Na Coreia do Norte, a súbita e brutal valorização monetária com a impossibilidade das pessoas trocarem a totalidade das economias que mantinham em casa pela nova moeda foi mais uma gota o oceano de incompetência e loucura que há décadas lança o país na miséria e na fome. Os relatos imprecisos que chegam de um país fechado ao mundo são de gente a morrer de fome.

Numa qualquer democracia, tal seria impossível sem que nada acontecesse. Não que as democracias estejam, como tão bem sabemos, imunes à incompetência. Muito menos estão imunes à insensibilidade e repressão social. Mas há sempre um limite. Quando a coisa ultrapassa o tolerável os governos caem. Mesmo nas ditaduras é isso que acontece. Não caem pelo voto, caem pelas armas ou na rua.

Mas a Coreia do Norte é mais do que uma ditadura. É um regime totalitário apenas comparável às piores que conhecemos no século XX. Os limites para o “Querido Líder” medem-se pela dimensão do terror que consiga espalhar à sua volta. Que haja quem possa olhar para esta abjecção como um aliado contra o poder hegemónico do Império Americano apenas diz de algum desnorte que por aí anda.

Se o poder corrompe, se o poder absoluto corrompe absolutamente, a tirania eloquente o tirano.

Para a esquerda que acredita que a igualdade é possível sem democracia e liberdade, a Coreia da Norte é um lembrete em forma de caricatura: zero de liberdade, zero de igualdade. Mas também para a direita que suspira por líderes iluminados e que no fundo acredita que a cedência à pressão da rua e do voto é sinal de fraqueza, a Coreia do Norte mostra como só a vontade popular pode impedir a arbitrariedade. Um governo com medo do povo é a única alternativa a um povo com medo do governo.

A fome dos coreanos recorda-nos porque vamos a votos, porque temos oposição, porque precisamos de parlamentos, de partidos, de sindicatos, de manifestações, de greves, de jornais livres, de confrontos sociais e de crises políticas. A sanidade de um líder, por mais iluminado e competente que fosse, nunca resiste à bebedeira do poder. Sem tudo o que parece que tanta gente hoje olimpicamente despreza ficaremos sempre nas mãos de loucos. Sempre.


51 respostas ao post “O poder dos loucos”  

  1. 1 1  JDC

    Há quem, pelos comentários das notícias do Público On-line, defenda que não há motins nenhuns e é tudo propaganda forjada pelo grande demónio americano.
    É esta cegueira, sectarismo, hipocrisia, enfim, falta de coluna vertebral que me faz fugir da esquerda mais radical (chamemos-lhe assim). Desde que Bernardino Soares disse que não sabia se a Coreia do Norte não seria uma democracia…
    Mas digo, também, que o apoio à ETA por parte de algumas pessoas do Bloco também não lhes fica bem. Por muito colonialista que Madrid possa ser, Espanha ainda é um Estado de direito…

    [Responder]

    Daniela Reply:

    Provavelmente confunde apoiar os desejos independentistas bascos com apoiar a ETA. São coisas bastante distintas, embora muitas vezes se meta tudo no mesmo saco. E apoiar o separatismo basco, é possível que já alguém do BE tenha afirmado publicamente, apoiar a ETA é que nunca ouvi, seria no mínimo estranho. E preocupante. Mas é sem dúvida uma questão bastante complexa.

    Manuel Monteiro Reply:

    Mas qual esquerda mais radical?
    Eu sou da esquerda radical e condeno o regime fascista da Coreia do Norte.
    É verdade que não faço como o Daniel Oliveira que, a prestexto deste regime opressor, faz loas à democracia do voto de quatro em quatro anos, mas que nos trás explorados e sem liberdade. Sim, porque liberdade, neste democrático país, é só para os respeitadores do regime burguês. E digo isto porque, sendo eu antigo deputado, autarca, com livros escritos (3) a imprensa burguesa nem um artigo meu publica. E sabem porquê? Porque me manifesto contra esta democracia de opereta e defendo uma sociedade radicalmente diferente desta.

    Manuel Monteiro

    José Reply:

    Haverá aqui mais um caso de crise de identidade? O Manuel Monteiro não é aquele que foi deputado, mas pelo CDS?

    De resto, que bela ideia: vamos acabar com um governo que é eleito para ter um governo que corresponda às ideias deste senhor, Manuel Monteiro, e dos amigos dele.
    Isso sim, é um belo ideal de sociedade!
    É inadmissível a existência de uma sociedade onde os jornais não publiquem estas ideias iluminadas e originais!

  2. 2 2  Aristes

    Lições para a esquerda, lições para a direita: evitar tiranos loucos.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Evitar desprezar o que temos. Ponto.

  3. 3 3  Daniel Oliveira

    Não conheço ninguém com responsabilidades no Bloco que apoie a ETA. Nem em público nem em privado.

    [Responder]

  4. 4 4  Carlos Marques

    Comecei a ler e pensei: concordo inteiramente. Terminei de ler e pensei: concordo inteiramente. Achei estranho. O que é que se passa aqui? Depois pensei um pouco mais e concluí: isto é para picar o PC. Ah, ah! Este Daniel não dá ponto sem nó.

    Posto isto, claro que concordo inteiramente. A Coreia do Norte é o fundo do abismo dos regimes totalitários. Li um artigo da New Yorker aqui há uns anos de pôr os cabelos em pé – casos de pessoas que seduziam crianças para as comerem literalmente, enquanto o Querido Líder vivia, vive, como um Nero.

    Claro que Cuba, Venezuela (ainda, por enquanto, uma democracia) e os Hamas / OLP desta vida não estão no mesmo ponto do abismo.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Compara situações incomparáveis de governos eleitos e não eleitos, o que, suponho, fará alguma diferença.

    O meu nó é dizer o que penso. Se não digo, não digo. Se digo, é para picar alguém. Assim o debate fica dificil. Mas é essa a ideia, não é? Porque é uma chatisse não poder acusar o outro de incoerência.

    Carlos Marques Reply:

    Desta vez não houve qualquer acusação de incoerência. Depois de ter lido o tal artigo na New Yorker fiquei com demasiado respeito pela miséria daquelas pessoas. A Coreia do Norte é o horror maior neste mundo que nos calhou em sorte. É bom que se fale da Coreia do Norte – e não só por altura do Campeonato do Mundo.

    Quando escrevi “Claro que Cuba, Venezuela (ainda, por enquanto, uma democracia) e os Hamas / OLP desta vida não estão no mesmo ponto do abismo.” foi sem ironia. Não há comparação, de facto, com a Coreia do Norte. Acresce que tenho tanta antipatia pela elite cubana de Miami como pela elite cubana de Havana. Cuba tem tudo para as pessoas viverem melhor e é triste que muitos tenham acreditado que se libertavam de um ditador para se meterem nas mãos de outro – e Deus sabe como nós aqui corremos o mesmo risco. Quanto aos palestinianos, lamento que em vez de um Mandela lhes tenha calhado um Arafat. Talvez tudo estivesse melhor agora por lá.

    A coisa do PC foi só uma graça, um aparte sem maldade.

    Saudações cordiais

    José Reply:

    Carlos Marques é o mais parecido em português com Karl Marx.
    Assim, este comentário, vindo de alguém com este nome, parece-me claramente incoerente.

    Carlos Marques Reply:

    Ah! Ah! Nunca tinha pensado nisso.

    O nome não se escolhe, já o percurso de vida, na medida das capacidades e sorte de cada um, sim – e marxismo nunca, sobretudo porque gosto demasiado da liberdade para querer estar debaixo da bota de alguns intelectuais e funcionários subordinados, ou desejar ser eu um desses intelectuais ou funcionários.

  5. 5 5  chapeleiro louco

    gostei do texto, tem estaleca.

    mais democracia já!

    diga lá, este texto foi escrito com alguma fúria (não no mau sentido), não?

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Sim, foi.

  6. 6 6  Zeitgeist

    Porque não eliminar os sistemas de escassez de uma vez só?

    http://www.thevenusproject.com/

    [Responder]

  7. 7 7  simon

    Mas sobre tanta dose de consideração moral, política e cívica, não se dá mais só um pouco de vislumbre da tragédia, que se concede e adivinha, mas não se enxerga?

    Então a valorização da moeda serve ao partido, apenas?

    Serve aos ricos, já que não serve aos pobres?

    Assegura a valorização do dinheiro em banca, mas deixa de fora o total das economias que se tinha em casa?

    O que se passa, afinal, Daniel, para o seguirmos em tal ladainha de impropérios?

    Porque a coisa não é clara.
    É pior que vir eu para aqui dizer mal da Albânia, que tem lá uns glaciares, dizem, e até agora os escondeu do povo, como assim de todos nós o escondia.

    [Responder]

    simon Reply:

    E lá estará bem, se ao Daniel lhe agrada tanto trabalhar, como se diz, sem resguardo e sem suporte, sobre a corda bamba.

    Mas é abusivo, então, gratuito e dedutivo, o rol de considerandos.

    Daniel Oliveira Reply:

    Simon,
    As pessoas não têm dinheiro no banco. E só podiam trocar cerca de 500 euros. Leia o Público de ontem. Mantenha-se informado.

  8. 8 8  José Luiz Sarmento

    Costumo dizer que a pior coisa é a anarquia, a segunda pior a tirania, e a terceira pior a democracia (mesmo esta não é lá muito boa, mas é o melhor que temos).

    Mas o regime da Coreia do Norte é tão abjecto que me leva a pensar se uma anarquia como se vive na Somália não seria um mal menor.

    Mas depois penso que a Coreia do Norte é, por paradoxal que isto possa parecer, uma anarquia. Como na Somália, não falta quem mande: o que não há, é quem governe. Senhores à força, mandadores sem lei, como cantava Zeca Afonso. A única diferença é que na Coreia do Norte há um louco-mor que manda nos outros loucos.

    [Responder]

  9. 9 9  JMG

    99,9% de acordo (só não é 100% porque no 4º parágrafo há uma falha qualquer que torna a frase ininteligível).
    100% de aplauso. O Daniel Oliveira é assim: muitas vezes irrita porque o esquerdismo irrita as pessoas de direita como eu (simètricamente, deve acontecer, suponho, a mesma coisa); de repente a gente reconcilia-se quando lê textos destes.

    [Responder]

  10. 10 10  chapeleiro louco

    só um reparo, a democracia é no meu entender o processo pelo qual a sociedade muda e está em constante transformação (embora por vezes não se note), e esta demanda democratica tem raiz exactamente nesse ultrapassar do que temos e do que somos. não a satisfação pelas instituições presentes, mas na ruptura com as suas contradições… (sim, é marx)

    as pessoas por vezes falam em distopia como uma anti-utopia. por outro lado, usam a palavra utopia para descrever algo inatingivel, mas ao mesmo tempo que a distopia tornou-se real, a utopia é vista como algo que meia dúzia ingenuos acreditam. é estranho.

    [Responder]

  11. 11 11  Aristes

    “Evitar desprezar o que temos. Ponto.”

    O Sócrates ou o Cavaco?

    [Responder]

  12. 12 12  BlackPaulo

    Licoes simples e importantes, as quais permanentemente sao desvalorizadas.
    Julgo no entanto que nada se ira passar na CN em relacao ao regime, esperando estar errado. Ninguem em redor parece estar interessado que o regime NC imploda devido aos milhoes de refugiados e consequencias economicas de curto/medio prazo no enorme esforco de restruturacao do pais por parte dos vizinhos, pois se assim nao fosse ja o regime nao estaria no poder. Bem, paro por aqui.
    “A sanidade de um líder, por mais iluminado e competente que fosse, nunca resiste à bebedeira do poder”, uma grande verdade.

    [Responder]

  13. 13 13  Escorpião Vermelho

    Não se iludam com a espantosa democracia do Daniela. Eu bem entendo o seu subtexto, Daniel… O PCP é um bando de ditadores e o berloco um conjunto de bons democrates, tolerantes, iluminados, e muito à frente…

    [Responder]

  14. 14 14  Escorpião Vermelho

    Não se iludam com a espantosa democraticidade do Daniel. Eu bem entendo o seu subtexto, Daniel… O PCP é um bando de ditadores e o berloco um conjunto de bons democrates, tolerantes, iluminados, e muito à frente…

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Mas quem é que falou do PCP? Não percisa de se chegar à frente nem enfiar barretes que ningué tem na mão. A mania da peseguição é tal que há quem corra a frente do outro só para dizer que estão a correr atrás dele.

  15. 15 15  Pedro M Lourenço

    Estima-se a morte de 1 milhão de pessoas durante as fomes dos anos 90. A população é encorajada a alimentar-se de casca de árvore ao mesmo tempo que é implementada a política da refeição única diária. Enquanto isto acontece a elite nortecoreana assiste a um espectáculo de wrestling de entretenimento tendo os melhores e mais famosos lutadores norteamericanos sido contratados.

    Ao lado deste, o Saddam era um estadista carismático e amigo do povo.

    As diferenças: uns têm armas nucleares e os outros, não as tendo, foram amaldiçoados com o petróleo.

    É triste e preocupante dizer isto, mas alguém se admira porque que o Irão quer à força toda obter armamento nuclear?

    O exemplo: com essa arma um lunático consegue subjugar todo um povo, humilhando toda a humanidade.

    [Responder]

  16. 16 16  simon

    Lá seja a notícia.
    Mas pobre como há-de ser tal povo, além de desgraçado e triste, quanta gente teria a mais de 500 euros em casa? E até mesmo por cá, tirante caixeiros viajantes e aquele da Independente. Ou é que a CdoN não tem bancos por lá?

    Enfim, diga-se assim, Daniel, usted como o Público são iguais a la seita e ocidente, que é dizer ‘chez nous’, em questões de menu, em formada semelhança e gratuita oposição, sabido que ainda sonso ou salgado o prato vai agradar.

    E porém eu vi documentário de uns invasores que deram lá um dia aos tiros e se acharam vergados, não mais perdoando a quem lhes fez frente e logo ostracisam como ao mesmo demo, na visão do mal.

    Você vai na onda. A ponto de lhe pesar menos a invasão de povos, de rastos, sem pátria, mortos aos milhões, em democracia, com a nossa ajuda. Porquanto lá longe, um país diferente, dizem, que só não tem petróleo, integra o império mau. E lembra-me o Bush, o Obamania.
    Daniel ouviu?

    Como a China, em tempos. Em tempos, a China, conquanto nem guerra fizesse a alguém, era dos maos. E deu-se entrar no comércio global, tal como os vietes e ainda um dia, quem sabe, a CdoN pode dar, bastando a vontade de quantos a isolam, postergam, por ora, de maldade e vingança, em que o Daniel incorre, por não saber mais que a cartilha que lhe venderam, em que se enredou.

    E que falta faz ler livro sério a quem quer que na vida ainda não aprendeu.

    [Responder]

    simon Reply:

    E nem lhe faltam acólitos, é sabido, nesta coisas, Daniel, como se prova pelo andor.

    Como esse que quase perdoa o Saddam, formado na história que assim lhe contaram, na tv e nos jornais.

    Ai, tristeza, se não fosse a Natureza pouco se importar de nós.

  17. 17 17  Rui F

    Daniel Oliveira “à Liedson”

    Como sempre pertinente. Quem lhe doer, tem que ter paciência.

    Abraço

    [Responder]

    cafc Reply:

    Meu caro Rui F

    A esses só “dói”, porque a verdade provoca esse efeito nos defensores e “justificadores” internos dos tiranos.

    Porém, também nos dói a nós, que sabemos da dor real, neste caso, do Povo da Coreia do Norte.

    O nosso amigo José Luiz Sarmento citou uma passagem de “Os vampiros”, de Zeca Afonso.
    Concordo com ele e acrescento “Os eunucos”.

    Que haja vampiros, é “natural”. Afinal, eles é que “comem tudo”…
    Que haja eunucos, é que custa a aceitar. Mesmo que sejam “apenas ideológicos”.

    Já transcrevi, uma vez, esta canção do Zeca. Peço desculpa pela repetição. Neste caso, poderá servir para uma melhor compreensão do meu comentário.

    “Os eunucos devoram-se a si mesmos
    Não mudam de uniforme, são venais
    E quando os mais são feitos em torresmos
    Defendem os tiranos contra os pais.

    Em tudo são verdugos mais ou menos
    No jardim dos haréns os principais
    E quando os mais são feitos em torresmos
    Não matam os tiranos pedem mais.

    Suportam toda a dor na calmaria
    Da olímpica visão dos samurais
    Havia um dono a mais na satrapia
    Mas foi lançado à cova dos chacais.

    Em vénias malabares à luz do dia
    Lambuzam de saliva os maiorais
    E quando os mais são feitos em fatias
    Não matam os tiranos pedem mais.”

    De quantos eunucos (reais ou ideológicos) precisará um vampiro, para continuar a ser um tirano?

    Um grande abraço para quem rejeita essas duas “categorias” de “bestas com duas pernas”.

  18. 18 18  Pedro M Lourenço

    Impressionante como há gente que é capaz de defender um regime tirânico como o da Coreia de kim jong il…
    Iniciasse o sr Simon uma dieta rica em casca de árvore e certamente teria mais capacidade de raciocínio.

    [Responder]

    simon Reply:

    Mas você logrou ao menos seguir o meu raciocínio? ‘f course, not. E eu compreendo, se nem Daniel, formatado, se vê livre de pensar por si mesmo, ajudando a si e aos mais cruzados da Nato-zona de ladrões.

    E, clara, espontânea, desta eu gostei.

    simon Reply:

    Porque, enfim, nem existe pensamento onde, banal, curriqueira, a anedota não sobrepassa a cultura e dizer crítico de um infante da primária, após notícia a correr na tv, por distrair a malta. Com Oliveira a formatar-se, atento.

  19. 19 19  Justicialista

    A oposição entre miséria e abundância é tão evidente em países divididos:

    - Coreia do Norte e Coreia do Sul
    - Chipre (turco) e Chipre (grego)
    - China e Taiwan.

    A diferença? Os países que se isolaram e os que adoptaram o (neo) liberalismo sem pudores, e atrairam todo o capitalismo selvagem para dentro das suas fronteiras.

    [Responder]

    simon Reply:

    China e Taiwan.

    A diferença? Se existe é a da maior simpatia de Oliveira pela ilha que os chinas querem comer ao almoço, com raízes. Que tem sua novidade, visto como a norte, na Coreia, as gentes preferem casca de árvore, com cominhos e poejo.

  20. 20 20  Justiniano

    Caro Daniel.
    Estou em crer que queria (ou deveria) dizer súbita e brutal desvalorização monetária (amputação nominal) e não “valorização”…Rebela-se então contra os surtos inflacionistas, mantenha essa ideia presente sempre que tiver uma ideia, é um bom princípio, a não esquecer.

    [Responder]

  21. 21 21  Esorpião Vermelho

    Não é mania da perseguição. É o seu anti-comunismo primário. Até num post sobre o jornal Sol, me coloca uma imagem de um filme anti-comunista. Doentiamente faccioso.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Escorpião, se achou o filme anti-comunista, estamos conversados quanto ao seu comunismo.

    Carlos Marques Reply:

    O filme é anti-comunista porque mostra como era a vida num regime comunista. Não é anti-comunista por opção, a opção foi mostrar como era aquilo, o filme é demolidor para o comunismo porque mostra como era a vida lá – e era mesmo assim, há provas com fartura e milhares de testemunhos de pessoas ainda vivas.

    O comunismo não funciona. Ponto final.
    Na Roménia foi ainda pior. E já nem vale a pena falar de Estaline.

    Por exemplo, a China, tem-se safado, e bem, desde que começou a ser capitalista.

  22. 22 22  esquerdino

    Excelente post, ponto! Parabéns Daniel!

    [Responder]

  23. 23 23  LFM

    “Os relatos imprecisos que chegam de um país fechado ao mundo são de gente a morrer de fome.”
    Pois é, os relatos são sempre imprecisos e as fontes são, geralmente, americanas ou sul-coreanas. Há anos que dizem que se morre de fome lá e que até comem raízes. Um tal Carlos Marques leu no New Yorker que seduzem crianças para as comer e acreditou. Cada um acredita no que quer. Não quero saber da Coreia do Norte para nada nem sei onde fica. Mas gosto, muito, de analisar as coisas sem ficar pela superfície e de tentar diversificar as fontes. Se viessem notícias de riqueza e felicidade na Coreia do Norte a partir de fontes venezuelanas ou norte-coreanas, ou chinesas, tínhamos post e comentários maravilhados?

    [Responder]

    Carlos Marques Reply:

    Um tal de LFM devia mudar-se para a Coreia do Norte e mandar-nos de lá o seu relato para termos um conhecimento verdadeiro daquela realidade.

    E devia fazê-lo levando a família, especialmente se tiver crianças pequenas.

    Certamente íamos acreditar quando um tal de LFM começasse a dizer, não sei por que meio, que desejava voltar.

    LFM Reply:

    Carlos Marques, sabe tanto da Coreia do Norte como eu, ou a esmagadora maioria dos portugueses, ou seja, quase nada. Cada um acredita naquilo que quer. Estou a repetir-me.

    Carlos Marques Reply:

    LFM, sei o mesmo que sei da Alemanha Nazi ou da URSS Estalinista ou da Inquisição Espanhola. É preciso sentir na pele para saber? Se os EUA são assim tão bons a forjar informação e a manter a mentira no tempo, porque é que o Bush não conseguiu que se continuasse a acreditar na coisa das armas que disse que o outro tinha?

    LFM Reply:

    Carlos Marques, se sabe tanto da Coreia do Norte como sabe da Alemanha Nazi ou da URSS Estalinista ou da Inquisição Espanhola, então sabe bastante mais que o comum dos cidadãos, ou mesmo que os historiadores. Por que não partilha connosco a bibliografia, videografia e cinematografia que, pelos vistos, conhece sobre o tema?

  24. 24 24  António Cunha

    “A diferença? Os países que se isolaram e os que adoptaram o (neo) liberalismo sem pudores, e atrairam todo o capitalismo selvagem para dentro das suas fronteiras.”

    Mas olhe que China já e mais capitalista do que comunista

    [Responder]

  25. 25 25  Manuel Monteiro

    José
    Conhece aquela frase: chapéus há muitos, seu palerma?
    Monteiros há muitos.
    Mas vê-se que é um jovenzito, ou é um brincalhão.
    Sou da esquerda radical, fui fundador e deputado pela UDP.
    Agora o seu conceito da democracia: é lindo.
    Só por que não concordo com a democracia do voto de quatro em quatro anos, é bom que seja silenciado…
    Está tudo dito e é bem claro o seu conceito de democracia…
    Manuel Monteiro

    [Responder]

  26. 26 26  chapeleiro louco

    eu sou um jovem da esquerda radical e a noção que alguns comentadores têm de democracia é muito empobrecedora, no mínimo. até porque a democracia implica mudança.
    não percebo porque razão que quem é da esquerda radical é culpado por tudo e mais alguma coisa.

    e não, não ando com t-shirts do che.

    [Responder]

  27. 27 27  ze manel

    poupanças de uma vida?

    Na Coreia do Norte as pessoas afinal faziam poupanças?
    Mau…AFINAL O BPP E O TEIXEIRA DOS SANTOS JÁ CHEGRAM À COREIA DO NORTE?

    [Responder]

  1. 1 cinco dias » compagnons de route II

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