«O Estado laico tem vindo a afastar a Igreja da vida pública. A Igreja reagiu canonizando, no domingo passado, 498 mortos da Guerra Civil. Porém, um dos aspectos mais salientes desta luta é a intromissão dos judeus. Sempre prontos a encontrar uma brecha por onde possam entrar e dividir, os líderes judeus de toda a Europa - no mesma semana da canonização dos mortos pela Santa Sé - reuniram-se em Madrid para lembrarem os mortos da Inquisição espanhola e, segundo eles, celebrarem o reavivar da vida judaica em Espanha (vivem em Espanha 15 mil judeus). (…)

Foi na Península Ibérica que os judeus foram melhor acolhidos e tratados ao longo de toda a sua longa história, por entre os múltiplos povos e lugares em que viveram. É claro que, mesmo aqui, acabaram por dar motivos para serem expulsos, primeiro de Espanha (1492), e depois de Portugal (1521). Mas isso foi o que eles fizeram em todos os países que os receberam durante a sua história de milénios. E que voltam agora a fazer em Espanha, mais de cinco séculos depois. Está-lhes literalmente na massa do sangue.»

Pedro Arroja


Sem respostas ao post “O fundamentalista anti-semita”  

  1. 1 1  busilis

    Este pedro que se arroja deve querer ser outro”preso politico”,mais um seguidor do”cagar ao relento”.Os fins nem sempre justificam os meios.

  2. 2 2  Marco Oliveira

    Inacreditável!

    E há gente que pensa que os anti-semitas são só os Hammer-Skins!

  3. 3 3  Diogo

    Existem aqui duas questões diametralmente diversas :

    1 – Os judeus e as perseguições de que têm sido vítimas.

    2 – Os sionistas e as vítimas que têm provocado (entre eles muitos judeus).

    Uma coisa nada tem a ver com a outra. Vamos ver se o Daniel não mistura as duas coisas. Porque o Arroja já misturou (como seria de esperar).

  4. 4 4  Daniel Oliveira

    «Vamos ver se o Daniel não mistura as duas coisas. »

    De onde raio veio isso agora? Quando misturei as coisas? Neste post? Sabe que não fui eu que o escrevi e como se depreende pelo título acho-o abjecto. Noutro? De onde veio isso?

  5. 5 5  Diogo

    Caro Daniel,

    É mais chato comentar aqui do que passar no controlo alfandegário do Dulles International Airport.

    Arrastão:

    (comenta-se)

    Por favor, aguarde alguns segundos! O comentário está a ser validado! Obrigado.

    (passado 1 (um) minuto)

    Obrigado por comentar.
    O seu comentário foi recebido e espera aprovação.
    Regresse à entrada
    .

  6. 6 6  Paulo Ribeiro

    O édito de expulsão do judeus de D Manuel é de 1496 (1520 ??? o quê?), e foi uma exigência parva dos reis católicos para que a sua filha casasse com o rei português.
    E a dita expulsão revestiu-se de contornos especiais, porque não era de todo vantajoso expulsar, pura e simpesmente, os judeus do reino. A inquisição também não fez os números sinistros de mortos judeus que as pessoas pensam ou tentar passar. Em 300 anos, se mandou para o braço secular 1000 hereges, atenção hereges (não são só judeus), dá duas a três mortes por ano. Por sua vez, os tribunais civis têm, no seu historial, mortes que nem sequer é possivel enumerar.
    Só em jeito de curiosidade…
    Gostaria de saber quantos palestinianos já foram mortos por judeus…. Por acaso gostava.

  7. 7 7  Pedro Delgado Alves

    Fiz ontem um post sobre o anti-semitismo de Pedro Arroja a propósito do post que o Daniel agora comenta e parece que piquei o autor e os seus fãs das caixas de comentários. Sobre mim, milhares de mimos: miúdo, anormal, extra-terrestre, maluquinho, jacobino, ignorante, cão-raivoso, e, o meu favorito, da autoria de um dos frequentadores dos comentários, a ideia de que só serviria para abate (provavelmente sou como aqueles judeus que fizeram por merecer ser expulsos deste cantinho da Ibéria). Contudo, para desmentir o anti-semitismo do autor ou para tentar apontar outra vez uma tese de eventual equívoco e de errada compreensão dos seus escritos, nem uma só palavra apareceu (o mais próximo a que se chegou foi a ideia de que o post “poderia gerar apreensões ou pedidos de explicação” - de facto, não só fiquei apreensivo, como pedi a muita gente para me explicar como é que ainda é possível que apareçam manifestações públicas de anti-semitismo como esta).
    Pela leitura dos comentários que se fizeram aos posts do Portugal Contemporâneo (imagino o pobre Oliveira Martins a dar voltas no túmulo se imaginasse quem decidiu pedir emprestado o título), eu serei seguramente analfabeto, mas aparentemente ninguém me fez o favor de explicar em que é que li mal o que Pedro Arroja escreveu. O mal não estará no que foi escrito e mal compreendido: eu é que não percebo a razão que o autor tem, nem compreendo o quão indigno é acusá-lo de comportamentos odiosos. Sou mesmo acusado de tentativa de assassinato de carácter, quando manifestamente aquilo com que deparamos é com um suicídio de carácter bem sucedido por parte de Pedro Arroja. Um leitor
    disse num comentário ao meu post que não devíamos dar-lhe o prazer de chocar e de provocar terceiros. Já afirmei em tempos que, de facto, ignorar e não dar tempo de antena a estes fenómenos é o melhor remédio na maioria dos casos. Contudo, disse também que quando a intensidade dos barbarismos tem exposição pública e atinge proporções como as que estamos a assistir, não podemos deixar de reagir em repúdio e com veemência. Para já, mantenho a mesma linha.

  8. 8 8  Fado Alexandrino

    Este é um post ideológico e cada um é livre de seguir a ideologia que pretende.
    Bem, acabei de reler a frase e verifico que não é verdade.
    Há ideologias que não podem ser seguidas porque outras ideologias acham que elas são perigosas, desumanas e contrárias aos valores da humanidade.
    É claro que as ideologias proibidas acham exactamente o mesmo das outras e logo que possam vão proibi-las com os mesmos argumentos.

    Mas a questão que me traz aqui é uma dúvida que me assalta e provavelmente a outros.
    Todos temos um modelo de sociedade que naturalmente está representado num ou mais países ou de maneira total ou por aproximação.

    Qual é o modelo ou melhor dizendo qual é o país que Daniel Oliveira e, presumo, o Bloco de Esquerda gostaria de ver replicado aqui em Portugal?

    Não poderia fazer um post com a resposta?

  9. 9 9  Daniel Oliveira

    Fado Alexandrino, concerteza que sim. E para jantar, o que deseja?

  10. 10 10  jms

    Mas valerá a pena perder um segundo com cretinos “intelectuais” do calibre de P. Arroja?

  11. 11 11  corvo

    Quem é o sr. Pedro Arroja…

    E qual é o objectivo do seu escrito….

    Parece-me um bocado infantil a maneira de pensar do dito senhor….

    Faz-me colocar este tipo de escrita ,ao nivel daquele acto, de defecar no cemitério dos judeus , levado a cabo por uns admiradores do homenzinho alemão….

  12. 12 12  Fado Alexandrino

    A sua não resposta não me surpreende.
    Eu ajudo.
    Presumo que seria uma mistura de Coreia do Norte com São Francisco e uns pózinhos do Luxemburgo (onde a Rosa seria rainha).
    É difícil mas pode ser que cheguem lá.
    Milagres acontecem, a outra coisa também.

  13. 13 13  Daniel Oliveira

    Fado, qual é o modelo que Portugal devia seguir? Mas que raio de pergunta é essa? Não sei, vou procurar no Ikea e depois logo lhe respondo. E a sua ajuda só demonstra até onde podemos ir nessa conversa. E, já agora, o que é que tudo isso tem a ver com o post?

  14. 14 14  Costa Nunes

    Ó Daniel, ponha uma aspas nisso, meu amigo…
    É que não imagina a confusão na minha cabeça até perceber que era uma citação.

  15. 15 15  samuel

    Ler e comentar os blogs onde escreve Pedro Arroja é como andar nos passeios e relvados portugas: sempre alerta e aos zig-zagues, para evitar pisar as bostas!

  16. 16 16  Fado Alexandrino

    Posted by: Daniel Oliveira | novembro 1, 2007 08:51 AM

    Não se trata de explicar qual o modelo que Portugal deve seguir. Esse, os portugueses, respondem nas urnas.
    Trata-se de saber qual é o modelo que o senhor gostaria que nós seguíssemos.
    E claro que tem relação com o post.
    O post é ideológico mas a ideologia que o senhor (presumo) e o Bloco de Esquerda defendem nunca a consegui ver explicada em termos de comparação com o mundo real.

    Existe, é sonho ou pesadelo?
    Se existe onde?
    Perguntas fáceis.
    Aguardo a resposta.

  17. 17 17  Jorge C.

    Talvez seja ingenuidade minha, e é mesmo possível que o seja. Mas parece-me que se tem falado da Igreja Católica da mesma forma. Da mesma forma como o Francisco José Viegas colocou o assunto - «eles». Há uma certa mentalidade que tem tratado assim as organizações Católicas e não vejo ninguém vir defender essas pessoas que acabam, de certa forma, por ser vítimas de fundamentalismo anti-católico. A grande diferença é que esses agressores vem muitas vezes vestidos na pele de democratas.
    Como sempre há dois pesos e duas medidas.
    Tirando a parte do «está-lhes na massa do sangue» vejo o texto de Pedro Arroja como uma observação legítima.
    Era o que faltava não poder fazer teorias sobre o lóbi judaico e ter toda a liberdade de o fazer em relação à Opus Dei ou outros.

  18. 18 18  Luis Moreira

    …”o” que “eles” fizeram…

    Quem são eles?

    O que é que fizeram?

    Como se chega áquelas conclusões?

    O PA “escolhe” uma conclusão e depois inventa umas premissas!

    E há quem o leve a sério e lhe responda!

  19. 19 19  tiago neves

    o post do pedro arroja é assim como a ida do nuno rogeiro à conferência sobre a inexistência do holocausto no Irão. a diferença é que como o rogeiro foi ao vivo ele fez aquele teatro todo de andar clandestino em teerão e depois dizer que não tinha percebido o tema da conferência. este como escreveu, vai falar sempre ao lado, aliás como estes neo-liberais fazem sempre que lhes falta o argumento lógico.

  20. 20 20  nuno

    O Pedro Arroja é anti-semita e não tem o mínimo pudor para o disfarçar sequer. O PA é de um anti-semitismo primário, e não há mistura nenhuma nas suas frases e na sua obsessão com conspirações judaicas. Agora pergunto eu, se não fosse o senhor ser um empedernido neo-liberal já lhe teriam saltado em cima os JMF desta abençoada terra.
    Mais a sério, há uma lei que proíbe o ódio a povos ou grupos, quando este ódio é revelado publicamente. Sendo um blog um instrumento público, os posts anti-semitas do arroja não diferem muito dos sites e respectivos posts neo-nazis. Para quando a aplicação da leizinha ao senhor arroja?

  21. 21 21  The Studio

    Por vezes os debates que ocorrem nas caixas de discussões dos blogs são bastante interessantes. Acontece que o Daniel é simultaneamente jogador e árbitro, e apagou-me o meu primeiro texto sobre este assunto.

    Não vejo porquê tanta crispação da Esquerda com este post do PA sobre o lobby Judeu. Aliás, a influência do lobby Judeu na política externa americana é um dos temas mais queridos da Esquerda, não vejo porque razão os outros não possam falar nisso também.

    Aliás, se há anti-semitas em Portugal, são os Bloquistas, os PCPs e os skinheads. E fico por aqui para o texto não ser novamente censurado.

  22. 22 22  ezer

    Anti-semitas,quem?o PCP?Ahahahah!É só santa(sic)ignorância.é como aqueles expertos(neologismo a junção de espertos (de xicos) com peritos(expert,em inglês,Técnico))e dizer que Staline era anti-semita(Joseph David Djugashvilli).Isto é de rebolar a rir.Mais todos os secretários gerais do Partido Comunista são descendentes de judeus!E o ani-islamismo de certas cabeças bem-pensantes o que é?Não é anti-semitismo puro e duro?!Do Be,tb sei,mas o autor do blog q desembuche se quiser…

Leave a Reply