

Sim, ouviram bem: o Vaticano está preocupado com a utlização do véu. Algum tipo de véus, disse o Cardeal, não fossem querer destapar as cabeças das freiras (e, já agora, da Virgem). E sim, ouviram bem: o Vaticano acha que os outros devem respeitar a cultura dos países para onde vão. Como a Igreja católica fez em todos os lugares para onde foi, supomos.
Por Daniel Oliveira 15 Nov 06 em Sem categoria


Oh Daniel, não é isso que fazemos quando vamos lá para os lados do Maomé?
Não respeitamos a cultura deles?
Até as nossas jornalista por exemplo, quando fazem reportagens dessas bandas aparecem sempre muito “tapadinhas”…
Pedro
Quer falar da história do Vatiano? Estamos a brincar? E do colonialismo, quer?
Seja como fôr, em roma sê romano, não é? Já se se pretender conquistar ou colonizar, a história é outra.
Pois é Daniel, fanatismos….
Ontem um representante da Igreja Católica, um Bispo português dizia com todas as letras.
Os politicos NÂO TÊM O DIREITO de legislar sobre o aborto, assim mesmo….
É caso para perguntar, quem elegeu este bispo, o senhor foi nomeado, não se sujeitou a votos, não sabe em que país vive, desconhece a COnstituição da Republica Portuguesa, não aceita a separação do Estado das confissões religiosas, em suma que diferença existe entre este bispo católico, e os fanaticos que comandam a Ãrabia Saudita ou o Irão…
Nenhuma…..
Daniel, você tem um trauma com a Igreja Católica? Olhe que se isto se tornar no califado, se arrisca a ficar sem cabeça…
Pois eu acho que em Roma devemos estar no Mundo todo. Não é esse um dos maiores elogios que se fazem a Nova Iorque? E justo, na minha opinião.
Para os especialistas da Coreia do Norte,se me permite,gostaria de aconselhar algo:http://resistir.info/asia/coreia_elich_out06_p.html
Os metodos limpos da democracia são escorreitos e sem mácula…..
Então e nos países árabes (maioria)deixam-nos ser o quê?
Se calhar deveria ser ao contrário. Nós devemos achar normal o apredejamento de mulheres, a mutilação genital, o incesto, os atentados suicídas, a imagem do chefe de família que controla os destinos das filhas e mulher(es)… Explique-me lá uma coisa. Normalmente, quando mudamos de sítio não é de bom tom adaptarmo-nos o mais possível aos hábitos culturais dos nativos? Veja lá que os seus amigos do BE até importaram os coffee shops…
Isto é tão grave e preocupante como ver os deputados do BE aparecerem de gravata na Assembleia…
Ó Daniel, se não tem nada para dizer, cale-se.
Para inventar pseudo-querelas já basta o seu Guru, Franciso “Parte a” Louçã…
Caro Daniel,
Porque raio é que o cardeal não pode expressar a sua opinião livremente e tem que ter em atenção a carga histórica, o colonialismo, a inquisição e se possivel os cabrões que foram os Medicis?
Acaso não está o mundo cheio de ex-comunistas? Acaso acha têm que pedir desculpa pelo Mao e pelo Estaline, cada vez que falam? Acaso acha que perderam de todo o direito à opinião?
“Como a Igreja católica fez em todos os lugares para onde foi, supomos.” E não é verdade?
Olhe ó Tozé se não tem nada para dizer, não será melhor estar quieto….
Fanáticos existem em todas as religiões, a começar por alguns católicos portugueses, que se podesssem , fariam de novo autos-de fé no Rossio….
As opiniões são livres em democracia, só que por vezes dizem-se coisas sem pensar….
Não usam tambem as freiras catolicas veus.
Não existem freiras e frades católicos, que fizeram voto de silêncio.
Não pregam a castidade dos padres ( mesmo que a maioria se esteja bem a lixar para essa imposição), ao arrepio das necessidades do corpo humano.
Eu sou contra a utilização de certos simbolos religiosos, fora dos locais de culto, sou contra mutilação de seres humanos como o fazem os judeus e certos muçulmanos, sou contra actos medievais, e contra a falta de liberdade religiosa, que existe em certos paises muçulmanos e não só..
Não sou é ingenuo, em pensar que se a hierarquia da Igreja Catolica e certos grupos de fanaticos catolicos, a começar na SINISTRA Opus Dei, se tivessem mais poder temporal, fariam o mesmo ou pior que os fanaticos muçulmanos.
meus filhos eu comppriendo,os bosos fundamentos mas deus noso senhor noso pai é grande e por iso eu sou cantra ,os muçulmanos sao muito malandros,mas sao filhos de deus todo poderoso,por iso metam o coraçao ao alto.eperdoem porque noso senhor tanbem perdou quem o matou e por iso tanbem sou contra o aborto.bou bos deixar meus filhos,bou rezar muito por bosses meus cridos filhos .BEIJINHOS MUITOS BEIGINHOS DA VOÇA IRMA CARMINDA
Sobre o tema do véu, aconselho vivamente a leitura destes 2 artigos
http://www.timesonline.co.uk/article/0,,1072-2394934,00.html
http://ayaanhirsiali.web-log.nl/ayaanhirsiali/2006/10/muslim_women_ar.html
Antes a Esquerda era uma grande defensora dos direitos das mulheres contra a misogenia.
Hoje, em nome do multiculturalismo, as práticas culturais e religiosas deixaram de poder ser criticadas (excepto se forem Ocidentais ou, claro, da Igreja Católica), mesmo que essas práticas sejam brutalmente misógenas.
Às vezes pergunto-me se esta Esquerda dita progressiva terá enlouquecido e não se apercebe das suas gritantes e absurdas contradições.
Sinceramente, parece-me que este tipo de questões têm mais a ver com a forma como as minorias devem ser integradas na sociedades que as acolhem do que, exclusivamente, como uma questão de liberdade religiosa.
Se, por um lado, se defende que as nossas escolas devem estar isentas de símbolos religiosos como o crucifixo, por exemplo, coerentemente, não se deve permitir a utilização de outros símbolos ao abrigo da defesa de minorias.
Mais grave do que qualquer imposição da maioria sobre a minoria, ao fim e ao cabo o princípio básico da democracia, seria a imposição das minorias sobre as maiorias.
Pronto, isto era a minha personalidade razoável a falar.
Já a minha personalidade de ateu ortodoxo prefere apoiar toda a eliminação de quaisquer símbolos religiosos da nossa sociedade, quer provenham de maiorias ou minorias. Ambos são intoxicantes, nauseabundos.
Ó Sr. A. Pacheco, estou quieto… tão quieto que nem preciso de me mexer para ver que nem sabe escrever (podessem… ehehehehe)Depois, querem que as vossas opiniões sejam tidas em conta… Primeiro aprendam a escrever, para assim poderem dar um arzinho de intelectualóides…
Já agora, ao que vejo, a OPUS DEI é tão sinistra (leia outras coisas que não o Código da Vinci…) como os deputados do BE e como as simpatizantes do aborto que se pavoneiam estrada fora com as suas barriguitas escritas…
Por fim, autos de fé? Mas está a referir-se ao Kim Jong e à sua “democracia” de esquerda, é? Mas quem é o seu professor de História? O Rosas? Ou tem lições particulares com a Ana Drag(o) “Queen”?
Mas quem é este Pacheco? Pereira não é… Luiz muito menos… Mas quem será…? Pela maneira como escreve deve ser o Jaime… O grande Jaime Pacheco…
Não, J. A esqueda sempre defendeu e continua a defender a autodeterminação dos individuos e sobretudo das mulheres. Ouviu bem: AUTOdterminação. Um pouco diferente de imposição. E não substitituiu este discurso por colonialismo cultural. Não fazia antes, não o faz agora. Já a direita, enquanto limita liberdade das mulheres no Ocidente, descobriu uma arma de arremeço contra outro povo. Como sempre fez.
E a esquerda liberal, na qual me incluo, defende o direito à liberdade individual, incluindoa liberdade de cada pessoa vestir o que entender.
Daniel Marques, não saboa que o Cardeal era ex-católico. Ignorância minha.
Daniel
Actualmente, a meu ver, as grandes causas humanitárias internacionais são:
-Parar o genocídio no Darfur
-Apoiar o povo do Tibete
-Defender os direitos das mulheres, homossexuais e minorias religiosas em regimes como Arábia Saudita, Paquistão, Irão, Somália, e apoiar os reformistas destes países
-Forçar a extinção do sistema de castas na Índia, apoiando os direitos dos “intocáveis”
-Acabar com a PAC, a grande causadora da incapacidade de África sair da miséria
-Evitar a (já quase inevitável) proliferação nuclear no Médio Oriente (depois de Shiitas, os Sunitas também não vão querer ficar atrás)
-Desmascarar o novo populismo na América do Sul (Chavez e companhia)
Mas na agenda da Esquerda domina:
-Atacar Bush
-Antiamericanismo
-Atacar a intervenção dos EUA no Iraque
-Atacar a Igreja Católica
-Atacar Israel
-Atacar a economia de mercado
-Atacar a Globalização
A listagem de cima é minha. É a minha opinião pessoal.
A listagem de baixo é um apanhado do que leio nos jornais e blogosfera, incluindo o seu blog.
Faço-lhe 3 perguntas:
1- Diga-me o que a Esquerda tem feito, verdadeiramente, pelas causas da listagem de cima? Têm estado no topo das prioridades? Há algum apoio forte da Esquerda por estas causas? Os reformistas nestes países têm tido apoio da Esquerda ou têm sido esquecidos?
2- Já agora, da listagem de baixo já reparou que são sempre ataques à sociedade ocidental? Será que é uma condição para uma causa ser eleita pela Esquerda estar presente a relação branco-agressor / não branco-vítima? Será mesmo a sociedade ocidental a mais opressiva na actualidade? Será a sociedade ocidental e as suas instituições assim tão detestáveis? Será que a Esquerda vive o complexo do pós-colonialismo europeu?
3- Quanto à imposição. O mundo ocidental fez uma pressão internacional brutal para acabar com o apartheid na África do Sul. Acha que não
deveríamos ter feito esta imposição ao regime da África do Sul e simplesmente esperado pela auto-determinação da população negra?
J uma coisa não impede a outra, o que não entendo, é porque as prioridades que cita como principais, impedem que se denuncie, Israel e os seus crimes, a prisão de Guantanamo, o imperialismo americano e a sua agressão ao povo do Iraque, a hipocrisia e o fanatismo de TODAS as religiões a começar pela Igreja Católica, pois é aquela que é dominante em Portugal, etc etc etc.
Sabe caro senhor tentar abafar, os crimes de Israel, o imperialismo americano e a sua agressividade, é tambem uma forma de de contribuir para um agravamento das tensões mundiais, e todo o cortejo de misérias que elas trazem.
Todas as religiões são como dizia o velho Marx
O ópio do povo.
Todas têm os seus fanaticos e as suas aberrações.
Vejam os exemplos das pessoas que se arrastam ou com os joelhos em sangue em Fatima numa mortificação INUTIL, aqueles que se pregam ás cruzes na semana santa nas Filipinas, e tantas outros exemplos, de aberrações ligadas á fé catolica.
Ao criticar uma religião, não se pode esquecer, que na pratica ,TODAS , são mais do mesmo, uma forma de impedirem o do ser humano de livremente procurar o seu caminho.
Quanto aos auto-de fé não são assim tão distantes…..no tempo.
Nem esqueço o apoio da hierarquia da igreja católica a Salazar, á ditadura e aos seus crimes….
Daniel
Claro que as prioridades de que lhe falei não impedem que se denuncie outras violações de Direitos Humanos.
Mas a Esquerda vive obcecada com 5 ou 6 temas. E o que lhe digo é que esses 5 ou 6 temas não são, nem de perto nem de longe, os mais gravosos em termos de Direitos Humanos e de miséria humana.
Por exemplo
-O Daniel farta-se de escrever sobre Guantanamo, mas não me lembro de ver um post sobre as condições dos prisioneiros em Cuba ou Coreia do Norte, onde as condições e os atropelos dos seus direitos (têm direitos?) são muito maiores (Guantanamo lida com eventuais terroristas, o regime de Cuba prende pessoas que cometeram o “crime” de tentar fugir do país!).
-Fala imenso dos Palestinianos, mas não me lembro de ver um post sobre o que passaram (e ainda passam) os Curdos e Tibetanos. Ambos povos sem possibilidade de auto-determinação, mas com algumas diferenças em relação a Palestinianos. As mortes de Curdos nos últimos anos foram em muitíssimo maior número do que a morte de Palestinianos, e nunca lhes foi sequer falado na possibilidade de consituírem o seu Estado. Tibetanos têm uma elevada postura moral. Renunciam à violência e não pretendem a destruição do colonizador.
-A Igreja Católica. Pode ter um passado pesado e negro, apesar de também ter feito muito de bom. Hoje em dia renunciou a qualquer tipo de violência, reviu muitas posições ortodoxas, tem uma atitude conciliadora com outras religiões. Sim, ainda subsistem alguns práticas anacrónicas, mas a Igreja Católica está bastante moribunda e é bastante inócua. Já o Salafismo Saudita e o Khomenismo Iraniano estão pujantes e são exportados para muitos países (Paquistão, Sudão, Afeganistão, Somália… Inglaterra!). Concorda, porventura, com o tratamento das mulheres como seres humanos de segunda classe, com a falta de direitos de minorias religiosas, com o enfocamento de homossexuais e apedrejamento de adúlteros? Então porque nem se dá ao trabalho de escrever um post sobre o tema, mas escreva dezenas, sobre a Igreja Católica (será que haver velhinhas que, sem que ninguém as obrigue, vão de joelhos até Fátima, é mais grave do que enforcar um homossexual em nome de uma lei religiosa?).
-Não concordei com a intervenção dos EUA no Iraque. Mas os EUA derrubaram um tirano, organizaram eições livres e não estão a fazer limpezas étnicas. Os núemros (sérios) de mortes no Iraque devido à guerra andam entre os 50 a 100 mil.
E então o que se passa no Sudão, onde estamos a assistir a uma limpeza étnica, em que o número de mortos ronda 1 a 2 milhões. Será que os marines americanos são mais criticáveis do que os Janjaweed? Será Washington pior que Khartoum? Já escreveu dezenas (eventualmente centenas) de posts sobre o Iraque. Poucos ou quase nenhum sobre o Sudão.
Há uns anos os heróis da Esquerda eram Luther King e Nelson Mandela (grandes homens!). Hoje a Esquerda prefere o Michael Moore a Hirsi Ali…
Daniel, quando morreres vais para o inferno. Eu não.
“As mortes de Curdos nos últimos anos foram em muitíssimo maior número do que a morte de Palestinianos, e nunca lhes foi sequer falado na possibilidade de consituírem o seu Estado.”
Há uma diferença entre os palestinianos e outros povos, como os curdos, os tibetanos, etc.
Curdos, tibetanos e outros povos têm um estado (ou vários, no caso dos curdos) - não é o Estado deles e em que querem viver, mas têm um estado que os considera como cidadãos (embora ser cidadão da Síria ou da RP China não seja lá grande coisa).
O que distingue os palestinianos é não serem cidadãos de nenhum estado soberano (ao contrário do que se passava até 67, quando os palestinianos da margem ocidental eram cidadãos jordanos)
Criticar a religião cristã, principalmente a católica, é um “must” da esquerda tonta, funciona como ritual iniciático, é quase um atestado de sofisticação.
É fácil, é barato, e não envolve qualquer risco, bem pelo contrário.
Curiosamente é esta mesma esquerda tonta que, a propósito do carácter violento e retrógrado do islamismo, recomenda auto-censura e “bom-senso”.
Alguém já viu o Daniel Oliveira a tecer tão inflamados considerandos sobre o islamismo?
Pois pois, muito “bom-senso”, não vá ter de seguir as pegadas da deputada holandesa que teve de fugir para os EUA.
O Daniel, está claro, preferia fugir para a Arábia Saudita.
Há por aí um palhaço que vomita merdas.Que vá a Bagdad e vai ver as eleições…
«O Daniel farta-se de escrever sobre Guantanamo, mas não me lembro de ver um post sobre as condições dos prisioneiros em Cuba»
Então tem problemas de memória. Por mais extraordinário que lhe pareça, já escrevi mais vezes sobre os prisioneiros de Cubado que sobre Guantanamo. Aqui, no “Expresso” no Barnabé e n’A Capital. É procurar. A questão de Cuba, como alguns comentadores lhe poderão dizer, é mesmo um dos meus assuntos predilectos. Desculpe estragar o seu argumento préfabricado. Mas não me serve a mim o fato.
J, as grandes obrigações da esquerda sao:
- Parar o genocídio no Darfur, mas não o do Iraque
-Apoiar o povo do Tibete (já o fiz), mas não o palestiniano
-Defender os direitos das mulheres, homossexuais e minorias religiosas em regimes como Arábia Saudita, Paquistão, Irão, Somália, (já o fiz) mas não em Portugal
-Forçar a extinção do sistema de castas na Índia, apoiando os direitos dos “intocáveis” (já o fiz) -Acabar com a PAC, a grande causadora da incapacidade de África sair da miséria (já o fiz), mas não com o subsidio à agricultura nos EUA
-Evitar a proliferação nuclear no Médio Oriente, com excepção de Israel
-Desmascarar o novo populismo na América do Sul (já o fiz), mas não o populismo do medo, de Bush
Digamos que a sua agenda é um pouco mais restrita que a minha.
Lidador , o que é para si o Islão, o terror, o anacronismo, o mediavalismo , a Besta.
Homem a ir por aí não vai longe,
Tal como existe um catolicismo do Padre Seabra, da Opus Dei, da intolerancia, tambem existe um catolicismo dos padres operários, da teologia da libertação etc.
No islão tambem existem os dois polos, aqueles que seguem o islão como forma de se sentirem realizados com as suas crenças, que apoiam o dialogo religioso, que pregam a tolerancia, que condenam veementemente os actos terroristas feitos em nome da sua religião, e os outros os fanaticos,os intolerantes os terroristas.
Só que dá jeito meter tudo no mesmo saco.
Aqueles que se sentem ofendidos pelas criticas á religião catolica, porque dizem são injustas por meterem tudo no mesmo saco, são normalmente os mesmos, que quando se fala do islão não querem fazer essa separação.
Eu como acho que todas as religiões SÂO INUTEIS, e perniciosas, apesar disso, ou talvez pior isso tento avaliar as suas contradições.
O islão é isto.
As raizes da intolerãncia
(“ 1. Nos países islâmicos, ninguém pode nascer sem religião, isto é, o recém-nascido tem automaticamente a religião do pai.
2. Igualmente, ninguém pode deixar de ter religião, isto é, decidir abandonar qualquer crença religiosa para tornar-se simplesmente agnóstico ou ateu.
3. É similarmente impossível abandonar a religião muçulmana, isto é, tornar-se um “apóstata”. Trata-se de um crime maior, da suprema blasfêmia contra a religião islâmica.
4. A mulher muçulmana deve casar-se obrigatoriamente com um muçulmano, enquanto este tem liberdade para eventualmente casar-se com uma (ou mais de uma) não-muçulmana.
5. A mulher não-muçulmana não é obrigada a adotar a religião do marido muçulmano, podendo livremente conservar e continuar praticando sua religião, mas seus filhos são automaticamente considerados como muçulmanos e educados como tal. A mulher não-muçulmana não pode dar a seus filhos outra educação religiosa que não ensinar-lhes a fé muçulmana. Ela não pode sequer orientá-los, contemporaneamente, nas virtudes de outra religião.
6. Caso haja separação do casal (divórcio ou repúdio, este reservado apenas ao homem), os filhos de uma não-muçulmana são automaticamente entregues ao pai muçulmano, que sobre eles possui todos os direitos, inclusive o de privá-los da companhia da ex-mulher. Esta não tem qualquer direito sobre seus filhos.
7. A mulher não-muçulmana não pode transmitir herança ou fazer testamento em favor de seu cônjuge muçulmano ou de seus filhos, como tampouco a viúva não-muçulmana poderá herdar de seu marido muçulmano, a menos é claro que ela se tenha previamente convertido ao Islã.
8. A jovem muçulmana, uma vez prometida por sua família a pretendente muçulmano, não pode mais olhar outros homens nos olhos, com exceção do pai e irmãos. Ela deve seguir a obrigação do recato pessoal e vestimentar, o que comporta geralmente andar coberta da cabeça aos pés e abster de uma série de atividades que impliquem contato com outros homens, inclusive nas áreas educacional e profissional.
9. Geralmente, a menina muçulmana é dissuadida ou impedida de seguir determinados cursos na escola laica, entre outros ginástica, piscina, biologia ou educação sexual. Chegada na adolescência e eventualmente prometida a noivo muçulmano, ela é geralmente levada a deixar a escola para viver a vida exclusiva do lar.
10. As restrições comportamentais e vestimentares impostas às jovens e mulheres muçulmanas não têm, é verdade, uma origem essencialmente religiosa, derivando de traços culturais presentes já na sociedade patriarcal e tradicional que precedeu à implantação do Islão. Mas, tais traços foram reforçados pelo “ensinamento do Profeta”, tornando-se obrigações religiosas submetidas a forte controle social e familiar.
11. Da mesma forma, determinadas restrições alimentares e comportamentais não são exclusivas da religião muçulmana ou introduzidas por ela, tendo precedido a codificação das normas e preceitos religiosos ou coexistido em povos da mesma área cultural (como o povo judeu, por exemplo, para referir-se à questão da carne de porco ou aos métodos de abate de animais). No entanto, tais normas culturais ganharam um peso religioso que bloqueia qualquer tentativa de transgressão individual.
12. A ausência de uma burocracia centralizada de caráter religioso impediu, como no cristianismo, a introdução ulterior de preceitos adicionais de natureza obrigatória (como o celibato dos padres na igreja romana, por exemplo), mas também atuou no sentido de impedir qualquer evolução do pensamento islâmico para formas mais modernas de racionalidade, através da eventual elaboração de conceitos adaptados a cada época e respondendo aos desafios do momento.
13. Na sociedade islâmica faltam os traços mais elementares da ideologia humanista, centrada sobre o homem e sobre o respeito de seus direitos naturais. O próprio conceito de “direitos do homem” é estranho ao mundo islâmico. Na sociedade islâmica, o cidadão não existe enquanto individualidade livre de afirmar-se espiritualmente e intelectualmente fora da, ou contra a, religião muçulmana. A religião, “conquistadora” por excelência, permeia toda a sociedade e não há esfera propriamente civil da vida social.
14. A justiça islâmica, de caráter retaliatório e obedecendo a preceitos elaborados no contexto da sociedade tradicional em que vivia o Profeta, comporta punições de caráter exemplar implicando, entre outros, na mutilação física do condenado, quando não na decapitação cerimonial.
15. A sociedade islâmica não contempla a idéia de uma arte representativa ou figurativa, na qual se possa reproduzir a natureza. A brilhante arte persa, por exemplo, foi rapidamente asfixiada à medida da islamização daquela sociedade. O mesmo fenômeno ocorreu em outras sociedades islamizadas progressivamente.
16. A “barreira ideológica” que impede a representação do mundo natural dificulta o desenvolvimento de várias disciplinas científicas. A não-afirmação individual e o conseqüente esmagamento do cidadão por normas e obrigações estritamente dependentes da ideologia religiosa por certo contribuíram para o esgotamento de qualquer inovação ou criatividade científicas nas sociedades muçulmanas, depois dos primeiros séculos de aproveitamento da memória coletiva trazida desde a Antiguidade clássica e das contribuições aportadas pelas civilizações hindu ou chinesa.
17. Com poucas exceções, não houve desenvolvimento independente de ciências sociais, uma vez que a interpretação religiosa do mundo não pode ser contradita por textos laicos. De uma forma geral, o “pensamento crítico” e a “razão negativa” não podem se exercer nos círculos culturais das sociedades islâmicas, uma vez que o exercício de tais faculdades seriam considerados como uma contestação à “palavra escrita” do Profeta. Nenhuma norma social ou forma de organização política e judiciária podem ir além do que está implícito ou explícito no “texto” de referência.
18. Dessa forma, a iniciativa individual, que é necessariamente contestadora dos padrões estabelecidos, se encontra condenada ab initio nas sociedades islâmicas. Não apenas uma tal estrutura impede o desenvolvimento da ciência e da tecnologia, como também ela dificulta a expansão do espírito mercantil e empreendedor que esteve na origem do capitalismo moderno e da hegemonia ocidental.
19. Não se pode, é claro, excluir o surgimento de uma variante do Islã que seja racionalizada e relativamente mais “laica”, mas qualquer “Reforma” da religião muçulmana teria enormes barreiras estruturais pela frente. O que se observa, ao contrário, é o desenvolvimento das correntes mais fundamentalistas dessa religião, numa possível reação de defesa contra o predomínio intelectual e tecnológico do Ocidente de afiliação cristã. Mais do que uma afirmação, o integrismo pode ser visto, nesse contexto, como uma espécie de frustração pelo relativo atraso e subordinação das sociedades islâmicas.
20. Não se pode, tampouco, excluir a possibilidade de uma variante do “Renascimento” nas sociedades islâmicas, com a crescente afirmação dos valores individuais e uma progressiva separação das esferas laica e religiosa da vida social. Mas, essa evolução teria em grande parte de ser feita contra o Islã e a despeito de seus preceitos. A tolerância em relação a valores alternativos de vida social não é exatamente uma característica do Islã.”)
Va la levantem o véu.
Não vêem que a religião islâmica como religião com carácter expansionista, é como se de um verdadeiro “imperialismo” da religião se falasse , que assume aspectos por vezes trágicos na vida individual ou no relacionamento com pessoas de outros credos
O potencial de conflito inerente a esta religião que pode ser utilizada para fins de mobilização popular. é, sobretudo, a intolerância total em relação a “contestações” do sentimento religioso dos seguidores do profeta: mesmo os incréus são passíveis da “pena de morte”, na interpretação dos verdadeiros crentes.
O islamismo interioriza e domina a vida individual como nenhuma outra religião de vocação universalista o faz. O islamismo comanda uma submissão total, ocupando não apenas os espaços da vida familiar e social, mas também, em grande medida, os campos político e económico. Mesmo sociedades islâmicas contemporâneas que passaram por processos de relativa secularização ressentem uma enorme pressão para a aplicação da sharia, isto é, a lei costumeira dos tempos do profeta, cujos princípios parecem ser mais vingativos do que propriamente retributivos.
Essa submissão não se submete, ela mesma, ao crivo da razão, isto é, ao trabalho exegético, eventualmente contestador, que caracteriza o cristianismo como um todo. A “profissão” de teólogo, ou intérprete dos preceitos “divinos” – típica dos povos da Bíblia – praticamente inexiste no islamismo, que abriga apenas “conhecedores” da palavra do profeta. Não há propriamente um “diálogo” com deus, ou com seus “intérpretes oficiais”, uma vez que o que está escrito no livro sagrado é considerado como a própria palavra de deus, insusceptível, portanto, de interpretações ou de “aperfeiçoamentos”.
Senhor anónimo,
Digamos que conhece mal o mundo muçulmano e maior parte das suas sociedades. As pessoas não vivem o Islão nem o interpretm da mesma forma, assim como os cristãos e os judeus. Se eu lhe fizer um retrato do judeismo através das correntes mais ortodoxas ou um retrato do cristianismo usando os evangélicos mais furiosos, ficará seguramente perturbado.
Permito-me discordar mas acho que o senhor é que não conhece, ou então esta dando uma ideia errada dele. A religião católica também foi e é expansionista e procurou converter tudo pela força isso foi no passado, felizmente abandonou-se essa prática e hoje estado é uma coisa religião outra, cada um navega nas aguas que quiser. Eles ainda não fizeram isso nem deram esse passo, virão um dia a fazê-lo? deixarão de ser teocracias. Nunca viveu mesmo por cá no ocidente ao lado de muculmanos ou trabalhou com eles para ver como a influência da sua religião, interfere com o nosso modo de vida e costumes.
Mas fique lá com a sua, não estou aqui para converter ninguém ou querer modificar a opinião de ninguém.
Conteste só o que eu disse em relação as mulheres e costumes e diga ponto por ponto se é verdade ou mentira, ficaremos todos a saber um pouco mais do islão pela sua boca.
ó camarada a demagogia barata não fica nada bem a um ilustre representante da esquerda bem pensante.
Este argumento do Daniel é surreal. Como o Vaticano no passado, segundo ele, não respeitou as outras culturas, os outros estão isentados de o fazer também. Bravo.
Ao ler os ultimos comentários, pareceu-me estar a ler sobre o Portugal de Salazar -Cerejeira, os meus tiques, os mesmos tabus, as mesmas condicionantes para as mulheres, a mesma mentalidade retrograda e intolerante , certo Islão e certo catolicismo equivalem-se.
É claro que o califado de Cordova, esse paradigma do pensamento PROGRESSISTA medieval, é desconhecido.
É claro que a tolerancia dos sultões turcos com as religiões do livro, comparado com a intolerancia do cristianismo europeu à época , é totalmente desconhecida destes doutos comentadores.
É claro que o cristianismo que certas seitas fundamentalistas americanas como os amish, é prefeitamente igual, á doutrina que prega o sr José Policarpo, é claro que a Opus Dei têm os mesmo principios que Pedro Casaldáliga,pois é o cristianismo não é uno, como o islão não é uno.
Não se pode comparar o islão praticado em certas regiões de Africa com inscisões á mistura , como o islão praticado na Indonésia. São duas realidades distintas.
O islão da Libia não tem nada a ver com os islão dos salafitas da Arabia Saudita os o islão xiita do Irão.
Os ismaelitas do Aga Khan tambem muçulmanos, são a antitese do ensino das escolas corânicas do Paquistão.
Em suma realidades tão diversas como são as varias formas de encarar o cristianismo, quem não quer ver isto , ou é IGNORANTE ou MAL FORMADO.
O Pacheco, você não entende mesmo.
Não pode comparar o Islão com “as seitas” ou igrejas ocidentais nomeadamente a católica em que só adere a elas quem quer, e em que nada influenciam os seus costumes você tem a opção de não ter religião.
Você não sabe o que é o Islão no dia a dia, conteste alguma coisa dos tópicos que eu enunciei.
O senhor já conviveu com muçulmanos? Eu já, e digo-lhe, numa festa anual em que era costume servir presunto como entradas, aperitivos. Um ano nem sequer foi colocado na mesa sabe porque? Porque havia convidados islâmicos e não bastava eles absterem-se de comer mas a simples presença de presunto constituía uma ofensa,
Também conheço casos de relatos de conflitualidade laboral, devido as orações diárias (cinco) que os muçulmanos fazem e que quando se trabalha em equipa não se pode dizer “aguentem ai um bocadinho pois tenho as minhas orações a fazer.” Embora as orações deles não tenham horas certas tem períodos como alvorecer entre o meio dia e fim da tarde, por do sol etc.
Por isso tal como nos cartoons, devemos abster-nos e não se ofende não é? Eles mandam
Tente imaginar o que seria a vida ocidental guiada por esses padrões. Sabe quando o Islão progressista de que fala, referindo-se a Cordova ficou de vez para trás? No século XV a partir da batalha de Lepanto.
Ai o ocidente começou a enunciar a sua superioridade actual. E a separação igreja / estado veio a ser uma realidade mais tarde, o medievalismo enterrou-se e a Europa progrediu a nível técnico e de ideias
O Islão pelo contrario continuou enterrado. agarrado a preceitos imutáveis do alcorão por isso não muda não progride.
Pode argumentar, o que quiser acerca do islão, que o Islão é ou já foi tolerante. Mas prove-me que o Islão é capaz de:
– Renunciar à sharia;
– Permitir aos crentes que o abandonem;
– Defender a liberdade de ter qualquer religião e a de não ter;
– Pedir perdão pela fatwa contra Salman Rushdie;
– Enfim, se é capaz de renunciar à pena de morte, poligamia, discriminação da mulher e outros anacronismos e consentir, nas suas escolas, símbolos cristãos, judaicos ou ateus. Ou nenhuns símbolos
Já que se falava do véu veja só a intolerância
Qual é a sura do corão que obriga ao uso de véu?
Houve quem perguntasse a académicos muçulmanos se o uso do “véu” era obrigatório, se ao menos constava do Corão. Não, foi a resposta que teve. Mesmo no decorrer do “hajj”, a peregrinação islâmica anual a Meca, nenhuma mulher era obrigada a usar véu. Tratava-se, explicou a sumidade académica, de mera questão académica.
Agora veja só dois exemplos
Turca é julgada por considerar véu acessório de beleza
( vejam só a liberdade de opinião ou expressão )
O julgamento de uma cientista turca, de 92 anos, de nome Muazzez Ilmiye Cig, acusada de “incitação ao ódio racial e religioso” por suas opiniões sobre o uso do véu que divide a sociedade turca, começou nesta quarta-feira num tribunal de Istambul. A cientista, especialista nos sumérios, civilização mesopotâmica do IV milênio antes de nossa era, provocou a fúria dos círculos islâmicos por seus escritos sobre esse povo da antiguidade, que, segundo ela, utilizou o véu na mulher por questão de elegância.
Cerca de trinta pessoas compareceram para apoiar a acusada, que estava sorridente na corte de Beyoglu, no centro da cidade. Muitos jornalistas cobriam a primeira audiência do controvertido processo.
Em um livro publicado no ano passado, a senhora Cig, uma kemalista (ideologia baseada nos princípios do fundador da Turquia moderna e laica Mustafá Kemal Ataturk), afirmou que o véu foi usado primeiro por “mulheres públicas” sumérias.
Tratava-se de sacerdotisas que iniciavam os jovens na vida sexual nos templos, mas sem serem prostitutas. Um advogado de Izmir (oeste), que se sentiu ofendido, apresentou denúncia, levando aos promotores a tentar uma acção contra a cientista e seu editor, Ismet Ogutucu, por “incitação ao ódio racial e religioso.
Cig e Ogutucu podem ir para a prisão. A cientista afirmar constantemente em seus escritos que a Turquia de hoje se distanciou dos valores republicanos instaurados por Ataturk, tornando-se a preferida dos meios pró-laicos, que temem que o governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan questione essa herança laica.
Já agora outro aqui a tempos circulou na net um abaixo assinado para salvar a vida desta pessoa, o que foi conseguido com a ajuda da amnistia internacional leia veja o que é o Islão e a sharia
http://www.esec-nuno-alvares.rcts.pt/escola/jornais/doispontos/amnistia_internacional.htm
Senhor anónimo, eu conheço muitos muçulmano, estive em vários países árabes e digo-lhe que você não sabe por experi^ncia própria do que está a falar.
Já que fala da Turquia, saiba que o uso do véu é proibido em todos os estabelecimentos públicos turcos, o que levou aliás à expulsão de uma deputada do Parlamento.
De resto, a Sharia não é aplicada na esmagadora maioria dos países muçulmanos, muitos deles têm pluralidade e liberdade de culto e há inúmeros casamentos de mulheres muçulmanas com homens que não o são. O senhor faz colecção de incidentes, não distingue países nem culturas - que são muito diferentes, apesar da mesma religião - e fala de ler e ouvir. Para lhe gar em dois exemplos que conheço: Iemen e Siria. No primeiro parte (e apenas parte) do que escreve é verdade. No segunto, é tudo falso. É como falar do cristianismo nas Filipinas e na Holanda, como se fosse a mesma coisa.
Tem todo o direito. Mas não use argumentos de autoridade, caso contrário apenas posso dizer, ao ler o que escreve copia e aqui põe, que não faz a mais palida ideia do que está a falar.
Quem foi que falou em obrigatoriedade ou não de uso de veu o ou na Turquia? Eu limitei-me a mostrar um caso que esta em julgamento por ter ofendido círculos islamicos. Foi isto que eu disse. O resto cada um pensa e conclui por si.
Turca é julgada por considerar véu acessório de beleza
( vejam só a liberdade de opinião ou expressão )
Há liberdade de culto, há pessoas não muçulmanas casadas com muçulmanos? Há. Eu disse o contrario? Agora diga em que religião são educados. uma mulher que case com um árabe, a educação dos filhos e restante orientação familiar é a da religião do marido
Ate aqui no ocidente são educados na religião islâmica na do pai.
Outro aspecto e aqui há montes de exemplos .
Um pai que pegue nos filhos e fuja para os países islâmicos jamais a mãe tem hipóteses de reaver os filhos, apesar de os tribunais ocidentais pedirem a devolução, tal não é reconhecido
quanto ao resto
Mas prove-me que o Islão é capaz de:
– Renunciar à sharia;
– Permitir aos crentes que o abandonem;
– Defender a liberdade de ter qualquer religião e a de não ter;
– Pedir perdão pela fatwa contra Salman Rushdie;
– Enfim, se é capaz de renunciar à pena de morte, poligamia, discriminação da mulher e outros anacronismos e consentir, nas suas escolas, símbolos cristãos, judaicos ou ateus. Ou nenhuns símbolos
Quem foi que falou em obrigatoriedade ou não de uso de veu o ou na Turquia? Eu limitei-me a mostrar um caso que esta em julgamento por ter ofendido círculos islamicos. Foi isto que eu disse. O resto cada um pensa e conclui por si.
Turca é julgada por considerar véu acessório de beleza
( vejam só a liberdade de opinião ou expressão )
Há liberdade de culto, há pessoas não muçulmanas casadas com muçulmanos? Há. Eu disse o contrario? Agora diga em que religião são educados. uma mulher que case com um árabe, a educação dos filhos e restante orientação familiar é a da religião do marido
Ate aqui no ocidente são educados na religião islâmica na do pai.
Outro aspecto e aqui há montes de exemplos .
Um pai que pegue nos filhos e fuja para os países islâmicos jamais a mãe tem hipóteses de reaver os filhos, apesar de os tribunais ocidentais pedirem a devolução, tal não é reconhecido
quanto ao resto
Mas prove-me que o Islão é capaz de:
– Renunciar à sharia;
– Permitir aos crentes que o abandonem;
– Defender a liberdade de ter qualquer religião e a de não ter;
– Pedir perdão pela fatwa contra Salman Rushdie;
– Enfim, se é capaz de renunciar à pena de morte, poligamia, discriminação da mulher e outros anacronismos e consentir, nas suas escolas, símbolos cristãos, judaicos ou ateus. Ou nenhuns símbolos
O problema não é de pessoas, mas de regimes e ideologias. Ninguém nasce bom ou mau. O “hardware” humano é quase praticamente igual para todos os seres humanos. O problema são os “softwares”.
O islamismo (a visão política do islão) é um software muito perigoso.
Tem uma natureza supremacista, totalitária, expansionista, intolerante, misógena, homófoba e ultra-conservadora.
Se é verdade que a maioria dos muçulmanos não partilha esta visão, também não deixa de ser verdade que não é só uma minoria que a tem. Esta visão é partilhada por muitos grupos relevantes político-religiosos, que a propagandeiam e a utilizam para fazer “lavagens cerebrais”.
Estes grupos são muito fortes naqueles que historicamente são os 3 grandes centros ideológicos do Médio Oriente: Arábia Saudita, Irão, Egipto.
Na Arábia Saudita esta visão do Islão é a visão oficial, apesar do país não ser uma teocracia.
No Irão, uma teocracia, também é a visão oficial desde a revolução de 1979.
No Egipto, apesar de o regime ser secular, os grupos islamistas têm uma forte influência na sociedade e são uma ameaça permanente ao actual regime.
Os dois primeiros regimes, muito graças às fortunas que acumulam devido ao petróleo, têm financiando, de forma directa ou dissimulada, a propagação da visão ortodoxa do Islão. Quer através de propaganda, quer da construção de madrassas, quer através de lutas armadas, quer através do financiamento do terrorismo. E têm sido muito bem sucedidos nos últimos anos.
A exportação desta ideologia extrema do Islão (salafista/wahabista ou khomenista) tem sido feita principalmente para países vizinhos e com regimes fracos (p ex, afeganistão, paquistão, sudão, somália, nigéria), para países historicamente islâmicos mas que viveram reformas laicas (p ex, iraque, síria, egipto, argélia), e, recentemente, para países não muçulmanos que receberam grande número de imigrantes islâmicos (p ex, Inglaterra, Holanda, Suécia, Dinamarca).
As principais vítimas do Islamismo são os elementos mais fracos e marginais das suas sociedades (mulheres, minorias religiosas, homossexuais, reformistas), bem como países ou sociedades vizinhos de grupos islamistas militarmente poderosos (p ex, Índia, Etiópia, Tailândia)
Os grupos islamistas têm prosperado. Para além do apoio financeiro de regimes que os apoiam, têm atingido vitórias moralizadoras (a principal, a destruição do império soviético através da guerra no afeganistão, mas também o 9/11, a recente guerra do Hezzbollah com Israel, futuramente o Iraque). Têm sabido explorar muito bem as agressões (muitas vezes apenas movimentos defensivos) em conflitos com grupos não Islâmicos (os mais célebres, Israel e Bósnia, mas também Cachemira, Chechénia, Afeganistão, Iraque, Timor). Através dos novos meios de comunicação têm sabido habilmente agregar a ummah.
O reforço do islamismo extremista dos últimos anos pode observar-se em alguns símbolos sociais. Um deles é o véu islâmico. O véu islâmico pode ser visto como um mero e inócuo hábito cultural. Mas, também, representa um símbolo e uma efectivação da repressão da mulher nestas sociedades. É, também, um símbolo da vitória do islamismo extremista. É importante notar que praticamente tinha caído em desuso há 50 anos atrás.
Os grupos islamistas extremistas costumam vestir a pele de cordeiro nas sociedades ocidentais. Sabem explorar o sentimento ocidental, muito positivo, de apoio à vítima e anti-xenófobo do pós-colonialismo. Qualquer crítca a vertentes islamistas extremistas rapidamente são conotadas (por vezes com razão) a ataques racistas.
O debate deste tema na Europa é quase impossível. Qualquer crítica, por muito justa que seja, é apelida de racista.
Apesar de o Islamismo se basear no Islão, ambos não devem ser confundidos. Há muitos (a maioria) de praticantes do Islão que não se revêem e renegam esta visão política e não humanista. Mas o Islamismo não é uma visão de uns poucos extremistas. É uma visão que infelizmente é cada vez mais representativa e tem vindo a crescer. Por exemplo, segundo uma recente sondagem 20% dos muçulmanos Ingleses concorda com os ataques terroristas ao metropolitano de Londres.
As sociedades ocidentais têm sabido reagir muito mal ao crescimento do islamismo extremista. Por um lado, através de guerras desnecessárias e perdidas à partida (Iraque) que apenas irão reforçar o espírito de agressão ao Islão e agregar mais mujahideens. Por outro lado, com uma permanente desculpabilização do Islamismo, com medo de parecer xenófobo ou ofender as sensibilidades dos muçulmanos. Por outro, com mero oportunismo político, ou para ganhar votos islâmicos, como o Respect Party de Galloway na Grã-Bretanha, ou, também, para não “agitar águas” internas, como Zapatero e Chirac têm feito.
Quanto mais tarde a Europa demorar a lidar com este problema, maior a probabilidade de vivermos conflitos extremos no Médio Oriente ou de vermos as extremas direitas ganharem força na Europa
http://www.state.gov/g/drl/rls/irf/2006/71431.htm
http://www.state.gov/g/drl/rls/irf/2006/71421.htm
J, nesta caixa de comentários (como na generalidade dos debates sobr esta questão) tem-se falado do Islão e dos muçulmanos, que é uma coisa diferente. O que prova que a critica de racismo não é de todo despropositada. Mesmo quando os racistas vestem pele de cordeiro.
De resto, a sua análise é parcelar (concordo com algumas coisas e algumas delas já aqui escrevi) e esquece as responsabilidades dos regimes laicos pró-ocidentais no que se está a passar no Mundo Árabe.
Não é totalmente verdade que a Arábia Saudita não seja uma teocracia. Mas isso seria outra discussão.
É verdade que o véu tin caido em desuso (ou tinha sido proibido e reprimido) em alguns países. Noutros, nunca tal aconteceu e ninguém parecia incomodar-se com isso. Outra coisa é dizer que há,quer nos regimes laicos como o Egipto, a Síria, a Jordânia ou a Palestina, e na Europa, um retrocesso. Explicar isso apenas pelo islamismo é um erro. As razões são mais profundas e muito diferentes nos países islâmicos e na Europa.
O problema pode ser de software, mas o software é o homem que o faz.
Eles tem a sociedade que tem, pelo software que desenvolveram ou deixaram de desenvolver nos temos o que temos mas para isso passamos por varias revoluções, evoluções cientificas, industriais etc. e não interessa vir com a desculpa sempre a mesma dos países ocidentais ou pró ocidentais.
Tem que se falar de princípios e saber se esses princípios que nos temos no ocidente são compatíveis com o Islão.
Eu acho que não são, nem o Islão é compatível com a democracia, filosoficamente, politicamente, ideologicamente a não ser que mudasse tudo. Ou que a religião para eles tivesse o mesmo papel que para nós, e o alcorão tivesse o papel que tem a bíblia no ocidente.
O tribunal europeu dos direitos do homem também acha que há incompatibilidade da lei islâmica com regimes democráticos.
http://cmiskp.echr.coe.int/tkp197/view.asp?action=html&documentId=702044&portal=hbkm&source=externalbydocnumber&table=1132746FF1FE2A468ACCBCD1763D4D8149
Mas por outro lado há um professor de direito especialista em islamismo que faz um ponto da situação diferente e que faz depender esse processo da evolução favorável ou não da implantação constitucional no Afeganistão e no Iraque uma espécie de laboratório.
http://usinfo.state.gov/journals/itdhr/0304/ijdp/feldman.htm
Daniel
“De resto, a sua análise é parcelar”
Sim, é parcelar, é só um (longo) comentário.
“e esquece as responsabilidades dos regimes laicos pró-ocidentais no que se está a passar no Mundo Árabe.”
Não simpatizo com nenhum desses regimes, mas ainda assim prefiro-os aos da Arábia Saudita e Irão.
“Outra coisa é dizer que há,quer nos regimes laicos como o Egipto, a Síria, a Jordânia ou a Palestina, e na Europa, um retrocesso. Explicar isso apenas pelo islamismo é um erro. As razões são mais profundas e muito diferentes nos países islâmicos e na Europa.”
O Islamismo tem certamente um papel fundamental. Mas, como na totalidade dos fenómenos humanos, há sempre múltiplas causas e efeitos.
Gostaria de saber, na sua opinião, quais serão então as outras razões.
JJ o sr. a falar do fanatismo islâmico, e eu a ler Opus Dei….tantas são as semelhanças.
Aliás o filme de Scorcese a Ultima Tentação do Cristo, com bombas no Quartier Latin, nos cinemas que o exibiam , ou a agressão em várias cidades dos USA aos espectadores que saiam das salas onde o filme era exibido, diz muito da tolerancia de certos cristãos.
Aliás o problema é esse o fanatismo religioso, e ele está vivo em todas as religiões, mas por algo que me escapa, certas pessoas resolveram transformar o islão na religião a abater, sem verem os sinais preocupantes que a cada dia que passa em Portugal, o fanatismo católico, cada vez mais se reforça.
Convivi com muçulmanos argelinos e marroquinos nos anos 70 em França, bebiam vinho, comiam carne de porco, e diziam filosoficamente, se Deus pôa estas coisas no Mundo, porque é que não nos podemos servir delas.
Aliás alguns estavam juntos com portuguesas e francesas, e não vi sinais da intolerancia de que fala.
Se por exemplo um sueco viesse a Portugal a certas aldeias do interior do país, a opinião que teria dos portugueses seria de que somos um povo beato, analfabeto, arcaico, e machista.
E nada mais errado, pois é essa visão superficial que muitos criticos do islão têm da realidade dos paises onde impera a religião muçulmana, conhecem a rama, falam de catedra, mas se tivessem a oportunidade e o interesse, de conhecerem esses povos veriam o quão falso, é a imagem que é passada para o exterior.
A luta entre laicos e religiosos, a luta entre fanaticos, e a maioria dos crentes, a luta entre quem procura novos caminhos para esses paises, não renegando as tradições, e o reacionarismo e o imobilismo,de certos sectores, é uma constante , luta dificil, mas ela é travada todos os dias.
Aliás como nós aqui em Portugal…..
ainda estou para entender por que razão se discute tanto a religião.porque se dá sireito de antena aos padres ?? que lhes interessa o aborto ???
para quando um debate publico da igreja sobre a homossexualidade na ..igreja? a mim interessa-me tanto a religião como os gambuzinos.como o hitler ou o salazar.quase todas as organizações de ” mass murderers ” estão a ser extintas, para quando a vez desta que tantos milhões massacrou ao longo dos séculos ??
A Esquerda tem andado tão preocupada com Bush que se tem esquecido de apoiar quem precisa.
http://www.asiantribune.com/index.php?q=node/3285
se eu fosse o daniel não respondia a nenhum comentário, cada um livre, como ele
mas da senhora de fátima, sob a candura do véu, guardo o que também Eça viu em “O Crime do Padre Amaro”, a irresistível atracção da puberdade pelo mistério
que não é mais que o que se dá com o velho Maomé quando engendra as fêmeas do Islão cobiçosas sob o manto, a esse tempo, sem as aportações da pintura, dos desfiles da moda e da Internet, é claro
acho quqe as mulheres muçulmanas sao muito discriminadas