José Manuel Fernandes, no editorial de ontem no Público, critica as “prioridades” e os “timings” de quem coloca na “agenda política” temas como o divórcio ou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, quando, de acordo com o último eurobarómetro, o que preocupa os portugueses é “o desemprego, a inflação, a situação económica, o sistema de saúde e os impostos”. O povo, como se sabe, tem que se concentrar obsessivamente nas suas principais preocupações, não se vá dar o caso de esquecer o preço dos combustíveis, o aumento das taxas de juro, ou o Estatuto dos Açores que tanto preocupa Cavaco Silva e o director do Público.
Mas o que espanta no editorial de José Manuel Fernandes é mesmo a critica que faz às prioridades de agenda, mais não seja por parecer que está a criticar a sistemática desantenção a que o seu jornal tem votado o tão elogiado eurobarómeto. Senão vejamos. No dia seguinte à discussão no Parlamento do Código de Trabalho, a capa do Público fez manchete dizendo que os “deputados do PS querem voto livre para os casamentos homossexuais”, ao mesmo tempo que remeteu a discussão laboral para três colunas na obscura página 39. A fotografia que ocupava metade da capa? A captura em Sesimbra de um peixe com 419 quilos… O que eu gostava de saber o lugar que ocupa a pesca desportiva no eurobarómetro.
Por Pedro Sales 22 Set 08 em Jornalismo, Sem categoria, um disparate nunca vem só



De facto, eu já só compro o Público (só os de fim de semana, e nem sempre) por causa dos suplementos.
Até ao nível gráfico a coisa tem descambado - basta olha para esta mesma capa (a da pesca desportiva)- blech.
É o que eu digo, não há aí malta com dinheiro para formar equipa para pôr nas bancas um novo diário?!
É possível que haja aqui um pouco de confusão quanto às diversas responsabilidades.
Usualmente não é o director de jornal que fecha a edição e muito menos que define graficamente a primeira página.
Portanto esta correlação que aqui se faz pode ser enganosa.
Não invalida que o Público faça realmente capas muito fraquinhas e que não respeite os seus assinantes.
Ainda no sábado cerca das dez da manhã não estava disponível a edição on-line paga.
não sei se será preciso um novo diário ou se a coisa não se fazia, com alguma economia, com um novo director…eheheh
Nada que venha de José Manuel Fernandes me espanta.
A coerência não é o seu forte. Basta olhar para o percurso político, que começou na União de Estudantes Comunistas, de ideologia maoista, ligada á UDP e PC(R). Agora, basta olhar para o que ele escreve e ouvir o que ele diz.
E não lhe faltam microfonrs na frente: SIC, RTP, RR, TSF e RDP. É um dos comentadores da moda.
Onde é que está o espanto?
Não, Fado. A primeira página do jornal (o que é a manchete e quais a notícias que têm chamada de primeira página) é responsabilidade do editor de fecho - que pode ser o director, um sub-director, um editor de uma secção ou um editor que tenha essa função. Em muitos dias, pelo menos nos jornais portugueses, é o próprio director de quecide o que é a manchete e o que vai para primeira página. Mesmo que assim não seja, o director é responsável editorial do jornal e por isso responsável por o que se decide que deve ser a primeira página, podendo por isso alterar a decisão de qualquer editor caso não seja ele a fechar a última página, coisa que, mais uma vez, é comum acontecer nos jornais que conheço. Se há coisa, para além dos editoriais, pela qual o director deve ser responsabilizado é pela primeira página do jornal, até por ser aquela em que ele tem participação mais directa e imediata. Não por acaso, é das primeiras mudanças que nota quando muda um director de um jornal.
Joaquim Paulo Nogueira, bem visto!E nem era assim tão complicado…
De certeza, que a população portuguesa, está mais interessada no recorde nacional de pesca, do que nas reivindicações de meia dúzia de auto-marginalizados-sexuais …
duvidas?? referende-se democraticamente …
Muito obrigado.
Conforme reconhece a primeira página pode ser da responsabilidade do director, um sub-director, um editor de uma secção ou um editor que tenha essa função.
Claro que tudo o que o jornal pública, até um simples anúncio, é sempre da responsabilidade do director. Ele é como o comandante de um navio.
Não invalida, como já disse, que o Público na sua edição on-line não tenha o mínimo respeito por quem a paga.
Veja as voltas que o Mundo dá.
Estava na tipografia quando saiu o primeiro número de um jornal feito essencialmente por tipógrafos e alguns elementos da contabilidade (era de um destes que eu era amigo)que viu a luz do dia quando o República foi encerrado.
Pena não ter guardado nem esse número, nem o título e pior ainda nem sequer me lembrar do nome desse grande farrista.
Já tenho saudades daquele Público que não tinha a pretensão de conquistar leitores ao JN…
Pedro Esteves: O que é um auto marginalizado sexual? Um pedófilo ao volante?
…não!
são indivíduos complexados com paranóia crónica, que por auto-iniciativa se estigmatizam e excluem, e vivem com a ideia que todos os restantes membros da população os odeiam e perseguem …
normalmente o preconceito contra homosexuais, está mais na cabeça deles, do que propriamente na população em geral …
Pedro Esteves,
se “normalmente o preconceito contra homosexuais, está mais na cabeça deles, do que propriamente na população em geral”, então não deve haver nenhum problema em conceder-lhes os mesmos direitos, a começar pelo do casamento.
em todo o caso parece que não percebeu, o recorde nacional da pesca não “disputou” a primeira página com o casamento entre pessoas do mesmo sexo, tirou foi o código laboral da capa. Para quem, como JMF, tanto cita as preocupações dos portugueses para lançar anátemas sobre os temas que não gosta, convenhamos que não vai muito de encontro às prioridades elencadas pelo eurobarómetro.
os mesmos direitos, já os homens homossexuais têm, o que eles querem é um estatuto próprio, privilégios para uma franja da sociedade …
se os Homosexuais querem poder casar entre si, eu quero casar com mais que uma mulher!!… provavelmente algum depravado quererá casar com a sua ovelha, outros talvez casar com a sua irmã … se vamos atender a todos os casos específicos, a politica fica refém de interesses minoritários e não do bem comum …
e quem me garante, que com o casamento entre homossexuais, dois pedófilos não se casarão, e não adoptaram um criança para a sua satisfação sexual?
Pedro Esteves:
Tem toda a razão o preconceito contra homossexuais não está na população em geral nem sequer na nossa constituição logo a sua liberdade e privacidade deveriam estar a ser providenciadas com o aval de todos.
Ainda bem que está do lado da igualdade, especialmente quando esta permite algo que é absolutamente inócuo.
Os homossexuais NÃO são ovelhas (tenho quase a certeza).
Problema resolvido?
Já agora sabia que o incesto não é ilegal em Portugal (a sério, procure) mas nem aconteceu o cenário catastrófico que prevê nem o vejo com a mesma pujança a pedir alterações á lei neste campo.
Apesar de aqui não se estar a discutir para já a adopção de crianças por casais homossexuais, acredite ou não (cuidado que isto vai chocar) existem abusadores de crianças que são heterossexuais? E agora ainda mais chocante: sabia que isso não significa que todos os casais heterossexuais a adoptarem crianças sejam abusadores?
E agora explosivo: sabia que pode ser abusado sexualmente na rua, no carro, no emprego, em sua casa e até na internet?
É melhor desligá-la neste momento, cuidado que pode saltar do ecrã um casal homossexual que esteja noivo e abusá-lo!
Abraçe a lógica e a constituição da nação e junte-se ao que é justo (senão alguém pode decidir que voçê também é diferente e impedi-lo de se casar).
e com o cão ? posso casar com o cão ?
os seus argumentos são todos muito giros e tal… mas acho que giro giro, era referendar-se o casamento homossexual … nada mais simples , a maioria decidia, nessa, bem como em muitas outras matérias, deveria ser sempre, em ultima instância, o povo a decidir …
Fico contente pelo facto de que se não está do lado da Constituição, está pelo menos do lado da democracia (gira).
Não sei em que partido pensa votar mas fique a saber que (se não forem Os Verdes ou o BE) este provavelmente inviabilizou o desejo que voçê manifestou aqui de um referendo.
Um debate aberto a nível nacional é também tudo o que peço!
PS. Não sou zoólogo mas posso dizer com alguma firmeza que os homossexuais também não são cães!
Nem ornitorrincos, nem chinchillas, nem zebus, etc,etc.
1º voto PNR !
2º a constituição nunca poderá ter mais força do que o voto da maioria !
3º não comparei os panascas a animais, pessoalmente sempre me dei bem “com essa gente”
4º gostava de ver o BE a defender o referendo nesta, e em muitas outras situações! Mas claro, isso será algo pouco provável de ocorrer, a não ser que seja sobre uma qualquer trivialidade inócua !
Proponho que na próxima reunião do PNR, quando estiverem no intervalo de queimar posters do Deco e a comer umas bifanas, sugira casualmente que se devia referendar o casamento de cidadãos do mesmo sexo!
Aposto que vai ter sucesso, se não tiver, paciência, saiba que será sempre bem-vindo aqui na realidade.
«Aposto que vai ter sucesso, se não tiver, paciência, saiba que será sempre bem-vindo aqui na realidade.»
… a serio ? acolhe-me no seio da sua comunidade ?
isso significa que vamos poder ser amigos?
não vou ter de fazer nenhum prova de admissão ? género teste invasivo ou algo assim?
p.s.:esqueceu-se de referir também, que os “meliantes” do PNR, nos intervalos das reuniões, como exercício espairecimento, costumam percorrer a baixa a matar pretos e chamuças!
Posteriormente levam para a sede do partido, picam bem a carninha, e posteriormente fazem hambúrgueres para distribuir pelas minorias étnicas carenciadas dos bairros sociais …