Os rapazes de Sócrates já se mostram nervosos. E até o humor já é ao estilo 31 da Armada ou Atlântico. Só se enganaram no nome do ministro das nacionalizações: chama-se Teixeira dos Santos. Mas nem tudo é mau. Esta espécie muito particular de “socialistas” lá fez um intervalo nos posts de combate aos grandes inimigos de uma política de esquerda: os professores (só nos últimos sete dias, 11 posts: este, este, este, este, este, este, este, este, este, este e este).


18 respostas ao post “Nervoso dos miudinhos”  

  1. 1 1  João Antunes Mendes

    Daniel, não apreciando o blog em questão, tenho que admitir que tem alguma piada o post em causa. Mas gostos não se discutem obviamente. Mas se quiser ser rigoroso, ao passar os olhos por alguns dos posts aqui no arrastão ultimamente, há também muita dessa ironia sectária.

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  2. 2 2  Spartakus

    Anda tudo muito nervoso, anda. Mas o Povo é sereno.

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  3. 3 3  fado alexandrino

    Muito obrigado.
    Não conhecia o blog.
    Já está nos favoritos.

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  4. 4 4  José Rodrigues

    Lá isso é verdade, estão a ficar nervosos.
    Só que aqueles “rapazes de Sócrates” não tinham ficado nervosos como o Daniel aquando das eleições presidenciais com a candidatura de Manuel Alegre? O que disse o Daniel de Manuel Alegre, a campanha que fizeram contra o homem.
    Que mudou ou quem mudou afinal?
    Manuel Alegre não continua a ser o mesmo quando lançou a candidatura a presidente da República? Agora o deputado Manuel Alegre já não tem os defeitos que lhe apontava o Daniel? Já não é aquele deputado que falava, falava…mas na hora de votar, votava quase sempre com a maioria do PS?
    Eu acho que Manuel Alegre continua igual a si próprio. Ter enfrentado Mário Soares foi uma ousadia que nem o BE lhe perdoou e esteve por isso na primeira linha no combate à candidatura de Manuel Alegre. Tudo estava feito para Mário Soares e todos diziam que Manuel Alegre não tinha hipóteses nenhumas e que a sua candidatura só servia para dividir. As eleições realizaram-se e afinal quem dividiu foi a candidatura de Mário Soares que assim impediu, talvez, de haver uma segunda volta entre Manuel Alegre e Cavaco Silva.
    Agora Manuel Alegre ameaça enfrentar nas urnas José Sócrates, se bem que para mim isso ainda não seja assim tão seguro. E desta vez o Daniel, o BE já não estão (aparentemente) nervosos e até se propõe colaborar.
    Como Manuel Alegre não mudou, concluo-o que o BE aprendeu a lição e que tem mais a perder se hostilizar Manuel Alegre, como o fizeram nas presidenciais, que fazer parcerias, não vá o arrastão dos votos de Manuel Alegre deixar o BE de mãos a abanar.
    E afirmavam que o milhão e tal de votos de Manuel Alegre não tinham qualquer futuro político. Nota-se. Agora até o querem levar ao colo e já andam de braço dado com ele. Pudera!

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  5. 5 5  Daniel Oliveira

    José Rodrigues, tenho, sobre a campanha presidencial de Alegre, a mesmíssima opinião que tinha na altura.

    Já agora, não me lembro do BE (eu não sou o BE) hostilizar Manuel Alegre. Mas lembro-me de algumas coisas que Alegre disse sobre Louçã durante a campanha presidencial. Imagino que mudou de opinião.

    Não é verdade que Alegre não tenha mudado. Posso recordar-lhe imensas posições que tomou no passado sobre medidas do governo e que agora evoluiram. E ainda bem. E evoluindo ele para cortar com Sócrates a principal critica que sempre lhe fiz (de inconsequência que tornava um milhão de votos inútieis) também evoluirá. Mesmo havendo outras discordâncias, sempre foi essa a questão central. E não mudou, até ver o que Alegre fará.

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  6. 6 6  LAM

    Já não há pachorra. Estamos pior do que há 4 anos e não só desde Setembro ou Outubro.

    Isso e as medidas propostas para debelar a crise.
    Nomeadamente estarem incluídas nessas medidas investimentos de 500 milhões na educação. Isso devia fazer parte do orçamento geral e nunca como medida de socorro.
    É como um gajo estar a afogar-se e aparecer de cimo do barco um espertalhaço com um cheque brinde de 20 lições de natação. Tarde piaste.

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  7. 7 7  José Rodrigues

    O Daniel anda a comer muito queijo.

    «Anda a fazer campanha em cemitérios e a beijar estátuas» – disse Francisco Louçã.

    «Comício de encerramento da candidatura de Manuel Alegre. Todos ao cemitério dos Prazeres» – postou o Daniel Oliveira com foto até do cemitério.

    Isto não é hostilizar? Se é humor é muito baixo, apesar do BE achar que faz umas campanhas de rua muito engraçadas. E Louçã teve a devida resposta na altura de Manuel Alegre.

    Quem mudou Daniel?

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  8. 8 8  João

    é sempre mais fácil bater nos profes do que nos meninos dos bancos…
    porque os profes não têm tacho para oferecernem pagam campanhas eleitorais, nem sequer pagam férias aqui e acolá…

    quando a “esquerda” se diverte a bater nos profes e se esmera a dar “esmola” aos ricos estamos perdidos…

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  9. 9 9  Pinto

    Os rapazes do bloco já se mostram nervosos (…) Esta espécie muito particular de “extrema esquerda” lá fez um intervalo nos posts de combate aos grandes inimigos de uma política de esquerda caviar: o PCP (só em três dias – 28, 29 e 30 de Novembro – publicaram estes blogues).

    “CLAREZA IDEOLÓGICA

    Na parte do seu discurso de abertura do Congresso que Jerónimo de Sousa dedicou a atacar todos os que não seguem a linha justa, fez notar que o Bloco de Esquerda, apesar de seguramente ser socialdemocratizante, vive numa indefinição ideológica. E tem razão. Ao contrário do que fez, com toda a clareza, o PCP neste congresso, parece que o BE não convida para os seus delegações do Partido do Trabalho da Coreia do Norte e do Partido Comunista da China. E assim é dificil percebermos o que querem esses gajos para este Mundo.”

    “EXIGIMOS QUE FINJAM QUE LEVAM A FARSA MAIS A SÉRIO DO QUE NÓS

    “O Partido Ecologista Os Verdes, apesar de realizar uma acção ecologista cada vez mais activa, a sua contribuição no plano político e institucional, que se alarga muito para além da CDU, capaz de atrair e envolver sectores progressistas e democráticos da sociedade é sistematicamente silenciado nos meios de comunicação social.”
    Jerónimo de Sousa”

    “NAMORAR COM O PASSADO NO CAMPO PEQUENO

    “É necessário não esquecer que a construção do socialismo na URSS, e ulteriormente noutros países da Europa, Ásia e América Latina, enfrentou desde o primeiro momento o cerco e a agressão do imperialismo, continuadas operações de provocação e desestabilização interna, sofisticadas campanhas de diversão e subversão ideológica. Tudo isto impôs pesados sacrifícios, obrigou ao desvio de recursos imensos para a esfera militar, levou a distorções e desequilíbrios no desenvolvimento socioeconómico socialista, e mesmo a situações de crise. Tudo isto influenciou os caminhos e as soluções encontradas no processo de construção do socialismo e contribuiu, em medida considerável, para os atrasos, erros e deformações que se verificaram com violação de princípios essenciais do socialismo.
    Graves cedências e capitulações ideológicas, políticas e de classe que se manifestaram sobretudo a partir de meados da década de 80, acabaram por determinar que, da aguda competição e confrontação entre os dois sistemas, resultasse temporariamente um sério retrocesso no caminho do progresso social.
    (…) O abandono de posições de classe e de uma estreita ligação com os trabalhadores, a claudicação diante das pressões e chantagens do imperialismo, a penetração em profundidade da ideologia social-democrata, a rejeição do heróico património histórico dos comunistas, a traição de altos responsáveis do Partido e do Estado, desorientaram e desarmaram os comunistas e as massas para a defesa do socialismo, possibilitando o rápido desenvolvimento e triunfo da contra-revolução com a reconstituição do capitalismo.
    Teses do XVIII Congresso do PCP”

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  10. 10 10  Daniel Oliveira

    Pinto, por acaso foram os dias do Congresso do PCP. É normal falar do assunto, ou não? Tanta gente de direita a tomar as dores do PCP é coisa que o PCP não merece.

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  11. 11 11  Rodrigo

    “Louçã é um Cavaco do avesso. Estou farto das lições de moral. Não aceito a direcção espiritual de Louçã que parece ter errado a vocação. Ele anda aqui atrás de uns dinheiros e de uns votozinhos. Eu sou de outro campeonato. Eu tenho um passado político de luta e de resistência, Louçã não sei se tem”

    Quer começar este concurso, José Rodrigues? Não vale grande a pena, pois não?

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  12. 12 12  Pinto

    É normal falar do assunto. Já não me parece tão normal a insistência no assunto.

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  13. 13 13  João Moreira

    «Nomeadamente estarem incluídas nessas medidas investimentos de 500 milhões na educação»

    LAM, o plano de Sócrates prevê essa verba para a requalificação das escolas (ao nível dos edifícios e do apetrechamento didáctico-tecnológico). Não são para a educação.

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  14. 14 14  José Rodrigues

    Rodrigo, essa foi a resposta de Manuel Alegre à provocação de Louçã sobre os cemitérios. Percebe a diferença? Armou-se em engraçadinho e meteu-se onde não era chamado. Levou de Manuel Alegre a resposta que merecia.

    E o próximo encontro das novas esquerdas vai ser onde? Certamente que ninguém se atreverá a convocá-lo para o cemitério dos Prazeres, penso eu.

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  15. 15 15  cheio-de-nervos

    era suposto preferir o seu humor?

    não percebo porque é que, sem tibiezas, nós, da esquerda moderna, não assumimos definitivamente que um mundo (muito grande) nos separa de vós.
    Não partilhamos a vossa esquerda, a vossa visão do mundo, o vosso populismo, o vosso conservadorismo, o vosso desprezo pela cidadania, pela tolerância e pela liberdade individual, nem tão pouco o vosso sentido de humor.
    vade retro

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  16. 16 16  Silva

    Não ando nervoso, não tenho motivos, mas preocupado. Nunca vi, em cerca de 30 anos de docência, tanta intolerância. Fui sindicalista da Fenprof, a tempo interno, no tempo do Cavaco, travaram-se grandes lutas, mas nunca houve tanto desrespeito por quem tem opiniões diferentes, por quem não quer cavalgar a onda ou simplesmente não alinha com a maioria.
    Parece que vale tudo, como se não ensinássemos na Escola uma disciplina com conteúdo de Educação para a Cidadania.
    Somos um país fracamente democratizado, com uma democracia cheia de fragilidades, cheia de saudosismos e de tiques estalinistas/salazaristas.
    A gasolina lançada para as escolas, por quem está de fora, não ajuda em nada. Podem ganhar-se uns votos, mas está-se a comprometer uma geração de alunos e por sobnseq
    E depois? É a rua ou o partido que passa o atestado de esquerda? A esquerda é múltipla ou não? E o que é ser de esquerda? É uma práxis ou não? Tens-se um cartão e é-se de esquerda para toda a vida ou é uma prática de cada momento?

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  17. 17 17  Pedro

    Têm razão para andar nervosos. E até dá jeito uma folgazita aos profs. em época de avaliações. Pobre ‘PS’ incompreendido. Até quando terá Sócrates o País ‘bem atado’, como diria Clara Ferreira Alves, é uma incógnita.’ Oiçam-se as pessoas na rua(…)e compreender-se-á que estamos perante um ingrediente que tem demasiadas componentes prestes a explodir…’ escreve Mário Soares. É que as maiorias absolutas deveriam servir para fazer reformas e não simulacros.
    Emagrecer o Estado (aumentando a despesa do Governo), asfixiar a classe média, não diminuir o número de pobres, promover a precariedade, reduzir a rede de cuidados de saúde, atacar a escola pública (a crise dos professores é apenas a espuma…), não promover o combate à corrupção e uma justiça mais eficaz, menos classista dificilmente poderão ser consideradas políticas de esquerda. Para não falar dos tiques autoritários, da demagogia e na intolerável intimidação anti-democrática nas respostas à contestação socioprofissional…
    A matriz neo-liberal está lá toda, quer se queira quer não, e não é por se pôr a salvar as instituições bancárias que o Estado se torna mais intervencionista. Na esperança que tudo volte ‘à normalidade’… mas não, não volta e poderá descambar numa crise social de contornos violentos. Este ‘PS’ vai ficar associado a uma oportunidade que se perdeu: a de tornar mais justo o país mais desigual da Europa. Tomara que ganhem voz dentro do partido as vozes que acham que o vale tudo aparelhista, neste exercício do poder pelo poder, tem os dias contados. O lugar do PS é à esquerda e a sua implosão terá consequências imprevisíveis, nefastas para todos.

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  18. 18 18  José Luiz Sarmento

    Daniel, você quase me assustou! Cheguei a pensar que havia para aí uma data de blogues anti-professores. Afinal os exemplos que dá vêm só de um, e a esse ninguém liga porque toda a gente sabe que é o blogue dos comissários políticos de José Sócrates.

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