Sarkozy teve mais votos nas zonas mais seguras e rurais do que nas periferias complicadas de Paris e na cidade, que conhecem a insegurança de perto. Os números deitam por terra todos os discursos piedosos sobre o racismo social do senhor Nicolas. Os vizinhos aterrorizados e que não têm meios para se mudar para outro lado (nas palavras de Helena Matos, hoje no “Público”) não parecem ser tão fãs dos métodos que entusiasmam a nova direita europeia que abraçou quase todas as causas de Le Pen como os que conhecem a insegurança pela televisão. Quem mais se excita com a ideia de pôr a “escumalha” na ordem é quem sempre se excitou.


Sem respostas ao post “La racaille”  

  1. 1 1  Adelino Chapa

    A extrema-direita no poder, na pátria da liberdade, soa um pouco estranho. Mais ridículo é o discurso de Sarkozy enquanto candidato, a prometer a mudança, como que camuflando os seus oito anos de ministro.

  2. 2 2  Nuno Costa

    Não sei o que é que o Daniel considera as periferias complicadas de Paris, mas quando vou ao Figaro (http://elections.lefigaro.fr/resultats/elections-presidentielles-2007/2eme-tour/departements/) e vejo os resultados no departamento da Ile De France constato que só em Seine Saint Denis e Val de Marne (2 em 8) é que Segoléne Royal ganhou. E ainda assim em Val de Marne a percentagem foi de 50,20 para Segoléne e de 49,80 para Sarkozy. Tentar insinuar que quem vota Sarkozy é quem não conhece a periferia de Paris parece-me, à luz destes resultados, pouco sustentável.

    Já agora também gostaria de sublinhar o seu silêncio face aos disturbios ocorridos após os resultados. Para quem está (e bem) preocupado com a violência de extrema direita, esta violência de extrema esquerda não é condenável da mesma forma???

  3. 3 3  Daniel Oliveira

    Eu não falei de quem ganhou, falei de resultados abaixo da média. Não foram os “vizinhos da racaille” que deram a vitória a Sarkozy. Aí, os resultados foram abaixo da média nacional.

  4. 4 4  Von

    As situações só são perfeitamente analisáveis e entendíveis para quem as vive de perto e sente na pele as consequências do mundo actual. Vi hoje num noticiário, a propósito do fecho de infraestruturas essenciais no Alentejo, uma senhora (aparentando 60/70 anos)de inclinações nítidamente de esquerda, dizer alto e bom som, que afinal o 25 de Abril já não serve para nada. Dizia ela, que afinal antigamente (no regime anterior), a sua aldeia e as demais da sua zona, tinha posto dos correios, médico, escola. E agora, nada. Será que no obtuso concurso da RTP, haverá uma mão cheia de votos no senhor professor… ou as pessoas estão realmente fartas deste regime actual. Não se trata de regressar à censura, à repressão, à política de vistas estreitas, trata-se de comparar alguns factores. Ó Daniel, ó Adelino, vá lá dizer a esta senhora e a quem em França vê o seu carro, a sua loja, a sua casa ser vanadalizada, que vêm aí tempos piores…

    Von Barata

  5. 5 5  Sinfonia do disparate consonante

    O que este tipo de textos melhor revela é a condescendência da esquerda em relação à violência. É por isso que sempre verei o BE e o PCP como lobos disfarçados de cordeirinhos.

  6. 6 6  Ricardo

    Daniel, e o que tem a dizer da “escumalha” ter voltado a incendiar automóveis? Não será ela, a escumalha, anti-democrática?

  7. 7 7  António

    As pessoas aterrorizadas não são é fãs dos métodos utilizados pela “racaille” ao manifestar os seus pontos de vista!

  8. 8 8  JV

    O Daniel, que pensa tanto em tanta coisa, não terá pensado que esses resultados se devem precisamente ao facto de a racaille também ter votado? Ou a freima de dizer que as pessoas estão todas felizes com a queima de carros tolda-lhe o discernimento?

  9. 9 9  a.pacheco

    Nuno Costa conhecer de nome talvez , pôr lá os pés é que está quieto, ou então vai lá com 300 policias a protejê-lo.

    Aliás Sarkozy é uma personagem estranha, filho de hungaros, que se refugiaram em França, mas que despreza os filhos de imigrantes.

    Presidente de Camara de uma das cidades mais ricas da periferia de Paris, pouco lhe interessa como se vive nos HLM, guetos para pobres.

    Defensor do Medef, ( grande patronato) e seu candidato, a sua polica pouco difere da que defendem os neo-consevadores, no que diz respeito aos direitos dos trabalhadores.

    Representante tipico da grande burguesia, conseguiu com um discurso populista, arrastar uma parte da sociedade francesa , que a curto prazo verá que caso as suas politicas sejam aplicadas,elas ainda levarão a uma maior desigualdade na sociedade francesa.

    Essa senhora de 70 anos perdeu a memória, e esse é um problema de muita gente que já esqueceu o que penou no tempo da ditadura.

    Aliás o PCP não está isento de responsabilidades, quando compara Socrates eleito democraticamente, ao ditador de Sta. Comba.

  10. 10 10  Range-o-Dente

    Será que se pode dizer que quem vive na trampa já se habituou ao cheiro?

  11. 11 11  Range-o-Dente

    “Eu não falei de quem ganhou, falei de resultados abaixo da média. Não foram os “vizinhos da racaille” que deram a vitória a Sarkozy. Aí, os resultados foram abaixo da média nacional.”

    Pode indicar, simplesmente, que a escumalha também votou.

  12. 12 12  The Studio

    Parece que o reaciocínio do Daniel está um tanto enviesado. Nessas regiões com elevadas concentrações de “franceses islâmicos” e de “afro-franceses” seria natural que Ségolène ganhasse, pois estes votaram todos nela. Se mesmo assim ganhou, significa que os franceses indígenas votaram maciçamente no Sarkozy.

    Já agora, duas perguntas para o Daniel:

    1.Acha que é preciso pôr a escumalha na ordem? (não me refiro às minorias étnicas dos subúrbios, mas sim aos revolucionários “bloquistas franceses” que andam lá a incendiar automóveis.

    2. Será que o Sarkozy também é um “nazi”, como vocês gostam de apelidar os opositores políticos da “extema direita”.

  13. 13 13  Just Looking

    Sem querer parecer muito “off topic”, e já que falamos de extrema-direita, para ver como esta gente influencia gerações mais jovens, sobretudo pela Net, deixo aqui este link do Fórum Antifascista:

    http://map.freehostia.com/newforum/index.php?topic=420.0

  14. 14 14  Fado Alexandrino

    Meu Deus A extrema-direita no poder, na pátria da liberdade,, mas quem escreve isto acha que toda a gente que pensa diferente do senhor Doutor Miguel Portas é fascista?

    Claro que a média nas damaias tem que ser diferente da nacional.
    Afinal os arruaceiros, perdão os jovens moram lá e é lá que votam.

    Qual é a admiração?

  15. 15 15  Antonio M.

    Aqui passei o dia todo e ainda nao vi o Daniel dizer nada em relaçao aos disturbios, isto apesar de toda a gente falar neles…. E por estas e por outras, que so posso da credito a pessoas minimamente independentes e que so consigo vir aqui pra me chatear… Tlavez deva deixar de vir, assim nem o Daniel fica atrapalhado, como parece estar neste caso, nem eu me chateio…

  16. 16 16  Duncan

    Ora bolas! Teve resultados abaixo da media, não falei de quem ganhou, Sarkô é facho, patatipatata… Pobre Daniel, faça lá um flic-flac com mortal encarpado para explicar a sua compreensão dos disturbios anunciados há muito na eventualidade de uma vitória que não agradasse à corja ue se divertiu a queimar umas centenas de carros. A chantagem de um grupelho que não se conforma com a democracia, as ameaças que os jornalistas faziam eco dias antes e durante todo o domingo.
    A diferença entre essa escumslha e os mentecaptos que rapam o cabelo e usam suasticas é zero.

  17. 17 17  Curiosamente

    Lendo o que diz Von, tem ele razão. Os partidos muitas vezes têm ementas turísticas, daquelas completas e as pessoas só escolhem pelo prato principal. Quem mudasse as ementas, ganhava com isso. Mas as ideologias são tramadas.

  18. 18 18  Paulo

    “Quem mais se excita com a ideia de pôr a “escumalha” na ordem é quem sempre se excitou.”

    É possível. Já os motivos da excitação, não me parece que sejam sempre os mesmos. Eu, por exemplo, excito-me com a ideia de pôr a escumalha na ordem porque não concebo pequenas zonas-hezbollah, em que o estado não detém o exclusivo do uso da força. Também me excita a ideia de pôr a escumalha na ordem se penso no desespero de quem ficou sem carro ou com os vidros do negócio desfeitos. Acho muito bem que se leve ou force a ordem para o meio da escumalha. Quem vive mal, acorda às 5 da manhã para ir trabalhar e regressa de noite, moribundo de cansaço e frustração, não vandaliza a comunidade em que vive.

  19. 19 19  J

    Nos anos 80 Nova Iorque vivia uma situção de criminalidade com muitas semelhanças com as que Paris e outras grandes cidades francesas vivem actualmente. Crime elevado, guettos étnicos, falta de controlo da polícia em muitas zonas, desrespeito pela propriedade privada e pública.

    Giuliani no início dos anos 90 apareceu com uma política de “mão de ferro”, para fazer a “limpeza” da cidade. A Esquerda “progressiva” da altura também o apelidou de racista, fascista, e os habituais clichés.

    Hoje Nova Iorque tem indices de criminalidade baixíssimos e em permanente queda. É uma cidade segura, para grande benefício de todos, ricos e pobres, brancos e negros.

    A Esquerda arrogante acha que sabe resolver todos os problemas. Mas na verdade o problema dos banlieues foram causados por “remédios” da Esquerda.

    Em particular o desemprego altíssimo nas classes jovens, causado por uma lei laboral extremamente rígida e por salários mínimos desajustados, o apaziguamento e desculpabilização da deliquência (o culpado nunca é o indivíduo, mas sempre a sociedade).

    Hoje em dia cerca de 10% da população francesa vive em banlieues, zonas na prática fora da jurisdição do Estado, onde a polícia tem medo de entrar.

    Felizmente os franceses perceberam que os “remédios” da esquerda não são a solução, mas o problema.

    Resta à Esquerda “progressiva” acenar com o papão do fascismo. Mas já nem as promessas de Segolène de violência se Sarkozy ganhasse servem para demover os Franceses do desejo de mudança.

  20. 20 20  Jam

    Pudera, os métodos só exacerbaram o problema.

    Os manifestantes dos últimos dias não são mais do que pessoas que não se esqueceram.

  21. 21 21  José Rodrigues

    O Daniel que já aqui comparou Sarkozy a Le Pen e agora mais recentemente a Alberto João Jardim, e preocupado com as votações na cidade ou periferias, não estaria na altura de aqui analisar os resultados nas eleições na Madeira e concretamente a votação do BE? Vai haver também distúrbios na Madeira? Vão incendiar automóveis e partir montras? E como é que dois partidos sem trabalho político conhecido na Madeira, conseguem eleger o mesmo número de deputados do BE, herdeiro da UDP que nesta ilha obteve sempre dos melhores resultados a nível nacional? Como é que dois partidos com meios tão escassos e sem trabalho de base e militantes, obtiveram o mesmo resultado do BE que se reinvindica de ser uma oposição forte na Madeira a Alberto João Jardim?
    Não está na hora de aqui fazer um balanço das eleições na Madeira e sobretudo do BE?
    Gostaria de conhecer a sua opinião para todos os resultados nas eleições na Madeira.
    As francesas já estão mais que explicadas e são óbvias, a Mme Royal era uma candidata fraca e pouco credível. E na Madeira como foi?

  22. 22 22  Daniel Oliveira

    Descubro por vários comentários que a escumalha não é apenas, como diziam, uma pequena minoria que queima carros mas gente suficiente para fazer a diferença na votação. Provavelmente, uma parte razoável dos eleitores da periferia. Provavelmente os imigrantes todos. Nada como desenvolver um debate para a verdade do que pensam vir ao de cima. Porque se não pensassem assim teria de concluir que uma maioria, imigrantes incluídos, ainda mais expressiva do que no resto do país, reagiria votando em massa em Sarkozy. Só que a escumalha, para muitos que aqui comentam, é mais do que a minoria que queima carros.

  23. 23 23  Von

    Caro Pacheco: Para o bem ou para o mal, o Sarkozy ganhou as eleições, isto é, a maioria votou nele. E para o bem ou para o mal, é dele a legitimidade de exercer o cargo. Protestar com violência, ainda que uma minoria, é atentar contra a democracia. Não me vai dizer que foi sómente o patronato e burguesia que votaram nele, pois não? O que está em causa neste post, ou pelo menos na maioria dos comentários, não são as suas políticas, mas o método indefensável de protesto contra ele.
    Quanto à senhora de 70 anos, vá lá dizer-lhe que perdeu a memória. E já agora, leve-lhe um posto de correio onde ela possa receber a reforma e pagar as suas contas, um médico e um professor para os netos.

    Von Barata

  24. 24 24  JV

    Só que a escumalha, para muitos que aqui comentam, é mais do que a minoria que queima carros.

    Avance aí estudos que demonstrem que os que queimam carros são uma minoria.

  25. 25 25  anonimo

    As francesas já estão mais que explicadas e são óbvias, a Mme Royal era uma candidata fraca e pouco credível.
    José Rodrigues | maio 9, 2007 01:08 AM

    O problema é Mme Royal mais nao o partido de Mme Royal?

    Sao os votantes franceses tao “machistas” como os votantes “latinos” ?

    Quem assim termina uma analise de resultados de umas elecoes ( Na França) ou 1)nao conhece aos votantes franceses 2) aos partidos deste pais 3) considera que ja tudos os paises eligem a seus governantes segundo o modelo americano…

    Os franceses optarao pelo S. porque promete mao dura com alguma gente, control da emigraçao, a francesidade perdida, também a velocidade da locomotora ida a pique(ja somentes fica a do TGV), o lugar no mundo (e sobre tudo na Europa), gostao dos postulados neoliberais, definitivamente ai direitizaçao nesse pais … ?

    E ai a questao. Seguramente houve motivos diferentes e variados…Mais pronto vamos sair de dudas nos e mais eles vamos saver a quem votaram na realidade!

    Um Aznar sem bigode? Acho que nao ainda certas amenaçantes parescido e coincidencias. Ainda os franceses deveriam ter mais bom gosto e saver em certas eleçoes. Quando menos no que da a experiencia acumulada…

  26. 26 26  Filipe Melo Sousa

    Eu diria simplesmente que a “escumalha dos subúrbios” não votou obviamente em Sarkozy.

  27. 27 27  Sebastião José

    Resumindo e concluindo Sarkozy ganhou e a esquerda está em estado de choque, em estado de negação. Votos contados (escumalha + não escumalha), Sarkozy é o vencedor e isso a esquerda não perdoa.

    Assim como a direita não perdoou a eleição de Miterrand ou de Tony Blair, ou de Sampaio. Na derrota, tanto a esquerda como a direita são iguais. A esquerda não tem nenhuma superioridade moral sobre a direita e vice-versa. Comportam-se da mesma maneira, têm as mesmas fúrias, os mesmos estados de alma e de negação e vaticinam sempre grandes desgraças. Os comportamentos não se diferenciam.

    Quanto à média nacional, isso é um assunto de mau perdedor, é um assunto totalmente irrelevante. É natural que nalguns círculos Sarkozy tenha estado acima da média (onde tem uma imagem mais favorável) e noutros abaixo da média (onde a imagem é menos favorável), como em qualquer eleição em qualquer país. Já agora e pegando nos resultados eleitorais, alguém quer tirar conclusões baseadas em testes estatísticos da variância e dos intervalos de confiança, para os diversos círculos eleitorais? Ou a estatística fica-se só pelo cálculo da média aritmética simples?

    Quanto à escumalha que causa distúrbios, já toda a gente deu a sua opinião (incluindo o Daniel Oliveira) quando há cerca de 1 ano aconteceram nos arredores de Paris. Presumo que as opiniões ainda se mantenham. A esquerda de um modo geral achou bem e a direita achou mal. Quando a extrema-direita causa distúrbios a esquerda fica indignada e a extrema-direita acha bem. Enfim, todos filhos de um deus menor.

  28. 28 28  brmf

    O post do Daniel Oliveira, é que utlizando uma expressão cara aos Anti-Sarkozy, é que é uma “canalhice” política. Sarkozy chamou canalha a quem provocou os ditúrbios, não aos habitantes das periferias das grandes cidades como é óbvio. Alguém vota num indivíduo que lhe apelida de canalha?
    Daniel Oliveira, não chame ignorantes a todas estas pessoas habitantes nas periferias que votaram em Sarkozy. Para Sarkozy vencer teve que contar incontestavelmente com muitos votos desta gente. O resto é puro folclore político.

  29. 29 29  J

    “Descubro por vários comentários que a escumalha não é apenas, como diziam, uma pequena minoria que queima carros mas gente suficiente para fazer a diferença na votação. Provavelmente, uma parte razoável dos eleitores da periferia. Provavelmente os imigrantes todos. Nada como desenvolver um debate para a verdade do que pensam vir ao de cima. ”

    Daniel, não seja demagogo, li os comentários todos e não vi ninguém a dizer que todos os habitantes dos “banlieues” são racaille.

    No banlieu mais complicado, onde começaram os primeiros confrontos, 9 em 20 habitantes votaram em Sarkozy, o que compara com 10,5 em 20 em termos nacionais. Os resultados nos banlieue (onde se esperava uma vitória estrondosa de Segolène) não foram assim tão diferentes do resto do país.

    A racaille é quem queima carros, assalta, desrespeita a propriedade privada e pública.

    Sejam brancos, negros, magrebinos, palermas anarquistas de esquerda, idiotas racistas de extrema direita.

    Ninguém aqui diz que os imigrantes são racaille.

    Daniel, há falta de argumentos, não tente deturpar o que os outros dizem.

  30. 30 30  Kane

    A violência pós-eleições não serve a ninguém! A terra queimada não é solução! Em Timor ou em França…

  31. 31 31  Stran

    O incidente dos da “racaille” começou quando dois jovens em pânico da policia morreram electrocutados. E o que poderia ser apenas um incidente grave de um bairro dos arredores de Paris, transformou-se num incidente muito grave a nível nacional porque um senhor de 1,60 m com funções executivas no governo decidiu fomentar o ódio utilizando a conotação de “racaille” para os imigrantes dos subúrbios.

    Resultado: estes marginais acabaram por fazer o que Sarkosy mais queria, criar a noção de que é necessário um politico com pulso de ferro para comandar o país.
    Estes incidentes foram o ponto de viragem na campanha de Sarkosy na altura.

    Critica-se a Esquerda por não falar dos incidentes, mas também não vi ninguém da “direita” protestar contra essa irresponsabilidade.

    Sou de Esquerda e os actos de violência não têm desculpa nem na reacção à votação, nem nos tumultos de França, no entanto também não é desculpável a atitude de Sarkozy na altura, nem a reacção da policia em algumas manifestações na França.

    Este radicalismo que existe em França só servirá para alimentar os extremismos na França, dando mais força ao elementos de extrema-esquerda e aos apoiantes de Sarkozy e Le Pen.

    Uma nota para o comentário de Nova Iorque, o que ganhou em Segurança (e bem) perdeu-o em cultura. Os movimentos que alimentavam aquela cidade abandonaram a cidade, tornando-a mais cinzenta. Não vivi em Nova Iorque, apenas me apoio nas várias entrevistas com diversas pessoas que viveram lá. Chegando ao cumulo de numa entrevista passada na TSF - não me recordo bem o nome do escritor - dizer que actualmente há mais vida em Lisboa do que em Nova Iorque. Não sei se é um abuso, mas é a noção de quem viveu em Nova Iorque. Ou seja é preciso sempre uma boa dose de bom-senso entre politicas que visam aumentar a Segurança e a Liberdade que se deve sempre sentir.

    Quanto à senhora de 60/70 anos, o saudosismo é muito típico em Portugal mesmo que não faça sentido.

  32. 32 32  anonimo

    nítidamente de esquerda, dizer alto e bom som, que afinal o 25 de Abril já não serve para nada. Dizia ela, que afinal antigamente (no regime anterior), a sua aldeia e as demais da sua zona, tinha posto dos correios, médico, escola. Von Barata.

    Ou Von Barata intenta enganarnos…ou foi claramente enganado por uma senhora (aparentando 60/70 anos)de inclinações nítidamente de esquerda !

  33. 33 33  Daniel Oliveira

    “Avance aí estudos que demonstrem que os que queimam carros são uma minoria.”

    Sebastão José, aqui está nesta citação a resposta à sua indignação.

  34. 34 34  José Manuel Faria

    É verdade os resultados do bloco ficaram muito longe das espectativas, está chegado o momento de renovar os protagonistas políticos do Be na madeira.

  35. 35 35  Sebastião Dias

    Daniel, só há uma maneira de compreender as visões maniquístas expressas por si no seu blog. A vontade de ter um blog com movimento, polémica e muitos posts. Falem bem de mim, mal de mim, mas falem de mim. Ganha-se um blogger polémico perde-se uma opinião. Já pensou ir para Os Donos da Bola defender o seu Sporting?

  36. 36 36  esquecimento_global

    “Quem vive mal, acorda às 5 da manhã para ir trabalhar e regressa de noite, moribundo de cansaço e frustração, não vandaliza a comunidade em que vive.”
    Posted by: Paulo | maio 8, 2007 11:03 PM

    Porra!… se realmente é assim, se calhar devia…

  37. 37 37  JV

    começou quando dois jovens em pânico da policia morreram electrocutados

    Não, Stran. Começou quando dois jovens fugindo da polícia morreram electrocutados. E ninguém descomprometido foge das autoridades: só nos filmes, e nem em todos…

  38. 38 38  A

    A sociologia ensina e a história confirma que há uma relação directa entre a violência e as desigualdades. No entanto, a estatistiva ignora este facto e, deste modo, engana a realidade.

  39. 39 39  burns

    eu vejo a coisa de outra maneira
    nas zonas mais inseguras havia mais bandalhos que nao queriam que o sarkozy ganhasse com medo de irem presos

  40. 40 40  Von

    Alguns dos senhores não percebeu; ou nao quis perceber; ou talvez por viverem em grandes cidades e terem todas as facilidades à mão, não o possam comprender. A tal senhora alentejana, confrontada com o facto de lhe ser retirada à sua aldeia e outras da sua zona, o posto dos correios, o posto médico e a escola, apenas constatou que antes do 25 de Abril, esta situação não acontecia. Naquele momento a senhora não referiu a censura e a repressão, mas apenas os factos que lhe afectam directamente a sua vida. Certos comentários que leio revelam acima de tudo uma vida confortável nas grandes cidades, sem o mínimo conhecimento e talvez consideração pelas dificuldades que o interior do país vai sentindo.

    Von Barata

  41. 41 41  gpn

    Esta analise é totalmente enviesada e desonesta. Porque não analisa assim: Sarkozy ganhou nas áreas onde as pessoas trabalham e sabem o que custa a vida. Onde as pessoas não querem ter nenhuma “protecção” estatal porque sabem que no limite dependem delas para sobreviver. Já para não falar que há muitas pessoas que vivem nesses bairros, que se levantam todos os dias de manha para ir trabalhar e que votaram Sarkozy (agora dormem menos porque a escumalha decidiu, não aceitar os resultados das eleições. Quais “largos carmistas”…) A verdade é Sarkozy ganhou nas localidades onde os resultados são aceites porque se não forem sabem que haverá prontamente danieis oliveiras da vida a apelidarem de fassistas e perigosos extremistas. Pior é que o daniel legitima a “escumalha” mas condene/julga/prende a outra escumalha. Assim vai o pensamento “livre” e “coerente”…

  42. 42 42  PlayGirl

    infelizmente, não precisamos de paris, nem de sarko, para percebermos quem é e o que move a ‘escumalha’. por cá, temos muito disso, nos arrebaldes da grande cidade, e também ela se revelará quando chegar o seu tempo… e acreditem que não demorará muito, apesar do nosso estado de adormecimento geral. o que me preocupa mais em relação a sarko é o facto, como bem sublinhava hoje no público teresa de sousa, é a sua faceta de cowboy, o tal que bush não hesitará a convidar para o seu rancho, o tal que já deve estar ansioso por tão honroso convite. e aí, eis que teremos motivos para ficarmos bem alerta e bem preocupados. a última vez que dois cowboys do velho continente aceitaram um convite do rancheiro bush, com o rancho montado em terreno nacional e tudo, o resultado foi uma guerra devastadora, que não se limita apenas a ceifar a vida dos que por lá ainda andam: tem corroído e mudado o mundo, para pior, para muito, muito pior. dizia-se que o mundo, depois do 11/9 nunca mais seria o mesmo. que mentira, que ilusão. depois dessa tragédia, a tragédia maior foi o mundo ter ficado precisamente igual, e nós não termos aprendido nada com isso. a resposta que demos - nós ocidente - foi, é, devastadora. aposto que sarko anseia por tão elevados palcos, para pôr em prática as suas ideias pragmáticas do retorno da frança à europa. o que será que isso quer, realmente, dizer?

  43. 43 43  PlayGirl

    o daniel, e então sobre timor? nada? nem uma palavra? é a sorte daquela ‘escumalha’, é nós andarmos - como sempre, salvo raras excepções em que sentimos necessidade de expressar alguma compaixão pelo mundo, para aliviar consciências pesadas - entretidos com esta coisa infantil da esquerda/direita, da extrema-esquerda/extrema-direita. o xanana mostra que aprendeu depressa de que lado se colocar, o ramos horta faz sem dúvida um bom uso do nobel da paz e os australianos… iuhhuuu!

  44. 44 44  Sinfonia do disparate consonante

    A esquerda é uma fábrica de criminosos. Inventa-os, cria-os, educa-os e protege-os. Quando fazem aquilo para foram criados, isto é, quando finalmente queimam e matam, a esquerda encarrega-se de considerar que são um produto da direita.

    Esquecem-se, porém, de que esses jovens franceses-delinquentes-acanalhados sairam dos seus inúmeros cursos de integração social e múltiplos processos s subsídios de apoio ao coitadinho.

    Por exemplo, em Portugal, o BE quer guetizar algumas comunidades ensinando-lhes crioulo. Daqui por umas décadas, quando estes peritos em crioulo começarem a queimar carros, aparecem os elementos do BE a condenar as políticas de direita por querem resolver os problemas que o próprio BE criou.

  45. 45 45  Sebastião José

    Daniel, não sei se os que queimam carros são uma maioria ou uma minoria. Não fiz nenhum, estudo nem tão pouco vou perder tempo com isso. Presumo que sejam uma minoria, mas isso é a minha percepção. Daí não ter percebido a sua resposta.

    Mas o meu comentário não tinha nada a ver com esse aspecto. Dizia respeito à posição que cada um de nós tomou quando há uma ano atrás aconteceram estes distúrbios nas periferias de Paris. E se bem me lembro, você não os apoiou mas justificou-os. Peço desculpa se estiver enganado.

    Quanto à indignação. Na minha vida já vi e vivi tanta coisa, que não creio que seja fácil indignar-me. Vou simplesmente constatando factos e comportamentos.

  46. 46 46  Antonio M.

    Mas como é possivel ser-se tao desonesto intelectualmente? Nao me refiro unicamente a Daniel Oliveira, mas a toda a esquerda democratica que exite por esse pais, e europa, fora! A extrema-esquerda so demonstra o que toda a gente sabe o que sao, só e grave que haja condescendencia…Como ja aqui alguem referiu, e por isto que o BE, atras do seu Trotskismo neo-comunista, não deixa de ser um partido “estranho” de quem muita gente tem duvidas…Claro que nem vale a pena referir o PCP. Eles s os seus amigos da FARP devem estar a gostar de ver estas revoluçoes violentas em França!!!

  47. 47 47  l.rodrigues

    Só um “fait divers”:
    Sabiam que por ano (numeros de 2005) são incendiados mais de 40 000 (QUARENTA MIL) carros em inglaterra?

  48. 48 48  JV

    A sociologia ensina e a história confirma que há uma relação directa entre a violência e as desigualdades.

    Avance aí um caso - um único, e chega - de criminalidade grupal praticada pelos emigrantes portugueses em França nos anos 60/70. E tenha em atenção que estes não viviam em bairros sociais de pedra e cimento - viviam em latões, em bidonvilles, ao pé dos quais o HLM mais acanhado dos subúrbios parisienses é um palácio sumptuário.

  49. 49 49  JV

    A sociologia ensina e a história confirma que há uma relação directa entre a violência e as desigualdades.

    Avance aí um caso - um único, e chega - de criminalidade grupal praticada pelos emigrantes portugueses em França nos anos 60/70. E tenha em atenção que estes não viviam em bairros sociais de pedra e cimento - viviam em latões, nas tristemente célebres bidonvilles, ao pé dos quais o HLM mais acanhado dos subúrbios parisienses é um palácio sumptuário.

  50. 50 50  JV

    Sebastão José, aqui está nesta citação a resposta à sua indignação.

    Isso não é resposta a coisa nenhuma, DO. Eu só lhe pedi que me mostrasse provas do pressuposto de que partiu, a saber, que os magrebinos que queimam carros são uma minoria.
    Eu não sei se a «racaille» de que falava Sarkozy era a maioria; mas também não faço ideia se era uma minoria. Não tenho dados concretos que me permitam afirmar uma coisa ou outra - assim, não afirmo claramente uma das duas - não parto de pressupostos, como me ensinaram a fazer.
    O DO, por seu turno, diz com todas as letras descubro por vários comentários que a escumalha não é apenas, como diziam, uma pequena minoria que queima carros. Eu assumi que soubesse, por estudos credíveis, que de facto eram uma minoria - e por isso lhe pedi que mostrasse os estudos com que se fundamenta.
    E continuo à espera deles…

  51. 51 51  Sebastião Dias

    A esquerda, por debaixo do pano, ri-se com gozo dos tumultos em França. «Nós bem avisámos», pensam eles, como que se fosse a direita de Sarkozy a responsável dos tumultos em vez das pessoas que estão nas ruas a semear a destruição. E acenam com um cenário de pré-fascismo. Agora são as legislativas e duas se colocam, 1) quem faz os tumultos são pessoas que votam? e 2)se votam em quem votam? Arrisco-me a dizer que os referidos vândalos não votam e, claro, se tivessem votado teriam votado em Segolene, em oposição a Sarkozy. A questão é simples. Quem anda a cometar actos de vandalismo não acredita na democracia e, portanto, não acredita no poder do seu voto. Neste prisma até é indiferente se esta «massa» é de esquerda ou de direita. Interessa apenas uma coisa: são criminosos e têm de ser tratados como criminosos. Os tribunais posteriormente encarregarse-ão de avaliar se, como a esquerda não se cansa de referir, ~são ou não vítimas de uma sociedade injusta que não os soube integrar. O seu «protesto» de nada vale. Nas legislativas os franceses encarregar-se-ão de, com mais convicção, eleger a direita que promete ordem e autoridade, em vez da esquerda, que com o seu discurso redondo e mole só promete condescendência e, certamente, a eternização dos tumultos.

  52. 52 52  The Studio

    Caro Stran,

    Como já aqui referi, os seus “argumentos” limitam-se à distorção de factos. O que diz é simplesmente mentira. “Os jovens que morreram electocutados com pânico da polícia”, eram criminosos que primando pela ausência de cérebro, enquanto fugiam após mais um assalto, decidiram esconder-se numa estação eléctica, que por sinal teria certamente o aviso “alta voltagem, perigo de morte” e que os jovens decidiram ignorar. Ou seja, trata-se de dois jovens que morreram por estupidez própria quando fugiam da polícia. Imputar responsabilidades à polícia pela estupidez dos criminosos é patético e desonesto. Ao contrário do que diz, os incidentes não se geraram porque Sarkozy falou em escumalha. Após os incidentes se terem gerado é que Sarkozy se referiu aos responsáveis como escumalha.

    Sinceramente não sei o que é que o Stran, o Daniel e o Pacheco ainda fazem em Portugal. Já deviam ter pegado nuns garrafões com gasolina e apanhado o primeiro avião para Paris. Os jovens revolucionários precisam da vossa ajuda nesta luta pela democracia e contra o “fássismo”.

  53. 53 53  AB

    Folgo em verificar a não crítica à violência provocada pela extrema-esquerda.

    Adoro a sua dualidade de critérios.

    Se fosse a extrema-direita, a sua indignação estaria por todos os lados.

    Coerente.

    Acima de tudo…honesto.

    Continue assim.

  54. 54 54  lisboa

    Não existe melhor ajuda para Sarkozy do que esses anormais ao fazerem distúrbios e a queimarem carros.
    Foram eles (a falta de qualidade da candidata Sra. Segoléne também ajudou um pouco à festa) é que puseram a direita no poder.
    A esquerda não se pode calar perante a violência, venha ela da direita ou da esquerda.
    É assim que irresponsavelmente se perdem eleições.

  55. 55 55  Miguel Domingues

    Lamento imenso a eleição de Nicolas Sarkozy para Presidente da França. Acho que a ruptura representada pelas suas políticas demagógicas e violentas será nociva para a Europa e para o hexágono. Mas lamento ainda mais a recepção que alguns sectores da França actual estão a dar a esta eleição. Não faltará quem tenha votado em Royal que, depois de ter visto o seu carro arder, concorde a política social de Sarko.

  56. 56 56  Daniel Oliveira

    Já comentei aqui. Mas gostava de saber como sabe que são de “extrema-esquerda”?

  57. 57 57  von

    Bom Daniel, em primeiro lugar toda a imprensa o afirma. E em segundo, não nos quer transmitir a teoria de conspiração de infiltrados da extrema direita. Ou é assim tão dificil admitir que a violência e as atitudes indefensáveis e indesculpáveis, podem vir tanta da direita como da esquerda?

    Von Barata

  58. 58 58  José Rodrigues

    O Daniel tem dúvidas se são de extrema-esquerda. Mas não pode ignorar, como homem atento a estas coisas, que por exemplo, a LCR fez um apelo à resistência já depois dos resultados da 2ª volta.
    Não pode ignorar que os estudantes de Tolbiac votaram uma gréve e ocupação da universidade, para protestar contra as reformas anunciadas de Sarkozy. O homem ainda nem foi investido no cargo e já fazem greves com ocupações sobre as suas reformas.
    Não sei qual é a noção de democracia desta rapaziada. As eleições só são válidas e democráticas quando ganham os que nós queremos?

  59. 59 59  Daniel Oliveira

    José Rodrigues, resistência e greve não são violência. Eu acho muito bem que quem sente que vai ser prejudicado deve resistir. A democracia também é isso. Os empresários, com os seus meios, não fazem o mesmo?

    Von, muita da reacção violenta a Sarkozy não tem qualquer enquadramento político. Quanto aos jornais, lamento ter alguma desconfiança sobre a terminologia que muitas vezes é usada.

  60. 60 60  Bacalhau Sardinha Assada

    Em relaçao aos jovens que morreram no local EDF, é publico que nao eram criminosos que estavam a fugir apos mais um asalto. O procurador da republica negou que estavam a robar, fugiram porque nao tinham os documentos de identidade ao regresar de um treino de futebol.

    Num principio a policia e Sarkozy (numa bellisima operaçao de comunicaçao tipo salvador da patria) tinham afirmado que nao tinham perseguido os jovens e que estes tinham tentado robar uma barraca numas obras mas um inquerito da policia das policias (IGS) demonstrou que os tinha mesmo perseguido.

    Mas o mais triste, mesmo se concordo que nao é muito inteligente entrar num local desses, foi que a policia em vez de chamar os tecnicos para desligar a luz ou fazer algo para os sair do local porque estavam em perigo de vida, foi-se embora como se fosse nada. Foi por isso que 2 policias foram acusados de “non assistance à personne en danger”

    http://www.liberation.fr/actualite/societe/213342.FR.php

    http://www.liberation.fr/actualite/societe/233927.FR.php

    http://www.lefigaro.fr/france/20070208.WWW000000375_morts_de_zyed_et_bouna_a_clichy_deux_policiers_mis_en_examen.html

    Em relaçao aos disturbios, o Olivier Besancenot da LCR ja disse varias vezes que estava contra estas manifestaçoes, que o senhor Sarkozy tinha toda a legitimidade e que estas manifestaçoes eram contraproductivas. Besancenot apelou a uma resistencia social e democratica. Nao apelou a queimar carros !
    http://elections.france2.fr/presidentielles/2007/second-tour/reactions/30580108-fr.php

    Por otro lado, estes jovens sao anarchistas-libertarios,alcoolicos ou seui la o qué, que nem votam ou votaram “blanc” pelo que se lee na imprensa mas nao é de estranhar que quando a direita extrema se manifesta, o outro lado lhe responda.
    http://www.lemonde.fr/web/article/0,1-0@2-823448,36-907660@51-907059,0.html

  61. 61 61  AB

    Faço minhas as últimas palavras do Von.

    A superiodade moral está mesmo no sangue, parece-me.

  62. 62 62  Defski

    Sim sim NY esta muito melhor, claro que se perguntarem aos membros dos Dead Prez, a história é outra, já que o FBI não faz parte da escumalha.

  63. 63 63  Stran

    The Studio,

    como viu não fui eu que menti na análise dos incidentes.

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