Por muito que custe ao Daniel Oliveira, temos que reconhecer que o BE esteva bem, aliás muito bem. Como não é frequente ver na politica em Portugal.
Em meu entender acho até que o BE aturou demasiado o Zé! O Bloco foi enganado pelo Zé que numa de ingenuidade não queria ver aquilo que todos viam, ou seja, não via que o Zé é de uma vaidade tal que tudo faz pelos seus minutos de holofotes tudo o resto é secundário. O actuação dele no programa Prós e Prós foi confrangedora a roçar o patético. Como é que um adulto como pode fazer tamanho frete. terá sido ao Costa, à Liscont ou ao PS?
Por outro lado parece que o PS perdeu a noção da burrice e comenta tudo, se chove, se faz sol, se cai geada, etc, etc. O Camarada Vitalino fez a análise mais lúcida que eu já vi em politica, quando fala em purgas no BE.
Ora como pode o BE purgar algo que está no seu exterior?
Eu percebo-o, o que ele queria era purgar o Manuel Alegre, mas não o faz porque isso levaria o PS novamente aos anos 80 do PRD!
O Bloco mostrou os dentes. Na melhor tradição da extrema esquerda sanguinária deixou claro que o Partido é o fim. O estado é o Partido. O Povo é o Partido. Tudo se submete ao Partido. Tudo é do Partido, ou então….!
De semblante seráfico, frio, marmóreo, um indivíduo de nome Fazenda, fez de Inquisidor Mor e foi suficientemente claro no que toca ao fetiche que a essa esquerda sanguinária nunca deixou de sentir pela guilhotina. Já nada me surpreende num partido tão esclerosado e velho como o Bloco de esquerda. Nos tempos do PSR ainda pensava que fosse outra coisa, mas a genética não perdoa.
“O Bloco mostrou os dentes. Na melhor tradição da extrema esquerda sanguinária deixou claro que o Partido é o fim. O estado é o Partido. O Povo é o Partido. Tudo se submete ao Partido. Tudo é do Partido, ou então….!”
Aqui está um comentário num estilo vitalino-canas-ao-seu-melhor-nível.
Aliás, o Bloco tem uma noção de partido tão fechada que escolheu para candidato… um independente!
Da caricatura depreende-se que quem jogou limpo foi Sá Fernandes. Ora pobre “Cristiano Ronaldo” vítima das crueldades dos adversários.
Ou, na minha perspectiva, parece-me que o treinador (BE) viu muitos dribles estranhos, um lateral esquerdo que teima em fugir para o centro e que já só vê a baliza, ele diz que a baliza é Lisboa, eu pergunto se ele consegue ver a baliza entre os contentores?
A falta de transparência no caso porto de Alcântara é demais para quem quer verdade na política…penso que o Bloco ainda quer isso. Sá Fernandes foi uma excelente aposta e uma grande desilusão…este não é o mesmo Sá Fernandes que denunciou o caso Bragaparques. Que este queira o aumento de terminal porque acredita que isso é o melhor para LX, tudo bem, que este aceite a falta de transparência para esse fim…tudo mal. Se o seu único objectivo é Lisboa, então há que lhe explicar que Lisboa não precisa de negócios pouco claros e em que o risco é assumido pelos mesmos de sempre…
No primeiro exemplo de posição prática de relevo na politica activa (Benavente não conta pelas trapalhadas), o Bloco demonstrou uma coisa evidente: não consegue manter a sua palavra, nem cumprir um acordo.
Fica assim comprovada, a falta de qualidade prática do BE.
Ingenuidade. O jogo estava preparado desde antes das eleições. O Zé jogava pelo Bloco, e conseguia convencer o Bloco a aceitar um acordo com o PS. Que nas suas contas achava que lhe bastaria o Zé para ter maioria e que em troca em 2009 passava o Zé para a primeira liga. Mas as contas começaram por sair furadas ao PS. Sempre estou para ver se não vão sair furadas ao Zé. O Bloco aqui foi só espectador.
António, tu estás por dentro, tens informação privilegiadas, topas tudo. Fui director de campanha, escrevi discursos, preparei debates, andei colado ao candidato e passou-me tudo ao lado. Pena não te ter lá, que sou um gajo ingénuo. Não fossem as caixas de comentários e escapava-me tanta coisa nos bastidores da política. O que vale é há aqui malta como tu que tem muitos anos disto e topa as jogadas todas a léguas.
Que bom – o Bloco soube fazer uma falta a quem o agrediu. E foi uma falta útil e justificada, ao guarda-redes da equipa adversária e não ao nosso ex-ponta de lança que jogava para fazermos golos.
O Bloco faz falta, não para exibir um estilo caceteiro, o “bobby ataca” da política, mas porque foi/é dos partidos que conseguiu erigir um capital de esperança na forma de fazer política em Portugal. Infelizmente agora parece fazer parte do “staff”, contente com os seus 2 ou 3 banquinhos, na parte esquerda do poleiro. De novo infelizmente, esse projecto surgiu de um partido altamente ideologizado e sabe-se como as ideologias e os dogmas impedem mais do que permitem, já Freud o dizia. Não há crescimento social, sem crescimento individual.
Gosto do sentido ambíguo do título do post – assim percebo melhor a convicção de Luis Fazenda na SIC Notícias (com aquele dedo figurado apontado ao futuro- “vocês vão ver se não vai ser apenas o PS a defender, vide “papar” SF!) e a dificuldade de Ana Drago no Corredor do Poder (com o treino que tem, lá conseguiu no fim cumprir um ar de apoio à decisão elencando os pontos das faltas ao acordo BE/PS/SF).
Se a pergunta passar do local ao global, e levar ponto de interrogação, então passa a discussão a ser mais interessante.
Ponderando argumentos pró e contra, dados os tempos de míngua que se aproximam e as alterações radicais no modo de organizar o mundo, a minha hipótese seria não: o seu bom trabalho na AR, ganhando consistência, que acompanho com a regularidade que posso, passados os tempos dos temas fracturantes, já vinha sendo executado pelo PCP – e por isso o voto deste partido era mais do que a soma dos seus militantes; basta acrescentar uma ala esquerda ao PS – que se pode inspirar nos programas do Obama- aquele tipo que não é “sequer” de esquerda e foi “roubar” não sei quantos pontos do programa do PS das últimas eleições…
Organizem-se!
p.s. para um dos comentadores – basta ir ler os livros sobre posicionamento eleitoral dos portugueses, chancela ICS e Celta, para ver que a freguesias da burguesia intelectual sempre tiveram um pequeno “penchant” pela esquerda mais radical. Vem aí o novo estudo. Aliás foi a captação desse voto que permitiu uma parte da diferença do Manuel Alegre, isso era demonstradíssimo nas sondagens do último dia relativamente ao perfil sociológico dos apoiantes de MA e de Louçã- nesse dia eu, que não sou socióloga, sabia que o Louçã seria cilindrado. Creio, aliás, que ele também sabia.
Acredito que haja gente a divertir-se com este folhetim. Eu sinceramente só consigo mesmo é ter pena. Pena que o Bloco tenha decidido agarrar-se com unhas e dentes ao dogma de ser contrapoder sempre, até quando que lhe foram dadas condições para o partilhar. Isto tem uma mensagem óbvia, o PS continua sem interlocutores à esquerda para criar condições de governabilidade.
Interlocutores à esquerda o PS tem, o que lhe faltam são políticas de esquerda. Ou é suposto a esquerda continuar a enfiar o socialismo na gaveta quando chega ao poder?
«tu estás por dentro, tens informação privilegiadas, topas tudo»
Admira-me como o bloco não topou nada. O bloco viu o seu relacionamento com Sá Fernandes como uma promessa de casamento, Sá Fernandes viu apenas uma relação aberta, não fosse ele um independente. Não há aqui lugar para virgens ofendidas.
As pessoas riem-se do «Zé faz falta o Zé não faz falta» que se sabia que desde o início iria acontecer.
Acho também que, cada vez mais, para muitas pessoas se desmistifica aquela ideia que «há muita gente com medo do bloco». Medo de quê? O bloco muito dificilmente será alguma vez poder. Quis ser visto como partido contestatário e nunca passará disso. Não é confiável para alianças políticas e está condenado a uma franja eleitoral limitada, estilo PCP.
O que será preferível:
Romper por questões políticas com um candidato eleito nas listas de um partido (caso BE/Sá Fernandes), ou
colocar o partido como suporte e trincheira, durante anos a fio, de casos de corrupção (casos de PS/Fátima Felgueiras, PSD/Isaltino/Valentim Loureiro)?
Opto pelo 1º caso. Até pela honestidade e honra com que ambos (partido/candidato) dissolveram a ligação. É mais limpo, digamos.
Sobre este assunto, deixo aqui as palavras de António Costa ontem na Quadratura do Círculo:
A. Costa: “O BE é uma amálgama de Trotskystas e Estalinistas, que não conseguem esconder a sua verdadeira face: Um partido onde não há liberdade de expressão nem liberdade de acção”.
Moderador: Isso sigifica que está excluída uma coligação com o BE para as próximas autárquicas?
Daniel, Daniel, se acreditas que andar colado a um candidato que quer ganhar é conhecer alguém, que mais te posso dizer. Senão que, o teu candidato, conheço bem. Há quase tanto tempo quanto ele se conhece a si. E cá te avisei em tempo útil.
À terceira foi de vez. Munido de um despacho que invoca o interesse público, o vereador José Sá Fernandes entrou de surpresa, hoje de manhã, no recinto do antigo Aquaparque, em Lisboa.
Com base em pareceres da polícia, dos bombeiros e dos serviços da câmara – que alertavam para os riscos de segurança e de incêndio existentes neste espaço de nove hectares – o vereador conseguiu viabilizar a entrada forçada neste espaço votado, há 10 anos, ao abandono. Mandou cortar o cadeado de um dos portões e ordenou um inventário do espaço e a sua limpeza.
Sá Fernandes já ali tinha tentado entrar duas vezes no último ano, uma vez que a câmara é a proprietária do terreno. Porém, os concessionários barraram-lhe sempre a entrada. Agora congratula-se com “o sucesso da operação de hoje” e promete “devolver em breve este espaço à cidade”.
O recinto de nove hectares (entre o Restelo e Monsanto) foi parque aquático até ser fechado após a morte de duas crianças em 1993. Três anos depois, em 1998, a Câmara Municipal de Lisboa cedeu o direito de superfície à empresa Aventura em Lisboa… por 50 anos e 1500 euros de renda.
A empresa nunca fez as obras previstas para transformar o espaço num parque de diversões e alega que não o fez porque a autarquia nunca emitiu a licença de construção. Por seu lado, a câmara responde que nunca foram entregues os estudos e projectos pedidos.
Há cerca de um ano, um grupo de moradores da zona avançou com uma acção em tribunal, exigindo a devolução daquele espaço aos cidadãos.
O imbróglio arrasta-se há 10 anos e a empresa concessionária reclama uma indemnização de 40 milhões de euros para sair dali. O Expresso não conseguiu contactar com os concessionários em tempo útil, para ouvi-los sobre a acção de hoje.
Uma fala útil num idiota útil.
Alegre usa umas caneleiras,pois quem te avisa teu amigo é.
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Por muito que custe ao Daniel Oliveira, temos que reconhecer que o BE esteva bem, aliás muito bem. Como não é frequente ver na politica em Portugal.
Em meu entender acho até que o BE aturou demasiado o Zé! O Bloco foi enganado pelo Zé que numa de ingenuidade não queria ver aquilo que todos viam, ou seja, não via que o Zé é de uma vaidade tal que tudo faz pelos seus minutos de holofotes tudo o resto é secundário. O actuação dele no programa Prós e Prós foi confrangedora a roçar o patético. Como é que um adulto como pode fazer tamanho frete. terá sido ao Costa, à Liscont ou ao PS?
Por outro lado parece que o PS perdeu a noção da burrice e comenta tudo, se chove, se faz sol, se cai geada, etc, etc. O Camarada Vitalino fez a análise mais lúcida que eu já vi em politica, quando fala em purgas no BE.
Ora como pode o BE purgar algo que está no seu exterior?
Eu percebo-o, o que ele queria era purgar o Manuel Alegre, mas não o faz porque isso levaria o PS novamente aos anos 80 do PRD!
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Uma falta útil num idiota útil.
Alegre usa umas caneleiras, pois quem te avisa teu amigo é.
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O Bloco mostrou os dentes. Na melhor tradição da extrema esquerda sanguinária deixou claro que o Partido é o fim. O estado é o Partido. O Povo é o Partido. Tudo se submete ao Partido. Tudo é do Partido, ou então….!
De semblante seráfico, frio, marmóreo, um indivíduo de nome Fazenda, fez de Inquisidor Mor e foi suficientemente claro no que toca ao fetiche que a essa esquerda sanguinária nunca deixou de sentir pela guilhotina. Já nada me surpreende num partido tão esclerosado e velho como o Bloco de esquerda. Nos tempos do PSR ainda pensava que fosse outra coisa, mas a genética não perdoa.
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ahahahah! Muito Bom!
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“O Bloco mostrou os dentes. Na melhor tradição da extrema esquerda sanguinária deixou claro que o Partido é o fim. O estado é o Partido. O Povo é o Partido. Tudo se submete ao Partido. Tudo é do Partido, ou então….!”
Aqui está um comentário num estilo vitalino-canas-ao-seu-melhor-nível.
Aliás, o Bloco tem uma noção de partido tão fechada que escolheu para candidato… um independente!
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Da caricatura depreende-se que quem jogou limpo foi Sá Fernandes. Ora pobre “Cristiano Ronaldo” vítima das crueldades dos adversários.
Ou, na minha perspectiva, parece-me que o treinador (BE) viu muitos dribles estranhos, um lateral esquerdo que teima em fugir para o centro e que já só vê a baliza, ele diz que a baliza é Lisboa, eu pergunto se ele consegue ver a baliza entre os contentores?
A falta de transparência no caso porto de Alcântara é demais para quem quer verdade na política…penso que o Bloco ainda quer isso. Sá Fernandes foi uma excelente aposta e uma grande desilusão…este não é o mesmo Sá Fernandes que denunciou o caso Bragaparques. Que este queira o aumento de terminal porque acredita que isso é o melhor para LX, tudo bem, que este aceite a falta de transparência para esse fim…tudo mal. Se o seu único objectivo é Lisboa, então há que lhe explicar que Lisboa não precisa de negócios pouco claros e em que o risco é assumido pelos mesmos de sempre…
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Parece-me claramente falta para cartão.
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No primeiro exemplo de posição prática de relevo na politica activa (Benavente não conta pelas trapalhadas), o Bloco demonstrou uma coisa evidente: não consegue manter a sua palavra, nem cumprir um acordo.
Fica assim comprovada, a falta de qualidade prática do BE.
Bem dizia a minha avó, que falar é fácil…
Digo eu…
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Parece-me que o Sá Fernandes se andava a fazer à falta. Acho que ele já não estava muito interessado em jogar num clube de bairro.
Ninguém tem grandes dúvidas que no próximo campeonato SF vai jogar num grande.
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Brilhante cartoon. O bloco é mesmo a chuteira de pitons apontados aos testículos dos indignos.
Faz mesmo muita falta, o bloco. Eu diria que faz tanta falta que nas próximas eleições atingirá certamente um novo plateau.
Segurem-se e preparem-se para voar (voar como um tijolo, perdão, como um bloco). A moda é uma coisa lixada.
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Ingenuidade. O jogo estava preparado desde antes das eleições. O Zé jogava pelo Bloco, e conseguia convencer o Bloco a aceitar um acordo com o PS. Que nas suas contas achava que lhe bastaria o Zé para ter maioria e que em troca em 2009 passava o Zé para a primeira liga. Mas as contas começaram por sair furadas ao PS. Sempre estou para ver se não vão sair furadas ao Zé. O Bloco aqui foi só espectador.
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António, tu estás por dentro, tens informação privilegiadas, topas tudo. Fui director de campanha, escrevi discursos, preparei debates, andei colado ao candidato e passou-me tudo ao lado. Pena não te ter lá, que sou um gajo ingénuo. Não fossem as caixas de comentários e escapava-me tanta coisa nos bastidores da política. O que vale é há aqui malta como tu que tem muitos anos disto e topa as jogadas todas a léguas.
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Que bom – o Bloco soube fazer uma falta a quem o agrediu. E foi uma falta útil e justificada, ao guarda-redes da equipa adversária e não ao nosso ex-ponta de lança que jogava para fazermos golos.
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O Bloco faz falta, não para exibir um estilo caceteiro, o “bobby ataca” da política, mas porque foi/é dos partidos que conseguiu erigir um capital de esperança na forma de fazer política em Portugal. Infelizmente agora parece fazer parte do “staff”, contente com os seus 2 ou 3 banquinhos, na parte esquerda do poleiro. De novo infelizmente, esse projecto surgiu de um partido altamente ideologizado e sabe-se como as ideologias e os dogmas impedem mais do que permitem, já Freud o dizia. Não há crescimento social, sem crescimento individual.
[Responder]
Gosto do sentido ambíguo do título do post – assim percebo melhor a convicção de Luis Fazenda na SIC Notícias (com aquele dedo figurado apontado ao futuro- “vocês vão ver se não vai ser apenas o PS a defender, vide “papar” SF!) e a dificuldade de Ana Drago no Corredor do Poder (com o treino que tem, lá conseguiu no fim cumprir um ar de apoio à decisão elencando os pontos das faltas ao acordo BE/PS/SF).
Se a pergunta passar do local ao global, e levar ponto de interrogação, então passa a discussão a ser mais interessante.
Ponderando argumentos pró e contra, dados os tempos de míngua que se aproximam e as alterações radicais no modo de organizar o mundo, a minha hipótese seria não: o seu bom trabalho na AR, ganhando consistência, que acompanho com a regularidade que posso, passados os tempos dos temas fracturantes, já vinha sendo executado pelo PCP – e por isso o voto deste partido era mais do que a soma dos seus militantes; basta acrescentar uma ala esquerda ao PS – que se pode inspirar nos programas do Obama- aquele tipo que não é “sequer” de esquerda e foi “roubar” não sei quantos pontos do programa do PS das últimas eleições…
Organizem-se!
p.s. para um dos comentadores – basta ir ler os livros sobre posicionamento eleitoral dos portugueses, chancela ICS e Celta, para ver que a freguesias da burguesia intelectual sempre tiveram um pequeno “penchant” pela esquerda mais radical. Vem aí o novo estudo. Aliás foi a captação desse voto que permitiu uma parte da diferença do Manuel Alegre, isso era demonstradíssimo nas sondagens do último dia relativamente ao perfil sociológico dos apoiantes de MA e de Louçã- nesse dia eu, que não sou socióloga, sabia que o Louçã seria cilindrado. Creio, aliás, que ele também sabia.
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Acredito que haja gente a divertir-se com este folhetim. Eu sinceramente só consigo mesmo é ter pena. Pena que o Bloco tenha decidido agarrar-se com unhas e dentes ao dogma de ser contrapoder sempre, até quando que lhe foram dadas condições para o partilhar. Isto tem uma mensagem óbvia, o PS continua sem interlocutores à esquerda para criar condições de governabilidade.
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Interlocutores à esquerda o PS tem, o que lhe faltam são políticas de esquerda. Ou é suposto a esquerda continuar a enfiar o socialismo na gaveta quando chega ao poder?
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«Aliás, o Bloco tem uma noção de partido tão fechada que escolheu para candidato… um independente!»
E, deste casmento, o resutado foi… divórcio.
Quanto a aberturas, estamos falados.
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Não sei se aceitam que cite o meu próprio blog, mas acho isto pode ser uma contribuição, da parte de quem está “de fora”, para a discussão: http://eusouogatomaltes.blogspot.com/2008/11/bloco-de-esquerda-contestao-e-poder.html
Cumprimentos
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«tu estás por dentro, tens informação privilegiadas, topas tudo»
Admira-me como o bloco não topou nada. O bloco viu o seu relacionamento com Sá Fernandes como uma promessa de casamento, Sá Fernandes viu apenas uma relação aberta, não fosse ele um independente. Não há aqui lugar para virgens ofendidas.
As pessoas riem-se do «Zé faz falta o Zé não faz falta» que se sabia que desde o início iria acontecer.
Acho também que, cada vez mais, para muitas pessoas se desmistifica aquela ideia que «há muita gente com medo do bloco». Medo de quê? O bloco muito dificilmente será alguma vez poder. Quis ser visto como partido contestatário e nunca passará disso. Não é confiável para alianças políticas e está condenado a uma franja eleitoral limitada, estilo PCP.
[Responder]
O que será preferível:
Romper por questões políticas com um candidato eleito nas listas de um partido (caso BE/Sá Fernandes), ou
colocar o partido como suporte e trincheira, durante anos a fio, de casos de corrupção (casos de PS/Fátima Felgueiras, PSD/Isaltino/Valentim Loureiro)?
Opto pelo 1º caso. Até pela honestidade e honra com que ambos (partido/candidato) dissolveram a ligação. É mais limpo, digamos.
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Sobre este assunto, deixo aqui as palavras de António Costa ontem na Quadratura do Círculo:
A. Costa: “O BE é uma amálgama de Trotskystas e Estalinistas, que não conseguem esconder a sua verdadeira face: Um partido onde não há liberdade de expressão nem liberdade de acção”.
Moderador: Isso sigifica que está excluída uma coligação com o BE para as próximas autárquicas?
A.Costa: “Claro que não está excluída”.
lindo…
[Responder]
Daniel, Daniel, se acreditas que andar colado a um candidato que quer ganhar é conhecer alguém, que mais te posso dizer. Senão que, o teu candidato, conheço bem. Há quase tanto tempo quanto ele se conhece a si. E cá te avisei em tempo útil.
[Responder]
À terceira foi de vez. Munido de um despacho que invoca o interesse público, o vereador José Sá Fernandes entrou de surpresa, hoje de manhã, no recinto do antigo Aquaparque, em Lisboa.
Com base em pareceres da polícia, dos bombeiros e dos serviços da câmara – que alertavam para os riscos de segurança e de incêndio existentes neste espaço de nove hectares – o vereador conseguiu viabilizar a entrada forçada neste espaço votado, há 10 anos, ao abandono. Mandou cortar o cadeado de um dos portões e ordenou um inventário do espaço e a sua limpeza.
Sá Fernandes já ali tinha tentado entrar duas vezes no último ano, uma vez que a câmara é a proprietária do terreno. Porém, os concessionários barraram-lhe sempre a entrada. Agora congratula-se com “o sucesso da operação de hoje” e promete “devolver em breve este espaço à cidade”.
O recinto de nove hectares (entre o Restelo e Monsanto) foi parque aquático até ser fechado após a morte de duas crianças em 1993. Três anos depois, em 1998, a Câmara Municipal de Lisboa cedeu o direito de superfície à empresa Aventura em Lisboa… por 50 anos e 1500 euros de renda.
A empresa nunca fez as obras previstas para transformar o espaço num parque de diversões e alega que não o fez porque a autarquia nunca emitiu a licença de construção. Por seu lado, a câmara responde que nunca foram entregues os estudos e projectos pedidos.
Há cerca de um ano, um grupo de moradores da zona avançou com uma acção em tribunal, exigindo a devolução daquele espaço aos cidadãos.
O imbróglio arrasta-se há 10 anos e a empresa concessionária reclama uma indemnização de 40 milhões de euros para sair dali. O Expresso não conseguiu contactar com os concessionários em tempo útil, para ouvi-los sobre a acção de hoje.
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