burqa.jpg


Sem respostas ao post “O aborto foi despenalizado”  

  1. 1 1  Luís

    Daniel

    Rectius: existe uma lei aprovada pela Assembleia da República que afirma como legal qualquer aborto feito nas primeiras 10 semanas, sem a necessidade da invocação de qualquer razão ou qualquer justificação.
    Trata-se, portanto, de uma lei que permite a ofensa do direito à vida, sem exigir a invocação de qualquer razão.
    É, portanto, uma lei que significa um retrocesso civilizacional no caminho que a humanidade vem fazendo duma progressiva protecção dos direitos humanos.
    Para mim, fica a certeza de estar do lado certo, da defesa da vida humana. E quando os meus netos me perguntarem “avô, mas é verdade que pessoas inteligentes, conhecedoras e formadas, defendiam que se pudesse fazer parar o coração do bebé na barriga, mesmo sem necessidade de qualquer justificação? E tu, avô, o que defendeste?”, vou ter provas do meu empenho e das minhas tomadas de posição.

  2. 2 2  Maria

    Hoje é um bom dia. mas…
    - Uma mulher é livre de engravidar. É da natureza e ainda bem;
    - Uma criança tem direito ao nome do pai. É da lei e ainda bem;
    - Uma mulher tem direito a interromper, por decisão solitária, uma gravidez até às dez semanas. É da lei, da civilidade e ainda bem;
    … e o homem?

  3. 3 3  Daniel Oliveira

    Os seus netos não lhe vão perguntar isso. Nem lhes vai passar pela cabeça que havia uma lei que condenava a mulher a três anos de prisão por aborto. Felizmente, estarão a milhas de tal ideia.

  4. 4 4  Luís

    Daniel.
    Está a ver que quando tem que justificar o “sim”, o Daniel já fala da “prisão” (quando não há mulheres presas por terem abortado), mas quando se trata da aprovação da lei, ou do aconselhamento, só falavam na “opção da mulher”? Para ser coerente com o que se ouviu nestes dias (e incoerrente com a campanha que o sim fez), contra o aconselhamento, o Daniel deveria dizer: “Os seus netos não lhe vão perguntar isso. Nem lhes passará pela cabeça que o Estado, até 2007, não proporcionava o aborto livre, até às 10 semanas, por opção da mulher, sem que tivesse que invocar qualquer razão. Eles vão perceber que o Estado patrocine o aborto e se abstenha de perguntar qual a razão que a mulher tem para a abortar; e se abstenha de lhe prestar aconselhamento em face dessas razões, etc”
    Tudo farei para que os meus netos - e todos os portugueses - tenham uma acrescida consciência de defesa dos direitos humanso e da vida, em qualquer fase do seu desenvolvimento, desde a concepção até à morte natural. Tudo farei para que sejam a favor da paz, contra a guerra e contra a pena de morte. Enfim, farei isso e terei, então, a história como minha testemunha. Se conseguirei, não sei. Mas houve muitos momentos da História em que muitos estavam errados, e poucos certos.
    Cumprimentos
    Luís

  5. 5 5  maria

    Alguém em diz…
    Se a mulher pode engravidar sem consultar o homem; se a mulher pode evitar uma gravidez sem consultar o homem; se o filho pode exigir o nome do pai sem o consultar; se a mulher pode abortar sem consultar o homem(tudo coisas civilizadas e desejáveis)alguém me diz- para que um dia possa responder aos meus netos, se entretanto me apetecer ter filhos -, qual é o papel do homem nesta estória?

  6. 6 6  Paulo Barata

    Caro Daniel,
    Despenalizado? ou decretado o aborto livre, sem qualquer tipo de rebuços…mesmo nenhum tipo. Quero abortar…chega. Já agora, porque não um servicinho ao domicílio… clean, seguro, sem registo nem rasto, garantido é claro pelo SNS.Aí sim, é que desapareciam a maior parte das condicionantes, se é que ainda perssitiam algumas! (tirando é claro aquele incómodo da consciência!) consciência…),
    Apetece-me partilhar Edital recolhido num Blog da concorrência…

    EDITAL

    A morte de touros na arena ou para consumo encontra-se já autorizada em locais licenciados para o efeito, desde que executada segundo a arte e técnica consagradas para a especialidade.

    Torna-se público que a morte, pelas grávidas, de filhos menores de dez semanas de gestação, passa a beneficiar de idêntico regime, que vigorará por tempo indeterminado até ao regresso da civilização.

    Agora sim…. estamos no bom caminho, arrastados por essa poderosa força que é o respeito pela vida e dignidade do ser humano e tão clara à esquerda fracturante das causas…ah, respeito, mas apenas para os que têm mais de 10 semanas…para já!
    Sempre a considerá-lo, Paulo

  7. 7 7  Isabel Coutinho

    O aborto não foi só despenalizado. Foi também, e sobretudo, liberalizado.

    A partir de agora, foi reintroduzida a pena de morte. Mas só para crianças até às 10 semanas de vida.
    De que tremendo crime serão elas culpadas ? E, se sim, não será possível despenaliza-las também ?

  8. 8 8  Daniel Oliveira

    Lamento, mas informo os defensores do não que já debati até à exaustão este assunto. Ainda antes da lei já achavam que era uma liberalização. Nada mudou. A não ser uma coisa: os portugueses votaram e decidiram mudar a lei.

  9. 9 9  The Studio

    De facto, os defensores do SIM passaram a campanha a falar em seguir os bons modelos Europeus para que as mulheres portuguesas não tenham que ir abortar a Badajoz ou a Londres. Acontece que tanto em Espanha como em Inglaterra, uma mulher que queira abortar tem que o justificar. Afinal, parece que “os bons modelos” eram só para ganhar votos. Depois das votação aprovou-se a Lei do Aborto Livre e Pago Pelo Estado.
    Mais vergonhoso foi terem excluído da elaboração da lei os deputados do PSD que defenderam publicamente o sim, e foi tudo cozinhado entre o PS e os fundamentalistas da Extrema Esquerda.

  10. 10 10  Daniel Oliveira

    Em Espanha as mulheres fazem um aborto cinco minutos depois de uma conversa burocrática. Só vale a pena aconselhar as mulheres se elas quiserem ser aconselhadas. Se não querem ou é uma violência é um momento de burocracia.

    The Studio, lendo o teu blogue julgava que tu incluías o PS e o PSD nos “fundamentalistas da Extrema Esquerda”

  11. 11 11  Isabel Coutinho

    O post que aqui inseri ontem, foi atacado pelo lápis azul da censura dos arrastões.

    VIVA A LIBERDADE DE OPINIÃO !

  12. 12 12  Daniel Oliveira

    Isabel Coutinho, antes de gritar veja lá em baixo.

  13. 13 13  Dona Redonda

    Mas talvez lhes passe ela cabeça perguntar:
    -Ó Avô, porque é que eu não tive outro irmão ?

  14. 14 14  Ana Matos Pires

    Faz hoje um mês os portugueses assim escolheram! Mas parece que há quem não tenha tomado comhecimento da “coisa”, berdá?!

    VIVA A LIBERDADE DE OPÇÃO!

    Ps: “Crianças de 10 de semanas”? De facto cada vez mais me convenço que existem mesmo “embriões e embrionas evoluídos”… mas pouco!

  15. 15 15  Fragmentada

    Mas o que são bons modelos europeus quando certas correntes mais conservadoras da sociedade estavam placidamente à espera da regulamentação da lei para tentar ganhar aí o que perderam via Referendo? Mas que liberdade seria essa que obrigaria mulheres a fazer um aconselhamento onde poderiam ser manipuladas e influenciadas de forma indencente? Relembro que o termo aconselhamento é uma tradução livre do termo “counselling” que significa apenas uma intervenção psicológica, que se caracteriza por ser curta no tempo e visar apoiar as pessoas no processo de tomada de decisão. Nunca, nunca o counselling visaria dar conselhos, como tal tem vindo a ser entendido por muitas pessoas. Esta é uma interpretação errada, falaciosa e que visa servir objectivos muito próprios ao nível da IVG, nunca os interesses da mulheres.
    Já agora relembro ainda o perigo da educação sexual (ES) poder ser dominida por esta gente e do perigo real que existe em que a ES seja vendida à juventude sob a capa de valores morais, abstinência e, sobretudo, com restrição absoluta das sexualidades que não corrspondem à norma (seja lá o que isso fôr).

  16. 16 16  Luis

    Daniel.

    Se diz que já debateu o tema, não entendo por que razão o colocou a “debate”.
    Em qualquer caso, fica a noção de que não quis responder à minha questão: “Está a ver que quando tem que justificar o “sim”, o Daniel já fala da “prisão” (quando não há mulheres presas por terem abortado), mas quando se trata da aprovação da lei, ou do aconselhamento, só falavam na “opção da mulher”?”.
    Informação adicional: ontem vi o meu filho de 7,5 semanas numa ecografia. Vi o bater do seu coração. Não sei o que vai ser quando crescer. Não sei, sequer, se vai ser rico, pobre, feliz ou infeliz. Sei é que é uma vida que ali está. Única, irrepetível (geneticamente irrepetível; cientificamente irrepetível). Sei, por isso, que não tenho direito a terminar com ela. E a mãe dele também não tem esse direito, por mais que uma lei injusta diga o contrário. É que a Constituição diz que a vida humana é inviolável. E mesmo que dissesse que a vida humana é violável, não era a justiça da inviolabilidade que estava errada: seria a constituição.
    Luís

  17. 17 17  Daniel Oliveira

    Luis, a minhas respostas a essas perguntas estão em 10.000 posts e comentários dos últimos dois meses. Não abri debate nenhum, sendo os senhor livre de o continuar a ter aqui com as pessoas que aqui vão escrevendo. Apenas assinalei uma data feliz. Deste debate, juro, estou cansado. E ninguém pode dizer que fugi a ele. Mas há uma altura que se muda de assunto. Não?

  18. 18 18  Sebastião Dias

    Daniel, o seu bom gosto e o seu fino sentido de humor são de destacar no que se refere à imagem por si escolhida para ilustrar a aprovação em Portugal da Lei do Aborto.
    Imagem bonita esta de uma mulher islâmica (é iraquiana?), que depois de liberta da sua burka placidamente sorri, parecendo dizer «-Quero um aborto, por favor».

  19. 19 19  Daniel Oliveira

    A mulher é afegã. Não há burqas no Iraque. Aliás, não há burqas na generalidade dos países árabes. E no Iraque eram mesmo raras as mulheres que tapavam a cara. Isso antes, claro. Hoje são muitas.

    Ela não pede um aborto. Diz apenas que existe e que já não tem de viver na clandestinidade. Só isso.

  20. 20 20  Luís

    Daniel:
    Desculpe mas a resposta não satisfaz (mas é a sua, e, como é óbvio, não quero impôr que dê respostas satisfatórias…). É que a minha questão não se refere aos últimos 2 meses, mas ao período pós-referendo. Não tem a ver com a substância de cada um dos fundamentos do sim e do não, mas com a mudança de agulha que o sim faz e fez: quando quer o voto e quando quer justificar o voto, acena com a prisão (que sabe não existir)e esconde a “opção da mulher” como corolário da liberalização traduzindo a desnecessidade de invocação de qualquer razão; quando quer definir a lei, acena com a “opção da mulher” (escondida quando pede o voto).
    É por isso que o meu comentário não pode ser respondido pelos seus 10.000 posts. Esta incongruência surgiu após o referendo, quando o sim se viu com os votos no bolso.
    Claro que o Daniel tomou sempre posição quanto ao voto.
    Claro que é livre de não responder à questão que coloco. Mas este comentário é só para que fique clara a minha questão.
    cumprimentos
    luís

  21. 21 21  Sebastião Dias

    Ah, é bom saber que as mulheres afegâs já tiram a burka que lhes tapa a cara uma vez que lá já é permitido o aborto. Mais um país sair da idade média e a entrar no século XXI

  22. 22 22  Sebastião Dias

    Ah, é bom saber que as mulheres afegâs já tiram a burka que lhes tapa a cara uma vez que lá já é permitido o aborto. Mais um país sair da idade média e a entrar no século XXI

Leave a Reply