque foi o sistema que os convidou para a tribuna dos P&C.
Temos um 1º Ministro “tuga”. É o que merecemos.
Mas se não for ele, está a ver lá mais alguém?
Neste momento não deixa de ser preciso ter coragem para se ser “director do manicómio”.
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176 Isabel,
Engana-se , não sou a favor da pena de morte , até porque trabalhei como voluntária , durante algum tempo , na amnistia internacional.
Minha senhora, sou a favor do perdão.
Religião materialista !? o que é isso? , tenho fé ( no amor , na paz , na transformação pessoal e universal para o bem,…) , embora agnóstica.
A senhora especula muito, grande imaginação , hein!
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Desta vez, foi a Madalena Madeira que “saíu na rifa” da “Ilumisabel”, na sua confessa “cruzada” contra os “infiéis”. Entretanto, “baixou” sobre mim o espírito de Luís Sttau Monteiro, “mai’las” suas redacções da “Guidinha”.
Ele está a dizer-me que vai ser uma imitação reles.
Mas, que vá “p’rá frente”, porque, assim, talvez se lembrem da obra dele.
“Quando eu era pequenino a minha avózinha levava-me à missa que era toda em latim e eu não percebia nada do que estavam para ali a dizer só quando o senhor padre ia fazer o sermão é que eu percebia alguma coisa e depois de acabar a missa a minha avózinha metia-me na catequese onde me ensinaram que Deus tinha feito isto tudo em seis dias e ao sétimo descansou e eu hoje tenho pena dele porque nem semana inglesa tinha e pergunto-me porque é que ele não fez logo os ingleses e fez o Adão que coitadinho estava tão sózinho a fazer não sei o quê que Deus teve pena dele e mandou-o para o bloco operatório para lhe tirarem uma costela que depois foi transformada em Eva uma senhora muito bonita mas que só servia para conversar com o Adão e se os dois se portassem bem Deus disse-lhes que nunca morreriam tinham era que ter cuidado com uma árvore que ele também tinha criado num dos seis dias e que não podiam ir lá comer a maçã mas como Deus tinha feito tudo à pressa e sem descansar também tinha feito uma serpente que começou a atasanar o juízo da Eva que foi mesmo apanhar a maçã deu-a ao Adão e o desgraçado comeu-a e só mais tarde é que o meu paizinho me disse que se calhar o que o Adão comeu não foi a maçã mas isto era o meu paizinho a falar porque ele era um materialista religioso e depois a senhora catequista disse que aquilo era o pecado original e que por causa disso é que eu tenho aquela coisa na garganta que as meninas não têm e é uma coisa que ainda tenho atravessada na garganta mais aquela da catequista me ter dito que por causa daquela estória toda do Adão da Eva da serpente da maçã é que andamos todos a pagar porque senão não morríamos e depois disso vieram as desgraças todas porque o primeiro a morre foi o Abel e logo com o irmão a matá-lo à paulada e depois destas estórias todas ainda hoje continuo a pensar que Deus é o culpado de todo o tipo de mortes porque se foi ele que fez esta porcaria toda podia ter feito muito melhor por exemplo podia demorar mais tempo ou se tinha tanta pressa podia ter pedido ao Vitalino Canas que lhe arranjasse a mão-de-obra necessária para fazer isto como deve ser até porque lhe saía baratinha sim porque até podia ter começado por fazer primeiro o Vitalino em vez do Adão e então isto estava tudo perfeito mas foi assim que Deus quis por isso é que é Deus e eu continuo a pensar que quem acredita nele tem que se aguentar à bronca com a obra que ele produziu.”
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