Quando, há 30 anos, a revolução islâmica derrubou a ditadura, foi recebida de braços abertos. Mas a festa acabou cedo. Os ayatollahs rapidamente provaram ser capazes da mesma brutalidade: à ocidentalização forçada sucedeu a islamização forçada, à brutalidade da polícia política sucedeu a brutalidade da polícia religiosa, ao poder arbitrário do Ocidente sucedeu o poder arbitrário do clero. (…) Quem, no meio deste furacão de liberdade, tenha como primeiro critério o prazer de ver Teerão a afrontar os EUA comete um erro sem perdão. O Ocidente não tem o direito de impor a ninguém a sua suposta superioridade cultural. Mas os iranianos estão a mostrar que dispensam a ajuda de “impérios benignos” para derrubar a teocracia que os oprime.
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Sem comentários 22 Jun 09 em Sem categoria


