Depois de ver esta verdadeira «entrevista com um vampiro» é razão de perguntar: onde andam os nossos «vampiros», que ninguém em Portugal entrevista assim…
É difícil conceber que um povo que esteve à beira do aniquilamento, demonstrando uma resignação face à morte, se transforme numa potência militar de respeito. O poder de estado de Israel é uma afronta, para quem não consegue ultrapassar o complexo de ver os judeus senhores do seu destino. Não percebem que a simples manutenção da sua identidade, coincide com a defesa do seu estado. E esta passa pela luta contra aqueles que não aceitam esse simples facto, isto é, aqueles que não aceitam a existência de um Israel forte e de um povo judeu que se recusa a colocar de joelhos. Dirão: mas Israel está a colocar os palestinianos na situação em que eles próprios já estiveram. Falso. Têm sido os governos árabes que têm manipulado e aniquilado as diferentes facções palestinianas a seu belo prazer (lembram-se do Setembro Negro?). Quando se entra numa lógica suicida de quanto pior melhor (é a estratégia base do terrorismo fundamentalista), têm de se aceitar as consequências.
Os palestinianos, infelizmente, estão reféns, em primeiro lugar, dos seus próprios dirigentes e, em segundo lugar, certamente, são vítimas da política de estado de Israel, onde se defrontam várias ideologias, contraditórias entre si.
Dá sempre algum reconforto moral pensar que estamos ao lado dos oprimidos, contra o Império do Mal. A pureza e a bondade, de um lado, e, do outro, a perversidade e a maldade. Dois campos perfeitamente definidos, a vermelho-e-branco. A história e a maturidade, ensinam-nos que não é bem assim. Sem defender a estratégia de Israel, registo o impasse trágico da situação, mas recuso-me a verter lágrimas de crocodilo e a fazer marketing da vitimização.
O Arrastão é um blogue de Daniel Oliveira, Pedro Sales e Pedro Vieira.
Para contactar cada um deles faça o favor clicar nos seus nomes e dizer de sua justiça: Daniel Oliveira Pedro Sales Pedro Vieira
Depois de ver esta verdadeira «entrevista com um vampiro» é razão de perguntar: onde andam os nossos «vampiros», que ninguém em Portugal entrevista assim…
É difícil conceber que um povo que esteve à beira do aniquilamento, demonstrando uma resignação face à morte, se transforme numa potência militar de respeito. O poder de estado de Israel é uma afronta, para quem não consegue ultrapassar o complexo de ver os judeus senhores do seu destino. Não percebem que a simples manutenção da sua identidade, coincide com a defesa do seu estado. E esta passa pela luta contra aqueles que não aceitam esse simples facto, isto é, aqueles que não aceitam a existência de um Israel forte e de um povo judeu que se recusa a colocar de joelhos. Dirão: mas Israel está a colocar os palestinianos na situação em que eles próprios já estiveram. Falso. Têm sido os governos árabes que têm manipulado e aniquilado as diferentes facções palestinianas a seu belo prazer (lembram-se do Setembro Negro?). Quando se entra numa lógica suicida de quanto pior melhor (é a estratégia base do terrorismo fundamentalista), têm de se aceitar as consequências.
Os palestinianos, infelizmente, estão reféns, em primeiro lugar, dos seus próprios dirigentes e, em segundo lugar, certamente, são vítimas da política de estado de Israel, onde se defrontam várias ideologias, contraditórias entre si.
Dá sempre algum reconforto moral pensar que estamos ao lado dos oprimidos, contra o Império do Mal. A pureza e a bondade, de um lado, e, do outro, a perversidade e a maldade. Dois campos perfeitamente definidos, a vermelho-e-branco. A história e a maturidade, ensinam-nos que não é bem assim. Sem defender a estratégia de Israel, registo o impasse trágico da situação, mas recuso-me a verter lágrimas de crocodilo e a fazer marketing da vitimização.
rui jorge