Mais uma vez Obama ganha um debate. Dizem as sondagens (54% contra 30%), mas nem era preciso. Bastava ver o debate. O que as sondagens também mostram é que foi na economia que Obama ganhou (59%-37%). Não me parece que tenha sido por causa das propostas ou dos argumentos. Ganhou porque as pessoas não acreditam, nesta matéria, em McCain. Ou seja, as pessoas já vêem os debates com uma predisposição bem determinada. E seria McCain, que está a perder, que teria de a mudar. Não mudou. Pelo contrário.

Quanto ao debate, um modelo insuportável. As regras e a artificialidade do formato tornam tudo aquilo pobre e desinteressante. Debate sem confronto, em que os candidatos respondem ao público em vez de trocarem argumentos, são o contrário do que se precisa quando se tem de escolher. E no entanto o confronto estava lá. Soava era sempre mal.

Momento YouTube: “that one”. Já se espalhou. Nunca é o conteúdo, claro. Mas, na realidade, nestes debates a olhar para as sondagens, o conteúdo vale pouco. Queriam saber o que eles realmente pensam? Foi dito e escrtito antes de serem nomeados candidatos. O que interessa nestes debates em que só quem está a perder pode arriscar é mesmo só saber se acontece alguma coisa que trave a provável (até ver) vitória de Obama.


17 respostas ao post “O 2º debate”  

  1. 1 1  João Gomes

    Vi uma parte do debate e estou como os brasileiros: poxa, até santo tem saco!
    Mas, não parece que o McCain, também ele, está a ficar com uma cor azulada? Ou será um cinzento de moribundo?
    Tenho achado piada aos noticiários da SIC Notícias que, quando abordam as eleições norte-americanas, é invariavelmente com a introdução de que Obama tem uma ligeira vantagem nas sondagens. Depois, depois, no desenvolvimento, lá dizem que essa ligeira vantagem já vai em 8 pontos. Têm cá uma lata…

  2. 2 2  Maria

    Eu aguentei firme e vi o debate todinho.
    Claro que achei que o espaço e a forma daquilo tudo era uma seca e acho que Obama deve em muitos momentos ter sentido o mesmo, mas foi um senhor.
    Foi sempre muito simples nas palavras e nas atitudes explicou-se bem , demonstrou o conhecimento das materias e em mais de uma vez fez com o sr Macain quase perdesse as estribeiras, mas dominou-o nunca permitindo que por falta de firmeza Macain enchesse o debate com o seu famigerado mau genio e demais expressoes linguisticas que tem fama de serem bem recheadas do mais vulgar calao.

    Assim e ate porque aquele tipo de debate deve ser tudo menos facil achei que Obama esteve sempre acima de vulgaridades e que deixou muito claro que o opositor deve ir para casa descansar e rapidamente porque na verdade nao acrescentou nem um ideia original ao dabate .

    Nao basta bater com o pe e dizer que o adversario e ignorante , tem que se demonstrar claramente o que se diz.
    E Macain nao passou de um senhor cheio de prosapia mas totalmente vazio de ideias.
    Acho que nao chega para se chegar a presidente e sendo assim viva Obama.

  3. 3 3  Pantic

    As sondagens nos states não contam para nada nem os votos sequer, não se esqueça que Bush foi eleito sem ter a maioria dos votos… Só quando vir Obama na Casa Branca é que me vou acreditar…

  4. 4 4  Joao Galamba

    Daniel,

    Pondo de parte as tuas reservas nesses temas, não achas que Obama também saiu por cima nas questões de política externa? Para além de Obama me parecer sempre mais ponderado e dominador, a estocada de mestre foi quando McCain o acusou de precipitação em relação ao Paquistão e Obama ripostou com o Bomb,Bomb,Bomb Iran.

    um abraço

  5. 5 5  The Studio

    “não se esqueça que Bush foi eleito sem ter a maioria dos votos… ”

    É verdade. Assim como Obama foi nomeado tendo muito menos votos que a senhora Clinton. Quanto ao debate, ainda antes de começar já se sabia que Obama iria ganhar. Pelo menos na opinião dos comentadores, claro. Como disse um dos apoiantes de Obama que comenta na SIC notícias, ele esteve mais emocional que racional. Ou seja, andou lá a fazer teatro e não disse nada de jeito.

    Galamba, tens toda a razão. Na política externa Obama esteve excelente ao ponto de não se perceber nada. Por exemplo, que tencionam fazer os Democratas em relação ao Irão caso ganhem as eleições?

  6. 6 6  JV

    O «that one» de McCain é o mais próximo que consigo conceber do «ele não tem conversa» de Soares nas últimas presidenciais portuguesas. Tramou um, e vai tramar outro. Há seguramente uma idade máxima para a política.
    Continuo, todavia, a achar estranho que o DO não retire o apoio a Obama: ouvi mal, ou o candidato democrata assegurou apoio inquestionável a Israel e ameaçou invadir o Paquistão a partir do Afeganistão, se isso se mostrasse necessário para capturar Bin Laden, independentemente do consentimento de Islamabad? Eu imagino o clamor entre a «Santa Aliança» da esquerda pequeno-burguesa se um candidato republicano tivesse dado feito estas declarações: tudo o que estivesse abaixo de «pistoleiro do Far West» era pouco!
    De facto, e cada vez mais, vivemos num mundo em que tudo é permitido desde que se tenha a camisola certa…

  7. 7 7  fado alexandrino

    De facto, e cada vez mais, vivemos num mundo em que tudo é permitido desde que se tenha a camisola certa…

    A esquerda aplaude Obama porque tem que apoiar alguém contra Bush.
    Ele até podia recitar a lista telefónica de Baltimore que servia na mesma.
    Também há outro motivo pelo qual a esquerda fica toda babada pelo senhor Barack.
    Estava em dois vídeos que circularam e que oportunamente coloquei no meu blog.
    Infelizmente parece que tinham um problema qualquer e já foram retirados a todos o vapor por aqueles que os fizeram.

  8. 8 8  Daniel Oliveira

    João, acho. Se bem que a do Bom, bom, bom Iran era tão evidente que quando ouvi McCain seguir pela linha da moderação contra a irresponsabilidade de Obama até comecei a trautear a música.

    Mas devo dizer que, em matéria internacional, quanto menos ouvir de Obama, melhor.

  9. 9 9  João Gomes

    fado,

    tem um blog? Deve estar, certamente, naqueles 1% que o JPP considera que não é lixo.

    «Também há outro motivo pelo qual a esquerda fica toda babada pelo senhor Barack.
    Estava em dois vídeos que circularam e que oportunamente coloquei no meu blog.
    Infelizmente parece que tinham um problema qualquer e já foram retirados a todos o vapor por aqueles que os fizeram.»

    Deve ter sido um vírus, constiparam-se!

  10. 10 10  João Gomes

    «Mas devo dizer que, em matéria internacional, quanto menos ouvir de Obama, melhor.»

    E “rezar” para que o que ele diz é para americano ouvir; e que o o que ele diz não corresponda ao que de facto pensa…

  11. 11 11  Stran

    “tendo muito menos votos que a senhora Clinton”

    Tem a certeza meu caro Studio?

    Eu pessoalmente até gostei do debate e do formato. E julgo que era interessante efectuar um debate em Portugal no mesmo formato.

  12. 12 12  Pantic

    Não me lembro de ler que o Obama tinha menos votos do que a Clinton mas se isso for verdade é mais uma das especificidades Americanas…

  13. 13 13  Cláudio

    O presidente americano tal como os nomeados republicano e democrata são eleitos por colégios eleitorais. Tal prática é a mais correcta num estado federado.

  14. 14 14  Joe

    A Hillary Clinton teve 18,045,829 votos nas primárias, o Obama teve 18,107,587 votos.

  15. 15 15  João Gomes

    «A Hillary Clinton teve 18,045,829 votos nas primárias, o Obama teve 18,107,587 votos.», números do Joe.

    Então, The Studio, contraponha lá os seus…

  16. 16 16  The Studio

    Tenho sim meu caro Stran. O Obama teve umas boas dezenas de milhares de votos a menos que a senhora Clinton nas primárias democratas. Até o Daniel Oliveira lhe confirma isso.

  17. 17 17  against big brother world government

    Estas eleições são completamente irrelevantes. A agenda da américa para o séc. XXI prevê o ataque ao Irão e um reforço de posições no médio oriente. A agenda da trilateral comission e da council on foreign relations para a formação de um governo mundial irá seguir independente de quem esteja no poder!
    abraços.

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