Melhor intervenção da sessão parlamentar do 25 de Abril: a de Paulo Rangel, do PSD. Demolidor para Sócrates e certo em praticamente todos os pontos.
Por Daniel Oliveira 25 Abr 07 em Sem categoriaMelhor intervenção da sessão parlamentar do 25 de Abril: a de Paulo Rangel, do PSD. Demolidor para Sócrates e certo em praticamente todos os pontos.
Por Daniel Oliveira 25 Abr 07 em Sem categoria
Não vi. Mas acredito que a intervenção tenha sido fantástica.
são as contradições do processo desta democracia
são as contradições do processo nesta democracia
só não percebo a surpresa.
Fico espantado. O PSD está a fazer propaganda política recreando o velho tema do regresso ao fascismo, e do perigo das maiorias absolutas. Eu não conheço nenhum jornal diário de esquerda, nem nenhuma Rádio ou Televisão de esquerda em Portugal e o PSD fala que se a direita não se conseguisse exprimir… Com isto tenta condicionar os jornalistas e a avaliar pela TSf de hoje e por este blog a propaganda está a surtir efeito.
Cuidado com o papão Sócrates, a liberdade está em perigo!!!???
Por favor não gozem comigo.
Fico espantado. O PSD está a fazer propaganda política recreando o velho tema do regresso ao fascismo, e do perigo das maiorias absolutas. Eu não conheço nenhum jornal diário de esquerda, nem nenhuma Rádio ou Televisão de esquerda em Portugal e o PSD fala que se a direita não se conseguisse exprimir… Com isto tenta condicionar os jornalistas e a avaliar pela TSf de hoje e por este blog a propaganda está a surtir efeito.
Cuidado com o papão Sócrates, a liberdade está em perigo!!!???
Por favor não gozem comigo.
Concordo consigo,Daniel.Um discurso de Paulo C.Rangel.Trata-se de um constitucionalista e pelo que se sabe,uma pessoa que,de facto,se preocupa com as liberdades fundamentais.
não me parece. O PSD não sabe o que dizer, e só por demagogia faz aquele discurso, ainda por cima vindo de quem nos trinta anos do 25 de abril fazia propaganda dos 30 anos de evolução, tirando o R…Se houve momento em que não se respirava bem em portugal foi quando o psd estava no poder…com Cavaco, Durão e Santana. Um partido que tem o ditador da Madeira, esse sim criando um ambiente de coacção, não te autoridade para fazer aquele discurso. É demagógico e soa a falso.
Off Topic:
Bolas pá, mete aí um cravo para alegrar o espaço virtual!
Viva à liberdade!
Importa-se de repetir?
Mas,por favor,pense antes!
Será que como dizia a outra
“les beaux esprits se rencontrent”
Não posso acreditar.
Realmente a bolgosfera é,na generalidade “abaixo de cão”
O momento menos enfandonho foi o discurso do brasileiro. Ninguém se lembrou de o citar!
Depois de Sarkozy, uns posts abaixo, é a vez de Paulo Rangel. A verdade é só uma: a de Sarkozy e Rangel, e mais nenhuma.
Depois de andar umas semanas lilicaneçamente excitado com a pureza do pedigree do bobby da Fifi Bacelar, perdão, com a pureza do grau académico do nosso primeiro, Daniel Oliveira passou a dedicar-se a dar-nos notícia da mensagem que recebeu da Verdade Virgem que lhe aparece resplandecente sobre uma azinheira ali para os lados da Direita.
Para utilizar uma expressão típica da Esquerda, diria: que deus nosso senhor livre o meu BE deste mensageiro de tão excelsas criaturas!
(Nada identifica tão bem os mais ressabiados e azedos quadros e ex-quadros do PC quanto a sanha anti-PS. Contra o PS, vale tudo: Sarkozy, Rangel e Daniel Oliveira, a mesma luta!)
1 dia ainda vamos ver o Daniel no PSD. Não sei porqué mas já esteve mais longe disso. Uma nova Zita Seabra.
O problema dos discursos é que não passam disso mesmo.
Aliás o PSD tem na oposição o comportamente do PS quando este não está no governo e vice versa.
Indiscutivelmente um dos melhores parlamentares do nosso país.
Caro Daniel Oliveira,
Um dia ainda vai largar essa coisa da esquerda e da direita…
Ricardo Francisco
António Gomes e Ricardo, vocês ouviram a intervenção? O Ricardo atira-me logo para os braços do PSD porque elogio uma intervenção de um deputado do PSD que fez várias criticas que qualquer pessoa de esquerda subscreve. O sectarismo e o clubismo são doenças. Sem cura.
Guerra ao Terrorismo - um êxito que ainda não aconteceu
Jon Stewart, do Daily Show, traz-nos novidades na guerra global dos EUA contra o terrorismo. Num curto clip, Frances Townsend, responsável pela segurança interna nos EUA, aborda na CNN o sucesso da política americana.
Stewart: Recentemente, os EUA atacaram células da Al-Qaeda na Somália. Caramba, voltámos à Somália, um país tão pobre que até faz angariações de fundos na Etiópia.
CNN: Em Setembro de 2001 o presidente disse “Mortos ou vivos, havemos de os apanhar”. Mas isso não aconteceu. Sei que houve alguns êxitos na guerra ao terrorismo, mas isto foi um falhanço.
Frances Townsend: Talvez seja um êxito que ainda não aconteceu.
Vídeo – 2:20m
,,..
Realmente, Daniel, já chateia e cheira a mofo essa coisa da esquerda e da direita. Precisamos é de políticas que resolvam os problemas do país e das pessoas, não é de crises agudas de partidarite. Hoje, andei na rua e sem querer fui apanhada pela marcha do 25. Ia com o meu filho ao cinema, e fui, mas também desci a avenida toda, a explicar-lhe o que foi o dia da Revolução, para ele não ficar com a ideia de que é apenas um feriado. Disse-lhe quem eram o Jerónimo de Sousa e o Francisco Louçã, que caminhavam lado a lado protegidos (de quê?) num quadrado vermelho, mas não que eram de esquerda: disse-lhe que eram figuras importantes da democracia que se conquistou naquele dia; ainda lhe falei de outras que não estavam ali. Hoje, falámos de pessoas, de Liberdade, da Pide, de cravos e de gaivotas. E também do Chaplin, claro.
E depois, essa coisa dos discursos… bah!
Ó Daniel, a opinião é de cada um, mas, veja, a seguir à reportagem da fábrica que produz o célebre “lápis azul”, que lembra a efeméride de uma tal celebração como a do ‘25 de Abril’, abana-me você a cabeça a um tal discurso de histerismo, mais fora do tempo e aberrante que chapéu d’homem e que saia de balão de mulher? Aonde é que aquele tipo vai buscar o medo, o perigo, a abominação, hoje, mais que aos reinados do PSD-CDS? Só se for aos blogs, como a guerra de duas semanas ao PM, leviana e achincalhante. E mais nunca votei PS, se voto ainda à esquerda de si.
o psd sofre de claustrofobia democrática. Como nao sao eles no poder, ficam claustrofóbicos, querem se libertar, querem o poder. E é o vale tudo. Até acusar os outros de algo que qualquer um observa que é falso, o controle dos média. Como se falassem para burros. Acham que moram no país de burros, em que podem dizer o que quiserem que todos acreditam.
Daniel,
Só vi um excerto do discurso de Paulo Rangel, mas pelo que também já vi dele noutros sítios, não corro grandes riscos em dizer que foi um discurso “liberal”. Diria mesmo: “liberal clássico”. Ora, tal discurso pode ser subscrito por liberais mais à esquerda ou mais à direita. Mas não é um discurso “de esquerda”, como referes no título do posto, embora seja um discurso, como referes nos comentários, que deveria ser subscrito por qualquer pessoa “de esquerda” com a cabecinha no sítio. A dicotomia esquerda-direita, embora ainda útil, está um pouco ultrapassada e não devemos propô-la onde ela visivelmente não tem lugar - como é o caso.
“[...] Várias críticas que qualquer pessoa de esquerda subscreve.” (Daniel Oliveira)
Portanto, quem não aplaude o que o Daniel aplaude, não é de esquerda. Pois, sectários são os outros.
“O sectarismo e o clubismo são doenças. Sem cura.” (Daniel Oliveira)
Quem não aplaude o que vem da direita, só porque vem da direita, é sectário. Quem aplaude seja o que for e venha de onde vier, desde que seja contra o PS, é… tolerante.
Já passei pelo tempo em que o MRPP era a coqueluche da direita, Daniel, e não me apetecia vir a passar por um tempo em que o BE se tornasse o MRPP do PSD.
Não, dsm, apenas quem me cola ao PSD porque elogio um deputado do PSD é sectário. Não me recordo de ter discordado de mim. Até porque não se referiu ao conteúdo do que escrevi. Apenas me explicou que se concordo com uma intervenção de alguém do PSD estou a meio caminho de ser a Zita Seabra. Isso sim, é esctarismo.
Caro Daniel Oliveira,
Antes de mais, espero que se tenha sido bem recebido na minha casa virtual…
Em relação ao post que escrevi permita-me dizer-lhe que o fiz em forma de alguma piada…
Pessoalmente, não acredito na existência sincera da “direita” e da “esquerda”, pelos menos nos moldes em que (demasiadas vezes) se pensa nessas terminologias…
Acredito apenas na defesa de determinadas ideias e ideais, não obrigatóriamente seguidoras das defendidas pela “escala” ideológica clássica.
Acredito que a defesa de determinadas “liberdades” (como considero ter sido o caso) não dizem respeito à esquerda nem à direita, mas sim a todas as pessoas, independentemente da sua aproximação politico-partidária… Bastará pensarmos que (a nível mundial)os partidos que mais investiram nas questões sociais eram de direita…
Permita-me, como nota final, referir que concordo inteiramente com a (quase) totalidade das afirmações de Paulo Rangel…
Um abraço,
«Realmente, Daniel, já chateia e cheira a mofo essa coisa da esquerda e da direita.»
Mas que há, há.
Tiago,
A parte que para mim foi importante quan do falei em “praticamente todos os pontos” refere-se à concentração de poderes na segurança, o assalto à comunicação social e os tiques autoritários deste governo. Esse é que foram os pontos fundamentais e não é preciso ser liberal, mas defender a democracia para os subscrever.
Pelo menos em Portugal, a prioridade dada à defesa dos direitos cívicos perante uma suposta eficácia da segurança é património da esquerda, mesmo que nem sempre seja coerente com ele. E foi isso que Paulo Rangel teve a coragem de defender.
Acho que anda a confundir o PSD com o LSD. Ou um ou outro, a mistura dos dois pode ser explosiva e cuidado com a posologia.
Mas o “tio” Balsemão não dorme…a sua vez há-de chegar…
Peço desculpa por o que vou dizer nada ter a ver com o post, mas sabendo o que eu vi ontem em frente ao chiado, não posso ficar calado. A policia fez uma carga brutal e impiedosa contra uma manifestação anti-fascista e anti-capitalista.Bateu em mulheres, turistas, tudo foi levado a frente.Isto tudo se passou no dia 25 de abril, triste…esperaram pela desmobilização de algum pessoal porque houve uma paragem no largo camoes e esperaram também que houvesse menos gente na rua, para depois carregrem de uma maneira nunca vista sobre os manifestantes.Encorralaram os manifestantes na rua do carmo, vieram de cima e de baixo, foi o pánico. Há mais skinsheads na psp que no pnr. VERGONHA
quando Paulo Rangel fala de limitações à liberadde de expressão e de comunicação social - estará a falar de programas como “eixo do mal”?!…
“1984″
“A parte que para mim foi importante quan do falei em “praticamente todos os pontos” refere-se à concentração de poderes na segurança, o assalto à comunicação social e os tiques autoritários deste governo. Esse é que foram os pontos fundamentais e não é preciso ser liberal, mas defender a democracia para os subscrever.”
Au contraire: é preciso ser liberal - no sentido da tradição de liberalismo constitucional do ocidente, para os defender, e pouco ou nada têm a ver com a democracia - apenas a forma de escolher governos por processo electivo.
É perfeitamente possível existir uma democracia autoritária (como a de Putin ou Chavez) que o é precisamente por não respeitar os pontos referidos pelo Paulo Rangel.
Daniel
Engana-se quando diz que sou clubista. de clubes nada. A única organização que sou membro é a Amenestia Internacional. Nem clubes de Futebol, nem partidos, nada. E eu não disse que o via no PSD por causa do seu post. Era uma previsão.Especulativa? claro. Eu quando leio as suas crónicas ou o vejo na TV acho que o Daniel se encaixa bem no mundo laranja, tipo Rangel, Pacheco Pereira.O mesmo discurso, o ver só para o lado que interessa, a mania que se tem sempre razão, os processos de intenção em relação aos outros, a RTP é assim, o Pina Moura é assado, só a SIC e o Balsemão é que são isentos (porque será?)Claro que o Daniel hoje é de esquerda assim como o Pacheco era do MRPP. Mas daqui a 20 anos não me admirava nada de o ver no PSD.Aliás eu não sei porqué, mas 1 dia o Daniel ainda se vai lembrar deste meu comentário. Até lá boa sorte e muita saúde, para si e para os seus.
Ricardo - 22 anos
Aveiro
Concordo que a ideia de esquerda/direita está bastante ultrapassada, sobretudo em Portugal, em que governos de um quadrante político, defendem determinadas ideias quando estão no poder, para depois, quando são oposisição, defenderem a ideia do quadrante oposto. São frequentes as faltas de coerência e de memória. É patético.
Acho que faz mais sentido fazer divisões entre progressistas e conservadores, e mesmo nesta divisão, as coisas podem ser dúbias: os partidos de esquerda tendem a ser extremamente conservadores no que toca às questões económicas e bastante liberais nos costumes, o contrário se passando na direita.
Concretizando, não considero o PS um partido de esquerda, nem o PSD de direita, acho que se batem pela mesma fatia de mercado, apenas divergindo em algumas questões relacionados com os costumes. O PCP é certamente o partido mais conservador do espectro político português. O Bloco tem tiques de grande conservadorismo nas questões económicas e afirma-se extremamente liberal nos costumes, embora ache que há demasiadas facções políticas dentro do mesmo saco, nomeadamente muitos radicais de esquerda que teimam em não fazer do Bloco um partido de poder, mas sim um clube de idealistas revolucionários -concordo com o Daniel quando referiu, espero não estar a ser impreciso, que o seu partido tem de desejar ser poder.
Também estava inclinado para reconhecer qualidade no discurso, mas o problema reside no discurso e na coerência política de quem o faz. As críticas ao governo de maniqueismo e optismo auto-induzido são reais e extensíveis aos partidos desta monótona e pobre alternância. Rangel que gosta do mercado livre, defende a liberdade de se despedir, de se usar o desemprego para acentuar as acumulações de capital, no meio do belo discurso “lá se descaiu” e falou no sufoco do poder estatal. Na realidade esta é uma crítica à democracia e um elogio tímido da economia capitalista como substituto à democracia reguladora, o discurso por incrível que pareça até era mau e desprestigiador para a democracia. Não quero no entanto deixar de elogiar a habilidade de Rangel de conseguir aparentar ser um verdadeiro democrata.
Estou “velho” demais para cair nestas patranhas.
Apesar de tudo não digo que as críticas de Rangel sejam inócuas, carecem é de autoridade para ser proferidas e também escondem uma visão muito pouco democrática e bastante virada para o mercado que regula a vida das pessoas…
Ricardo, fico contente por com 22 anos ser tão conhecedor da natureza humana. Sobretudo da minha. Fala com a altivez de um velho experiente que já a viu toda o que não deixa de ser um pouco cómico.
Já agora, a única vez que falei da RTP no programa da SIC foi para a elogiar (os seus telejornais) e para criticar a entrevista feita por Flor Pedroso (que conheço há muitos anos e de quem gosto) e por José Alberto Carvalho (por quem tenho o grande respeito profissional). Curiosamente, no mesmo programa, critiquei de forma bastante directa a participação de Ricardo Costa (director da Sic Notícias, onde o programa é transmitido) pela sua prestação no Prós e Contras com Carrilho. Por isso, acho que está a tomar a sua vontade por verdade.
Curiosamente, no seu comentário vê «só para o lado que interessa», parece ter a certeza de «que tem sempre razão», e, seguramente, faz «processos de intenção». Será que vai para o PSD?