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Como já disse aqui sou contra as pensões para anti-fascistas e defendo que o tempo de clandestinidade e prisão deve contar para a reforma. Mas há um revisionismo histórico (que até acha graça gozar com a tortura) que só não me espanta por vir de quem vem. Para o Blasfémia nada distingue um comunista, que tenha sido preso e torturado, de um ex-pide). Eles põem em pé de igualdade quem torturou e quem foi torturado. Fazendo este extraordinário exercício lógico: uns fizeram e outros, acham eles, queriam fazer. Por isso são iguais uns e outros. Do ponto de vista penal, seria uma experiencia extraordinária ter esta gente como juíza.

Quem não percebe a diferença entre a presunção de uma intenção e um acto, nunca saberá de que lado está. E quem compara Rosa Cavaco aos anti-fascistas escolhe um lado. No caso destes senhores, o de Rosa Casaco. Que lhes faça bom proveito. Cá estamos, na democracia pela qual as suas referencia politicas nacionais nada fizeram, para lhes dar todo o tempo de antena. É esta a superioridade moral de quem, discordando de Álvaro Cunhal, Piteira Santos, Mário Soares ou Humberto Delgado, sabe que lhes deve demasiado para os comparar a criminosos.


Sem respostas ao post “O blogue da Fundação Rosa Casaco”  

  1. 1 1  a.pacheco

    Daniel, alem dos Pides, havia os BUFOS , os legionários, e toda uma tropa fandanga apoiante do regime ditadura.

    Como qualquer bando da ratazanas, fizeram criação, alguns como se vê, encontraram abrigo no Blasfémias.

    Para eles a nossa gargalhada de desprezo, e a honra de que se fossemos todos como eles, cobardes, só pensando na nossa vidinha, ainda hoje esta malta andaria a correr á frente do Maltez e dos seus cães policias e dos seus policias cães.

    Mas não importa, quem são os Blasfémias, perante os HOMENS QUE MENCIONAS, e muitos outros cidadãos que não se vergaram, uma cagadela de mosca, num qualquer compêndio de história, que um dia venha a falar da blogosfera no inicio do seculo XXI.

  2. 2 2  AAA

    Se eu adoptasse o estilo do Daniel Oliveira teria de dizer que “este post é um nojo”.

    Como não adopto, digo apenas que está ao nível de demagogia que nos habituamos a esperar do autor.

  3. 3 3  AAA

    E continuo sem perceber como pode haver “anti-fascistas” sem que haja um regime fascista, mas enfim: já sabemos do que a casa gasta quanto a deturpações…

  4. 4 4  luikki

    o melhor é ignorar a canalha por trás dessa opiniões!

  5. 5 5  Oliveira de azemeis

    Conheci,gente que lutou contra o regime fascista e que acabou por morrer na miséria nesta porca democracia.Eu sou a favor que dêem uma pensão aos poucos que ainda restam.
    O Cavaco também não deu uma choruda pensão a um PIDE?Já se esqueceram.Em relação à violência penso que ela é necessária para os elementos anti-humanidade,ie, a exercida contra aqueles que agridem os mais fracos.E todos os PIDES eram bem aniquilados juntamente com os seus apaniguados!

  6. 6 6  Fernando

    Daniel,
    As brincadeiras do Blasfémias não merecem comentários. São francamente de mau gosto. Em principio tendo a concordar com a atribuição de uma pensão aos resistentes antifascistas, pese concordar com os seus argumentos. Também acho que os próprios não se devem ou deveriam sentir bem com a pensão. A questão de contar esse tempo para efeitos de tempo de reforma é da mais elementar justiça. Se contaram para os militares a dobrar para os que combateram na guerra do Ultramar, faz todo o sentido que conte para eles. Contudo haverá lutadores antifascistas que por via disso viam toda uma vida destruída, uma carreira, lembro que professores deixaram de dar aulas, trabalhadores impedidos de ter um emprego, famílias destruidas, para se dedicarem a uma causa e que poderão estar a viver miseravelmente. Penso que por isso casuisticamente e nesses casos, talvez seja devida uma pensão. Por outro lado, lembro-me de pessoas, como um irmaão meu, por exemplo, com mais 40 de descontos, extrabalhador naval, a trabalhar desde os 12 anos e com uma reforma de 600 e picos euros e interrogo-me sobre as prioridades. Dificil isto.

  7. 7 7  Trilby

    É engraçado. Para mim, comparar os ex-pides com os anti-fascistas é como comparar o cu das calças com a Feira de Borba.

  8. 8 8  Jorge

    Daniel, talvez isto seja um choque para ti, mas com grande frequência é precisamente aquela gente que tens como juíza.

  9. 9 9  Lowlander

    Tshhhh… com o Blasfemias nao se brinca! De tanto anunciar a luta contra a bovinidade virou vaca sagrada… tem piada.

    Quanto ao ultimo comentario publicado so posso concordar, vendo alguns textos de acordaos por que vem a publico a unica conclusao que se pode tirar e que de facto estas luminarias andam infiltradas na justica com os excelentes resultados que de resto sao patentes.

    Mas centrado-me no tema do post: este tipo de argumentacao blasfema e muito ao estilo inimigo publico “nao fizeram, mas podiam ter feito”… isto como humor e bastante bom, como ideologia ou pior, politica e o pior pesadelo de qualquer cidadao responsavel pois significa o triunfo da ignorancia.
    “Ignorancia e sabedoria!” diria Orwell em tom trocista a estas aves raras.

  10. 10 10  Luís Aguiar-Conraria

    AAA
    Se em vez de lhe chamares regime fascista preferires chamar-lhe ditadura, sanguinaria de direita… Estas a’ vontade que a malta de esquerda nao se importa. Assim, satisfazes o teu formalismo sem branqueares a historia.

  11. 11 11  Zeferino

    Disse e volto a dizer: Os filhos dos PIDES anda aí e o famoso nacional porreirismo dos portugueses permite que tenham voz activa…..estes gajos queriam era os dentes partidos cada vez que abrem a boca….a minha democracia acaba quando vejo que o lixo se volta a erguer, e ainda por cima à sombra da liberdade de expressão para a qual eles nunca contribuiram.

  12. 12 12  Ricardo Francisco

    Caro Daniel oliveira,

    Parece-me que no Blasfémias não distinguem quem foi anti-democrata antes e depois do 25 de Abril, pelo menos no que toca ao direito de se atribuirem benesses estatais.

    Olhe, concordo com eles, ao contrário do Daniel…

  13. 13 13  AAA

    Caro LA-C,

    Não me parece que “ditadura sanguinária de direita” seja uma designação nem feliz nem objectiva para descrever um regime autoritário corporativista. Se “ditadura” me parece apropriado e “de direita” pelo menos defensável, já não percebo qual o padrão de comparação (com outras ditaduras, entenda-se) que permite qualificar o Estado Novo como “sanguinário”.

    Não se trata de branquear seja o que for: trata-se apenas de ser rigoroso no uso dos termos e evitar distorções que são tudo menos inocentes, já que fundamentam um discurso de pura propaganda.

  14. 14 14  Luis Filipe

    De um ponto de vista rigorosamente liberal, a PIDE até protegia o mercado. E o mercado está acima da democracia. O Chile de Pinochet e a actual China provam esta evidência. Toma lá do Hayek…

  15. 15 15  Zeferino

    Há algum problema com a visualização dos comentários ???? Após a primeira visualização dos comentários, mesmo que na 2ª vez que vá ver os comentários estejam lá mais 10, não os consigo ver, ou seja apenas vejo o 1º grupo. Não sei se fui claro, mas há qualquer problema, ou no blog ou no meu computador.

    1 Abraço

  16. 16 16  Anónimo

    O post indica 16 comentários 16.
    Vai-se a ver e há apenas 1, o do a. pacheco.
    Ah, Pacheco! É a censura BE em todo o seu esplendor!

  17. 17 17  agitador

    consigo ver os 18, contando com o meu claro.

  18. 18 18  jcd

    É natural que não se vejam os comentários todos. Aqui neste blogue anti-fássista, os comentários são submetidos ao visto prévio.

  19. 19 19  casaco silva

    Eu gostei mesmo foi da gralha “Rosa Cavaco“. O subconsciente a trabalhar?

  20. 20 20  Luís Aguiar-Conraria

    “já não percebo qual o padrão de comparação (com outras ditaduras, entenda-se) que permite qualificar o Estado Novo como “sanguinário”.”

    AAA
    Foste muito claro agora. Obrigado

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