O assunto já aqui tinha sido referido, mas vale a pena ler a arrasadora (e detalhada) coluna do provedor dos leitores do Público sobre o estranho caso de um director de jornal que comenta opiniões antes de as noticiar. Como diz Joaquim Vieira, numa analogia múltipla de sentidos, “responder a opiniões antes de as noticiar soa ao provedor como as guerras preventivas de George W. Bush”.
Enquanto José Manuel Fernandes transforma o Público no órgão central da sua agenda política – nem se importando com o despiciendo facto de estar a perder leitores aos milhares com a estranha mutação editorial -, Pacheco Pereira, no seu putativo papel de provedor da imprensa na SIC Notícias, vai falando da paginação dos obituários pagos e das páginas de classificados. Um programa sobre jornalismo, onde se fala de tudo e de um par de botas, mas que não perde um segundo a comentar um flagrante atropelo deontológico, fugindo a um debate que permite “reflectir sobre como o PÚBLICO está a aplicar o seu estatuto editorial”, está para lá do ponto. E sem contraponto.
19 comentários 6 Jul 09 em Sem categoria



A esquerda quer o publico de volta.
Mas Belmiro é como os elefantes e não perdoa.
Com um bocado de jeito ainda me lembro de outro para director do publico….um que já esteve na Lusa e no DN.
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Cunha, não tem a ver com esquerda nenhuma mas sim com atropelos à mais básica deontologia jornalística. Leia o que disse o provedor do Público com atenção: ele explica tudo direitinho.
Como disse aqui há dias, para mim o Público já era…
A única forma de mudar isto é fazer com que quem manda sinta no bolso uma quebra de vendas.
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esperemos é que isto não se estenda ao Inimigo que, esse sim, ainda é uma referência.
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Daniel, todos os directores de jornais deste país estão a perder leitores e a culpa não é do trabalho editorial dos mesmos, mas da crise como sabe. E apesar da polêmica que envolve o editorial do José Manuel Fernandes no jornal, o Público continua a ser, sem qualquer dúvida, o melhor jornal diário do país. Acho que até é mesmo o único.
Quanto ao programa do Pacheco Pereira, se viu ontem o programa nº2, ele não falou dos classificados do CM, não se preocupe, mas comenta casos da imprensa nacional que parecem relevantes de serem falados. Coisas que toda a gente vê, mas que ninguém se atreve a comentar. Ora só por esse facto, acho que lhe devemos essa coragem.
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Continua a haver muitos equívocos sobre qual o papel de um jornal privado.
Quem quer ler propaganda partidária compra o Avante ou outro qualquer jornal de partido ou então o Jornal do Benfica.
Curiosamente este jornal que está cravejado de jornalistas e comentadores de esquerda é acusado de ser de direita.
O que a seguir se transcreve é o ponto principal e é aqui que deve recair a análise que o director fez sobre ambos os manifestos:
O director explica que houve combinações prévias com os autores dos dois manifestos e que “os representantes do [segundo] actuaram de forma, no mínimo, mais confusa”, além de ter ocorrido um imprevisto: “O valor-notícia do manifesto ficou prejudicado entretanto, pois chegou às mãos do i, que lhe deu grande destaque. A novidade perdera-se, nunca seria possível dar-lhe o mesmo tratamento que se dá a um exclusivo”.
O Público por muito que isto possa doer é no triste panorama dos jornais diários uma peça de referência estando a anos-luz dos outros.
A sua edição (paga) on-line por uns simples cinco euros mensais é, na minha opinião, o melhor produtor preço/qualidade.
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Existem muitos jornaleiros armados em politicos com medo de JPP
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Pedro Sales, Pacheco Pereira começa por dizer no seu programa que este é um programa de opinião, com a sua opinião e com a sua agenda. No entanto, pode sempre propor ao Pacheco Pereira que o programa dele tenha a sua opinião e a sua agenda que. Veja lá que ele até tem uma coluna na Sábado chamada «a lagartixa e o jacaré».
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Pedro Sales Reply:
Julho 6th, 2009 at 14:33
Sebastião Dias,
não ponho em causa que seja um programa de opinião, e, por isso mesmo, pessoal. Mas também sei que é anunciado como um programa de análise dos media. E, se um programa com essas características passa ao lado de um dos mais importantes conflitos deontológicos dos últimos tempos, isso quer dizer que ou é irrelevante ou que não tem nada a ver com os objectivos anunciados.
António Cunha: você gosta muito dos ex-esquerdistas arrependidos! Não lhe causa repulsa, tipos que há pouco defendiam a revolução serem agora serventuários do grande capital? A mim, enoja-me…
Manuel Monteiro
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Fado #5, lamentavelmente, você cita apenas a parte que lhe interessa de modo a credibilizar o JMF. No entanto, passa por cima do que diz o provedor no ínicio. Cito:
“Havia várias razões para a perplexidade: o sabor a requentado da notícia, difundida na véspera pelas rádios, as televisões e a Internet; o tom imperioso da manchete, como se representasse uma adesão implícita do jornal à mensagem do documento; a maquete, com a retrato de 26 dos subscritores (e os dois ausentes substituídos por uma silhueta negra), esteticamente muito inferior à habitual linha gráfica do PÚBLICO”
Ou seja, Fado, a justificação do JMF, que alude ao “factor novidade”, cai por terra ao primeiro impacto – o Manifesto dos 28 já tinha sido servido requentado.
Cunha #6, o JPP mete medo a quem? Só se for ao Menezes, que lhe chama “a loira do regime”.
E, já que falo no Menezes, talvez valha a pena a seita Laranja reflectir nesta entrevista que ele concedeu ao jornal “I” da qual deixo 2 excertos.
1 – “Eu tinha o pleno convencimento de que, se fosse possível transmitir ao país o meu pensamento estratégico, teria tido muito sucesso como líder do PSD – e porventura para além de líder do PSD. Mas tomei consciência de que era impossível. É quase impossível alguém vindo de fora de uma determinada aristocracia político-cultural, social, da Grande Lisboa, ter oportunidade sequer de se dar a conhecer ao país. Os factores de desconfiança, de marginalização apriorística, de preconceito, quando não de perseguição, são de tal ordem que às tantas está-se a discutir pseudoquestões de personalidade, carácter, comportamento, na lógica de afastar uma pessoa que é perigosa por uma única razão, que é não pertencer ao grupo. Mais vale não arriscar e ter algum do grupo…”
2 – “Estou a falar de uma lógica de centralização do poder, nomeadamente à volta dos dois maiores partidos, com troca de benesses, favores, de estima recíproca, que faz com que as pessoas, mesmo quando sabem que vai haver mudança de liderança, prefiram ter alguém que almoça ou janta com eles diariamente no Gambrinus ou no Ritz. É muito difícil que alguém que surja de fora deste círculo possa ter sucesso. Olhando para trás, eu podia ter tomado duas ou três medidas ab initio que poderiam… Não vou dizer que teriam resolvido o problema. Mas poderiam ter dado mais três ou quatro semanas para eu ter a oportunidade de montar uma estrutura que resistisse a tudo isso. Aí, eventualmente, falhei – ou não tive condições para o fazer…”
http://www.ionline.pt/conteudo/9622-luis-filipe-menezes-pacheco-pereira-e-loira-do-regime
Como vê, Cunha, é no Gambrinus e no Ritz, durante umas comezainas, que se decide o futuro do país. Melhor retrato do PSD não pode haver.
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8 Manuel Monteiro
São os piores, não tenha duvidas, porque a grande maioria deles passaram de um extremo ao outro.
Estou farto de dizer que muitas das asneiras que se tem praticado nos governos socialistas foram feitas por ex-comunistas deslumbrados com o capitalismo.
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Cunha #11, esses e o Durão Barroso.
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Azevedo
Essa sua colagem das “nódoas” do PSD à suposta incompetencia do partido não cola, porque me parece que o PSD é mais do que isso. São milhares e milhares de pessoas que todos os dias trabalham em prol deste pais. Está a dizer que os milhares de autarcas do PSD são todos corruptos, incompetentes e mentirosos ?
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Fado #5, lamentavelmente, você cita apenas a parte que lhe interessa
Muito obrigado.
Não é a parte que me interessa, é a parte que interessa.
Um jornal deve ser feito para vender o mais possível, ser respeitado, admirado e produzir polémica.
Todos estes factores estão no Público e não há uma única cabeça sã que, a par do Expresso, não o considere uma ferramenta essencial para analisar Portugal e o estrangeiro.
Acontece que embora o assine, raramente leio para além dos colunistas, isto porque basta ler cinco ou seis blogs para se ter uma ideia completa sobre a política portuguesa e sobre o estrangeiro prefiro ler na fonte.
É curiosa na resposta de JMF a ideia de que um jornal não é lido como um livro.
No meu caso, volto a repetir pessoal, era e é isso mesmo que acontece ou seja leio as opiniões, a local e o desporto por esta mesma ordem.
Sobre o grafismo, cada um pode ter a sua opinião que respeito mas vendo pela primeira vez a capa com os subscritores acho-a fortíssima.
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Fado #14, cito:
“Um jornal deve ser feito para vender o mais possível, ser respeitado, admirado e produzir polémica.”
Parece que o que mais vende e produz polémica é o “Correio da Manhã”.
O “Público”, a continuar assim, arrisca-se a perder o respeito, a admiração e, para cúmulo, a vender cada vez menos.
Cunha #13, as “nódoas” do PSD estão indicadas pelo Menezes naquela entrevista. Se você tem alguma questão ou inquietação acerca do assunto, não é a mim que deve pedir esclarecimentos, mas sim a quem foi dirigente máximo do PSD e profere estas declarações.
E digo-lhe mais. Se a Nelinha não ganhar as legislativas então é que vai ser o bom e o bonito – a vingança serve-se fria.
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Azevedo
Voce anda muito preocupado com as tricas do PSD. Tá com medo ?
Em relação LFM, quem foi que o nomeou, a ele, o apontador de nódoas ??
Ele sim é uma nódoa que à muitos anos anda a conspurcar o bom nome do PSD, desde o famoso caso dos “sulistas e elitistas”
Deu-me um prazer imenso a vitória de Rui Rio e as trombas com que ficaram Menezes e Pinto da Costa.
Já agora, voce que é tão dado a investigações, porque não vai investigar os negócios da CMGaia e o FCP ? Porque motivo o Olival anda tão envolto em névoa ???
Em relação a isto já não respinga, pois não ???
Pois é, são as vicissitudes dos telhados de vidro…..
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Cunha #16, eslcareço.
1- O Menezes não foi “nomeado”, foi eleito pelos militantes do PSD.
2- Não nutro nenhuma simpatia pelo Menezes. Como morador em Gaia e aderente do BE, luto para que o senhor se vá embora o mais rápido possível.
3- Negócios do Olival, ou outros que sejam suspeitos, devem ser investigados. Já lhe disse várias vezes que se o Pinto da Costa (presidente do meu clube) fosse parar à pildra, não era eu que ia lá visitá-lo.
4- Olhar para a política como se fosse um jogo de bola é um erro crasso. Não me obrigue a dizer quantas figuras gradas se dão a papéis tristes por causa do futebol – em todos os clubes. Felizmente que não em todos os partidos. Ainda agora no acto eleitoral do SLB, era vê-las a desfilar: Seara, Rui Pereira, Alegre, Rui Gomes da Silva etc, tudo a alinhar na golpada do Vieira.
5- Você devia estar mais preocupado em encontrar explicação para o facto de Dias Loureiro (BPN), António Preto (mala das notas para a Nelinha), Luís Arnaut e cúmplices (caso Somague ainda serem militantes do PSD. Um partido que se quer dar ao respeito, seguramente não admite gente desta no seu seio. Por isso, o Mendes foi corrido mal começou a encostar alguns. Mas isso agora não conta para nada…
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O orgão DN fica a anos luz , não gosto de jornais do regime , sejam eles quais forem .
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Neste país não existe jornal ou tv seja em papel, online ou como for que não se tenha transformado
em fonte de lutas partidárias.
Uns têm mais decoro, outros menos , mas o geral comportamento é esse e nenhum outro.
Portanto não espanta que comecem a acusar o desgaste.
Pode ser que depois de eleições a coisa prometa melhor futuro.Quanto ao programa de Pacheco pereira , aquilo é assim a atirar um bocado para o “sucks” e acho que é por aí que ficará.
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