Por Daniel Oliveira

Se o JN tivesse feito este trabalho em vez de sacar logo do lápis azul talvez o debate agora fosse outro e a sua credibilidade também
43 comentários 2 Fev 10 em Sem categoria43 respostas ao post “Mais lestos a cortar do que a investigar”
- 1 Pingback on 3 Fev 2010 às 9:47



Segundo o que ouvi a Crespo, Nuno Santos nem abriu a boca. Nuno Santos não presta…
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Antonio Cunha Reply:
Fevereiro 2nd, 2010 at 18:40
Acho que está errado. Nuno Santos disse que ali não era o local indicado para aquela conversa.
Fantastico
Lisboeta Reply:
Fevereiro 2nd, 2010 at 19:00
De algum modo, limitei-me a fazer eco daquilo que ouvi há pouco na TSF. Ou seja, limitei-me a vender o peixe conforme o comprei («O jornalista da SIC criticou Nuno Santos, o director de Programas desta estação televisiva, por não ter respondido ao primeiro-ministro»).
Elogio a sua prudencia Daniel. Nesta situação foi bastante util para si.
No entanto alguns comentadores vieram logo aqui dizer um monte de asneiras, que agora irão engolir.
O que falta em Portugal são pessoas que como Crespo não tem medo de dizer a verdade. Como dizia alguem ontem no Pros e Contras Portugal é um pais de “medrosos” que tem medo de se chegar à frente.
Não está aqui em causa as opiniões do dito jornalista, nem a sua cor politica nem tão pouco o seu passado (Pedro aquilo foi vergonhoso). O que está aqui em causa é a triste necessidade de alguém ter que se defender de um primeiro ministro que não tem o mínimo de vergonha na cara, e que mesmo depois de variadíssimos escândalos do género continua a fazer o mesmo jogo sujo e ordinário.
Chamo a atenção para o programa de ontem dos Pros e Contras onde se debateu a sério os problemas deste pais.
p.s. Faz agora um ano, aquela triste história carnavalesca do amigo Sócrates. Começam a ser muitas, e muitas e muitas.
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GMaciel Reply:
Fevereiro 2nd, 2010 at 18:52
“Começam a ser muitas, e muitas e muitas.”
O problema é que há quem prefira não ver e continue a defender o que não tem defesa possível. Infelizmente, para além da canga esta gente adora um bom par de talas.
cafc Reply:
Fevereiro 2nd, 2010 at 20:08
Meu caro António Cunha
Dá-me licença que “pegue” no seu comentário sobre Mário Crespo?
Então lá vai, doa a quem doer:
Agora é Mário Crespo. Antes, houve vítimas de situações idênticas. Uns, porque eram figuras mediáticas, foram objecto de notícias de 1ª página. Outros, ficam esquecidos (lembra-se do que aqui denunciou sobre o Rádio Clube?). É um exemplo de que não me esqueço.
Meu amigo, a Liberdade de Expressão (e só “falo” desta) custou muito e a muitas pessoas, para ser conquistada em Portugal.
Só aceito que haja “censura” nos casos em que haja apelos ao ódio, à violência e tudo o que se assemelhe. Nos outros casos, os “presumíveis ofendidos” têm os mecanismos legais contra os “presumíveis ofensores”.
Meu amigo, a triste realidade é a do insaciável apetite dos Governos pelo domínio da Comunicação Social. Com maior ou menor intensidade (faz-me lembrar o outro, por causa das faltas cometidas dentro da área), todos seguem a “cartilha” que, teoricamente, dizem rejeitar.
Dentro destes parâmetros, vou gritar:
LIBERDADE DE EXPRESSÃO, SIM! CENSURA NUNCA MAIS!
Um abraço.
Não estou a conseguir postar
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Não é para ser picuinhas mas com este teu post pões-te a jeito para te chamarem distraído. Até agora nem o JN nem o Mário Crespo afirmaram que a crónica seria cortada, só q não seria publicada naquele dia sem q os factos fossem confirmados, certo? *Se a conversa entre Crespo e o director do DN aconteceu, como foi relatado, à meia-noite de domingo dificilmente seria possível confirmar tal a tempo do jornal de segunda, dia da crónica de Crespo.
* vê o q diz a nota do JN (http://jn.sapo.pt/info/NotaDireccao20100201.aspx ) “Da conversa entre o director e o colaborador do jornal resultou que este decidiu retirar o texto de publicação e informou que cessava de imediato a sua colaboração com o jornal, o que a Direcção do JN respeita.” – “este”, Crespo, certo?
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Daniel Oliveira Reply:
Fevereiro 2nd, 2010 at 18:43
Crespo não é jornalista do JN. Ele tinha as suas fontes confirmadas e isso para o seu espaço chegava. No dia seguinte o JN fazia o seu trabalho, conformando ou desmentido, publicamente, o que Crespo escrevera.
Shyznogud Reply:
Fevereiro 2nd, 2010 at 19:05
Pode-se sempre obstar a essa tua visão da coisa que um jornal é co-responsável daquilo q lá é publicado, mesmo que seja por um cronista. Ora co-responsabilidade tem custos que um jornal pode ou não querer correr. Não estou a dizer que não tenhas razão, apenas que não é tão linear como isso. E relembrar que quem decidiu a definitiva não publicação da crónica foi Mário Crespo e não o JN também me parece importante.
Shyznogud Reply:
Fevereiro 2nd, 2010 at 19:11
era riscos e não custos, sorry
LAM Reply:
Fevereiro 2nd, 2010 at 23:32
Da nota da direcção do JN infere-se que o director não quis publicar a crónica, pelos motivos tal e tal e etc. Isso de dizer que não a queria publicar “naquele dia” é uma referência a algo que em ponto algum da nota do JN é referido.
Daniel:
Sou acérrimo defensor da liberdade de expressão e creio que isso seja incontestável.
Suponho que o Mário Crespo tenha razões para tal desconforto, mas suspeito da forma como as apresentou. Para além disso, o Mário Crespo deveria ser um dos poucos jornalistas portugueses a não se armar em virgem ofendida.
Mas dizes que se o JN tivesse feito este trabalho… que trabalho?
O “Expresso” apresenta um título arrebatador, a que fazes ligação, “Sócrates queixou-se de Crespo a director da SIC”, seguido de um lead a explicar que o PM se dirigiu a Nuno Santos, que almoçava com Bárbara Guimarães e que puxou da conversa, convidando a ver os vídeos.
Sendo jornalista, sabes da força que tudo isto tem e sabes que, ainda mais na internet, os hábitos de leitura se resumem a umas quantas linhas. Mas, lendo o artigo, notamos que este finaliza com um singelo “O Expresso tentou contactar Nuno Santos, mas até ao momento o director de programas da SIC não esteve disponível”.
E entre o título e lead e o fim de tudo, o que é o conteúdo? É apenas tudo o que diz Crespo, uma notícia baseada em fontes… um diz que disse.
Repara, por favor, que não está em causa a presumível atitude do PM ao dizer que “é preciso tratar do assunto” – o resto, para mim, não conta… chamar imbecil a alguém não é coisa grave -, que sendo provada real e intencional será de condenar sem apelo.
Mas primeiro, passemos aos factos, por favor.
Abraço,
CJT
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Daniel Oliveira Reply:
Fevereiro 2nd, 2010 at 18:55
cjt, as notícias baseiam-se em fontes. Há mais fontes do que Nuno Santos.
Elisiario Figueiredo Reply:
Fevereiro 3rd, 2010 at 10:55
Até que enfim encontro alguém que reparou em todas as nuances deste caso, caro cjt isto, enquanto as fontes não falarem, não passa de um diz que disse em que nada está confirmado, Mário Crespo é um cidadão como outro qualquer, tem que provar os factos não basta dizer que tem “fontes fidedignas” eu pessoalmente acredito que Sócrates é bem capaz de ter aquela atitude, é uma convicção, não uma certeza, não tenho provas.
História fétida, esta.
Anda o País a discutir sobre a baixaria de um fulano chamado Mário Crespo de achar que tem o direito de publicar o teor de uma conversa tida por terceiros, à mesa de um restaurante. Conversa essa que lhe foi relatada pelos pides de serviço, que “por acaso” estavam no mesmo restaurante.
Ninguém tem mais nada com que se preocupar? Alguém no seu prefeito juízo dá algum crédito ao Mário Crespo? Ele é assim a modos que um bobo, que ninguém respeita, muito menos as virgens púdicas que agora o elevam a mártir da liberdade de expressão. Logo ele, que com as suas intervenções tresloucadas e cheias de aldrabices faz com que o direito à liberdade de expressão mais não seja que o direito a ser alarve.
Que País de m…..
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David Caldeira Reply:
Fevereiro 3rd, 2010 at 10:09
Emenda: “perfeito”, em vez de “prefeito”.
AABarroso Reply:
Fevereiro 5th, 2010 at 0:49
O Arrastão, com a auréola dourada do seu editor, está a transformar-se numa espécie de muro de lamentações da direita que vem aqui buscar o conforto na destreza e sagacidade de um homem inteligente de esquerda que os compreende, correndo sério risco de o santificarem.
É interessante…
Com cosideração
Mas Daniel, acha mesmo que a notícia do expresso tem ponta por onde se lhe pegue???
ou isso é fidelidade à casa (nova)?
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Daniel Oliveira Reply:
Fevereiro 2nd, 2010 at 19:10
Nova?
Quem não se sente não é filho de boa gente.
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No Porto era lápis vermelho…
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Não é disso que falo, Daniel… falo da diferença entre um título e um lead, o seu conteúdo e o singelo final que nos diz que, afinal, o título e o lead não são assim tão certos.
Imagina que eu digo que escutei uma conversa de alguém que dizia que tu eras candidato à presidência pelo PSD/CDS.
Agora imagina que depois da polémica instalada (ou polémica, ou gargalhada…) se publica no Expresso um título que confirma algo – é por confirmação que o entendes, não é?:
Daniel Oliveira é candidato pela coligação PSD/CDS
que se faz um lead a dizer que
Fulano disse a Cicrano e Beltrano que Daniel Oliveira seria candidato pela coligação PSD/CDS
que se escrevia um texto a dizer que diversas fontes confirmam esta história
que não foi possível confirmar junto de Fulano, Cicrano e Beltrano e que Daniel Oliveira não está disponível para declarações.
Para quem lê a notícia, o que sobra daqui? Confirma, realmente, alguma coisa?
(pôrra, só não tiro o lugar ao pacheco porque nestas alturas ele também esquece as análises retorcidas que apregoa armado ao chomsky e também aproveita a onda…)
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tenho tido as minhas dúvidas sobre o muito que se dizia / diz sobre a pressão do sócrates sobre os jornalistas que o incomodam, até porque está provado(com gente condenada) que ele, na altura em que assumiu a liderança do ps, foi objecto de conspiração jornalística.
com os ecos deste caso, já não tenho dúvidas que o sócrates pressiona e muito.
agora julga-se o facto da crónica do crespo não ter sido publicada no jn, pelas razões que se conhecem.
curiosamente, trabalhando o crespo na sic e estando o nuno santos envolvido, a notícia da vontade de interferência do sócrates na vida e no trabalho do crespo, não veio por aí, nem por iniciativa da estação nem por iniciativa do crespo.
porque terá sido?
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luÍs bernardo Reply:
Fevereiro 2nd, 2010 at 22:25
Você é o que se chama um céptico
Qual trabalhinho?? Esse aí em cima é trabalho???
Será possivel que o carissimo daniel oliveira chame trabalho a essa resma de palavras inúteis lool então e se um dia um colega decidir fazer um trabalhinho desses e em vez do nome de sócrates meter o seu; como é que se fica?…..
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E segundo a TSF não foi apenas o nome de Crespo que foi referido na dita conversa. Aparentemente o nome de Medina Carreira tambem estava entre os visados “problemas a resolver”
Isto só tem um nome : VERGONHA
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Bolota Reply:
Fevereiro 2nd, 2010 at 22:34
Sargento Cunha,
No meio do diz que disse, qual foi o papel de João Marcelino director do JN??? Não foi este, um dos grandes criticos do ex-director do Publico, José Manuel Fernandes, quando do assunto Fernando Lima e as escutas a Belem??’
Antonio Cunha Reply:
Fevereiro 3rd, 2010 at 13:56
ó agricultor da IC19 Bolota
Mas onde é que João Marcelino é director do JN ?
Voce anda a respirar muitos gases de escape.
Mas acreditou alguma vez que o contraditório fosse a razão da censura a Crespo?. Sabemos que não. A questão é mais complexa e, nem sequer, tem a ver com jornalismo. Embora, infelizmente, cada vez mais os negócios de alguns empresários se reflicta no jornalismo.
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Sobre o “caso” Mário Crespo “versus” José Sócrates :
1-Se não foram Bárbara Guimarães e/ou Nuno Santos que, com boa (ou má?) fé, “informaram” Mário Crespo do teor da conversa com José Sócrates, quem terá sido ?
2-Aquele(a) “alguém”-”que estava presente no restaurante”, e, POR MAIL (????)”me transmitiu o que ouviu” ? Que veracidade isso pode atestar ?
3-Teria José Sócrates sido “tão imprudente” que, para dizer AQUILO QUE O MÁRIO CRESPO E O SEU “INFORMADOR” DIZEM QUE ELE DISSE, tivesse utilizado um “megafone”?
4-Os artigos que o sr. Mário Crespo publica “contra” José Sócrates e o Governo, não têm nada de inovador, antes são a repetição do “jornalismo de ponta”…(e mola!), que o inefável Paulo Portas fazia no “Independente”, arrasando Cavaco, Leonor Beleza, Macário Correia, etc.etc.etc, e de que hoje, com mal disfarçada e infantil vaidade, se gaba dos inúmeros processos que lhe foram instaurados.
5-E nessa época, não muito distante, não me lembro de se falar, (nem mesmo Paulo Portas !) como agora fazem, de alguém querer tentar, outra vez, amordaçar os Jornalistas.
6-E até vejo, sem surpresa, Paulo Portas hoje, com a falta de vergonha que o caracteriza, a dizer nas TVs em defesa de Mário Crespo que: “um País sem liberdade de expressão” blá blá blá!!!
7-Por outro lado, eu quero continuar a disfrutar da LIBERDADE de estar numa jantarada, num café, ou em qualquer outro lugar público, e têr uma conversa privada com quem me apetecer, dizendo mal (ou bem!) dos primeiros ministros, dos Governos, das Oposições, do Sócrates, da Manuela, do Jerónimo, do Portas, do Louçã (até do Mário Crespo!), dos juízes, da Saúde, da Educação, etc.,sem o temôr de estar a sêr observado e ouvido, na mesa contígua, por um qualquer “bufo”, perdão…”informador” diligente, sabe-se lá com que intenções !!!
8-E o sr. Mário Crespo ? Não quer ?
Ou está a tentar reeditar aquele “folhetim”, até hoje muito mal contado, da sua “colega” Moura Guedes…coitadinha ?
9-Por fim, quero “lamentar” a “irresponsabilidade” do Jornal de Notícias, ao querer cumprir a mais elementar das regras do Jornalismo SÉRIO, que é : SÓ PUBLICAR UM FACTO OU UMA NOTÌCIA, DEPOIS DE CONFIRMAR A VERACIDADE DAS FONTES, e assim, a perder, certamente, milhares de leitores, em consequência da “vingançazinha” do sr. Mário Crespo… ao deixar de sêr seu colaborador !
10-Bem feito!
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Antonio Cunha Reply:
Fevereiro 3rd, 2010 at 14:01
ó José Peralta
Supondo que sou seu amigo e estou a almoçar num restaurante.
Na mesa ao meu lado alguém dirige-se ao seu patrão e fala cobras e lagartos sobre si e exige que o sr. Peralta seja demitido.
Como seu amigo o que acha que devo fazer ?
Calar-me ou contar-lhe o que se passou ?
Serei bufo por isso ?
José Peralta Reply:
Fevereiro 4th, 2010 at 0:41
Caro António Cunha
Postas as coisas como diz, até se pode admitir que o Mário Crespo tem razão, e até é possível que a tenha !
Mas como jornalista experiente, tem obrigação de saber, (e sabe, mas quiz fazer mais um “fogacho”, para se armar em “vítima” do Sócrates… a Moura Guedes está a fazer escola, e a “asfixia democrática” também…!) que não pode provar a fiabilidade, a credibilidade de um mail, cujo relato pode ou não ser verdade, pode sêr uma maquinação, mesmo que argumente que conhece ou é amigo da informadora, e até pôe as mãos no fogo por ela !
E,segundo a “Visão” de hoje, a pág. 30, nem se trata de uma amiga, mas “uma telespectadora,uma fã de Mário Crespo, que lhe havia de lhe relatar, por mail ” etc.
Por isso, a meu vêr, como prova, o mail é nulo e de nenhum efeito, e estou de acordo com a atitude do director do Jornal de Notícias, de não publicar a resposta de Mário Crespo, sem uma confirmação da veracidade da fonte, o que de qualquer modo, se me afigura difícil, justamente pela nulidade da “prova”. Enfim, a “pescadinha de rabo na boca”.
No exemplo que dá, de sêr um amigo a avisar-me, podia fazê-lo por mail, mas eu teria de falar pessoalmente com ele, e porventura, agradecer-lhe ! Mas o problema da prova, mantinha-se, creio eu !
Posso estar enganado, mas o Mário Crespo sabe, certamente, que a utilização daquela prova, não faz fé, e até poderá sêr condenável, à luz da ética e da deontologia, mesmo que Sócrates tenha dito o que ele diz que disse.
Por que a verdade, é que permanece sempre esta dúvida… sobre a verdade !
Mas o Mário Crespo, o que “viu”, parece-me, foi a “cacha” jornalística, e mais uma oportunidade de “fazer guerra” ao Sócrates !
(Estou a ouvir o noticiário da SIC, que informa que a ERC, com base em várias queixas, ao que parece nenhuma de Crespo !), vai fazer averiguações ! Esperemos para vêr !)
Cumprimentos
José Peralta Reply:
Fevereiro 4th, 2010 at 1:23
António Cunha
Acrescento mais um excerto da notícia da “Visão”:
(…) “Quando confrontou Nuno Santos, por mail,com o relato da testemunha, Crespo não lhe perguntou se aquele relato era verdadeiro.” (…) Crespo terá, então, deduzido que Nuno Santos participara numa conversa com governantes sobre a sua situação profissional. Daí os termos pouco elogiosos com que relata, numa crónica para o JN, o papel do “executivo de TV que os ouviu (aos governantes) sem contraditar.A crónica, escrita para a edição de segunda-feira 1, acabaria por ser rejeitada pelo director, José Leite Pereira, por se basear num “processo que o JN habitualmente rejeita como prática noticiosa; isto é (…) a partir de informações que lhe tinham sido fornecidas por alguém que escutara uma conversa num restaurante”. Crespo informou que cessava a sua colaboração”. Etc.etc.
Saliento que foi o próprio director do JN, um Jornalista, a rejeitar a “crónica”, justificando os motivos por que o fazia, isto é, desvalorizando, considerando nulas ou insuficientes, (é assim que eu interpreto)as informações fornecidas por alguém que escutara uma conversa num restaurante.
Cumprimentos
Bolota Reply:
Fevereiro 8th, 2010 at 21:34
“ Postas as coisas como diz, até se pode admitir que o Mário Crespo tem razão, e até é possível que a tenha !”
José Peralta,
Tendo por base esta sua afirmação, tudo o resto é palha para a discussão.
Sabe porque é que o Crespo tem razão??? Porque a reacção dos tubarões, foi NENHUMA, limitaram-se a balbuciar. Fosse mentira e o Crespo, estava a esta hora num qualquer hospício, fazendo jus aos piropos de que foi alvo.
O “trabalho” aos que os seus novos patrões se deram, Daniel, foi hoje desmentido pelo Nuno Santos (que por acaso também recebe cheques com a mesma assinatura, mas que não terá as mesmas motivações subjacentes).
De qualquer modo, o Crespo há-de agradecer-lhe, a si e aos bacocos do costume, a venda de mais uns livrinhos.
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Daniel Oliveira Reply:
Fevereiro 3rd, 2010 at 10:43
Nem são meus patrões nem são novos. Escrevo no Expresso há cinco anos, jornal que já critiquei varias vezes. Tenho programa na SIC há outros cinco, e já perdi a conta às vezes que critiquei aquela estação e muito especialmente Mário Crespo – aqui, como pode verificar nos arquivos, e no próprio canal. Mas é sempre mais fácil atribuirmos aos outros o oportunismo que nos dispensa de acreditarmos que não somos os únicos a ter opiniões nesta vida.
Daniel Oliveira Reply:
Fevereiro 3rd, 2010 at 10:53
E espero que tenha lido a noticia e não o título. Que Nuno Santos – reparou que critiquei Crespo por não ter referido o seu nome? – não estava na mesa ate já eu sabia o que muda coisa nenhuma em relação ao que foi dito por Socrates, que Nuno Santos confirma. Que o CM faça título a dizer que Nuno Santos desmentiu a história de Crespo quando confirmou o que nela é relevante, também não posso dizer que me esoante.
José Peralta Reply:
Fevereiro 3rd, 2010 at 12:27
Daniel Oliveira
Não duvido das críticas que tem feito à SIC, ao Expresso e ao Crespo !
Mas neste caso específico, não acha, como eu, e como muitos dos comentadores que leio, aqui e na própria notícia do Expresso, que “desta vez”, o tiro saíu ao Crespo pela culatra ?
Antonio Cunha Reply:
Fevereiro 3rd, 2010 at 13:59
O tiro saiu ao sectários do costume que são como os burros e só vêm em frente e da mesma cor.
O Daniel Oliveira pelo menos tem o discernimento de perceber que existem pessoas e situações que mesmo não concordado com elas devem ser defendidas.
Por acaso não me lembro de tão acérrima defesa da liberdade de expressão, em relação aos casos Carreira Bom e Joaquim Vieira que, obviamente, dignificam o “Expresso”.
Atacar JLP e defender MC, com base em factos errados ( não houve censura, mas sim embargo), é que já não me parece tanto, Daniel. Publicar primeiro a “notícia” e depois ir confirmar se é verdadeira? As novas escolas de jornalismo ensinam umas coisas giras, sem dúvida.
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Fevereiro 3rd, 2010 at 16:47
Acontece que não se tratava de uma notícia, como se pode explicar em qualquer escola de jornalismo.