Por Daniel Oliveira
Ao que parece João Marcelino, ex-director do Correio da Manhã, será o novo director do Diário de Notícias. Perdemos um jornal de referência e ganhamos mais um jornal engajado à cartilha ideológica da direita mais agressiva.
Sem comentários 21 Fev 07 em Sem categoria



*#da-se, sempre era verdade… desculpa a linguagem, mas sinto que me roubaram o jornal que sobrava.
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É mais uma manifestação do preocupante domínio da esquerda nos meios de comunicação social portugueses. Vá lá que ainda temos o equidistante e preclaro José Manuel Fernandes para equilibrar isto…Para onde IRÃO agora os editoriais inflamados??
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Antes de mais parabéns pelo excelente blog. Quanto a este post fico feliz que não tenha sido escolhido para director do DN o Sr. Henrique Correia do Diário da Madeira. Agora que o Aberto J. Jardim vai ter uns dias de férias lá iria inundar o jornal de artigos de opinião…
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Parece que o jornalismo de referência tem os dias contados em Portugal. Mau prenúncio para a democracia!
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Não sei se a ida do Marcelino para o DN é boa ideia. Mas quer uma aposta em como aquilo não vai tornar-se num jornal menos credível (vulgo, de referência)?
Você acha mesmo que um gajo como o Marcelino deixa um ‘tabloide’ (é duvidoso que o seja, prefiro chamar-lhe jornal popular) como o CM, que vende 100 mil por dia, para ir fazer um tabloide no DN, que vende 35 mil? Você, meu caro, pensa depressa… e mal
Melhores cumprimentos
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Estamos bem servidos, com esta maralha toda, já enjoa
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Tenho que concordar que não há pior para a imprensa portuguesa que transformar o DN num Correio da Manhã!
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Há muitas formas de fazer um tablóide. E basta ler a Sábado para saber que fazer um jornal de referência não é uma opção para Marcelino. Não sabe como, apenas isso. Mesmo como jornal popular, Marcelino conseguiu tirar credibilidade ao Correio da Manhã. A pouco que tinha.
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Penso que a decisão que ler os comentários antes de os aprovar é perfeitamente compreensível e razoável. Mas, sabemo-lo bem, a plataforma weblog está sempre a disparatar e quando este tipo de esquemas é instaurado muitas vezes torna-se impossível deixar qualquer comentário. Assim, sugeria que deixasse um endereço de e-mail bem visível, para onde pudéssemos mandar os nossos comentários, em caso de necessidade.
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Você acredita que um “artista”, seja ele quem for – “venha o mais pintado”, consegue ser beligerante o suficiente de forma a engajar o Diário de Notícias à cartilha ideológica da direita mais agressiva? Estamos a falar de um jornal com um público-alvo fortemente solidificado (com publicidade ajustada ao mesmo)? Um jornal é feito de jornalistas e de um público que os lê, essas metamorfoses não são assim tão lineares. Não acredito nem um pouco nesse perigo!
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O problema geral da imprensa portuguesa, é a sua falta de credibilidade.
Somos um país com alto indice de iletracia.
Os portugueses ( os poucos que aindam compram jornais) dividem-se entre os que só querem ler as noticias bombasticas, e os que querem ler algo, que os informe do que se vai passando de importante no Mundo.
Infelizmente quem quer informação, e não manipulação vai tendo cada vez menos onde procurar, a direita apoderou-se de tudo o que é imprensa em Portugal, as empresas donas dos jornais, servem-se dos titulos que controlam , para promover os seus negócios , ou para defender os seus candidatos.
A eleição de Cavaco , e este referendo , foram nesse aspecto elucidativas.
O aparecimentos dos jornais gratuitos, tambem não ajuda em nada a imprensa paga.
Por isso a ida do sr. Marcelino para o DN, é algo sem qualquer sentido, Marcelino faz fretes á direita, sabe fazer jornais com as histórias da coxinha, mas não sabe fazer um jornal com laivos de pluralismo como DN tentava ( mais ou menos) ser.
Fazer um Correio da Manha , numero 2 , não vai resultar, fazer um DN ainda mais eufeudado á direita, só lhe vai ainda mais diminuir as tiragens, por isso, e porque o sr. Oliveira não vai querer perder dinheiro, julgo que haverá ali jogadas que ainda não foram reveladas.
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Parece desenhar-se a tendência de fazer do DN “um jornal popular” e alinhado com a direita deste rectângulo, que alguém já disse (creio que foi um articulista do Le Figaro)ser a mais estúpida do mundo.
Sabíamos que o DN não estava em boas mãos, desde que um obscuro empresário do mundo futebol assumiu posse da Lusomundo.
É caso para dizer, estamos cada vez mais entregues à “bicharada”.
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…..e assim se faz Portugal!
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Maria João,
No “Público” parecia ainda mais impossível…
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Será que isto não teve nada a haver com o último referendo?
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Os media cada vez mais imparciais! Ora essa… o DN vai ter mais leitores (finalmente)
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Menos um para a causa da extrema-esquerda em Portugal subentende-se desse comentário… Comprem o Público e ganhem juízo!
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Basicamente o que o Daniel queria era assim uma espécie de “Verdade a que temos direito”, versão 4ª Internacional, para educar a classe operária e essas coisas.
Infelizmente parece que esse tupo de letreiratura, onde se aprendem pérolas como “engajado”, vende menos que o Anti-Dhuring, ao passo que o Marcelino lá conseguiu transformar o seu diário no mais lido e lucrativo do país.
Claro que o povo é burro, dirá o Daniel, porque o povo é sempre burro quando não cobre pela frente e alinha pela esquerda da cartilha.
E é certamente obrigado que o mau povo tem largado a moeda para comprar o CM do Marcelino.
Há que obrigar o povo a ter “cultura” (em português, educá-lo para que pense pela cabeça da inteligentíssima vanguarda revolucionária).
Valha-me Deus….
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Lidador, eu só queria assim alguma variedade e pluralismo informativo., Que, pelo menos, retratasse a variedade e pluralismo que existe na sociedade.
PS: O Correio da Manhã já era o mais lido e lucrativo muito antes de Marcelino ser director. Aliás, com ele baixou as vendas. Não vale a pena inventar.
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Daniel,
a sério que achas que o Marcelino vai fazer do DN “um jornal engajado à cartilha ideológica da direita mais agressiva”?
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Daniel, você vive num país onde há alguma liberdade.
Em vez da retórica desejante, você próprio, que até é uma figura pública e em um certo background e capacidade para polarizar apoios, pode CRIAR essa variedade que deseja.
É só passar das palavras aos actos, da exigência à realização.
Mostre o que vale. Aventure-se no mundo empresarial e avance você mesmo com esse projecto “pluralista”.
No fundo é simples. Se conseguir algo que valha a pena e seja apreciado, as pessoas gostam e compram.
Por exemplo, o que há à esquerda que se compare, em termos de debate intelectual, com a Atlantico?
Nada..apenas demagogia e recitação de cartilhas do contra.
É claro que o “grande capital” e os “poderosos” estão contra, e irão tentar “sabotar” a pureza das intenções do seu projecto, mas no fundo todos sabemos que tudo depende de uma coisa simples:
Fazer com que o cidadão médio ao passar pelo quiosque, goste do que vê e lê e abra a carteira.
E não há “grande capital” que consiga intermediar nesse instante…
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Pois o DN era totalmente imparcial, lá não existia noticias encomendadas do governo, as capas eram totalmente imparciais e o seu director era um tipo com coluna vertebral, nunca se tendo ajoelhado (if you know what I mean) aos pés do pai da nação “leia-se” Mário osares.
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Helena, a julgar pelo que fez no Correio da Manhã e na Sábado, sim, acho.
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Daniel Oliveira está triste e apreensivo com a notícia de que João Marcelino, ex-director do Correio da Manhã, será o novo director do Diário de Notícias. Ter-se-á perdido um jornal de referência para se ganhar mais um jornal engajado à cartilha ideológica da direita mais agressiva, acusa num artigo intitulado “Mais um tablóide, mais um para a causa”.
Para aqueles que não sabem, o termo “tablóide” é um termo de origem inglesa que designa os jornais de folha curta, habitualmente mais sensacionalistas, por contraponto aos tradicionais jornais, mais sérios, e publicados em folha mais extensa. Este termo tornou-se posteriormente, embora de forma um tanto errónea, sinónimo de jornal sensacionalista. Os jornais sensacionalistas caracterizam-se pelo tipo de notícias que publicam, dando destaque muitas vezes a factos referentes à vida pessoal de figuras públicas mas com pouca relevância noticiosa, como por exemplo “ministro dormiu com a amante”. Manifestamente, o “Correio da Manhã” não é um jornal deste tipo. Então porquê, classificá-lo como sensacionalista? Ignorância ou má fé?
Os jornais não são de Direita nem de Esquerda, quando muito, os jornalistas ou restantes membros da redacção podem ser de Direita ou de Esquerda. O Correio da Manhã, em particular, é um jornal muito comezinho. Publica um tipo de notícias específico no qual o leitor comum está interessado: a fábrica que vai fechar lá para o Norte, o assalto na rua do lado, o guindaste que caiu num bairro vizinho, o acidente que fez duas vítimas na auto-estrada. O Correio da Manhã é tão somente um retrato fiel do país. Não é pretensioso e parece completamente alheio a questões políticas. Então o que lhe vale o ódio de Daniel Oliveira e quejandos? A razão é simples: Os “Danieis” têm por hábito dissertar afincadamente sobre as grandes maravilhas que as “Covas da Moura” e o multiculturalismo trazem ao país. Porém, quando se abre o Correio da Manhã, constata-se que essas “Covas da Moura” e esse multiculturalismo são diariamente responsáveis por assaltos, tiroteios, arrastões, tráfico de droga, contrabando e tráfico de armas para ser sucinto. E assim, as convicções dos “Danieis” estão em flagrante contradição com a realidade. Dado que as suas convicções não podem ser alteradas, altere-se ou adultere-se a realidade.
E é aqui que o Diário de Notícias aparece como jornal de referência. Não é por nele termos o privilégio de ler as crónicas desses vultos da análise política que são uma Joana do Amaral Dias, uma Fernanda Câncio ou uma Ana Sá Lopes. Não, artigos de opinião são apenas artigos de opinião e são legítimos em qualquer jornal, por mais disparatadas que as opiniões possam ser. O Diário de Notícias é um jornal de referência porque é um instrumento de propaganda política no qual a propaganda é passada subliminarmente disfarçada sob a capa de notícias. É um jornal de referência porque a jornalista Céu Neves inventa que o relatório do EUCM (1) acusa Portugal de discriminar as minorias no acesso à habitação, o que é falso, mas que serve de pretexto para dar tempo de antena aos seus correligionários “Danieis”. É um jornal de referência porque serve de caixa de ressonância dos dislates da senhora deputada Helena Pinto. É um jornal de referência porque “ensina” aos seus leitores que a elevada votação no Professor Oliveira Salazar no concurso para “Melhor Português de Sempre” se deve a uma vaga de SMSs anónimos postos a circular por perigosos “fássistas”, e por aí diante. Aliás, quando o Daniel Oliveira classifica o DN como jornal de referência, penso que nem é preciso acrescentar mais nada.
(1)- Ler neste blog o artigo “Diário de Mentiras” publicado a 11 de Dezembro de 2006
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Pela primeira vez concordo com uma afirmação do Lidador. Efectivamente na esquerda existe um debate teórico e ideológico paupérrimo, para não dizer outra coisa ( também é quase risível dizer que na direita o debate teórico é enorme, pois tirando o caso da Atlântico e da Nova Cidadania não estou a ver outra publicação que favoreça esse debate). Há que investir nos chamados media alternativos, e em publicações que favoreçam um verdadeiro debate à esquerda. Portugal comparativamente com outros países ( olhemos por exemplo para frança) deixa muito a desejar neste campo.
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Importam-se de me explicar?
DN jornal de referencia?
Refere-se a quê e a quem?
Depreendo pelo teor de alguns comentários, por exlusao de partes que …pelo menos… não se refere ao portugal dos ileteratos e por suposto contrario, aos literatos.
Serão estes as referencias?
Onde se encontram aqueles a que eles proprios se referem não obstante a ileteracia reinante?
Quantas e que mais referencias se podem encontrar nele?
Referencias politicas? economicas? sociais? ideológicas?
Referencia refere-se a quê concretamente?
Importam-se de explicar ao e aos ileteratos deste mundo á beira mar plantado?
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Mas qual jornalismo de referência? FC, ASL e demais grandes repórtes e redactores principais (li a ficha técnica, são esses os títulos que lhes dão)? Desculpe, são mais um exemplo rematado das cumplicidades entre jornalistas e blogers. Escreve-se uma coluna de opinião, põe-se o post no blog, pede-se a um bloger amigo para fazer referência (com a devida contrapartida em devido tempo) e temos um “analista”. Aliás, nos últimos tempos temos assistido a uma série de contratações com base nesse critério. Novos tempos, as mesmas manobras.
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