Realizado pela Companhia Conservas, de Barcelona. Roubado a Blocomotiva.


Sem respostas ao post “Já estivemos mais longe”  

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    Creio que este ano no MIDEM, uma espécie de encontro internacional de produtores e editores de música, se começou finalmente a discutir se o melhor caminho para travar os danos económicos provocados pela pirataria seria mesmo insistir na proibição e penalização de quem recorre à internet ilegalmente. A questão é complicada, porque, como se sabe existem programas de partilha de ficheiros aos pontapés, os cibernautas são mais que as mães daí que seja muito complicado controlar o que quer que seja. Contudo, corremos o risco de assistir a um decréscimo da produção musical, ou artística caso os editores e produtores de media não sejam financeiramente compensados pelo seu trabalho.
    Neste sentido, o debate passa a centrar-se na possibilidade de se encontrar formas alternativas de pagarmos os bens culturais que vamos roubar à Net. É perfeitamente justo que os produtores e os músicos e os artistas na sua generalidade, sejam compensados financeiramente pelo seu trabalho. se ele não for compensado, provavelmente tenderá a desaparecer. Segundo o MIDEM, a publicidade poderia ser a chave da questão. Ou seja, assim como é a publicidade que comporta os custos de uma boa parte da produção televisiva, também a publicidade poderia comportar os custos de uma informação livre. Seria o preço a pagarmos por termos toda a informação / Data disponível gratuitamente: carradas e carradas de publicidade…
    A Internet é um mecanismo priveligiado de partilha de informação, saber e conhecimento. E a grande qualidade do novo meio é a de permitir que esse manancial informativo esteja acessível a todos “gratuitamente”. A revolução tecnológica a que assistimos consiste precisamente em disponibilizar o saber em larga escala, num único meio, a toda a população e a custo zero para o utilizador. Se alguma coisa deve mudar, é apenas a forma de financiarmos as indústrias culturais; e dado que, estas poderão expandir-se à escala global, creio que o balanço final tem tudo para ser mais positivo que negativo quer para produtores, quer para utilizadores.

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