Acabei de ver o documentário de propaganda à ditadura salazarista, de Jaime Nogueira Pinto. Ainda me custa acreditar que vi isto fora de um tempo de antena do PNR. Este documento de propaganda é um insulto à nossa democracia e à nossa memória. A RTP é um canal público que deve defender os valores do Estado Democrático. Não é nem tem de ser neutral nesta matéria (e neste caso nem isso foi) para garantir audiências. A RTP deve desculpas a todos os que morreram, foram torturados e fugiram do país durante a ditadura.


Sem respostas ao post “Negacionismo”  

  1. 1 1  Morrer no Tua

    Completamente de acordo,Daniel!Desde o inicio que este programa orientou-se para uma entronizaçao do Salazar e uma diabolizaçao do Cunhal,por muitos defeitos que o ex-Sec.Geral do PC tinha.Mas é do Botas que falamos,do ditador,do tipo que nem sequer foi tao genial por aí além.Um homem que odiava os intelectuais,fazia tudo para que saíssem do pais,nao podia ser tao inteligente como o pintaram.E depois era brutal.Nao matou dezenas de milhar como Franco ou Mussolini,mas torturou,prendeu,assassinou Delgado,Bento Gonçalves,entre outros.Uma figura sinistra,que se impos a tudo e a todos:”Está tudo bem assim e nao podia ser de outra forma”…

  2. 2 2  cinecriativa
  3. 3 3  Morrer no Tua

    Completamente de acordo,Daniel!Desde o inicio que este programa orientou-se para uma entronizaçao do Salazar e uma diabolizaçao do Cunhal,por muitos defeitos que o ex-Sec.Geral do PC tinha.Mas é do Botas que falamos,do ditador,do tipo que nem sequer foi tao genial por aí além.Um homem que odiava os intelectuais,fazia tudo para que saíssem do pais,nao podia ser tao inteligente como o pintaram.E depois era brutal.Nao matou dezenas de milhar como Franco ou Mussolini,mas torturou,prendeu,assassinou Delgado,Bento Gonçalves,entre outros.Uma figura sinistra,que se impos a tudo e a todos:”Está tudo bem assim e nao podia ser de outra forma”…

  4. 4 4  Antifascista de Gema

    Apagar a História, Daniel?
    Não estamos, felizmente, em regime estalinista.
    Vi o programa e não achei nada do que dizes.
    Tira as talas dos olhos e deixa-te de sectarismos, pá!

  5. 5 5  José Manuel Faria

    tempo de antena da frente nacional, uma vergonha.

  6. 6 6  J

    Não vi o programa. Também não simpatizo com a personagem.

    Mas sinto em si:

    - uma enorme falta de sentido democrático
    - uma forte vontade totalitária de controlar o que os outros devem / ou não devem pensar.

    A RTP não deveria existir. O Estado não deveria ter órgãos de informação públicos. Muito depressa se transformam em máquinas de divulgação de propaganda ideológica para lavagens cerebrais. Especialmente quando estamos a falar de governos com tendências totalitárias (como aconteceu, por exemplo, em todos os países ex-comunistas).

    Neste caso devo aplaudir a RTP por (a contragosto)permitir que outras pessoas exprimam as suas ideias e por não ter caída no pensamento único politicamente correcto.

    Já vi que se o Daniel estivesse à frente da RTP seria um bom “educador do povo”…

  7. 7 7  Daniel Oliveira

    Engana-se. O que nãoa ceito é documentários históricos que falseam a história e fazem propaganda fascista. Em nenhum país europeu (Alemanha, Itália ou Espanha) tal seria tolerado numa televisão pública. Flogo em saber que “não simpatiza” com a figura.

  8. 8 8  Pedro Nabais

    Que democratas que nós somos ó Daniel… Não há sempre uma face em cada moeda? Tente crescer… Maturidade democrática nunca fez mal a ninguém…

  9. 9 9  Daniel Oliveira

    As duas faces da mesma moeda não são propaganda. Como reagiria a um documentário simpático para Hitler ou Estaline?

  10. 10 10  xatoo

    eu diria mais:
    a RTP continua a ter de pedir desculpa por aqueles que continuam a ser perseguidos e a não ter outra solução senão fugir do país.
    O mal dos nossos comentadores profissionais é que vivem no limbo:
    o que se diz aí pelas ruas é que, se dantes havia 3 mil a roubar, hoje há 300 mil
    e os impostos não chegam para todos, mais para pagar a guerra

  11. 11 11  FT

    Eu também achei indecente. É suposto uma televisão pública de um país democrático educar e não servir causas como o fascismo light daqueles que fizeram batota para eleger o salazar como um dos grandes. Ele é e vai ser durante muito tempo o pai do nosso atraso a todos os níveis.

  12. 12 12  Range-o-Dente

    Abaixo o negacionismo salazarista, viva o negacionismo 9/11.

  13. 13 13  Sinfonia do disparate consonante

    Daniel,
    não se irrite. Salazar não foi um grande ditador. O povo por ele governado aceitou e até gostou. Se fizesse eleições, ganhava-as. Mesmo depois de morto é capaz de as ganhar. A democracia portuguesa não se deve a um forte sentido democrático do povo. Na altura, aquilo que a falsificação histórica chamou uma revolução, não foi muito diferente de um passeio de soldados mal pagos. A maioria do país não fez nada.
    Não foi a democracia que nasceu, foi a ditadura que morreu! Mas ainda assim deixou por cá uns indivíduos muito preocupados com aquilo que a televisão exibe, resquícios de vícios ditatoriais…

  14. 14 14  Sinfonia do disparate consonante

    Daniel,
    na semana passada defendia que as mulheres portuguesas eram suficientemente inteligentes para abortar responsavelmente. Esta semana já defende que os portugueses não são suficientemente inteligentes para ver um elogio de Salazar. O que é que mudou assim tanto? Numa semana o povo português era inteligente, na outra já é estúpido. Porquê?

  15. 15 15  Luis

    A sua visão representa a democracia que eu não quero. Não quero a ditadura da democracia. E há aí um comentário que acertou na mouche: primeiro acha que os portugueses sao inteligentes e cultos, agora já não. Depende do que se pergunta. Como disse, luto para uma democracia que não tem nada a ve com a sua.

  16. 16 16  A. Gonçalves

    A exibição do elogio a Salazar é um óptimo teste à nossa democracia. Se aguentar bem estas cuspidelas, significa que não está tão frágil como às vezes se diz. Ânimo, Daniel!

  17. 17 17  ruce

    o daniel é muito engraçado ,só vê,oque quer,não é meu caro?

  18. 18 18  Licor Beirão

    Infelizmente, por questões laborais, não assisti ao programa. Felizmente, por questões laborais, não assisti ao programa. É que esta lógica propagandística que a RTP decidiu implementar é absurda! Só com acesso a toda a informação possível é que se consegue formar opiniões. Dizendo tudo o que de bom e mau foi feito (apesar de achar que, neste caso específico, bem, nada de bom tenha sido feito). Só com programas isentos que possibilitem a informação total é que as pessoas conseguem decidir em consciência. Imaginem que o referendo da IVG só apresentavam os argumentos do não. Alguma vez o Sim venceria?

  19. 19 19  Carlos Pinto

    Seja bem-vindo à liberdade de expressão! Ou preferia que tivesse havido censura prévia do documentário?

  20. 20 20  Alonso

    Quando é que o Bloco ganha uma eleição para abrir uns campos de concentração para meter os JNP que se atrevem a expressar opiniões diferentes dos daniéis. Estes anacletos sem máscara ficam muito mais giros.

  21. 21 21  Mia

    Completamente de acordo,Daniel!Desde o inicio que este programa orientou-se para uma entronizaçao do Salazar e uma diabolizaçao do Cunhal

    Este comentário é de rir às gargalhadas…. O Cunhal foi omitido da lista inicial meu caro ! E não pense que é a votação que anda viciada. O mesmo inquérito foi feito nalguns dos maiores blogues portugueses, com dezenas de milhares de utilizadores, e surpreendentemente, o Salazar também aí ganhou.

  22. 22 22  a.pacheco

    O Big Brother da RTP , vale o que vale.

    Vejam o programa sobre a vida de Sousa Mendes, essa é a melhor maneira de desmascarar o ditador de Sta. Comba.

    Salazar é e será sempre o idolo dos mediocres, dos que não têm opinião propria, dos que são incapazes de arriscar a vidinha por uma causa.

    Que lhes faça bom proveito, o Portugal De Abril, o Portugal da Liberdade, o Portugal dos cidadãos conscientes, não tem nada a ver com esta opera bufa, em que certos comentadores parecem querer ser os tartufos.

  23. 23 23  jorge a.

    Como é que o Daniel faria então?

    Salazar foi eleito nos 10 mais do programa, como é que faria, proibia a exibição do documentário sobre Salazar… metia alguém que não gosta de Salazar a defendé-lo, por si só, um paradoxo. Limitava a possibilidade de defesa por parte de quem fosse defender Salazar, o que faria?

    Aliás, não vejo onde a RTP aproveitou-se deste facto. Se bem se lembra, quando as votações iniciarams-se, a RTP não decidiu incluir o nome de Salazar na sua lista de recomendações - facto que em muito ajudou a notoriedade que Salazar ganhou entretanto. Também, ontem, decidiram passar o programa sobre Salazar a partir da meia-noite, todos os outros tem começado mais cedo. O que quer o Daniel Oliveira que se faça? Censura? Não o percebo.

    Aliás, é por essas e por outras que Salazar sai reforçado.

    PS: o que o Daniel queria era que se fizesse como no concurso o Pior Português… fabricasse-se o programa de forma a que o vencedor fosse aquele que queriamos, e não aquele cuja votação iria revelar.

  24. 24 24  nikonman

    Ó Daniel, deixe lá isso. Desde 2ª feira que vivemos num País novo. (e as gravações são do antes do 11/2)

  25. 25 25  clark59

    Eu achei que, na óptica do Jaime Nogueira Pinto, o programa estava bem feito. É claro que não falou do Delgado e passou ao de leve pela falta de visão em relação às ex-colónias. Mas 32 anos depois do 25-A acho que o Daniel está com a adrenalina mal dirigida. É por causa de estas e de outras que eu nunca votaria no CDS nem no BE.
    Finalmente, não vejo como é que a RTP poderia escapar a um documentário deste género. Ainda não estamos em Cuba. Tem pena, Daniel?

    PS - De entre os 10 portugueses ‘eleitos’, o único que supostamente não matou (ou mandou matar, ou permitiu que outros matassem, ou com a sua acção enviou outros para a morte) foi o Pessoa. Curioso…

  26. 26 26  Sebastião Dias

    Erradamente, muitos pensam que o juízo sério da ditadura de Salazar só pode ser feita depois de morrer toda a gente que, de alguma forma, esteve associada a este regime. Erradamente, porque esse juízo só pode ser feito de pois de morrer todos aqueles que hoje se gabam, com ou sem verdade, de terem de alguma maneira sofrido pelo regime.

    E, sejamos honestos, muitos gostam de se exibir os seus galões de anti-salazaristas, sejam estes galões verdadeiros ou sonhados.

    Que surpresa têm estas pessoas quando constatam que afinal as pessoaqs acham que Salazar não foi que esles nos querem fazer crer que ele tenha sido.

    São burros, não sabem ler a história, e mes mo que soubessem não queriam.

    O 25 de Abril não foi uma revolução, foi um regime a cair de podre - as revoluções nunca se fazem com flores nos canos das espingardas, fazem-se com balas e muitos ódios e mortes.

    A ditadura Salazarista não foi brutal como a Alemã ou Italiana (o que só por si está longe de constituir um mérito).

    Qualquer morte é sempre uma morte a mais, principalmente quando esta ocorre por motivos políticos. Sabem quantas vítimas de Salazar morreram no Tarrafal? E sabem quantas pessoas morreram vítimas do fascismo e/ou comunismo? Como dizia o Guterres, é só fazer as contas - nem todos as querem fazer.

    Ao contrário do que os comunistas gostam de crer, a fuga de Cunhal de Peniche foi uma encenação (a sua prisão não), com uma grande dose de calculismo: Cunhal era mais perigoso preso, e glorificado, do que solto; foi para a União Soviética, como Salazar preveu, para mais tarde fazer tentar fazer uma democracia portuguesa - à moda soviética.

    (Uma nota curiosa que pouca gente sabe , ou gosta de referir, foi o próprio Marcello Caetano que foi à prisão de Peniche fazer um exame final a Cunhal, tendo-o passado com distinção. Disse que tinha acabado de fazer exame ao aluno mais brilhante que alguma vez tinha conhecido - os facos podem ser facilmente verificados).

    O assassinato de Humberto Delgado executado pela PIDE ocorreu sem a ordem e o conhecimento de Salazar -o que directamente inocenta Salazar deste crime mas, óbviamente, não inocenta o seu regime.

    Dos que criticam Salazar, quantos sabem o que foi a primeira república, o caos em que se encontrava o pais, a sua ingovernabilidade pela precaridade do poder ou descalabro das finanças publicas?

    Pode ser ignorado o papel benéfico que desempenhou Salazar até ao final da segunda grande guerra? Não se lhe reconhece nenhum mérito?

    Depois de Abril, mais de trinta anos tivemos para fazer um pais melhor e do qual nos possamos orgulhar. Acham que temos razões agora para estarmos orgulhosos? Acham que se fez mais pela educação? Pela saúde? Temos melhor justiça hoje? A justiça é um caso paradigmático: quanto tempo se pose estar na prisão sem culpa formada, em POrtugal, em pleno século XXI? Quanto tempo leva para que se faça justiça? Estamos melhor nesse campo?

    E na administração do território? Está o pais em melhores mãos desde que «somos senhores do nosso destino»? E na corrupção?

    Uma parte significativa da classe política e jornalística em Portugal surgiu depois de Salazar e afirmou-se através de Salazar - o «establishment» portiguês. Não é capaz de olhar para a história de uma forma asséptica. Quer, sim, que seja feita a SUA história.

    Portugal foi até há trinta anos a capital de um império colonial riquíssimo, sabia-o Salazar e sabiam-no todos os portugueses. O modelo colonialista português e a sua «mestissagem» é algo que nos devemos orgulhar quando analizamos o contexto da Europa colonialista de então.

    Que influência temos nós no mundo de hoje? Somos mais ou menos de que antes? Faço esta pergunta desapaixonadamente, não sou salazarista: apenas questiono, o que certamente com este concurso fará grande parte dos portugueses neste momento.

    Não sei quem será o melhor dos portugueses, mas tenho algumas ideias sobre quem fará parte dos piores: daqueles que falam, falam, mas que nunca lhes vimos fazer nada… que, infelizmente, abundam.

    Sebastião Dias

  27. 27 27  Sebastião Dias

    POrque não elegem para pior português de sempre Otelo Saraiva de Carvalho? Um perigoso lunático. Um herói por acaso. Depois de ter estado no 25 de Abril emitiu mandatos de captura em branco, condenando à prisão muita gente sem culpa formada. Depois, já no Portugal democrático, em nome de um ideal político - que nem o próprio sabe explicar - arma-se terrorista, faz assaltos, manda assassinar pessoas (inclusivamente um inocente bebé de meses foi vítima das suas acções «revolucionárias»). Esteve preso mas foi indultado por Soares. Hoje, a classe política à esquerda apresenta-o como um herói. Faz palestras em escolas. Aparece ao lado de figuras políticas de relevo em comemorações do 25 de Abril, etc, etc. Otelo é, no entanto, uma vaca sagrada. O revanchismo de esquerda gosta de se esquecer desta personagem porque não sabe olhar para a história. Otelo bate Santana Lopes num breve KO na eleição do pior português de sempre. Não concorda, Daniel?

    Sebastião Dias

  28. 28 28  Pedro Pereira

    Pena que o meu avô tenha sido ASSASSINADO pela PIDE, em frente à sua casa perante a mulher e a minha mãe, apenas porque era sindicalista e distribuia propaganda comunista.

    Enfim, nada de muito importante em prol do “rigor financeiro” e do “amor à pátria”.

    Enfim… nojo e vómitos, muitos vómitos!
    Viva o 25 de Abril, Viva o Portugal livre!

  29. 29 29  Sebastião Dias

    Não posso gostar do Salazar po causa do seu Avô e do meu, que morreu no Tarrafal, na sequência da Revolta da Madeira. Isso não me impede de olhar para a história desapaixonadamente e com um olhar mais crítico. Salazar morreu há 39 anos. Somos donos do nosso destino desde há 33 anos. Ainda bem para si que este é o pais que você quer. Só questiona quem quer e quem tem capacidade para isso. A minha familia já pode fazê-lo, já, felizmente, superou as suas feridas.

  30. 30 30  a vingança do chines

    E se Poltugal tivesse vilado comuna depois do 25 o Cunhal tinha mandado apagal todos os letlatos dos vossos avôs. Mal pol mal antes salazal.

  31. 31 31  P.Costa

    Ó DO, vc tem nojo do Salazar estadista, e isso nem sequer é interessante.
    O que é interessante é que vc admira um outro estadista português que, enquanto Ministro da Justiça fez desaparecer vários processos judiciais pendentes no seu ministério; o mesmo que, em ditadura, publicou uma lei em que, entre outros atentados à liberdade, decretava ser proibido nos funerais levar uma cruz no caixão porque isso “conspurcava o espaço público” O mesmo que disse, no transe dos deslumbrados, que o seu Partido tinha a abrigação de defender o povo, mesmo contra a vontade do próprio povo; o mesmo que desterrou para Goa juízes da comarca de Lisboa que inocentaram um político seu adversário; o mesmo que fez uma lei eleitoral em que proibia as mulheres do votar, bem como os analfabetos, portanto, uma lei eleitoral que só podiam votar cerca de 10% dos portugueses; o mesmo que votou contra a libertação de presos políticos encarcerados alguns havia mais de 2 anos sem acusação nem julgamento. Este estadista português que vc admira chamou-se Afonso Costa, e deste vc não tem nojo, pelo contrário, admira este pequeno tirano frustado.
    Ó DO, como se não bastasse vc ser um farsolas, ainda por cima é um farsolas nabo.
    P.Costa petrusport@hotmail.com

  32. 32 32  Pedro Botelho

    «Negacionismo»? Mas «negacionismo» de quê? Em que raio de religião é que você vive? Então toda a gente havia de ter direito a advogado menos o Botas? Francamente…

    Vá lá, façam as pazes. Mande-lhes uns abraços anti-estalinistas (*)…
    ________________

    (*) Coitado do Estaline, agora parece que é para todos o culpado de tudo, desde as pirâmides de cabeças do Tamerlão até à fixação infantil da Odete, mas ficam essas outras estórias para outro dia.

  33. 33 33  António

    Porra… eles ainda andam por ai,é algo que sempre tive a certeza, mas ao ler estes comments ficou mais reforçada. É mesmo um verdadeiro escarro na face.

  34. 34 34  Luís Lavoura

    Parece-me que o Daniel está a cair na lógica de que há certos conteúdos que a RTP deveria censurar.

    Ora, isso da censura já acabou. Ou já deve ter acabado.

    O sr Jaime Nogueira Pinto é um estudioso que tem lá as suas ideias. Eventualmente cometerá erros, como outros estudiosos. Mas as suas ideias podem ser divulgadas. E estar em confronto com outras ideias.

    A RTP não pode ser uma coisa amorfa, que só transmite ideias consensuais e politicamente corretas.

  35. 35 35  Filipe Melo Sousa

    Então e a liberdade de expressão?

  36. 36 36  CumCatano

    Daniel a democracia e liberdade de expressão é da esq. a dta. ou ainda nâao entendeu!!!.
    Teve uma boa oportunidade de estar calado.

  37. 37 37  Daniel Oliveira

    Luis,

    A RTP não deve censurar nada. Mas foi a RTP que decidiu fazer o concurso assim e convidar alguém para fazer um documentário a elogiar Salazar. Podia ter decidido fazer ela os documentários, com algum rigor. Foi uma opção e é essa opção que eu critico.

  38. 38 38  Como, Sebastião?

    Ó Sebastião, você é um gajo muito compreensivo, pá. Ainda é da familia do São Francisco de Assis?

  39. 39 39  jorge a.

    “A RTP não deve censurar nada. Mas foi a RTP que decidiu fazer o concurso assim e convidar alguém para fazer um documentário a elogiar Salazar. Podia ter decidido fazer ela os documentários, com algum rigor. Foi uma opção e é essa opção que eu critico.”

    Lá está, é a opção Pior Português de Sempre. A RTP criou o concurso com moldes definidos. Só depois é que Salazar foi eleito no top 10. Como Salazar foi eleito, devia-se mudar os moldes do programa. Genial.

  40. 40 40  Joana Lopes

    Também vi o documentário e partilho inteiramente as opiniões do Daniel. Não se trata e respeitar a liberdade de expressão, mas de condenar a lavagem da História.
    Sinto-me tentada a desejar que Salazar ganhe o concurso: tê-lo eleito como o melhor e o pior dos portugueses não seria a melhor maneira de desacreditar a palermice da RTP?

  41. 41 41  Joana Lopes

    Também vi o documentário e partilho inteiramente as opiniões do Daniel. Não se trata de negar a liberdade de exresão mas de condenar a lavagem da História.
    Sinto-me tentada a desejar que Salazar ganhe o concurso: tê-lo eleito como o melhor e como o pior português não seria óptimo para mostrar a palermoce da RTP?

  42. 42 42  Luís Lavoura

    Muitos desses que morreram, foram torturados ou fugiram do país durante a repressão, teriam de bom grado, se alguma vez tivessem chegado ao poder, imposto uma ditadura bem mais feroz do que a de Salazar.

  43. 43 43  Joana Lopes

    Também vi o documentário e partilho inteiramente as opiniões do Daniel. Não se trata de negar a liberdade de expresão, mas de condenar a lavagem da História.
    Sinto-me tentada a desejar que Salazar ganhe este concurso: tê-lo eleito como o melhot e como o pior português não seria bom para desacreditar a palermice da RTP?

  44. 44 44  Luís Lavoura

    Daniel,

    eu não vejo o concurso nem conheço os seus moldes, portanto, estou a falar do que não sei.

    No entanto, parece-me natural que, sendo Salazar, a bem ou a mal, um dos candidatos a “melhor português de sempre”, a RTP encomende a alguém que goste de Salazar um documentário que enaltece esse personagem.

    Certamente que, para compensar, a RTP terá também encomendado a algum bom comunista da velha guarda um documentário sobre Álvaro Cunhal, o qual documentário será também, naturalmente, tendencioso.

  45. 45 45  Miguel Madeira

    “Certamente que, para compensar, a RTP terá também encomendado a algum bom comunista da velha guarda um documentário sobre Álvaro Cunhal”

    Vai ser a Odete Santos a realizadora.

  46. 46 46  Sinfonia do disparate consonante

    Daniel,

    “Podia ter decidido fazer ela os documentários, com algum rigor.”

    Quem é você para falar de rigor? Aldraba a torto e a direito!

    Se quer assim tanto rigor, por que é que não propõe o Pacheco Pereira para fazer o documentário sobre Salazar? Há alguém mais bem preparado do que ele para isso? Ou será que neste caso é o Daniel a dizer: “não é essa a questão”.

  47. 47 47  Sinfonia do disparate consonante

    No comentário anterior onde escrevi “Salazar” deverá ler-se “Álvaro Cunhal”.

  48. 48 48  Lopes

    “PS - De entre os 10 portugueses ‘eleitos’, o único que supostamente não matou (ou mandou matar, ou permitiu que outros matassem, ou com a sua acção enviou outros para a morte) foi o Pessoa. Curioso…”

    Nunca tinha pensado nisto! Grande verdade…

    Parece-me que se está a dar demasiada importância a um programa que elege para os 100 maiores figuras como o RAP (pese embora todo o seu génio), aquele rapaz da novelas da TVI, Pinto da Costa, José Mourinho, Sócrates (aqui divergimos, não é Daniel), Alberto João, Belmiro de Azevedo, Maria do Carmo Seabra (quem?), Vitor Baía, Jorge Sampaio, Irmã Lúcia (?), Ruy de Carvalho, etc..

    O meu primeiro voto foi para o Fernando Nobre, não só por ainda estar vivo (e ainda há Grandes Portugueses vivos), mas também por ter feito, e por ainda fazer, um inigualável serviço de bem nos países africanos…

    Quanto aos documentários… Bem, o objectivo parece-me que é mesmo esse “defender o candidato”! Também acho que a maioria dos Portugueses e Portuguesas (as mesmas que podem abortar por opção) têm capacidade de discernimento para fazer uma avaliação crítica daquilo que ouvem… Não me parece que o documentário sobre Cunhal vá ser muito diferente deste sobre Salazar. As mentiras pulularão em todas as apresentações…

  49. 49 49  Daniel Oliveira

    Há imensa gente mais preparada que Pacheco Pereira (não é sequer a especialidade dele), mas não teria problema nenhum com isso. E acharia ainda melhor que tivesse sido ele (e não Odete Santos) a fazer o de Álvaro Cunhal. Isso seria sério.

    PS: Quer ser mais preciso em relação às minhas aldrabices. Ou era mesmo só para insultar?

  50. 50 50  Duncan

    Não percebo. Tem medo de quê homem? Um dia o povo é esclarecido para votar em favor do sim mas não pode julgar com imparcialidade um qualquer documentário? Guarde lá essas tentações para a censura! Os portugueses sabem bem que entre um ditador como Salazar ou outro como Castro só existe uma barba.
    Muito estúpido é esse medo que tem da opinião que não está conforme com o politicamente correcto.
    Se amanhã fizerem um documentário elogioso sobre o ditador “in the making” Chavez espero que passe em horário nobre para cada um tirar as suas conclusões.

  51. 51 51  Bertha

    Estou 100% de acordo consigo, Daniel.
    A RTP devia era promover os valores da liberdade e da democracia. Estar agora a organizar programas que só promovem o culto da personalidade, ainda por cima arriscando-se a ressuscitar cadáveres como Salazar (ó figura sinistra), isso dispensava-se bem. O Cunhal não defendia valores democráticos, é certo, mas a ditadura que cá tivemos foi fascista e não comunista, por isso não vamos julgá-lo por algo que ele “queria” fazer e não faz. Até parece o “Minority report” do Spielberg.

  52. 52 52  Miguel Madeira

    «PS - De entre os 10 portugueses ‘eleitos’, o único que supostamente não matou (ou mandou matar, ou permitiu que outros matassem, ou com a sua acção enviou outros para a morte) foi o Pessoa. Curioso…”

    Nunca tinha pensado nisto! Grande verdade»

    E o Aristides de Sousa Mendes?

  53. 53 53  Flávio Gonçalves

    Tivesse feito como eu: só ligava a tv para ver dvds e a SIC Comédia, como assassinaram a SIC Comédia já não vejo televisão, assim não perco tempo com esse tipo de coisas.

  54. 54 54  PMDM

    É verdade que Salazar torturou, assassionou, calou, censurou ( entre utras coisas extremamente reprováveis). Agora se esse critério serve para Salazar também tem de servir para todos os outros. Quando Cunhal morreu vários jotnais estrangeiros disseram que tinha morrido o último Estalinista( que também não era lá grande pessoa), todos os reis que estão em concurso eram absolutistas, controlavam a justiça e a sua aplicação e pelo que eu me lembro ela não era muito “justa”. Mesmo os navegadores aplicavam medidas dentro dos barcos que seriam concerteza consideradas tortura. Se queremos aplicar os mesmos critérios a todos sobrava o Aristides,o Pessoa e o Camões

  55. 55 55  Max Mortner

    Caro Oliveira, a RTP deve ser neutral?
    -Deve.
    -Mas e se aparecer alguém a defender o Salazar?
    -Nesse caso não deve.
    -Mas não estamos numa democracia?
    -Estamos.
    -E um cidadão pode opinar livremente em democracia?
    -Pode.
    -E se for para defender o Salazar?
    -Nesse caso não pode.

    Max Mortner

    PS:Qualquer semelhança com os diálogos do professor Marcelo no site assimnao.org é pura coincidência.

  56. 56 56  João Pedro

    O programa não era negacionista e Nogueira Pinto não deixou de falar nas torturas, no Tarrafal e nas prisões políticas. Mas há parte algumas pequenas parcialidades (normal, já que se tratava de certa forma da defesa da personagem), o programa estava muito bem feito, com o devido afastamento e simultaneamente com o conhecimento devido. Se o Daniel não distingue a figura histórica do ditador (que não era fascista, por mais que o digam), então é porque o Daniel quer atribuír um cunho ideológico ao regime, que por via disso, deixaria de ser democrático.

  57. 57 57  J

    O Daniel é um grande defensor da liberdade de expressão, mas apenas desde que os pensamentos expressos coincidam com os seus.

    Que grande coerência. Que grande tolerância.

  58. 58 58  Pedro

    E quando for o Cunhal será tempo de antena de quem? Isto apenas existe por causa do equilíbrio democrático, ou será que a esquerda sente uma séria dificuldade em compreender essa parte da democracia?

  59. 59 59  Sebastião DIas

    À conta da negação do que foi a história, da sua censura e, consequentemente, do seu esquecimento há cada vez mais grupos neonazis na Alemanha, movimentos de extrema-direita em França, teses de doutoramento incidindo sobra a negação do holocausto. Não se trata de defender Salazar, trata-se de olhar para a história com um olhar sério e não de forma parcial, como muitos defendem.

  60. 60 60  Morrer na Praia e no Tua

    O que está aqui em causa,fundamentalmente é a apologia do fascismo feita por um individuo da extrema-direita,sem que tenha havido qualquer triagem.Nao se trata de censura,trata-se de tratar com cuidado a abordagem de uma figura muito polemica da Historia Contemporanea,um homem que despertou muitos odios e paixoes,um homem responsavel pelo sofrimento de geraçoes inteiras de portugueses,responsavel pelo atraso deste pais,enfim por tudo aquilo que ja foi dito até exaustao.O que se trata é de tratar as coisas com pinças,aquilo que passa na televisao do Estado,paga por todos nós,e como disse e muito bem o lucido Daniel Oliveira,em qualquer país europeu onde houve ditaduras,um programa com aquele teor nao passaria,onde entao,a ser emitido,era capaz de despoletar uma enorme onda de protestos.É SÓ ISSSO,NAO SE TRATA DE SER DEMOCRATA,OU CENSOR E OUTROS DISPARATES QUE PARA AQUI SE LEEM.PERIOD!

  61. 61 61  Sinfonia do disparate consonante

    Daniel,
    em relação à aldrabice pesquise no seu blogue palavras como “aldrabão”, “aldrabice”,”mentiroso”, “errado”, “mentira”, “censura”, “credibilidade”, “desonesto”, “desonestidade”, “populismo”, “popularucho” ou expressões como “falta de rigor”, “pouca seriedade”, “censurou o meu comentário”, “desonestidade intelectual” etc.

    Algumas vezes essas palavras são-lhe dirigidas a si. Umas vezes com fundamento, outras sem fundamento. Junte as ocorrências bem fundamentadas e pense por si! Encontrará nessas ocorrências matéria suficiente para perceber que não estou a insultá-lo.

    Quando falo da sua “aldrabice”, falo sobretudo da sua frequente falta de rigor, da sua progressiva perda de credibilidade. Você lida muito mal com as fontes e tem uma séria aversão a tudo o que seja “interpretação” (disse-o na televisão). Talvez por isso, frequentemente e sem intenção faça tão más interpretações dos textos que cita. Julgo que não mente deliberadamente, que não é desonesto; aldraba apenas na medida em que é pouco rigoroso e interpreta mal o que lê. Se quiser perceber melhor por que motivos tudo isso me chateia procure as minhas intervenções ao longo do blogue.

    É possível que alguma vez tenha falhado nas críticas que lhe fiz. Posso algumas vezes ter sido injusto ou excessivamente duro. Se o fiz, lamento e peço-lhe desculpa. Igualmente fiz-lhe alguns elogios. Procurei não ser leviano nem nas críticas, nem nos elogios.

    Julgo que, ainda antes de o João Miranda ter detectado no blasfémias a sua incoerência em relação à inteligência das mulheres quando se trata de abortar e à falta de inteligência dos espectadores da RTP quando se trata de ver um documentário, já eu o tinha feito algures por aqui. Esse tipo de incoerência parece-me uma forma de aldrabice, de leviandade, de falta de rigor. Por que motivo, no seu entender, muda tanto a inteligência dos portugueses numa só semana? O que pensa desta assunto? Não compreende este tipo de coisas como uma aldrabice, incoerência, falta de rigor ou pensamento bem estruturado? Julga que por o chamar a atenção destas coisas o estou a tentar insultar?

  62. 62 62  a.pacheco

    Luis Lavoura , cada um fala por si.

    Como o amigo certamente pela idade, ou sei lá pela cobardia, NUNCA deve ter tomado á época posições contra a ditadura, pode hoje falar de cátedra.

    Tenha tento homem, muitos homens e mulheres, expulsos das faculdades, expulsos da função publica, presos, torturados , tinham como único objectivo um Portugal mais democrático, e livre.

    Conspurcar a sua memória, e sobretudo a sua luta, diz bem da dimensão humana e de cidadania, daquele que por aqui se assina Luis Lavoura.

  63. 63 63  shark

    Vale a pena vir aqui só pelo prazer de ver malta que se diz próxima de Salazar a defender com unhas e dentes a liberdade de expressão.
    É o contágio democrático em todo o seu esplendor…

  64. 64 64  concordas com a depenalização da linguagem tasqueira até aos 100 anos e dita em tascas

    vota sim

  65. 65 65  PM

    O Danielzinho ainda tem sonhos húmidos com o PNR? Deixe-se lá de disso e faça-se um homem, porra.

  66. 66 66  RMFC

    Acho muito estranho, tanto dizer mal de Salazar. Se Salazar chego ao 10 finalistas, e porque grande parte do povo votou nele, ou será que estou enganado, porque tanto alarido, mais, Sr.Daniel, o país não é só Lisboa e Porto, não sei se ja se tinha aprecebido disso, logo talvez as pessoas do interior, tenham votado no D. Oliveira Salazar,e até mesmo dessas mesmas cidades, agora dizer que não se devia fazer o documentario sobre Salazar, porque põe causa os valores da democracia, caro Sr, quem não deve não teme, ou será que a sua dita democracia, não é afinal grande coisa, e tem medo que as pessoas agora possam fazer uma analise melhor entre os dois sistemas e escolher o de Dr. Salazar.
    Sabe a história tem de ser contado como ela foi e não com os riquintes de malvadez, que sai da boca da escoria esquerdista, como é habitual, e mais como pode você vir para aqui dizer mal de um Regime, sem sequer o ter vivido, pois não era nascido, baseia-se em que factos? Só no dos com requintes de mal, e porque não fala do que fez de bom, não lhe interessa, não é verdade?
    Sabe nenhum regime e perfeito, o democratico, muito menos, se calhar o mais imperfeito, que permite desde o aumento da criminalidade, branqueamento de capitais, corrupção a nivel dos poderes do estado (constantemente), aumento da toxicodependencia (um claro país mais livre, e aqui temos os homens e mulhres de amanhã) Cometem-se cada vez crimes mais horrendos, sabe-se la de onde será que ocorrem essas ideias (porpaganda a mais do sistema democratico), o dito sistema democratico, (que democratico só tem o nome), serve para eleger candidatos de partidos politicos, ora nós sabemos como funcionam os partidos, como por exemplo o que se tem de fazer para la chegar a cima, fazem de tudo para se esmagarem uns aos outros, para la chegar. Efim
    Para não falar nas vidinhas futeis, e parasitantes que andam os jovens portugueses, que só se preocupam com “Morangos e Açucar”, noitadas até sabe la quando, e os pais a pagarem, para eles não fazerem a ponta de um corno, são mesquinhos, egoistas, egocentricos, atrasados culturalmente, não passam de bando de coisas amorfas, os jovens que o sistema está a criar.

    Bom para terminar, você falam muito que Salazar atrasou o País, mas quando Salazar foi para o governo o país ja vinha atrasado, e AGORA COMPARE, O QUE FEZ SALAZAR DESDE 1932 ( E LEMBRE-SE QUE O PAÍS ESTAVA NA PENURIA NÃO TINHA NADA, NEM MESMO ESTRADAS),E O QUE FEZ O DITO SISTEMA DEMOCRATICO NOS EU 32 ANOS DE DECOMCRACIA, AH NÃO VALE O DINHEIRO QUE VEIO DA UNIÃO EUROPEIA, POIS SALAZAR O QUE FEZ FOI COM DINHEIRO SOMENTE PORTUGUES.

  67. 67 67  Quintanilha

    1931 - O estudante Branco é morto pela PSP, durante uma manifestação no Porto;

    1932 - Armando Ramos, jovem, é morto em consequência de espancamentos; Aurélio Dias, fragateiro, é morto após 30 dias de tortura; Alfredo Ruas, é assassinado a tiro durante uma manifestação em Lisboa;

    1934 - 18 de Janeiro Américo Gomes, operário, morre em Peniche após dois meses de tortura; Manuel Vieira Tomé, sindicalista ferroviário morre durante a tortura em consequência da repressão da greve; Júlio Pinto, operário vidreiro, morto à pancada; a PSP mata um operário conserveiro durante a repressão de uma greve em Setúbal

    1935 - Ferreira de Abreu, dirigente da organização juvenil do PCP, morre no hospital após ter sido espancado na sede da PIDE (então PVDE);

    1936 - Francisco Cruz, operário da Marinha Grande, morre na Fortaleza de Angra do Heroísmo, vítima de maus tratos, é deportado do 18 de Janeiro de 1934; Manuel Pestana Garcez, trabalhador, é morto durante a tortura;

    1937 - Ernesto Faustino, operário; José Lopes, operário anarquista, morre durante a tortura, sendo um dos presos da onda de repressão que se seguiu ao atentado a Salazar; Manuel Salgueiro Valente, tenente-coronel, morre em condições suspeitas no forte de Caxias; Augusto Costa, operário da Marinha Grande, Rafael Tobias Pinto da Silva, de Lisboa, Francisco Domingues Quintas, de Gaia, Francisco Manuel Pereira, marinheiro de Lisboa, Pedro Matos Filipe, de Almada e Cândido Alves Barja, marinheiro, de Castro Verde, morrem no espaço de quatro dias no Tarrafal, vítimas das febres e dos maus tratos; Augusto Almeida Martins, operário, é assassinado na sede da PIDE (PVDE) durante a tortura ; Abílio Augusto Belchior, operário do Porto, morre no Tarrafal, vítima das febres e dos maus tratos;

    1938 - António Mano Fernandes, estudante de Coimbra, morre no Forte de Peniche, por lhe ter sido recusada assistência médica, sofria de doença cardíaca; Rui Ricardo da Silva, operário do Arsenal, morre no Aljube, devido a tuberculose contraída em consequência de espancamento perpetrado por seis agentes da Pide durante oito horas; Arnaldo Simões Januário, dirigente anarco-sindicalista, morre no campo do Tarrafal, vítima de maus tratos; Francisco Esteves, operário torneiro de Lisboa, morre na tortura na sede da PIDE; Alfredo Caldeira, pintor, dirigente do PCP, morre no Tarrafal após lenta agonia sem assistência médica;

    1939 - Fernando Alcobia, morre no Tarrafal, vítima de doença e de maus tratos;

    1940 - Jaime Fonseca de Sousa, morre no Tarrafal, vítima de maus tratos; Albino Coelho, morre também no Tarrafal; Mário Castelhano, dirigente anarco-sindicalista, morre sem assistência médica no Tarrafal;

    1941 - Jacinto Faria Vilaça, Casimiro Ferreira; Albino de Carvalho; António Guedes Oliveira e Silva; Ernesto José Ribeiro, operário, e José Lopes Dinis morrem no Tarrafal;

    1942 - Henrique Domingues Fernandes morre no Tarrafal; Carlos Ferreira Soares, médico, é assassinado no seu consultório com rajadas de metralhadora, os agentes assassinos alegam legítima defesa (?!); Bento António Gonçalves, secretário-geral do P. C. P. Morre no Tarrafal; Damásio Martins Pereira, fragateiro, morre no Tarrafal; Fernando Óscar Gaspar, morre tuberculoso no regresso da deportação; António de Jesus Branco morre no Tarrafal;

    1943 - Rosa Morgado, camponesa do Ameal (Águeda), e os seus filhos, António, Júlio e Constantina, são mortos a tiro pela GNR; Paulo José Dias morre tuberculoso no Tarrafal; Joaquim Montes morre no Tarrafal com febre biliosa; José Manuel Alves dos Reis morre no Tarrafal; Américo Lourenço Nunes, operário, morre em consequência de espancamento perpetrado durante a repressão da greve de Agosto na região de Lisboa; Francisco do Nascimento Gomes, do Porto, morre no Tarrafal; Francisco dos Reis Gomes, operário da Carris do Porto, é morto durante a tortura;

    1944 - General José Garcia Godinho morre no Forte da Trafaria, por lhe ser recusado internamento hospitalar; Francisco Ferreira Marques, de Lisboa, militante do PCP, em consequência de espancamento e após mês e meio de incomunicabilidade; Edmundo Gonçalves morre tuberculoso no Tarrafal; assassinados a tiro de metralhadora uma mulher e uma criança, durante a repressão da GNR sobre os camponeses rendeiros da herdade da Goucha (Benavente), mais 40 camponeses são feridos a tiro.

    1945 - Manuel Augusto da Costa morre no Tarrafal; Germano Vidigal, operário, assassinado com esmagamento dos testículos, depois de três dias de tortura no posto da GNR de Montemor-o-Novo; Alfredo Dinis (Alex), operário e dirigente do PCP, é assassinado a tiro na estrada de Bucelas; José António Companheiro, operário, de Borba, morre de tuberculose em consequência dos maus tratos na prisão;

    1946 - Manuel Simões Júnior, operário corticeiro, morre de tuberculose após doze anos de prisão e de deportação; Joaquim Correia, operário litógrafo do Porto, é morto por espancamento após quinze meses de prisão;

    1947 - José Patuleia, assalariado rural de Vila Viçosa, morre durante a tortura na sede da PIDE;

    1948 - António Lopes de Almeida, operário da Marinha Grande, é morto durante a tortura; Artur de Oliveira morre no Tarrafal; Joaquim Marreiros, marinheiro da Armada, morre no Tarrafal após doze anos de deportação; António Guerra, operário da Marinha Grande, preso desde 18 de Janeiro de 1934, morre quase cego e após doença prolongada;

    1950 - Militão Bessa Ribeiro, operário e dirigente do PCP, morre na Penitenciária de Lisboa, durante uma greve de fome e após nove meses de incomunicabilidade; José Moreira, operário, assassinado na tortura na sede da PIDE, dois dias após a prisão, o corpo é lançado por uma janela do quarto andar para simular suicídio; Venceslau Ferreira morre em Lisboa após tortura; Alfredo Dias Lima, assalariado rural, é assassinado a tiro pela GNR durante uma manifestação em Alpiarça;

    1951 - Gervásio da Costa, operário de Fafe, morre vítima de maus tratos na prisão;

    1954 - Catarina Eufémia, assalariada rural, assassinada a tiro em Baleizão, durante uma greve, grávida e com uma filha nos braços;

    1957 - Joaquim Lemos Oliveira, barbeiro de Fafe, morre na sede da PIDE no Porto após quinze dias de tortura; Manuel da Silva Júnior, de Viana do Castelo, é morto durante a tortura na sede da PIDE no Porto, sendo o corpo, irreconhecível, enterrado às escondidas num cemitério do Porto; José Centeio, assalariado rural de Alpiarça, é assassinado pela PIDE;

    1958 - José Adelino dos Santos, assalariado rural, é assassinado a tiro pela GNR, durante uma manifestação em Montemor-o-Novo, vários outros trabalhadores são feridos a tiro; Raul Alves, operário da Póvoa de Santa Iria, após quinze dias de tortura, é lançado por uma janela do quarto andar da sede da PIDE, à sua morte assiste a esposa do embaixador do Brasil;

    1961 - Cândido Martins Capilé, operário corticeiro, é assassinado a tiro pela GNR durante uma manifestação em Almada; José Dias Coelho, escultor e militante do PCP, é assassinado à queima-roupa numa rua de Lisboa;

    1962 - António Graciano Adângio e Francisco Madeira, mineiros em Aljustrel, são assassinados a tiro pela GNR; Estêvão Giro, operário de Alcochete, é assassinado a tiro pela PSP durante a manifestação do 1º de Maio em Lisboa;

    1963 - Agostinho Fineza, operário tipógrafo do Funchal, é assassinado pela PSP, sob a indicação da PIDE, durante uma manifestação em Lisboa;

    1964 - Francisco Brito, desertor da guerra colonial, é assassinado em Loulé pela GNR; David Almeida Reis, trabalhador, é assassinado por agentes da PIDE durante uma manifestação em Lisboa;

    1965 - General Humberto Delgado e a sua secretária Arajaryr Campos são assassinados a tiro em Vila Nueva del Fresno (Espanha), os assassinos são o inspector da PIDE Rosa Casaco e o subinspector Agostinho Tienza e o agente Casimiro Monteiro;

    1967 - Manuel Agostinho Góis, trabalhador agrícola de Cuba, morre vítima de tortura na PIDE;

    1968 - Luís António Firmino, trabalhador de Montemor, morre em Caxias, vítima de maus tratos; Herculano Augusto, trabalhador rural, é morto à pancada no posto da PSP de Lamego por condenar publicamente a guerra colonial; Daniel Teixeira, estudante, morre no Forte de Caxias, em situação de incomunicabilidade, depois de agonizar durante uma noite sem assistência;

    1969 - Eduardo Mondlane, dirigente da Frelimo, é assassinado através de um atentado organizado pela PIDE;

    1972 - José António Leitão Ribeiro Santos, estudante de Direito em Lisboa e militante do MRPP, é assassinado a tiro durante uma reunião de apoio à luta do povo vietnamita e contra a repressão, o seu assassino, o agente da PIDE Coelha da Rocha, viria a escapar-se na “fuga-libertação” de Alcoentre, em Junho de 1975;

    1973 - Amilcar Cabral, dirigente da luta de libertação da Guiné e Cabo Verde, é assassinado por um bando mercenário a soldo da PIDE, chefiado por Alpoim Galvão;

    1974 - 25 de Abril, Fernando Carvalho Gesteira, de Montalegre, José James Barneto, de Vendas Novas, Fernando Barreiros dos Reis, soldado de Lisboa, e José Guilherme Rego Arruda, estudante dos Açores, são assassinados a tiro pelos pides acoitados na sua sede na Rua António Maria Cardoso, são ainda feridas duas dezenas de pessoas. A PIDE acaba como começou, assassinando. Aqui não ficam contabilizadas asinúmeras vítimas anónimas da PIDE, GNR e PSP em outros locais de repressão. Mais ainda. Podemos referir, duas centenas de homens, mulheres e crianças massacradas a tiro de canhão durante o bombardeamento da cidade do Porto, ordenada pelo coronel Passos e Sousa, na repressão da revolta de 3 de Fevereiro de 1927. Dezenas de mortos na repressão da revolta de 7 de Fevereiro de 1927 em Lisboa, vários deles assassinados por um pelotão de fuzilamento, à ordens do capitão Jorge Botelho Moniz, no Jardim Zoológico. Dezenas de mortos na repressão da revolta da Madeira, em Abril de 1931, ou outras tantas dezenas na repressão da revolta de 26 de Agosto de 1931. Um número indeterminado de mortos na deportação na Guiné, Timor, Angra e no Cunene. Um número indeterminado de mortos devido à intervenção da força fascista dos “Viriatos” na guerra civil de Espanha e a entrega de fugitivos aos pelotões de fuzilamento franquistas. Dezenas de mortos em São Tomé, na repressão ordenada pelo governador Carlos Gorgulho sobre os trabalhadores que recusaram o trabalho forçado, em Fevereiro de 1953. Muitos milhares de mortos durante as guerras coloniais, vítimas do Exército, da PIDE, da OPVDC, dos “Flechas”, etc.

  68. 68 68  belenus

    aí sim , realmente o srº daniel oliveira tem uma sensibilidade para a “nuance” e o colorido da lingua Portuguesa fora do normal !
    Por mim nesse Programa não vi ninguem a defender Oliveira Salazar .
    Vi foi uma manipulação tanto nos senhores e senhoras do painel de comentadores profissionais como da roxa de tão vermelha á esquerda apresentadora .
    Vi foi a tentativa e agora reiterada por ti danny ( presumo que gostes de ser chamado assim) de escamotear uma escolha do Povo Portugu~es que já se fartou de esquerdas pedófilas e de psd/pps corruptos .

  69. 69 69  Sextanilha

    Não dá para meter uma lista semelhante à que foi colocada pelo “Quintanilha”, mas relativo aos CRIMES DO COMUNISMO, porque isso rebentava com a memória de qualquer computador (o meu tem 1GB e mesmo assim não chega). Só no PREC, igualmente muito tuga, rebentavam com a escala…

  70. 70 70  Pop Silva

    Afinal quem é esse tal de Salazar?

  71. 71 71  NunoP

    As pessoas deveriam perguntar-se..se os portugueses são estupidos para uma coisa também serão para outra? Como exemplo temos a “nossa” “bela” maioria absolut(ist)a do PS.Vejo muito sectarismo aqui e muita hipocrisia.Eu acho que a grande maioria dos portugueses é politicamente estúpida.Primeiro votam em maiorias ora PS ora PSD e depois passados uns meses andam nas ruas todos revoltados..e estamos nisto ah 30 e tal anos.Cada um tem o que merece.Viva Portugal!

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