Numa rara demonstração da sua existência, a Autoridade da Concorrência suspendeu a distribuição de bilhetes grátis nos cinemas Lusomundo a todos os clientes da ZON TV Cabo. Num mercado que conheceu 14,8 milhões de espectadores nos primeiros 11 meses de 2008, a Lusomundo preparava-se para oferecer 40 milhões de potenciais bilhetes por ano. Sendo certo que a ideia de ir ao cinema sem pagar é particularmente tentadora, convém lembrar a dimensão reduzida e concentrada do mercado cinematográfico no nosso país. Ao distribuir gratuitamente três vezes mais bilhetes do que o número de espectadores, a Lusomundo não está a realizar uma promoção nem a recorrer a um normal cartão de cliente. Está a inundar o mercado com milhões e milhões de bilhetes à borla, desvalorizando o seu valor e criando as condições para que a concorrência se visse obrigada a encerrar as escassas salas de cinema que ainda não pertencem à Lusomundo. No outro lado da conta acabaria sempre por aparecer a restrição ainda mais evidente dos géneros e cinematografias com acesso à distribuição nas salas de exibição. Compreende-se, por isso, que a Autoridade da Concorrência aponte o “elevado risco de efeitos anticoncorrenciais negativos” desta medida.

Mas nada disso comove a blogosfera liberal. Os mesmos autores que passam os 365 dias do ano a louvar as virtudes do mercado e da concorrência, mobilizam-se agora em peso contra a suspensão de uma “promoção” que rebentava com o mercado e que destruía as réstias de concorrência que a Lusomundo ainda vai encontrando. Está-se mesmo a ver, no dia que só existissem os cinemas desta distribuidora, onde é que ficariam os direitos do tal consumidor. Os nossos liberais são assim. Defendem tão fervorosamente o mercado e a concorrência que nem se importam de, com o seu zelo protector, acabarem a defender a criação de monopólios e o esmagamento da concorrência.


54 respostas ao post “Não há filmes grátis”  

  1. 1 1  Tonibler

    Quem está a dar uma promoção é a Zon TV Cabo, não é a Lusomundo. Por isso é a promoção é apenas para clientes TV Cabo. Coisa que também tive quando, por exemplo, no cartão de crédito do Activobanco 7, quando comprei um cartão jovem há 25 anos, quando me fiz sócio do Sport Lisboa e Benfica, etc… O consumo de serviços de televisão por cabo é pago e por isso esta atitude da autoridade da concorrência só se justifica pela mesma razão pela qual o Paulo Branco papa os subsídios todos do estado português para produzir filmes franceses em língua portuguesa.

    Se a Lusomundo é monopolista, o bom estado social deveria ter-se lembrado disso quando aquilo era tudo da PT porque umas “quantas poucas salas” concorrentes já me parece assunto para a autoridade, ou não? Ou é só quando é um concorrente da PT que passa a ser um problema? Pois é Sales, “socialismos” dá nisto…

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  2. 2 2  Mouzinho

    Pessoalmente não gosto do cinema Lusomundo, mas se o Paulo Branco tem um cartão semelhante, porque raio a Zon não pode ter?

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  3. 3 3  Pedro Sales

    Tonibler

    A ZON e a Lusomundo pertencem ao mesmo grupo económico. É isso que permite esta operação. O mercado do cabo tem um volume de negócios tão superior ao do cinema que, com um pequeno esforço, cativam-se cliente ao MEO e, cereja em cima do bolo, faz-se a vida negra à concorrência da exibição de cinema.

    Mouzinho,

    O cartão da Medeia não tem nada a ver. É um cartão pago, não desvaloriza até ao absurdo o valor facial do cinema.

    Não faço nenhum julgamento de valor sobre as duas empresas. De resto, é bem possível que as práticas comerciais do Paulo Branco sejam bem mais questionáveis do que as da Lusomundo, a começar pelo mau hábito de não pagar a ninguém (conheço um realizado e alguns actores que nunca viram o dinheiro que deveriam ter recebido).

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  4. 4 4  Tonibler

    Sales,

    É igual. Se a Lusomundo é paga pelos bilhetes, como é o caso, não existe nenhum problema de concorrência que não existisse já. Porque o cartão Zon também é pago, como o cartão Medeia.
    A autoridade da concorrência está apenas a fazer o frete à PT, como sempre aliás, porque quando o problema era com a PT Multimédia e a Medeia Filmes só devia ter cinemas com pessoas sentadas em grades de cerveja, nunca houve problemas de concorrência.

    Já agora o facto do Paulo Branco não pagar nem ao fisco, nem aos actores e usar as margens de produção daqueles filme horrorosos para a Medeia Filmes, isso já não é um problema de concorrência?

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  5. 5 5  GL

    A Autoridade da Concorrência agiu bem. Essa promoção é desequilibrada face à concorrência e é anti-liberal e eu diria até, anti-capitalista. E este comentário: “Não se percebe como é que receber um bilhete de cinema gratuito por semana, só por ser cliente Zon, pode lesar o consumidor. O que lesa de certeza é deixar de o receber.” é de uma cegueira ímpar.

    Aplausos para a Autoridade da Concorrência, que defendeu as boas normas comerciais e de mercado.

    Quanto aos “nossos liberais”… tsc, tsc, os nossos liberais adoram uma borla. Devem ser os mesmos que defendem a baixa dos impostos e o fim do défice, em simultâneo.

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  6. 6 6  PJ

    tanta coisa e nem uma palavra sobre o subsídio-dependente do paulo branco que passa a vida de mão estendida.

    claro que isto não desvirtua o mercado. nem isso, nem deixar de pagar impostos.

    como cliente Zon TV Cabo fiquei prejudicado, uma vez que me cancelaram um cartão que me permitia ver filmes sem pagar.

    assim sendo, proponho que todos os clientes Zon TV Cabo boicotem os cinemas do Paulo Branco, pois é isso que farei.

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  7. 7 7  l.rodrigues

    Li há uns tempos que nos estados unidos os distribuidores de filmes não podem possuir salas de cinema. Lá, claro, ninguém ouviu falar em mercados ou concorrência, para arranjarem proibições destas….

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  8. 8 8  Manuel Leão

    Pedro Sales:

    vou transcrever um comentário meu, feito no passado dia 7, no “corta-fitas”, sobre este mesmo assunto:
    « Miguelsomsen:

    Eu também recebi, ontem mesmo, o cartão Zon. Pelos vistos, quando o retirei do envelope, já ele estava “off side”, por decisão do fiscal de linha, isto é, da concorrência. Por outras palavras, tiraram-me o “pão da boca”, mas curiosamente não fiquei aborrecido.

    E porquê?

    Primeiro, porque não gosto de monopólios, mesmo que me ofereçam qualquer coisa. Deve ser genético. Não estou à venda e se, por obra do diabo estivesse (diabo seja surdo), não era com os teóricos 52 bilhetes num ano que me comprariam. Caramba, acho que valho bastante mais.

    Depois, porque desde o tempo em que ainda se chamava King Triplex, foi lá que assisti a grande parte dos melhores filmes que tenho visto e espero continuar a ver. Não porque esteja a defender o Paulo Branco ou a Medeia, mas porque quero manter a minha capacidade de escolha. Não gosto de pensamentos dominantes, nem de cinema dominante.

    Acresce que, apesar do meu pai já ter morrido há quase 48 anos, ainda me lembro do que ele me ensinou sobre a vida. E, sobre isto, dizia:
    Fugir de ofertas generosas quando não se fez nada para as merecer e sem conhecer quem as faz. É que se não pagámos antes, havemos de as pagar depois.
    E eu acrescento: Não há filmes grátis!

    Mas já agora, aguardemos o fluir do resto deste filme. Talvez venha a ser educativo e sirva para tirar lições para outros acontecimentos da vida! Quem sabe?»

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  9. 9 9  milodon

    A contento de gregos e troianos: a Lusomundo dá os ditos bilhetes mas deixa de vender coca cola e pipocas … Vai uma apostinha em como a Lusomundo não aceitava?

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  10. 10 10  GL

    “como cliente Zon TV Cabo fiquei prejudicado, uma vez que me cancelaram um cartão que me permitia ver filmes sem pagar.”

    Não seja egoísta. E os outros, que seriam prejudicados?

    “assim sendo, proponho que todos os clientes Zon TV Cabo boicotem os cinemas do Paulo Branco, pois é isso que farei.”

    Sou cliente Zon TV Cabo e a Zon é minha cliente, nem por isso concordo com o cartão.

    Pq não propõe de uma vez por fogo nos cinemas de Paulo Branco?

    Que absurdo.

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  11. 11 11  GL

    “Li há uns tempos que nos estados unidos os distribuidores de filmes não podem possuir salas de cinema.”

    E as salas de cinema Warner?

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  12. 12 12  GL

    A questão não é essa. Vc não pode querer ganhar clientes num mercado onde a sua margem é maior, fazendo dumping de um produto em outra área onde vc é deficitário. Era muito fácil, ganha clientes e de quebra arrasa e explode com o mercado de exibição. Vende televisão a cabo por um lado e de quebra, arrasa a sala de cinema. Qual é o sentido? é preciso explicar mais o absurdo disto?

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  13. 13 13  olmer

    Porque é que a Zon não aplica isso a todos os cinemas?Ah,pois é,bébé.

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  14. 14 14  PJ

    “Não seja egoísta. E os outros, que seriam prejudicados?”

    que outros? refere-se ao paulo branco? esse prejudica-me 3x: porque não paga impostos; porque recebe subsídios (dinheiro dos impostos que, ao contrário dele, eu pago) para fazer filmes que eu não gosto nem quero ver; porque me fez perder a oportunidade de poder ir ao cinema sem pagar.

    mais: esse senhor antes de ter lançado o media card, lançou o king card. acontece que as pessoas pagavam para ter o cartão que lhes permitia ver filmes mais baratos. isso, porém, não impediu que acontecesse o seguinte: houve um dia que o sr. paulo branco pura e simplesmente cancelou os cartões sem avisar rigorosamente ninguém.

    fomos avisados do facto, quando chegamos à bilheteira e nos disseram que aqueles cartões foram cancelados. abuso de posição dominante? não…

    nos cinemas dele, eu que não ponho lá os pés- boicote!!!!

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  15. 15 15  PJ

    “Devem ser os mesmos que defendem a baixa dos impostos e o fim do défice, em simultâneo.”

    esses não são os liberais. são os comunistas e os gajos do bloco de esquerda.

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  16. 16 16  madalena

    O grande negocio da Lusomundo são as pipocas. Infelizmente têm que passar filmes para as vender e não vão poupar esforços para acabar com as salas aonde o produto não entra…

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  17. 17 17  Contra-Movimento

    PJ – quem defende isso são mesmo os PP’s e os PSD’s.

    A direita liberal é a ala política mais obtusa da actualidade. Não têm pensamento, atitude ou coerência, o bom-senso desta gente perde-se por tantas loas ao mercado livre, esquecendo-se que as pessoas valem mais que o sistema, seja qual for o sistema.

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  18. 18 18  PJ
  19. 19 19  Rafeiro Trauliteiro

    O Sebento queria também era uma promoçãozinha.
    A propósito, o Sebento já pagou ao fisco aquilo que deve?

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  20. 20 20  Spartakus

    O que a PT fez, com a Lusomundo mas não só pela mão do Bava, foi denunciado ( por poucos ) que denunciaram com muito tempo a estratégia em curso. Todos assobiaram para o ar. E calaram. E consentiram. Agora estão preocupados? Onde estavam todos quando avisamos, sózinhos? Não gosto do Branco mas percebo. Azar estar a colher o que todos semearam, mesmo os que agora estão do lado dele. Ainda vai crescer mais, muito mais. A PT é um MONSTRO novo, um quisto na sociedade portuguesa. O tempo o dirá, o mercado talvez funcione. Como no BPN…lolololololol…
    Abraço, bom fim de semana.

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  21. 21 21  jose ricardo

    está bem, está muito bem… Mas… sabe que campanhas deste teor existem desde o mercado municipal, aos telefones (TMN-PT, OPTIMUS-OPTIMUS HOME…), nos carros, nos hipermercados, nos bancos (seguros, etc….) e por aí fora… eu seria um dos contemplados nisto dos bilhetes à borla (ainda consegui ver a nicole no austrália…), mas compreendo o princípio…

    abraço,

    josé ricardo

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  22. 22 22  GL

    PJ,

    Mas porquê só fala no Paulo Branco? Há outros distribuidores. Castello Lopes, UCI, e outros. Leia o meu comentário das 20h18 e vai perceber pq sou contra essa promoção. Quero dizer, vai perceber se quiser. Afinal não lhe convém como cliente Zon.

    E quem defende baixa de impostos e fim do défice são os partidos de direita sim senhor. Os comunistas e o BE defendem outras alarvidades.

    Quanto à promoção que refere, a Lusomundo tem há anos juntamente com o BCP um desconto de 50% a quem apresentar um cartão de crédito deste banco. Nada contra promoções de fidelização, mas esta em especial é lesa-mercado.

    Estou a ver que o seu problema nesta história é querer lixar o Paulo Branco.

    Confirmado: você é mesmo um egoísta.

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  23. 23 23  GL

    “Mas… sabe que campanhas deste teor existem desde o mercado municipal, aos telefones”

    Não, não há. O Sr. está enganado.

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  24. 24 24  LAM

    Tudo balelas. E as prácticas das “entidades reguladoras” mais do mesmo.

    As entidades reguladoras do sector (Anacom e Autoridade da Concorrência) neste sector só intervêm quando em causa está um dos concorrentes. Nenhuma, nenhuminha vez intervêm para proteger o consumidor. Mais uma vez neste caso a intervenção é para equilibrar o poder de um operador sobre o outro. E, mais uma vez, o consumidor sai prejudicado.

    Pedro Sales, a recente intervenção do regulador nesta matéria pode equilibrar a competição na área da distribuição, mas prejudica os consumidores. O mesmo se tem passado no mercado das telecomunicações, com PTs, SONAECOMs etc. A intervenção da regulação tem servido antes de mais para proteger o operador mais fraco mas, por conta disso, os consumidores vêm-se privados da descida de preços.
    E não é tanto quanto isso. Se pensar que os consumidores estão a pagar preços mais altos para financiar o “arranque” da Sonaecom que, desde há doze anos (12!!) não sai da cepa torta.
    E isto promete continuar.

    Porque a concorrência não pode ser só para alguns. Os modestos merceeiros e pequenos talhantes ou o pequeno comércio a retalho. Se estes se têm de haver com grupos mais fortes e com o Belmiro a vender batatas e a dar de brinde uma lata de atum de conserva, porque raio operadores com melhor e mais destacado conhecimento do mercado não podem fazer as suas ofertas?
    Porque raio a “concorrência” em Portugal chega ao Belmiro e tem de parar?
    O mesmo para as queixas do Paulo Branco. O cigano está habituado a que tudo lhe chegue de mão beijada via corredores do poder. Só lhe faz bem descer ao mundo real.
    Repito: nenhuma destas medidas das entidades reguladoras é ou tem em vista o consumidor final. São entidades corporativas que balançam as decisões em função exclusiva dos interesses dos putativos operadores.

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  25. 25 25  Fernando

    Quando há roubos que temos que ser nós a pagar, a culpa é da falta de supervisão. Quando uma supervisão actua em algo, é crime de lesa-mercado hediondo.

    Espero que sufoquem todos nas pipocas.

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  26. 26 26  Ibn Erriq

    Será que os clientes do Paulo Branco são os mesmo da Lusomundo? Será que os clientes dos Nimas ou do King são os mesmos das salas da Lusomundo?

    Posso estar muito enganado mas não me parece que a Zon pretendesse fazer “guerra” no mercado dos cinemas, será que não era na Televisão?

    Compreendo onde Pedro Sales pretende chegar ;-) É um problema da elite “intelectual”. Deixe lá também já fui assim, mas depois curei-me!

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  27. 27 27  João Silas

    Lá se vai o cartão do meu pai. porra

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  28. 28 28  Ana Tavares

    Para quem esteja interessado em dar opiniões com base em argumentos válidos, fica a informação de que o valor dos subsídios, esses malandros, que o Instituto do Cinema e do Audiovisual atribui anualmente a várias produções e/ou co-produções nacionais não vem do orçamento do estado mas sim de uma percentagem das receitas publicitárias das televisões.

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  29. 29 29  quero

    Olha… A mim dava-me um jeito do caraças. Quanto à concorrência, estou-me bem a cagar.

    Já é raro ver filmes alternativos, só a Medeia se vai safando (pouco). Para isso existem, e infelizmente só, os festivais de cinema.

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  30. 30 30  Levy

    “criando as condições para que a concorrência se visse obrigada a encerrar as escassas salas de cinema que ainda não pertencem à Lusomundo.”

    Consultei agora o cartaz de cinema do público, e há lá várias empresas com cinemas. Lusomundo, Castello Lopes, as duas quem têm mais. E depois há a Medeia e UCI, e outras mais pequenas. Não percebo porque diz são poucas as salas de cinema que não pertencem a Lusomundo. Ou a Lusomundo é dona de alguma das outras?
    Aqui em Lisboa, só há Lusomundo em 3 sitios, os piores por sinal para se ir ao cinema: centros comerciais.
    Quem quer ver cinema Europeu vai á Medeia. E não deixará de lá ir por causa de uns bilhetes á borla noutro local.

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  31. 31 31  Levy

    #28 Ana Tavares

    E de onde vem o financiamento do Instituto do Cinema e do Audiovisual propriamente dito?

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  32. 32 32  Luis Melo

    É obvio que é concorrência desleal.
    É aproveitamente da posição que têm…
    Não pode ser.
    Muito bem esteve a autoridade, neste caso.

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  33. 33 33  João Sousa

    Felizmente, se há coisa de que não posso ser acusado é de ser contra o mercado e a livre concorrência. Mas há um pormenor curioso que me chamou a atenção desde o início.

    Isto tem muitos paralelos com casos semelhantes no mundo da informática que foram protagonizados pela Microsoft – e que têm sido punidos. Ora a Zon é liderada por Rodrigo Costa que foi… director da Microsoft Portugal.

    Será que o director da Zon vem trazer para o mercado do audiovisual estratégias que viu na indústria do software?

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  34. 34 34  fado alexandrino

    Está a inundar o mercado com milhões e milhões de bilhetes à borla

    Não é verdade.
    É necessário ser-se cliente da TVCabo para ter acesso ao cartão.

    Sou cliente quer da TVCabo quer do Meo.
    Já não vou ao cinema, estão transformados num pardieiro com pipocas, coca-colas e mal-educados que falam o tempo todo.

    Queria só lembrar que o semanário Sol tinha (não sei se têm deixei de comprar aquele lixo) uma promoção, que pelo preço de capa oferecia um bilhete de cinema.
    Não vi ninguém a reclamar.

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  35. 35 35  Carlos

    Estive a fazer algumas contas simples para tentar descobrir onde raio o Paulo Branco foi buscar os tais 40 milhões de potenciais entradas grátis que ele afirma poderem inundar o mercado nacional. A Zon diz que mandou meio milhão de cartões. Multiplicando esse número pelo máximo de bilhetes de que cada cliente pode usufruir por ano dá 26 milhões.

    Diz nas condições de utilização do cartão que só pode ser usado pelo titular do contrato.

    Paulo Branco diz que quem recebeu o cartão é o tipo de pessoa que vai ao cinema.

    O perfil do consumidor de cinema (embora esteja lentamente a alargar a um público mais velho) diz que este tem sobretudo entre 15-34 anos, reside em centros urbanos e é estudante.

    Um número razoável de pessoas que recebeu o cartão não terá cinema na área de residência. Outros serão pessoas que pela idade, ou estilo de vida , não vão ao cinema. Ou seja, a taxa de redenção da campanha nunca atingirá os níveis anunciados.

    Quando Paulo Branco lançou o King Card em 2005, os restantes exibidores alertaram informalmente contra o facto de este tipo de promoções poder ser prejudicial à área de negócio da exibição. O cartão ainda hoje existe, com outro nome e já sem a benesse de poder ser utilizado nos multiplexes Alvaláxia e Freeport de Alcochete. Custa 5€ mais 15,5€/mês ou 175€/ano. Com ele pode ir todos os dias aos cinemas da Medeia e ver até dois filmes por dia.

    O que se conta dos cinemas de Paulo Branco serem anti-pipoca e defenderem o cinema não-americano não é totalmente verdade. As salas Alvaláxia e Freeport de Alcochete, enquanto lhe pertenceram, tinham pipoca e refrigerante – muito boas as pipocas por sinal – e uma programação idêntica à dos concorrentes Lusomundo, UCI e Castello Lopes.

    Existe um sem número de promoções nas salas portuguesas. Por exemplo, os detentores de cartões de crédito do Millenium BCP na compra de dois bilhetes tinham direito a um deles grátis.

    Os bilhetes gratuitos obtidos via Zon Card podiam não ser totalmente gratuitos. As condições de utilização são muito vagas no que diz respeito a uma tal taxa de emissão a começar a aplicar a partir de certo momento não especificado.

    Via Steed

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  36. 36 36  GL

    LAM dix it: “Porque raio a “concorrência” em Portugal chega ao Belmiro e tem de parar?”

    Mas será assim tão difícil perceber que a promoção da ZON é contra haver concorrência e é contra os interesses dos clientes de cinema?

    É assim tão difícil? Terei de fazer um desenho?

    Parem de olhar só para o umbigo. É uma das razões do país ter tantos problemas.

    [Responder]

  37. 37 37  Mouzinho

    Pedro Sales,

    O cartão zon também é pago, na mensalidade, logo o argumento do gratuito não vale. Aliás é nem mais caro que o do Medeia.

    Ambos sabemos que a subsidiodepêndencia e o apoio do estado não é só para os empresários e para os do RMG, também épara os artistas, e Paulo Branco em certa medida é um artista. Mas os seus cinemas são uma actividade comercial.

    [Responder]

  38. 38 38  m&m

    A Zon resolveu modificar a promoção. Dá 50% de desconto na compra de 2 bilhetes, o que na prática vai dar ao mesmo.

    A Medeia filmes direcciona-se para um nicho diferente da Lusomundo, não acho que vá ficar muito prejudicada.

    [Responder]

  39. 39 39  LAM

    GL,
    ora faça lá um desenho…
    Sem ironias que eu não sou a Drª Ferreira Leite. Faça um desenho em que me mostre que a promoção da Zon é distinta das promoções e “dumpings” que são feitos diariamente por outras empresas. Nomeadamente as empresas que cito, desde a Zon à PT passando pela Sonaecom, Vodafone e afins. Explique-me lá como é que são as promoções do Continente (líder do retalho) associados a promoções da Galp (líder das gasolineiras). Explique-me como é que as operadoras de telemóveis, todas (TMN, Vodafone, Optimus) vendem telemóveis aos seus clientes abaixo do preço de custo. Explique-me porque raio e por alma de quem, os consumidores têm de SUBSIDIAR (o nome é este), operadores que não saiem da cepa torta até que, por fim, tenham percentagem significativa do mercado?

    Porque quando se olha a subsídios já não cola mais falar-se dos “subsídios aos artistas” seja do teatro do cinema ou das artes plásticas. Fale-se dos subsídios, esses chorudos, de que beneficiam essas mega empresas em proveito exclusivo da família que as pariu.

    Vá lá, faça-me um desenho.

    [Responder]

  40. 40 40  Vítor

    A AC saberá o que é a tvcabo? Saberá o que sofrem alguns dos clientes que,como eu, não têm alternativa? Para mim não passa de uma justa indemnização.

    “É que se não pagámos antes, havemos de as pagar depois.”

    Já pagamos antes.

    [Responder]

  41. 41 41  Silvério Salgueiro

    Discussão de alfacinhas, em Santarém só há Castelo Lopes mas tambèm tenho pipocas.

    [Responder]

  42. 42 42  fado alexandrino

    Sobre este assunto e outros ler a saborosa crónica no Diário de Notícias de Alberto Gonçalves

    [Responder]

  43. 43 43  Pedro Morgado

    Caro Pedro,

    Sem querer discordar do conteúdo do post, na verdade os bilhetes de cinema oferecidos pela ZON Cabo eram mesmo potenciais porque aquilo é um bocado estúpido. Em minha casa a net está em nome da minha mãe que vai ao cinema 1 vez de 5 em 5 anos! O bilhete vem em nome dela e é intransmissível…. Logo, não tem qualquer efeito prático.

    Abraço,
    PM

    [Responder]

  44. 44 44  Pedro Morgado

    Ah e o que é chocante é que a autoridade da concorrência tome esta atitude quanto a uns cartões de cinema e que não faça nada relativamente à vergonha que se conhece com os preços dos combustíveis.

    [Responder]

  45. 45 45  GL

    O desenho é o seguinte: dar bilhetes de cinema Lusomundo gratuitos arrasará com os outros exibidores. A Zon faz isso pq como tem prejuízo nos cinemas, pelo menos usa esse canal para angariar clientes em outro negócio, a Tv a Cabo (que diga-se de passagem, compete com o cinema). Ocorre que os outros exibidores não estão no negócio do cabo.
    As consequencias desse cenário são óbvias: inviabilização do negócio de exibição, margens menores e a longo prazo, menos gente (ainda menos do que hoje, esse negócio de salas de cinema anda uma miséria) nas salas de cinema.

    Fique a saber que o Continente não é líder de retalho. O líder do retalho em Portugal é o Lidl (pelo menos assim era antes da compra do Carrefour). Mesmo assim, o “lider” dos hipers fazer uma promoção conjunta com o lider das gasolineiras, não vejo onde possa estar aqui uma situação que lese o mercado. Agora sou eu que lhe peço um desenho. Que eu saiba, estas promoções não praticam dumping, nem são assim tão vantajosas, caso contrário os postos da Galp e os Continentes estariam com filas enormes.

    Vender telemóveis abaixo de custo não é verdade, pagamos os telemóveis no custo das chamadas. E todos os telemóveis oferecidos pressupõem uma fidelização por um, 2 ou mais anos.

    Subsídios a grandes empresas?… esse é outro assunto. Mas qual? Qual a percentagem do Governo no capital da PT, ou da Zon? 10%? Isso é um subsídio?

    Se está a se referir a subsídios a Paulo Branco enquanto artista, isto é outro assunto. Pelo que me consta, o cinema nacional deve muito a Paulo Branco. Se não houvesse Paulo Branco andavam todos a chorar pelo cinema português.

    Já estou farto da DEMAGOGIA “DAS GRANDES EMPRESAS” – depois vai tudo lá comprar, “DOS SUBSIDIOS QUE ELE GANHA E O MEU SOBRINHO NÃO” E DOS “UTENTES” QUE FORAM LESADOS PQ IAM GANHAR UM REBUÇADO E AGORA JÁ NÃO VÃO. Mania da sopa grátis!!

    Se está incomodando com Paulo Branco, vá produzir filmes e solicite um subsídio. Faça alguma coisa pela cultura.

    [Responder]

  46. 46 46  LAM

    Caro GL, desculpe que lhe diga, mas ou desenha mal ou está a fazer o desenho de uma coisa que não está lá.
    Como aborda várias questões vou tentar, repito tentar, fazer-lhe o “boneco” por partes:
    1-Para a ZON o negócio dos cinemas não é o modernamente chamado “cuore bussiness”. O negócio principal da ZON como saberá é a tv por cabo. A Lusomundo veio-lhe no pacote por ter sido anteriormente uma empresa da PT Multimédia. Como tal é legítimo que a ZON use essa empresa (Lusomundo) para potenciar o negócio principal. É a velha história dos merceeiros e dos hipermercados. Não consta que a Autoridade da Concrrência tivesse complacência dos primeiros, os merceeiros, quando deixou instalar hiperes em tudo que é sítio. Acresce a isto que não há concorrência directa entre os públicos do Paulo Branco, com exibições mais dedicadas ao chamado cinema de autor, e a Lusomundo dedicada aos blockbusters. Digamos que não é pelas ofertas da Zon/Lusomundo que o Paulo Branco diminui a afluência às suas salas.
    Se quer que lhe diga, o que o Paulo Branco quer sei eu…

    2-Desculpe que insista mas o Continente, ou melhor o Grupo Sonae Distribuição, sub-holding da Sonae no retalho (que engloba as marcas Continente, Modelo e Bonjour, Worten, Sport Zone, Vobis, MaxMat , etc) é líder destacado do sector. Como verifica, só no mercado alimentar está com 3 marcas. Um exemplo que lhe dou, porque mais parecido do que acontece agora entre Paulo Branco e Zon, é a distribuição gratuita nos hipers Continente do jornal “Público”, à bórliu junto às caixas de pagamento. Pela mesma lógica de Paulo Branco, também os outros jornais, de maior ou menor expansão se poderiam queixar. Porque é evidente que quem vai ao Continente e traz um diário de borla não vai comprar outro jornal no dia.

    3-Sobre telemóveis: em muitas ocasiões, dependendo da necessidade de penetração dos operadores no mercado, não paga os telemóveis pelo seu real valor. Casos há em que a “subsidiarização” dos telemóveis vai aos 60% do seu valor real. Claro que, como dar, dar, dá o relógio horas e o cu peidos, essas campanhas têm em vista a fidelização de clientes. Todas as operadoras o praticam ou praticaram.

    4-Quando falo em empresas subsidiadas não compreendeu o alvo da minha observação. Óbvio também que a participação do Estado na PT não é nada de parecido com o que diz (10% é um número que só pode ser atirado por quem tem completo desconhecimento do que está a falar, desculpe). A participação do Estado na PT é através de uma golden share (creio que de 500 acções, muito abaixo como vê até do número de acções detidas por pequenos investidores) e, na Zon é igual a 0 (zero). Quando falo na subsidiarização de empresas neste ramo refiro-me concreta e obviamente à Sonaecom e às protecções que tem tido por parte da entidade reguladora (Anacom) e Autoridade da Concorrência, que tem impedido que a PT esteja inibida de baixar preços no retalho. Lembro-lhe, se é que sabe alguma coisa sobre isso, que há cerca de 5 anos a PT tentou fazer diluir o valor da “assinatura” em oferta de chamadas aos seus clientes. O que houve foi um protesto imediato da Sonaecom alegando que isso inviabilizaria a sustentabilidade da Sonaecom. Ou seja, andamos (nós consumidores) a pagar telecomunicações mais caras para garantir a sustentabilidade da Sonaecom. Por isso digo que a “concorrência” quando chega aos calcanhares do grupo Sonae (vistos geralmente como paladinos da “concorrência”), pára.

    5-Voltando ao Paulo Branco deixe-me dizer-lhe que fez (ele Paulo Branco) muito mais por ele próprio do que pelo cinema português. Impedindo por exemplo que outros autores se tivessem afirmado a pontos que o cinema português dos últimos 20 anos se reduzam, fora do universo das produções directas de televisões, a Manoel de Oliveira. Autor que, sintomaticamente revelador, acabou por prescindir dos serviços de produção de Paulo Branco. (Sobre isto poderia ir mais longe e explicar-lhe as razões que já vinham muiiiito de traz, mas que só há pouco tempo se fizeram luz no centenário realizador).

    6-Quanto a eu fazer alguma coisa pela cultura digo-lhe que, modestamente tenho feito o que está ao meu alcance e que, umas vezes melhor outras pior, vivo exclusivamente disso.
    Ah! e não sou subsidiado.

    Cumprimentos.

    [Responder]

  47. 47 47  GL

    Ponto 1:”A Lusomundo veio-lhe no pacote por ter sido anteriormente uma empresa da PT Multimédia. Como tal é legítimo que a ZON use essa empresa (Lusomundo) para potenciar o negócio principal.”

    Não, não é legítimo. Está enganado, ou possui uma ideia errada da coisa. A propriedade de um negócio não é suficiente para legitimar dumping. Tanto que a AC vetou.

    “É a velha história dos merceeiros e dos hipermercados.”

    Não se aplica ao assunto em questão. Desculpe que lhe diga, é ingénuo da sua parte que pense assim.

    “Acresce a isto que não há concorrência directa entre os públicos do Paulo Branco, com exibições mais dedicadas ao chamado cinema de autor, e a Lusomundo dedicada aos blockbusters.”

    Isso é teoria e literatura. Eu por exemplo frequento os dois tipos de cinema. Eu e milhares de cinéfilos. Isso é subjectivo não tem nada a ver com a coisa. É uma opinião pessoal sua. O que existe é o mercado de exibição.

    2- “Pela mesma lógica de Paulo Branco, também os outros jornais, de maior ou menor expansão se poderiam queixar.”

    Certíssimo, é um absurdo. Concordo consigo. A AC devia intervir. O Dn e outros deviam reclamar.

    3- “essas campanhas têm em vista a fidelização de clientes. Todas as operadoras o praticam ou praticaram.”

    Pois, são campanhas diferentes onde nada é dado. No caso da campanha da Zon, era dado, destrói valor num mercado para construir em outro. Mata a concorrência que vive de exibição.

    4- “A participação do Estado na PT é através de uma golden share (creio que de 500 acções, muito abaixo”
    Com a CGD pode chegar a 10%. Mas não é relevante para a questão, correcto.

    “Por isso digo que a “concorrência” quando chega aos calcanhares do grupo Sonae (vistos geralmente como paladinos da “concorrência”), pára.”

    Lembro-lhe que a AC não permitiu que a Sonae comprasse a PT.

    5- Não sou defensor de Paulo Branco, apenas acho que aquela promoção, naqueles moldes, destruía mercado.

    Ah, tbm não sou subsidiado, só pago impostos.

    [Responder]

  48. 48 48  LAM

    GL,
    Como vê, nada do que digo na posta anterior é passível de contestação.
    Permita que sublinhe 2 ou 3 coisas:
    1-A CGD é uma empresa pública-EP. A PT é uma empresa privada, SA., cotada nas bolsas de Lisboa, Londres e Nova Iorque. Não confundamos as coisas. A PT depende dos accionistas não depende do Estado.
    2-Na campanha da Zon nada é dado também: depende da subscrição dum serviço vendido pela empresa.
    3- a Autoridade da Concorrência no caso da compra da PT pela Sonae não permite nem deixa de permitir. A sua intervenção é meramente consultiva. O que impediu a compra da PT pela Sonae foram os ACCIONISTAS da PT que votaram contra a OPA lançada pela Sonae. O mercado neste caso funcionou, não foram os “reguladores”.
    4- Aquela promoção, com um bem que é seu (da Zon) não destrui mercado algum ao Paulo Branco. E, caso destrua, o Paulo Branco não tem mais do que encontrar expedientes para contornar a situação. Cos diabos, não pode ser tudo dado ao Paulo Branco. É que qualquer dia ninguém pode oferecer batatas fritas a acompanhar o cachorro quente porque é considerado “concorrência desleal” ao agricultor que planta batatas.
    (nem muito menos palito no fim porque isso então é concorrência à Portucel e ainda entra por aí dentro o Greenpeace e é uma grande bronca…)

    [Responder]

  49. 49 49  GL

    1- quando me referi à CGD foi ao facto de ter acções da PT.

    5- Leia este comentário, sacado de outro blog:

    “There is a new comment on the post “Concorrência”.
    http://blasfemias.net/2009/01/11/concorrencia-2/

    Author: Luis
    Comment:
    Você está a construir um boneco de palha. É óbvio que não é isso que se quer impedir (que se baixe o preço ou que se ganhe quota de mercado). Quer-se impedir que se use um mercado específico para subsidiar outro mercado, vendendo neste último abaixo do custo. O aumento da “concorrência” (que não o é, porque será à custa da destruição do mercado) neste mercado faz-se à custa do aumento do poder de mercado no outro (tv cabo / triple play).

    See all comments on this post here:
    http://blasfemias.net/2009/01/11/concorrencia-2/#comments

    [Responder]

  50. 50 50  miguida

    será que, por comer batatas fritas, quer dizer que não gosto de arroz?
    por ir aos filmes europeus e a outro género de filmes menos comerciais, que o Paulo Branco, com todos os seus defeitos, é praticamente o único que nos mostra, não gosto de ver filmes de acção e outras películas mais comerciais das outras distribuidoras?
    No entanto, se tiver menos dinheiro e me apetecer ir ao cinema, em vez de ir pagar um bilhete aos cinemas do paulinho , posso ceder à tentação de ir “ver bonecos a mexer” de borla. E que terei ganho com isso?
    E mais, é tão óbvia essa mecânica do “dumping” que não percebo como é que alguém não a percebe. E como é que alguém não vê que está a ser comprado com uma droga de um rebuçado que quase sempre é apenas uma ideia e que na verdade nem lhe interessa. Eu também sou da Zon, mas gosto de ir ao cinema que me apetece e não permito que seja a Zon a decidir por mim que hei-de ir além porque é de borla.
    compreendo a preocupação do paulo branco, que ao contrário do que vocês dizem, não obtém os subsídios que quer, e que, com todos os seus defeitos – e são muitos – é, como alguém já disse acima, o maior produtor do cinema português. Sem esse “seboso” (realmente podia cuidar mais do seu ar), seríamos todos mais pobres de cinema português e estaríamos todos mais ignorantes em matéria de cinema não-comercial. (e olhem que ele me deve bastante dinheiro, não falo por simpatia)
    Concordo que a AC devia actuar assim para com outros casos, como o do Público na caixa do hipermercado, por ex.
    E mais, para que é preciso essa conversa toda sobre shares de PTs e Sonaes? Todos sabemos que reina a lei da selva entre todas essas empresas e empórios e que se ninguém lhes puser algum travão (já nem digo cobro) seremos todos chupados até ao tutano e eles limitar-se-ão a deitar os nossos ossos fora. Qualquer travão que se lhes ponha é bem-vindo, e mais a mais, não estamos a falar de coisas incompreensíveis: cinema e televisão são mercados diferentes mas complementares, consumidos da mesma maneira e potencialmente concorrentes.

    [Responder]

  51. 51 51  GL

    “e olhem que ele me deve bastante dinheiro, não falo por simpatia”

    Pelos vistos, essa mentalidade mesquinha veio para ficar.

    [Responder]

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