O plenário da concelhia de Lisboa do Bloco de Esquerda decidiu ontem retirar a confiança ao vereador Sá Fernandes. Participei na discussão. Sobre o que se passou no debate interno, nada direi. Mas, depois de ter escrito tanto sobre Lisboa, sobre Sá Fernandes e sobre o Bloco em Lisboa devo explicações sobre a minha posição.

Trabalhei activamente nas duas campanhas de Sá Fernandes, em qualquer dos casos com responsabilidades de direcção. Ao longo deste segundo mandato apoiei-o às vezes, discordei dele outras tantas. Como morador, estive envolvido numa luta contra o que se passou na Praça das Flores, quando Sá Fernandes resolveu assumir dores que não eram suas. Como comentador, mantive, até há uns meses, um apoio crítico.

O acordo entre Sá Fernandes e António Costa foi feito com base num documento programático – um programa mínimo. É um caso raro na politica portuguesa, este de fazer depender a aceitação de um pelouro de uma negociação de programa. Outros partidos, tão lestos a criticar Sá Fernandes, nunca se sentiram na obrigação de o fazer, em iguais circunstâncias, mesmo quando as presidências com quem trabalhavam lhes eram politicamente bem mais distantes.

O balanço que faço do cumprimento deste acordo é desigual.

Em relação às finanças, mesmo sem o empréstimo, a Câmara conseguiu melhorar significativamente a desastrosa situação que herdou. E, ao mesmo tempo, conseguiu integrar praticamente todos os precários que herdou dos executivos anteriores. A integração destes trabalhadores no quadro deveu-se fundamentalmente à pressão política de Sá Fernandes. Conseguiu-se quase a quadratura do círculo. Valorizo, até pelo mau exemplo nacional, este ponto.

No que toca à reestruturação das empresas, segundo ponto do acordo, foram extintas a EMARLIS e duas SRU’s. Mudaram-se os estatutos da EPUL, o que iniciou um processo de reestruturação da empresa. Pelo contrario, a fusão da GEBALIS com a EPUL, acabando com uma empresa de habitação para pobres e outra para remediados, ficou por fazer. Manteve-se essa aberração que se chama EMEL. Aqui, deram-se passos demasiado tímidos e temo que os entraves se devam às piores razões.

O Plano Verde, cavalo de batalha de Sá Fernandes, passou a ser um dado adquirido quando estávamos a um passo dele ser uma impossibilidade prática. Está a ser vertido para o PDM. E foram aprovadas as salvaguardas indispensáveis para que tal seja possível, impedindo que várias projectos e urbanizações tomassem conta do que ainda sobra. Se for levado até ao fim (a execução será sempre demorada) este é o maior legado que Sá Fernandes deixa à cidade.

Mesmo na reabilitação, onde as coisas avançaram muito lentamente e pouco, foram dados alguns passos. Foi pedido um empréstimo ao BEI de 170 Milhões de euros a serem gastos numa parceria com o IHRU. Havia algumas empreitadas paradas por falta de pagamento que voltaram a andar. Por exemplo em Alfama.

Os 25% para habitação a custos controlados, como muitas outras medidas constantes no acordo, depende do novo PDM. Sá Fernandes propôs que em algumas urbanizações se avance já com esta medida como experiência piloto.

No que toca aos transportes, foram apresentados os novos corredores BUS e as pistas cicláveis. O Plano Geral das Intervenções na zona ribeirinha já prevê a linha ribeirinha até à Expo. As bicicletas partilhadas eram um excelente projecto que contou com os votos contrários do PSD, do PCP e, coisa que desconhecia, também do BE. As razões dos dois últimos (as do PSD são só absurdas) foram sobretudo financeiras. Não me convenceram.

O que se conseguiu em relação à gestão das zonas ribeirinhas e na relação com o Administração do Porto de Lisboa, sendo ainda pouco, é o enorme avanço em relação ao que tínhamos. Quem se bate há anos para a devolução das zonas não portuárias à cidade não o pode negar. Sobre a Nova Alcântara já escrevi aqui.

Ou seja, ao contrario do que se afirma, o acordo não foi esquecido. Em alguns casos avançou-se alguma coisa, noutros pouco. Mas sem ele seguramente estaríamos muito pior.

Sempre vi este acordo, por uma questão de seriedade, sabendo do estado da Câmara, como um compromisso para seis anos. E acho que a presença de Sá Fernandes na Câmara garantiu enormes vitórias e fez uma grande diferença: na integração dos precários, na aprovação do Plano Verde, nas ciclovias, em mudanças importantes nas empresas municipais e nos primeiros passos no Orçamento Participativo, uma causa do Bloco de há muitos anos. Tudo isto em apenas um ano e meio, sem maioria e sem dinheiro.

Não tenho qualquer dúvida em afirmar que num cenário péssimo a Câmara está melhor do que estava. Os efeitos que isso terá na cidade ainda não são claros e um ano e meio não chega para o saber. Em quase todas as questões que aqui referi, todas cosntantes no acordo assinado entre o vereador independente eleito pelo Bloco e o PS, o papel político de Sá Fernandes foi fundamental. Outros compromissos não avançaram ou são ainda pouco mais do que palavras no papel.

E, apesar de tudo isto, o balanço que faço do papel de Sá Fernandes é negativo. Não por razões programáticas, onde penso que, com apenas 6,5% dos votos num executivo minoritário, conseguiu um saldo razoável. É negativo por razões políticas.

São episódios reveladores e todos eles mereceram aqui o meu reparo. A forma como o vereador não soube mudar o registo de relação com as populações, de que a Praça das Flores foi um exemplo, é um deles. Outro foi a sua presença na conferência de imprensa de Ana Sara Brito, numa matéria em que só poderia, pelo seu passado, ter sido muito critico. E por fim, a sua presença no “Prós e Contras” sem que fosse claro e intransigente em relação ao negocio com a Liscont, que no passado nunca o deixaria em silêncio.

A verdade é que Sá Fernandes perdeu a sua autonomia em relação a António Costa em relação ao PS. Não percebeu que ao assinar um acordo não passava a ser um vereador de Costa e era livre, como estava explícito no papel que assinou, de fazer criticas e divergir da presidência pela qual não foi eleito. Transformou-se mesmo, muitas vezes, no bombeiro de serviço para dar a cara por Perestrello e Costa quando a coisa era dificil. Nisto, o vereador teve a principal responsabilidade. Mas também a teve o Bloco. E essa foi a assunção de culpas que ainda não ouvi. E sendo eu militante do BE e não de Sá Fernandes eram as palavras do Bloco que eram fundamentais para mim.

A verdade é que Sá Fernandes se apoiou em quem o apoiou.
Foi a postura do Bloco a melhor para garantir a autonomia do vereador em relação ao PS?
Quando o vereador se batia pela integração dos precários, esteve o Bloco ao seu lado ou usou da chantagem de um corte com Sá Fernandes em vez da solidariedade neste difícil combate onde a abertura do PS era mínima?
E quando o vereador conseguiu o pretendido, foi o Bloco igualmente visível ou passou imediatamente para o conflito seguinte?
Quando os problemas surgiram, tentou estabelecer uma relação de confiança ou alimentou a intriga?
Quando o vereador esteve debaixo de fogo foi o Bloco construtivo e tentou gerir com ele a melhor solução ou esteve na linha da frente dos atiradores?
O que fez, para além do mesmo que faria se fosse oposição, para que as coisas corressem bem?

Neste divórcio litigioso há seguramente responsabilidades de parte a parte. Mas de um partido espero que assuma as suas responsabilidades em vez de começar por apontar o dedo acusador ao parceiro.

Na minha opinião, o Bloco viu, desde a primeira hora, este acordo com desconfiança. Por razões de política nacional, por receio em assumir responsabilidades de poder, ainda mais com o PS, e por falta de uma relação de confiança mútua entre o partido e o vereador. Algumas razões para este desconforto são profundas e preocupam-me muito.

O divórcio é agora inevitável e as consequências para a cidade e para o partido em Lisboa podem ser as piores. A verdade é que com este episódio o Bloco não ganhou credibilidade. Como lidará com as próximas eleições em Lisboa é para mim ainda uma incógnita.

Por ter ouvido um balanço do trabalho do vereador mas não ter ouvido um balanço do trabalho do Bloco, votei contra a resolução ontem aprovada.

De Sá Fernandes, esperava mais firmeza na relação com o PS, mais coerência com os seus combates de sempre (de que a sua tibieza no caso Liscont e no caso de Ana Sara Brito foram maus exemplos), mais autonomia na relação com António Costa e mais respeito pelo partido que o ajudou na eleição e na definição do seu programa. Isto apesar de em muitos pontos reconhecer o seu trabalho muito positivo e saber que fez diferença, em muitas coisas que dão poucas notícias, a sua presença na Câmara. Sá Fernandes entregou-se ao seu trabalho de alma e coração, disso não tenho qualquer dúvida. Faltou o talento político, coisa que sempre temi.

Do Bloco, esperava mais sangue frio, mais diplomacia, mais respeito pelo vereador que ajudou a eleger, mais responsabilidade política e um balanço sério em relação ao seu papel nesta triste novela.

Porque é do Bloco que sou militante, porque os erros do Bloco são erros meus, porque é com o Bloco que tenho de ser mais exigente, é com o Bloco que estou mais desiludido. E foi por isso que ontem votei contra uma resolução que põe em Sá Fernandes todas as responsabilidades deste desencontro. A primeira experiência de poder do Bloco com um independente numa grande cidade acabou mal. E ninguém fica bem na fotografia.

Para Costa está tudo óptimo. O BE ficou, por culpa própria, fragilizado. Sá Fernandes está agora, por culpa própria, completamente dependente do presidente da Câmara.


114 respostas ao post “Ninguém fica bem na fotografia”  

  1. 1 1  António

    Ainda bem, Daniel, que faz um balanço negativo do mandato de Sá Fernandes. Também tenho essa sensação, mais ou menos pelas razões que adiantou. Acho que o vereador adoptou uma estratégia de conservação do poder, em detrimento do seu próprio programa eleitoral e da atitude que o tinha caracterizado.Obviamente que isso foi assassino na relação com o Bloco. Claro que podemos minimizar as responsabilidades do Sá Fernandes, dizendo que o Bloco também tem contas no cartório. Talvez as tenha, porém não podemos esconder que quem tinha a faca e o queijo na mão era (e é) o vereador. Ele, em última instância, é que decidia como votar, o que dizer , fazer e propor na Câmara. O Bloco poderia tê-lo aconselhado. Mas se, a partir de certo momento, o vereador deixou de comunicar com o Bloco, o que poderia ser feito? O partido devia ter sido mais pedagógico? Concerteza que sim. Contudo, segundo sabemos, o Bloco até mudou a pessoa que fazia a ligação e passou essa responsabilidade para o líder parlamentar. Mas o que tem estado a ser dito é que a coisa ainda piorou, o Sá Fernandes nem um simples telefonema era capaz de fazer.
    Compreenderá, Daniel, que deve ser muito difícil aceitar esta situação. Foi uma pena isto ter acontecido desta forma e o Bloco deve aprender. No entanto, devo dizer-lhe que o Sá Fernandes só pode ser entendido como uma enorme desilusão política. Não foi capaz de honrar os votos nele. Falo por mim, votei nele não foi para ele passar a oficial às ordens do presidente da CML.

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  2. 2 2  João Dias

    Desde há pouco tempo que sou militante do Bloco e ainda que mantenha um espírito crítico, não concordo que o Bloco tenha saido mal deste imbróglio. Achei de extrema importância o Bloco ter aceitado uma candidatura independete de Sá Fernandes, era o homem perfeito. Sempre se mostrou pronto para romper o caciquismo habitual, o Bloco viu um cidadão activo e criou-se uma oportunidade. A actuação de Sá Fernandes no caso Bragaparques é de um moralização pública invejável, é isso que o Bloco defende. A coisa correu mal, porque quando Sá Fernandes teve o cargo de responsabilidade teve posições inaceitáveis para quem pretende dignifcar a política…por exemplo absteve-se na votação que previa um estudo de impacte ambiental mais profundo neste caso do porto Alcântara. Se calhar o que mais negativo encontro é este prurido em falar das coisas abertamente, para mim é simples e transparente, Sá Fernandes
    e um candidato independente que muito fez, se a sua actuação já rasga com a vontade de dignificação e clareza política pretendida pelo Bloco então retira-se a confiança política. Acho que é naturalíssimo, assim como a liberdade de Sá Fernandes de actuar como vereador como entende, assim como o Bloco de retirar a confiança política perante actuações que de facto rasgam com a transparência que se pretende no exercício da mesma. Estar preparado para o poder tambem passa por aqui, passa por saber manter as prioridades mesmo quando se sente que se perde uma excelente oportunidade de fazer algo mais por Lisboa.

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  3. 3 3  spartakus

    O Zé faz falta…bem disse sempre o contrário. Estava certo mas ainda vais a tempo. Boa análise, boa ( auto-) crítica Daniel.
    Divulga-me lá sffavor este:
    http://bandeiranegra1.wordpress.com/2008/11/26/anote-divulgue-participe/
    Obrigado.

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  4. 4 4  Zé Bonito

    Não me parece que o Bloco saia mal deste caso. Estamos habituados a uma utilização oportunista dos independentes, sem valores nem princípios, ao sabor das vantagens que esses independentes tragam para a contabilidade eleitoral. Aqui, nada disso se passou e ainda bem. Sá Fernandes nunca foi intimidado por seguir o rumo que defendia, o Bloco não deixou de defender os seus princípios, mesmo arriscando-se a perder eleitorado. Por uma vez, a coisa funcionou e o cidadão foi respeitado.

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  5. 5 5  Fernando Alcochete

    “Sempre vi este acordo, por uma questão de seriedade, sabendo do estado da Câmara, como um compromisso para seis anos.”

    Ah, sim? E a seu ver como é que Sá Fernandes ia poder obrigar o PS a cumprir o acordo de Lisboa ao longo de seis anos, com novas eleições já em Outubro (se não me engano) de 2009? Tendo em conta as imprevisibilidades e as aliatoriedades eleitorais (como a que permitiu o próprio acordo), como é que Sá Fernandes poderia garantir que iria estar numa posição de força depois das próximas eleições, senão com uma coligação pré-eleitoral e listas conjuntas? Está o Daniel Oliveira portanto a dizer que, a seu ver, o acordo de Lisboa implicava, já em Julho de 2008, uma coligação pré-eleitoral do BE com o PS em 2009? Não me parece que já lhe tenhamos ouvido essa, pois não? Isso não será proceder a uma revisão do passado para se adequar à decepcionante realidade, rever o passado para não rever o presente?

    Quanto à “inabilidade política” de Sá Fernandes: eu não estou por dentro de todos os detalhes, quem sou eu para julgar; mas olhe que não é preciso ser muito inteligente (basto eu) para imaginar um cenário em que a actuação de Sá Fernandes seja prova, não de “inabilidade”, mas sim de uma grande “esperteza” (no pior sentido) política. Nem me vou dar ao trabalho de o explanar. O problema eleitoral referido acima entra aqui, e não esqueçamos que estava para ser aprovada aquela lei badalhoca das eleições autárquicas, que ia basicamente impossibilitar a eleição de vereadores que não fossem das listas do PS ou do PSD. Lembro também que o Costa tem “great expectations” de vir a ser primeiro-ministro, e o lugar na Câmara há-de ficar vago. E aquela vergonha no outro dia do “prós e contras” pareceu mesmo um rebolar na lama como prova de fidelidade aos novos mestres, não foi?
    É capaz de ser má vontade minha, que votei no Sá Fernandes. Mas deixo a pergunta, a todos: Alguém que votou nele alguma vez poderia imaginar que ele pudesse vir a ter o comportamento que teve no “prós e contras” da semana passada? Depois daquilo, tudo parece possível, não parece?

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  6. 6 6  Joana Lopes

    Parabéns pela frontalidade deste post, Daniel. É rara na nossa praça.

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  7. 7 7  fidel

    “tacho é bão” ou como dizem os camaradas brasileiros “quem nunca comeu melado quando come se lambuza”.

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  8. 8 8  corvo

    O que eu quero ver, é a sequência lógica, desta retirada da confiança ao vereador Sá Fernandes.

    Que terá obrigatoriamente que ser , a denuncia do acordo BE-PS…

    Se o não fizer, o Bloco estará a dar um claro exemplo de oportunismo.

    Quanto á analise do Daniel Oliveira, julgo que no essencial, põe as coisas de forma correcta.

    Se Sá Fernandes teve erros de actuação neste segundo mandato, ( e eu considero o caso da Praça das Flores um facto SEM QUALQUER relevancia , aliás a esmagadora maioria dos habitantes da Freguesia das Merçês , nem se aperceberam que havia o problema, que só mereceu o empolamento que teve, porque algumas pessoas com peso nos jornais, se serviram desse meio para lhe dar a importancia QUE NÂO TEVE), tambem houve sectores do Bloco, que desde o primeiro momento após o acordo, fizeram uma guerra aberta ao vereador, houve muita falta de capacidade politica, para lidar com o problema.

    E isso é preocupante, pois no essencial é um sinal claro de sectarismo.

    Veremos como vão os Lisboetas e a base social que elegeu Sá Fernandes reagir a esta situação, por enquanto estou há espera de ler a auto critica do BLOCO DE ESQUERDA, e á forma como esteve na Camara neste ano e meio, e a assumpção, dos erros que tambem cometeu.

    É que para dançar o tango , são precisos dois, e neste caso , não há só um responsavel, como muito bem diz o Daniel Oliveira.

    Aguardemos…..

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  9. 9 9  Mário Azevedo

    O problema do BE é pretender a pureza, o absoluto. Na política isso não é possível. Com estas posições, o BE nunca chegará ao poder de uma forma sustentada. Todas as experiências que tiver serão sempre negativas porque a política exige negociação, cedência, diplomacia, contradição, e até erro. O Bloco tem muito medo de ter telhados de vidro e isto atrofia.

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  10. 10 10  Saloio

    Estimado DO: o seu post representa um espirito crítico de rara dignidade política e cívica – parabéns.

    Quanto ao D. Sá Fernandes (que fazia parelha com o irmão na faculdade, e a quem apelidávamos de “irmãos metralha”), não me surpreende o que o senhor acima refere.

    Apesar de engenhoso e tenaz (tal como o mano), têm ambos apetência para a ribalta e para o centavo.

    Com o irmão, foi o que todos vimos: tendo começado por patrocinar a TVI nas reportagens contra Carlos Cruz no Caso Casa Pia, logo correu para o “ajudar” quando o pagamento chorudo do apresentador teniu mais alto.

    Quanto ao seu camarada, tudo o que o senhor e os comentadores antes de mim indicam acima (sendo evidente a sua omissão criminosa em relação aos contentores do Coelhone), mais não representa do que alguém que ficou deslumbrado com o poder, com o barulho das luzes, e que sedento de manter o seu cargo no futuro, decidiu agarrar-se a um gato mais gordo: o PS.

    Digo eu…

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  11. 11 11  Mouzinho

    Caro Daniel,

    Concordo em parte com o que diz sobre o trabalho da CML, e de JSF. Poderia acrescentar que tal como Sócrates a CML anuncia que vai fazer, e as poucas coisas que anunciou estarem a ser feitas (combate ao estacionamento) são uma miragem.

    Irrita-me a pancada que o JSF leva muitas vezes, nomeadamente as acusações sobre o processo do túnel, porque são falsas e se tormam numa vulgata idiota.

    Ainda sobre este processo verifica-se:
    – A coluna vertebral que Roseta tem: assinou a tal petição e tem sido crítica da CML publicamente, o que não a impede de colaborar. Ao Daniel, sempre com alergia a quem não está nos partidos deve ser um lição (ou um sapo)
    – Se dúvidas houvesse sobre o BE aqui fica a prova como é um movimento de ilustres “intelectuais”, anti-fascistas, e racistas, e globalização e mais não sei o quê, mas completamente incapazes de assumir quaisquer responsabilidades políticas, felizmente para nós…para as manif’s estão melhor

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  12. 12 12  Filipe Abrantes

    Daniel Oliveira,

    O BE foi traído. Dizer que tem culpas por ter confiado em alguém por boa fé, é abusivo. A culpa é toda do Sá Fernandes. Não penso que o BE fique descredibilizado com este episódio, pois para todos é evidente que houve um claro caso de prostituição política por parte de José Sá Fernandes (o papel de “traído” até pode provocar algumas simpatias, do tipo “o partido foi digno, quem jogou sujo foi o zé”).

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  13. 13 13  julia coutinho

    Parabéns, Daniel, pela lúcida e isenta análise que fazes desta situação.
    Parabéns também, pelo teu voto contra.
    Na minha modesta opinião, considero que, dos dois intervenientes, é o BE quem fica pior na fotografia.
    SF não é um político-partidário e sabiam isso quando o apoiaram. Mas é um homem honesto e que tem trabalhado imenso pela cidade. Não o apoiei, não votei nele. Nem no PS, diga-se. Mas SF tem-se-me imposto, mau grado algumas pequenas coisas que não ofuscam o essencial. A CML tem funcionado e avançado, mesmo num contexto de saneamento financeiro e de penúria geral, mesmo com a oposição do próprio BE.
    Para mim a leitura de tudo isto: o BE não soube aproveitar o enorme capital acumulado por Sá Fernandes.
    Perde credibilidade para os eleitores.

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  14. 14 14  cobardolas

    Votei no Sá Fernandes, duas vezes, e continuarei a votar, esteja ele independente, no Bloco ou no PS. Votei na pessoa que é e não na força política que representa ou representou.

    Compreendo a desilusão do Daniel, mas ao mesmo tempo só faz sentido para quem tem pruridos ou invejazinhas políticas. Entendo que para Sá Fernandes deve ter sido difícil tomar a decisão de aceitar o pelouro da mão de António Costa, sabendo que de alguma forma, lhe iria ter que lhe comer da mão. Mas também percebo que a política tem destas coisas, às vezes há que fazer cedências para levar a água ao moinho.

    Continuo confiante que Sá Fernandes saiba que está a fazer o melhor pela cidade, assim como também confio que António Costa saiba o mesmo. A minha confiança mantém-se.

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  15. 15 15  balburdio

    este bloco de esquerda é uma maravilha, faz um acordo com o diabo e depois quer fugir com o rabo à seringa!
    o PS cumpriu o acordo, logo o BE também tem de cumprir, que parte é que não perceberam?
    agora querem descartar-se da negociata, deixar o seu peão de brega entregue aos leões.
    Arda a alma de sá fernandes no inferno salva-se a alma conspurcada do BE??!!
    Que esperar de um partido que sempre se fugiu com o rabo à seringa em questões de moralidade?

    Já agora, o sr. Daniel diz que não é trotskista, que não é dirigente do BE,etc. etc. … mas participa nas reuniões do plenário???????!!?? tenha dó!!

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  16. 16 16  Francisco

    Com este tipo de atitudes o BE só dá razão aos que o acusam de “Radicalismo Pequeno Burguês de Fachada Socialista”.
    Quem julga que o José (Estaline) está morto, eis aqui um bom exemplo de que o seu pensamento está bem vivo…

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  17. 17 17  jose manuel

    a posição do bloco foi ou não estalinista?

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  18. 18 18  Babalu

    Já um ou dois comentadores tocaram no ponto…

    O que o Daniel não percebe (ou consciente ou inconscientemente faz por não perceber) é que o BE tem uma grande dose de pessoas com mentalidade totalitária: São os donos da razão. Não negoceiam, não aceitam o erro (dos outros): faz “sentido” para quem se acha dono da verdade e da virtudes absolutas que a negociacão (a democracia, no fundo) e o erro sejam na verdade dispensáveis.

    Há uma frase do Bertrand Russell que não se aplica a muitos dos teus camaradas: “I would never die for my beliefs because I might be wrong”.

    Compreendo que sintas a necessidade te envolver na coisa pública e que o PS esteja demasiado à direita. Mas o BE só aparentemente é a “casa de todas as esquerdas”. Muitos dos que lá estão têm, na verdade, uma visão totalitária do mundo. Escondida por detrás de um verniz polido.

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  19. 19 19  gwb

    O Bloco já não tinha como lidar com JSF. Em minha opinião teve a paciência devida, tentando aproveitar o que havia.
    O acordo de 6 pontos não era mau. Mau era se acontecesse o que aconteceu. Se JSF não se impusesse e não lutasse pelas causas que o elegeram. Não votei nele para ele se transformar no homem de mão do PS para os momentos difíceis.
    O Bloco deve fazer um balanço das suas atitudes, sim, isso é evidente.
    Agora, é preciso entender o que JSF também fez o BE passar. Não é fácil engolir situações como a do Prós e Contras, como a da Ana Sara Brito, como a da Praça das Flores. Como a dos Pelouros. Assim é difícil ter confiança.

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  20. 20 20  spartakus

    Então Daniel? Tanto silêncio sobre isto?
    Digam qualquer coisa ou ainda ficam como o PS…lolololol.
    Abraço,
    http://bandeiranegra1.wordpress.com/2008/11/26/eu-sou-teimoso-mas-nao-minto-o-segredo-ja-o-escrevi-esta-no-efisa/

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  21. 21 21  Luís Marvão

    Como o pode o Daniel fazer um balanço negativo da acção do Vereador Sá Fernandes, se o conteúdo programático até estava a ser cumprido? Como bem disse o Daniel, deram-se passos importantes, tais como o plano verde, as ciclovias ou a habitação a custos controlados.
    Episódios negativos, só o da Ana Sara Brito. Não acho que o caso da Praça das Flores tenha sido assim tão dramático.
    O que me parece é o que Bloco não gosta de “sujar as mãos” com o exercício de poder, facto que não deixará de ter repercussões negativas para todos aqueles que à esquerda buscam alternativas ao PS de Sócrates.
    Enfim, lamentável para as esquerdas da esquerda.

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  22. 22 22  Daniel Oliveira

    Balbúrdio, os plenários, por natureza, são para os militantes, não reuniões de dirigentes. O senhor sabe alguma coisa sobre a vida partidária? Quanto ao trotsquista, pelos seus comentários imagine que nem saiba bem o que quer dizer.

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  23. 23 23  Nuno Rebelo

    Gostaria de cá voltar para discutir o “core issue”, passo o estrangeirismo.

    Para já, e de modo não inocente, só me apetece desabafar: que seria se em vez de Sá Fernandes fosse Alegre e em vez de BE fosse PS?

    Dos comentários que li, muito por alto, subscrevo na íntegra o de Mário Azevedo.

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  24. 24 24  jpt

    Este post diz tudo. Daqui a 1 ano, Costa diz a Sá Fernandes:”então adeusinho e obrigadinho por tudo…”, e o vereador fica sem saída, nunca mais poderá criticar Costa. Ou, pior, o PS dá-lhe um lugar não elegível no fundo da lista. Sá Fernandes está demasiado colado a Costa para concorrer como independente.

    Uma palavra para os cínicos que argumentam com “o deslumbramento do poder”: o que ganhou Sá Fernandes com esta passagem pela câmara, a não ser ter conseguido fazer passar meia dúzia de medidas que defendia? Não, o homem é honesto, trata-se de inabilidade política mesmo.

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  25. 25 25  Joao Henriques

    As tricas do partidarismo… Enquanto o saldo for a favor das cidades e dos cidadãos, partidos e politiquices f** off, pouco me interessando se o JSF ou outro qq tem um projecto pessoal de poder, afinal quem não tem amibições?

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  26. 26 26  Luis Moreira

    A verdade é que a situação melhorou e muito com Sá Fernandes e Roseta!

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  27. 27 27  Bruno Pereira a.k.a rodion

    Gostei da análise. Embora não conheça todos os detalhes da coisa como o DO deve(ria) conhecer, arrisco a não concordar com o veridicto.
    Se o Zé é inábil do ponto de vista político para saber agradar a todas as capelinhas do BE, isso já toda a gente sabia desdo o ínicio. Se o deixaram “sozinho” junto de um animal político como é o António Costa, obviamente acabou “devorado”, cometendo “erros” cujos efeitos políticos “devastadores” nas capelinhas do BE o António Costa sabia muito bem.
    Agora, em última análise, esta decisão foi uma vitória daqueles que preferem dar uns “tirinhos de pressão de ar” na praça das flores e gritar aqui d’el rei nas assembleias municipais, isto, claro, sempre com boa voz e boa pinta. Tenho pena.

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  28. 28 28  Maria João Pereira

    Caro Daniel,
    Obrigada por me ajudares a saber votar na próxima eleição para a CML!
    Foi esta razão, bem prática, que me levou a ler. Porque andava intrigada com tanto silêncio da acção do resto do elenco camarário, a menos de umas notícias contra o Sá Fernandes. Na acção do Manifesto tentei perceber, perguntei. Disseram-me que ele tinha um óptimo carácter (coisa que, convenhamos, se tornou bem importante ultimamente), mas pouca abertura, disponibilidade, vontade, de se explicar, de conversar, de dialogar- suponho que com os eleitos do BE.
    O teu texto, vertical, dá a possibilidade de, precisamente, avaliar o balanço do Sá Fernandes, e fiquei esclarecida: na conjuntura em que trabalhou dou mais de 65%, dou mesmo muito mais. Fiquei informada relativamente a muito do que me tinha escapado nas notícias. E partilho com ele a visão global da questão do porto, a menos do processo do Governo- note-se, não da CML.
    Quanto ao BE, a guerra surda começou há muito a ser visível nos jornais; aliás, sempre o mesmo: a mesma incapacidade de ultrapassar o “espírito dos grandes principios”, mas muito pouca transparência nos processos, uma vacinação genética relativamente à alteridade, um agudo sentido grupal.
    Grande tiro no pé, este de Lisboa! Nem sei mesmo se de consequências nos resultados nacionais.
    O Sá Fernandes talvez continue a fazer -que é o que sabe fazer melhor, melhor do que outros. Talvez volte a votar nele. Provavelmente.

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  29. 29 29  Nuno Cavaco

    Sou militante do PCP e como tal não me vou pornunciar sobre as questões internas do BE, mas gostaria de expressar a minha opinião em alguns dos assuntos em que José Sá Fernandes teve influência:

    Na questão dos contentores, penso que Sá Fernandes têm estado muito mal porque aí, não coloca o interesse da cidade em primeiro lugar. Parece-me que defende coisas que não têm defesa, como a concessão. Com a postura que transmitiu aos lisboetas tinha que denunciar a concessão e todo o processo que lhe deu origem;

    A sua falta de critica às posturas, algumas lesivas à cidade, da gestão de António Costa, o que leva a que as pessoas coloquem a farinha no mesmo saco

    A sua falta de ligação ao Bloco que é aqui demonstrada quando ele afirma que coloca os interesses partidários de lado. Aqui, penso que esta postura é grave e não beneficia a democracia porque foi o BE que trabalhou para a sua eleição, que na minha opinião é uma eleição do BE. Sá Fernandes deveria ser um actor de um projecto maior e não o representante de um monólogo!

    Assim, e como cidadão penso que acaba por ser positivo a desmontagem do comportamento de alguns ditos “indepententes” que só o são para um lado e muitas vezes contra o que sempre defenderam.

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  30. 30 30  Ricardo
  31. 31 31  h - V&P

    É injusto deixar este comentário no blogue de alguém que tem ética e princípios: mas se este “divórcio sem o consentimento do outro cônjuge” prova alguma coisa é o facto de o BE ser um partido de rua, incapaz de ser uma solução para a governação!
    Não concordo com o titulo do post: nesta fotografia, ficou bem Portas (o Paulo, claro) porquanto se prova que só o CDS de PP pode ser solução para uma aliança pós eleições legislativas!
    Porque não me “forniquem”: a decisão de ontem não é sobre Lisboa é sobre o País!

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  32. 32 32  fado alexandrino

    Há pessoas que podem passar toda a vida fazendo os outros julgar que são competentes.
    Outras têm azar porque de repente são chamadas a intervir em vez de falar.
    É o caso do famoso Zé, o paladino da honestidade e o apóstolo da providência cautelares.
    O mal que já causou a Lisboa não pode ser contabilizado.

    Na única intervenção que lhe conheço pública, (outras pelos jornais já tinham dado conta da sua intransigência e até má educação quando confrontado), mostrou claramente o que é.
    Um político muito mal preparado que atira para cima da mesas umas folhitas A4 e fala de assuntos dos quais nada percebe.

    Não me vou alongar mas lembro que no tal programa a sua intervenção foi declarar que enterrar a linha de Cascais custava 150 milhões de euros e depois acrescentar que nem sequer sabia se era possível e desconhecer que não há projecto nenhum.

    Sobre as maravilhas que Daniel Oliveira por aqui aponta só sei que uma Câmara falida com 13,000 empregados precisou de integrar mais 800 que estavam a prazo e contracta a empresas externas quase tudo, incluído o pintar de passadeiras.

    Adenda

    A Câmara não tem nada que se pronunciar em “relação ao negocio com a Liscont, que no passado nunca o deixaria em silêncio.”

    Porque razão é que havia de tomar posição neste assunto?

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  33. 33 33  A.R.A

    A politica tem destas coisas e nem o Louçã nem o D.O deveriam ficar surpresos com a postura do “ZÉ” que se tornou num “self made” activista na protecção da cidade e cidadãos de Lisboa contra a corrupção reinante.

    Pois o dedo que aponto ao vereador (se calhar a tentativa de suborno da BragaParques foi insultuosa por ser tão comedida em nº’s comparando, se calhar, com o da Mota-Engil) como também aponto o dedo ao BE vulgo Louçã que no calor do mediatismo do tunel do Marquês e da tentativa de corrupção chamou para as suas fileiras um personagem que, para mim, continua a ser um enigma, lhes fez retirar dividendos politicos a curto prazo mas que se poderá tornar a medio/longo prazo a queda de confiança na clarividencia de liderança do BE não só de possiveis votantes como dos proprios militantes.

    Embora não me tenha pronunciado no post sobre os contentores da frente ribeirinha de Lisboa, devo afirmar que será um erro crasso para a cidade (e país!) se tal obra fôr adiante, pois tendo a margem Sul do Tejo ou até o passeio maritimo de Algés ou atè as instalações da falecida Lisnave, será um autentico tiro no pé houver um aumento da capacidade de recepção de contentores quando o futuro será (ou deveria de ser) o aproveitamento geografico de excelencia que Lisboa têm tanto oferta de melhor qualidade de vida para os residentes como para o turismo, com a criacção de um sem nº novos postos de trabalho em serviços.

    Lisboa é e será sempre uma cidade portuária onde os estivadores terão sempre trabalho (meu avô trabalhava na estiva) agora deixem que se criem novos postos de trabalho pois trabalho é algo que vai escassiando cada vez mais neste país.

    Aquele Abraço
    A.R.A

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  34. 34 34  António

    “Este PS tem sido muito bom para Lisboa” Sá Fernandes no DN de hoje.
    Tal como a Mota-Engil!
    Fiquei esclarecido sobre este vereador independente.

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  35. 35 35  Toino

    Um dos graves problemas que enferm,a o BE é a sua demagogia, fazem-se arautos da credibilidade e da frontalidade mas depois a nódoa cai no pano neste caso de linho, o BE aparece, não como uma necessidade politica, mas sim, para dar muito emprego a muita gente muita mesmo, concerteza que existem pessoas coerentes no BE mas são muito poucos, o zé faz falta, e o zé faz-me lembrar tantos que passaram pelos corredores do poder, lembro-me do já falecido Acácio Barreiros, nos grandes discursos na AR que grande revolucionário que ele era, acabou no PS, poderia acrescentar muitos a esta lista de oportunistas sem vergonha, quem se lixa é o povo que ainda vai em cantadas destes senhores.

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  36. 36 36  João

    “Mesmo na reabilitação, onde as coisas avançaram muito lentamente e pouco, foram dados alguns passos. Foi pedido um empréstimo ao BEI de 170 Milhões de euros a serem gastos numa parceria com o IHRU. Havia algumas empreitadas paradas por falta de pagamento que voltaram a andar. Por exemplo em Alfama.”
    A reabilitação tem alguma coisa a ver com o Zé? Não sabia, pensava que estava dependente do vereador do Urbanismo e do director municipal da Reabilitação.
    Ou então está a dizer que foi graças ao poderio do BE na CML que a Reabilitação está a andar? Estou mesmo a ver o arq.Manuel Salgado a tremer de medo…
    Além disso, o importante na Reabilitação não são as pequenas empreitadas que estavam paradas e voltaram a andar, é a definição de uma política de reabilitação consagrada no PDM. E isso não foi com certeza nem o BE nem o Zé que estão a fazer.
    Bastava ter ido ao site da CML informar-se Daniel.

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  37. 37 37  albertino m.

    a argumentação deste oliveira vai de arrastão. primeiro descreve o suposto trabalho exemplar do zé que já não faz falta, qual hércules da capital portuguesa. e tudo para concluir que a apreciação que faz é…negativa! e porquê? porque o tonto do sá fernandes apareceu numa conferência de imprensa e num prós e contras(sic). LLOOOOLL
    este bloco é mesmo uma foça alternativa, nomeadamente uma alternativa à sensatez, à análise racional, à inteligência.

    então o oliveira em causa tinha que decidir entre a honestidade intelectual (mariquices à parte, o que ele diz do zé é mais do que suficiente para o apoiar) e o apego à sua passada e futura carreira no bloco. e quem esperaria outra coisa?! uma no cravo, outra na ferradura, vão-se os zés, fiquem os chicos espertos!

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  38. 38 38  balburdio

    Parece-me que o Daniel não está verdadeiramente ciente de onde está metido!
    convém portanto alertá-lo para alguns factos.
    O seu glorioso lider veio do PSR, um partido de ideologia trotskista mandelista, e este partido é a única presença ideologicamente consistente no bloco de esquerda.
    O resto é um sortido de ex-isto e ex-aquilo, desde marxistas a maoistas, passando por velhos saudosistas da 4ª internacional, MRPPs de orientação panfletária e uns quantos anarquistas de inspiração opiácea!

    Há também todo um charivari de grupos extra-politica: LGBTs e aliens em geral, narco liberais (passo o eufemismo), feministas, grupos pró-afirmação, pseudo-ambientalistas , sindicalistas desempregados, etc….

    Onde é que o Daniel entra neste carrocel???

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  39. 39 39  mary´s

    Por isso tudo Daniel, votei contra também.
    Por isso tudo e por não aceitar que um partido do qual faço parte tente transformar as suas falhas numa “caça às bruxas”, por se demitir da análise a que os erros obrigam, com arrogância muitas vezes. Partido esse que também, não soube estar quando era necessário, por perto daquilo que também foi decisão sua.
    Não é uma boa corrente esta nem leva a lado nenhum, a política faz-se no presente e esta era uma óptima oportunidade para o Bloco mostrar “destreza”, não mostrou.
    Grande parte nunca esteve com José Sá Fernandes, grande parte quer continuar “fechado” e todas as oportunidades são usadas para demonstrar esse “pé pesado” que não reutiliza as falhas para se transformar.
    Pessoalmente é por isso que estou no bloco, por ser de forma activa observadora da mesma forma nas vitórias e nas desilusões. Esta foi uma desilusão mais com o Bloco do que com José Sá Fernandes.
    Com o que vem pela frente continuarei a estar com o BE mas sem temer ver os seu defeitos e falar deles quando for caso disso.

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  40. 40 40  Zé manel

    Desta história ou novela ressalta uma realidade.
    A irresponsabilidade política do BE em lançar uma personalidade políticamente inconsistente para encabeçar a sua lista.
    Era perfeitamente previsivel que isto sucederia, um dia.
    As grandes palavras da modernidade e da renovação do discurso político, apregoadas pelo BE são apenas isso : apenas palavras. A praxis política é muito mais exigente. Consequente.
    Como militante do PCP afirmo:
    o rompimento do acordo não traz mal nenhum ao mundo nem é a desgraça da humanidade. É o que é, e não aumenta a presença do PS na Câmara nem diminui o Bloco na sua actividade.
    Não há drama: Todos os partidos políticos no desenvolvimento da sua actividade têm que assumir posições deste tipo. Estranho era O Bloco fazer figura de virgem em casa de meninas.
    Obviamente, O bloco e os seus dirigentes, têm todos muitos anos de praxis política e estavam todos muito longe da pura virgindade que o bloco garbosamente exibia.

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  41. 41 41  possidónio

    Há aqui algo que me espanta!
    O JSF/BE, com 6,5% (ou por ai!) faz um acordo com o partido que ganhou as eleições.
    Claro que, não sendo os programas iguais, tem de haver cedências de parte a parte – e, neste caso, proporcionalmente, não tenho dúvidas que quem mais cedeu foi o PS.
    As razões para a quebra de confiança, analisando as palavras do DO, são uma “feira” na praça das flores, e um negócio que, sendo importante, escapa à tutela da autarquia!?
    No comprendo!!!!
    Ou melhor, compreendo – o BE, afirmando-se como um paladino da verdade, acha que não está na sua natureza a cedência a outras opiniões – mesmo que a proporção lhe seja muito desfavorável (o que quer dizer, e muitas vezes difícil de entender para o BE, que há muitas mais pessoas a querer a opinião de outros que as do bloco!).
    E o problema do Bloco é esse – a falta de flexibilidade!
    Apesar disto, a honestidade do DO é de louvar – mas atenção Daniel, atenção que essa falta de flexibilidade ainda lhe cai em cima!

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  42. 42 42  Zé manel

    Retomo o meu comentário anterior:
    Na sequ~encia deste processo, a decência obrigaria a que José Sá Fernandes abdicasse do seu lugar de vereador – tendo sido o rosto do BE ele foi eleito numa lista do BE.
    Digo isto há muito tempo e serve para todos os partidos.
    É pena que o BE, não faça valer essa sua condição de força eleitoral que elegeu um vereador, com receio sub-consciente de ser acusado de totalitário. A cedência do BE a esta teoria política de que os mandatos não devem ser reclamados pelas forças eleitorais é perigosa e deveria ser melhor analisada. Sá Fernandes em última instãncia é sempre detentor do mandato, mas deveria entregá-lo à lista de que fez parte. O Bloco, mantendo o seu silêncio está efectivamente a jogar um jogo perigoso e que tem um único objectivo táctico de atacar outras forças políticas.
    Mas o BE faz figas para que o feitiço nunca se vire contra o feiticeiro.

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  43. 43 43  h - V&P

    O Comentador ZÉ Manuel tem toda a razão: esses empecilhos dos independentes têm de aprender que apenas servem para conseguir votos para os Partidos!

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  44. 44 44  Francisco

    Com o BE a “continuar assim, haverá 2 cenários e 2 “escolhas”:

    1º- O PS ganha as Legislativas com maioria absoluta.
    O BE GANHA pois pode “continuar a lutar contra as políticas de direita”;

    2º- O PS ganha as Legislativas sem maioria absoluta.
    Procura coligação ou Acordo de Incidência Parlamentar.
    O PCP não pode…
    O BE não quer….
    O que resta ao PS ? PSD ou CDS.
    O BE GANHA pois pode “continuar a lutar contra as políticas de direita”.

    Eis o resultado-maravilha dos grandes ideólogos do BE :
    O BE GANHA SEMPRE.

    (até já… que vou dar umas gargalhadas lá fora!)

    [Responder]

  45. 45 45  A.R.A

    Balburdio, hoje saiste na rifa!

    Isso de ideologia trotskista não existe e a diversidade nunca fez mal a ninguem, ao contrario,o proprio, dá a entender como sendo alguém cristalizado num tempo de má memória não só para Portugal como para o mundo. Felizmente como o balburdio há poucos!

    Mary’S

    O “mea culpa, mea maxima culpa” do BE demonstra muito mais do que falta de destreza politica põe, isso sim, a nú as fragilidades de orientação politica de um partido que (neste caso) fez da conveniencia o seu instrumento para alcançar alguma notoriedade. Por isso, acho que não tratou de falta de destreza mas sim de maturidade.

    Ze Manel

    Embora não seja militante, desde que me reconheço como pessoa adulta sempre fui e serei comunista (Marxista/Trotskista)e eleitor votante do PCP,então se me permites Zé Manel começarei por te tratar camarada.

    Camarada, acredito que nunca se deve aceitar com ligeireza qualquer cisão interna em qualquer partido. Tu mais que ninguém o deverias saber!
    Diz-me com quem andas e eu digo quem tu és e assim sendo acho que se deve, de uma vez por todas unificar ao invés de perseguir militantes com provas mais do que dadas (o que não é o caso do Sá Fernandes)e ostraciza-los com uma severidade impropria perante camaradas com quem se partilhou uma luta E UM IDEAL.

    Acredito num PCP de vanguarda e não num partido de purgas e expulsões, por isso camarada, não me leves a mal mas a ligeireza com que dizes
    …” Não há drama: Todos os partidos políticos no desenvolvimento da sua actividade têm que assumir posições deste tipo.”…
    devia ter sido mais ponderada pois poderá dar azo a interpretações menos felizes por parte de quem te esta a ler.

    Aquele Abraço
    A.R.A

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  46. 46 46  joão

    às vezes dá-me a sensação de que o Daniel Oliveira ainda não percebeu que está metido num partido extremista onde obviamente a posição tomada ontem seria a única possível. é assim que funcionam as cabeças nos extremos políticos.
    felizmente, o Daniel pensa pela sua cabeça, o que louvo. só que os partidos extremistas não estão formatados para lidar com isto. um dia tratarão o Daniel como trataram agora o Sá Fernandes.

    [Responder]

  47. 47 47  Sebastião Dias

    O episódio com Sá Fernandes só vem demonstrar ao bloco e aos seus militantes que este tem de ser apenas um partido de protesto, nunca um partido de poder.

    Governar implica negociar, gerir conflitos, encontrar consensos, aplicar soluções possíveis. Isto não se coaduna, nem nunca se vai coadunar, com a «pureza ideológica» do bloco.

    A esquerda caviar esteve na moda mas as modas passam. Ficam as poucas franjas que se revêm nas causas fracturantes, alguns jovens idealistas e outros marretas pseudo-intelectuais que assim se acham muito cool.

    Fora de moda, sem implantação autárquica e com os habituais conflitos internos que fazem deste partido tudo menos um bloco, o futuro não parece muito promissor. Ainda bem, já não há pachorra para os Louçãs, para os Fazendas, os Rosas, as Dragos e companhia.

    [Responder]

  48. 48 48  cobardolas

    E outra coisa: O Bloco bem que podia ser um bocadinho mais humilde, já que foi graças ao Zé que tiveram os votos que tiveram em Lisboa. A não ser que metam um dos grandes nomes do partido na próxima lista (tipo Ana Drago ou semelhante), duvido muito que tenham a mesma quantidade de eleitores do lado deles.
    Aliás, esta notícia de retirarem a confiança ao Zé vai-lhes custar eleitorado, e é bem feita.

    Digo isto mas continuo a simpatizar com o Bloco, apesar de tudo.

    [Responder]

  49. 49 49  fado alexandrino

    Sá Fernandes em última instância é sempre detentor do mandato, mas deveria entregá-lo à lista de que fez parte.

    Meu senhor sem o Zé, o Bloco De Esquerda tinha elegido o contínuo de uma dos milhares de repartições que há na Câmara.
    Nas próximas eleições mesmo que apresentem a Ana Drago, que aliás tem um curriculum autárquico impressionante ou, sei lá, aquele senhor que quer bicicletas e mais bicicletas vão comer o pão que o Diabo amassou.

    A experiência dos independentes, Roseta & Outros incluídos, mostrou claramente o que valem.
    O povinho à primeira cai, mas à segunda é mais esperto do que muitos analistas pensam.

    [Responder]

  50. 50 50  Patricia

    Na minha opinião os partidos de protesto só o são até ao dia que assumem a “maçada”de estarem no poder a terem que tomar decisões.Tanto o BE como o PCP fogem como diabo de cruz de alguma vez assumirem cargos de responsabilidade na governação do país.Porque tendo forçosamente que fazer escolhas e assumir decisões,expoem-se á opinião do cidadão eleitor.Sendo de protesto facilmente cavalgam a onda de todas as contestações e conseguem alguns votos dos contestatários.Não quero dizer com isto que os partidos sejam todos iguais ou defendam as mesmas soluções,concordo mais com uns do que com outros,mas se fosse possível gostava de os ver,não a gritar na AR,mas a governar uma temporada,talvez aprendessem muitas coisas.

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  51. 51 51  Ant.º das Neves Castanho

    Concordo no essencial com o D. Oliveira, mas acho que o mais importante é o que diz o Sebastião Dias e que eu não só subscrevo, como aprofundo: o B. E. tem sido um óptimo Partido de protesto, uma excelente consciência crítica – estou quase sempre de acordo nesta vertente de actuação.

    Mas está muito longe de poder ambicionar a ser um Partido de Poder, o que pode ser negativo. Porque poderá um dia colocar-se a questão: para quê votar no B. E.? E esse dia será já o dia das próximas legislativas (e também o das autárquicas, pelo menos em Lisboa).

    Por isso, sobretudo neste momento político, o B. E. SÓ TEM A PERDER em continuar a afiar as garras do protesto e em não aperfeiçoar a ferramenta para o TRABALHO.

    Penso até que o B. E., se soubesse crescer, poderia vir um dia a emparceirar com o P. S. como as duas grandes forças políticas e sociais de mudança em Portugal, deixando à Direita e ao moribundo P. C. P. a tarefa do imobilismo e do conservadorismo (cada um à sua maneira, que no fundo são simétricas…).

    Será o B. E. capaz de ultrapassar um dia a sua difícil adolescência?

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  52. 52 52  toulixado

    Em relação a Sá Fernandes o seu balanço que até agora me parecia claramente positivo virou de repente negativo…

    Em relação ao Bloco, primeira experiência de poder com um independente numa grande cidade acabou mal, acabou mal.

    Elucidativa a postura de poder do Bloco.

    [Responder]

  53. 53 53  Ant.º das Neves Castanho

    Quanto ao Zé Manel e à questão por ele suscitada, concordo e discordo da sua opinião. Explico: no caso da Luísa Mesquita concordo, porque se trata de uma eleição para um órgão legislativo. O lugar é, com todo o direito, do Partido. No caso do Sá Fernandes discordo, por se tratar de um cargo Executivo: o voto é, em grande medida, da personalidade eleita.

    Como se depreende desta minha posição, não acho nada “badalhoca” a nova Lei eleitoral da Autarquias, que permitiria acabar com a balbúrdia actual, que é a de ter Vereadores, ou seja, eleitos para um órgão executivo da governação e também da oposição. Isto sim, é uma total badalhoquice, com que urge acabar.

    Mais, se uma força política vence, deve ter a exclusividade dos Vereadores. A proporcionalidade não faz qualquer sentido num órgão EXECUTIVO. Só amplia a nebulosidade. Claro que, nesta concepção, os poderes das Assembleias deveriam ser devidamente reforçados, nomeadamente o de controlar a legalidade da acção do Executivo camarário. Tudo muito mais transparente, para evitar a balbúrdia actual…

    [Responder]

  54. 54 54  mary´s

    Bem!!! Tanta prova tirada de um facto e tanta teoria.
    Às vezes as coisas políticas passam por uma coisa chamada “pessoas”! Não vi aqui um vereador a roubar, a aldrabar, a receber por baixo da mesa. Era bom que se gastasse tanta verve com esses casos.
    Tomou posições que não foram aquelas que se esperavam. Resultou numa reacção, melhor ou pior, será objecto de análise pelo próprio BE.
    Sempre que vejo muita gente a olhar para o problema do mesmo ponto de vista, penso se não estariam à espera ou mesmo desejosos que aparecesse “o problema”, fosse ele qual fosse!

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  55. 55 55  Ricardo

    Patrícia, o PCP foge como o diabo da cruz do poder?

    Atribuir essa irresponsabilidade ao PCP é um manifesto de ignorância além de uma falsidade. O PCP, além das inúmeras câmaras e freguesias onde está representado, em muitas deles com maioria, luta por uma influência política cada vez maior – capaz de dar resposta aos problemas económicos e sociais do país. Muitas das conquistas que se obtiveram no pós-25 Abril deveram-se, em parte, à influência do PCP quando teve essa oportunidade, em parte pela pressão da população por essas mesmas conquistas.

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  56. 56 56  renegade

    Tenho pena que isto acabe assim. Só não fiquei surpreendido com esta decisão porque há muito tempo que os insatisfeitos do bloco andavam publicamente a tirar o tapete ao Sá Fernandes. De facto, as críticas públicas ao homem vinham de dois lados: do bloco de esquerda e da constelação de interesses da Bragaparques. O Sá Fernandes foi inábil. Fez das suas, pois fez. Mas falta de confiança política é outra coisa e aqui discordo do Daniel Oliveira. Partilho a opinião de alguns comentadores: a inabilidade só resulta em falta de confiança política porque o BE tem outros interesses políticos, eleitorais e aparelhísticos que extravazam a luta pela melhoria da cidade de Lisboa. Também já seria pedir muito ao DO que fosse tão longe. Tenho pena que o BE se reduza a isto e hipoteque desta maneira a esperança de mudança em Lisboa que tanto apregoou. Eu não votei em Lisboa, votei em Oeiras (e nem sequer votei no Bloco), mas o Sá Fernandes teria tido o meu voto, sem dúvida.
    Fica uma sugestão: metam lá o Pedro Soares ou outro puro do aparelho do mesmo calibre, daqueles que estão sempre contra e nunca constroem nada. O homem anda a chegar-se à frente há que tempos. Tantos bons serviços à causa têm que ser recompensados.

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  57. 57 57  Daniel Oliveira

    Também acho injusto, Ricardo. Se até com o Rui Rio Rio e Fernando Seara governou.

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  58. 58 58  A.R.A

    Maryyyyyyyyyyyyy’ssssssssss!!Bom dia!

    …”Não vi aqui um vereador a roubar, a aldrabar, a receber por baixo da mesa”…
    - Mota-Engil ganha concessão sem concurso publico,isn’t that funny? Mas que coincidencia.

    AntºN.Castanho

    Trabalha numa funeraria?
    …”e ao moribundo P. C. P. a tarefa do imobilismo e do conservadorismo”…
    é que aos anos que lhe deram o óbito só que o corpo ainda não apareceu, antes pelo contrario deslocasse vigoroso, deixe-me relembrar-lhe as autarquicas 06 PCP/PEV-32 cameras sendo a maioria na cintura metropolitana LX

    Patricia

    Embora eu defenda que o PCP nunca poderá ser um partido eleitoralista do eu prometo mas sim de mudança efectiva devo lhe relembrar que de há muitos anos para cá que o PCP já está muitissimo experiente em governar, e bem, cameras municipais por esse Portugal fora por isso meter o PCP e o BE no mesmo saco demonstra alguma ignorancia politica da sua parte.

    Aquele Abraço
    A.R.A

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  59. 59 59  A.R.A

    Pois, pois! Daniel Oliveira o seu comentario nº57 a sua ironia tem um titulo:
    - Fuga para frente – se calhar ainda se vai fazer um filme ou uma foto novela em estilo mexicano. Voçê já deu o mote, agora é só esperar pela as reacções ou se preferir em Português do Brasil ou melhor em Português ortográficamente acordado – Cênaíssss dos próssimoesss êpisidgiosss

    Mi aguardgiiii
    A.R.A

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  60. 60 60  Zé Bonito

    Muito mais interessante do que o final doapoio do BE a Sá Fernandes, é analisar o conteúdo da maior parte dos comentadores deste post, provavelmente apoiantes dos partidos de poder, PS e PSD. Para eles, o BE errou porque sem a “imagem” de Sá Fernandes vai, muito provavelmente, perder votos. Não lhes passa pela cabeça que é precisamente isso que valoriza a atitude do Bloco.

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  61. 61 61  Sebastião Dias

    As comparaçõs entre o PCP e o Bloco não fazem qualquer sentido.

    O PCP tem implantação autárquica, o BE não.

    O PCP já liderou muitos executivos camarários, o BE não.

    O PCP geriu com algum sucesso câmaras em aliança com outros partidos, o BE não.

    O PCP é um partido com bastante coesão, o BE é um aglomerado de tendências de extrema esquerda convivendo pouco pacificamente debaixo do mesmo tecto.

    O PCP tem um eleitorado fixo bastante fiel e bastante homogéneo. O BE não sei se percebe bem o eleitorado que tem.

    O PCP não foge do poder. O BE acha que a experiência política conspurca a sua pureza ideológica.

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  62. 62 62  Nuno Góis

    Só não entendo tantas questões em relação à posição do BE, principalmente quando o Daniel vai às reuniões. Porque não coloca essas questões por lá? Seria mais benéfico e mais clarificador. Mas, pelo contrário, ao vir aqui mostrar que não percebe bem uma série de pontos, só se descredibiliza ao dizer que o PCP (partido mais democrático em portugal) é um partido muito fechado.
    Quanto ao mais já expressei a minha opinião aqui:
    http://nempaznemguerra.blogspot.com/2008/11/era-ele-de-quem-o-be-nos-avisava.html

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  63. 63 63  B Aranda

    Bom post

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  64. 64 64  contador de histórias (com h)

    o problema começa logo nos primeiros dias depois das eleições:
    1- o zé recebe um telefonema de antónio para aceitar uma proposta de acordo;
    2- o zé diz ao bloco e o bloco responde com dez pontos que nunca na vida achou que seriam aceites;
    3- o zé recebe novo telefonema do rato do antónio a dizer que aceitava;
    4- o zé diz ao bloco que os pontos foram aceites e a comissão política do bloco fica sem saber o que fazer (o objectivo sempre tinha sido um acordo impossével);
    5- a comissão política do bloco decide que mesmo assim não aceita o acordo e telefona ao zé para o informar;
    6- o zé, incrédulo, diz que se demite porque é o seu bom nome que está em causa;
    7- de mãos atadas a comissão política volta a reunir e não tem outro remédio senão aceitar o acordo;
    8- a partir de aqui o be decide vigiar todos os passos do traidor e decide-se sublinhar tudo o que estiver mal e calar tudo o que for bem feito.
    9- no dia 26/11/08 é retirado formalmente o apoio político que nunca existou de facto.

    E assim foi a bela história. O zé fica com as culpas de uma direcção incapaz e incompetente, que quer dar ares de maturidade, mas que ainda não mandou para o lixo a bisnaga de clerasil.

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  65. 65 65  Nuno Pedrosa

    O Bloco nasceu para ser um bloco. Não consegue ser mais que isso. Um local onde se pintam grafitis, se proclamam amores e desamores, uma barreira para o poder, um obstáculo colocado pelos insatisfeitos e utópicos.
    O Bloco no poder não é viável… Desintegra-se…

    A desilusão é legítima mas é de quem não percebe de blocos.

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  66. 66 66  Maria João Pereira

    Caro Daniel,

    é um sucesso esta prosa! Sei que existem programas informáticos de análise de conteúdo, e o grande número de respostas merecia um tratamento mais consentâneo com o esforço e perdas de produtividade associadas a tanta parada-resposta.
    A maioria das respostas é-me indiferente – sei vagamente do que tratam, mas não tenho queda para a guerrilhazinha ideológica. Sou suficientemente inculta para não ficar confundida com os argumentos.
    A questão porém era bem séria, de muito alcance, ainda que, como alguém por aí deixou escrito, cada parte vai à sua e há muitos futuros disponíveis. Logo, nenhuma decisão tem o dramatismo que lhe atribuímos nas primeiras horas. “´L’écume du temps”.
    Xiao, porque tão cedo não voltarei a gastar o meu tempo com o que se escreve nestes moldes. Foi uma experiência esclarecedora e edificante que eu só fiz para sabercomo funcionava. Lerei, quando muito o teu texto, se o assunto me interessar, por vezes sorrirei com as tuas maldades, esperarei pelos desenvolvimentos do Bloco e, curiosa, irei saber o que pensas sobre eles, para minha ilustração.

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  67. 67 67  Ricardo

    Daniel Oliveira

    Com Rui Rio não governou; governa. E é especialmente útil aos portuenses não só porque é o vereador que tem estado na linha da frente contra as descabeladas propostas do PSD (ver aqui por exemplo este texto de Rui Sá), tendo sido o vereador que mais vezes votou contra as piores decisões da Câmara (ao contrário do que se passou com o BE em Lisboa…) como por ter feito, no mandato anterior, um excelente trabalho no pelouro do Ambiente e SMAS que teve o seu melhor funcionamento nos anos em que esteve Rui Sá. Mais, apesar de estar na Câmara sempre apoiou as lutas dos trabalhadores da Câmara, em especial o do fecho das cantinas municipais.

    E para a Sra. Patrícia, que acha que o PCP não quer governar, fica este link. Trata-se de uma situação em que Rui Rio faltou à verdade quando se tratava de dar um pelouro com relevância social à CDU (tal como tinha dado no mandato anterior com o SMAS) que foi vergonhosamente negada.

    Resumindo: no Porto a CDU quer, e já governou, bem, embora não tendo maioria, tendo-se notado uma grande melhoria nos serviços públicos do pelouro CDU. E para isso, não é preciso trair princípios, como é o caso do nosso amigo… Zé.

    Aquele abraço

    [Responder]

  68. 68 68  Ricardo

    Daniel Oliveira

    Com Rui Rio não governou; governa. E é especialmente útil aos portuenses não só porque é o vereador que tem estado na linha da frente contra as descabeladas propostas do PSD (ver aqui por exemplo este texto de Rui Sá), tendo sido o vereador que mais vezes votou contra as piores decisões da Câmara (ao contrário do que se passou com o BE em Lisboa…) como por ter feito, no mandato anterior, um excelente trabalho no pelouro do Ambiente e SMAS que teve o seu melhor funcionamento nos anos em que esteve Rui Sá. Mais, apesar de estar na Câmara sempre apoiou as lutas dos trabalhadores da Câmara, em especial o do fecho das cantinas municipais.

    E para a Sra. Patrícia, que acha que o PCP não quer governar, fica este link. Trata-se de uma situação em que Rui Rio faltou à verdade quando se tratava de dar um pelouro com relevância social à CDU (tal como tinha dado no mandato anterior com o SMAS) que foi vergonhosamente negada.

    Resumindo: no Porto a CDU quer, e já governou, bem, embora não tendo maioria, tendo-se notado uma grande melhoria nos serviços públicos do pelouro CDU. E para isso, não é preciso trair princípios, como é o caso do nosso amigo… Zé.

    Aquele abraço

    [Responder]

  69. 69 69  Ricardo

    Oops, peço desculpa pelo comentário duplicado, mas alguma coisa falhou no HTML. Para não encher mais espaço aqui deixo os dois últimos links.

    http://oinsurgente.org/2007/07/09/o-bloco-de-esquerda-e-a-bragaparques/

    http://dn.sapo.pt/2005/10/28/nacional/rui_rejeita_pelouro_distribuido_rui_.html

    Sintam-se à vontade para apagar o comentário anterior a este (o duplicado).

    [Responder]

  70. 70 70  spartakus

    Saudações ao Zé.
    Nada de pessoal Daniel, ( no Bloco respeito o Miguel, a Alda e tu ), mas a social-democracia burguesa parlamentar dá nisto.
    Abraço.
    http://bandeiranegra1.wordpress.com/2008/11/26/1109/

    [Responder]

  71. 71 71  Bolota

    “ A verdade é que Sá Fernandes perdeu a sua autonomia em relação a António Costa em relação ao PS “

    DO,

    Quando eu lhe disse que se votei Zé era porque não querias votar Costa, você não pensava assim.
    Mas este desfecho era mais que evidente.

    Mas como nestas coisas há sempre aproveitamentos, quem se aproveitou de quem??? Foi o BE que se pendurou no Zé, ou foi o Zé que de pendurou no BE???

    [Responder]

  72. 72 72  Joao Henriques

    PCP vs BE, o bipartidarismo dos pequenitos
    Poder vs governação, uma coisa é diferente da outra

    Entretidos com jogos florais, esquecemo-nos de arranjar alternativas e por mim, elas estão fora do partidarismo, que hoje em dia não é um projecto de governação, mas sim de poder, lógica seguida por TODOS os partidos, mesmo o BE “aparentando” não querer o poder pelo poder, só demonstra o “quem desdenha, quer comprar”.

    A vida política está centrada no partido/ideologia (mais à esquerda e mais á direita) e no salve-se quem puder (o famoso centrão, ora PS ora PSD). Tirando meia dúzia de excepções/pessoas em todos os quadrantes, nenhum destes casos serve.

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  73. 73 73  D. Joao V

    Libertem o Terreiro do Paço dos Domingos! Devolvam-nos a Casa dos Bicos!

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  74. 74 74  carlos cunha

    comecei a ler a sua confissão mas não consegui acabar. perde-se mais tempo que a preencher os formulários da anterior versão da avaliação dos prof´s. não será possível resumi-la em dois ou três parágrafos?

    [Responder]

  75. 75 75  João Branco

    sá fernandes fez mais do que eu alguma vez imaginaria que se conseguisse fazer. 1 verador parte de uma maioria relativa numa câmara falida? queriam melhor?

    merda para o bloco.
    que aprenda a fazer o trabalho de casa

    olha um exemplo do discurso “ignorante mais orgulhoso”

    http://www.esquerda.net/index.php?option=com_content&task=view&id=9356&Itemid=46

    Sinceramente, relativamente ao potencial financiamento das bicicletas de uso partilhadas, o bloco não pode alegar ignorância. bastava-lhe perguntar aos seus militantes que elaboraram a proposta. é que o que ficou por contar é que a proposta apresentada por marcos perestello saiu do gabinete do verador do bloco.

    é que eu, que poucos contactos tenho, quando também tive dúvidas sobre o financiamento, enviei um email e esclareci-me em 1 dia.

    teria sido muito bom o bloco não ter usado coisas como estas para fazer jogo político. teria sido bom o bloco ter-se comportado de forma mais inteligente. se queria ser revolucionário anti-sistema não apoiava sá fernandes, se queria ser reformista não o desapoaiava porque o que é facto é que o homem trabalhou de forma coerente.

    [Responder]

  76. 76 76  Contraponto

    Sempre tive simpatia por José Sá Fernandes enquanto “consciência critica” do cidadão de Lisboa. Tive muitas dificuldades em perceber se era bom o acordo entre o PS e o BE para a governação da CML. Concordo em parte, com a análise de Daniel Oliveira mas penso que o BE fez bem em retirar o apoio ao vereador Sá Fernandes.

    [Responder]

  77. 77 77  Bolota

    Hoje de facto são só novidades…O BE ainda não arrefeceu o lugar do Zè e…

    A Nova Esquerda
    Pedroso e Louçã apresentam «manifesto contra a política light»

    http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=118017

    À margem do debate, Paulo Pedroso disse ao SOL que nas próximas legislativas, acredita nas virtudes «um governo forte, com uma nova maioria absoluta».

    [Responder]

  78. 78 78  fado alexandrino

    carlos cunha
    26 Nov 2008 às 21:39

    Namoramos, casamos com beijos na boca.
    Houve traição (a noiva não era virgem) e divórcio litigioso.
    A noiva é apetecível e casará novamente.

    [Responder]

  79. 79 79  fado alexandrino

    sá fernandes fez mais do que eu alguma vez imaginaria que se conseguisse fazer. 1 verador parte de uma maioria relativa numa câmara falida? queriam melhor?

    Eu só queria era que o senhor listasse aí duas medidas que o vereador tenha levado à prática.
    Olhe que projectos para 2017 não vale!

    [Responder]

  80. 80 80  Daniel Oliveira

    Sobre espaços verdes, e apenas isso, pode ver aqui algumas coisas: http://anossalisboa.cm-lisboa.pt/index.php?id=1905

    Há muito mais

    [Responder]

  81. 81 81  Mário Moniz

    Felizmente que esta discussão estéril não passa disso mesmo e que todos os comentários, políticos, mais ou menos ideológicos, ou simplesmente tolos, se ficam por aqui.
    Pelo menos não semeiam a confusão na cabeça do verdadeiro interessado, o cidadão comum.
    Mas da maioria dos comentários mais tolos, ressalta uma certaza: o fenómeno BLOCO DE ESQUERDA incomoda muita gente. Isso, até o cidadão comum percebe.

    [Responder]

  82. 82 82  Bolota

    “ Mas da maioria dos comentários mais tolos, ressalta uma certaza: o fenómeno BLOCO DE ESQUERDA incomoda muita gente “

    Mário Moniz,

    Completamente de acordo…Incomoda tanto, tanto, que até incomoda, os seus próprios militantes.

    “ Porque é do Bloco que sou militante, porque os erros do Bloco são erros meus, porque é com o Bloco que tenho de ser mais exigente, é com o Bloco que estou mais desiludido “

    Incomoda tanto mais, que nem um Daniel Oliveira experimentado como é, conseguiu fugir ao incomodo que é o BE e colocar aqui este pungente post

    [Responder]

  83. 83 83  ze

    acho que o bloco perdeu uma oportunidade de demonstrar que conseguia fazer a política possível, dos pequenos/grandes passos. negociar soluções com outras formações com que obviamente têm discordâncias. se não conseguem fazer isso com este executivo de lisboa, vão conseguir fazer com quem? vejo as últimas mensagens do bloco e cada vez estou mais longe.
    caro daniel, bem sei que o bloco é um agregado de muitas coisas e ainda bem, mas se a soma das partes não faz vir ao de cima algum espírito de republica, de ideia de convîvência, de saber aceitar e discutir soluções alternativas… o psd também é um caldo de culturas, mas sedimentado em oportunismo, têm sempre essa opção. pessoalmente estava bem perto da ideia que vocês eram, uma congregação/coligação de vontades e de uma sede de discussão. não vou sequer chegar a entrar, parece-me que a lógica mudou.
    (não sei se este é o sitio certo para este comentário, mas como é um sítio que gosto, é aqui que ele fica)

    [Responder]

  84. 84 84  pinoka

    Post coerente e sensato.

    [Responder]

  85. 85 85  ruimventura

    Tanta treta para justificar uma estratégia mais do que conhecida.
    A saber : utilizar uns “idiotas” úteis e largá-los quando……..(por qualquer “razão”)falharem as pilhas por exemplo.
    O idiota ùtil e Alegre que se cuide.

    [Responder]

  86. 86 86  ana lagartinha

    Retirar a confiança política a alguém que toma uma decisão de trabalho porque acha ser esse o caminho para atingir o fim proposto pela sua consciência,é a meu ver de uma arrogância enorme!

    [Responder]

  87. 87 87  Duarte

    Caro Daniel,

    O Zé fazia falta, mas pelos vistos já não faz!

    algumas questões ficam por responder?
    Onde está a democracia interna do BE, onde está o direito de tendência, onde esta´o direito de opinião?
    Então o BE já toma medidas contra delitos de opinião?
    O Vereador independente eleito nas listas do BE deixa de ser merecedor de confiança política por assunir opiniões diferenciadas?

    Não estamos perante um caso de perigoso estalinismo?

    Neste tipo de casos, quando passados no PCP, o que é que o Daniel costuma dizer?

    Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades…

    [Responder]

  88. 88 88  hb

    Bloco de Esquerda é um nome bastante irónico para essa formação política. Mas, pelos vistos, já começam a parecer um partido.. já têm comissão política e porta-voz oficial, já fazem plenários de militantes, têm discussão interna, fazem acordos políticos, são traídos e retiram confiança política aos eleitos das suas listas. Não fosse o caso de SF ser “independente” e, provavelmente, até uma expulsão teriam. :)

    Vá.. mais uns tempos e umas jogadas de bastidores e provavelmente passarão de Bloco de Esquerda a Fragmentos de Esquerdas.

    [Responder]

  89. 89 89  fado alexandrino

    Daniel Oliveira
    26 Nov 2008 às 22:44

    Não sei se a respostas era para mim.
    Se era por favor poupe-me.
    É uma listazinha muito gira como aqueles panfletos que nos metem na caixa do correio com actos anunciado e depois inaugurados duas, três quatro vezes.
    Olhe só esta, em que aliás O Vulto não é mencionado:

    foi, no dia 21 de Setembro, descerrada uma placa toponímica com o seu nome num jardim de Telheiras.

    No tempo do almirante Thomaz também se descerravam muitas placas toponímicas.
    Já lançaram um “rigoroso inquérito” para saber o que é que aconteceu com o Cemitério de Carnide?

    A Câmara Municipal de Lisboa, através do vereador do Ambiente e Espaços Verdes, José Sá Fernandes, assinou hoje, dia 2 de Outubro, dois protocolos com as Associações “ARIA – Associação de Reabilitação Integração Ajuda” e “O Ninho, Instituição Particular de Solidariedade Social”. Na ocasião esteve, também, presente a vereadora da Acção Social, Ana Sara Brito.

    Então 13,000 funcionários mais 800 a recibo verde admitidos e ainda têm que ir buscar jardineiros a esta associação?

    Com o objectivo de garantir uma boa qualidade sanitária, eliminando os fungos e as bactérias patogénicas, o areão do Parque Infantil do Jardim Guerra Junqueiro (Jardim da Estrela), com uma área de aproximadamente 1180 m2, foi alvo de uma operação de crivagem e desinfecção, no passado dia 13 de Outubro de 2008.

    Meu Deus que notícia de arromba para uma cidade como Lisboa.
    Olhe o que eu acho é que deviam ter um bocadinho mais de pudor!

    [Responder]

  90. 90 90  PDuarte

    parabéns pelo artigo.

    [Responder]

  91. 91 91  Patricia

    Pronto aí tenho os militantes do PCP zangados comigo.Talvez em parte em não me tenha explicado bem,não me referia ao importante papel do PCP na área autarquica em que tem governado em coligação com o PS ou ganho em maioria.Contudo ainda não percebi que tendo tido uma boa experiencia na coligação com o PS em Lisboa,não quis aceitar a proposta de António Costa nas eleições intercalares.Quanto ao tempo em que esteve nos governos provisórios deu um impulso importante aos avanços na conquista de muitos direitos e anseios das populações e até teve um papel muito importante ao evitar no 25 de Novembro de 1975 que Portugal mergulha-se numa guerra civil.Mas nesses tempos há 33 anos o PCP tinha na sua direcção uma grande mais valia,pessoas com muita visão politica a começar claro está pelo Dr.Alvaro Cunhal.Podem-me dizer que ninguem é insubstituível,mas até agora acho que o PCP ainda continua orfão,e que actualmente o rumo que segue é o orgulhosamente sós.

    [Responder]

  92. 92 92  Manuel Leão

    Daniel Oliveira:

    Este “post” poderia ter um subtítulo que seria:

    “UM ELOGIO PARA O FUTURO”.

    Em primeiro lugar devo realçar a hombridade de justificar a sua posição, coisa que, tal como você próprio disse, é rara. E isto, nos tempos que correm, não é despiciendo. A minha homenagem por isso.

    Agora, quanto ao conteúdo.

    Avaliação no plano autárquico:

    No balanço que faz da actuação de Sá Fernandes, como vereador, se não me enganei na contagem, você apresenta 7 intervenções positivas (umas mais conseguidas do que outras) e apenas 2 verdadeiramente negativas. Baseando-se na sua avaliação, qualquer pessoa classificaria de muito boa a actuação de Sá Fernandes. Acresce que, nalgumas passagens, o seu elogio chega a ser quase empolgante.
    Isto significa que, no plano estritamente autárquico, esqueça por agora o plano político, o Daniel acaba de fazer a melhor “recomendação que seria possível”, para uma futura candidatura do referido vereador, não já nas lista do Bloco, mas no mínimo como independente – não sejamos ingénuos – nas listas do PS.

    É previsível que, para quem não seja indefectível do Bloco, continue a votar no Zé, mesmo com outras cores, até porque, segundo a sua opinião, ele teve um desempenho muito bom.

    Quanto ao plano político.

    Se bem li o seu “post”, fiquei a saber que o «acordo entre Sá Fernandes e António Costa foi feito com base num documento programático», onde o Bloco parece não ter tido qualquer intervenção. E essa é a minha primeira estranheza.
    Porquê? Porque se Sá Fernandes tivesse sido eleito numa lista de “cidadãos”, isso parecer-me-ia ajustado. Mas ele foi eleito, embora como independente, numa lista partidária. E isso, para o senso comum, se tem como consequência o respeito pela posição do independente, também terá de merecer o respeito pela posição do Bloco político que o ajudou a eleger. O aval estava lá e o aval não é coisa que se possa esquecer assim. Não é crível que o Zé conseguisse fazer-se eleger, senão estivesse integrado nessa lista.

    Por tudo isto, a minha conclusão só pode ser esta: o Bloco agiu tarde demais e demitiu-se do seu papel, legítimo, neste processo.

    Dizer que
    «o Bloco viu, desde a primeira hora, este acordo com desconfiança. Por razões de política nacional, por receio em assumir responsabilidades de poder, ainda mais com o PS, e por falta de uma relação de confiança mútua entre o partido e o vereador»,

    é uma crítica que confirma que o processo fugiu ao controlo do Bloco desde a primeira hora. Isto é, o Bloco abandonou o “seu vereador”, politicamente inexperiente e ávido de protagonismo, à matreirice de um profissional da política, como António Costa, que é só o putativo nº 2 do PS. Tanta ingenuidade mata!

    Esta sua frase diz tudo: «Por ter ouvido um balanço do trabalho do vereador mas não ter ouvido um balanço do trabalho do Bloco, votei contra a resolução ontem aprovada».

    Depois o Daniel interroga-se quanto ao futuro. E decerto que, nessa interrogação, já deve ter dado conta que o Zé vai ser eleito nas listas do PS. E outra coisa também é certa: não veremos, por parte, do Bloco um cartaz a dizer “Fulano tal faz falta”, porque esse cartaz, a ser colocado, só daria para rir!
    De facto, ninguém ficou bem nessa fotografia. Nem o Daniel, para ser sincero.

    PS – Sobre a questão das bicicletas só agora fiquei a saber o sentido de voto do BE. O que tinha eram rumores. Nunca chegou a responder às minhas perguntas sobre isso. Mas o mais significativo é não ter corrigido o “post”, nesse aspecto. E isso, obviamente, não é correcto. Ou é?

    [Responder]

  93. 93 93  á de moura pina

    Gostei.
    Como gostaria de ver o BE lutar por ideias e não por bandeiras que servem apenas estratégias eleitoralistas.
    Não votei no BE porque para mim o Zé fazia tanta falta como a Francisca. Ninguém faz falta. Todos fazem falta. Lisboa faz falta.

    [Responder]

  94. 94 94  Babalu

    Vivemos num país triste. A alternativa ao PS (um partido dito socialista/social-democrata mas que realmente está muito à direita dos seus congéneres da Europa ocidental) são dois partidos totalitários que vêem da pior tradicão leninista-estalinista-trotsquista. Entre o conservadorismo com compaixão do PS e o totalitarismo do PC/BE existe um gigantesco buraco em que sociais-liberais de esquerda, sociais-demoratas, socialistas e “bom povo” de esquerda não têm realmente onde se rever.

    A coisa mais próxima desta área com ligacões ao poder, ou foi vergonhosamente atacada (vide o que fizeram ao Paulo Pedroso) ou são meia dúzia de poetas (Alegres e que tais).

    Vêm aí tempos dificeis e o centro-esquerda e esquerda em Portugal não tem ninguém próximo do poder. Para não falar da não existência de uma base motivada que pudesse obviar a isso.

    Conpreendo a opcão do DO pelo BE (num panorama tão triste, não deixa de ser uma opcão possivel). Mas com o tempo, e com a necessidade/ocasião do BE ter mais ligacões ao poder executivo acho que se vai tornar claro que a ala totalitária (ou, as alas totalitárias) tornarão o BE um veiculo impossivel para uma mudanca progressista em portugal. O BE (e o PCP) não são partidos de protesto, esse é um erro de análise de alguns. São partidos de poder, um poder totalitário sem negociacões, não um poder democrático, com concessões e normais erros.

    [Responder]

  95. 95 95  A.R.A

    Calma Babalu! O unico totalitarismo conhecido, em Portugal, foi preconizado por gentes que agora se anicham em partidos como o CDS e PSD por isso não vá por aí.

    Aqui fala-se do Zé e da sua acção politica que no fundo, temos que dar a mão á palmatoria, sempre foi independente das bandeiras do BE e assim foi eleito, independentemente vestido com a camisola do BE.

    As minhas unicas criticas residem no facto de o Louçã se ter “desiludido” com o Zé quando o próprio sempre fez questão de mencionar que respeitava a independencia do agora vereador (como se não o conhecesse, o que torna ainda mais grave a eleição do mesmo em conjunto com o BE) e na estranha “coincidencia” do incorruptivel Zé aceitar que a Mota-Engil (ganhe a concessão de algo camarario sem concurso publico) que tem sido, e muito bem, acusada constatemente na AR pelo lider da bancada BE de ser um dos muitos cancros da democracia nacional.

    P.S- Patricia, acho que ninguém ficou zangado consigo. Eu pelo menos não fiquei. Apenas lhe fiz um reparo tal como gosto que o façam comigo quando não me soube exprimir bem, agora gostava era que de uma vez por todas largassemos desta vassalagem serôdia de chamar Dr. ou Engº ou arquitecto, etc, antes do nome proprio da pessoa, é que a unica pessoa que a meu ver deve ser tratada por Dr. são os médicos e o Álvaro Cunhal era advogado …”Dr.Alvaro Cunhal”…?????

    Foi só um aparte porque acho que cabe a esquerda o designio da mudança das mentalidades (esta-lhe no sangue) e essa mudança começa com os detalhes.

    Aquele Abraço
    A.R.A

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  96. 96 96  João Branco

    fado, como ciclista aqui estão dois projectos importantíssimos fabricados nos gabinetes de sá fernandes:

    - o projecto das ciclovias (dezenas de quilómetros com orçamento já aprovado – fundos QREN ,etc, sabe como é difícil arranjar dinheiro para obras numa câmara falida )
    - o projecto das bicicletas de uso partilhado

    estes são os que conheço melhor, e sei que foram projectos que deram bastante trabalho e estão bons. e há mais …

    [Responder]

  97. 97 97  fado alexandrino

    e até teve um papel muito importante (nota O PCP) ao evitar no 25 de Novembro de 1975 que Portugal mergulha-se numa guerra civil.

    Eu não sei em que cartilha leu essa balela.

    É verdade que os comunistas se têm esforçado e bem, para mudar toda a história recente de tal modo que se esqueça que nesses idos o pais estava à beira de ser conduzido de uma ditadura para outra.

    Os principais actores dessa ópera tragicómica eram exactamente o PCP e os partidos de extrema-esquerda alguns dos quais estão na origem do que é hoje o Bloco de Esquerda.

    Pode comprar o livro “Os dias loucos do PREC” de Adelino Gomes e José Pedro Castanheira e ficar abismada ao conhecer tanta coisa que desconhece.

    [Responder]

  98. 98 98  Daniel Oliveira

    Fado, leu em qualquer estudo recente desse período. O PCP teve um papel fundamental para impedir que houvesse ressistência armada.

    [Responder]

  99. 99 99  Rui silva

    Daniel,

    Estás a obedecer à Voz do Dono…

    Se dissesses o que realmente pensas (que o Sá Fernandes foi de facto um bom deputado e uma mais valia) perdias o tacho.

    Mais uma vez, submeteste o bom senso à logica partidária. Mais um gajo inteligente que se submete à lógica da máquina.

    Liberta-te! És melhor do que os gajos para quem trabalhas!

    Rui Silva

    [Responder]

  100. 100 100  Daniel Oliveira

    Rui Silva, ou não leu o que aqui está escrito, ou tem dificuldades cognitivas ou é-lhe indiferente o que se escreve quando comenta.

    Não tenho dono.

    [Responder]

  101. 101 101  Mário Moniz

    Daniel,
    Não vale a pena. As mentes torpes, estão, à partida, formatadas.
    A militância é vista como uma forma interesseira de alcançar benesses ou ganhar protagonismo.
    No entanto, não nos podemos deixar influenciar.
    A minha 1ª. reunião política foi em Março de 1973. Já passei por muitas situações, por muitas tentativas de me dissuadir e desanimar. A baixeza dos argumentos só fortalecem a minha maneira de pensar e conduziram-me a aderir ao BE.
    Os cães ladram… a nossa caravana avança.

    [Responder]

  102. 102 102  Bolota

    “ Eu não sei em que cartilha leu essa balela. “

    Fado,

    Dito por Pires Veloso…viemos a saber depois que a guerra civil só não aconteceu porque o general Costa Gomes chamou Álvaro Cunhal e conseguiu influenciá-lo a desistir…

    http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=1031397

    Mas mesmo sem considerar esta afirmação e até considerando os Comunistas seres horrorosos que dão injecções atrás das orelhas aos velhos e comem crianças ao pequeno almoço…consegue imaginar qual seria o resultado do 25 de Abril se não fosse a organização clandestina do PCP ???

    Considerando até que o PCP só confundiu…baralhou…prejudicou a acção da revolução, qual o relevante papel dos partidos que agora falam grosso se nem sequer existiam, incluindo o PS que tinha sido recentemente criado???

    Balela sabe o que é?? É achar que uma mentira ditas vezes sem conta passa por isso a ser verdade.
    A verdade é só uma, se há organização politica que foi fundamental no processo revolucionário, com todos os erros cometidos, foi o PCP, por muito que isso custe a muita boa gente, incluindo o Fado.

    [Responder]

  103. 103 103  Bolota

    “ Os cães ladram… a nossa caravana avança.”

    Mário Moniz,

    Pelos latidos que me cabem, quase que garanto que o DO neste momento precisa de tudo…menos de ser ajudado com argumentos da tanga como os seus. Para gente chata, já lhe chega o Zé.

    [Responder]

  104. 104 104  Minhoto

    Só rir com esta gente, tudo o que poderia dizer já aqui foi escrito.
    Para todos os bloquistas que estão neste momento com dor de corno deixo aqui um conselho,participem na economio real, tornem-se produtivos e deixai-vos de Wishful Thinking, de charradas e de imaturidades que isso passa. Ao trabalho!
    Daniel Oliveira que tal começar a ser mais responsável nas escolhas políticas e apologia que faz das mesmas com participação activa, pois o resultado do sangue suor e lágrimas passa por mudar de rumo a seguir ficando as pessoas que se fiaram em si confusas . O Obama já tá na calha!!!

    [Responder]

  105. 105 105  Daniel Oliveira

    Minhoto, não percebi o seu comentário.

    [Responder]

  106. 106 106  Minhoto

    Muito bem, admito que está mal escrito logo mal entendido.
    Os projectos políticos que apoia como tendem a falhar do seu ponto de vista numa fase posterior e como é uma figura publica que muita gente ouve, apoia e aplaude penso que deve ser mais responsável no “peixe” que está a vender no inicío pois tende a apodrecer aos seus olhos quando o está
    a embrulhar depois de ter sido pago.

    [Responder]

  107. 107 107  fado alexandrino

    Não me vou alongar muito.

    Cunhal, que em 16 de Novembro de encontrava na Checoslováquia, acreditava piamente que a revolução socialista era imparável e tudo lhe parecia dar razão com a desorganização que o mesmo e todo o PCP iam semeando em Portugal.
    Já se esqueceram dos SUV e da “nova” fórmula do juramento de bandeira?

    Aconteceu no entanto que os partidos de extrema-esquerda teimavam em fugir ao controlo que o PCP queria sobre todos os movimentos de massa.
    E foram estes que avançando demasiado cedo inviabilizaram o sonho de Cunhal, uma União Soviética em Portugal.

    Como isto não é uma história edificante, Melo Antunes correu logo para a RTP a ordenar que não se fizessem mal ao PCP, que ele era muito preciso para democracia.
    Foi obedecido e os resultados estão à vista.
    O socialismo a todos os níveis do Estado está pujante.

    Mas o senhor Daniel Oliveira está numa posição privilegiada para saber isto.
    Pode perguntar aos camaradas Duran Clemente e Tomé que estão bem vivinhos da costa no Bloco de Esquerda.

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  108. 108 108  Bolota

    Fado,

    A isto é o que se pode chamar uma resposta de merda.

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  109. 109 109  fado alexandrino

    A isto é o que se pode chamar uma resposta de merda.

    Compreendo o seu sentimento.
    Infelizmente o que foi feito foi feito, está escrito e documentado e não é por usar a técnica do insulto que a verdade passa a mentira.
    Continue a acreditar nas amplas liberdades democráticas.

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  110. 110 110  André Pinotes Batista

    Bem tirando alguns comentários idiotas gostei do artigo. No entanto, face aquilo que o Daniel expôs, e é sobre isso apenas que quero opinar, tenho de lhe expressar que mediante essas mesmas permissas eu considero que o Sá Fernandes fez um bom trabalho. A questão que lhe coloco é se o posicionamento face à Liscont e à Ana Sara Brito são assim tão importantes que levem a uma ruptura de confiança? Por outro lado acredito que essas questões de posicionamento público são largamente superadas pelo positivo trabalho que o vereador desenvolveu.

    É caso para dizer que eu e o Daniel fazemos o mesmo diagnóstico mas discordamos na conclusão. Quem é que estará errado?

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  111. 111 111  Francisco

    “Na minha opinião, o Bloco viu, desde a primeira hora, este acordo com desconfiança. Por razões de política nacional, por receio em assumir responsabilidades de poder, ainda mais com o PS, e por falta de uma relação de confiança mútua entre o partido e o vereador. Algumas razões para este desconforto são profundas e preocupam-me muito.”
    Caro Daniel, é por estas razões que eu trabalho onde trabalho e voto no PS. No fundo, ser treinador de bancada é muito giro mas é muito mais difícil, perdoa-me o jargão, estar lá dentro. O Bloco, como tu próprio admites, continua a preferir ser o Rui Santos da política portuguesa. É uma pena (principalmente para quem, como eu, respeita e gosta de muitas das ideias do Bloco) mas é como é.

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  112. 112 112  Bolota

    “ Compreendo o seu sentimento “

    Fado,

    Compreende uma ova, se compreendesse não dizia disparates.

    Tente responder só a ao que lhe perguntei.
    Vou soletrar… consegue imaginar qual seria o resultado do 25 de Abril se não fosse a organização clandestina do PCP ???

    Checoslováquia??? Para o Bolota, tudo o que vá para alem da Porcalhota ou da Brandoa é complicado.

    Tente lá responder sem pressas, o fado é capaz…vá lá devagarinho.

    http://marafade.blogspot.com/

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  113. 113 113  fado alexandrino

    Peço desculpa mas não vou continuar este agradável diálogo.
    O post vai longo e não melhora por uma conversa a dois.

    Só relembro:
    O 25 de Abril foi feito por um conjunto de oficiais descontentes com um decreto de Marcello e que só nessa altura se descobriram revolucionários e olharam então horrorizados para os vários dentes de marfim que ornavam as respectivas residências.
    Nesse dia o PCP estava tão presente no golpe de estado como eu estava no dia em que Eva comeu a maça.

    É claro que no dia 26 como única força política organizada tomou conta da revolução com grande surpresa de alguns dos oficiais que não perceberam nada do que estava a acontecer.
    Outros mais espertos juntaram-se à maré e o PCP como era, é e será seu uso deglutiu-os.

    Depois e até ao 25 de Novembro todos sabemos o que aconteceu.
    Mas muitos ainda acreditam nos amanhãs que cantam.

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  114. 114 114  Manuel Leão

    Daniel Oliveira:

    Mais uma vez não respondeu. Calma, calma! Sim, eu sei que a isso não é obrigado. Desta vez, porém, até se compreende, uma vez que quis esclarecer o assunto, no “Eixo do Mal”, programa que só não verei se, de todo em todo, me for manifestamente impossível. Todavia, o que disse lá, parece confirmar a apreciação que fiz.

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