Quem quer defender o interesse público não privatiza.


107 respostas ao post “Lição de hoje”  

  1. 1 1  Júlio de Matos

    Pois é…

    [Responder]

  2. 2 2  JMG

    A ser verdade, o resto do postulado deveria ser “quem quer defender o interesse público nacionaliza”. Novo blogue na calha (5dias Arrastado?) e nova coligação (Jerónimo Louçã & Friends?)

    [Responder]

    Rui F Reply:

    Se não tiver outro remédio, terá mesmo que nacionalizar…estou a lembrar-me agora dos bancos privados que me obrigaram a pagar dividas.
    Por via disso vou fazer um blog “obrigaram-me.blog.spot.a ser otário”

    Rui F Reply:

    JMG

    E qual o problema em nacionalizar – ou voltar a nacionalizar depois de se ter privatizado e se ter chegado à conclusão que o país saíu prejudicado – quando os privados ou não têm competência ou estão manifestamente a pensar nos seus próprios interesses e não nos da nação em si?

    Olympus Mons Reply:

    Rui F concordo. Devia ter deixado o banco ir por água abaixo e com isso os outros bancos também! E o sistema bancário português e a economia portuguesa, e os trabalhadores …. O caro Rui já não sairia do bairro da lata, mas os outros 99,9% dos portugueses estariam com um problema.

    cafc Reply:

    Meu caro José Maria (JMG)

    Em dois comentários anteriores (noutros tantos posts), defendi, por princípios ideológicos, essa posição, “desafiando” as Esquerdas a assumi-la, de forma clara.

    Tenho a “mania” de escrever o que penso, porque acho que é a melhor forma de haver uma discussão séria. Silêncios e meias-palavras, na melhor das hipóteses, só nos deixam onde estamos (com tendência a piorar).

    Meu amigo, não sei se leste os comentários que referi, nos quais, também, questiono a direita sobre a defesa das Independência e Soberania Nacionais se, a União Europeia, a tanto nos obrigar.

    Um abraço “esquerdoso”.

    Carlos

    Nota: O champanhe, à “tua saúde”, também, já me escorreu pela “goela abaixo”.

    cafc Reply:

    Meu caro Rui F

    Já não conversamos há muito tempo.
    O que “disse” ao amigo JMG, resume o que penso.

    A tua frase “Se não tiver outro remédio, terá mesmo que nacionalizar…” é emblemática.

    Meu amigo, não me contento com “remédios” do Sistema Capitalista, que nos façam ter menos “dores”. Eu quero acabar com a “doença”.

    Socialismo é, para mim, o objectivo. Até esta palavra já “queima a boca”? Há quanto tempo não a ouço pronunciar por quem devia?

    Podemos e devemos debater a forma como alcançar esse objectivo. Mas, não me “peçam” que dele desista. Infelizmente e até prova em contrário, penso que há muitas pessoas “responsáveis” que, colocando o “auto-colante” de esquerda, já se renderam ao “deus-mercado”.

    Meu amigo, desculpa o “desabafo” mas, eu quero as Esquerdas a falar claro. Não as quero ver em “trapalhadas e cambalhotas tácticas”, obedecendo às regras do “jogo do monopólio”.

    Um grande abraço.

    Carlos

    JMG Reply:

    Rui F:
    Por princípio no qual eu e as outras pessoas de direita acreditam (e é mesmo disso que se trata, uma questão de crença e de intuição) uma empresa privada tem melhor administração que uma pública, pela simples razão de que não se tem o mesmo empenho, nem se corre o mesmo risco, quando se administra o que não nos pertence. É um princípio que admite numerosas excepções, umas de fundo que têm que ver com a soberania do Estado, e outras de circunstância (por ex., um banco pode e deve ser nacionalizado se correr o risco de falir, por ser depositário de uma confiança pública que o torna numa instituição e não apenas numa mera empresa). O diabo são os monopólios naturais (distribuição de água, energia, etc.), nos quais é difícil defender os cidadãos dos abusos inerentes à condição monopolística e, ainda, nos quais a superioridade da gestão privada não pode ser posta à prova, por estar arredada a possibilidade de falência; e as grandes empresas, quando a gestão está divorciada da propriedade e por isso se orienta por critérios de lucro a curto prazo e não de sustentabilidade a longo prazo, embora nestas o problema só verdadeiramente exista se houver a possibilidade de o contribuinte via a ser chamado a encostar a barriga ao balcão. Este arrazoado todo é para dizer que, para mim, cada caso é um caso, ainda que ache em geral que é a propriedade pública que tem que ser justificada, e não a privada. Nesta história da PT, ao contrário de pelos vistos toda a gente, não tenho opinião formada: não simpatizo com a choradeira dos accionistas, porque bem sabiam da existência da golden share e porque a PT cresceu por ter clientes cativos, ou seja, por abuso; e não simpatizo com a intervenção do Governo por não acreditar que este tenha uma visão qualquer do interesse nacional, antes sendo uma máquina que apenas se quer reproduzir a si mesma, aos seus poderes e aos seus carreirismos, além de já ter dado provas mais do que suficientes de ser capaz de, com a varinha de condão do intervencionismo, transformar tudo não em ouro mas em dívida.

    JMG Reply:

    Carlos:
    Esse teu Mundo da propriedade pública existe em alguns lugares, e já existiu em muitos mais. E não são nem foram lugares onde eu (e creio que tu) gostasse de viver. O que temos é uma merda, apesar de tudo menos merdosa do que já foi, e que pode ser melhorada até deixar de o ser. Achas mesmo que é possível, sem o aguilhão do egoísmo e da ambição, haver progresso material? Acreditas mesmo que a propriedade pública não é o espaço natural dos oportunistas, carreiristas, sonhadores e incompetentes?

    Rui F Reply:

    cafc

    O remédio explica-se facilmente.

    Defendo a máxima: o que é do estado é do estado o que é privado é privado.
    Defendo uma companhia de telecomunicações, de energia, água, correios, banca, ensino e saúde públicos. Defendo igualmente todos estes serviços privados em pé de igualdade com o publico.

    Não sou pela monopolização. Nem tão pouco sou pela estatização do que o privado conseguiu com trabalho e honestidade.
    Posto isto
    A borrada foi feita: privatizou-se (ao desbarato) o que não se devia e deixou-se o país com as calças na mão, PARA muitos e longos anos.
    Não dou cambalhotas: sou socialista e abro também a porta à social democracia não liberal. Prefiro mil vezes colocar o “o bom” capitalismo – mercado com regras e quem não as cumpre “leva” mas leva a sério sem brincadeira ou contemplações – ao serviço do Povo do que o anti capitalismo.
    Quero que o estado forneça serviços públicos universais (gratuitos) em matéria de educação e saúde, mas quero que o Estado PUNA devidamente os prevaricadores, os batoteiros, os chulos, e os corruptos.

    Em relação ao banco em causa…
    Simples: o estado pagou as dividas, então deve ficar o estado com ele e incorporá-lo por exemplo na CGD. Parece que o que vai acontecer, é este PS dar o banco aos “amigos” da onça.

    Já agora…julgo que voltar agora a estatizar o que já está privado – PT, GALP, etc – seria pior do que voltar à estaca zero.

    Abraço J

    Rui F Reply:

    JMG

    veja o meu ultimo comentário ao cafc

    Nightwish Reply:

    “uma empresa privada tem melhor administração que uma pública, pela simples razão de que não se tem o mesmo empenho, nem se corre o mesmo risco, quando se administra o que não nos pertence”
    E quando a administração está lá 5 anos não há manipulação da empresa e procura de lucro rápido descorando o futuro da empresa?

    cafc Reply:

    Meu caro José Maria (JMG)

    Sabes, com certeza, que já aqui afirmei que a Sociedade a que aspiro, ainda, não existe. Portanto, não tenho um País que me sirva de “modelo”.

    Isso, não me faz abandonar a “Utopia”, onde o “aguilhão do egoísmo e da ambição” (desmedidas e individualistas, acrescento eu) seja substituído pelo da Educação e da Cultura.

    Acredito que, por exemplo, o conceito “Igualdade, Liberdade e Fraternidade” não te será indiferente.
    Os “senhores do feudalismo”, também, tinham a certeza que o seu “modelo” constituía o “estádio supremo” a que a Humanidade podia aspirar. E no entanto…

    Um grande abraço.

    Carlos

    cafc Reply:

    Meu caro Rui F

    Um esclarecimento prévio. A expressão “cambalhotas” não te era, obviamente, destinada. Tenho lido e ouvido declarações que me deixam, no mínimo, com muitas dúvidas.

    Quando falo de Capitalismo, refiro-me ao Sistema.
    Querer mantê-lo, supondo que ele se auto-reformará, ou que permitirá que os Socialistas (os que o são, mesmo) o façam é ingenuidade. A História demonstra-o, de forma clara. Olha o exemplo do Chile de Allende. Partir do princípio que a História não se repete, é um erro trágico.

    No Socialismo, haverá a manutenção de certas relações de produção capitalistas. Até Lenin se apercebeu disso…

    Posso ter dúvidas sobre quais as empresas, em concreto, a (re)nacionalizar. Posso interrogar-me sobre as que possam ser privatizadas. Contudo, tenho a certeza que um Estado ou é Capitalista, ou Socialista. São Sistemas antagónicos e a opção é entre a manutenção do “Velho”, ou libertar o Homem da sua exploração.

    Marx não é a minha “bíblia”, nem ele próprio o desejava, como teve oportunidade de explicar. Só que não consigo “apagá-lo”. Os Partidos ditos Socialistas e Social-Democratas, fizeram-no, com as consequências que “sentimos na pele, na carne e a manter-se, no osso e finalmente, no tutano”.

    Um grande abraço.

    Carlos

  3. 3 3  Daniel Oliveira

    JMG, só temos de defender o interesse público quando as empresas têm um especial interesse público. Devo recordar que a PT é era pública. Assim como é a ANA, os CTT, a CP…

    [Responder]

    Olympus Mons Reply:

    Do acordão,

    “Quanto a este aspecto, o Tribunal de Justiça recorda que as medidas nacionais que restrinjam a livre circulação de capitais podem ser justificadas, nomeadamente, pelas razões previstas no Tratado CE (entre as quais consta a segurança pública), desde que sejam adequadas para garantir a realização do objectivo que prosseguem e sejam proporcionadas a esse objectivo.
    Assim, no que se refere ao objectivo invocado de garantir a segurança da disponibilidade da rede de telecomunicações em caso de crise, de guerra ou de terrorismo, o Tribunal de Justiça reconhece que este pode constituir uma razão de segurança pública e justificar uma restrição à livre circulação de capitais. Porém, o Tribunal de Justiça recorda que a segurança pública apenas pode ser invocada em caso de ameaça real e suficientemente grave que afecte um interesse fundamental da sociedade. Quanto a este aspecto, o Tribunal de Justiça declara, contudo, que Portugal se limitou a evocar este argumento sem precisar as razões pelas quais considera que a detenção das «golden shares» permitiria evitar uma violação da segurança pública. Assim, esta justificação não pode ser acolhida.”

    Gestrundino Malaquias do Coiro Calhau Reply:

    Se o interesse público é o controlo público da empresa têm toda a razão.

    Se o interesse público é a acumulação de capital e a promoção de investimento estrangeiro em Portugal e com isso promover mais emprego sustentável então é provável que seja melhor a privatização…e sem golden-shares.

  4. 4 4  Dazulpintado

    Mas qual interesse público, alguém é capaz de o definir?

    [Responder]

    fado alexandrino Reply:

    Lá está o senhor a estragar uma bela discussão com perguntas concretas.
    Não sabe que a esquerda não gosta disso?

    LAM Reply:

    Dazulpintado,
    È óbvio que o interesse público é o interesse da Brands Invest. Partners, da RS Holding, da UBS, do Norges Bank, da Axon Capital Menagement, do Deutsche Bank, do Joaquim Oliveira da Controlinveste, do BES, do Barclays, da Telefónica e por aí adiante.
    Nem sei como ainda há gente que acha que o interesse público é alguma coisa diferente desta.

    Rui F Reply:

    Aposto que o Dazulpintado e o Fado Alexandrino tem na ponta da lingua a sua própria versão

    Olympus Mons Reply:

    Do acordão.


    Quanto a este aspecto, o Tribunal de Justiça recorda que as medidas nacionais que restrinjam a livre circulação de capitais podem ser justificadas, nomeadamente, pelas razões previstas no Tratado CE (entre as quais consta a segurança pública), desde que sejam adequadas para garantir a realização do objectivo que prosseguem e sejam proporcionadas a esse objectivo.
    Assim, no que se refere ao objectivo invocado de garantir a segurança da disponibilidade da rede de telecomunicações em caso de crise, de guerra ou de terrorismo, o Tribunal de Justiça reconhece que este pode constituir uma razão de segurança pública e justificar uma restrição à livre circulação de capitais. Porém, o Tribunal de Justiça recorda que a segurança pública apenas pode ser invocada em caso de ameaça real e suficientemente grave que afecte um interesse fundamental da sociedade. Quanto a este aspecto, o Tribunal de Justiça declara, contudo, que Portugal se limitou a evocar este argumento sem precisar as razões pelas quais considera que a detenção das «golden shares» permitiria evitar uma violação da segurança pública. Assim, esta justificação não pode ser acolhida.”

    fado alexandrino Reply:

    Rui F Reply:
    Julho 8th, 2010 at 14:13

    Era tentador responder-lhe mas esta sua frase:

    No dia em que o Berardo, o Salgado ou qualquer outro especulador, decidirem investir

    diz praticamente tudo.
    Repare, primeiro porque ao tratar essas pessoas da maneira que as trata coloca logo sérias reservas à discussão.
    Segundo porque nunca vai compreender que essas pessoas produzem e no caso de Joe Berardo (pessoa que detesto) até é entre muita coisa, uns belos vinhos.

    Nightwish Reply:

    Ah, bom, se produz belo vinho então já tem direito a ser uma besta que temos que aturar e dar previlégios especiais.
    Tá boa essa.

    Rui F Reply:

    Fado

    O SENHOR Berardo comprou uma quinta (ou 2 ou 3 ou sei lá) que já faziam vinhos à séculos!! Tirando um pequeno investimento aqui ou ali, apenas houve uma transferência de proprietários.

    É sabido que os capitalistas Portugueses de uma maneira geral – oposto aos Americanos por exemplo – não arriscam nas ideias. Não entram nas universidades e não se predispõem a por em prática novos projectos. Investem basicamente em propriedades, imóveis, bens materiais, títulos, etc.

  5. 5 5  PMDM

    Eu acho que é mais “quem quer o estado a mandar nas empresas não as privatiza”

    por paradoxal que pareça, o facto de a empresa ser pública pode não defender da melhor maneira o interesse público.

    [Responder]

    Rui F Reply:

    Ai sim?

    Porque os boys “empestam” aquilo não?

    PMDM Reply:

    Os boys são um problema, mas por exemplo no caso da PT a presença do Estado impossibilita que exista uma estratégia para o longo prazo. Sempre que muda o Governo a estratégia muda (Compraram a Lusomundo e poucos anos depois venderam-na; O caso da compra ou não compra da TVI; Entraram em Marrocos e saíram pouco tempo depois, apostaram na TVCabo mas depois da OPA da Sonae saíram e criaram o Meo para fazer essencialemente a mesma coisa, remuneram os accionistas com dividendos elevadíssimos e depois têm uma dívida monstruosa…..) Alguém acredita que se existisse um dono isto se passava???? Já para não falar que a empresa foi para o Brasil porque o Governo mandou….

    Existem empresas públicas que não prestam serviço público: O que é que a rtp faz de diferente das restantes privadas?

    O preço da electricidade e dos combustíveis é dos mais elevados a nível europeu, apesar de, em ambos os casos, o Estado ter uma participação muito importante em ambas as empresas?

    Eu acho que era preferível ter entidades reguladores que fizessem alguma coisa, que fossem temidas e que aplicassem a lei, em vez de ter empresas de capitais públicos que se limitam a fazer o que faz a concorrência(ou às vezes pior).

    LAM Reply:

    PMDM,
    o senhor(a) não faz a mínima ideia do que está a dizer, pois não? é que é cada tiro cada melro…

    Rui F Reply:

    “…no caso da PT a presença do Estado impossibilita que exista uma estratégia para o longo prazo…”

    Nada mais falso olhando aos lucros que os accionistas vão somando ano após ano.

  6. 6 6  LFM

    Mais uma trapalhada em que o nosso Pinóquio meteu o país. Quando for preciso pagar a multa, do orçamento de estado, naturalmente, já ele não andará por cá.

    [Responder]

  7. 7 7  Nuno

    Mas afinal manter a Vivo é de interesse público? Porquê? É indispensável para a sobrevivência da PT? Acho um piadão a alguns “notáveis” que comentam o negócio sem perceber pevas de economia, ou da situação financeira das empresas em causa.
    O dinheiro da venda da Vivo podia ser usada para reinvestir noutro negócio eventualmente tão ou mais lucrativo, para abater dívida (poupando assim em juros), para aumentar o capital próprio, ou apenas para dar aos accionistas!! Não quero dizer que o dinheiro fosse “bem” usado, mas a leitura que se faz deste negócio é demasiado simplista, e devido ao desconhecimento da realidade e das intenções da PT, acaba por ser pouco sério.

    Quanto às empresas a privatizar, não teria qualquer problema desde que o Estado fosse FORTE e bom REGULADOR, e obrigasse os privados a cumprir um caderno de encargos bem estipulado. Infelizmente a Justiça não funciona e o Estado é fraco e promíscuo com os privados, logo isso não acontece, o que não quer dizer que o conceito em si esteja errado.

    [Responder]

    Rui F Reply:

    “…O dinheiro da venda da Vivo podia ser usada para reinvestir noutro negócio…”

    PODIA…

    No dia em que o Berardo, o Salgado ou qualquer outro especulador, decidirem investir o seu dinheiro no sistema produtivo nacional – exacto: SISTEMA PRODUTIVO NACIONAL – começo a acreditar no Pai Natal.

    É obvio que toda essa gente vai investi-lo na especulação…países como Portugal e Grécia estão a pagar muito bem pela divida. É aí que está o ganho.

  8. 8 8  Tonibler

    Qual o interesse público da PT, atendendo que existem mais 3 ou 4 empresas com o mesmo objecto social, concorrentes e com infraestruturas semelhantes e alternativas? Essa, Daniel, ainda vai explicar…

    [Responder]

    Nightwish Reply:

    Mais alguma empresa tem rede de adsl e de cabo pelo país inteiro, desde infrastruturas ao last mile, quase oferecida, aliás, pelo Zé Manel e pela Nelinha?
    Não sabia.

    jcd Reply:

    E com a venda de uma empresa no Brasil, essa rede esvanece-se?

    LAM Reply:

    jcd,
    esvanece-se.

    Tonibler Reply:

    A Zon tem.

    LAM Reply:

    Tonibler,
    Não tem. A Zon ocupa a rede de tubagem e de cabos construída, mantida e desenvolvida pela PT.

    Dazulpintado Reply:

    Que é que tem a rede? Não pode haver duas aranhas na mesma teia?

    Tonibler Reply:

    Mantida pelos subcontratados da PT, quanto muito LAM.

    Não faço ideia se a Zon tem a rede ou não. Sei que não usa a rede da Vivo. Mas a propriedade da rede é tinto, não é estratégica porque montava-se outra em meses na tubagem da EDP, se fosse necessário. Ou nacionalizava-se a rede e dava-se em concessão. Parem de atacar os trabalhadores e accionistas das outras empresas só porque não andam a mamar nos privilégios de estar junto ao poder. Usando uma que gostam, parem de fazer o jogo do grande capital.

  9. 9 9  pedro

    porque será q nós (utilizadores portugueses) temos q estar a financiar (com serviços caros) a operação brasileira da PT!? (quem quser confirmar é ver as contas consolidadas do grupo PT e perceber donde vêm as receitas e os clientes!)

    se por serviço público se entende nepotismo então concordo completamente consigo!

    [Responder]

  10. 10 10  Daniel Oliveira

    Tonibleir, também existem muitos bancos e eu acho que há interesse público em existir um do Estado (mesmo que, por opção do governo, não o cumpra). Na minha opinião, as telecomunicações, como a energia, por exemplo, são sectores estratégicos onde o Estado deve poder intervir. Se a Europa não deixa de outra forma, tem de ser através da posse.

    [Responder]

    Gestrundino Malaquias do Coiro Calhau Reply:

    Sensato e coerente.

    Dazulpintado Reply:

    Olha, eu também! No primeiro trimestre deste ano a banca emprestou 4,2 mil milhões de euros para financiar compra de acções. Imaginem quem emprestou 81% deste valor, hã? CGD e BCP.
    Daniel, cada tiro cada melro.

  11. 11 11  MigPT

    Há perguntas tramadas sobre este assunto que aqui o DO pode tentar explicar, mas isso eu sei que é dificil:
    Quem define o que é e o que não é “interesse público”? Sócrates, Guterres, Santana, Pinho, Lino?
    Por exemplo, já foi do interesse público o aeroporto na OTA.
    O interesse público muda em função do quê?
    Como é que um negócio sobre uma participação internacional de uma empresa é do interesse público?

    [Responder]

  12. 12 12  fidel

    não concordo camarada Daniel, mas proponho que “Quem quer ter direito à sua soberania não a vende a terceiros”.
    Quem comprou acções da PT sabia ou devia saber da existência da golden share e respectivas consequências.

    [Responder]

  13. 13 13  Tonibler

    Mas, Daniel, as outras empresas têm trabalhadores e accionistas que são prejudicados pela acção do estado em favor de uma empresa concorrente. O que tem a dizer-lhes? Fecundem-se? Boa sorte, lá no IEFP?

    [Responder]

    LAM Reply:

    Tonibler,
    1º as outras empresas tem muito poucos trabalhadores, não porque não precisem deles, mas porque está tudo a recibos verdes ou contratos de outsourcing.
    2º talvez não saiba, mas está a pagar (e eu também) serviços de telecomunicações mais caras por causa de algumas dessas empresas a que chama “concorrentes”.

    Tonibler, de uma vez por todas, nenhuma empresa portuguesa da área tem dimensão, e know-how, e potencial de investimento, para se responsabilizar pela manutenção e desenvolvimento (atenção ao desenvolvimento, porque o que é hoje não é amanhã), de uma rede de telecomunicações como a que Portugal tem.

    LAM Reply:

    sobre isso do desenvolvimento, se eu lhe contasse algumas coisas sobre isso e essas empresas (altos responsáveis), não acreditava. Pensava que eu estava a contar uma anedota.

    Tonibler Reply:

    LAM,

    Isso é argumento para o estado favorecer o BCP em detrimento dos outros bancos.

    Outra coisa, a empresas de desenvolvimento da PT, se precisam do resto da PT para vender, porque carga de água são precisas?

    Todas elas têm redes de comunicações, está a confundir com rede com a rede de cobre. A zon tem rede de cabo, a Sonae.com e a Vodafone têm rede móvel.
    Se calhar têm o pessoal em outsourcing porque os riscos de empregar para essas empresas é muito maior que para a PT. Quanto ao número, está a brincar, não?

    LAM Reply:

    Tonibler,
    “Outra coisa, a empresas de desenvolvimento da PT, se precisam do resto da PT para vender, porque carga de água são precisas?”
    Esta não percebi.(?)

    Tonibler, não estou a confundir nada. A rede de cabo (coaxial) da Zon cobre uma ínfima parte do território. Mesmo nas grandes cidades há muitas zonas que não são cobertas. Sei do que estou a falar. Vá para muitas zonas do centro (do centro!) do Porto ou de Lisboa, por exemplo, e peça Zon por cabo a ver o que lhe respondem…
    Se precisar até lhe explico porque é que isso é assim.
    “medo de empregar”: para a Sonae até posso compreender porque após mais de 12 ou 13 anos(?) de actividade nunca saiu da cepa torta em termos de penetração no mercado (os motivos são muitos, mas se falar com alguém que tenha tido Clix ou Novis ou lá que era, explicam-lhe de certeza); Agora, a Vodafone não! A Vodafone é uma grande empresa, muito avançada e com grande implantação no mercado, só não dão mais empregos efectivos porque acham melhor andar a explorar a treta dos recibos verdes.

    Tonibler Reply:

    LAM,

    É simples, segundo sei a PT tem empresas separadas para o desenvolvimento (a PTI e a PTSI, se não estou em erro), que a Telefónica não quer para nada. Podem vender os seus serviços a outras, ou não? Porque é que não vendem? Eu sei a resposta, mas…

    LAM, a rede da Zon foi construída no pressuposto de que há a rede da PT. Se não houver, os pressupostos são outros e estende-se cabo. Agora continua a fazer-me confusão porque é que vendendo a Vivo à Telefónica estes vão arrancar a rede do chão.

    A Vodafone é uma empresa que funciona no enquadramento que tem, tal como todas as outras. Se o enquadramento tiver uma PT com custos de capital é uma coisa, se tiver uma PT sem custos de capital é outra. Até pode comprar a PT, sei lá…

    LAM Reply:

    Tonibler,
    Entretanto como já te apercebeste a conversa está a resvalar para assuntos secundários, para pormenores, que pouco já terão a ver com a conversa inicial, mas isto das cerejas é assim mesmo…
    Estamos a falar de coisas diferentes sobre o que chamei desenvolvimento. A PTI e a PTSI nada têm a ver com o que eu tentava explicar atrás, que é assunto, já agora, da empresa “cuore”, a PTC.

    Ninguém vai arrancar cabos do chão, uma verdade. Mas há, não duvides, desinvestimento que, após poucos anos (na verdade à velocidade com que as mudanças ocorrem no sector, 1 ano ou 2 são suficientes), deixarão a rede num frangalho. É natural que assim seja e, mais do que isso, já aconteceu no passado. É aquele velho ditado que diz que “ninguém quer fazer filhos na mulher dos outros” ;) . Vou puxar a cassete atrás: como saberás, antes de haver TLP (que deu origem mais tarde à PT), a exploração do serviço então telefónico nas 2 maiores cidades era de uma empresa inglesa que se chamava APT (Anglo Portuguese Telephone) que tinha o contrato de exploração por um período determinado. Ao aproximar-se o fim desse contrato de exploração, os ingleses deixaram de investir na rede (pudera, quem vier atrás que feche a porta), deixando-a não só podre como a rebentar pelas costuras. Inverter essa situação,mais tarde, levou muitos e muitos anos. Foi o período em que, para se ter um simples telefone, se tinha de esperar 1 ou 2 anos.
    Dirás, erradamente, que a situação hoje é diferente. Não é. O grosso, muito largamente, da rede, de cobre ou óptica, bem como as condutas, são da gestão da PT, e aqui voltamos à conversa inicial: com uma PT fraca (se não se chamar PT também não é daí que vem mal), sem uma empresa de telecomunicações nacional, incumbida obrigatoriamente de prestar serviço público, em pouco tempo será alvo duma qualquer empresa de vão de escada, chinesa, espanhola ou das Ilhas Caimão, para sugar o sangue enquanto houver e porem-se a andar logo a seguir. Este é o problema de uma PT fraca, limitada ao território nacional (o potencial de clientes não estica), que a põe a descoberto dessa vampirização.

  14. 14 14  Olympus Mons

    Daniel e porque não nacionalizar também os bancos? E todas as televisões?
    E já agora a EDP e a GALP e … espere. E porque não acabar com a iniciativa privada? Assim é que era, tudo publico! Vejam só que ideia brilhante e inovadora me está a ocorrer…

    Aliás o paradigma do Daniel será o estado Angolano, aquilo é que é! É o “publico” que compra, investe, vende.

    [Responder]

    Nightwish Reply:

    Porque há empresas que devido ao seu poder e controlo sobre bens essenciais podem facilmente mandar no estado, ou ser adquiridas por estrangeiros que o façam.

  15. 15 15  Olympus Mons

    Eu acordei de manhã, trabalhei, ganhei, poupei e depois, em vez de ir de férias a Moçambique, investi na PT. E agora que surge uma boa oportunidade os “amigos do Daniel” usam a golden share?! – Oh que diacho. Mas a Tal da Golden share não era para conservar a PT enquanto alicerce de comunicações em Portugal?! Compra e venda de participações também é evitar uma violação da segurança pública?

    [Responder]

  16. 16 16  Pinto

    Do interesse público:

    O valor de venda da Vivo corresponde a cerca de 4% do PIB português. Se a PT distribuisse pelos accionistas o valor recebido, estes poderiam finalmente efectuar a tão necessária desalavancagem e melhorar os credit ratings de Portugal e da banca portuguesa (ou seja, mais dinheiro disponível para emprestar às nano-mini-micro empresas portuguesas). Os impostos sobre esta distribuição de dividendos ajudariam a baixar o défice em cerca de 0.8% do PIB. A PT estaria a vender a Vivo por 35 (trinta e cinco!) vezes os lucros do último ano. Isto numa indústria que está em estagnação, ou declínio, um pouco por todo o mundo, com margens esmagadas e a sombra do VOIP a ameaçar enterrar a indústria ainda mais.
    E desenganem-se: não foi o suposto interesse nacional que guiou estes senhores. Foi a pressão de meia dúzia de boys da PT que querem continuar a gerir uma grande empresa e ter alguém a pagar as suas visitas mensais às amantes brasileiras. Pode parecer ridículo, mas é por isto (poder e putas para uma meia dúzia de sacanas) que se sacrifica a saúde financeira de um país inteiro. Quando um dia algum dos leitores chegar ao banco e lhe disseram que não pode fazer um crédito à habitação ou, quem sabe, levantar os seus depósitos, espero que lhe conforte a consciência saber que pelo menos algures no Brasil um dos seus compatriotas está a gozar uma bela orgia.

    A negrito, o conceito de “interesse público”.

    [Responder]

    Nightwish Reply:

    O que as empresas mais fazem é distribuir dividendos a torto e a direito. Tá certo.

    LAM Reply:

    e como 75% do capital accionista da PT é estrangeiro, essas accionistas vão já a correr dar o dinheiro a Portugal, porque somos uns gajos porreiros.
    Fds, há cada uma.

    Pinto Reply:

    Não sei se são portugueses ou estrangeiros nem se virão a correr ou a andar (é um problema deles). Sei que investiram o seu dinheiro na compra de acções de uma empresa portuguesa.

    Tivessem sido os patrioteiros portugueses a comprá-las e agora estava salva (a carteira deles). Ou não tivesse vendido o Estado as acções. Não se pode é querer vender uma coisa e continuar dona dela.

    Pinto Reply:

    O que as empresas mais fazem é distribuir dividendos a torto e a direito. Tá certo.

    Parece-me que isso é um problema dos accionistas e não do Estado.

    Nightwish Reply:

    Você é que veio dizer que o dinheiro entrava por completo na economia portguesa, e quando lhe dizem que isso é uma farsa de todo o tamanho você desconversa.

    Dazulpintado Reply:

    LAM, 75% do capital acionista da PT é estranjeiro? Quem disse?

    Nightwish, também as receitas provenientes da Vivo não entram por completo na nossa economia.

    Pinto Reply:

    Ó Nightwish, em primeiro lugar eu não disse nada porque o texto não é meu. Transcrevi-o deixando o link do original.

    Em segundo lugar acha que o próprio BES (como accionista que é) aceitava a venda na incerteza de vir a receber dividendos. Ganhe mas é juízo.
    Andavam 3/4 dos accionistas a dormir e agora vinha o Nightwish, reguilão, dar conta desta tentativa de burla. Enxergue-se.

  17. 17 17  Pinto

    Do acórdão:

    O argumento da República Portuguesa: 41 A República Portuguesa contesta o incumprimento alegado, argumentando, antes de mais, que as acções em causa são meras acções privilegiadas de direito privado que não podem ser equiparadas a «golden shares». Com efeito, o Decreto-Lei n.° 44/95 limita-se a admitir a possibilidade de prever, nos estatutos da PT, acções privilegiadas, sem impor a sua criação. Por conseguinte, a existência destas acções apenas pode ser imputada à vontade da própria sociedade e não ao Estado.

    A resposta do Tribunal: 52 A este respeito, importa salientar que, de facto, se verifica que a LQP e o Decreto-Lei n.° 44/95 se limitam a admitir a possibilidade de prever acções privilegiadas no contrato de sociedade da PT e que foi precisamente por força das disposições dos estatutos desta sociedade, aprovadas em aplicação desta legislação, que estas acções foram criadas e atribuídas ao Estado.

    53 Todavia, não deixa de ser verdade que, como foi confirmado na audiência pelas próprias autoridades portuguesas, as referidas disposições foram aprovadas em 4 de Abril de 1995, a saber, não apenas imediatamente após a aprovação do referido Decreto-Lei mas sobretudo numa altura em que a República Portuguesa detinha uma participação maioritária no capital social da PT e exercia, assim, o controlo sobre esta sociedade.

    54 Nestas condições, há que considerar que foi a própria República Portuguesa que, por um lado, na sua qualidade de legislador, autorizou a criação de acções privilegiadas na PT e que, por outro, na sua qualidade de autoridade pública, decidiu, nos termos do artigo 15.°, n.° 3, da LQP e do artigo 20.°, n.° 1, do Decreto-Lei n.° 44/95, criar acções privilegiadas na PT, atribuí-las ao Estado e definir os direitos especiais que conferem.

    [Responder]

  18. 18 18  Lisboeta

    Já esteve mais longe o dia em que serão os povos europeus a exigir o fim desta UE…

    [Responder]

    Teresa Reply:

    Quanto ao acordão só me ocorre dizer “Porreiro pá!”

  19. 19 19  LFM

    Parece-me que está claro que as golden shares servem para influenciar e manter a porta aberta à colocação de pessoal amigo/político. O bloco central como agência de emprego precisa de distribuir lugares para manter e conquistar fidelidades. Desde a junta de freguesia até à assembleia da república, passando por empresas públicas, privadas, etc. a colocação é diversificada.

    [Responder]

  20. 20 20  MP

    O Daniel Oliveira nunca publica os comentários de quem diz que ele foi acusado de xenofobia, radicalismo.

    [Responder]

  21. 21 21  Sei da Relva

    Pergunto-me se esta decisão do Tribunal Europeu de Justiça também se poderá aplicar à golden share que o governo dos EUA detém sobre a Comissão Europeia no que diz respeito às suas decisões sobre a política externa em geral, e em particular, sobre a decisão de invadir países ricos em petróleo sob falsos pretextos ?

    [Responder]

  22. 22 22  Bolchevike

    Desde que eu pague menos pelos serviços caríssimos da PT não me importaria se a PT viesse a ser comprada por alguma companhia da Cazaquistão ou da Tailândia.

    Aqui o «interesse nacional» é o da corja que põem na PT os amigos, familiares, compadres e toda a nomenklatura partidária desta república corrupta!

    [Responder]

  23. 23 23  MP

    O Daniel Oliveira defende coisas ilegais, á margem da lei.

    [Responder]

    Nightwish Reply:

    Isso também o Santo Passos defende.

    cafc Reply:

    “Coisas ilegais, à margem da lei.”

    Boa “descoberta”. Isto deve ser uma tentativa de generalização do “conceito” de corrupção para acto ilícito vs acto lícito.

    Vamos fazer a nossa “revisãozinha jurídica tamanho familiar”:

    1- Coisas ilegais, à margem da lei;
    2- Coisas ilegais, dentro da lei;
    3- Coisas legais, à margem da lei;
    4- Coisas legais, dentro da lei…

    … Não continuo, porque, se fizer uma das apontadas no ponto 4-, sou mesmo “lixado”.

    Valha-me a “santa pachorra”…

    Carlos

  24. 24 24  cborges

    Quanto não daria em receitas directas para o estado, através de dividendos, Os lucros de empresas como a GALP, EDP, REN, PT, Brisa, CTT, CGD. Será que teríamos déficit no estado? Seria preciso PEC?

    [Responder]

    LAM Reply:

    não CBorges, ia-lhe tudo parar ao bolso em forma de cheques brinde do Continente.

    Dazulpintado Reply:

    Há malta que ainda não percebeu que, como o ganancioso, que quanto mais tem mais quer, o Estado quanto mais tem mais gasta. Nenhum dos dois estará alguma vez satisfeito.

  25. 25 25  PedroM

    Algumas dúvidas e questões que gostava que o Daniel pudesse um dia esclarecer, a bem da discussão:
    1. Interesse público. Qual seria então a definição desse conceito? Quando e como se poderia aplicar? Da forma como o defende neste caso, deixa latitude para qualquer governo decidir o que bem entender? A Alemanha poderá amanhã criar uma qualquer espécie de golden share jurídica que lhe permita dizer que não contribui com ajudas para a Grécia e afins porque fere o seu “interesse público” e pronto. Está resolvido o problema.
    Sócrates poderia então finalmente justificar interferências em negócios da PT (TVI ou Vivo) com esse conceito que dá para tudo.
    2. Devem ou não os países da UE serem considerados como uma espécie de regiões, como o Daniel defendeu a respeito da ajuda da Alemanha à Grécia, estabelecendo o paralelo na tragédia da Madeira, em que o Governo Central seria a Alemanha e a Madeira a Grécia?
    É que assim, a Espanha seria também uma espécie de região de Portugal (e vice-versa) e então não faz sentido esta conversa do “interesse nacional”. Seria como vetar um negócio a uma empresa de Viseu, por ex.
    3. As empresas estatais devem ou não praticar preços de mercado? Estar sujeitas às regras da concorrência? É que só vejo 3 hipóteses:
    a) Sim e o estado terá que as gerir de acordo com essas regras
    b) Não, e então o sector em causa não tem concorrência. Ficamos todos dependentes do estado, sem opções.
    c) Não mas teremos uma ou duas alternativas: o estado “arranja” uns privados amigos, para que possam prosperar e meter os lucros lá fora.

    [Responder]

  26. 26 26  Antonio Cunha

    A PT foi privatizada e muito bem privatizada. Aquilo quando era publico era um ninho de ratos onde todos mamavam sem fazer nenhum. Ainda hoje se podem ver várias gerações de famílias por lá espalhadas, pessoas que para lá foram sem terem qq tipo de qualificação.

    Depois de privatizada tornou-se na maior e melhor empresa Portuguesa, alem fronteiras. E não vamos dar de barato a mina de ouro brasileira aos Hiper-Proptectores Espanhois.

    Quem comprou acções da PT sabia da golden share. Agora aguentem e não chorem.

    [Responder]

  27. 27 27  fado alexandrino

    Nightwish Reply:
    Julho 8th, 2010 at 18:16

    Como deve ter reparado não morro de amores pelo senhor Berardo.
    Que lhe tenham dado regalias imensas é lamentável mas a culpa é de quem elege quem lhas dá.
    Há porém uma coisa que deve ser dita.

    Tem criado riqueza, postos de trabalho e investe.
    No que toca ao vinho o melhor é visitar Quinta dos Loridos onde criou o Jardim do Oriente comprá-los e bebê-los, lembrando o empresário e esquecendo o homem.

    [Responder]

    Rui F Reply:

    Comprou o que ja existia, sem inovar absolutamente nada. O mais que pode ter acontecido foi ter mudado de enólogo…

    Não criou riqueza excepto para ele.

  28. 28 28  Daniel Oliveira

    Pinto; devo recordar que as acções foram vendidas com a condição da existência da golden share. E isso há de ter tido algum efeito no preço das acções. Na realidade, o que acontece é que as condições mudam e o Estado, que vendeu naquelas condições, não recebe um tusto por isso.

    Sabe de alguém que tenha sido enganado? Que comprasse acções e não soubesse que aquela empresa construída pelo Estado e vendida por ele tinha aquela golden share?

    [Responder]

  29. 29 29  da Maia

    Hmmm…
    Não estarão em causa uns míseros 383 milhões?
    Esse número tem sido importante recentemente:

    1) Arguido fala em desvio 383 milhões por familiares de Sócrates
    http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=457870

    2) Suspender TGV implica perder 383 milhões de fundos comunitários
    http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/iol/1033187-1730.html

    3) Selecção Portuguesa avaliada em 383 milhões de euros
    http://www.contra-ataque.com/forum/index.php?showtopic=9825&mode=threaded

    … quem falar em 382 ou em 384 milhões não percebe nada de contabilidade!

    [Responder]

  30. 30 30  Bolota

    DO,

    Mil vezes de acordo.

    Por isso, fico chateado quando vejo forças serias embrulhadas nestas tramóias…nacionalizam-se bancos falidos, nos casos onde há lucros apresentam-se golden share que mais não são que manteiga em focinho de cão na mão deste gulosos gordurentos.

    [Responder]

  31. 31 31  Bolota

    da Maia ,

    Isto é um fartote.
    Hoje veio a lume que a Césarina a mulher do Rei dos Açores o César, que numa viagem á pala do protocolo, palmou 27 mil euros não se sabe bem onde.

    Das duas três ou há mais dia menos dia foeirada da grossa, ou muitos vão nmorre de repente porque não há ku que aguente

    Abraços

    [Responder]

    da Maia Reply:

    Caro Bolota,

    pelo grau da coisa, para negócios destes “mininos”, acho que 27 mil euros é roubo de pobre, e essa senhora de roubar tão pouco ainda se arrisca a ser topada. Se tivessem sido 27 milhões, nem eu acreditava, só podia ser engano, e a senhora passava incólume, entre os pingos da chuva… assim sendo só 27 mil euros, está-se a arriscar. O povo é assim, quando rouba, rouba pouco, e depois é apanhado facilmente.

    Abraços,
    da Maia

  32. 32 32  Bolota

    ” Pensava que eu estava a contar uma anedota.”

    LAM,

    Só um cheirinho.

    [Responder]

    da Maia Reply:

    O Tonibler, às vezes faz-me lembrar aquela canção:
    - insiste e insiste, rebola, me abraça, me adora…
    acho que já foi aqui usada, mas os argumentos dele também sempre os mesmos… é daqueles que julga que há concorrência separando um monopólio por duas empresas gémeas.

  33. 33 33  IM

    AO SÉRGIO SOUSA PINTO!

    Infelizmente a andropausa não vem quando a gente quer…

    Será que ainda está atempo do seu “maior” lhe conseguir uma golden reforma antecipada?!

    [Responder]

  34. 34 34  Impugnador

    Escreve-se muito, muito, muito, mas o conteúdo deixou de fazer parte da mensagem, infelizmente, ou não.

    “Os accionistas”, diz um dos comentários, “deveriam utilizar os dividendos/valor da venda para reduzir a dívida e assim ajudar Portugal”.

    Desculpem? Então, cabe aos accionistas a missão de utilizar o dinheiro para reduzir a dívida de Portugal, ainda para mais numa empresa onde grande parte da existência accionista é privada? Ridículo. O dinheiro que advir da venda irá directamente para o bolso do accionista, não para o Estado, pelo menos parte significativa do valor.

    Tal aconteceria se a PT fosse inteiramente, ou consideravelmente, uma empresa da esfera pública, o que não acontece.

    A VIVO vai ser vendida, não tenham dúvidas, e cabe à administração da PT criar um real e valioso plano de negócios para a PT, pois é do mercado brasileiro que tem surgido os drives de inovação e novos clientes da PT.

    Abraços,

    O Gajo de 22 anos que acabou de se licenciar em Administração e Gestão de Empresas na Universidade Católica de Lisboa.

    [Responder]

    da Maia Reply:

    E a conclusão é?… o “estado” a que chegou o ensino “católico”?
    Não era preciso informar, temos vindo a tomar conhecimento! Aliás, acho que os porqueiros também engordam os porcos antes de os abater.
    A velha manha popular de ensinar o óbvio com roupagem metrossexual e desodorizante de erudição… até que chega o dia em que os porqueiros percebem que afinal são simples porcos, mas a outro nível. Aí, depois, a roupa de domingo para ir à missa já não disfarça o cheiro…

  35. 35 35  PedroM

    Daniel, concorda que uma golden share (ou expediente semelhante) numa empresa de capital privado sirva para o governo interferir nos negócios da mesma, sob a capa do “interesse nacional e estratégico”? É que não estamos a falar do caso da venda da empresa, por ex. Estamos a falar dum negócio. Hoje o governo intervém contra uma venda decidida pelos acionistas; amanhã pode decidir impôr uma venda contra a vontade dos acionistas. E se for contra a vontade da administração? A mesma coisa. Poderá eventualmente até um qualquer governo “administrar” a empresa ao decidir que negócios são do “interesse nacional e estratégico” para Portugal. Independentemente da opinião que esse governo terá sobre o que é o “interesse nacional e estratégico”. E convém lembrar que um governo pode ter um conceito desses completamente oposto ao seu, Daniel. Está disposto a correr esses riscos arbitrários e discricionários? Chávez, por ex, tem a sua ideia desse conceito e aplica-o. O exemplo é caricatural mas infelizmente bem real. Basta um país em crise, um povo (des)iludido e políticos prontos para tal.

    [Responder]

  36. 36 36  Rui F

    Caro Carlos

    cafc

    O Partido Comunista da Rússia começou por ser o partido da social-democracia.
    Conheces seguramente a história e os factos melhor que eu.

    O que os partidos Socialistas e da Social-democracia (e neste aspecto uso como padrão os modelos nórdicos, que quanto a mim, são os piores de todos os sistemas com excepção de todos os outros) fizeram foi terem-se deixado enredar pela teia facilitista do liberalismo económico, especialmente a partir dos anos 80.
    Até agora, muito honestamente ainda não sei bem onde acaba o socialismo e começa a social-democracia, e vice-versa

    No caso Português sei que PS(D) não cabem nesse sistema. Os interesses privados e o parasitismo que suga cronicamente o Estado instalados nesses partidos, não permitem realizar nem o Socialismo nem a Social democracia. Com eles no poder, o “Jogo” está logo viciado à partida.
    Por isso acredito que o Bloco de Esquerda é a minha ULTIMA esperança. Sei por experiencia própria que é o partido mais plural de todos. Por isso sou aderente.

    Tenho a utopia que é possível conciliar interesse público com iniciativa privada – chamemos-lhe economia mista ou “bom” capitalismo mas sei que faz cócegas a muito boa gente de esquerda.

    [Responder]

    cafc Reply:

    Meu caro Rui F

    Estás a ver como, conversando, se pode esclarecer alguma, ou muita coisa e encontrar bases de entendimento?

    Muitas vezes utilizamos expressões que, outras pessoas, interpretam de forma diferente. Se estivermos “cara a cara”, as dúvidas ficam logo esclarecidas. No nosso caso, temos que escrever várias vezes…

    Meu amigo, basicamente, é isto:

    1- Os Partidos Socialistas, Social-Democratas, Trabalhistas, integraram-se na Internacional Socialista;
    2- Tinham em comum, o Marxismo, embora, com interpretações diferentes dos Partidos Comunistas;
    3- Mário Soares chegou a afirmar que não era Marx quem o separava do PCP mas, Lenin;
    4- Depois, foi o que se viu e que tu referes, ou seja, o Socialismo começou por ser “metido na gaveta”, veio a “3ª Via” e depois, foi um “ver se te avias”;
    5- Começou a “conversão” ao Capitalismo e desapareceu, desses Partidos, tudo o que, antes, podiam ter das suas bases ideológicas.

    Por isso, não consigo vislumbrar onde pode haver Socialismo e Social-Democracia contra Marx. Isso é que me provoca “comichão” e não “cócegas”.
    A iniciativa privada está lá, nos “canhenhos”. Como o sector Cooperativo, que parece ter caído em desuso.

    A questão está em saber se aceitamos que o Grande Capital Financeiro é intocável. Até a bem do próprio Capital Económico (suprema “heresia” de um Comunista não filiado) tem que ser extirpado, porque a todos estrangula, como nunca tinha acontecido.

    Meu caro, repito o que “disse” ao amigo JMG. Nenhum Sistema cedeu o seu lugar a outro, por livre e expontânea vontade. Todos caíram de forma violenta.

    Espero que esse método não seja, agora, necessário mas, se continuarmos com os “paliativos”, vamos assistir a uma (re)análise Marxista dos nossos dias:

    Em vez do “exército dos desempregados”, teremos um imenso “exército dos desesperados”.
    Com as consequências, imprevisíveis na sua dimensão mas, inevitavelmente, trágicas.

    Por isso, continuo a insistir na necessidade, urgente, de uma convergência das Esquerdas, que aponte, claramente, que o seu Sistema não é este.

    Não sei se consegui fazer entender-me mas, no essencial, penso que não há desacordo. Talvez, umas “arestazinhas a limar”, entre nós. Quem me dera que assim fosse, ao nível dos “responsáveis” que, inicialmente, mencionei (na sequência do #2 do amigo JMG).

    Fogo, isto vai longo “cum’ó catano”. Vou ver se há por “aí” algum comentário “fascistóide”, para lhe dar “porrada”…

    Um grande abraço.

    Carlos

    Rui F Reply:

    Carlos

    Em matéria de política sou um bocado “naif” e ao mesmo tempo pragmático.
    Quer queiramos que não, tudo começa pelo modelo económico.

    Para conseguires juntar uma esquerda LARGA, tens que ter um modelo económico onde ela se reveja.
    Observo Marx com atenção mas também Keynes e digo-te: sem um modelo económico abrangente à esquerda, a união (ou se preferires parceria partidária (pp) J) é impossível. Não contes com este PS.
    Mário Soares partiu o PS em dois: o de gaveta malicioso, que se usa e manipula os ainda socialistas (lá dentro) para ganhar o poder.

    Não me parece, e apesar de todos os podres do capitalismo liberal, que em Portugal consigas a união sem um modelo económico que satisfaça uma larga esquerda.

    abraço amigo

    cafc Reply:

    Meu caro Rui F

    Acima do modelo económico, está a questão do “Todo Poderoso”, o Grande Capital Financeiro.
    “Perdoem-me” a “imagem” mas, “Ele” pôs os Governos de joelhos e os Povos “de cú para o ar”.
    Uma “espécie de ménage à trois”…

    Se não se acabar com o “Todo Poderoso”, não há modelo económico que resista às “Suas” omnipotência e omnipresença. Quanto a mim, podemos começar, aqui, por um consenso alargado, que incluirá, até, pessoas que se consideram de direita.

    O resto, virá por acréscimo. Com diálogo, “cedências” mútuas mas, nunca esquecendo, ou abdicando, do objectivo final.

    Meu amigo, podemos rever-nos nisto?:

    http://www.youtube.com/watch?v=LSKgs10oOQE&feature=related

    Um grande abraço.

    Carlos

  37. 37 37  Impugnador

    Da Maia, eu sinto a sua frustração. Eu compreendo. O amigo lê a palavra “católico”, logo a sua chama anti-Igreja queima as terras da racionalidade e da razão. Aliás, aqui me penitencio perante tão supremo conhecimento. Eu queria ir ao Alive, mas a UC proibiu-me. Ao que parece, e que o amigo Da Maia muito gosta de escrever, tenho de ir à missa de Domingo…
    Acerca do conteúdo da minha mensagem, o erudito Da Maia escreve isto: nada, zero, nicles, rien, nothing…

    O amigo Da Maia que se dirija ao meu blogue – não se preocupe que o mesmo não está situado dentro do Convento do Carmo ou na Igreja de Nossa Senhora da Porciúncula – e veja se percebe o real significado de “Interesse Público”.

    O “Interesse Público” da esquerda marxista anda a comer a vida a Portugal há anos, há anos, amigos. 20 mil milhões de euros de dívida!

    Grande abraço,

    “o porco”. O amigo devia ter vergonha na cara, mas tal parece ser aquilo que legitima a pouca vergonha da sua escrita.

    Assinado,

    O Gajo de 22 que, de acordo com o Da Maia, está obrigado a ir à Missa de Domingo porque se licenciou na Universidade Católica de Lisboa.

    [Responder]

    Rui F Reply:

    menino

    “…O “Interesse Público” da esquerda marxista anda a comer a vida a Portugal há anos, há anos, amigos. 20 mil milhões de euros de dívida…”

    O menino estudou sempre na privada? E os pais, os avós e os primos do menino também? Hummm
    E o menino quando ia ao senhor doutor era sempre ao consultório? E os pais, os avós e os primos do menino também? hummm
    E as receitas que a mãe do menino “aviava” para o menino na farmácia eram todas metidas no seguro privado da família? E os pais, os avós e os primos do menino também? Hummm.

    Generosa família a do menino que frequentava sempre os privados sem usufruir do erário público.

    da Maia Reply:

    Meu caro, não percebeu “puto” do que eu disse… talvez porque aquilo que eu disse não é fácil de perceber por um “puto”.
    Não lhe chamei nome nenhum (pronto, agora poderei tê-lo chamado “puto”, mas não é depreciativo, é figurativo).
    O que escrevi não era dirigido a si, mas sim aos seus “modelos”.
    A interpretação de textos em português talvez devesse ser disciplina obrigatória. Mas… assumimos que nos entendemos, quando na realidade a linguagem é muito viciosa.

    Eu passo a explicar detalhadamente (… faço sempre um esforço):
    - o modelo que você sustentou é o lucro pelo lucro, numa sociedade em que os conceitos morais dos agentes não interessam. Estranhei que tal viesse de alguém que acena a bandeirinha da
    “escola católica”.
    - a economia sem preocupações é legítima, desde que encaremos os itens como mercadoria. É assim que o porqueiro trata os porcos – não os vê como iguais.
    - os accionistas olham para a empresa, como o porqueiro olha para o porco… no fundo só vêem a carne a peso. Interessa-lhes aumentar o valor, para capitalizar… nada mais. Não vêm o interior da empresa, as pessoas, as mais valias científicas, etc.
    - Nem se preocupam com as circunstâncias anexas, que em última análise se reflectem a posteriori em si… Depois podem queixar-se da degradação social, da criminalidade, etc… Numa situação limite dessas invertem-se os papéis, já aconteceu, e pode voltar a acontecer.
    - Aí, quando as coisas chegam ao ponto de ruptura, os especuladores “católicos” talvez já não consigam perfumar nas suas desculpas a quota parte do cheiro putrefacto da anterior actuação.
    (p.ex. quando a banca vem apelar ao estado social para não a deixar afundar…)

    Mas enfim, naquelas simples linhas está muito mais do que escrevi aqui… isto seria um primeiro nível. Haveria outros níveis… mas para isso, meu caro, aprenda a esperar pelo tempo, que com ele chegará mais compreensão.

    Provoquei deliberadamente outra interpretação, aproveitando a sua flama egocêntrica, ao usar o porqueiro como exemplo?
    - Leia as suas primeiras linhas no #34, e ajuíze!

  38. 38 38  Rui F

    “…O “Interesse Público” da esquerda marxista anda a comer a vida a Portugal há anos, há anos, amigos. 20 mil milhões de euros de dívida…”

    O menino estudou sempre na privada? E os pais, os avós e os primos do menino também? Hummm
    E o menino quando ia ao senhor doutor era sempre ao consultório? E os pais, os avós e os primos do menino também? hummm
    E as receitas que a mãe do menino “aviava” para o menino na farmácia eram todas metidas no seguro privado da família? E os pais, os avós e os primos do menino também? Hummm.

    Generosa família a do menino que frequentava sempre os privados sem usufruir do erário público.

    [Responder]

  39. 39 39  Impugnador

    Explique-me, caro Rui F, o que têm as escolhas da minha família a ver com a dívida Portuguesa, especificamente com a dívida que eu apontei (empresas públicas), ou o amigo pensa que eu defendo um Estado com dívida 0? Não estará a querer dizer-me que a gigantesca dívida Portuguesa é resultado de investimento social, pois não?

    “Universidades privadas”. Meu caro amigo, a Universidade Católica não é privada, é uma universidade pública não-estatal. Mais: como deverá saber, é uma das melhores universidades de Portugal, uma das universidades que eleva o nome de Portugal, juntamente com a Nova (em matéria de Gestão), lá fora.

    E, não, não estudei sempre na Privada. Entrei no ISEG, tendo sido convidado posteriormente para ir para a Católica.

    No meio disto, explique-me, por favor, a correlação entre “aviar receitas” e os cerca de 20 mil milhões de euros de dívida das empresas públicas, tendo eu focado particularmente a CP, REFER e RTP.

    Caro da Maia, os “interesses morais”, bem ou mal justificados, pagam-se como? Como é que financiamos, num contexto de competitividade, a elevação dos “interesses morais”? Como pode Portugal competir no panorama económico global com “interesses morais”, quando os nossos concorrentes, e não só os demoníacos “capitalistas”, de moral têm pouco ou nada? Qual o país que rompe as fronteiras europeias com produtos manufacturados por trabalhadores sem direitos? Sim, de acordo com o Garcia Pereira, a China nunca foi Comunista, foi Nacional-Fascista, isto dito no programa Prós e Contras.

    Queixa-se o amigo da actuação cínica da banca. O meu amigo tem toda a razão. Mas o da Maia pensa que está a debater este assunto com algum neo-conservador fanático, adepto incondicional de market fundamentalism? Ou sempre que critico o Estado, tenho de incluir um”ps” a destilar ódio contra a banca, contra os interesses de multinacionais?

    [Responder]

    da Maia Reply:

    - Como pode a Noruega viver como vive fora da UE?… será só do petróleo e bacalhau?

    Gestrundino Malaquias do Coiro Calhau Reply:

    Da Maia…

    Se tiver tempo e interesse informe-se mais sobre as capacidades de exploração naval da Noruega e sobre a sua capacidade militar que exporta com muito sucesso.

    Por outro lado..tem duas coisas fundamentais…níveis de civismo altíssimos e níveis de confiança entre a população muito relevantes

    A conversa da educação de alto nível não chega…aqui também temos muitos licenciados de araque

    da Maia Reply:

    Caro Gestrundino
    … explique isso aí ao nosso “impugnador”, que ele acordou agora para a vida, e está naquela fase em que não abriu os olhos, mas já berra.

    Gestrundino Malaquias do Coiro Calhau Reply:

    Teremos seguramente oportunidade para isso em próximos posts.

    Bom trabalho.

  40. 40 40  Rui F

    “…Não estará a querer dizer-me que a gigantesca dívida Portuguesa é resultado de investimento social, pois não?…”

    Anda mal informado?
    Uma das bandeiras do seu sistema ideológico é desmontar completamente o estado social, o culpado de todos os males! Até querem alterar a constituição.

    Já me apercebi que o menino e a família nunca estudaram no publico e nunca usufruíram de saúde publica! Nunca gastaram, pediram ou usufruíram 1 tostão do estado sequer! Nunca contribuiram para o défice!

    [Responder]

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