Desde que os sociais-democratas saíram do poder que aquele dia se repete, quase sem alteração. As caras repetem-se. O enredo é sempre o mesmo, sempre com o entusiasmo renascido das mesmas personagens. Os líderes caem como fruta por colher. Marcelo é sempre o putativo candidato que nem se candidata nem sai de cima. Santana Lopes anda sempre por aí como um mau presságio. Passos Coelho espera que o ponteiro do relógio passe pela sua hora.

Quando Domingos Névoa saiu como condenado da Boa Hora disse que tencionava continuar a fazer tudo o que fazia antes. É natural. Estes homens – Vara, Névoa, Dias Loureiro e tantos outros – sabem que marcam o ritmo da nossa economia e da nossa política. Em vez do trabalho, a cunha. Em vez da inovação, a influência. Em vez da concorrência, os favores. Eles conhecem bem os corredores do nosso atraso.

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