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40 respostas ao post “Melhor Nacional 2008”  

  1. 1 1  Maria das Mercês

    Concordo, o melhor nacional é o NÉLSON… o NESLON será irmão gémeo? Bom Ano!

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  2. 2 2  Daniel Oliveira

    tem de avisar o próprio, já que escreveu mal o seu nome no seu site oficial
    http://www.nelson-evora.com/

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  3. 3 3  A.R.A

    Sem duvida o melhor PORTUGUES do ano.

    O que faziam os puritanos da “raça” Lusitana quando o nosso Luso-Cabo VerdianoCostaMarfinense fez içar a bandeira de todos nós fazendo ecoar A Portuguesa em todo o mundo?

    Grande atleta, grande personalidade e um exemplo para as gerações vindouras.

    P.S- Mas o que é que faz o “Socras” aqui metido?

    Aquele Abraço ao meu conterraneo Nelson Évora
    A.R.A

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  4. 4 4  MP

    Ora então temos José Sócrates em pior e em segundo melhor…interessante.
    O Louçã em terceiro melhor é de gargalhada.
    Por ultimo, quém é a Ana Drago ??

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  5. 5 5  Spartakus

    ( Eu não fiz nada por não considerar aquilo uma vitória nacional. Respeitando o atleta e o pouco que sei do homem, ao que parece, 5 *’s. Mas também nada me diz a selecção dos Decos e Pepes. Sem complexos ou xenofobias ).
    A lista é assustadora.
    Abraço Daniel.

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  6. 6 6  Borda-lo

    Olhando para as possibilidades, o Sócrates até merece a medalha de prata. Quando o Mário “dou-te 5 minutos” Nogueira, o Teixeira off-shores dos Santos e o Manuel “agarrem-me senão fundo um partido” Alegre estão na lista dos melhores, então é porque não há muito por onde escolher…

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  7. 7 7  João

    Não percebi essa de ter escrito mal o nome no site oficial… Nelson Évora e não NeSLon Évora, que é o que está na imagem do arrastão.

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  8. 8 8  Fernando

    O que faziam os puritanos da “raça” Lusitana quando o nosso Luso-Cabo VerdianoCostaMarfinense fez içar a bandeira de todos nós fazendo ecoar A Portuguesa em todo o mundo?

    Não sendo puritano da “raça” Lusitana – mas acusando o toque :) – não fiz grande coisa, foi-me indiferente (sem prejuízo do reconhecimento óbvio pelo esforço e dedicação que a medalha implica e o que representa em termos individuais para o atleta).

    De resto, e como o Spartakus, de forma semelhante ao que se passa com a selecção da FPF.

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  9. 9 9  A.R.A

    SPARTAKUS
    “…não considerar aquilo uma vitória nacional…”

    Então o que fazia o Nelson a chorar como uma criança pela pista tartan agarrado á bandeira nacional?

    Eu amo a minha pátria e todos os seus simbolos adejacentes.

    E o Bruno Alves não é Português, e o Bosingwa, e o Miguel, e o Nani, e o Miguel Fernandes, e o Dany, e……… a sério que não percebo esta relutancia em nos aceitarmos a todos como Portugueses.

    Ok, talvez abra uma excepção para o Deco e o Pepe, que creio tenham enveredado pela selecção nacional para seu proprio proveito de um modo um tanto oportunista mas mesmo em termos de oportunismo deu para os 2 lados, ou não?

    Aquele Abraço
    A.R.A

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  10. 10 10  Daniel Oliveira

    João,

    Tem razão.

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  11. 11 11  tms

    Daniel, já viste que se o Louçã, Jerónimo e Ana Drago aparecessem coligados até ganhavam os Jogos Olímpicos.

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  12. 12 12  tms

    … e não era preciso o Alegre para nada!

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  13. 13 13  Kassette

    MP…

    não saber quem é a Ana Drago… é qualquer coisa de (muito) grave!

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  14. 14 14  j. ricardo - http://www.rescivitas.blogspot.com

    ana quê?…

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  15. 15 15  MP

    Quem é a Ana Drago ?

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  16. 16 16  Spartakus

    A.R.A.:
    Como luso-alemão a questão não faz grande sentido para mim.
    Pode juntar a lista que elaborou.
    Para mim, português, é filho de mãe portuguesa, ou nascido em Portugal de pais portugueses. Alemão idem e por aí. Sem tiques de superioridade ou inferioridade e sem problemas de integração. Agora: sem abdicar de um certo conceito identitário, de raízes, expresso numa palavra que é intraduzível e explicaria melhor o que escrevo: Heimat. ( A herança dos antigos? A terra ancestral, com tudo o que nesse sentido significa ” terra, solo “, nada a ver com Pátria, atenção ), ou com o salazarismo transfigurado do povo multicultural, pluriracial e pluricontinental. Curioso ser a ” esquerda ” a insistir numa bandeira de Salazar. Como eu não aprecio o dito…
    Abraço,

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  17. 17 17  Von

    Mas porque raio a Ana Drago está metida numa lista da melhor personagem nacional do ano?

    Von

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  18. 18 18  cobardolas

    MP, veja lá se sai da sua caverna e tira as pálas dos olhos.

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  19. 19 19  António Cunha

    Quem é a Ana Drago ?

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  20. 20 20  A.R.A

    SPARTAKUS

    Já tive oportunidade de opinar acerca dessa falacia do tal povo multicultural, pluriracial e pluricontinental que apregoava o botas, por isso não me vou repetir tal como o Spartakus e demais insistem em faze-lo.

    Vou, isso sim, realçar o curioso facto de sendo eu filho de pai e mãe lusos dos 5 costados (Pai minhoto e Mãe beira-baixa e eu alfacinha) defender uma bandeira integracionista ao passo que um “estrangeiro” sem “…” terra, solo “, nada a ver com Pátria, atenção )…” erradicado ou nascido em Portugal se procure justificar por um conceito identitario um tanto obtuso para a minha concepção de pertença perante algo, quanto a mim, tão simples como é a aquisição das nacionalidades.

    “…Sem tiques de superioridade ou inferioridade e sem problemas de integração…”

    Superioridade? Mas porque carga de água haveria de se sentir superior? Por ser Luso-Alemão ou por ter sangue Alemão? Bom….enfim

    Inferioridade? É contra esse sentimento que luto, para que imigrantes e sua prole nascida ou não em Portugal, perante a sua escolha, se sintam Portugueses e o sejam na verdade totalmente integrados nos costumes e socialmente, sem nenhum problema de integração.

    “…Curioso ser a ” esquerda ” a insistir numa bandeira de Salazar. Como eu não aprecio o dito…”

    Será que não???

    Aquele Abraço
    A.R.A

    [Responder]

  21. 21 21  Spartakus

    #9,
    Olhe: é com toda a naturalidade ver comer bacalhau na noite de Natal, ( que por sinal detesto ), ou ir comer ganso. Ou a minha miúda não dar beijos, nem à melhor amiga, apenas um aperto de mão. Coisas simples de que se faz a memória histórica onde assentam os laços comunitários essenciais à estrutura de um Povo. Não há Povos superiores mas diferentes e que devem orgulhar-se do seu património e preservar na sua defesa. Isso implica optar pelas diferenças de cada um, com base em respeito e com absoluta harmonia. Sem memória e identidade nacional não vamos a lado nenhum e só abrimos portas, cedo ou tarde, a infernos esquecidos. É a História. E só pode partilhar essa memória quem dela faz parte. Por isso, também, ter muitas reservas em relação ao discurso sobre a integração, difícil de conseguir na Europa mas já não nos USA onde não existe essa reserva de memória ancestral, por exemplo, pelo menos até atingirmos 3ªs ou 4ªs gerações de imigração. Aliás, repare, impérios e civilizações milenares, a chinesa, a japonesa, a persa, têm uma rejeição permanente do outro. Não cultural ou civilazacional mas enquanto aceitação do ” outro ” enquanto um de nós. Enquanto se mantiver o ” outro ” tudo decorre facilmente. Até o diálogo. Dava para estarmos aqui horas e é um tema ” difícil ” para uma caixa de comentários. Até pelos perigos que um argumento ou uma mera palavra mal interpretada pode originar.

    [Responder]

  22. 22 22  Spartakus

    ARA:
    Leste mal. Eu nunca falo em superioridade. Aliás falo para a não defender.
    O resto tu o dizes. Alfacinha, de pai minhoto, mãe beirã. Já estás a assumir o tal sentimento de pertença.
    Um Povo é também a sua Memória.
    Negar isso é abrir a porta aos Le Pen, Haider’s e os que mais vierem.
    Sobre a integração, já tentei dar uma ideia do que me pergunto acima.
    Cuidado. Falta à esquerda ter a coragem de pensar questões como estas.
    Aliás, essa é uma posição simplista. Quem vem quer viver e ficar mas nunca abdicar das suas raízes e valores culturais, muitas vezes completamente opostos a quem acolhe. Mais. Chega a desprezar o teu, o meu mundo. Não vale a pena tapar o sol com a peneira. Não me preocupa que ” adoptem ” ou não os meus valores. Preocupa-me que em nome dos meus valores os combatam e tentem aniquilar, por dentro.

    [Responder]

  23. 23 23  Spartakus

    ( Já agora: antes de ser 50% alemão, lololol, sou saxão. Tás a ver. Como sou do Porto e só depois, etc, etc, etc ).

    [Responder]

  24. 24 24  fado alexandrino

    Xiça, que chatos.
    Ana Drago é na minha modesta opinião a deputada mais bonita desta Assembleia.
    Claro que no Bloco de Esquerda não é a mais bonita, essa é a Joana Amaral Dias.
    Agora escusam de voltar a perguntar.
    Já sabem!

    [Responder]

  25. 25 25  MP

    Fado, muito obrigado. Até que enfim alguém me responde. Pronto já sei que a Ana Drago é deputada e gira.
    Mas agora que já sei que é deputada por que raio é que faz parte da lista de personalidade do ano? Antes preferia o kassettes, mesmo que seja pirata…

    [Responder]

  26. 26 26  João Pedro

    Não restam dívidas que o Nelson é o melhor do ano.
    Não deixo de ficar surpreendido por ver Sócrates tão bem classificado, até fico a pensar que devo ser bastante burro.
    Vê-se mesmo que este é um blog de bloquistas, para a Ana Drago, que não tem nenhuma ideia ou opnião própria, ter tantos votos.
    Já o Louça, merece os votos que tem porque ainda assim é dos que faz melhor figura no parlamento juntamente com o Portas.

    [Responder]

  27. 27 27  fado alexandrino

    Mas agora que já sei que é deputada por que raio é que faz parte da lista de personalidade do ano?

    Não sei.
    Só sei que votei nela.
    Chame-me “marialva” que não me importo.

    [Responder]

  28. 28 28  MP

    “Não sei”. Nem eu. Alguem sabe?
    É que até o ridiculo tem limites…

    [Responder]

  29. 29 29  MP

    Não consigo entender como é que a Mariana Aiveca ficou de fora da lista de personalidades do ano que foi a votos neste blog.
    É dificil de compreender tamanha injustiça…

    [Responder]

  30. 30 30  Antunes

    #25
    De acordo!

    Mas a surpresa foi sem dúvida Jerónimo – tanto como o Louçã no blog do Bloco? Chiça…

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  31. 31 31  Daniel Oliveira

    Antunes, o senhor sabe que eu sei que o senhor sabe…

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  32. 32 32  António Cunha

    A Ana Drago foi eleita porque este ano vai contribuir para a taxa de natalidade, que como sabem entre o pessoal do bloco é muito baixa.

    [Responder]

  33. 33 33  GL

    Recebido de uma amiga e repassado:

    O título do programa é Português Suave. Trata-se de uma repostagem grosseira sobre a imigração de várias nacionalidades, sempre associando a imigração a coisas ruins.
    Parece uma visão do PNR!! É mesmo incível!!
    Foi exibido dia 16/11/2008 e está divido em 4 partes. Sugiro que assita.

    Parte 1: http://br.youtube.com/watch?v=pzKKMhvDdVs

    Parte 2: http://br.youtube.com/watch?v=kI3C7Wc2RDE&feature=related

    Parte 3: http://br.youtube.com/watch?v=PiEPx2gZtsM&feature=related

    Parte 4: http://br.youtube.com/watch?v=fhirgF8d4H8&feature=related

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  34. 34 34  A.R.A

    SPARTAKUS

    Eu estou a ver que tu tás a ver mas…ao contrario!

    O meu sentimento de pertença seria o mesmo se o meu pai fosse de origem africana mas nascido no minho e a minha mãe de origem “saxonica” mas nascida na beira baixa, tás a ver!

    Claro que teria alguns costumes herdados dos meus pais (assim como tu os tens e insistes em passar a tua filha, o que eu até acho bem) mas a minha aculturação seria total apartir do momento em que me inseriria na sociedade do meu país natal a começar pela escola, faculdade, emprego ou até na propria socialização entre pares da mesma faixa étaria, tás a ver!

    O que tu defendes é que abre caminho para gentes como o Le Pen & Comp.

    “…Quem vem quer viver e ficar mas nunca abdicar das suas raízes e valores culturais…”

    Talvez tenha sido isso o que os teus pais fizeram ao chegarem a Portugal e sempre fizeram menção em continuarem estrangeiros na terra que os acolheu, mas isso é um direito que os assiste. Agora o que eu não compreendo é, se tu efectivamente nasceste cá, porque raio te irias sentir pertença de um povo que não é o teu ou se calhar nem nunca conheceste?

    Porquê essa renitência em te deixares aculturar? Afinal és Português ou Alemão?

    “…Preocupa-me que em nome dos meus valores os combatam e tentem aniquilar, por dentro…”

    Há costumes e valores que até nem me importava que aniquilassem tais como a celebre inveja lusitana, o eterno pessimismo ou até a visceral fraca auto-estima que temos mas os costumes e valores não sãO corrompidos pelos imigrantes mas sim pela esteriotipização do modo de vida ocidentalizado.

    Cada vez somos mais iguais aos franceses, ingleses, alemães, norte-americanos, etc, com os mesmos estilos de vida e anseios de ambição mas o que nunca nos irão tirar é o fado (a Marisa é mulata), a tourada (em que até já existe pelo menos 1 forcado preto!), o bom vinho, o gostar de comer boa comida (apesar da ASAE)e por aí adiante.

    Tudo isto é a tão afamada Portugalidade e se negar-mos o acesso a nados nacionais filhos de imigrantes só porque são diferentes com medo de alguma “aniquilação” cultural estamos, aí sim, a criar um fosso racico/cultural em que esses filhos de patria nenhuma se sentiram uns párias no seu proprio país, que os renega obrigando-os a refugiarem-se ou a criarem sub-culturas, tás a ver!

    Mas depois temos deste tipo de retorno, em que com mais ou menos discriminação, ve-mos um atleta de topo e filho de imigrantes a correr emocionado com a bandeira de PORTUGAL, cheio de orgulho pelo seu país e o seu país cheio de orgulho nele. Embora tenha recebido enumeros convites para se treinar e representar equipas estrangeiras (ganhando mais dinheiro,prestigio e competitividade), o Nelson preferiu manter-se por cá …. tirem as hilações que quizerem!

    Aquele Abraço
    A.R.A

    [Responder]

  35. 35 35  Spartakus

    ARA: pescadinha de rabo na boca e se calhar estamos a dizer de maneira diferente coisas iguais com pontos de desacordo na interpretação.
    1. Eu sou mestiço. ( Luso, pai-alemão, mãe ).
    2. Se calhar por meros aspectos insignificantes para ti, sinto-me mais alemão. Vivi lá, ( foi assim que conheci a DDR ), vivi cá, voltei para lá, voltei para cá e penso em regressar de vez a Dresden. Prefiro a cidade, os hábitos, o modelo social, entendo-me melhor com as pessoas, o tipo de vida, tenho saudades de coisas banais: o rio, a neve, os corvos no inverno…a comida italiana…lololol.
    3. Subscrevo o que dizes mas tenho outra leitura. E insisto no ponto de ser preciso tempo para integrar. Até valores. Nossos e estranhos. Por isso faço a destrinça Europa/USA.
    4. Recuso que não exista ou que seja sequer positivo aniquilar um núcleo base de valores, património identitário. Lá volto à Memória.
    5. Continuo a achar que o caminho que defendes, cujo objectivo final será o mesmo que o meu, é outro.
    6. Não conheço NENHUM caboverdiano ou angolano por cá, acredita sou MESMO amigo de muitos até por questões culinárias, lolololol, sério, ou musicais, ( sou obcecado por mornas ), lololol, que queira ser considerado europeu e têm muito orgulho ( o que acho natural ) em serem africanos. Mesmo nascidos cá. Acho normal.
    7. Eu não discuto o que escreves sobre o Nélson. Só não acho que ele seja de facto português. Mas, se calhar, sente mais o País do que muitos. Aceito.
    8. Já disse e repito. Isto é muito complexo e aqui presta-se a muitos equívocos. Ainda temos de falar…lolololol…a minha filha só conheceu Portugal com 7 ou 8 anos. Nunca cá tinha vindo. E ao fim de uns minutos a primeira coisa que disse foi: ” pai, aqui são tão porcos, as ruas tão sujas e gritam tanto “…lolololol.

    Abraço.

    [Responder]

  36. 36 36  Spartakus

    Só outra coisa A.R.A.:
    Os povos, por motivos que não cabem aqui, nem tempo tenho, não são todos iguais. Felizmente.
    Mas há diferenças profundas.
    E são os Povos que fazem as Nações. Diferentes.
    Não por acaso a Alemanha é a terra de Filósofos, Músicos, Escritores, Poetas. Com maiúscula. Até hoje.
    Em Portugal, pois. Em Angola, mais.
    A Grécia foi a Grécia.
    Disto se faz o tal carácter específico de um Povo, também. Nem melhor nem pior. Diferente. Vai à própria emigração portuguesa e constatas que mesmo integrados existe sempre o tal sentimento de grupo. De aproximação entre si. Ou vê uma comunidade bem enraizada na Alemanha. Muito mais que a portuguesa. A turca. Nunca serão alemães. Ou o que entemos por alemães. Mesmo quando os Verdes agora até são liderados por um turco. Lolololol…mas esses entraram em implosão faz tempo e têm morte anunciada. Os Die LInke, bem ” germânicos “, apesar de um nome francês, La Fontaine, são a alternativa que os Verdes quiseram ser e esbanjaram com uma política de compromisso e cedência curiosamente semelhante à do Bloco, por cá.
    Abraço.

    [Responder]

  37. 37 37  A.R.A

    SPARTAKUS

    “…sinto-me mais alemão…”

    Bom assim já compreendo essa relutancia em te sentires português e…… mais baralhado fico com a tua postura de retorica em relação aos imigrantes.

    Mas conhecendo como conheço (e olha que os conheço bastante bem) os alemães, será que alguma vez eles te olharam como um dos seus pares? Muito sinceramente, não creio.

    Falas comparativamente em cultura e cais no erro do óbvio, a Alemanha sempre teve mais população que Portugal daí maior propensão para ter mais “…Filósofos, Músicos, Escritores, Poetas…” mas a tua ignorancia ou o total desprezo pela tua metade lusitana tolda-te grandes nomes de cultura e ciência que por cá foram criados.

    Tu sempre recusaste a aculturação do caos latino em detrimento da organização metódica germanica, não foi? Mas é do caos que tudo nasce e não da fria automatização do raciocinio.

    Eu também detesto tudo no modo de vida germanico, demasiado certinho, sem cinzentos, inflexivel e frio (como o tempo!)embora admire bastante a sua frontalidade, que, para mim, são as suas melhores virtudes, são frontais e directos. Gosto disso!

    “… Recuso que não exista ou que seja sequer positivo aniquilar um núcleo base de valores, património identitário. Lá volto à Memória…”

    Mas tu és a prova viva dessa recusa pois o teu patrimonio identitario é uma terra distante e distinta daquela em que vives. Vives de e para a memoria. Até Berlim é uma amalgama de raças e culturas, repara na selecção nacional germanica, Einstein judeu e germanico, a comida (são doidos por raviolis), etc.

    Todos estes factores culturais exogenos influenciam e entranham-se a medio/longo prazo no tal patrimonio identitario e são vistos como uma mais valia mas isso não significa a morte da Oktoberfest ou qualquer outro simbolo cultural alemão.

    Portanto não vejo aonde é que estamos a dizer de maneira diferente coisas iguais com pontos de desacordo na interpretação.

    De facto, acho que ainda temos mesmo muito que falar.

    Aquele Abraço e bom ano

    A.R.A

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  38. 38 38  Spartakus

    Fazendo contas por alto:
    Mete aí 20 de cá e 20 e tal de lá.
    Problemas de integração, lá? Precisamente o contrário. Aliás, vivo num bairro, ( tenho lá casa permanente ), exclusivamente alemão e onde como sabes, ( Dresden ), infelizmente existe por vezes um ambiente muito pesado. O NPD, sobretudo entre a malta nova, tem de facto muito peso na cidade. Mas isso será outra questão. O que sei é evitar por ser detestável a zona onde os imigrantes se guetizam, portugueses incluídos.
    Depois. Não há uma Berlim. Há muitas. Deves saber isso.
    O que detestas nos alemães, detesto eu nos portugueses. Ficam sempre entre o beija mão arrivista do xicoesperto e uma cobardia de rebanho. Não têm espessura nem solidez. São óptimos trabalhadores? São: se forem bem enquadrados. Este País é uma anedota e a realidade, para mal de quem cá vive, fala por si. Como a AutoEuropa.
    Ao certo já me ri: com essa da pequenez intelectual de Portugal por causa do ” tamanho “. Falta-lhe, outra vez, é ” profundidade “. Haja Benfica e vai tudo bem.
    Os judeus não servem de argumento. Não vejo a Cultura germânica sem, sempre presente, esse acréscimo constante. Aliás, disso falou a Harendt, essa é uma questão recente, como sabes. Até 1936 não se colocava essa dicotomia. Um judeu era um alemão também e ponto final. E, felizmente, aliás.
    O resto fica para outra altura. Ao certo tenho muito orgulho da minha condecoração pela DDR comunista, acho Portugal um projecto de País falhado desde D.Manuel e como já te disse não penso que se possa simplificar: não há um alemão. Há povos alemães. Se conheces a Alemanha sabes que do que falo. Quer física quer cultural e intelectualmente, entre Oeste e Leste há diferenças brutais, como um saxão nada tem a ver com um bávaro ou um peralvilho de Koln.
    Em agenda, fica uma conversa. Lololololol.
    Portugal dá muitos poetinhas mas nunca deu um Filósofo. Está tudo dito. Porque, mesmo em poesia nunca teve um Holderlin, um Rilke, um Novalis, só para chamar a “artilharia pesada”…lolololol.
    Comida italiana, sempre. Eu disse-te em cima. E kebab’s DECENTES…lololololol.
    Abraço e bom Ano, o que já não deve acontecer, aí, cá como lá, mas pelo sim pelo não eu estou a ver se consigo que seja lá. Apesar da minha filhota, com problemas evidentes de integração ( como eu aliás ) no ” modelo português ” gostar de cá viver e torcer sempre por Portugal. Como eu. A excepção é quando é contra a Alemanha. Lolololol.

    [Responder]

  39. 39 39  Spartakus

    Rectificação: Arendt. H de Hannah. É da hora.

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  40. 40 40  A.R.A

    SPARTAKUS

    Sem duvida que não poderia estar mais de acordo com a tua caracterização do ser portugues mas em abono da verdade devo-te afirmar que o contrario da tua caracterização tambem faz parte da realidade socializante lusa. Numa dualidade tal, que quem se der ao trabalho, irá reparar que o ser Portugues é a fiel personificação do Dr. Jekyll e Mr Hyde.

    “…Um judeu era um alemão também e ponto final…”

    Era não, É e eu não poderia estar mais de acordo. Assim como um polaco nascido em solo alemão e por aí adiante incluindo, claro está, os luso-germanicos.

    “…Portugal dá muitos poetinhas mas nunca deu um Filósofo. Está tudo dito…”

    Não quero enveredar pelo caminho das comparações inter-paises pois seria demasiado basico e um sentimento cheio de complexo do fálo, até porque os meus filósofos preferidos são Nietzsche e Marx mas não poderia deixar de mencionar o nosso Agostinho da Silva que embora não esteja em pé de igualdade com os acima referidos, segundo as minhas preferencias, encontra-se no mesmo patamar.

    Miguel Torga, um poetaznho?? Sophia de Mello Breyner, uma poetizazinha? Saramago, um escritorzinho? Pessoa, Camões, Camilo, Garret, Eça, Gil Vicente……………enfim não entremos por aí,ok!

    “…Não há uma Berlim. Há muitas…”

    100% verdade, mas não é menos verdade que nã se sentem menos alemães por isso.

    Vamos ver se nos entendemos:
    Pelo teu exemplo dádo, e muito bem, a tua aculturação á Alemanha, foi muito bem preparada pelos teus pais e isso vê-se na tua afirmação “…vivo num bairro, ( tenho lá casa permanente ), exclusivamente alemão…” . É por isso que te sentes mais alemão porque não te guetizaram, porque nunca te sentiste guetizado e mesmo que fosses olhado de soslaio por alguns dosteues pares mais “puristas” nunca te aprcebeste pois sentiaste e sentes-te alemão.

    No meio de tanto latim que já trocámos esta sempre foi a minha ideia, tás a ver :)

    Aquele Abraço
    A.R.A

    [Responder]

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