A Refundação Comunista expulsou Franco Turigliatto, o senador que votou contra a moção do governo.


Sem respostas ao post “Maus hábitos”  

  1. 1 1  José Manuel Faria

    Mau exemplo que o PRC faz, são métodos estalinistas que não fazem sentido num partido que tem várias correntes políticas internas.

  2. 2 2  a.pacheco

    O Excesso de pragmatismo, conduz normalmente ao oportunismo.

    E a única maneira que os oportunistas têm de resolver questões ideológicas, é silenciarem as vozes discordantes.

  3. 3 3  joao teixeira lopes

    Não achas que o teu comentário é minimal, principalmente tendo em conta o teu post altamente ambíguo de defesa (?)da refundação e da sua manutenção no governo prodi? Creio que ganharias com clarificação: deve ou não a refundação sair do Governo?

  4. 4 4  Daniel Oliveira

    Não, não deve.

  5. 5 5  Zellig

    Não deve? Achas que a tomada de posição de Turigliatto não teve razão de ser? Discordas das razões que ele apresentou?

  6. 6 6  kane

    Há dois aspectos a reter:
    - uma coligação circunstancial, onde à partida não houve qualquer plataforma de entendimento numa questão tão sensível e determinante como esta da política em matéria de defesa, parece-me contraproducente. Guerra defensiva ou securitária, é a questão quente que se está a colocar frontalmente a toda a Europa! Blair, em retirada, poderia muito bem dizer o que pensa…
    - os métodos de afastamento de Turigliatto, a fazerem lembrar aqueles do José do Bigode, além de reprováveis, são uma consequência da tal coligação-confusão.

    Neste contexto, e a manter-se tudo como está, não me choca a saída da Refundação deste governo.

  7. 7 7  Daniel Oliveira

    Turigliatto fez um enorme favor à ala direita do governo (seria interessante verificar as razões do voto dos senadores centristas vitalícios), enfraqueceu a posição negocial da Refundação e não conseguiu rigorosamente nada de novo. Suponho que quem se dedica à política mede cada consequência de cada acto seu. O que não impede que eu seja por principio contra soluções disciplinares pare resolver problemas políticos.

  8. 8 8  a.pacheco

    Em Portugal e nos dias de Hoje, não há cá nenhum Zé dos Bigodes, e certos partidos resolvem os seus delitos de opinião com expulsões.

    Sejam eles de direita, ou reclamem-se de esquerda.

  9. 9 9  a.pacheco

    Daniel, esta sua última tirada lembra-me 74 e 75 quando o PCP nos atacava (a chamada esquerda revolucionária) de fazer-mos o jogo da reacção, por apoiar-mos a luta dos trabalhadores em greve, por fazer-mos manifestações contra a presença no Tejo de esquadras da Nato em manobras de provocação,por exigir-mos o castigo exemplar para os pides, e julgamento das figuras mais proeminentes da ditadura.

    È lógico que a situação em Italia não é totalmente igual, mas se a votação de dois senadores da Refundação Comunista que , por uma questão de principios não deram o seu voto, á continuação das forças italianas no Afeganistão, e eram contra o alargamento da base americana em Vicenza, é rotulada de fazer o jogo da direita, olhe que a semelhança com a argumentação do PCP nesses idos de 74 e 75 é muita.

    Será que estar num de coligação governo, é preciso dizer amem a tudo….

    Ou como eu dizia ontem,tem de saber-se onde acaba o pragmatismo e onde começa o oportunismo.

  10. 10 10  Zellig

    A.Pacheco não poderia concordar mais consigo, mas agora quer parecer-me que exista quem está disposto a tudo para ser governo… acho que Turigliatto esteve muito bem, e demonstrou que tem espinha vertebral. Além disso o Berlusconi já veio dizer que apoiava a medida de Prodi, nem dá para perceber quem está com quem, ou dá?
    É como o PS, que é o melhor caminho para ter a direita no poder durante muitos anos, além de arrepiarem caminho nas medidas que nem a direita tem coragem de tomar (e dizem-se socialista). Ou sociais democratas em partidos revolucionários à procura de mediatismo, que à primeira viragemzinha à esquerda do PS saltam do barco…

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