“O Grupo Espírito Santo (GES) possui já posições em mais de 400 empresas”. Também possui já posições nos três partidos do arco da nossa desgovernação. Isso está mais ou menos implícito. Os nossos liberais dizem que, coitados dos “empreendedores”, isto é o resultado do peso do Estado. O liberalismo luso é a ideologia da ocultação ou da desculpabilização da predação por parte dos grandes grupos económicos.
Isso, a culpa é daquela imparcial técnica florestal que não deu o seu parecer favorável a cortes de sobreiros para que os ricos pudessem jogar golfe à vontade e assim criar valor. Essa mandriona funcionária pública não podia ser removida assim sem mais nem menos, uma rigidez inadmissível, sei lá. A culpa também é do sistema fiscal. A culpa é das regras que ainda bloqueiam a total transferência empresarial de custos sociais para os trabalhadores ou para o conjunto da comunidade. Pois, dos sobreiros que se abatem aos furacões fiscais que se evitam, passando pela acumulação por expropriação de bens comuns (ai as Lezírias que estão tão vazias…), o grande poder empresarial tem sempre prioridade.
O poder político do dinheiro concentrado torna-se de novo visível. É tempo de voltar a reduzir o seu alcance. A alternativa é a total captura do Estado pelo capital e a progressiva destruição das instituições de uma sociedade civilizada. Estas constroem-se contra a lógica do capital financeiro e pela autonomização – sempre frágil, sempre provisória e sempre contestada – do Estado em relação ao seu comando: ética do serviço público e cidadania activa, valores que a fraude intelectual que domina o debate económico erode. Agora é o tempo em que tudo, mas mesmo tudo, pode passar a estar literalmente à venda: “É o tempo da corrupção geral, da venalidade universal”. Diz que os correios, a TAP, os seguros da CGD e o que resta da EDP, GALP e REN podem ser privatizados, tal como não constava do programa do PS. É acabar de vez com a possibilidade de um Estado estratego e consolidar o Estado predador. Em nome de quem?
7 comentários 9 Mar 10 em Sem categoria



Resumindo,
possuem umas 3500 posições sobre nós, acho que se chama kama sutra.
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“O liberalismo luso é a ideologia da ocultação ou da desculpabilização da predação por parte dos grandes grupos económicos.”
Interessante. Tem soluções para este dito?
Interessa resolver isto? E como?
Que tal uma disciplina obrigatória no 3º ciclo e secundário sobre empreendedorismo e valores?
Diz ainda: “É o tempo da corrupção geral, da venalidade universal”.
O que fazem os Portugueses quando assistem a um caso de corrupção?
Alarde, mas complacente. O que é que sinalizam com esta atitude? Fraqueza. Um incentivo para ainda mais corrupção.
O que esperava?
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Meu caro João Rodrigues
“Em nome de quem?”
Para ser moderado, em nome da pata que os pôs!
Meu caro, o que consta de programas eleitorais e outras promessas mais, já há muito tempo que não merecem qualquer confiança.
O “grande filósofo” Pimenta Machado disse que “o que hoje é verdade, amanhã é mentira”. E o Dias da Cunha, que acusava o “sistema”?
Estavam a falar de futebol. Pois, não tem nada a ver com a política, como toda a gente sabe. Está tudo muito separadinho. Estas “filosofias” estão entranhadas, só por acaso, na “bola” dos “não pagadores de promessas”.
Recuperando o tema de uns posts atrás, atrevo-me a lançar um aviso “científico”:
Pessoal, quando estes “gajos” forem credíveis, vai acontecer o “aguardado” terramoto em Lisboa. É, mais ou menos, como as galinhas terem dentes.
Um abraço.
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“Em nome de quem?”
Em nome de quem verdadeiramente governa: a alta finança!
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” Em nome de quem verdadeiramente governa: a alta finança!”
E se Paulo Pedroso tem ganho em Almada, quem governva???
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“O liberalismo luso é a ideologia da ocultação ou da desculpabilização da predação por parte dos grandes grupos económicos” LOL!!!
Isto quer dizer que os grandes grupos económicos comem mais quando o estado gasta menos ou gasta mais? Se é quando o estado gasta menos, porque é que o GES toma posições nos 3 partidos do arco de governação? Se é quando gasta mais, são liberais porquê?
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“Também possui já posições nos três partidos do arco da nossa desgovernação. Isso está mais ou menos implícito”. Isso está mais ou menos, mais coisa menos coisa, tipo porque eu acho, implícito, e portanto é verdade? Ah, grande Kant!
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