
Francis Obirah Obikwelu nasceu na Nigéria. Veio trabalhar para Portugal com 16 anos. Depois de ser rejeitado pelo Benfica e pelo Sporting, foi trabalhar para a construção civil no Algarve e aprendeu português com uma professora que o ajudou nos primeiros contactos com o Belenenses. Viveu por baixo das bancadas do Estádio do Restelo. Obikwelu pede desculpas porque lhe pagam. E agradece ao seu país, que acha que, apesar de tudo o que já deu, deixou ficar mal.
Por Daniel Oliveira 16 Ago 08 em Sem categoria


Uma bela lição! O sentido de responsabilidade, a gratidão, o patriotismo (”Deixei o meu país ficar mal”) são uma lição para muitos “portugueses de gema” que se acham superiores a um africano, negro, ex-trabalhador nas obras.
E, claro, faço coro consigo: “Nós é que agradecemos!”
caro DO,
é uma historia muito cor de rosa, não acha?
Será mesmo assim? Prepare-se que pode haver algumas nuances……..
De qualquer das formas é de louvar o esforço e a atitude. Ele que fique e ensine os novos a serem bons atletas como ele É!
Uma pessoa ouve isto e não acredita. Ouve a segunda vez e não quer acreditar e à terceira sente-se como se estivesse num filme de ficção científica. Onde está a parte de pôr as culpas no clima, no piso do estádio, na falta de patrocínios ou na política direitista do governo ao serviço do grande capital e que não apoia o desporto ?
Grande atleta com um mérito, uma entrega e um profissionalismo inexcedível. Portugal deve-lhe mais do que ele a Portugal. Era bom que ao menos aprendessem com o exemplo.
PS - Quero ver quantos órgãos de comunicação social se vão referir a ele como “Português” como fizeram em 2004. Não quero ser mauzinho mas desconfio que desta vez a maioria vai falar no atleta “naturalizado Português”.
Ter a justa medida da realidade e humildade qb é sempre bom sinal para o futuro.
Com uma fundação? Ganhou assim tanto?
Seja como for, muitos parabéns e não me deve nada. O que mais se deve sublinhar na sua atitude é não ter tirado da cartola as desculpas mais tristes de
outros camaradas nestes jogos.
Grande Francis, grande atleta.
Que diferença e que dignidade,comparadas com as declarações com que outros procuraram justificar os falhanços…
Não fiquei absolutamente nada surpreendido com a tomada de decisão do sr. Obikwelu. Aliás, tenho pena de ele não ter lido Camões.
Um abraço.
É um Exemplo para todos os desportistas em Portugal.
Até na derrota Francis é um campeão!
“Veio trabalhar para Portugal com 16 anos.”
Daniel, explique lá uma coisa: para assinar um contrato de trabalho não é necessário ter no mínimo 18 anos?
Os Portugueses são o povo que conquistou a independência face aos Espanhóis, que combateu pelo seu território face aos Muçulmanos, que fez as descobertas. Evidentemente, o Obikwelu não é Português. Depois aparecem por aí os Politicamente Correctos a definir como Português “quem nasce em Portugal”. Obikwelu não só não nasceu como não cresceu em Portugal. Logo, pelo conceito politicamente correcto, Obikwelu não é Português. Por fim à ainda a concepção de Louçã:”deve ser Português quem escolher viver em Portugal”. Obikwelu escolheu viver em Espanha e nem pelo conceito Louçãnista seria Português.
Obikwelu nasceu na Nigéria, aos 16 anos veio ilegalmente para Portugal, até aos 18 andou por aí a fazer não se sabe o quê. Alguém lhe arranjou nacionalidade Portuguesa, não se sabe como visto que não possuia os requisitos, e por fim aceitou representar a Portugal em vez da Nigéria porque lhe pagaram.
Obikwelu é um Grande Português!
Obrigado!
um verdadeiro Português, apesar de não ser natural de Portugal é mais português do que muitos.
As palavras dele devem deixar envergonhados, caso tivessem ainda um pingo de decência, muitos políticos e jogadores de futebol.
rjnunes
Aqui está um Homem com H grande que deverá ser um exemplo de humildade agradecida. Serve de lição para muita arrogância e vaidade que por aí anda. Concordo totalmente com o título deste artigo, “NÓS É QUE AGRADECEMOS” e só espero que o país continue a orgulhar-se do Francis e que à boa maneira portuguesa não tenha agora uma atitude estilo “usa e deita fora”. O que ele nos deu, não só como atleta, foi com certeza infinitamente maior do que aquilo que recebeu !
A Nigéria é que é capaz de não estar muito
grata nem ao atleta nem a Portugal….afinal de contas viu-se privada precisamente de um
daqueles cidadãos nigerianos que poderiam ter contribuido para prestigiar o nome do seu país.
“Daniel, explique lá uma coisa: para assinar um contrato de trabalho não é necessário ter no mínimo 18 anos?”
Não, não é. Vê-se que, apesar de sofrer muito pelos portugueses e tantas vezes falar em nome dos pobres, está um pouco a leste. Olhe, eu, da esquerda caviar, como sabe, assinei o primeiro aos 16.
Quanto ao resto, a conversa do costume
Alguém devia explicar ao Obikwelu que ele não é português. Basta olhar para a sua humildade, tenacidade, esforço, etc, para perceber que não pode ser português…
Daniel Oliveira:
Agradece a este que fez tudo pelo seu país (eu também agradeço) também gosta do outro gajo que disse o que disse?! Grande espírito olímpico!
Passei outro dia por ele em Madrid onde vive e treina.
Era um bom atleta e agora na reforma pode ensinar muitos madrilenos nesta dificil disciplina.
Boa sorte.
Viva o Obikwelu, que é nosso! Porque é que ele quere abandonar a competição? Está assim tão velho? Ele que se deixe disso.
é claro que ele não é português,
nem sequer tem espirito português
um português que se preze nunca pede desculpa,
além disso a culpa dos insucessos dos atletas portugueses é do sempre do árbitro
de qualquer maneira, agradeço ao nigeriano, ter feito o favor de ter vindo para as obras deste país e não para qualquer outro
aliás, se a Nigéria não se importasse eu trocava este nigeriano por 100 ou 200 portugueses (de gema) daqueles da Frente Nacional
cuja única actividade que se lhes conhece é fazer musculação e segurança nocturna
Meia-hora depois da prova ouvi no canal 2 a locutora a falar no “atleta nigeriano, perdão luso-nigeriano”… Deve ser comadre dessa ave neo-fascista que por aqui poisa e se auto-intitula de Studio…
Vamos ver o que acontece para a semana com a Naide e o Nelson, se ficam portugueses ou viram luso-africanos…
O Obikwelu esteve bem, muito bem até, os outros foram melhores mas isso é assim mesmo.
O português não nasceu de geração espontânea, é uma mistura de povos. O Obikwelu fez mais por Portugal numa década que muitas gerações de portugueses de algumas famílias em centenas de anos.
Por muito que custe aos juridicamente correctos, ser português vai muito para além dos B.I, passaportes, certidões e demais papelada. É um sentimento, como vi nos membros da Eurasian Association de Singapura, que se orgulham de ser descendentes dos portugueses de há 300 anos.
É diferente de se aproveitar dos possíveis rendimentos da condição ou do “tacho” ocupado.
Este Homem acaba de dar uma lição magistral a muitos patrioteiros das bandeirinhas e do hino que por aí andam.
Obrigado Francis!
..para mim o que me parece mais incrível é este homem ainda não ter ido corrompido pela “nossa civilização”, acho admirável mesmo…
Parabéns!
Quanto ao atleta….
Nós agradecemos!
Que grande dignidade! Que grande homem!
Obikwelu!
Meu velho operário da construção cívil!
Só tu me fazes gritar neste país cinzento:
VIVA A GLORIOSA CLASSE OPERÁRIA!
Manuel Monteiro
Fado Alexandrino
O “Francisco Homem de Melo” (afinal um nome português e aristocrático…os jornalista é que não sabem ler e depois sai essa coisa de óbicuélu…)
vem para o Algarve, criar uma academia de atletismo (não é em Lisboa, mas tb não é estrangeiro…).
O Fran (nome já mais espanhol) veio para Portugal em 1994 aos Mundiais de Juniores, fugiu, foi recusado no Sporting e Benfica por ser ilegal, foi trabalhar para as obras no Algarve (ainda há pouco tempo cá esteve e emocionou-se a ver a cantaria de uns prédios que tinha feito…). Mude-se a geografia e podia ser uma história portuguesa…
Foi “re-descoberto” por um prof. de EF, foi para o Belenenses, depois para o Sporting, onde se mantém até hoje…apesar de estar a viver (e a treinar) em Madrid…
Daniel, não posso deixar passar o mais nojento e racista comentário a este propósito: http://aspirinab.com/valupi/obikwelu-prova-que-e-um-portugues-tipico/
(não comento lá, porque tenho nojo)
Um exemplo! Devia fazer pensar muitos atletas que fazem parte da comitiva portuguesa e que tiveram declarações infelizes…
Apesar de ser lagarto é um grande Homem e Atleta ao contrário de supostas “vedetas” que nunca ganharam nada e só sabem culpar os outros e a falta de apoios (descubram um nova desculpa que esta já está gasta, como a da falta de sorte e das lesões), nunca é deles. Ele é “apenas” recordista europeu, medalha de prata à 4 anos nas anteriotes Olímpiadas, campeão europeu e mais umas coisitas insignificantes…
O facto de ele treinar em Espanha deve-se ao motivo de não haver em Portugal uma pista coberta que lhe permita treinar sem problemas. Estava a ser construída uma Lisboa, salvo erro, não sei se já está pronta. Havia e julgo que ainda há mais atletas portugueses a treinar em Madrid por este motivo, tendo alguns deles contratado treinadores espanhóis.
O Obikwelu é tão português como eu, apesar de alguns dizerem ao sair dos Açores “vou para Portugal!”. Estou confuso!!!!!??????
Na minha opinião os jogos olímpicos não se tratam de ganhar ou perder, é um momento em que os melhores atletas do mundo e provavelmente os que mais se esforçam(nas modalidades que podem estar presentes) se reúnem. É óbvio que tudo isto fica sem efeito com os casos de doping que vão aparecendo. Dou valor a estes atletas portugueses porque a maioria pertence a categoriais individuais o que exige muito mais auto-disciplina. E parece-me que mais preocupados que em ganhar medalhas deveríamos estar em conseguir levar pelo menos uma equipa de um desses desportos ditos de equipa ao jogos. Os governantes é que ainda não perceberam que inaugurar escolas, hospitais ou infraestruturas desportivas dá tantos votos como autoestradas, aeroportos e linhas férreas, porque para desculpar os resultados dizem que somos poucos comparados com um brasil ou uma china, mas para fazer TGV’s já somos um país grande…
Um emigrante que agradece pelo que lhe paga o erário público? E que diz ter obrigação de retribuir com trabalho? Este Homem não existe… é ficção científica.
Só pelo facto de ter trabalhado na construção civil, o código do “politicamente correcto” coloca-nos em divida eterna para com ele, e dá-lhe, e à sua descendência, direitos de saque sobre o erário público eternos. E este Homem diz que nos agradece o que lhe pagam e que tem que retribuir com trabalho. Merece a nacionalidade portuguesa e o nosso muito obrigado. OBRIGADO FRANCIS
.
Que interessa se Obikwelu é português “biológico” ou “do coração”.
O que interessa é que foi medalha de prata de uns jogos olímpicos e a campeão do mundo.
O verdadeiro campeão não é o atleta mas o homem que chegou a altos níveis de competitividade, em resultado de muito esforço, trabalho e ambição.
E se treinou e vive em Espanha é porque foi lá que lhe deram as condições para treinar ao alto nível a que chegou.
E nem por isso trocou a bandeira portuguesa pela espanhola.
Ou será que o homem é mais preto que os pretos e é feio!?
Razão tem o Daniel Oliveira, “a conversa do costume”.
Alguns comentários são o Portugal no seu melhor: Pobre e mal-agradecido.
O lusitano de gema “The Studio” fará a fineza de axplicar como é que “os Portugueses são o povo que conquistou a independência face aos Espanhóis”, nacionais de um país (Espanha) que só nasceu no sec.XV.
Um bom atleta, um grande senhor.
Um grande HOMEM, um grande CAMPEÃO ….
“Um emigrante que agradece pelo que lhe paga o erário público? E que diz ter obrigação de retribuir com trabalho? Este Homem não existe… é ficção científica.”
Atom, saiba que a maioria dos imigrantes desconta para a segurança social e paga impostos e nada recebe do Estado. Repito aqui: são contribuintes líquidos. Nem neste momento os racistas conseguem fazer um minuto de silêncio.
PS: Já agora ele é, para Portugal, Imigrante e não Emigrante
De todos os comentários, os que mais me irritam são os que falam do nosso dinheiro que os atletas gastam.É uma coisa bem portuguesa: quando alguém recebe dinheiro do Estado, mesmo que seja pouco comparado com o que já devolveu ou mesmo que seja num princpio de carreira, toda a gente fala como se fosse patrão. E daqueles patrões bem arrogantes, altivos e mesquinhos.
Repito aqui: são contribuintes líquidos
Já uma vez lhe pedi para me ensinar o que significa esta sua afirmação, e como chega a ela.
Não teve, talvez, tempo.
Pode ser que agora arranje um minutinho.
Tal como já referi num “trabalhito” SER PORTUGUÊS NÃO É SINÓNIMO DE SER BRANCO”…
Grande Francis!!!
Veijios
Sr. Daniel Oliveira:
Venho aqui reconhecer que errei, trocando emigrante por imigrante. Agradeço a correcção. Embora o que vou escrever não desculpe o erro ortográfico, penso que o explica.
É que eu fui emigrante durante a maior parte da minha vida profissional em países como a Suissa, a Alemanha, o Brasil e outros. Estava muito habituado a escrever emigrante referindo-me a mim próprio. Talvez seja esse o motivo porque escrevi emigrante em vez de imigrante. Note que esta explicação não desculpa o meu erro. Como o Sr. Francis recebi os meus vencimentos, dei em troca trabalho, fui contribuinte. E acabado o trabalho nem esses países ficaram em dívida comigo nem eu com eles. Estou convencido que se me tivesse naturalizado em qualquer desses países, a minha atitude seria semelhante ao Sr. Francis. Recebia dinheiro e dava em troca trabalho.
The Stupido sais:
“Os Portugueses são o povo que conquistou a independência face aos Espanhóis, que combateu pelo seu território face aos Muçulmanos, que fez as descobertas.”
Mais: se Portugal começou em 1143, há cerca de 45 gerações, com um grupo especialmente escolhido pela Providência, quem não tem (TODOS) os 2^45 tata(…)ravôs entre esses não é realmente Tuga. É tudo 100% questão de sangue, não é?
PS Esses gajos com nomes como Sarsfield haviam de ser todos expulsos para não poluírem a nossa poça genética.
Concordo sem concordar. Sim ao Homem, a dar uma lição. Pena ser nigeriano.
Bom domingo.
Mais alguem viu ontem o Fernando Seara na RTP a exigir explicações por parte da Federação Portuguesa de Atletismo sobre a desisitência do Obikwelu da prova dos 200 m? Pensava eu que essa personagem estava limitada a dizer disparates na SIC Noticias e ao futebol, e afinal vai a RTP gastar o dinheiro dos contribuintes (o nosso dinheiro, gosto de usar os argumentos da concorrência) a dar tempo de antena a tamanho idiota.
Como é que se explica que não se corre numa prova olípica por contrato, por obrigação? Que, para além dos interesses comerciais, os JO são um espetáculo de entrega pessoal além de todos os limites, e que ninguem corre se não estiver em condições de o fazer?
Eu também queria agardecer oa Obikwelu ter levado o nome de Portugal, mesmo treinando em Espanha, que por cá nisso do desporto só se pensa quando se está na mira das medalhas.
“Não, não é. Vê-se que, apesar de sofrer muito pelos portugueses e tantas vezes falar em nome dos pobres, está um pouco a leste. Olhe, eu, da esquerda caviar, como sabe, assinei o primeiro aos 16.”
Daniel, logo por azar é muito fácil encontrar a legislação sobre esta matéria no google. É possível assinar um contrato de trabalho aos 16 anos sim, mas apenas mediante várias condições. Nomeadamente, 40% do tempo deverá ser ocupado em cursos de formação.
““The Studio” fará a fineza de axplicar como é que “os Portugueses são o povo que conquistou a independência face aos Espanhóis”, nacionais de um país (Espanha) que só nasceu no sec.XV.”
O Alberto Dias teve o condão de tocar no que é verdadeiramente fundamental para a discussão. Claro que terei a fineza de axplicar que conquistamos essa independência no dia 1 de Dezembro de 1640.
“Atom, saiba que a maioria dos imigrantes desconta para a segurança social e paga impostos e nada recebe do Estado. Repito aqui: são contribuintes líquidos.”
O Daniel consegue dizer coisas completamente sem sentido. Na Segurança Social, em princípio, ninguém é contribuinte líquido. Nem os imigrantes nem os Portugueses. O dinheiro que se desconta durante a vida activa será mais tarde recebido através de reformas. Claro que uma pessoa pode morrer de acidente e nesse caso torna-se um contribuinte líquido. É verdade que há muita gente a receber apoios sociais, e esses números seriam interessantes. Não conheço os números Portugueses, mas na Dinamarca os imigrantes contribuem com 4,5% para a Segurança Social e recebem cerca de 45% do bolo. Um factor de 10.
Quanto aos impostos nem percebo o que o Daniel quer dizer. O dinheiro dos impostos não é para redistribuição social, logo a frase do Daniel nem sequer faz sentido.
“O Daniel consegue dizer coisas completamente sem sentido. Na Segurança Social, em princípio, ninguém é contribuinte líquido. Nem os imigrantes nem os Portugueses. O dinheiro que se desconta durante a vida activa será mais tarde recebido através de reformas.”
1 - Se ninguém é contribuinte líquido ninguém pode receber mais do que pagou. Explique lá isso?
2 - A questão é que a maioria dos imigrantes não fica em Portugal e por isso não fica a receber a reforma.
3 - Duvido dos números da Dinamarca (que desafiam a estatística), mas, seja como for, Portugal não é a Dinamarca e a Segurança Social portuguesa não é seguramente a dinamarquesa.
Por azar, a legislação que consultou diz que o senhor não tem razão.
Daniel, deixa-me lá ser uma pessoa paciente e deixar estes excertos do Código do Trabalho, para o teu comentador Studio.
Não sei é se também tenho que deixar o dicionário para explicar o que quer dizer “inferior”, “minima”…
Isto é uma tentativa minha de me provar que sou gaja para ter a mesma paciência que tu e responder-lhes…p’los vistos sou. Bemdita idade, que tanta paciência nos dá!!!
“Artigo 16.º
Menores
1 - O menor com idade inferior a 16 anos não pode ser contratado para realizar uma actividade remunerada prestada com autonomia.
2 - O menor com idade inferior a 16 anos que tenha concluído a escolaridade obrigatória pode ser contratado para prestar uma actividade remunerada, desempenhada com autonomia, desde que se trate de trabalhos leves.
3 - À celebração do contrato previsto no número anterior aplicam-se as regras gerais previstas no Código Civil.”
…
“Artigo 55.º
Admissão ao trabalho
1 - Só pode ser admitido a prestar trabalho, qualquer que seja a espécie e modalidade de pagamento, o menor que tenha completado a idade mínima de admissão, tenha concluído a escolaridade obrigatória e disponha de capacidades física e psíquica adequadas ao posto de trabalho.
2 - A idade mínima de admissão para prestar trabalho é de 16 anos.
3 - O menor com idade inferior a 16 anos que tenha concluído a escolaridade obrigatória pode prestar trabalhos leves que, pela natureza das tarefas ou pelas condições específicas em que são realizadas, não sejam susceptíveis de prejudicar a sua segurança e saúde, a sua assiduidade escolar, a sua participação em programas de orientação ou de formação e a sua capacidade para beneficiar da instrução ministrada, ou o seu desenvolvimento físico, psíquico, moral, intelectual e cultural em actividades e condições a determinar em legislação especial.”
“Artigo 56.º
Admissão ao trabalho sem escolaridade obrigatória ou sem qualificação profissional
1 - O menor com idade inferior a 16 anos que tenha concluído a escolaridade obrigatória mas não possua uma qualificação profissional bem como o menor que tenha completado a idade mínima de admissão sem ter concluído a escolaridade obrigatória ou que não possua qualificação profissional só podem ser admitidos a prestar trabalho desde que se verifiquem cumulativamente as seguintes condições:
a) Frequente modalidade de educação ou formação que confira a escolaridade obrigatória e uma qualificação profissional, se não concluiu aquela, ou uma qualificação profissional, se concluiu a escolaridade;
b) Tratando-se de contrato de trabalho a termo, a sua duração não seja inferior à duração total da formação, se o empregador assumir a responsabilidade do processo formativo, ou permita realizar um período mínimo de formação, se esta responsabilidade estiver a cargo de outra entidade;
c) O período normal de trabalho inclua uma parte reservada à formação correspondente a pelo menos 40% do limite máximo constante da lei, da regulamentação colectiva aplicável ou do período praticado a tempo completo, na respectiva categoria;
d) O horário de trabalho possibilite a participação nos programas de educação ou formação profissional.
2 - O disposto no número anterior não é aplicável ao menor que apenas preste trabalho durante as férias escolares.
3 - O empregador deve comunicar à Inspecção-Geral do Trabalho, nos oito dias subsequentes, a admissão de menores efectuada nos termos do número anterior”
Portugal deve mais ao Obikwelu do que o contrário.
Isabel, levaste o prémio. Eu é que estou a perder qualidades.
É verdade que Obikwelo revela uma postura muito digna e pouco habitual, ao revelar que sentia uma responsabilidade por todos os que o apoiavam e que a falha era como uma falha perante toda a nação que ainda por cima lhe pagava. É de facto diferente da falta de humildade que algumas “prima donas” revelam parecendo que todos lhes deve alguma coisa e que o mundo lhes deve agradecer só por exisitirem.
Mas parece-me que há também alguma inconsistência desta posição com a atitude de não tentar os 200m. Usando o mesmo argumento, de que lhe pagamos para lá estar, não deveria desisitir e devia ter a fibra de não se deixar abater, mesmo que para um novo insucesso. Relembro que há poucos dias dizia estar na melhor forma de sempre.
Percebo pouco do assunto, mas parece-me que Obikwelo revelou alguma infantilidade no seu discurso e na gestão da carreira no pós Atenas. Ninguém lhe viu mais nenhum resultado de grande relevo e os 100m de Pequim têm uma série de atletas de outra galáxia. Tudo isto recomendaria um discurso mais prudente, que não teve e talvez um redireccionar para os 200, onde provavelmente teria mais hipóteses. No entanto dizia que estava confiante no melhor resultado de sempre, já para não falar no discurso pueril que me deixa sempre perplexo num atleta de alta competição, em como a ajuda divina compensaria a falta de resultados.
Daniel, é que eu quase os sei de cor…houve uma altura que dormia com o gajo na mesa de cabeceira…tirei-o de lá, mas continua a dar-me pesadelos frequentes(estou a falar do CT, claro, os comenários inteligentes e bem informados pelo Google, do teu comentador só me fazem rir..ok, também córo um cadito ao imaginar que, sabe-se lá, um dia cruzo com um tal espécime no café da esquina ou na padaria e há uma voz do Além que diz “É ele!!!”
Porra, ainda bem que sou ateia!!!Senão lá vinha outro pesadelo!
Olá Daniel, como não encontrei seu endereço de email na página do Arrastão, resolvi passar a informação via comentário mesmo. Publiquei um artigo no “Há Vida em Marx?” sobre um tema um tanto quanto espinhoso: o ultimato feito esta semana pelo Reino Unido ao governo brasileiro. Não sei como está repercutindo o tema aí em Portugal, mas a temática está dando o que falar aqui no Brasil. Se possível, gostaria de ver o assunto abordado aqui no Arrastão. Sei que o seu blogue possui dimensão não só em Portugal, mas em todos os países cuja língua materna é a portuguesa. Como brasileiro e lusófono, não admito que tamanho ultimato fique à sombra dos acontecimentos olímpicos. Grande abraço do Caín.
Acho fabuloso como a classe política (não a política) consegue tirar o interesse a tudo desde cinema, música e até desporto.
Penso que se Obikwelu não participou nos 200 m, não irá ser pago por essa prova. Corrijam-me se estou errado.
Mesmo assim, mesmo que seja pago pela prova dos 200m, Obikwelu deve ter desistido porque simplesmente concluiu que não estaria na melhor forma física e psicológica para representar Portugal e não nos serviria de nada ver um atleta medalhado fazer má figura com a nossa camisola. Não foi por preguiça ou desleixo. Ele foi simplesmente pragmático e realista.
Agora meterem os impostos, as obras, a imigração, etc. pelo meio!? Como dizem os americanos: Give a Break!!!
(Alberto) Juantorena opens wide legs and shows his class
British commentator at 1976 Montreal Olympics
Francis Obikwelo, um imigrante líquido nas pitorescas análises de Daniel Oliveira, colocou Portugal em delírio.
Não que tenha ganho uma medalha, coisa que aliás prometeu com algum ênfase, mas apenas porque pediu desculpa de não a ganhar.
Ora o que se vê aqui é uma curiosa sensação da situação de poder. Neste caso do mais fraco sobre o mais forte. Temos pois que sentado no seu sofá o português típico vê-se assim compensado do relativo desgosto de uma derrota (é na verdade o que aquilo foi) pela confissão pungente do ídolo que se ajoelha e se oferece em imolação.
E isso além de dar uma esplêndida sensação de glória, permite que a medalha que ele não ganhou seja ganha por nós.
É bom!
I’m the greatest golfer. I just have not played yet.
Muhamammad Ali (Attr.)
“(…)aliás, se a Nigéria não se importasse eu trocava este nigeriano por 100 ou 200 portugueses (de gema) daqueles da Frente Nacional
cuja única actividade que se lhes conhece é fazer musculação e segurança nocturna”
Ah pois!
O menino “Estúdio” deve ser um deles, com o azar de não ter nascido com cara para levar um estalo.
Ahhh mas espera… normalmente estes tipos andam em grupo…
Grande Obikwelo!! Obrigado Obikwelo por seres quem és!
Enche-me de orgulho ser compatriota de Obikwelo que tem a tempera, humildade, sinceridade e inocencia que são hoje incomuns!
E o mais interessante é que é genuino…sempre foi assim..antes, entretanto e depois!
Parabéns à Vanessa! Não apenas pela medalha mas também pelo comportamento “olímpico” que sempre tem demonstrado!
“de qualquer maneira, agradeço ao nigeriano, ter feito o favor de ter vindo para as obras deste país e não para qualquer outro”
O Obikwelu caíu por aqui de pára-quedas e ficou por cá e não em qualquer outro país, porque em qualquer país em que a lei seja cumprida teria sido repatriado.
aliás, se a Nigéria não se importasse eu trocava este nigeriano por 100 ou 200 portugueses (de gema) daqueles da Frente Nacional
cuja única actividade que se lhes conhece é fazer musculação e segurança nocturna”
Eu até o trocava a si e ao besugo por 100 ou 200 nigerianos, mas as pessoas não são matéria de troca. Por muito que nos custe, o Obikwelu de Português só tem o financiamento.
“1 - Se ninguém é contribuinte líquido ninguém pode receber mais do que pagou. Explique lá isso?”
Eu não escrevi isso nem nada parecido. O Daniel que amiúde fala em contribuintes líquidos é que deveria explicar o conceito de “contribuinte líquido”.
O dinheiro dos impostos não é direccionado para “redistribuição social”, logo qualquer pessoa que pague qualquer imposto já é um “contribuinte líquido”. Ou seja, no que diz respeito a impostos, todos seríamos “contribuintes líquidos”. Afirmar que a maioria dos imigrantes são “contribuintes líquidos” para os impostos tem o mesmo valor lógico que afirmar que a maioria da chuva é molhada.
No que diz respeito à Segurança Social, já poderá fazer algum sentido o conceito de “contribuinte líquido” se atendermos a que também há quem seja sustentado pela “Segurança Social”. Portanto convinha o Daniel definir aqui o conceito de “contribuinte líquido”. Assumindo que se refere a alguém que paga mais do que recebe, o Daniel para ter algum rigor terá que especificar a que período de tempo se refere. Ao último mês? Ao último ano? A toda a sua vida?
Afinal, alguém pode dar uma definição de “Português” na qual o Obikwelu se encaixe?
Acho que a definição jurídica chega. Português é aquele que tenha a nacionalidade portuguesa.
Contribuinte líquido é, como disse, aquele que paga mais do que recebe. O período é o de toda a vida do contribuinte.
“O Obikwelu caíu por aqui de pára-quedas e ficou por cá e não em qualquer outro país, porque em qualquer país em que a lei seja cumprida teria sido repatriado.”
Aliás, basta olhar para os atletas dos outros países para verificar que assim é. The Studio, com o senhor é cada tiro, cada melro.
“Eu até o trocava a si e ao besugo por 100 ou 200 nigerianos, mas as pessoas não são matéria de troca.”
Não entendo… então trocava 2 portugueses por 100 ou 200 nigerianos mas embirra com o Obikwelu?
Um bocadinho mais “bestial” e o seu bafo cheirava a palha…
Contribuinte líquido é, como disse, aquele que paga mais do que recebe. O período é o de toda a vida do contribuinte.
Bem, depois de muito esforço lá conseguimos saber qual era a explicação para aquela definição.
Lamento muito estragar tão laborioso pensamento, mas o senhor está redondamente enganado.
Acontece que não consegue, nem aliás ninguém imputar a qualquer cidadão contribuinte a percentagem de dinheiro que o Estado consume com ele.
Repare pela sua lógica, também conhecida por economia tipo-salazar, só há deve e haver ou seja um fulano descontou para a segurança social uma determinada verba durante a sua vida e recebeu após a reforma outra determinada verba e no fim faziam-se as contas.
Mas e aqui o Doutor Louçã poderá explicar-lhe melhor há verbas escondidas que devem ir a débito do contribuinte e que o senhor não consegue enxergar.
Vou dar-lhe uma pista.
Um contribuinte adoece gravemente e vai para ao Hospital transportado pelo INEM e ao chegar um batalhão de médicos e demais pessoal toma conta dele usando todos os equipamentos de que pode dispor e usando os fármacos necessários.
No fim dão-lhe uma contita de taxas moderadoras para ele pagar.
E agora pergunto-lhe eu, quem paga o resto da conta?
Provavelmente as pessoas pensam que o resto é de borla.
E até parece!
Acontece ainda que um Hospital tem que ser dimensionado quer para os nativos quer para aqueles que nos visitam e que ficam por cá com vistos turísticos/i>
Está a ver que as contas não são tão simples como se julga?
Fado, na segurança social as contas são facilimas e até estão feitas
Fossem todos os portugueses feitos da mesma “fibra”, com a mesma rectidão de caracter!
Grande, grande Obikwelu!
Todas as pessoas deveriam ter direito a 2 nacionalidades: a de nascença e a de coração. Se o Francis escolheu a nacionalidade portuguesa com o coração, Portugal só tem de lhe agradecer.
Bem hajas, Francis!
“Acho que a definição jurídica chega. Português é aquele que tenha a nacionalidade portuguesa.”
Aqui há uns tempos, escrevia um senhor Daniel Oliveira de seu nome que uma tal Belermina ou qualquer coisa semelhante devia ser Portuguesa pois já estava em Portugal há não sei quanto tempo. Leio agora que afinal a senhora não é Portuguesa pois não tem nacionalidade portuguesa. É Daniel Oliveira a contradizer Daniel Oliveira. Que confusão. Oh Daniel, são duas coisas distintas, ser Português e ter passaporte Português.
“Contribuinte líquido é, como disse, aquele que paga mais do que recebe. O período é o de toda a vida do contribuinte.”
Explique lá então como é que chegou à conclusão que “a maioria dos imigrantes são contribuintes líquidos”, quando na realidade a maioria dos imigrantes estão em idade de descontar e não em idade de receber reformas. Evidentemente o Daniel não tem dados sobre “toda a vida dos imigrantes” que lhe permitam chegar a essa conclusão. O resultado é exactamente o contrário. Se fizermos as contas tomando valores médios, o que se conclui é que a maioria dos contribuintes (imigrantes ou não) recebem mais da Segurança Social do que descontam.
“Fado, na segurança social as contas são facilimas e até estão feitas”
Aqui o Daniel tem razão. Até o BE já chegou à conclusão que a Segurança Social vai a caminho do descalanbro e já propôs a criação de dois novos impostos para tentar equilibrar as contas.
Eu disse que ela DEVIA ser portuguesa, não disse que era. Quer isso dizer que eu acho que lhe devia ser dada a nacionalidade portuguesa. Eu acho que a nacionalidade devia ser dada a quem viva em Portugal há mais de X anos, aprenda o mínimo da lingua e tenha essa vontade. Acho isto para todos os países.
“Explique lá então como é que chegou à conclusão que “a maioria dos imigrantes são contribuintes líquidos”, quando na realidade a maioria dos imigrantes estão em idade de descontar e não em idade de receber reformas.”
Exacto. E uma grande parte volta para os seus países antes de chegar a receber reformas. A maioria nunca as recebe.
Uma dos temas em que há consenso (excluindo entre os lunáticos da extrema direita) é que a imigraç\ao é uma das salvações da segurança social. Por três razões:
1 - Parte fica apenas um período de tempo, não aumentando a população reformada no país (não digo que seja positivo, apenas um facto)
2 - Aumenta a população activa
3 - Aumenta a natalidade na primeira geração de imigrantes
“Todas as pessoas deveriam ter direito a 2 nacionalidades: a de nascença e a de coração.”
Neste caso a de nascença e a de conveniência. Bem, a nacionalidade mais conveniente mesmo era a Espanhola, mas não sendo possível a nacionalidade Portuguesa também dá para viver em Espanha como comunitário.
“Francis escolheu a nacionalidade portuguesa com o coração,”
Não foi o Francis que escolheu. Foi a Federação Internacional de Atletismo que escolheu. Isto é, marcou para Portugal a prova da qual o Francis viria a fugir. Para ele, ser Portugal ou outro país qualquer era igual ao litro.
“Portugal só tem de lhe agradecer.”
Agradecer andar aí a palrear que ia ao ouro e depois nem se qualificar para a final? A Alexandra é livre de lhe agradecer, não fale é em nome dos outros. Perdeu foi uma excelente oportunidade para ficar calado.
Ele deu já várias vitórias e medalhas. O que é Portugal tem de lhe agradecer a si, The Studio?
As únicas coisas de que vejo o senhor se orgulhar é de ser branco e de ser português. Para nenhuma delas teve de fazer muito. Bastou-lhe nascer.
Fado, na segurança social as contas são facílimas e até estão feitas
Por momentos julguei que Guterres tinha voltado ao seu país natal.
Gostava de argumentar consigo mas verifico que o senhor não conseguiu perceber a questão fundamental nestas contas sobre o que cada um de nós (e já agora corredores de atletismo & outros) custa ao Estado e quanto entregam ao mesmo durante a sua vida útil.
Conforme poderá entender, se reler o que eu escrevi as contas não se esgotam nessa questão da segurança social.
Poderão ser difíceis de fazer lá isso é verdade, pois nem na segurança social sabem qual a realidade que entre outras coisas produziu o milagre de aumentar em dobro o número de beneficiários do RSI.
Verdade se diga que também não sabem a quem o dão.
Fado Alexandrino, eu acompanhei o seu muito complexo e elaborado raciocínio e respondi que, pelo menos na segurança social, as contas são fáceis.
Daniel,
Aquilo que o Fado lhe está a tentar explicar é uma coisa totalmente distinta do que eu disse. O que o fado lhe está a tentar explicar é o seguinte:
Imagine um bairro habitado por imigrantes, que poderia ser por exemplo a Quinta do Mocho. Imagine que nesse bairro ninguém recebeu casa do Estado, ninguém recebe apoios sociais, ninguém comete crimes e todos trabalham. O Daniel identificaria de imediato os habitantes deste bairro como “contribuintes líquidos”.
O problema é que o Daniel só está a ver um lado da equação. Esse bairro tem custos: É necessário construir uma escola e pagar aos funcionários, é necessário construir um centro de saúde e pagar aos funcionários, é necessário construir jardins de infância, centros de dia, etç. É necessário pagar a electricidade do bairro, é necessário pagar a limpeza do bairro, é necessário pagar a segurança, etç.
São todos estes custos que o Daniel ignorou. Se estes honestos trabalhadores receberem salários baixos, e portanto descontarem pouco para os impostos, o mais provável é que o que pagam de impostos não seja suficiente sequer para pagar as despesas do seu bairro. Aquilo a que o Daniel chama “contribuintes líquidos” são na verdade pessoas que dão prejuízo ao país.
Se quiser faça as contas de outra maneira: Veja quais são as despesas totais do país, e divida pelo número de habitantes. Essa deveria ser a “quota” a pagar por cada um. Verá assim que os únicos contribuintes líquidos serão aproximadamente aqueles que recebem salários acima da média.
No que diz respeito à Segurança Social, as contas são as seguintes:
Imagine alguém que começa a trabalhar aos 25 anos e recebe um salário mensal que perfaz um rendimento anual de X por ano. Essa pessoa trabalha até aos 65 anos, 40 anos portanto, e durante a sua vida irá auferir um rendimento de 40X. Descontando 15% para a Segurança Social irá descontar ao longo da sua vida: 6X.
Se viver até à esperança média de vida, cerca de 80 anos, essa pessoa irá receber durante 15 anos, ou seja 15X.
Portanto, no caso típico, uma pessoa desconta 6X e recebe 15X. Se o Daniel quiser, pode tentar tornar os cálculos mais precisos, mais isso será ainda mais desvantajoso para a segurança social.
Por exemplo, ao longo da vida normalmente o salário vai subindo gradualmente, enquanto a reforma é calculada com base nos últimos anos de salário. Se efectuar esta correcção, os descontos efectuados irão diminuir de forma significativa.
O Daniel tem razão quando diz que os cálculos são simples, mas parece que as luzes que arranjou lá pela sociologia não são suficientes para eles.
“Uma dos temas em que há consenso (excluindo entre os lunáticos da extrema direita) é que a imigração é uma das salvações da segurança social. Por três razões:
1 - Parte fica apenas um período de tempo, não aumentando a população reformada no país (não digo que seja positivo, apenas um facto)
2 - Aumenta a população activa
3 - Aumenta a natalidade na primeira geração de imigrantes”
1- É um disparate. Os imigrantes mesmo que regressem aos seus países, receberão a reforma a que têm direito, como é óbvio.
2- É um disparate. Se um cidadão é ou não contribuinte líquido para a Segurança Social é independente da população activa. (Veja as contas acima: O número de trabalhadores a efectuar descontos é uma variável que não entra nos cálculos).
3- É um duplo disparate. Em primeiro pela razão mencionada em 2) e em segundo porque uma elevada taxa de natalidade entre as camadas mais pobres da população só vem aumentar as despesas sociais.
Oh Daniel, esse consenso só deve existir lá nos acampamentos do BE com uns charros à mistura. Alguma vez ouviu alguém minimamente inteligente dizer semelhante disparate? Experimente pensar pela sua cabeça.
“Ele deu já várias vitórias e medalhas. O que é Portugal tem de lhe agradecer a si, The Studio?
As únicas coisas de que vejo o senhor se orgulhar é de ser branco e de ser português.”
Fico feliz por saber que as medalhas do Obikwelu melhoraram o nível de vida do Daniel. Por mim são igual ao litro. Quanto àquilo de que me orgulho ou não, experimente falar sobre o que sabe.
Imagine alguém que começa a trabalhar aos 25 anos e recebe um salário mensal que perfaz um rendimento anual de X por ano
Convêm não esquecer que este cidadão até esta idade só fez despesa ao Estado e não foi pequena.
É uma despesa que se presume como um investimento, mas números são números ou como dizia o engenheiro, é só fazer as contas!
Assino por baixo.
Eu sou daquelas que ficam emocionadas com o ar fofinho e humilde do Obikwelu quando arranha português prá televisão! Até nisso o homem é bom! Para além de ter passado as “passas do/no Algarve” para poder ser campeão dos 100m, aprendeu a falar português! E só é Português de nacionalidade porque nos é conveniente! Senão, vejam-se as filas do SEF, não para a nacionalização, porque isso era impensável, mas para uma simples legalização de quem está a trabalhar em Portugal. Pedir desculpa? Não sei quanto ganhaste Obikwelu, mas concerteza fizeste mais pelo nosso amor próprio colectivo do que muitos altos quadros alimentados directamente pelo Estado!
Obrigada nós! E desculpa qualquer coisinha!
Obikwelinha