Não é a primeira vez que este rapaz me brinda com um dos seus textos, de fino recorte literário, ao estilo dos mais afamados demagogos da província nacional. Podia recordar-lhe que havendo eleições livres na Madeira, a escolha de uma política de chantagem a todo o país é da maioria dos madeirenses e não apenas do seu presidente. A democracia é isso mesmo e eu não desresponsabilizo os madeirenses pelas suas opções. Eles escolhem o caminho, eles devem pagar o factura da sua escolha.
Mas fico-me por três pequenos esclarecimentos, por o estilo e a densidade do senhor não merecerem mais:
1 – Já que parece estar tão informado sobre o meu passado, não seria má ideia esclarecer os seus leitores sobre o seu: ex-esquerdista e ex-destacado dirigente trotsquista. É que estas informações talvez ajudem quem o lê a entender a sua obsessão por todos os dirigentes do Bloco de Esquerda. Dá-se o caso de eu não ser a pessoa indicada para resolver os seus traumas. Não tendo sido nunca de extrema-esquerda tenho a estranha sensação de que procura terapia no consultório errado.
2 – Ao contrário do que diz, não sou assessor de nenhum partido, nem o era quando fui à Palestina. Seria uma boa ideia que fosse corrigindo as informações erradas que vai semanalmente escrevendo (no meu caso, já inventou de fio a pavio uma citação minha, o que talvez justifique a ressalva: “Se tivesse sido dito no ‘Eixo do Mal’, programa da SIC onde ele também aparece, poderia ser má audição nossa”). Mas compreendo a sua dificuldade. Tal exigência deveria obriga-lo a escrever uma segunda coluna todas as semanas.
3- Como Ferreira Fernandes, só fui à Madeira com o meu dinheiro ou com o dinheiro dos jornais onde trabalhei. Conheço muitíssimo bem a ilha. Metade da minha família é, veja lá bem, madeirense. Do género de pessoas que enchem o senhor de orgulho. A mim também. Não por serem madeirenses ou portugueses, mas apenas por serem o que são. Nem a Madeira é melhor por eles serem de lá, nem eles são melhores por serem da Madeira.
4 – Apesar de eu ser, segundo este traumatizado da extrema-esquerda, um estalinista refundido, não costumo apresentar para aprovação os meus textos à direcção do meu partido. Muitas vezes imagino que não os subscrevam. Nem sequer tenho o hábito de escrever para agradar ao jornal que paga parte da minha sobrevivência, à espera de umas migalhas de reconhecimento e carreira. Poderá Ferreira Fernandes dizer o mesmo?




“Era o que faltava, deixar de poder dizer que sou do mesmo país de Max e Herberto Helder.”
Esta última frase só prova que o senhor está completamente a leste… Será que ele não sabe que o nome completo do poeta que refere é…? (não, não vou dizer…)
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Regra número um da cartilha Marxista, leninista, pró-Enver Hoxa:
Quando nos sentimos acossados temos que retorquir com uma das seguintes hipóteses:
Demagogia
Cabala
Mentira
Desinformação
Regra número dois: Quando nos atiram à cara o nosso passado Marxista, Leninista, pró-Enver Hoxa devemos sacudir a água do capote e desatar a dizer que A, B e C é que eram. Assim procuramos esconder essa pequena nódoa, atirando a m**** contra a ventoinha.
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MigPt, está um pouco mal informado sobre o meu passado. E uma coisa: não só não o escondo (ao contrário da pessoa que referi) como não tenho nenhuma vergonha dele. pelo contrário.
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Daniel Oliveira,
1 – Você escreveu, lembro: “Poderia indignar-me. Mas é-me indiferente. Tanto me faz o que aconteça à Madeira. Se se afunda em dívidas, se conquista a independência, se declara Jardim rei Momo vitalício. Desde que não continue a estourar o dinheiro que faz falta às regiões mais pobres do país, a Madeira é um problema dos madeirenses.” É sobre estas frases patetas que escrevi. Elas são só admissíveis em alguém que pertença ao Partido dos Taxistas, que diz coisas pela boca fora. Não se admitem vindas de um dirigente de um partido que pede voto aos madeirenses. A menos que haja coragem nas próximas eleições de se dizer: “Madeirenses, vão-se lixar.”
2 – Você, Daniel Oliveira, trata-me por “rapaz”. Em 2004, tratou outro colunista por “um senhor que se chama Henrique Monteiro”, e insistiu com “é disto que o senhor Monteiro” e “senhor Monteiro incluido” num só post. Pergunto-lhe, nos últimos dois anos voltou a tratá-lo assim, em tom de desprezo? Pois eu vou tratá-lo, seguramente, por “pedaço de asno” de cada vez que escrever asneiras iguais à frases acima citadas, memo que um dia venha a ser meu patrão. Como posso estar tão seguro disso? É simples, aos 58 anos acabo de me despedir, pela décima vez, do jornal onde trabalho – essa liberdade factual permite-me a liberdade de boca. Daí, a resposta para a sua pergunta “poderá Ferreira Fernandes dizer o mesmo?”: sim, sem qualquer dúvida, a minha opinião não depende de quem me paga. Quem me paga só pode contar com a minha lealdade, muito trabalho e muito saber – com a minha fidelidade, nem pensar (repito, acabo de me despedir aos 58 anos: conhece muita gente que o faça?).
3 – Lembrei o seu passado num partido estalinista porque esse passado colava com uma sua frase actual. Serviu-me para mostrar que você pensava errado e pensa errado. Só isso. Você aproveita para lembrar o meu passado de dirigente trotsquista. Agradeço, gosto do meu passado. Tanto que me deixa perplexo que você diga que escondo o meu passado. Várias vezes escrevo sobre ele, em crónicas e, ainda há dois anos, num livro. Mas, mesmo que o quisesse esconder como o poderia fazer? Fui desertor do exército (antes do 25 de Abril), fui expulso do exército (em Outubro de 75), fui expulso do país onde vivia (França)… Esconder o passado é para os compagnons de route. Nunca o fui. Onde estou, dou-me todo.
4 – Falei da Palestina e não era para si, mas para camaradas seus. Que um bloquista tenha lá ido com dinheiros públicos, nacionais ou europeus, pareceu-me um despesismo maior do que o gasto nos túneis madeirenses – mesmo admitindo que eu esteja errado, não me parece ser uma ideia irrelevante. Pela sua resposta, deduzo que também foi à Palestina com dinheiros públicos. Que quer que lhe diga? Acho um desperdício.
5 – Ao comentário de Sérgio Ganges: olhe que não estou a leste. Não preciso que me diga nada.
Ferreira Fernandes
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«««“A Madeira é um problema dos madeirenses.” Já a Palestina, não.»»»
Esta foi mesmo muito bem metida.
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Mas se o Daniel foi pró Enver, aliás eu tambem,e muito boa gente que hoje escreve em jornais, está no governo quer neste do PS, quer no anterior do PSD -PP, isso só quer dizer que em determinada fase das nossas vidas, nos deixámos iludir por regimes, que depois se veio a provar, que eram tudo menos recomendáveis.
O mal seria hoje, com o que sabemos continuar a defender esse tipo de soluções, o mal tambem é aqueles que viraram totalmente a casaca ,e renegaram todos os principios que diziam á época defender, e hoje só os preocupa o tacho.
Mas apesar de tudo , sempre é melhor , do que os defensores da ditadura salazarenta, e aqueles que hoje têm o topete de tentar defender o Salazar.
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esses tipos do correio são só veneno, têm que escrever a dizer mal de quem se apresenta de esquerda e mais nada!!
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Agora o autor do post pôs-se ao nível da Nogueira Pinto quando acusa “o vereador tem 32 assessores”! Gente fina é sempre assim mal-formada.
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FF ex: LCI detesta o BE. Escreve no CM não estará tudo dito.
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1) O problema da esquerda portuguesa é este: a esquerda portuguesa está cercada de gente que lhe conece os principais defeitos e incoerências (não sendo necessariamente esses adjectivos atribuíveis a Daniel Oliveira) porque já lá estiveram e foram, provavelmente, bem piores que os que ainda lá estão. O director do Público – e seu cangalheiro, se formos a ver o estado financeiro em que está o jornal – é o melhor exemplo. É o problema básico de todo o moralismo – de onde vem esse conhecimento tão profundo do que criticam? Provavelmente da sua prática.
2) Gostava, no entanto, como leitor, de perguntar se o que aqui vemos é uma mmera luta ideológica ou vem de um qualquer conflito pessoal ou profissional. Por exemplo, fiquei com a sensação, no caso do conflito entre Vasco Pulido Valente e Clara Ferreira Alves, que era o segundo caso. Creio que seria importante o leitor saber se está a assistir a uma discussão ideológica ou a uma discussão pessoal. Embora, pelo tom desta, me pareça que estamos de novo perante o segundo…
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Ferreira Fernandes,
1 – Trato-o por rapaz (expressão bem menos ofensiva do que você usa para mim, já que tenho alguma dificuldade em acompanhá-lo no tom tasqueiro) porque é a segunda vez que me insulta no seu jornal. E uma outra citou-me inventando uma frase. Acho que não é uma pessoa séria, apenas isso.
2 – Veremos se não o encontramos brevemente no “Diário de Notícias” ou no grupo Joaquim Oliveira. Seguir o seu director seria seguramente um sinal indiscutivel da dua “liberdade”. Acho normal que não insulte o seu director (passado e futuro, se forem o mesmo), já que se quisesse o poderia fazer directamente. Não vejo é a necessidade de ser um clone ideológico dos seus directores. Até porque liberdade e independência era mesmo não depender da simpatia que tenham por si. De resto, tratei Henrique Monteiro por “senhor”, muito antes de sonhar sequer que iria escrever no “Expresso”, e não por “rapaz”. Discordo em quase tudo de Henrique Monteiro, não me sinto na necessidade de agradar ao director, mas o seu estilo não me leva a chamar-lhe “rapaz”. Claro que você nunca trataria por “pedaço de asno” um director seu nem eu por “rapaz” um director (ou jornalista, ou estafeta) do jornal onde escrevo. Seria, de facto, uma falta de lealdade. Mas bolas, podia às vezes discordar deles, mesmo sabendo que com isso poderia não os seguir. Eu discordo quase todas as semanas.
3 – Folgo em saber que não está a leste, como aliás depreendi. A pequena indirecta faz todo o seu género.
De resto, de todas as vezes que me voltar a ofender voltará a ter resposta igual. Até porque sei que são absolutamente irrelevante cartas de resposta para os pasquins onde vai escrevendo. Não são publicadas. Aqui tal não acontece, como pode ver.
Da próxima vez que quiser atacar o Bloco em especial (com demagogia regionalista ou outra qualquer) e a esquerda em geral (função para a qual lhe pagam, e que é tão honesta como qualquer outra) tente escolher outro alvo. De mim, receberá sempre resposta ao seu nível. Até porque começa a faltar-me a paciência.
Por fim, as minhas opiniões são minhas. Talvez no seu passado político a ideia de respeito pela individualidade de militantes e dirigentes partidários fosse estranha à esquerda. Felizmente a esquerda mudou. E não foi consigo que contou para mudar.
PS: Aos comentadores, é óbvio que a minha resposta é pessoal, já que foi em termos pessoais que fui ofendido.
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Como afirmou o Miguel Domingues, convém saber se estamos diante de uma discussão ideológica ou de uma mera discussão pessoal. O que me preocupa sobremaneira é a tendência geral para o insulto e vitupério em detrimento da discussão esclarecedora. O artigo do senhor Ferreira Fernandes é absolutamente repugnante, para não dizer outra coisa. Uma coisa é discordar daquilo que o Daniel Oliveira escreveu no seu artigo, outra bem diferente, é partir para o ataque pessoal, para o insulto e calúnia. Mas sejamos claros, esta é uma tendência geral nos media, o que de certa forma, ilustra bem a mediocridade em que está atolado o nosso país. Hoje em dia, a expressão de uma opinião diferente, implica amiúde o desprezo, o insulto e a calúnia pessoal. Na blogosfera verifica-se frequentemente isso, isto é, qualquer ponto de vista diferente serve muitas vezes como estopim para o ataque pessoal. O mais engraçado é que os protagonistas destes episódios lamentáveis, são quase sempre aqueles que se autoproclamam como os maiores defensores do pluralismo político e ideológico, todavia na prática as suas atitudes revelam uma enorme hipocrisia e incoerência.
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Ferreira Fernandes, sinceramente lastimo que alguem com o seu passado, utilize, expressões como as que utilizou, para tentar confrontar o Daniel Oliveira e por tabela o Bloco, com aquilo que para si seriam contradições, entre a teoria e a prática.
Começo por lhe dizer que tive um precurso muito semelhante ao seu, no que toca a recusar fazer a guerra colonial, no que toca ao regresso ao exército no pós 25 de Abril, só não fui expulso de França porque esse país me deu o estatuto de refugiado politico, há e nunca fui trotsquista,mais o que se chamava então marxista-leninista, UDP PCP(R), não sei se me entende.
Isto para lhe dizer, que nunca esperei ver alguem como o senhor utilizar ,o jornal em que escreve, o Correio da Manha ( um jornal popularucho de direita ), para ajustar contas pessoais, com um passado de que penso eu, só devia orgulhar-se.
Quando vemos certa direita e extrema-direita , perderem o verniz e tentarem defender o ditador Salazar , e tentarem justificar a ditadura em Portugal, orgulharmo-nos da nossa luta, e do que fizemos, é a melhor bofetada que podemos dar, ao salazaristas serôdios.
Por isso critique quando tiver de criticar, estamos felizmente em democracia, mas faça-o com elevação, com argumentos, e esqueça, os mesquinhos rancores pessoais.
A Democracia e a esquerda , penso que têm direito a isso, pelo menos de alguem ,que se assume com um passado de lutador contra o fascismo e o colonialismo.
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“Ao comentário de Sérgio Ganges: olhe que não estou a leste.”
Parti do princípio que estava “a leste” porque não imaginei que se pudesse utilizar uma coluna de jornal para atacar uma pessoa de forma tão baixa e desavergonhada como usar os laços familiares dessa pessoa.
Imaginei-o um distraído… afinal é um canalha!
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Bah, os dois estão bem um pò outro, e eu, que maioria das vezes aprecio o pensamento do DO, gostei até ao fim do artigo do Correio
Há parte de razão pòs dois lados e, senhores, cada um com a sua, tirem um pouco de comedimento
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Conheço razoavelmente bem a Madeira, existem zonas extremamente pobres como à Câmara de Lobos, Ribeira Grande (Vila Rabo de peixe) Se for ao centro do Funchal pode ver crianças a pedir, acredite por detrás da capa de enorme desenvolvimento existe muita miséria humana. O futuro da Madeira preocupa-me, quero o melhor para qualquer parte do meu país, e como sou absolutamente desenraizada não existe sitio nenhum que eu queira melhor que outro. Desculpe a sinceridade, você não foi feliz nas afirmações que fez. Acho mesmo, que até você já intui-o que a mesma foi excessiva, eu entendo a sua ideia não a forma como a expôs. A madeira não é um problema apenas madeirense, o Algarve não é um problema apenas dos algarvios, a morte dos golfinhos do Sado é problema de todos nós.
Acho que por vezes tem tiradas que em termos de impacto são tremendamente efectivas, mas pecam por excesso de estrogeneo, são demasiado beligerantes ou “carnívoras”, não é necessário expor as nossas ideias à dentada para termos razão.
Espero que não fique ofendido, essa não é minha intenção, é apenas um conselho de quem o lê e ouve regularmente, e acha que tem muito a ganhar se tiver mais calma.
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O Enver Hoxha foi dirigente do Partido do Trabalho da Albânia e, à excepção do tempo de Estaline, a URSS não tinha grande simpatia pelo homem. Aliás, a diferença que provocou a cisão no PCP do final dos anos 60 (que veio a dar origem à UDP) teve como uma das origens a divisão do chamado “movimento comunista internacional”: soviéticos de um lado e chineses e albaneses por outro.
Por isso, mandar o Daniel ao Enver Hoxha é um bocado exagerado.
Quanto aos trotskistas, só um ignorante pode encontrar na sua história qualquer tipo de simpatias por regimes de “grandes líderes” – podem é encontrar muitos trotskistas envolvidos nas revoluções argelina, vietnamita, cubana,… e portuguesa.
Rigor histórico, amiguinhos, vão falar com a “stôra” ou “leiam umas merdas sobre o assunto”.
1975. Milhares de trabalhadores, soldados, marinheiros e estudantes enchem e sobem a Avenida Liberdade, pelo caminho o PCP dá ordem aos seus militantes para desertar, “os esquerdistas estão a dominar a manif”, muitos mandam-nos à fava, as pessoas riem, falam com gente que não conhecem de lado nenhum. Nunca vi ninguém ostentar a farda do exército com o orgulho com que aqueles militares o faziam debaixo dos cabelos compridos, digo-vos eu que viria a ser obrigado a tropa exigente. As luzes do Parque Eduardo Sétimo iluminaram apenas o que seria o início da noite de um dos melhores e mais gloriosos dias da minha vida.
Desculpem o desvario… vocês estavam a discutir o quê?
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Sinceramente, acho este seu post mais infeliz que a crónica de Ferreira Fernandes. Terá ele dito alguma mentira? Chamou-lhe “tardio membro do PCP” e “glorificador da URSS”. Isto não é mentira nenhuma. Ah, e disse também que foi à Palestina à custa do contribuinte. Também não é mentira. Logo, a sua reacção parece dever-se a simples birra. Um conselho: discuta com argumentos, como faz Ferreira Fernandes, e não com insultos.
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Rxemplar a falta de escrúpulos do pastor e dos seus acólitos.
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Tu não tens remédio mais a tralha blokista. Mas esse gajo é realmente abjecto. Comadres de esquerda, enfim. Abraço.
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Caro Daniel,
Li o seu texto do Expresso e sorri, porque corresponde (suponho) a uma espécie de “já levámos tanto com o homem (AJJ) que já chega”. Aliás, julgo que corresponderá ao sentimento de variadíssimos portugueses, de todos os quadrantes.
A leitura de FF (cujo texto também li sorrindo) é mais literal do que aquela que v julgaria ser a correcta.
Ou seja, no seu texto há um grau de exagero que o ajuda a marcar o seu ponto. Eu pelo menos li dessa forma: o “tanto me faz” como um recurso retórico.
A pergunta que lhe faço é esta: não acha que a leitura de FF também é admissível? Ou seja, não acha a interpretação que FF fez é legítima; que a forma como escolheu expressar a sua ideia é passível da leitura que FF fez?
um abraço
pbm
disclaimer: nunca vi FF na vida, mas considero-o um dos nossos melhores cronistas. E também nunca vi D.O. na vida.
p.s. Este meu contributo não é tanto pelo lado ideológico, mas mais pelo lado hermenêutico.
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pbm, a sua interpretação é a única que com boa-fé se pode ter. A de FF era aquela que ele queria ter para uma acção de propaganda.
Filipe, “pedaço de asno” (que era o que estava no destaque)parece-me um pouco ofensivo . Mas isso sou eu, que sou um pouco sensível.
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Conheço razoavelmente bem a Madeira, existem zonas extremamente pobres como à Câmara de Lobos, Ribeira Grande (Vila Rabo de peixe)…
Posted by: maria João F | fevereiro 26, 2007 01:45 AM
Ribeira Grande (Vila Rabo de peixe), pertence aos AÇORES!!!
Razoavelemente bem???
Rest my case…
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Caro Daniel,
Não temos de gostar uns dos outros, mas de facto chamar «Pedaço d´asno» é muito deselegante entre colegas de profissão e, sobretudo, homens de esquerda.
Não posso deixar de antipatizar com a sua constante manifestação de desprezo por todos os que pensam de maneira diferente da sua. Expressões como o “tanto me faz”, o “já nem tenho paciência”, “já nem me dou ao trabalho”, “já nem quero saber”, “é-me indiferente”, são todas amiúde utilizadas por si. Se é este o estado de espírito que o leva a manifestar-se com desdém acerca dos factos que comenta, acho que escolheu a profissão errada. O seu blog também não o deve ajudar muito neste campo.
Diferente é a sua posição enquanto dirigente partidário. Claro que tem sempre o direito de dizer o que quiser enquanto jornalista, mas põe-se a jeito enquanto político. E, quando, enquanto jornalista e político, cospe para o ar o seu desprezo e indiferença relativamente à situação da Madeira, não se admire depois do que lhe vai cair em cima. O «falem bem de mim, falem mal de mim, mas falem de mim» tem o seu preço.
Li com prazer a sua «Quadratura do Círculo» e concordo com a sua conclusão. Um partido deve ambicionar ser poder, senão é apenas um hobby. Mas para se ser poder é preciso ter uma cultura de conciliação e de moderação. Duas cabeças pensam sempre melhor do que uma, excepto quando se é do Bloco de Esquerda. Quando nos achamos soberbos em relação aos outros dificilmente conseguiremos estabelecer uma parceria que funcione. Consegue perspectivar o seu partido a partilhar o poder com outro?
A tentação do poder traz sempre dilemas incómodos. Fácil é ser-se santo no alto de uma montanha.
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O Sr.Daniel tem uma certa razão. Andam a embirrar com o passado dele. Não se faz.
Cada um tem o seu passado. Pior são os que não têm futuro.
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Daniel, uma, entre muitas outras, das tuas qualidades, é dizeres o que pensas. Pena que nem sempre penses antes de o dizer.
Às vezes o silêncio é muito mais eloquente.
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O alberto joão jardim é um ditador chulo e boçal, que há demasiado tempo aturamos porque o psd e os madeirenses se têm comportado como uns capachos acomodados e cobardes. Corre-lhes o cordel… e falta-lhes a vergonha na cara.
São como aqueles putos que se submetem ao “bully” por mais trampa que o considerem com cagufa de serem eles a levar porrada…
Por outras palavras, para quem ainda não percebeu bem: preferem dar o cú do que correr o risco de levar na cara…
Já não há pachorra!
Nem para a chulice dos madeirenses,nem para os rotos dos psdeses, que nestes momentos aparecem sempre para lhe dar, ao tio alberto, todos os amens…
Cambada de rotos invertebrados…
É que já não há mesmo paciência…
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Muito bem Daniel. De facto são os madeirenses que escolhem e a verdade é que têm escolhido sempre a mesma realidade. Não há desculpa. Alguém me disse uma vez “Vós é que sabeis nos buracos em que vos meteis”, faço minhas as palavras desse senhor…os madeirenses lá sabem no buraco em que se metem.
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Daniel:
As palavras ficam.
E não há como desdizer.
O seu pensamento ficou claro!!! E o seu desprezo sobre o futuro da Madeira também.
A meu ver não é correcto que tenha usado as palavras e as expressões que usou.
Se acha que a Madeira merece ter um futuro diferente, então proponha-o e lute por ele. Não me parece bem é que diga que se está nas tintas para o futuro da madeira, nele se incluindo a relação com o Continente.
Infelizmente este tipo de actuação – que o Daniel é livre de ter – já vem sendo comum em si.
Cumprimentos
Luís
[Responder]
Camacho Amigo (é Madeirense não é?) passo ferias com regularidade na Madeira, tenho lá muita família – o fogo de artifício esteve assombroso.
Curioso o meu lapso, mas também explicável. Obrigou-me a fazer uma auto-analise e tive insights (dou uns toques no inglês) poderosos. Por outras palavras Freud explicava a minha confusão, e não é tão punitivo quanto o senhor, gritando AÇORES e apontando com ar inquisidor o meu engano, de resto apontar é feio e o senhor devia ser mais cortes.
Apesar da pequenita humilhação por mim passada (aqui aceitava e agradecia que a censura do Daniel tivesse apagado o seu comentário, também não sei que raio de censura ele anda a fazer para deixar passar uma coisa destas…quais são os critérios??) de qualquer forma em termos de psicoterapia, acredite que a descoberta por si do meu engano foi bastante útil.
Verdade Ribeira Grande (Vila Rabo de peixe) é nos Açores, na ilha São Miguel, mea culpa mea tão grande culpa, curiosamente também é muito pobre, e essa conheço eu como as palmas da minha mão. Vou lá passar a Páscoa, se tudo correr bem (nada de mandar mau olhado!).
De qualquer forma obrigada pela ajuda Camacho amigo, esses olhos de lince foram muito úteis e são deverás vivazes. Adorei o “Rest my case…”, deu um certo estilo, ficou muito fashion, e mostra que é bilingue o que me deixou deverás feliz.
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Luís, são os madeirenses que têm de escolher o seu futuro. Se fossem oprimidos por forças externas à Madeira ou não vivessem em democracia encontrariam aqui toda a solidariedade. Mas esta é a escolha deles e a eles cabe encontrar as alternativas. A mim, como português, cabe-me ser solidário com a minoria dos madeirenses que recusa o discurso de AJJ e lutar para que a sua chantagem sobre todo o país não resulte. Por isso, repito: os madeirenses escolhem em liberdade e se escolhem mal é um problema que só eles podem resolver e que só eles podem ser responsabilizados. Aceitar isto é aceitar a democracia. Não alinho na demagogia fácil de FF, que trata os madeirenses como se de crianças se tratassem.
A comparação com a Palestina é de tal forma despropositada que nem me dei ao trabalho de comentar. Não fazia ideia que a Madeira estava ocupada por forças estrangeiras.
[Responder]
Maria João F, quem sabe um dia, Amiga (sou Madeirense) e também passo férias lá, quando não sou residente por uma ou outra temporada.
Curioso o seu lapso, mas também explicável: o enfoque num(a) argumento/localidade/circunstância/realidade negativa(o), a caracterizar um todo, sem o representar, o que automaticamente invalida todo o seu raciocínio seguinte: substitua “Madeira” por outra qualquer localidade portuguesa: “Conheço razoavelmente bem a ………, existem zonas extremamente pobres como à ……, ……. Se for ao centro do …… pode ver crianças (ou mais velhos) a pedir, acredite por detrás da capa de enorme (enorme é a sério?) desenvolvimento existe muita miséria humana.” Acho que a sua frase caracteriza tudo e nada em específico.
(nota: já residi em Lisboa, Porto e Évora, poderia usar a sua frase para descrever qualquer uma delas…mas para mim não faz sentido).
Ao escrever AÇORES, não tive qualquer INTENÇÃO (não é o que conta?) gritante, inquisitória, punitiva, apontadora, de humilhar ou “cortante” para consigo. Mas se achou tal coisa, apresento as minhas desculpas.
Apenas o pormenor de “Conheço razoavelmente bem a Madeira” e logo a seguir o erro geográfico, admita estava mesmo a pedir…infelizmente, a minha resposta surgiu num momento de acumulação de decibéis e desinformação sobre a Madeira, LFRA, AJJ e Madeirenses, a qual poderá ter a leitura que você fez.
Guardo o facto de Freud conseguir explicar a sua confusão…É sempre bom ter conhecimentos…
Quanto à censura, é melhor não dizer nada, senão sou censurado…
Em relação à psicoterapia (ou será psicanálise?) fico fascinado como é que a minha descoberta revestiu-se de tanta utilidade, diga-me contenta-se com pouco, não?
Sugiro-lhe que repense os seus locais de férias (Rabo de Peixe??, a não ser que seja por razões humanitárias ou de consciência social). Câmara de Lobos ainda que vá, sempre pode dizer que esteve num dos locais preferidos de Churchill, na Madeira.
De qualquer forma obrigada pelo elogio. Maria, quem sabe um dia amiga, aos meus olhos, embora saiba que apenas sonhe com eles, não são nada de especial, o mesmo não posso dizer do resto…
Quanto ao “rest my case”, se teve estilo e foi fashion, retiro já aqui…
Um madeirense que se preze, é sempre e pelo menos, bilingue: fala madeirense, e a linguagem do Amor, ou não fosse em Camões, a Madeira, a Ilha dos Amores…
[Responder]
Amigo Camacho, li atentamente o seu texto, com carinho e desvelo soletrei cada palavra. Dados houve no seu texto que nada trouxeram de novo, graças ao meu apurado sexto sentido já tinha conhecimento deles, contudo cabe-me fazer alguns reparos:
1) “admita estava mesmo a pedir” – denota uma pontinha de sadismos que já tinha descoberto no passado;
2) “um madeirense que se preze, é sempre e pelo menos, bilingue: fala madeirense, e a linguagem do Amor, ou não fosse em Camões, a Madeira, a Ilha dos Amores…” – nunca por nunca pós em causa o seu potencial erótico, nem o dos seus conterrâneos. O sotaque dá um certo picante à situação, mas quanto à dita linguagem do amor, sejamos honestos, os pais do Kamasutra são indianos, na prática Camões é muita parra e pouca uva e a ilha de amores é a fantasia masculina mais recorrente. De qualquer forma senti que na sua conversa havia algum engodo para conquista amorosa, enfim uma réstia de esperança para o publico feminino leitor do Arrastão.
3) “Ilha dos Amores…” – as reticencias indicam omissão de palavras, deixando à inteligência das leitoras os vocábulos e os pensamentos que ficaram em suspenso. Ao ler entrei em alucinações de amor carnal, não sei se houve alguma extrapolação abusiva da minha parte mas conjecturei que o amigo Camacho no seu final em pontuação reticente, estava algo ofegante (corrija-me se for caso disso).
4) “Maria, quem sabe um dia amiga, aos meus olhos, embora saiba que apenas sonhe com eles, não são nada de especial, o mesmo não posso dizer do resto…” – mais uma vez o uso sábio das reticências, e o potencial de deambulação que as mesmas encerram. Confesso que adorei o ar intimista de “Maria”, a voz ronronada ao ouvido, o potencial do resto com tanto para contar e tão pouco tempo…caramba, acredite não deixei o meu número de telemóvel por recato.
Bem vistas as coisas o Amigo Camacho em vez de gastar litros e litros e litros de prosa tinha tido sido mais pragmático se tivesse limitado ao seguinte post: “Madeirence…fogoso…bom corpo…fala inglês…declama poesia…fluente na linguagem do amor…dominador…castigador…com ou sem violência…vinil…todo tipo de acessórios…realiza fantasias” eheheh
Se este post passar, então fica por mim testado que a história da censura era um mero bluff.
[Responder]
““Madeiren(c)e…fogoso…bom corpo…fala inglês…declama poesia…fluente na linguagem do amor…dominador…castigador…com ou sem violência…vi(n)il(cd, todos os formatos)…todo tipo de acessórios…realiza fantasias” eheheh”
nota: todos as correcções têm as piores intenções possíveis.
Você por acaso não é a minha vizinha do 3º andar,
que me conhece tão bem? Ainda bem que não publicou o meu número de telemóvel.
Venho por este meio retirar todos os sinais
ortográficos … , ? ! : ; dos meus posts anteriores,
para não iludir mais uma donzela, que “sentiu” (não
leu, sentiu! cheguei longe, como nunca, deve ser da antena da TMN, instalada aqui perto) “algum engodo para conquista amorosa”.
Infelizmente foi só um post espirituoso, inspirado por um encontro, nesse dia, com a mulher da minha vida (é verdade), que ainda não é minha.
Portanto eu respondi não em madeirense, mas na linguagem do Amor, que não tem sotaque algum, apenas se encontra envolta por uma alma aparvalhada e infantil…
Permita-me que, em seu nome, coloque o seu anúncio, na imprensa especializada, adicionando
apenas:
PROCURO
“Madeirense…fogoso…bom corpo…fala inglês…
declama poesia…fluente na linguagem do amor…
dominador…castigador…com ou sem violência…
vinil…todo tipo de acessórios…que realize
fantasias”
Responder para:
maria João F
Se por acaso for a minha vizinha do 3º andar, tenho
o seu número, posso publicá-lo com o anúncio?
[Responder]
Muito bonita esta discussão sim senhor. Inútil mas bonita. No entanto, carece de resposta a pergunta mais importante feita por FF – onde é que o Daniel arranja castanhas todo o ano?
[Responder]