Nos últimos meses, na sequência de algumas queixas sobre situações de rejeição em certos hospitais, a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) elaborou um estudo sobre o acesso de doentes de esclerose múltipla ao tratamento nos hospitais públicos. As conclusões foram reveladas ontem e a ERS aponta seis hospitais “com um número de doentes anormalmente baixo”. A causa apontada é o financiamento das consultas destes doentes, que é contrário à lógica da rentabilidade financeira da gestão hospitalar.
O tratamento em ambulatório da esclerose múltipla tem um custo elevado e o custo de cada consulta num hospital é bastante superior ao preço único pago pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) por consulta. Para a ERS, “dado o actual sistema de pagamento aos hospitais do SNS pela produção em consultas externas, o risco financeiro da admissão de doentes com EM encontra-se do lado do hospital”, pelo que “a actual forma de financiamento das consultas externas proporciona um racional económico para os hospitais do SNS quererem diminuir a admissão de doentes com esclerose múltipla”.
Nas contas dos reguladores, “cada doente com esclerose múltipla implica uma perda financeira para o hospital que poderá rondar os € 7.250 só em custos da medicação, uma parte dos custos totais de tratamento da EM em consulta hospitalar”. A ERS calculou a poupança dos hospitais com um índice anormalmente baixo de admissão destes doentes. Dois dos seis hospitais analisados terão poupado cada um cerca de um milhão de euros em 2005, em custos com as consultas externas, por estarem muito abaixo do rácio nacional.
Retirado do Esquerda.net
Por Daniel Oliveira 6 Jun 07 em Sem categoria


Que um hospital privado queira acautelar os seus interesses financeiros neste tipo de situações, é lamentável, mas percebe-se. Que unidades de saúde públicas rejeitem determinados doentes por estes darem muito prejuízo, é altamente condenável.
Ainda está para vir o primeiro serviço público, pago por todos os contribuintes, que é suposto dar lucro.
E tem razão o governo. Andam para aí tantos políticos com esclerose múltipla que davam cá um rombo no Orçamento de Estado!
no quotidiano dos hospitais há muito se percebeu porque é que quiseram juntar estas duas palavras - hospitais/empresas.
Como penso que fica claro a EM é só um exemplo entre milhares.
Já não vale a pena perguntar quanto vale a Qualidade de Vida de um Ser Humano… é inútil!
Mas ainda me atrevo a perguntar: perante o “défice”, em quanto é que o Estado avalia a Vida de um Cidadão Português? Em euros, ou em escudos (contos), é o cumulo da desumanidade
Abraços
E esta Dniel…
Desempregados poderão ter de pagar taxas moderadoras no SNS
Os desempregados, actualmente isentos do pagamento de taxas moderadoras nos serviços de Saúde, poderão perder esse benefício, avança esta sexta-feira o Jornal de Negócios.
O jornal cita uma das sete recomendações do relatório final da comissão para a Sustentabilidade do Financiamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS), ao qual teve acesso.
O relatório, entregue em Fevereiro ao ministro da Saúde, propõe que a isenção seja atribuída considerando «apenas critérios de capacidade de pagamento e necessidade continuada de cuidados de saúde».
O actual regime isenta do pagamento das taxas moderadoras todos os desempregados inscritos nos centros de emprego do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).
08-06-2007 10:50:04