A propósito de uma iniciativa do PSD que apareceu em 14.º lugar no alinhamento noticioso de uma televisão, Manuela Ferreira Leite considerou que os jornalistas não podem seleccionar as notícias. Hoje conseguiu o pleno. Com as suas bizarras declarações de sobre a suspensão da democracia, não só os jornalistas já têm a selecção feita como conseguirá aparecer nos momentos iniciais de todos os noticiários. Quem sabe à frente das notícias que dão conta do aumento do desemprego e nova revisão em baixa dos indicadores económicos. O PS agradece.

O som da intervenção de MFL pode ser encontrado aqui.


39 respostas ao post “Não devia ser isto que queria, mas foi o que arranjou”  

  1. 1 1  Nom_de_Guerre

    Temos um país sem Governo nem oposição.

    Só falta abolirem o voto em branco.

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  2. 2 2  Contra-Movimento

    Não importam o que eles (PSD e PS) digam ou façam, nas eleições são sempre eles a levar a fatia gorda dos votos.

    Enfim…

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  3. 3 3  Alberto Gomes

    Cada tiro é cada melro!

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  4. 4 4  Xico

    Qualquer pessoa mínimamente inteligente percebeu a ironia das palavras de MFL. O problema é encontrar pessoas inteligentes….
    A senhora, infelizmente para ela, não tem o dom da palavra e o que expressa nem sempre é claramente entendido.
    Agora o que Portugal precisava era de gente inteligente para perceber que os verdadeiros problemas do país não são os fracos dotes oratórios da líder da oposição.
    Para dotes oratórios bastam-nos os do primeiro ministro.!!!!
    O que precisavamos era de obras, planeamento e estratégia. A oratória deixemos para o teatro.
    Fosse a MFL bonita e com grande oratória e seria um Obama de saias, mesmo que ninguém soubesse das suas ideias

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  5. 5 5  Carlos Pires

    Suponho que o facto se serem apenas frases pouco felizes e de não exprimirem de modo nenhum as posições de MFL (nem de qualquer pessoa sensata – sejam quais forem as suas ideias políticas) seja irrelevante.
    Irrelevantes parecem ser também as enormidades do Ministério da Educação:
    Em vez de perguntarem ao Primeiro Ministro como é que pode pretender avaliar os professores de um modo que os levará quase todos a inflacionar as notas dos alunos, os srs. jornalistas espetam o microfone diante sua Exa. para este dizer umas inanidades sobre as grelhas de avaliação serem ou não difíceis de preencher.
    E a ideia inacreditável que o governo nunca quis penalizar as faltas justificadas e que foram as escolas é interpretaram mal e complicaram? Na lei está o contrário preto no branco, mas os srs. jornalistas são incapazes de fazer uma pergunta acutilante sobre isso à ministra e aos secretários de estado…
    Enfim… Relevante mesmo são as pequenas infelicidades da MFL.

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  6. 6 6  fado alexandrino

    Lastimo imenso que o senhor se tenha deixado apanhar na armadilha da pressa e não se tenha dado ao trabalho de ir consultar a fonte, ficando-se pela versão corrigida, aumentada deturpada do Público.
    A versão original e mesmo esta não é a transcrição mas sim parte da frase segue:

    A presidente do PSD falou hoje sobre a dificuldade de reformar certos sectores contra a vontade das classe profissionais, criticando o Executivo de Sócrates por humilhar os professores e os funcionários públicos.

    “Até nem sei se não seria bom estar seis meses sem democracia para por tudo na ordem e depois voltar à democracia”, ironizou Manuela Ferreira Leite, provocando o riso dos que a ouviam hoje.

    Acho que não preciso de acrescentar que quem souber ler a notícia verificará que o pensamento de MFL é exactamente o contrário daquilo que querem que ela tenha dito.
    O jornalismo português aproxima-se perigosamente do nível do esgoto.

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  7. 7 7  Pedro Sales

    Fado Alexandrino,

    Eu não me pronunciei sobre as declarações de MFl, apenas constatei o seu efeito. Estava certo. Em todos os noticiário, exceptuando a TVI, apareceram antes das (deprimentes) notícias sobre o estado da economia nacional.

    E isso, por muitas voltas que se dê, deve-se à inabilidade de Ferreira Leite. Um dirigente partidário tem que perceber, antecipadamente, o efeito que as suas palavras vai ter.

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  8. 8 8  António de Almeida

    -Hoje não se falou de economia e a educação viu reduzido o tempo de antena. Por este andar o governo ainda irá patrocionar as próximas intervenções públicas de MFL, talvez até ofereçam uns Magalhães para sortear na assistência. MFL funciona como um garante da maioria absoluta, Menezes, Santana ou Jardim não fariam melhor. Será esta a boa moeda? a credibilidade?

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  9. 9 9  josé manuel faria

    Pela 1ª vez concordo com o Fado Alexandrino.

    Mas, cuidado, a ironia pode ser suicida.

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  10. 10 10  Manuel Leão

    Paciência…

    A ironia só deve ser usada por quem a sabe manejar. Fora disso é uma arma que pode disparar pela culatra, matando o “artista” que a usou.

    Mas, para além disso, bastava ter-se lembrado do que aconteceu com o golpe de 28 de Maio de 1926. O argumento para esse golpe era mais ou menos semelhante. E viu-se no que deu: – Ditadura Nacional e depois, ao invés da democracia, continuou a ditadura com o nome de Estado Novo. Mais refinada, portanto.

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  11. 11 11  Costa Nunes

    Há tempos, eu levei uma descompostura aqui numa caixa de comentários, porque me indignei por o Daniel Oliveira se ter referido a Sá Fernandes como “reles cidadão” antes de ser Vereador. O Daniel aludiu à minha estupidez (ou pior, não sei…) por não saber distinguir uma ironia.
    E agora?? Quem são a cambada de estúpidos que não percebem uma ironia??

    (não sou, nem nunca fui, eleitor do PSD. Nunca votaria em MFL, mas sei perceber quando uma pessoa está a ser atacada sem razão. E até percebo o “benefício” que possa ser visto nisso. Mas não deixa de ser um método de desvirtuamento da Democracia – mais um, menos um…)

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  12. 12 12  Costa Nunes

    Só para esclarecer: a “ironia” do DO foi proferida no Eixo do Mal.

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  13. 13 13  portela menos 1

    Admiro muito o esforço de Fado…mas, ironia ou não, é um tiro no pé e o PS já aproveitou!

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  14. 14 14  Bang Bang

    O Fado Alexandrino é do mais cómico que se pode encontrar na blogosfera.

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  15. 15 15  José Freixo

    Ahahahah!!!
    A salazarenta nem às eleições chega…

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  16. 16 16  fado alexandrino

    Pedro Sales
    18 Nov 2008 às 21:40

    Visto por esse prisma é claro que o senhor tem razão.
    Mas a verdade é que os jornalistas (e o senhor Bang Bang) não são lá muito inteligentes e daí não conseguirem compreender uma frase mais elaborada e logo desatam a fazer interpretações que são realmente cómicas.
    Deixe-me contar-lhe uma história bem engraçada.
    Um dia nas Cartas do Comendador, Henrique Monteiro resolveu fazer uma entrevista fictícia a Artur Jorge, que como deve calcular era bastante cómica.
    Pois um jornal, creio que foi exactamente o Público não percebeu a ironia (hoje também não) e desatou a fazer tais comentários que o pobre do Artur Jorge teve que vir desmentir aquilo tudo enquanto o Henrique Monteiro se rebolava de gozo.
    Melhor que isto só a história daquele jornalista que numa rádio ficou todo feliz com o aniversário de Madame Curie e dizia ela;
    Hoje na rádio estamos todos de parabéns.
    Nota: Não vi nenhum telejornal e fiquei com pena de não saber a brilhantes análises.

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  17. 17 17  andré

    quem ouve a declaração de MFL não detecta uma gota de ironia.
    “Piadinha” ou não, lá está, quem esfrega as mãos é o Governo, que ganhou um duplo jakpot sem sequer ter feito aposta…

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  18. 18 18  dosolmos-aix

    Gafes desta grandeza só me lembro das do Américo Tomás que os com menos de 40 anos não ouviram mas podem ler (excertos) na Seara Nova para se rirem um pouco. Pior, se possível, só o contra-ataque do PSD à análise do PS pela voz do Alberto Martins: falou usando a figura retórica da ironia!Até poderia ser, mas seria mais requintada se dissesse, por exº:as reformas devem ser feitas pelo partido da oposição com menor representatividade, que usurparia o poder durande 6 meses, voltando depois os do poder legítimo mas já com as reformas em marcha. Pelo menos tinha mais graça.O comentário do LF Meneses(o Sá Carneiro deve andar às voltas na tumba)é benévolo; melhor andaria se disse que, se soubesse, sairia de lá para lhe pregar um bom par de tabefes, mesmo tratando-se de srª.

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  19. 19 19  Henrique Jorge

    Esta questão – na minha maneira de ver – é muito mais do que um lapso num jogo de palavras. A Sra Manuela F Leite já demonstrou por várias vezes que a democracia é apenas algo que ela suporta, porque não pode deixar de ser. E faz isso com a convicção auto-descupabilizante de que a “sua iluminação intelectual” devia dispensar contrapontos chatos.
    Mas não há dúvida que, no momento actual, isto é muito mais do que um tiro no pé. Não sei se ela sobreviverá políticamente a uma calinada destas, embora nós estejamos a viver um momento em que as palavras parece que deixaram de fazer sentido e tudo é re-interpretável para o lado que melhor convém.

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  20. 20 20  fidelito

    Ironia ou não,
    a sua posição de silêncio sobre o que recentemente se passou no parlamento da região autónoma da Madeira, onde há 30 vive-se em ‘ suspensão democrática ‘ por via de um politico ( eleito ) do PSD, dá-lhe todo o direito de ser noticia pela negativa nos media por este discurso enviesado.
    o dias ferreira costuma dizer frequentemente que nao recebe liçoes de democracia de ninguem.
    faz ele bem, a começar pela a mana manela da qual do actual sistema politico e de outros ‘ sistemas ‘nao tem nada a apreender neste capitulo!!!
    vocês sabem do que eu estou a falar…

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  21. 21 21  João Pedro

    Acho que qualquer pessoa concordará que o governante ideal é um ditador benevolente. Tal não existe mas seria o óptimo.

    A frase da srª não devia suscitar interpretações que tem que ver com pôr em causa a democracia. Tal só é feito por quem está de má fé ou então é como um calhau. Infelizmente existem muitos calhaus neste país, o que justifica as palavras do sr Alberto Martins. Se ele julga que ganha votos para o PS ou retira votos ao PSD com declarações daquelas é porque acha que o nosso eleitor médio é burro com um calhau. Se calhar até tem razão.

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  22. 22 22  fado alexandrino

    quem ouve a declaração de MFL não detecta uma gota de ironia.

    Falei com o Peter Sellers através de um médium e ele ficou maravilhado com a sua clarividência para detectar ironias.

    Entre uma gota e outra de um puro malte confessou-me que quando fez de Chance The Gardener (não lhe vou dizer o nome do filme porque não o vai compreender) considerou que foi o seu mais irónico papel sem nunca ter mudado o tom de voz.

    Felizmente o senhor não é director de cinema.

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  23. 23 23  António S. Tomé

    A minha simpatia por Manuela Ferreira Leite (MFL) é igual à que nutro por Mário Nogueira: zero, zero e zero. Mas, neste caso, também penso que ela quis fazer ironia; só que não sabe e não tem jeitinho nenhum para fazer política – é como um peixe fora de água.
    Porém, MFL já tinha obrigação de saber uma coisa óbvia: a comunicação social baba-se com qualquer gafe.
    Pior para ela, para o PSD e, em primeiríssimo lugar, para o país, que não tem alternativa credível a José Sócrates
    O que me chocou, isso sim, foi esta frase: “(…) em democracia, efectivamente, não se pode hostilizar uma classe profissional para de seguida ter a opinião pública contra essa classe profissional e então depois entrar a reformar – porque nessa altura estão eles todos contra”.
    Quem fala assim, de facto, não tem condições nenhumas para ser primeiro-ministro. MFL é uma fraca. Tem medo.
    Por trás daquela imagem firme, encontra-se uma personalidade permeável, alguém sem estrutura mental, nem convicções sólidas, para enfrentar interesses corporativos. O que não é novidade. Basta lembrar o seu incrível recuo na polémica sobre a avaliação dos profes: primeiro aconselhou Sócrates a não ceder e agora já pede a suspensão da avaliação.
    A minha avaliação final: MFL, definitivamente, está chumbada!

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  24. 24 24  Eduardo Lapa

    Cada cavadela, uma minhoca. Estou exausto. A saga da Dona Manuela na presença das formigas terminou hoje. Ver:
    Última hora: morreu a formiga da Dona Manuela.

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  25. 25 25  Zunkruft

    Ironia ou não, a verdade é que esta chata com “cara de quem lhe deve” está constantemente a pôr o pé na poça, a tecer os comentários mais estapafúrdios e a denegrir a imagem dela e do partido que dirige.

    Ironia e ortatória não são importantes para a política? Desde quando? É o elemento #1 que qualquer actor político deve dominar!…

    …Oops, já me esquecia: a MLF, como muito bem diz, não está aqui para ser actriz (nem política, pelos vistos).

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  26. 26 26  Zé do Pipo

    Porque é que diz que o PS agradece?

    Eu vi foi o PS a atirar-se a MFL, não os vi agradecer coisa nenhuma.

    Por algum motivo é…

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  27. 27 27  Jorge

    Costa Nunes

    Este post nãoé do Daniel Oliveira

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  28. 28 28  nuno castro

    O fado alexandrino é um aldrabão descarado (mas isso já todos sabíamos).

    por acaso, a frase com respectiva contextualização reza o seguinte:
    Defendendo a ideia de que não se deve tentar fazer reformas contra as classes profissionais, Manuela Ferreira Leite declarou: “Eu não acredito em reformas, quando se está em democracia…” – fazendo nessa altura uma pausa e deixando a frase por concluir.

    “Quando não se está em democracia é outra conversa, eu digo como é que é e faz-se”, observou em seguida a presidente do PSD, acrescentando: “E até não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia”.

    “Agora, em democracia efectivamente não se pode hostilizar uma classe profissional para de seguida ter a opinião pública contra essa classe profissional e então depois entrar a reformar – porque nessa altura estão eles todos contra. Não é possível fazer uma reforma da justiça sem os juízes, fazer uma reforma da saúde sem os médicos”,

    é da Lusa, não é do avante nem do esquerda net.

    não só é má ironia – contradição insolúvel entre pessoa inteligente (minimamente…) e ironia trapalhona -, como nem sequer parece ser assim tão irónico. como deixa transparecer uma fímbria do que é o pensamento da senhora sobre o Estado de direito e a democracia processual. afinal, não aprendeu ela na escola do Cavaco?
    suponho que o Jardim seria o primeiro a ovacionar tão inspiradas frases.

    a verdade, verdadinha, está escrita por Filipe Menezes: as declarações “raiam o absurdo”. eu diria mesmo mais: são totalmente desinspiradas e revelam muito pouca inteligência.

    foi a isto que o PSD se reduziu?
    ainda bem !

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  29. 29 29  João

    “Agora em democracia efectivamente não se pode hostilizar uma classe profissional para de seguida ter a opinião pública contra essa classe profissional e então depois entrar a reformar – porque nessa altura estão eles todos contra. Não é possível fazer uma reforma da justiça sem os juízes, fazer uma reforma da saúde sem os médicos”.
    Estamos a falar da mesma Manuela Ferreira Leite que foi Ministra da Educação e viu à porta do seu local de trabalho uns quantos milhares de estudantes a manifestarem-se (injustamente, diga-se de passagem) contra o aumento das propinas?
    Ou será esta Manuela Ferreira Leite a mesma que foi Ministra das Finanças e para controlar o crescimento do défice teve de fazer malabarismos com fundos de pensões?
    O mais espantoso em MFL é que parece que se esqueceu já ter sido ministra duas vezes -uma das quais da educação-, que já sentiu na pele as dificuldades de governar a favor ou contra quem quer que seja, que viu outros aproveitarem-se politicamente das manifestações que contra as políticas dela faziam.
    A memória é curta…

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  30. 30 30  fado alexandrino

    O fado alexandrino é um aldrabão descarado (mas isso já todos sabíamos).

    Aproximou-se perigosamente da lei de Benford.
    Aqui e noutros blogs as pessoas com algum sentido crítico já perceberam o real sentido da frase, da frase anterior e da posterior.

    Estou certo que o senhor pela Páscoa também lá vai conseguir chegar.

    A quem apeteça pode ler a crónica de Ferreira Fernandes ou Manuel António Pina .

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  31. 31 31  João

    Fado,
    preocupante é o argumento que Manuela Ferreira Leite faz com a ironia: que seria incapaz de promover qualquer política que fosse contra os interesses das corporações ou sindicatos, independentemente da sua razoabilidade.
    É bom saber que a líder da oposição e potencial primeira-ministra, deixará nas mãos das classes profissionais as decisões sobre o país.

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  32. 32 32  Maria

    23 António S. Tomé
    19 Nov 2008 às 1:28

    “A minha simpatia por Manuela Ferreira Leite (MFL) é igual à que nutro por Mário Nogueira: zero, zero e zero.”

    Entao ja somos dois.
    Essa duas figuras tetricas sao iguais entre si, a ambos faltam; a classe, a cultura e o humor; para ja nao dizer que nao fazem a mais pequena ideia do que e viver em democracia.
    Nao passam de 2 lados da mesma moeda, sao 2 ditadorzecos de pacotilha e nada mais.

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  33. 33 33  nuno castro

    caro Fado

    quando o Ferreira Fernandes aprender a escrever lê-lo-ei com todo o prazer…até lá reservo o meu tempo para actividades mais edificantes.

    mas só não vê quem não quer – subtítulo do famoso “ensaio sobre a cegueira” do prestigiado camarada Saramago. Ferreira Leite tem as qualidades oratórias de um sapo conservado em formol. Já para não falar da convicção com que debita as inanidades – e outras menos inanes, mas mais bárbaras – que nos costuma oferecer lá do alto do palanque.

    e pergunte-se você, caso fosse um membro do Governo a proferir tamanha boutade, que pensaria dela mesmo que esta fosse apresentada como irónica?

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  34. 34 34  fado alexandrino

    João 19 Nov 2008 às 13:12
    Vou esclarecer mais uma vez.
    O que me interessou neste assunto foi a manifesta inabilidade para ouvir e interpretar uma frase quando os analistas, como profissionais de informação deviam estar superiormente preparados.
    E se eles dizem que ela disse o que eles querem que ela tenha dito, então estamos perante um caso de má fé muito preocupante.

    A pessoa em questão (MFL) não me merece qualquer observação.
    Existe, é líder de um partido tanto se me dá que diga isto ou aquilo.
    Não governa e portanto não é perigosa.
    Tenho muito tempo para pensar em quem vou votar.

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  35. 35 35  Manuel Leão

    Fado Alexandrino:

    Para votar, tem realmente todo o tempo … e mais seis meses! (da tal interrupção)

    É curioso que quando eu era novo a expressão “esperar toda a vida e mais seis meses” era muito usada.

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  36. 36 36  Ze de Fare

    Mais surpreendente do que os pensamentos em voz alta da MFL foram os aplausos na sala. Não sei se é percetível, mas houve gente muito interessada na pausa democratica…

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  37. 37 37  Zunkruft

    Fado Alexandrino,

    Não compete ao povo adivinhar a (suposta) entoação das declarações da MFL.
    Ela é que é um peão político devia saber dominar a sua oratória como os restantes, se não quer ser mal interpretada. A História já provou que quem “chegou, viu e venceu” não foram os potenciais bons políticos, mas sim os que têm a arte de dominar a eloquência da palavra.
    E esse não é, de forma alguma, um dom da MLF, definitivamente.

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  38. 38 38  António Mota

    Em http://26-abril.blogspot.com descreve-se como se decidiria sem drama, dentro do próprio partido, a apreciação de um líder que, depois de eleito, eventualmente, deixasse de merecer a confiança dos seus correligionários:

    Documento 3 – Memória descritiva do percurso político (partidário);
    Artigo 5.6 – Destituições passíveis de ocorrerem até 6 meses do próximo acto eleitoral.

    Trata-se do “26 de Abril”, um sistema para garantir a Democracia nos Partidos.

    Parabéns ao vosso Blog pela excelência de conteúdos.

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  39. 39 39  fado alexandrino

    E esse não é, de forma alguma, um dom da MLF, definitivamente.

    Claro.
    Nos tempos actuais só pode ganhar uma eleição quem “passar” bem nas televisões e aqui há um erro de “casting” total.
    Sócrates sabe isso e tornou-se um mestre em gerir este meio.

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