Desde Janeiro:

Maria Graça, 82 anos. Morta à facada pelo seu companheiro na Quinta da Atalaia, Covilhã
Conceição, 47 anos. Baleada pelo marido em Alvélos, Barcelos.
Tânia, 30 anos. Morta a tiro pelo companheiro, um guarda prisional, de 44 anos, com a sua arma de serviço, em São Julião do Total, Loures.
Maria Manuela, 49 anos. Esfaqueada até à morte pelo ex-marido, de 53 anos, dentro do seu carro, quando se preparava para ir trabalhar, em Casais de Arega, Figueiró dos Vinhos.
Sandra, 36 anos. Esfaqueada mortalmente em Pouço do Mouro, Setúbal, pelo companheiro de 43 anos.
Sara, 26 anos. Morta em Portimão pelo marido, de 24 anos, com uma faca.
Laura, 42 anos. Morta a tiro pelo marido em Frazão, Paços de Ferreira.
Marília, 36 anos. Baleada mortalmente com uma espingarda pelo companheiro de 36 anos em A do Neves, Almodôvar.
Deolinda, 36 anos. Morta com uma caçadeira de canos serrados pelo companheiro de 47 anos, em Silves.
Maria, 61 anos. Vítima de um tiro de caçadeira disparado pelo marido de 63 anos, em Moitelas, Sobral do Monte Agraço.
Cláudia, 37 anos. Morta por três tiros disparados pelo marido, do qual se tinha separado há cinco meses, em Vila Pouca de Aguiar.
Liliana, 36 anos. Morta em casa dos pais pelo seu ex-companheiro, em Donelo, Sabrosa.
Otília, 45 anos. Assassinada com uma arma de fogo pelo marido, do qual se estava a divorciar e contra o qual já tinha apresentado várias queixas, em Arco da Calheta, na ilha da Madeira.
Sandra, 23 anos. Assassinada no posto de trabalho com um machado pelo ex-companheiro, de 26 anos, em Chão Duro, na Moita.
Linda, 37 anos. Assassinada pelo ex-companheiro, contra o qual já tinha apresentado várias queixas, no Seixal.
Helena, 42 anos. Assassinada pelo marido, um soldado da GNR, com uma pistola, em Lardosa, Castelo Branco.
Sandra, 39 anos. Morta com um tiro na cabeça pelo companheiro, de 42 anos, agente da PSP, em Belas, Sintra.
Margarida, 36 anos. Esfaqueada pelo companheiro (a esquadra de Mirandela conhecia os relatos de violência doméstica entre o casal).
Sandra, 23 anos. Violada e esfaqueada até à morte pelo ex-companheiro juntamente com a amiga Marinela, em Rio de Mouro, Sintra.
Carla, 28 anos. Assassinada à facada pelo ex-namorado, em Juncal do Campo, Castelo Branco.
Joana, 20 anos. Encontrada morta no carro do namorado de 22 anos, com um saco de plástico na cabeça.
Maria, 36 anos. Abatida a tiro ontem pelo ex-companheiro, em Santarém.
E mais três vítimas de identidade desconhecida: uma mulher de 41 anos mortalmente estrangulada em Raposeira, Chaves, pelo marido; uma mulher de 21 anos, atingida por vários golpes com uma arma branca, pelo namorado, na ilha de São Miguel, nos Açores; e uma jovem de 21 anos degolada pelo ex-namorado em Ponta Delgada.

E tantas que diariamente são vítimas de abuso, humilhação e espancamentos pelos seus companheiros.


91 respostas ao post “O “amor” dos fracos”  

  1. 1 1  António Cunha

    Um homem que precisa de bater numa mulher, é um picha mole. É um ser desprezível.

    Um homem que precisa de violência para expor os seus pontos de vista não é homem não é nada.

    [Responder]

  2. 2 2  cafc

    Daniel, uma vez mais, muito bem

    Estando atento a vários comentários que tenho lido neste blogue:

    1- “Ditando” o papel subalterno das mulheres (de forma expressa ou implícita);
    2- “Defendendo” a exclusão e a segregação de outros seres Humanos (os homossexuais, por exemplo).

    Até que ponto a “mentalidade” que está por trás desse comentários não é responsável por estes crimes?

    Já houve notícias de crimes contra prostitutas e homossexuais, “justificados” pelos seus autores como”defesa dos valores morais”.

    Sua Eminência, o Cardeal de Lisboa, “avisou” as jovens portuguesas contra o “perigo muçulmano”.
    Qual era a religião de quem praticou estes crimes?

    Estão a ver o perigo real que existe nesta sociedade?

    Por, agora, fico por aqui…

    [Responder]

  3. 3 3  opuma

    Também a igreja tem responsabilidades quando fomenta
    o ideia machista da propriedade
    desqualificando a mulher

    [Responder]

  4. 4 4  Ibn Erriq

    Tojal, Oliveira, Tojal!

    Numa coisa os casais homossexuais levam vantagem, a luta é de igual para igual!

    [Responder]

  5. 5 5  BlackPaulo

    Deixo aqui uma palavra de profunda tristeza.
    Ha inda muito a fazer, e muitas mentalidades a mudar.
    Ninguem e’ dono da vida de outra pessoa. Cada um destes casos e’ macabro.
    E que as pessoas que sofrem violencia domestica, sejam mulheres (na maioria) ou homens (que os ha tambem), tenham a forca e a proteccao para poderem sair das maos desses indivuos penosos antes de que algo mais grave suceda.
    Como escreveu numa musica Aimee Mann “It’s not going to stop, till you wise up”.

    [Responder]

  6. 6 6  José Luiz Sarmento

    Ao menos a elas, contam-nas. Quem conta os homens assassinados pelas mulheres? Quem conta os homens e as mulheres homossexuais assassinados pelos seus companheiros? Quem conta as crianças assassinadas pelos pais ou pelas mães? Quem conta os velhos assassinados pelos filhos, filhas, genros ou noras?

    Não contar para as estatísticas é outra forma de violência; é não ter nome, é não ser gente; e enquanto a definição de violência doméstica for tão restritiva e selectiva como o Daniel a faz, a sua indignação convence-me um pouco menos do que me convenceria se fosse mais inclusiva.

    [Responder]

  7. 7 7  Justicialista

    E depois são os muçulmanos que são os únicos selvagens e bárbaros. Quem não tem telhados de vidro, que atire a primeira pedra.

    [Responder]

  8. 8 8  Henrique Morais

    Os verdadeiros FILHOS DA PUTA….

    [Responder]

  9. 9 9  Marco Oliveira

    Muito bem lembrado.
    Se não te importas, vou copiar este post na íntegra.

    [Responder]

  10. 10 10  maiquelnaite

    Daniel, desculpe a pergunta, mas o que raio quer dizer com este post?

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    maiquelnaite, o que raio quer dizer essa pergunta?

  11. 11 11  mancha negra

    Para quando uma “estatística” dos homens que sofrem sevícias às mãos das mulheres?

    Ainda vou ser vivo e vou ler o Daniel Oliveira a impugnar-se porque as “Mulheres” carregam os fetos no útero.

    Daniel, violência doméstica é muito triste, é verdade. Mas daí a proporem a prisão sem factos ou actos, vai um mundo.
    Com os garotos aconteceu a mesma coisa, demasiada corda e agora usam e abusam dessa “omnipotência” de direitos.

    Com a Mulher acontece o mesmo. A vitimização e a igualdade de direitos é uma praga que ameaça a civilização. E isto porque o Daniel e quejandos não sabem dar um termo a esta moda dos direitos, igualdades, cidadanias, liberdades, democracias, e paz mundial.

    O meu avô tinha mãos duras como pedra, unha negra e usava boina. Apanhava couves pela manhã, plantava feijão e não usava “boxers justos”. Em casa impunha-se e quando tinha de ser, mandava um chiu à mulher. Quando era sério ela acatava e miava baixo. Mas, quando havia razão ela impunha-se. Não existia o malefício da pinga e esses falsos machismos. Cozinhava, cuidava da mocidades, trabalhava e era valorizada. Divórcio? Pelo amor de Deus. Se fosse preciso visitava-a no Hospital mesmo que chovesse notas.

    A isso Daniel, chama-se valores. Infelizmente o Daniel nasceu com os mesmos valores trocados, e acha que “impor” de forma persecutória uma culpa que a natureza impõe, é igualdade… está enganado.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    mancha negra, vivo bem com os meus valores. Os mesmos que, perante este post e os seus comentários, me fazem ficar feliz por ter recebido desde novo os que tenho e não os seus.

  12. 12 12  mancha negra

    E depois havia o meu tio Quim, que passava o dia na Galego e um dia chegou a casa com o grão na asa.

    Bateu na mulher, no filho e ainda mandou a mulher cozinhar.

    Mas esse, infelizmente bebia Rose e usava Boina da tropa.

    [Responder]

  13. 13 13  Talina

    Olá Daniel

    Como o Marco Oliveira vou , copiar este post e publicá-lo no meu blog

    Abraço

    Talina

    [Responder]

  14. 14 14  maiquelnaite

    Você colocou um video sobre violência doméstica que termina a dizer para tomarmos uma atitude. Depois lista uma série de mulheres que foram assassinadas. O seu post é só amalgama de coisas que lhe passaram na mente ou quer dizer alguma coisa?

    (já agora, responder a perguntas razoavelmente válidas com o “old switcharoo”? A sério Daniel?)

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Tomar uma atitude é só isto: denunciar.

  15. 15 15  Isabel

    Esta campanha é feita pelo governo de Sarkozy?

    Se é, é mais uma prova de que a violência é uma mal em si e não tem que ver com facção politica, sexo, idade ou condição social.

    Agressão e violência, são o que são e não há volta a dar. São consequências de um enorme egoísmo, que na maioria dos casos é já sintoma e consequência de doença efectiva do foro psiquiátrico.

    Nestes casos a violência é acrescida porque a vítima deixa entrar de boa fé o agressor em “sua casa” e dá-lhe tudo o que tem; a sua confiança.

    Tal como um feto confia na sua mãe e comunica com ela na sua forma quase imperceptível, está longe de imaginar que Ela, de quem ele depende, abuse do seu poder e o assassine.

    Aborto, a manifestação mais sádica de violência doméstica.

    [Responder]

  16. 16 16  xatoo

    ena pá… isto hoje parece uma página do Correio da Manhã – e o pobre do Brel a servir de musico de fundo a casos de policia
    este é precisamente um caso de violência contra os leitores. Razão tinha o “maiquelnaite” (coment.10) ao fazer a pergunta.
    Daniel, não se esqueça de fazer mais listinhas a cumprir a agenda das causas que interessam como fracturantes ao bioPoder usando a biopolitica, o manancial é grande: homens contra homens, mulheres contra gays, eunucos contra gajos dotados, policias contra lagartos, dragões contra azeiteiros, beatas contra exibicionistas explicitos, etc, etc

    [Responder]

  17. 17 17  Bolota

    “ Ao menos a elas, contam-nas “

    JOSÉ LUIZ SARMENTO,

    Conseguir contra argumentar depois deste relato de barbaridades é obra.
    Eu ao contrario de si, tenho vergonha de pertencer á espécie homem…se a quem pratica este crimes se se pode chamar homens. Isto são ANIMAIS.

    [Responder]

  18. 18 18  Nuno Ribeiro Ferreira

    Tb nao percebi a pergunta do kit… aka maiquelnaite. Explique lá…

    [Responder]

  19. 19 19  mf

    demais o mancha negra. a igualdade de direitos só ameaça a civilização patriarcal machista , mais nada.
    claro que até os homens perceberem bem que desceram de estatuto e não podem mais recriar o que viveram na casa dos pais ou avós , chefes de família todopoderosos e omnipotentes , vai haver muitos mortos e feridos.
    mas , animem-se : menos poder , menos responsabilidades. mais partilha.

    [Responder]

  20. 20 20  José Luiz Sarmento

    Bolota, eu não tenho vergonha nenhuma de pertencer ao sexo masculino. Era o que faltava! E se você tem vergonha do seu sexo, deve ser uma pessoa muito infeliz.

    Por vezes sinto-me tentado, confesso, a ter vergonha de pertencer ao género humano; mas isto é uma coisa muito diferente.

    Uma avó mata a neta metendo-a numa tina de água a ferver. Na altura, ficamos todos muito horrorizados, mas dois dias depois já voltámos ao hábito de pensar que os homens são cruéis e violentos e as mulheres não. Os psicólogos têm um nome para este fenómeno: dissociação cognitiva.

    Dar uma sova numa mulher não é mais grave que dar um tiro num homem; e muito pior que qualquer destes actos é torturar uma criança (crime mais frequente nas mulheres que nos homens, se lhe interessar saber) ou maltratar um velho, batendo-lhe e matando-o à fome.

    Mas as crianças e os velhos não estão organizados politicamente; as mulheres estão.

    E esta é razão por que se empola nos media a violência exercida contra as mulheres e se tenta minimizar e tornar invisível a violência exercida contra os homens, as crianças e os velhos. é uma questão mais política que moral. É por isso que a indignação selectiva que o Daniel aqui exprimiu me parece demasiado fácil e me soa um pouco a falso.

    [Responder]

  21. 21 21  José Bastos

    #22 José Luiz Sarmento

    Desta vez concordo consigo a 100%

    Em 2001/2002 a BCS ( British Crime Survey ) concluiu que, em 19% dos incidentes de violência doméstica, a vítima era um homem.

    Será uma minoria Daniel, mas é chocante que os paladinos pela igualdade de género ignorem, sistemáticamente, o facto de também existirem homens quando são eles as vítimas dos maus tratos.

    Ouvimos discursos em que se enfatiza constantemente a diferença, “os trabalhadores e trabalhadoras”, “os deputados e deputadas”, “os homens e mulheres deste país”, chegamos à violência doméstica e, milagrosamente, o enfase desaparece.

    [Responder]

  22. 22 22  maiquelnaite

    Ok, estou esclarecido. Parece-me no entanto um post um bocado inútil, se reparar bem a lista das vítimas descreve também os prováveis assassinos, porventura já vamos na parte posterior à denúncia. Claro que nunca é demais avisar as pessoas para terem cuidado.

    Mas já agora, quer denunciar o quê? “Violência doméstica”? Das 24 mulheres que listou 11 foram aparentemente assassinadas por antigos namorados ou ex-companheiros ou maridos prestes a deixarem de o ser. É certo que tais casos cabem na mesma no desgraçado albergue espanhol que é o 152º do codigo penal, mas sinceramente eu não vejo como é que estes casos se podem comparar às situações em que o assassino e a vítima vivem juntos/são casados/namoram. Chamar “violência doméstica” aos casos em que a mulher se foi embora limpa a esponja grossa a correctíssima atitude que essas mulheres tomaram, a de afastar o sacana em questão (isto é uma coisa que salva vidas Daniel). E é dar uma dignidade ao assassino que ele já não tem, a de companheiro de afecto da vítima. Etiquetar estes casos como “violência doméstica” é mais “em sync” com o que provavelmente andava na mente dos assassinos: que apesar de as mulheres os terem deixado elas continuavam ligadas a eles por alguma coisa sentimental. Apaga uma atitude inteligente e (quiçá) corajosa das vítimas e adopta o preciso estado de espírito que justificou a pulhice na cabeça dos homicidas. Está a ver a minha objecção?

    [Responder]

  23. 23 23  Madalena Madeira

    Boa pergunta !? , porque é que alguns homens batem nas mulheres ( nas suas mulheres ou ex-mulheres)? , ou porque alguns “homens odeiam as mulheres ( vejam o filme, é impederdível, é um filme sueco que esteve nos cinemas à pouco tempo). Por impotência sexual? falta de suposta “virilidade” ? porque se sentem inferiores ? por falta de “masculinidade” ! Estão a ver!? a incorrecção dos padrões de género !
    Ainda existem aqueles que se metem , com piropos ordinários, com as mulheres em sítios públicos ( sobretudo se se juntam com alguns nas ruas) , ou aqueles ( verdadeiro atentado ao pudor)que se masturbam publicamente a olhar para as mulheres. Agora !!, expliquem-me lá isto?

    [Responder]

  24. 24 24  Spartakus

    Tudo tem um lado positivo. Ainda não há lapidações nem burkas. Vai ser pior quando o vosso diálogo multicultural for um pilar da sociedade fracturada. Lololololol, sendo uma realidade realmente trágica.

    Abraço,

    [Responder]

  25. 25 25  PedroM

    Esclareça-nos, Daniel.
    Segundo o que defende, não entendo duas coisas:

    1- Porque razão coloca as coisas de maneira a que o problema sejam homens a bater em mulheres e não em violência, ponto. Ou seja, defendendo a plena igualdade entre homens e mulheres, não será isso uma descriminação? É que nunca o vi a falar de um “homem(ou mulher) mais forte a bater noutro(a) mais fraco(a)”.

    2- Uma vez que ninguém tem o direito de se intrometer na vida interna dum país, por mais criminoso que seja o regime e quem o dirige (lembro o que defendeu sobre o Iraque), por que razão não aplica esse raciocínio ao casal? É que se não houver queixa…

    (os actos/factos em causa, de tão óbvios, nem comento).

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    PedroM, faça a lista de homens mortos pelas suas mulheres desde Janeiro e perceberá a diferença. E que estes crimes têm uma natureza que ultrapassa a mera violência. É a ideia de posse.
    Não defendo que ninguém tem o direito de se intormeter na vida de um país. Procure lá bem a ver se alguma vez me viu defender tal coisa. Quanto ao casal, é simples: desde que é crime público as denúncias dispararam. E sabe-se que muitas delas vêm, no anonimato, das próprias mulheres. Agora pense lá porquê.

  26. 26 26  Maria

    É grande essa lista mas há muitas mais.

    Essas são algumas das que se conhecem ou porque foram assassinadas ou porque foram hospitalizadas.Depois há as outras.
    As que não sabemos quem são.

    Aquelas que no silêncio sofrem todos os dias todo o tipo de abusos.As que vêm os filhos e se resignam a sofrer ás mão de um canalha por pensarem que essa é a única forma de os salvarem.
    As que sofrem todos os dias de formas várias a variedade do horror.As que não têm familia que as proteja da selvajaria daquele de quem esperaram carinho.As que não têm lugar nem sitio que as acolha , as que não têm muitas vezes sequer capacidade para pedirem socorro.

    Essas são aquelas que ainda não entraram nas listas de mortas , desaparecidas ou viciosamente agredidas.

    Estamos em portugal no ano da graça de deus de 2009, sec dizem alguns XXI.

    É grande essa lista mas há muitas mais.

    Essas são algumas das que se conhecem ou porque foram assassinadas ou porque foram hospitalizadas.Depois há as outras.
    As que não sabemos quem são.

    Aquelas que no silêncio sofrem todos os dias todo o tipo de abusos.As que vêm os filhos e se resignam a sofrer ás mão de um canalha por pensarem que essa é a única forma de os salvarem.
    As que sofrem todos os dias de formas várias a variedade do horror.As que não têm familia que as proteja da selvajaria daquele de quem esperaram carinho.As que não têm lugar nem sitio que as acolha , as que não têm muitas vezes sequer capacidade para pedirem socorro.

    Essas são aquelas que ainda não entraram nas listas de mortas , desaparecidas ou viciosamente agredidas.

    Estamos em portugal no ano da graça de deus de 2009, sec dizem alguns XXI.

    Este é o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher.

    [Responder]

  27. 27 27  Mouzinho

    Porque é referida a profissão só nalguns casos?

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Mouzinho, por causa das armas, que eram de serviço, o que levanta alguns problemas. Apenas isso.

  28. 28 28  Maria

    28 PedroM 25 Nov 2009 às 11:22

    Esclareça-nos, Daniel.
    Segundo o que defende, não entendo duas coisas:

    1- Porque razão coloca as coisas de maneira a que o problema sejam homens a bater em mulheres e não em violência, ponto.

    –Se calhar é porque foram mulheres agredidas pelos homens que viviam com elas , não?

    [Responder]

  29. 29 29  xatoo

    afinal é tudo uma questão de cultura, de educação, de regime. Ninguém pode acreditar que as mulheres que desde sempre lutaram pelo socialismo se podem deixar agredir por um qualquer sevandija (depois há as outras, as vitimas da incultura que é a mãe de todas as necessidades)
    ora vejam:
    http://www.youtube.com/watch?v=deESSazleFw&feature=related

    [Responder]

  30. 30 30  Madalena Madeira

    Kollontai é a cara do marxismo no feminino,

    ” Somente uma transformação fundamental da psicologia humana poderá transpor a porta proibida, somente o enriquecimento da psicologia humana no potencial do amor pode transformar as relações entre os sexos e convertê-los em relações impregnadas de verdadeiro amor, dotadas de uma afinidade real, em uniões sexuais que nos tornem felizes. Porém, uma transformação desse gênero exige inevitavelmente a transformação fundamental das relações econômico-sociais…”

    [Responder]

  31. 31 31  Nuno Saraiva

    Quando penso neste tema, penso que é um tipo de violência que deve ser combatido. Devemos fazer tudo para combater a violência doméstica.

    Mas depois vejo manchetes em jornais e posts em blogs e defesa de mudança de leis e do código do processo penal e penso que já estamos a entrar em fundamentalismos. E como eu não sou um fundamentalista, nem aprecio fundamentalismos de qualquer ordem, começo a pensar que se calhar estas pessoas não querem combater violência nenhuma, querem apenas ganhar algo com esse suposto combate.

    Por exemplo, quando eu vejo pessoas com responsabilidades, algumas deputadas, defenderem a detenção de cidadãos sem quaisquer provas ou inquérito, penso que não pode haver maior distorção ao estado de Direito.

    Dotar a legislação que permita deter sem flagrante delito uma pessoa com base apenas no relato de uma das partes parece-me tenebroso…

    Mas pronto, se calhar sou.

    E depois vejo que já há pulseira electrónicas para potenciais agressores. E depois penso, se calhar isto vai ser como a aplicação da pena de morte nos EUA. Só os desgraçados das minorias é que se lixam porque os outros pagam a advogados e safam-se. Por isso é que os das classes mais altas estão-se lixando porque podem continuar a bater porque sabem que se vão safar e para eles quanto mais folclore houver, melhor.

    [Responder]

  32. 32 32  Dário

    Quando o Estado entra na casa das pessoas, isso só pode ser mau.

    Quando é o Ministério Público que insiste num processo em tribunal contra alguém quando a mulher ou o homem dizem que não pretendem qualquer procedimento e pedem mesmo que o mesmo termine, ou seja, quando é o ministério Público a promover um processo-crime contra alguém, mesmo contra a vontade da suposta vítima, isso só posso chamar de totalitarismo. E é isso que acontede. Podemos pensar que a mulher pode estar a sofrer coacção. Pode. Mas cabe à justiça investigar e provar a coacção. Se a mulher sofre violência doméstica e não faz queixa, e aquando da abertura de um processo-crime afirma que não quer processo nenhum, o Min Público só tem de deixar cair esse processo. Se a mulher sofre só tem de assumir e lutar pela justiça. Ou seja, se uma mulher se sujeita à violência é porque não se dá mal com essa situação.

    Em suma, considerar crime público a violência doméstica é ridículo. Crime semi-público era muito mais apropriado.

    [Responder]

  33. 33 33  Dário

    Se consideramos crime publico a violência doméstica temos que considerar crime público qualquer tipo de agressão.

    São imensos os casos, bastante mais que os de violêcnia doméstica, em que há agressões e as vitimas são coagidas a não apresentar queixa. São milhares de pessoas anulamente que sofrem agressões e não podem apresentar queixa por temerem mais represálias. Se esses não são merecedores de apoio do Estado num contexto de crime público, porque que as supostas vítimas de violência doméstica têm esse direito.

    Isso é totalitarismo. Quando o Estado mantém um processo-crime contra a vontade da própria vítma que muitas vezes é casada e tem filhos com o agressor. Mas podem vocês pensar. Mas se é agressor só tem o que merece. Pois, mas as coisas são bem mais complicadas que isso. E esse tipo de pensamento só pode da multidão politicamente correcta que viva na arrogância ignorante.

    Para uma pessoa que se diz um democrata, Daniel, desculpa dizer-te mas se achas que o estado se deve meter na vida de um casal sem ser convidado, então estás mais próximo do bufo delator da Pide ou da Stasi que tanto criticas, que tu próprio pensas.

    [Responder]

  34. 34 34  Cecília

    Ora vejam lá. Tão difícil de perceber o que é o post e o que quer dizer. Estou parva com alguns dos comentários.

    [Responder]

  35. 35 35  cafc

    Dário

    Por causa de um denominado “ditado popular” que afirmava “entre marido e mulher, não metas a colher”, é que se chegou a este ponto.
    “In illo tempore”, o “grande machão” ia “à bola” e, se o seu clube perdesse, ia para a “tasca afogar o desgosto”. Chegava a casa e desancava a mulher e os filhos para “vingar a derrota”.
    Quem vivesse “ao lado”, ouvia tudo o que se estava a passar mas, nada podia fazer, porque nem a Lei lhe permitia “bufar”. O “machão” podia fazer tudo o que lhe apetecesse e, ninguém tinha a ver nada com isso. Nem a justiça.

    Quero pensar que entendi mal o seu comentário.
    Porque, hoje a Lei, felizmente, permite-me(nos) não ignorar este e outro tipo de situações tipificadas como Crime Público.

    [Responder]

  36. 36 36  Jorge Carvalho

    O bastonário da Ordem dos Advogados esteve bem quando pôs o dedo na ferida ao afirmar que é contra o facto da violência doméstica ser considerado crime público.

    Para as pessoas terem noção, crime público é um tipo de crime que pela sua gravidade o Estado através do Ministério Público instaura um processo-crime a alguém, mesmo que a vítima assim não queria esse processo. E por muito que a vítima peça a desistência do processo, o Ministério Público não desiste. Ou seja, mesmo contra a vontade da vítima, o alegado autor é investigado e levado a tribunal.

    Ora, se para casos de homícidio e tentativa de homícidio, este procedimento admite-se, para os casos de violência doméstica não faz sentido. Porque não faz sentido o Estado processar por um conjuge por violênci sobre outro conjuge quando é a alegada vítima que afirma não querer que a pessoa seja castigada.

    Podem justificar dizendo que isso acontece para proteger a vítima de possível coacção. Aceito, mas então deviam tornar todas as agressões crime público e não apenas a violência doméstica. Ainda assim, considero que uma mulher que seja vitima e mesmo assim não queira qualquer procedimento judicial contra o agressor, então deve ser-lhe feita a vontade. O Estado não tem de promover processos-crime contra alguém quando é a própria vitima que afirma não querer o processo.

    Isso para mim é elementar.

    E se querem ser coerentes, então defendam crime público para todos os crimes de agressão. Porque não?

    [Responder]

  37. 37 37  Jorge Carvalho

    E se querem ser coerentes, então defendam crime público para todos os crimes de agressão. Porque não?

    Porquê só a violência doméstica?

    Deixem de ser hipócritas.

    [Responder]

  38. 38 38  mancha negra

    «mf
    demais o mancha negra. a igualdade de direitos só ameaça a civilização patriarcal machista , mais nada»

    mf, eu sou machista assumido. Então, as mulheres podem ser feministas que até é engraçado e eu não posso defender o meu direito? Além disso onde está postulado que machismo é igual a bater na mulher e lutar pela supremacia do “homem” enquanto género?

    Como o Jorge Carvalho escreveu, deixem de ser hipócritas. Criminalização da agressão, e não “só” a agressão doméstica.

    Pessoalmente sou machista e compreendo que a mulher queira ser “independente”, mas defendo outro ponto de vista. Mulher em casa não é vergonha nenhuma. Ou é? Mulher responsável pelas proles é vexame para quem?

    [Responder]

  39. 39 39  Bolota

    “ eu não tenho vergonha nenhuma de pertencer ao sexo masculino. Era o que faltava!”

    José Luiz Sarmento,

    Nem mais, o que se quer é: porcos, feios e maus…de preferência a cheirar mal do sovaco, a arrotar ruidosamente e escarrar pró chão de forma vigorosa. Isto sim é um homem…estes?? Por norma, levam na rabadilha.

    “ se você tem vergonha do seu sexo… “

    Por acaso não tenho reclamações, Infeliz ??? Infelizes são aquele que como você que justificam barbaridades com outros actos bárbaros.

    “é razão por que se empola nos media a violência exercida contra as mulheres.”

    Empola??? São mais mortes provocadas por violência domestica do que as mortes por gripe A até ao momento.

    Esta sua tese, não tem pés nem cabeça é uma parvoíce pegada.

    “ José Bastos

    #22 José Luiz Sarmento

    Desta vez concordo consigo a 100% “

    Está a ver?? aqui está outro dos valentes a cheirar mal dos pés.

    Metam isto nas vossas cabeças de homens de palito no dente… Individuo que agride uma mulher , que é o assunto em discussão, NÃO PRESTA.

    [Responder]

  40. 40 40  António Cunha

    44 Bolota

    “Metam isto nas vossas cabeças de homens de palito no dente… Individuo que agride uma mulher , que é o assunto em discussão, NÃO PRESTA.”

    Bolota má men, 5 estrelas.

    Até q’em fim estamos d’acordo homén

    [Responder]

  41. 41 41  rafael

    Sem querer parecer um emigrante a dizer que lá fora é que é bom, gostava de dar o exemplo de algo que pode ser feito, nao como mera actuaçao do poder politico, mas de como nos ultimos 3 anos, vivendo às vezes a full time outras a part time, fui observando a denuncia da chamada violencia machista em espanha.

    Os numeros serao assustadores embora agora nao os tenha presentes, o que sim tenho presente é que cada vez que uma mulher era morta às maos do seu companheiro, vários noticiários abriam com essa noticia. E contavam em que circunstancias, contavam quem era a mulher ou rapariga, falavam de há quanto tempo sofria abusos, descreviam a forma que tinha ou nao tinha tentado sair do abuso. Davam-lhe um nome e uma história. E depois davam-lhe um numero tambem.

    O que tenho presente é que responsáveis politicos, em certos casos o presidente do governo espanhol, vinha fazer declaraçoes condenando os crimes.

    O que assisti em Espanha foi a um verdadeiro compromisso de poderes: executivo, legislativo, judicial e mediático; uma verdadeira uniao de vontades, um claro assumir por parte de todos e todas que tinham um papel fundamental em acabar com este drama. Em Portugal, estamos muito longe disso.

    A violência de género enquanto problema grave e estruturante das sociedades ocidentais (e orientais) nao é assumida no nosso país ainda.

    Mas talvez com o tempo e vontades, com a luta de organizaçoes feministas (que têm aqui um grande papel) um dia podamos dar esse salto civilizacional, onde o ditado passe a ser

    Entre marido e mulher, deve-se meter a colher.

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  42. 42 42  José Luiz Sarmento

    Bolota, eu não tenho vergonha nenhuma de pertencer ao sexo masculino e não sou nem porco, nem feio, nem mau. Não cheiro mal do sovaco, não arroto ruidosamente e não cuspo para o chão, nem de forma vigorosa nem de forma discreta.

    Esta imagem dos homens é uma caricatura construída por razões políticas. É pura propaganda, e da mais nojenta. Se alguém escrevesse alguma coisa nesta veia sobre as mulheres, caía o Carmo e a Trindade. Se é isso que você acha que é um homem, não admira que tenha vergonha do seu sexo.

    Não justifico barbaridades com outros actos bárbaros. Não justifico barbaridades nenhumas, ponto final. Quem justifica barbaridades são aqueles, como você, que vêem umas mas se recusam a tomar conhecimento doutras.

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  43. 43 43  José Luiz Sarmento

    é engraçado como o que uma pessoa escreve pode ter várias leituras. Eu escrevo um texto de onde pretendo que se depreenda «a viollência contra as mulheres é uma barbaridade, e portanto a violência contra as os homens, as crianças e os velhos também é». Releio o que escrevi e parece-me claro que o que se depreende é isto. Mas vem o Bolota e lê o que eu nunca disse, nem dei a entender, nem pensei: que o facto de existir violência contra os homens, as crianças e os velhos justifica a violência contra as mulheres.

    Ser vítima de violência é horrível para qualquer pessoa; ser vítima de violência e depois não ser ouvido é um horror somado a outro.

    [Responder]

  44. 44 44  PedroM

    #30 Daniel Oliveira

    Daniel, os 2 pontos que referi estavam claros como “alhos”e mesmo assim respondeu em “bugalhos”? A ver se é desta…

    “PedroM, faça a lista de homens mortos pelas suas mulheres desde Janeiro e perceberá a diferença. E que estes crimes têm uma natureza que ultrapassa a mera violência. É a ideia de posse.”
    Não mencionei “homens mortos pelas suas mulheres” mas “homens mortos por homens mais fortes”. O meu ponto aqui é que, quando se trata dum caso destes, não faz a destinção. Apenas quando envolve homem e mulher e não 2 pessoas do mesmo sexo? Porquê? Descriminação? Não serão afinal iguais, homens e mulheres, para que o Daniel não faça a destinção? Também diz: “Estavam 3 homens e um preto”?

    “Não defendo que ninguém tem o direito de se intormeter na vida de um país. Procure lá bem a ver se alguma vez me viu defender tal coisa.”
    Mas é precisamente isso!!! Se ninguém tem o direito de se intormeter na vida de um país, porque razão tem para o fazer na vida dum casal e/ou família?
    Não serão os valores em causa os mesmos?

    Espero que agora perceba o que escrevi sobre estas duas contradições suas a propósito destes temas e se quiser esclarecer-nos…

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    PedroM, escrevi mal: acho que temos direito a intormetermo-nos na vida de um país. Usei a dupla negação e pode ter ficado pouco claro.

  45. 45 45  José Bastos

    Bolota,

    Os seus comentários, além de denotarem que percebeu mal o post, são preconceituosos.

    Nunca bati numa mulher, nunca baterei, e repugnam-me os homens que o fazem.

    Acontece que já tive que apresentar queixa por uma agressão de que fui alvo por parte de uma mulher. Lembro-me bem do ar espantado dos polícias, como que interrogando-se como era possível que um homem com o meu tamanho tivesse, depois de uma luta com uma mulher, ficado com a cara naquele estado.
    A “luta”, que durou cerca de 20 minutos, tinha consistido em defender-me e desviar-me de 80% dos socos, sendo que não consegui ou não quis desviar-me dos restantes. Pensei que ela se cansasse, ou ficasse com as mãos doridas, ou satisfeita, depois de me “aviar” alguns directos.

    Entenda que eu não precisava de ter ficado com a cara “feita num oito”, mas a minha mãe ensinou-me, há muito tempo, que numa mulher não se bate nem com uma flor.

    Não senti vergonha por “ter levado na tromba de uma gaja”, vergonha seria algum dia ter que entrar numa esquadra acusado de ter agredido uma mulher.

    [Responder]

  46. 46 46  PedroM

    #50 Daniel Oliveira
    “PedroM, escrevi mal: acho que temos direito a intormetermo-nos na vida de um país. Usei a dupla negação e pode ter ficado pouco claro.”
    Ok, esclarecido.

    Sobre o outro ponto, em que a Maria também “pegou”, a minha questão é se faz sentido ressaltar a “mulher” como vítima de uma agressão de um homem e não o fazer quando o homem é vítima de outro homem. Isto com base numa plena igualdade. Acho que é um pouco como por vezes vemos noticiado que “um negro roubou…” em vez de “um indivíduo roubou…”, como o fazem se for branco.
    Acho que há uma descriminação e uma assumpção implícita (que não voluntária) de alguma inferioridade em relação à mulher, que pode por vezes ter o efeito contrário ao pretendido.

    [Responder]

  47. 47 47  Mário Sousa e Castro

    Não há razão para que a violência doméstica seja considerada crime público. A menos que se considere crime público qualquer outro tipod e agressão.

    Contra isto, ninguém pode argumentar contra. Não há possibilidade de ser contra.

    O que é certo, é que se eu for agredido por um indivíduo e esse indivíduo me coagir a não apresentar com a ameaça de represálias, que remédio tenho eu de tar quientinho e não apresentar. E assim, o Ministério Público nada pode fazer.

    No caso da violência doméstica, que na maior parte das vezes envolve pessoas casadas, muitas vezes com filhos, basta o bufo do vizinho dar com a língua nos dentes e a pessoa vai a tribunal, gerando-se um grande problema. E mesmo que a mulher ou o homem alegadamente agredidos digam que não querem qualquer procedimento judicial, não há hipótese de retorno e chegamos à situação em que temos dois conjuges a viver com um procedimento judicial entre eles que nenhum deles quis, promovido pelo Estado. Se isto não é intromissão na vida privada das pessoas, que será?

    Podem argumentar; mas se a mulher/homem é agredido/a o melhor que lhe pode acontecer é ver-se livre desse problema. Sim, claro. Mas essa deve ser uma escolha da vitima e não uma situação imposta pelo Estado.

    A violência doméstica é um flagelo que deve ser combatido. O Estado deve ser responsabilizado por nada ter feito no sentido de proteger essas mulheres que já haviam feito a escolha de criminalizarem os seus agressores.

    Mas quando a vitíma não quer que seja, o Estado não se pode meter no meio de uma família.

    Estanho o facto do Daniel, arauto das liberdades individuais, não frisar esta intromissão na vida privada.

    [Responder]

  48. 48 48  Maria

    52 PedroM 26 Nov 2009 às 14:04

    Sobre o outro ponto, em que a Maria também “pegou”, a minha questão é se faz sentido ressaltar a “mulher” como vítima de uma agressão de um homem e não o fazer quando o homem é vítima de outro homem. Isto com base numa plena igualdade.

    Bom, nós estávamos a comentar a violência contra as mulheres;eu pelo menos era nessa que estava e foi sobre isso que escrevi.

    Se está a falar sobre a violência no plano mais generalizado, para mim é igualmente odiosa a violência contra homens crianças ou velhos -e incluo desde já a violência contra os animais e a natureza em geral.

    A violência é por si só odiosa em todos os seus planos e odiosos são os que a praticam seja em nome do que fôr e seja contra quem fôr

    -Disso não há dúvida nem dúvidas podem ser postas.

    [Responder]

  49. 49 49  António Cunha

    Uma amiga minha mandou-me este vídeo que não podia vir mais a propósito

    Cemeça logo pelo titulo do mail :

    ” Espancar a esposa tb tem regras… assim, ficamos mto mais descansadas!!!”

    Mas reparem como o sr consegue falar sem se rir uma unica vez. Isto requer anos e anos de prática

    Como espancar uma mulher…
    Espancar sim, mas com cuidado! Não vá Alá castigar.

    http://sorisomail.com/email/3268/como-espancar-uma-mulher..html

    [Responder]

  50. 50 50  cafc

    Meu caro António Cunha

    O “link” que colocou no seu comentário #55 é uma pérola do que podíamos classificar de “humor-negro”.

    Considero que, mais do que todas as opiniões aqui expressas contra os “machões”( incluindo as suas e as minhas), é, para quem o conseguir entender, o ataque mais violento para quem “acha” que, pelo menos, bater na mulher “é natural” e ninguém tem “nada a ver com isso”.
    Parabéns e um abraço, meu amigo.

    [Responder]

  51. 51 51  cafc

    Mário Sousa e Castro

    Desculpe mas, importa-se de reler o seu comentário #53 e verificar se não é um conjunto de contradições?

    Se entender que é “lógico”, agradeço que o confirme. Só para, pelo menos, eu ficar a saber se, por hipótese:
    1- O meu vizinho lhe apetecer começar a “enfardar” na mulher e nos filhos;
    2- Eu ouvir os gritos e os choros, seja de dia ou de noite;
    3- A mulher tiver o entendimento que você tem no seu terceiro parágrafo e, consequentemente, aguenta-se “à bronca”, mais os filhos;
    4- Eu, apesar de todos os mecanismos que a Lei, actual e felizmente, me faculta denunciar a situação.

    Então, serei o “bufo do vizinho a dar com a língua nos dentes”?

    [Responder]

  52. 52 52  PedroM

    #54 Maria
    Concordo na generalidade com o que disse.

    Agora, uma questão genérica (ou académica) que deixo, apenas pelo prazer da discussão: poderemos, num sentido lato, considerar a mulher igual ao homem ou inferior?
    Se avaliarmos a questão objectivamente, analisando os factos que observamos, o que vemos? Num plano geral, a raça humana, apesar de ser mais fraca fisicamente que muitas outras espécies, consegue domina-las através da sua inteligência (que por sua vez pode ser decomposta em vários aspectos). Não é pois a força bruta que faz a diferença. O que determina a superioridade da espécie humana é a sua superior inteligência. E o mais forte impõe a sua lei ao mais fraco. Nada de novo, é a natureza.
    Se transposermos isso para a raça humana, vemos que a inteligência das mulheres não é factor suficiente para se impor à força dos homens, como o ser humano o faz em relação a outras espécies. E admito perfeitamente maiores capacidades intelectuais às mulheres. A questão é que o factor “força” dos homens conta muito e neste quadro chega ainda para ser superior. Ou seja, para os homens, se quiserem, impõrem a sua vontade às mulheres (por alguma razão os talibâs deste mundo são homens).

    Excusado será dizer que é precisamente a plena igualdade que faz as sociedades andarem no melhor caminho, em todos os sentidos, mas será isto mentira?

    [Responder]

  53. 53 53  João

    Bater na mulher não é natural, mas ninguém tem nada a ver com isso a não ser a própria e a família.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    “Bater na mulher não é natural, mas ninguém tem nada a ver com isso a não ser a própria e a família.”
    Às vezes acho que estas caixas de comentários seria um excelente negócio para Manuel Godinho.

  54. 54 54  PedroM

    #55 António Cunha

    Genial! Nem a gozar um gajo se lembrava de tais requintes.
    Já repararam nas afinidades que tem Alá e qualquer esbirro da polícia na arte de espancar indefesos sem dar nas vistas? O Gonçalo Amaral ainda tem muito que aprender…

    [Responder]

  55. 55 55  Cecília

    Mário Sousa e Castro,
    “E mesmo que a mulher ou o homem alegadamente agredidos digam que não querem qualquer procedimento judicial, não há hipótese de retorno e chegamos à situação em que temos dois conjuges a viver com um procedimento judicial entre eles que nenhum deles quis, promovido pelo Estado.”
    “Podem argumentar; mas se a mulher/homem é agredido/a o melhor que lhe pode acontecer é ver-se livre desse problema. Sim, claro. Mas essa deve ser uma escolha da vitima e não uma situação imposta pelo Estado.”
    Ora bem, MSeC, é sabido que a pessoa agredida tem medo da pessoa agressora e, quando não quer ou desiste de procedimento judicial é quase sempre por esse motivo que o faz. Tem medo de mais abusos e de represálias de vária natureza, nomeadamente económica ou em relação a filhos quando os há. Continua essa pessoa a ser vítima e cabe à sociedade protegê-la. A vítima quase sempre não tem capacidade de decisão.
    Um dos instrumentos da justiça deve ser terapia comportamental mandatória para o abusador, como parte da pena, seja ela suspensa ou não. E terapia para a vítima ou vítimas, já que quando há filhos eles sofrem necessariamente.

    PS A violência doméstica, que é o assunto do post, é exercida na esmagadora maioria das vezes em casais heterosexuais pelo homem. Em todas as estatísticas, em todo o lado.

    [Responder]

  56. 56 56  João

    é pena que o daniel não responda com a mesma desenvoltura a questões perfeitamente legítimas como a ridicularia que foi tornar a violência doméstica crime público, enquanto que qualquer outra agressão não é.

    [Responder]

  57. 57 57  João

    Ó daniel tu preocupas-te muita com a liberdade, mas o que queres é um estado policial que impõe processos-crime mesmo contra a vontade da própria pessoa agredida.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Posso explicar o óbvio: a pessoa agredida vive muitas vezes (quase sempre) em casa do agressor. Em muitos casos têm filhos em comum. O facto de ser um crime público (o que resultou num aumento enorme de queixas – muitas vezes anónimas e feitas pelas próprias agredidas) defende a agredida. Até então a agredida tinha de apresentar queixa e o agressor sabia, o que a deixava vulnerável a mais e piores agressões ou a todo o tipo de pressões para que desistisse da queixa o que, invariavelmente, acabava por acontecer. Ou seja, a queixa em vez de resolver o problema muitas vezes tornava a situação da agredida ainda mais precária e perigosa. Não é por isso comparável a outro tipo de agressões, exactamente porque agressor e agredida (ou o contrário) dividem diariamente o mesmo espaço. Se isto não entra pelos olhos dentro, não sei o que entrará.

    A ideia é esta, e aqui dirijo-me ao Mário: uma mulher não tem de pôr em risco a sua vida e a dos seus filhos para travar a violência de que é vítima. A sociedade tem de lhe dar outros instrumentos. Ser um crime público é esse instrumento.

    Já agora, não sei se sabem, há direitos indisponíveis e irrenunciáveis. Isso nada tem de anti-democrático. No direito do trabalho, por exemplo, eles também existem. Porquê? Porque se considera que perante uma desequilibrio de poder se eles forem renunciáveis aqueles que são seus detentores não terão outro remédio senão desistir deles.

  58. 58 58  Mário Sousa e Castro

    Cecília #61,

    O relato da mulher que você faz é atentatório à própria mulher.

    Você considera então que a mulher é um ser frágil que não consegue ter vontade própria e que precisa que o Estado lhe diga como proceder nessas situações.

    Sabe, a minha mulher colabora em regime de voluntariado com uma instituição que apoia mulheres vitimas de violência doméstica. E apoia-as porque estas tiveram a coragem de dizer não à violência e saíram de casa, ajudando a que os seus agressores fossem importunados pela lei.

    A questão que eu coloco é que nos casos em que a mulher se nega a cessar a sua condição de vítima, não deve ser o Estado contra própria vontade da vitima a abrir processos-crime contra o alegado abusador, porque partimos do princípio que se trata de uma pessoa maior de idade, logo responsável pela forma como quer viver a sua vida.

    Quanto aos filhos, se o houver, e caso sejam menores, esses sim, devem ser protegidos, porque o Estado tem a obrigação de proteger a criança.

    O que você defende é que o Estado – e que aliás o estatuto de crime público para estas situações preconiza – é que o Estado defenda as mulheres à semelhança do que acontece com as crianças, logo as mulheres são equiparadas às crianças.

    Esta situação para as mulheres não é lá muito abonatória, convenhamos, porque se entende que a mulher não consegue viver sem a protecção do Estado.

    [Responder]

  59. 59 59  Rita Carvalho

    Cecília #61

    Gostava de chamar à atenção para uma contradição no seu comentário.

    “é sabido que a pessoa agredida tem medo da pessoa agressora e, quando não quer ou desiste de procedimento judicial é quase sempre por esse motivo que o faz. ”

    Se a mulher fizer queixa há procedimentos judiciais que permitem proteger essa mulher e que permitem manter à distância o alegado agressor enquanto dura o inquérito.

    Que você me diga que algumas mulheres fizeram isso e acabaram agredidas ou mortas ainda assim, eu aceito. Mas se antes de fazerem queixa já eram agredidas a situação é igual. E se a polícia não funcionou da melhor forma no sentido de proteger, lamento mas isso acontece independentemente de haver queixa ou não e não só em situações de violência doméstica.

    Portanto, se a mulher não apresenta queixa ou manifesta desejo em não manter um procedimento judicial, lamento mas não devia ser possível o Ministério Público manter esse processo.

    Eu compreendo que você não aceite as coisas dessas forma. Mas a forma como “pinta” a mulher – criatura indefesa e que necessita de todos os cuidados – lamento dizer-lhe, mas é precisamente essa forma de pensar que leva muitas vezes à violência doméstica.

    E espero sinceramente que se tenha em melhor conta e que a sua auto-estima lhe permita viver sem esse flagelo, mas pela sua forma de pensar, diria que faz parte do “grupo de risco”.

    Cumprimentos

    [Responder]

  60. 60 60  Rita Carvalho

    Daniel, desculpa, mas uma mulher que é violentada só tem de sair de casa e fazer os possíveis para meter atrás das grades o monstro.

    De fica em casa e aguenta é porque não lhe desagrada a situação.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Rita, só tem de sair de casa? Só? E se não conseguir garantir sozinha a sua independência financeira, faz o quê? E sai com ou sem os filhos? Pode sair com eles contra a vontade do pai? Deixa-os com quem a espanca? “De fica em casa e aguenta é porque não lhe desagrada a situação.” As coisas que as pessoas escrevem…

  61. 61 61  PedroM

    A idea de ser crime público parece-me lógica, bem como os argumentos do Daniel e de outros.
    A minha dúvida é mais de ignorância sobre a matéria/legislação/procedimentos.

    É o seguinte: o que muda neste contexto de crime público é apenas o facto da acusação ou denúncia poderem ser feitos por terceiros? É que se for apenas isto, acho que pouco muda (e espero que haja mais que isto). Se depois da denúncia, os passos que a vítima tiver que dar forem iguais ao da anterior situação, os males mantêm-se e a vítima tenderá a não corroborar e a “aguentar” calada.

    Se alguém tiver conhecimento de facto sobre isto e quiser esclarecer, agradeço.

    [Responder]

  62. 62 62  Thor

    Eu concordo com ambos os lados. Considero que a violência doméstica deve ser crime público, bem como deviam ser considerado crime público todo o tipo de agressões.

    Porque não? Porquê esta diferença?

    Aqui entra o lobby das mulheres e do politicamente correcto.

    [Responder]

  63. 63 63  Bolota

    “ Releio o que escrevi e parece-me claro que”

    Sarmento,

    Que?? Que é que o Sarmento deve sofrer dum qualquer tipo de estrabismo…
    “ Ao menos a elas, contam-nas” …é capaz de explicar este seu profundíssimo e elevadíssimo pensamento??
    Senão o fizer, começo a desconfiar da sua obsessão pelo meu sexo.

    “ Nunca bati numa mulher, nunca baterei, e repugnam-me os homens que o fazem “

    José Bastos

    Tá c´omamim.

    “ basta o bufo do vizinho dar…”

    Mário Sousa e Castro,

    Acho que está a ver as coisas de esguelha.
    O problema aqui não é o bufo, o problema aqui é o bufado (agressor)

    “ Se fica em casa e aguenta é porque não lhe desagrada a situação. “

    Rita Carvalho,

    A minha alma tá parva.
    Dito por uma mulher só tem um nome, cegueira congénita.

    [Responder]

  64. 64 64  Cecília

    Rita Carvalho (e Mário Sousa e Castro também):
    Sabe uma coisa? Não faço nem nunca fiz, minimamente, parte desse grupo de risco. E a sua insinuação sobre a minha auto-estima é bem escusada e disparatada.
    O que me preocupa não são as pessoas como eu, que têm a capacidade de se extrair de uma situação abusiva. Falei em pessoas, note bem, já que há também homens em tais situações. Eu tenho consciência de que não posso medir as mulheres por aquilo que eu sou, nem aquilo que muitas mulheres são tem algum reflexo naquilo que eu sou. Porque está tão preocupada com a percepção por parte de outros de que as mulheres são indefesas só porque algumas o são? Tem medo que a classifiquem como indefesa? Má auto-estima, insegurança?
    Eu não pintei as mulheres como coisa nenhuma. Pura e simplesmente não posso embarcar na teoria de que “Se fica em casa e aguenta é porque não lhe desagrada a situação.” Aí a RC está bem próxima da mentalidade de muitos machões. Só falta dizer como eles que “algumas mulheres gostam de apanhar”.
    A senhora tem bem a noção daquilo que disse??? Pense nas gerações de mulheres que vivem por esse país fora, nas condições familiares e económicas em que vivem, da maneira como foram criadas e tratadas ao longo da sua vida, etc. E as mulheres de homens com poder político, social, económico e que não têm nada, nem auto-estima? E as mulheres com pouco expediente, com péssima auto-estima depois de uma vida de abuso? E as mulheres burras? E as mentalmente dimuídas? Todas elas facilmente intimidadas? É porque não lhes desagrada a situação?
    Claro que há muitas mulheres que saiem, fogem, procuram protecção. As que não o fazem mas gostariam de poder fazer, seja por que motivo fôr e há milhentas possibilidades, precisam que a sociedade as proteja.
    Sim, há muitas mulheres indefesas. Entre essa afirmação e dizer que a mulher é um ser indefeso vai um abismo. Quem não perceber a diferença é obtuso ou complexado.

    [Responder]

  65. 65 65  Cecília

    Bolota,
    Bem dito.

    [Responder]

  66. 66 66  Cecília

    Thor,
    O assunto do post era específico. Não a violência em geral mas a violência doméstica em particular.

    [Responder]

  67. 67 67  Cecília

    cafc # 57
    Exactamente.

    [Responder]

  68. 68 68  José Luiz Sarmento

    Bolota, «ao menos a elas contam-nas» não é um pensamento profundo nem difícil de entender; compreendê-lo está ao alcance de qualquer idiota.

    Não está, pelos vistos, ao alcance de quem não o quer entender. Problema seu. Por mim, não perco mais tempo consigo.

    [Responder]

  69. 69 69  José Carmo

    Este assunto já fede.

    Como dizia o outro “falam, falam, fala, mas não os vejo a fazer nada”

    Ide mas é trabalhar.

    E já agora, às mulheres que são vítimas deste flagelo. Ide trabalhar também. Pode ser que assim percebam que são alguém e que têm o poder de decidir as suas vidas e não precisam que os tipos do Ministério Público e, já agora, do Arrastão venham em sua defesa.

    [Responder]

  70. 70 70  Rita Carvalho

    Tenho pena de si, Cecília…

    [Responder]

  71. 71 71  cafc

    José Carmo #78

    É impressão minha, ou você veio aqui comentar no intervalo de duas tareias que estava a dar numa mulher?

    [Responder]

  72. 72 72  José Carmo

    Cacf,

    É impressão minha ou você tem um grave problema de atraso intelectual?

    [Responder]

  73. 73 73  Cecília

    Rita Carvalho,
    Poupe-me. Atingir os interlocutores pessoalmente não tem nada de elucidativo ou produtivo e é feio.
    A “pena” dos outros é um sentimento complicado que merece atenção por parte de quem a sente. E a gestão da raiva importante. Pense nisso.
    Tente sentir um pouco de empatia e compaixão, que não é bem a mesma coisa que pena, por quem não tem capacidade para se defender. Esqueça-se do factor mulher. O mesmo se aplica a casais homosexuais.
    Tenha sim pena de pertencer a um sistema e a uma sociedade que todos os dias culpabiliza e penaliza vítimas, e que todos os dias protege e iliba culpados.

    [Responder]

  74. 74 74  cafc

    José Carmo #81

    É impressão minha, ou você fez outro intervalo na tareia e vinha com os dedos tão dormentes, que nem conseguiu escrever, correctamente, o meu “nick”?

    É impressão minha, ou você tem um grave problema genético, qual seja o de haver uma troca entre a localização dos intestinos e do cérebro?

    [Responder]

  75. 75 75  cafc

    O texto do “post” relata vários crimes cometidos contra mulheres.

    Se verificarem bem, alguns deles referem situações em que a vítima já tinha terminado a relação com o assassino.

    1- Se tive
    sse “saído de casa” (até poderia ter sido o assassino a saír). Fundamentalmente, a separação tinha ocorrido e, nem isso impediu o crime;
    1-a) Considero espantosa a “tese”, segundo a qual é a vítima a ter que saír de casa;
    1-b) Sendo assim, o agressor tem o “direito” de ficar, confortavelmente, instalado na casa.

    2- Alguns desses crimes nem foram cometidos em casa. Ex-maridos, ex-namorados, levaram a sua sanha criminosa até ao ponto de, fora de casa, assassinarem as suas ex-companheiras. Será isto o resquício do antigo sentido de posse, segundo o qual “se não és minha, não vais ser de mais ninguém”?

    Provavelmente, estarei a pedir muito mas, será possível que se utilizem as “célulazinhas cinzentas” (como dizia o Poirot), antes de se produzirem alguns comentários?

    Não sei porquê. É só um pressentimento mas, ainda vou regressar.

    Para quem se indigna perante estes CRIMES, um grande, grande abraço.

    [Responder]

  76. 76 76  cafc

    Cara Cecília #82

    Concordo consigo, menos num “pormenorzinho”.

    Quando há debate de ideias não se deve atingir os interlocutores pessoalmente. Nisso, concordo.

    Porém, quando são produzidos “comentários” que não transmitem qualquer ideia, tipo #78, eu acho que se deve reagir. Foi o que eu fiz mas, isto é o que eu penso.

    Cumprimentos.

    [Responder]

  77. 77 77  Cecília

    cafc,
    Pois, às vezes apetece. Mandar os outros trabalhar é chato… E mandar trabalhar um grupo de pessoas em que tantas são autênticas escravas e se matam a trabalhar é demais.

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  78. 78 78  Maria

    78 José Carmo 27 Nov 2009 às 10:1

    E já agora, às mulheres que são vítimas deste flagelo. Ide trabalhar também.

    –WoW.Mas que comentário tão inteligente.
    Deve ser do esforço trabalhador.

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  79. 79 79  Bolota

    “ Tenho pena de si, Cecília…”

    Rita Carvalho ,

    Você não presta.

    Já se deu conta que nem todas as mulheres tem, se calhar, as suas condições de vida???
    Imagine uma mulher que foi educada numa família em que o pai batia na mãe e casa com o Chica da Chiba que também ele vendo o pai a bater na mãe, bate na mulher…como é que se pode dizer que esta mulher se fica é porque gosta????

    Se ainda não percebeu, Portugal não é só Lisboa e Porto e mesmo aqui e em família ditas modernas há muitaaaaaaaaaa violência calada.
    A Rita que se acha a maior…escolha bem e não deixe que isto lhe aconteça, porque se tiver o azar de apanhar um parvalhão destes….

    “ Por mim, não perco mais tempo consigo.”

    Sarmento,

    De facto, se visse a minha cara de preocupado…

    Ainda não percebeu que a sua famosa frase «ao menos a elas contam-nas» contem privilégios a quem foi violentamente morta ??
    As desgraçadas são impiedosamente assassinadas, mas estão cheias de sorte porque ao contrário de outros, as suas mortes são faladas…isto é uma patetice pegada

    “ Este assunto já fede “

    José Carmo,

    O que fede não é o assunto é a sua carola, essa porra mais parece uma sarjeta.

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  80. 80 80  BlackPaulo

    Detesto cinismos e bitaites como alguns que li aqui num topico como este.
    Quer a pessoa apresente queixa ou nao, existem complexidades que nao tem propriamente haver com a vontade.
    Um ser humano subjugado, habitua-se muitas vezes a essa situacao, torna-se por vezes normal para a pessoa a violencia quer verbal quer fisica.
    Compete-nos a todos nos transmitir esta ideia: essa situacao, quer consentida ou nao, e’ sempre inaceitavel.
    A dignidade de um ser humano deve ser algo inquestionavel, e que devemos defender, mesmo quando uma pessoa nao se defende. Este factor deveria ser um elemento de solidariedade inabalavel,e entristece-me ver relativismo neste campo.
    E com isso, muitas destas mortes nojentas nas maos de cretinos poderiam ser evitadas.

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  81. 81 81  asinus
  82. 82 82  patfranca

    Caro José Bastos #51, fico muito feliz por saber que há homens que se comportam assim. Parabéns pela integridade. É um dos meus heróis, sem ironia!
    Daniel, obrigada por dar nomes aos números e pela sensibilidade.

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