





Participei hoje numa marcha que se repeitiu em 200 cidades do Mundo para acabar com uma proibição que apenas consegue atirar jovens consumidores de cannabis para às mãos de traficantes de drogas pesadas.
Na televisão apareceu, como sempre, o médico e empresário Manuel Pinto Coelho em mais um episódio da sua cruzada para um mundo sem drogas. Sendo simpático, cada um tem as suas utopias, mesmo as mais perigosas. Chamava à atenção para os perigos para a saúde associados ao consumo de marijuana. Das duas uma: ou Pinto Coelho considera que os riscos do abuso de álcool são inexistentes ou defende a sua ilegalização.
Por Daniel Oliveira 5 Mai 07 em Sem categoria


Preocupante é o tabaco por este andar ser mais criminalizado do que a marijuana. O resto é retórica.
E já agora, se não te incomodar muito e me deres essa “honra” gostava de conhecer a tua opinião sobre o assunto que tenho lá postado.
Boa noite.
O Daniel, com certeza está consciente do impacto que a legalização teria no nível de preços.
Sem falar de outros custos “empresariais”, já pensou, seriamente, nos encargos fiscais e parafiscais? Não acredito que defenda uma exclusão, nem sequer uma isenção, tributária.
Não há drogas leves nem drogas duras.
Há droga.
Quando o senhor tiver uma familiar com esse problema, vai ver que muda de ideias.
Fado Alexandrino,
1. O que sabe você sobre os meus familiares para mandar postas de pescada dessas?
2. Defende que o café é igual à heroína?
altc,
Veja a lei holandesa. Está lá tudo.
O Daniel vive com uns óculos de realidade virtual postos em frente dos olhos, olha-se ao espelho e só vê virtudes: um homem cheio de convicções certíssimas inabaláveis e 100% lógicas. Mas tire esses óculos e veja se utiliza argumentos filosóficamente defensáveis em vez de sofismas.
Na sua lógica autista, é legítimo que se uma coisa é má e é legal a outra coisa má também tem de ser legal. Uma lógica deliciosa.
Não vale a pena responder com os pés.
Eu nada disse sobre a sua família, limitei-me a por uma hipótese.
A comparação que sugere é infantil.
o sebastiao anda um bocado perdido entre o bem e o mal…
e eu sobre isto so tenho a dizer o seguinte: a partir do momento em que esta sociedade passar a ser absolutamente “logica” como o sebastiao quer, em que qualquer coisa relativamente à qual se tenha descoberto alguma propriedade menos saudavel tenha de passar imediatamente a ser proibida (ignorando assim todos os contextos comportamentais devidos), a partir do momento em que o toucinho, a aguardente e as migas, se tenham de adquirir no mercado negro, se eu ainda nao tiver o tal chip de que a palhaçadas falava, no cerebelo ou no sistema limbico, por favor parem este comboio que eu quero sair.
acha que se deviam proibir as relaçoes sexuais que nao sejam entre casais, amigos ou conhecidos de longa data, so porque ainda nao existe nenhum preservativo 100% seguro pra proteger da sida?…
Se há alguns que respondem com os pés, outros há que pensam com eles.
«Quando o senhor tiver uma familiar com esse problema, vai ver que muda de ideias.»
Depreendeu que tal não aconteceu. Com base em quê?
O café não é uma droga? Não vejo porque pôr a marijuana ao mesmo nível que a heroína seja menos infantil
Colocar a questão da forma simplista como está a ser colocada, é demasiado irresponsável.
Com certeza que os consumidores de marijuana ou axixe querem que o consumo seja livre, legal e se possível de borla, acompanhada com umas imperiais.
O problema é outro e sério. Cada um tem o metabolismo que tem, chapa 5 aqui não existe.
Se há pessoas que passam a vida toda a fumar uns charros e daí não passam, há outras, e não são poucas, que por uma questão biológica, chegam a um dado momento que entram num verdadeiro inferno psico-nervoso, passam imediatamente, sem espaço sequer para grandes nem pequenas reflexões, ao consumo da heroína.
Liberalizar era misturar todos no mesmo saco e depois cada um que se aguente…ou melhor as famílias que os aguentem.
Liberalizar era fomentar e facilitar o caminho de muitos, irresponsavelmente, para outros caminhos, bem mais graves.
Já está descriminalizada…acho que é o suficiente.
Não será por se legalizar que os efeitos nefastos vão desaparecer.
“Não será por se legalizar que os efeitos nefastos vão desaparecer.”
Como se pode verificar com as reaccões de algumas pessoas a certos anti-depressivos.
Sebastião,
Insistir em comparar a cannabis à heroína é a mesma coisa que querer comparar bakunine a marx; como sabe, nenhum era recomendável. Mas um era muito pior que o outro. Ainda que isso não seja consensual. Contudo, o que seria de nós se a História os tivesse proibído ou sequer ignorado?
De resto, pode ter a certeza que para um miúdo tanto lhe dá como se lhe deu que a droga seja legal ou ilegal. Viva ele no miratejo ou na quinta da marinha. no miratejo, mesmo que a droga seja ilegal, a inocente pequenada, ou a “escumalha” como preferiria Sarkozy, será desde muito cedo convidada a dar um risco no pó libertador. Mas o que é mais do que certo é que, ó mistério dos deuses, na quinta da marinha, a inocente pequenada, ou a “elite” como preferiria o novo rico Sarkozy, também! e tanto no gueto como na idílica côrte, ainda que a droga continue a ser ilegal o que realmente pode fazer a diferença não é a lei: é a cadeia de valores que se conseguiu imprimir à sociedade, cadeia essa que, se continuar a insistir na dúvida da primazia da independência dos espirítos, arrisca-se a ser uma cadeia de valores anorética. porque já se sabe, um espírito que não se considera capaz de ser independente sem a normatividade moral do estado, nunca apreciará verdadeiramente o facto de ser careta, para além de que estará sempre em risco de se afogar no seu próprio abismo. Que é o mesmo que dizer que um careta só será um bom careta se realmente o quiser ser. E é disso que se trata: de percebermos que por mais leis proibitivas que existam, a “chave da salvação” estará sempre aqui, dentro do bolso dos jeans que quisemos vestir…
Finalmente Sebastião, o que seria de nós sem “electric ladyland” de Jimi Hendrix?
” Com certeza que os consumidores de marijuana ou axixe querem que o consumo seja livre, legal e se possível de borla”
Mié,
aqui o meu pessoal há muito tempo que não acredita em almoços grátis. de resto, não somos propriamente a turma da rasta e do piolho, e pagaríamos o impostinho da cannabes com o maior prazer. Como aliás também pagaria a turma da rasta e do piolho se quer saber.
por outro lado, da minha parte sinto-me no dever de rectificar que eu não defendo a liberalização das drogas (seja lá o que isso for) e tão pouco defendo que a toxicodependência não é um problema. tenha lá calma. defendo, isso sim, a legalização da cannabis (que é aliás do que estamos a falar) e defendo que um toxicodependente não deve ser tratado de forma restritiva ou punitiva. De resto, como sabe, o debate das drogas duras, é OUTRO DEBATE. Por isso, convido-o desde já a não pôr poejos no chã de hortelã.
Não consigo encontrar a tal legislação holandesa numa lingua que eu perceba. Será que me pode indicar um link?
De qualquer forma se me diz para ler determinada lei, então é porque a “cannabis” não é tributada como qualquer outro produto. Ou tem uma taxa mais baixa (o que é estranho, pois não é um bem de 1ª necessidade) ou tem uma taxa mais alta (ou altíssima como o alcool e o tabaco) onerando o produto no consumidor.
Posted by: Daniel Oliveira | maio 6, 2007 12:33 PM
Depreendeu que tal não aconteceu. Com base em quê?
Com base em nada.
A sua vida familiar, a sua família não me interessam para absolutamente nada, excepto o desejar que sejam felizes.
As comparações que faz continuam a ser infantis.
Um droga leve, leva sem qualquer dúvida a uma droga dura.
É dos livros.
Pergunte a qualquer um dos arrumadores.
Por mim, esta troca de ideias, termina aqui.
«a partir do momento em que esta sociedade passar a ser absolutamente “logica” como o sebastiao quer, em que qualquer coisa relativamente à qual se tenha descoberto»
João Bacelo, eu óbviamente prefiro normas jurídicas lógicas às normas jurídicas ilógicas. Não faz para mim qualquer sentido que por uma coisa nociva ser legal a outra coisa nociva tenha também de estar dentro da legalidade. Pelos vistos na sua cabeça faz.
Palhaçadas, comparar cannabis à heroína ou cocaína faz tanto sentido como comparar cannabis ao café, ao álcool ou ao tabaco, comparações estas sugeridas por Daniel Oliveira himself.
A minha posição (ex- fumador de cigarros, ex-fumador de cannabis, não preconceituoso e intolerante perante todos os não convertidos) é a de que há nova informação acerca da cannabis que tornará irresponsável a sua legalização e liberalização. Fico satisfeito se a cannabis for considerada uma droga recreativa inócua e bater-me-ei pela sua legalização se assim fôr.
“uma droga leve, leva sem qualquer dúvida a uma droga dura”
Qualquer toxicodependente, começou a sua caminhada para o abismo através das drogas leves, disso tenho poucas dúvidas. Mas não é correcto afirmar que todas as pessoas que consomem drogas leves acabam toxicodependentes. É sobretudo essa ideia que do ponto de vista científico tem sido pouco ou nada esclarecida.
Subscrevo este post.
Uma droga não leva, necessariamente, às drogas duras e para quem pensa o contrário então também devia ser proibido o alcool, pois por essa lógica, este também leva às drogas.
O Daniel refere ainda um aspecto muito importante que é o de que a falta de legalização das drogas leves e tão só a sua descriminalização leva a que os consumidores tenham de se socorrer dos traficantes e do submundo que lhes é inerente. E que consumam substancias corromopidas e bem mais nocivas do que é o cannabis.
“É dos livros.
Pergunte a qualquer um dos arrumadores”
Já perguntei, 99.9% começou por fumar cigarros, beber café e apanhar umas bebedeiras.
O problema da legalização das drogas leves vai conduzir ao consumo de drogas pesadas por parte daqueles que só estão satisfeitos a violar a lei…