Portanto fazendo as contas (é sempre bom fazer as contas quando nos dão qualquer coisa para “comer”) resulta que se forem três membros são 116 mil euros de custo por ano por administrador, cerca de 8 309 euros por mês ou na moeda antiga 1 666 contos por mês. Se forem 11 administradores corresponde a um salário anual de 31 mil euros ou mensal de 2 266 euros (454 contos). Como estes ordenados são “brutos” isto significa que tem os descontos do trabalhador e da empresa que lhe paga. Por simplificação imaginemos que o valor líquido recebido representa 60% do bruto.
Estamos portanto a falar do escândalo de pagar a administradores um salário mensal líquido entre 4985 euros (999 contos) e 1359 euros (272 contos)!! É isto?!?!
Será que está tudo doido?
É escandaloso pagar a um administrador de uma empresa pública 300 contos por mês? 400 contos por mês? 500 contos por mês?
Será que sabem mesmo quanto é que ganham os administradores nas empresas privadas? Será que querem mesmo pessoas com competência à frente das empresas públicas?
Repito: será que andam a deitar alguma substância alucinogénica na água?
Não sei até que ponto o poder central tem meios (e vontade) para inverter esta situação, já que são os próprios gestores quem define os próprios salários e regalias. Mas o mais grave ainda, quanto a mim, é que a maioria desses gestores , em condições incomparáveis com o sector privado, já que têm o guarda-chuva do estado, obtêm resultados de gestão medianos ou mediocres nada de acordo com as remunerações fabulosas que inferem.
É por isto que precisamos de cada vez mais estado. Não é Sr. Daniel?
No mundo ideal de Daniel Oliveira, praticamente todas as empresas, senão todas deveriam pertencer ao estado. Sem o crime do lucro, viveríamos num mundo de anjos, que, sendo anjos não teriam ambições, desejo de conquista e nunca seriam sujeitos a pressões… Neste paraíso, as empresas seriam muito eficientes, movidas pelo desejo de serem eficientes e não pelo lucro (esse malandro). Se perguntassem a um desses anjos porque produzia tão eficientemente, dado não ter nenhum incentivo para tal, ele responderia, “Porque sim!”
Agora que já contei a história, podem ir nanar, que amanhã é dia de trabalho, no mundo real.
MigT, para ter um Estado eficaz não precisa de pagar estes salários. Isto não é nem mais nem menos Estado, é apenas roubo.
Muitos dos que defendem um sector público fraco pode encontrar nestas empresas públicas. Geralmente a destruí-las ou a preparar a sua privatização. E para isso lhes pagamos. Outros não. Como é o caso do presidente do conselho de Administração da TAP, que a tem gerido relativamente bem e baixou o seu salários em 10%.
Quanto ao que acha que seria o meu Mundo ideal, deixo que se dedique sozinho ao delírio.
Caro Texo, sendo o valor médio é evidente que as contas para os 11 administradores são delirantes. Os valores dos administradores mais bem pagos são públicos e também saíram nas notícias. Vá ver.
Metade podem ir dedicar-se a outra coisa… não fazem falta nenhuma.
Das finanças mandava pelo menos 50% para a rua. Alguma coisa se arranjava para fazerem. Limpar as matas por exemplo… ahhhhh não, isso podemos deixar para os militares que também não têm nada para fazer.
O problema é vocês acharem que um gestor público vai para um lugar de poder e não actua no sentido de maximizar o seu bem-estar (que pode ser dinheiro, poder, reconhecimento partidário, etc). É tão natural como respirar. Sem a pressão da concorrência ele naturalmente tem o caminho facilitado, pois sabe que a sua fonte nunca seca pois estamos cá nós para isso. Pode ser um incompetente em termos de gestão, mas se for competente politicamente o seu lugar estará sempre assegurado.
Claro que todos sabemos que se não tivessemos uma empresa publica de aviação, corriamos o risco de ter preços de bilhete, Porto-Faro a 10 Euros, assim, graças ao nosso governo e a teóricos centralistas, podemos estar descansados, pois temos a garantia de ter viagens Porto Faro por valores nunca inferiores a 300 €uros. Graças a Deus que temos estas mentes iluminadas que acham que precisamos de estados intervencionistas na economia.
Este tipo de previlégios dos gestores públicos – tantas vezes saídos das fileiras partidárias -, os seus grandes ordenados, as suas chorudas indemnizações e, muitas vezes, a sua incompetência, fazem-me pensar que de facto estamos ainda muito longe da Europa. No entanto, e porque prefiro sempre ver a garrafa meio cheia do que meio vazia, encho-me de orgulho em pensar que somos o mais civilizado de todos os países africanos.
Na notícia só aparecia o salário do ex-presidente da CGD, 516 mil euros/ano, o que dá 39.692 euros por mês brutos, o que, depois de tirados cerca de 40% para impostos e contribuição social, um ordenado líquido de 23.815 euros.
Quatro mil e setecentos contos por mês para o presidente de um dos maiores grupos bancários da Europa? Acham muito? Isto é que é um motivo de escândalo?
Se ao salário do ex-Presidente da CGD contrapusermos o facto do banco que ele geria ter tido lucros recorde na casa dos 856 milhões de euros, que vão parar às mãos do Estado, continuam a achar isto escandaloso?
O problema não é os salários dos gestores públicos serem altos, é serem demasiado baixos para que se consigam captar os melhores e mais capazes.
O problema não é haver salário mais altos que o do PR, é o do PR ser tão baixo.
Mas só mesmo neste país para se achar que um gestor público ou um ministro tem de ser mal pago, apesar da responasibildade que os cargos deles acarretam.
Que ridículo….
Alguem já conseguiu ver que a RTP nos dê algum tipo de «serviço público»?
RTP / SIC / TVI: 1.100 / 400 / 600 funcionários cada.
RTP: 225 milhões de euros de custos em 2007 (OE + 152ME Taxa audiovisual)
Privatize-se. Já.
Eleitor do BE.
Nenhum funcionário público deveria ganhar mais que o Presidente da República. Isto é escandaloso.
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Portanto fazendo as contas (é sempre bom fazer as contas quando nos dão qualquer coisa para “comer”) resulta que se forem três membros são 116 mil euros de custo por ano por administrador, cerca de 8 309 euros por mês ou na moeda antiga 1 666 contos por mês. Se forem 11 administradores corresponde a um salário anual de 31 mil euros ou mensal de 2 266 euros (454 contos). Como estes ordenados são “brutos” isto significa que tem os descontos do trabalhador e da empresa que lhe paga. Por simplificação imaginemos que o valor líquido recebido representa 60% do bruto.
Estamos portanto a falar do escândalo de pagar a administradores um salário mensal líquido entre 4985 euros (999 contos) e 1359 euros (272 contos)!! É isto?!?!
Será que está tudo doido?
É escandaloso pagar a um administrador de uma empresa pública 300 contos por mês? 400 contos por mês? 500 contos por mês?
Será que sabem mesmo quanto é que ganham os administradores nas empresas privadas? Será que querem mesmo pessoas com competência à frente das empresas públicas?
Repito: será que andam a deitar alguma substância alucinogénica na água?
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Daniel, recorde-nos lá quem defende um sector público forte e quem defende o contrário. Só para ver se nos entendemos.
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Não sei até que ponto o poder central tem meios (e vontade) para inverter esta situação, já que são os próprios gestores quem define os próprios salários e regalias. Mas o mais grave ainda, quanto a mim, é que a maioria desses gestores , em condições incomparáveis com o sector privado, já que têm o guarda-chuva do estado, obtêm resultados de gestão medianos ou mediocres nada de acordo com as remunerações fabulosas que inferem.
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É por isto que precisamos de cada vez mais estado. Não é Sr. Daniel?
No mundo ideal de Daniel Oliveira, praticamente todas as empresas, senão todas deveriam pertencer ao estado. Sem o crime do lucro, viveríamos num mundo de anjos, que, sendo anjos não teriam ambições, desejo de conquista e nunca seriam sujeitos a pressões… Neste paraíso, as empresas seriam muito eficientes, movidas pelo desejo de serem eficientes e não pelo lucro (esse malandro). Se perguntassem a um desses anjos porque produzia tão eficientemente, dado não ter nenhum incentivo para tal, ele responderia, “Porque sim!”
Agora que já contei a história, podem ir nanar, que amanhã é dia de trabalho, no mundo real.
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MigT, para ter um Estado eficaz não precisa de pagar estes salários. Isto não é nem mais nem menos Estado, é apenas roubo.
Muitos dos que defendem um sector público fraco pode encontrar nestas empresas públicas. Geralmente a destruí-las ou a preparar a sua privatização. E para isso lhes pagamos. Outros não. Como é o caso do presidente do conselho de Administração da TAP, que a tem gerido relativamente bem e baixou o seu salários em 10%.
Quanto ao que acha que seria o meu Mundo ideal, deixo que se dedique sozinho ao delírio.
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Caro Texo, sendo o valor médio é evidente que as contas para os 11 administradores são delirantes. Os valores dos administradores mais bem pagos são públicos e também saíram nas notícias. Vá ver.
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Funcionários públicos?
Metade podem ir dedicar-se a outra coisa… não fazem falta nenhuma.
Das finanças mandava pelo menos 50% para a rua. Alguma coisa se arranjava para fazerem. Limpar as matas por exemplo… ahhhhh não, isso podemos deixar para os militares que também não têm nada para fazer.
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O problema é vocês acharem que um gestor público vai para um lugar de poder e não actua no sentido de maximizar o seu bem-estar (que pode ser dinheiro, poder, reconhecimento partidário, etc). É tão natural como respirar. Sem a pressão da concorrência ele naturalmente tem o caminho facilitado, pois sabe que a sua fonte nunca seca pois estamos cá nós para isso. Pode ser um incompetente em termos de gestão, mas se for competente politicamente o seu lugar estará sempre assegurado.
Claro que todos sabemos que se não tivessemos uma empresa publica de aviação, corriamos o risco de ter preços de bilhete, Porto-Faro a 10 Euros, assim, graças ao nosso governo e a teóricos centralistas, podemos estar descansados, pois temos a garantia de ter viagens Porto Faro por valores nunca inferiores a 300 €uros. Graças a Deus que temos estas mentes iluminadas que acham que precisamos de estados intervencionistas na economia.
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Este tipo de previlégios dos gestores públicos – tantas vezes saídos das fileiras partidárias -, os seus grandes ordenados, as suas chorudas indemnizações e, muitas vezes, a sua incompetência, fazem-me pensar que de facto estamos ainda muito longe da Europa. No entanto, e porque prefiro sempre ver a garrafa meio cheia do que meio vazia, encho-me de orgulho em pensar que somos o mais civilizado de todos os países africanos.
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Na notícia só aparecia o salário do ex-presidente da CGD, 516 mil euros/ano, o que dá 39.692 euros por mês brutos, o que, depois de tirados cerca de 40% para impostos e contribuição social, um ordenado líquido de 23.815 euros.
Quatro mil e setecentos contos por mês para o presidente de um dos maiores grupos bancários da Europa? Acham muito? Isto é que é um motivo de escândalo?
Se ao salário do ex-Presidente da CGD contrapusermos o facto do banco que ele geria ter tido lucros recorde na casa dos 856 milhões de euros, que vão parar às mãos do Estado, continuam a achar isto escandaloso?
O problema não é os salários dos gestores públicos serem altos, é serem demasiado baixos para que se consigam captar os melhores e mais capazes.
O problema não é haver salário mais altos que o do PR, é o do PR ser tão baixo.
Mas só mesmo neste país para se achar que um gestor público ou um ministro tem de ser mal pago, apesar da responasibildade que os cargos deles acarretam.
Que ridículo….
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Daniel, queremos mais Estado temos que o pagar.
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Alguem já conseguiu ver que a RTP nos dê algum tipo de «serviço público»?
RTP / SIC / TVI: 1.100 / 400 / 600 funcionários cada.
RTP: 225 milhões de euros de custos em 2007 (OE + 152ME Taxa audiovisual)
Privatize-se. Já.
Eleitor do BE.
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