Ontem, José Manuel Fernandes conseguiu dar mais um passo inovador no jornalismo português: responder no seu jornal a um texto de opinião de um colaborador no mesmo dia em que ele foi publicado. Assim, quem lesse o texto de Rui Tavares conseguia, na mesma edição, ler a resposta directa de José Manuel Fernandes umas páginas antes. Nunca nenhum director o tinha tentado: aproveitar o facto de ter acesso a um texto de um colunista antes dele sair para lhe responder por antecipação. Ainda assim, Rui Tavares não leva vantagem. Os subscritores do manifesto tiveram o privilegio de ler a resposta ao seu texto ainda antes dos leitores do “Público” saberem da sua existência. No seu desenfreado activismo político, o director promete continuar a inovar. Este jornal de referência, que José Manuel Fernandes insiste em tentar transformar no seu próprio órgão central, é que perde com tanta militância.


28 respostas ao post “Na vanguarda”  

  1. 1 1  SEM

    Não gostava de entrar em polémicas inuteis.
    Acho que é demasiado grave o que se tem andado a passar com o Público, que já foi um jornal de referência plural.

    Mas deixe-me dizer-lhe que sabia bem ouvir
    esta voz nos atropelos constantes ao bom
    jornalismo que a direcção de JMF tem
    implementado, e não apenas quando
    atacam os nossos.

    Este “bizarro” episódio, é retrato de um estilo
    que tem presença diária neste jornal. A sua
    voz faz falta, em todos esses dias.

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  2. 2 2  Zé Povinho

    O Publico é um jornal do mais detestavelmente politicamente correcto que se pode encontrar, devido ao facto de grande parte dos seus jornalistas serem da esquerda caviar/BE. Nunca o compro, mas quando o leio praticamente a unica coisa de jeito que lá encontro são as cronicas da Helena Matos. É ela a minha candidata a substituir o José Manuel Fernandes como directora do Publico. Talvez assim ainda fosse possivel inverter a diminuição progressiva do numero de leitores do Publico, cortando a direito na toleira caviarista que por lá impera.

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  3. 3 3  fado alexandrino

    Não têm conta as vezes em que colunistas e directores de jornais respondem no mesmo dia a críticas feitas por leitores, muitas vezes publicadas apenas por decisão judicial.

    Peço-lhe desculpa mas o seu post está cheio de inverdades, para nao lhe chamar mentiras.
    Acontece que eu assino o Público e posso ler as duas intervenções, o que certamente não está ao alcance de todos o que aqui virão comentar.

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  4. 4 4  Antonio Cunha

    Tem bom remédio o tal Tavares…..

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  5. 5 5  Francisco Crispim

    V. não acerta uma.
    Pelos vistos, preferia que o director do jornal tivesse censurado o artigo do Rui Tavares em vez de lhe responder.
    Abstenho-me de qualificar essa posição, mais própria do Estado Novo e da vergonha televisiva Eixo do Mal (no que não vislumbro distinção, valha a verdade…).

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    Daniel Oliveira Reply:

    Senhor Crispim,

    Preferia que tivesse censurado? Preferia que tivesse feito o que se faz, dia após dia, há décadas: respondido na ediçao seguinte, depois dos leitores terem lido. É o que manda a educação num jornal: responder depois e não antes. Quando não se discorda de um texto que sai no jornal (coisa mais banal do Mundo) as duas possibilidades é ler antes de sair e prevenir ou censurar? Conte-nos mais desse domínio que o senhor Cirspim tem das regras da imprensa.
    Se soubesse o que me apoquentam os seus qualificativos…

    Fado Alexandrino,
    “Não têm conta as vezes em que colunistas e directores de jornais respondem no mesmo dia a críticas feitas por leitores, muitas vezes publicadas apenas por decisão judicial.”
    É verdade, coisa que é não só errada como, no caso de publicação de direito de resposta, ao que julgo, ilegal. Agora passou-se a fazer o mesmo com os próprios colunistas da casa. Qual é a mentira (não sei o que são inverdades)?

    Zé Povinho, se quer fechar o Público acho uma excelente ideia.

    Para quem não percebeu o problema, o comentador Rui Herbon explica, com mais paciência do que eu a alguns comentadores que aqui vêm e são absolutamente incapazes de ter uma opinião sobre um procedimento que não seja determinada pela côr política de quem o tem. Há, também nos jornais, algumas regras de educação no debate. E elas não tão nos termos que se usam, mas no poder do qual não se abusa.

  6. 6 6  joaquim azevedo

    O Público foi o “meu” jornal diário desde o primeiro número, que ainda conservo, até sensivelmente a Outubro de 2008. Daí para cá limito-me a passar-lhe os olhos na net e nunca mais comprei uma edição impressa.
    Parece que não se perde nada.

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  7. 7 7  Rui Herbon

    Independentemente da validade ou justeza do conteúdo do editorial e da coluna de opinião (tudo é criticável, incluindo a própria crítica; e nem costumo ler o Público), o que me parece relevante é o facto de, em termos práticos, a crítica se adiantar ao próprio texto, ou seja: o editorial sobre um artigo que o leitor supostamente devia conhecer, antecede-o. Quer dizer, quando se chega a ler o artigo de opinião de Rui Tavares, fazemo-lo já ensombrados pela pena de José Manuel Fernandes, que, como se sabe, não perdoa a contrários e puxa muito para o primarismo. Podia ter esperado um dia, mas não o fez. (Se o tivesse feito, este comentário não existiria.) Usou as suas prorrogativas para torpedear deslealmente um colaborador do seu próprio jornal. Nesta, como noutras coisas, vai sempre tudo dar a questões de carácter. Ou falta dele.

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  8. 8 8  Sonoluce

    Daniel,

    Faz como eu: deixa de comprar o Público.

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    Daniel Oliveira Reply:

    E compro o quê, Sonoluce? Esse é que é o problema.

  9. 9 9  jafonso

    Hoje li bem quem assina o post e logo não tenho de renovar o meu pedido desculpas. Esta sua crítica, com a qual concordo inteiramente, é mais que justificável.Nas deixe que lhe pergunte, só agora é que lhe chegou o fedor que o público exala? Os camaradas Zé Manel e Maria Helena ainda vão dar muito à “suciedadi”. Mas a propósito, a sua indignação,com a qual também concordo inteiramente, terá ver com o facto de o alvo das habituais pulhices ser agora o Sr. Rui Tavares? Espere que a procissão ainda nem sequer saíu. Aqui da mesa do fundo lhe digo:- Não lhes ligue! Os idiotas continuam a fazer-me sorrir e a alegrar o meu dia. Não me estou a referir a si é claro!

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  10. 10 10  Paulo Alves

    Ó Daniel, não discordando no essencial sobre o que diz do Director do Público, acha mesmo que em relação ao Rui Tavares não se pode dizer o mesmo?
    Há muito que me deixei de interessar pelas crónicas do Tavares, mas sempre notei militância em excesso no cronista. Mas posso estar errado – como referi, já não o leio há muito.

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  11. 11 11  l.rodrigues

    O JMF, na boa tradição neo-con, acredita em ataques preventivos.

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  12. 12 12  fado alexandrino

    Não vou entrar muito nesta discussão, até porque iria acontecer-me o que aqui se critica, ou seja o meu post seria lido e respondido no mesmo espaço temporal que aconteceu ao artigo do deputado europeu.

    Rui Tavares tomou como suas as dores de uma interpretação feita pelo jornal.
    Ou seja ao perguntar (na moda inaugurado pela estrela da esquerda Baptisa-Bastos) onde estavas antes de escreveres o manifesto suscitou uma meia resposta de José Manuel Tavares.
    É um bocado diferente do que ver no meio-editorial uma resposta à crónica de Rui Tavares.
    É falso que o Público não tenha dado o mesmo destaque a ambos os manifestos.
    Um pagou a publicidade, o outro como é de esquerda e acha que tudo deve ser de borla não.
    Mesmo assim fizeram uma hiperligação para o mesmo.

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    Daniel Oliveira Reply:

    Fado, o problema aqui é técnico e não sei como o resolver. Respondo na casa das máquinas para não me perder. Estou a tentar saber como pode a resposta aparecer depois do comentário. Ainda assim, aqui o debate é simultâneo.

    Quanto ao resto, o Público deu primeira página ao manifesto dos 28. E isso não era publicidade, era uma notícia. E no dia do editorial (e até lá) não deu rigorosamente nada sobre o outro manifesto. Nem uma linha para lá do editorial. De resto, mal estaremos quando as notícias para sairem tiverm de ser pagas. Bem sei que esse é o caminho que alguns defendem para o jornalismo, mas espero que pensem qual será o seu resultado.
    Não, no Público em papel não fizeram, até ao dia em que JMF escreveu o seu editorial, nenhuma ligação. O próprio JMF, no seu editorial, limitou-se a referir que estava no online do Público, sem qualquer enderço. Nada mais.

  13. 13 13  Minhoto

    O problema da esquerda caviar com o Público é que apesar de até participar no jornal, não consegue apoderar-se da direcção. Então vêm os ataques pessoais ressabiados e mal-educados com o intuito de o director responder na mesma forma pois aí terá perdido a batalha a qual está a ganhar apesar do desgaste que reconheço que lhe deve causar.
    Começa o estilo barnabeco!
    Ó Daniel o senhor terá esquecido que o Público é privado e o seu director tem uma óptima relação com os chefes? Não é uma instituição pública permeável a politiquices como por exemplo o CES da UC.
    Se quer mudar o director do Público então compre o jornal e faça a sua vontade.

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    Daniel Oliveira Reply:

    Minhoto, eu gostava muito do Público quando era dirigido por Vicente Jorge Silva. Não consta que fosse da esquerda radical. Era um director. Apenas isso.

  14. 14 14  Alberto Pereira

    1. No Público, o problema está a criar raízes estruturais: demasiados jornalistas – em peças jornalísticas e não crónicas – dão opiniões claras sobre a matéria a que aludem, amiúde qualificando/adjectivando os intervenientes (cheguei a ler o adjectivo, se não estou em erro, facínora, referindo-se a um elemento das forças armadas sérvias há alguns anos);

    2. Não tenho dúvidas que estas práticas que se institucionalizam no Público advêm directamente do exemplo dado pela redacção editorial, nomeadamente pelo JMF, que quase diariamente surpreende pelo pior;

    3. Assim, metamorfoseando-se em José António Saraiva (cada vez mais parecido com ele), falta ao JMF um mínimo sentido da realidade e bom senso, o que se repercute, obviamente, nas vendas do jornal em papel. É impressionante a quantidade de leitores da versão impressa que tem perdido o melhor diário português por causa disto. Nem que fosse por uma questão económica, a Sonae fazer um “lay-off” desta redacção editorial;

    A título de curiosidade, deixei de comprar o Público em Agosto do ano que passou, quando fizeram capa com “Surpresa: os nossos alunos já sabem matemática”. Mais um exemplo.
    Por fim, a primeira vez que me lembro de uma posição manifestamente radical e primária do JMF (e desconfio que foi aí que algo correu mal) foi em 2000, durante a 2ª Intifada Palestiniana, depois do incidente em Al-Aqsa.

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  15. 15 15  xatoo

    o Rui Tavares tem talento e o sistema precisa de tipos que “trabalhem” a sua contestação (aparente). Por isso o Público do JMF o aceitou e instituiu de tão bom grado.
    Desde que não abuse na contestação de verdades inconvenientes mas essenciais qpara que se compreenda a “cena por inteiro” (p/e a AlQaeda é uma criação ficticia ou que a FED emite dinheiro falso, a natureza Sionista do poder global no actual trabalho de parto, o Obama que é um mero prisioneiro do negócio do Complexo Industrial-Politico-Militar, que o PS e o PSD são duas faces da mesma moeda, etc) o Rui Tavares fará carreira. Ele e o Fernandes são farinha do mesmo saco de mentiras no tratamento superficial da politica de consumo para massas ignaras.
    Ler o Público é um mero exercicio de divertimento na permanente descoberta de rabos escondidos com o gato de fora. Pagar para ler esse tipo de trampa? não obrigado; por mim resolvi o assunto pedindo o pasquim ao meu amigo do quiosque e devolvendo-o no dia seguinte de manhã como sobra. Inútil

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  16. 16 16  Minhoto

    O Vicente Jorge Silva é uma pessoa que pela qual tenho estima. Tem o inconveniente de ser um político e em Portugal os média não devem ter hipotéticos rabos de palha na sua direcção.

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    Daniel Oliveira Reply:

    Minhoto, não o era na altura e enquanto director do Público foi muito menos do que José Manuel Fernandes. Sem qualquer comparação.

  17. 17 17  Minhoto

    Daniel,
    É a sua opinião.

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  18. 18 18  Henrique Morais

    O melhor e por Boaventura Sousa Santos a dirctor do jornal… Aí sim, as vendas vao disparar.

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  19. 19 19  fado alexandrino

    Estou a tentar saber como pode a resposta aparecer depois do comentário.

    A minha intervenção pretendia apenas mostrar-lhe como às vezes é difícil aplicar a ética.
    Quanto ao resto como já escrevi, nenhum dos manifestos vai resolver coisíssima nenhuma, a não ser afagar o ego dos assinantes.
    No entanto num, parece-me que só há economistas, no outro há de tudo e até um político encartado.
    Ou seja de um lado uma equipa de futebol do outro, jogadores de xadrez, nadadores, caçadores, pescadores e até um historiador para fazer o relato.
    Como o desafio é para meter golos, é bom de ver em quem apostaria.

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  20. 20 20  Francisco Crispim

    A sua prosápia é confrangedora, DO.
    Você anda cheio de si e pensa que o mundo gira à sua volta.
    Nem por um momento lhe ocorre que um comentador do seu blogue pode ter mais conhecimentos e experiência do que V. em matéria de Comunicação Social (e outras)?
    Ora, se fosse…

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  21. 21 21  joaquim azevedo

    xatoo #19, não há no Público um colunista de nome Vilarigues? A que partido pertence o Vilarigues? Será ele “unha com carne” com o Belmiro?

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  22. 22 22  xatoo

    deixa-me rir;
    o Vicente Jorge Silva não era politico?
    não há ninguém com visibilidade nos Media que não seja politico
    http://ofimdademocracia.blogspot.com/

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  1. 1 Está a ser engraçado mas Obama não mora cá « O Sono Luso

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