O Paulo conta à Maria que o marido dela anda a pular a cerca. O gajo, que é amigo do casal, ouviu telefonemas e conversas que não devia. E o seu interesse na matéria é evidente, já que a Maria, apesar de já não ir para nova, é um estrondo. O Paulo é, portanto, para além de amigo da onça, um alternadíssimo pulha. Não olha a meios para se afiambrar à mulher do próximo. O que diz o infiel apanhado quando é encostado à parede? “Querida, o que ele fez é inaceitável. Não tinha o direito de ouvir as minhas conversas e ainda por cima contar-te. Por isso, vais-me desculpar, mas não te vou dizer nada sobre esse assunto e, se não te importas, continuaremos a viver juntos como se nada se tivesse passado. É a única atitude formalmente correcta. Boa noite.”
O que faz a Maria se não for parva?
62 respostas ao post “O pulha, a Maria e o marido apanhado”
- 1 Pingback on 9 Fev 2010 às 20:28




Manda o pulha ás urtigas e o marido ás malvas
calhandrice ou canalhice o efeito é o mesmo nesta estória mário crespo versus sócrates: Não está provado que .
http://bit.ly/dn2z6e
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Respondeu a Maria. Estou esclarecido
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Maria** Reply:
Fevereiro 10th, 2010 at 11:00
António Cunha
Ainda bem que lhe respondeu a Maria** que se tivesse sido o pulha estaria você bem tramado hehehe
Hummm… a minha resposta acrescenta uma personagem à história:
A vizinha da Maria – a nova personagem, para os mais desatentos – grita-lhe:
- Maria, anda cá que o teu marido quer atirar-se pela janela!!!
_ Ó mulher, diz a esse desgraçado que estamos em pé de igualdade e o que eu lhe pus foi um par de cornos, não um par de asas.
(as minhas desculpas aos mais susceptíveis pelo palavreado nada ortodoxo)
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Vai dar estrondo. A não ser que a Maria seja, vá lá, como o Moniz, e alinhe no mènage.
Era porreiro, pá.
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Depende. Pode pedir o divórcio ou matá-lo na hora. Se o matar, há duas opções, se tiver “conhecimentos” e um advogado XPTO parte de férias para um paraíso tropical, até as coisas acalmarem, se não tiver, será uma tragédia, haverá matéria suficiente, para fazer dois filmes ou uma dúzia de livros
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Amanhã se forem dizer à minha mulher que ouviram que eu a enganei, eu espero que ela tire por minha parte até que alguém a prove que eu a enganei. Eu não o fiz, mas a única forma que tenho de provar a minha inocência é simplesmente dizer: acredita em mim! E o título tem um errozinho: ele ainda não foi apanhado. E além do mais, o pulha é muito famoso por ser uma referência para a informação fidedigna e pelo profissionalismo. E pergunto, e o pulha… o que se faz em questão a ele?
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Daniel Oliveira Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 14:53
Mas não é isso que ele diz
Se esta história tem a ver com o Crespo, não o estava a ver, como Maria.
As mulheres têm a fama de ser cuscas, mas acho que são os homens que acabam por ter “o proveito”
Onde será que eu ouvi isto de “proveito”?
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Daniel Oliveira Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 14:56
Onde é que o Crespo lá vai. A Maria somos nós todos, bolas
Ui, Daniel, um mar de possibilidades se abrem. Assim de repente uma hipótese, sobretudo se o marido da Maria for aleijadinho de bom: “Boa, concordo contigo. Para além de linguarudo, o Paulo parece um carpélio negro – assim daqueles que, por dá cá aquela palha, logo se fica com um pêlo entalado na goela – e é uma sequinha na cama. Boa noite”.
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Daniel Oliveira Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 14:59
É um tipo mal disposto, Ana
Se fosse como algumas mulheres que conheço , mandaria o canalha dar uma volta, colocaria o marido contra ele, faria a vida negra a este por uns tempos, meter-lhe -ia os cornos e se houvesse ainda amor, votaria tudo à normalidade, afinal umas facadita nunca mataram nenhum casamento.
Já noutros cenários, a intromissão na vida privada é meramente canalha
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Boa sorte Sr. Paulo….
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E se amanhã Sócrates dissesse: Eu estou inocente de tais supostas suspeitas! o Daniel acreditaria?
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nuvens de fumo Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 14:58
Já disse , faz uma hora ou duas
JC Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 15:25
não disse não. é ouvir e ler com atenção as palavras que não são escolhidas ao acaso
Mas graça, graça, têm alguns daqueles que ainda há poucos dias interrogavam um elemento deste blogue sobre se se via ao lado de militantes do PS a colar cartazes na campanha de Manuel Alegre, e agora vão estar juntinhos com a direita reaccionária a “lutar pela liberdade”. esses sim, têm graça.
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Libertário Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 15:39
Defina “direita reaccionária“.
LAM Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 18:01
espere aí um bocadinho…
Libertário Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 20:04
Estou à espera.
O Francisco também anda atrás da Maria. Mas sabe que se a Maria se divorciar agora, muito provavelmente irá procurar o ombro amigo do Paulo. Diz à Maria que é tudo mentira e que o Paulo é um grande pulha que só lhe quer saltar em cima. A Maria acredita. O Francisco vai falar com o marido e promete silêncio em troca duma menage à trois com a Maria. O marido aceita para não perder a Maria.
Tanto o Paulo como o Francisco são uns pulhas. Mas o Paulo disse a verdade a Maria.
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Daniel Oliveira Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 16:16
Se estamos a juntar personagens, sempre lhe digo que uma coisa o francisco não faria: meter-se numa orgia com os antigos amigos do marido e os actuais amigos do Paulo.
Carlos G. Pinto Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 16:46
Acho que o Paulo e os seus amigos também não dão para esses lados.
A questão é: deve o Francisco confirmar a Maria a versão do Paulo, ou escondê-la de forma a beneficiar de uma menage à trois?
E se a Maria quisesse sair de casa mas não podesse porque nem a Polícia nem o Juiz encontrassem provas que o justificassem?
E se viesse uma amiga da Maria a tentar ajudá-la a sair de casa?
Imagino que se ela fosse da “Boa” Esquerda a Maria devia aceitar a ajuda…se fosse da extrema Esquerda ou da Direita era melhor aguentar em casa. É assim não é?
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Está claro que a Maria é parva. Escolheu aquele marido, agora ature-o. Estão bem um para o outro.
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Os padrõs de prova da maria não são os mesmos que os dos tribunais. os tribunais exigem, e ainda bem, que se prove a culpa; já a Maria exige ao marido, com toda a legitimidade, que lhe prove que é inocente.
Se nós somos a Maria, como diz o Daniel, temos que considerar a questão por uma dupla perspectiva: por um lado, exigimos que o cidadão José Sócrates não seja punido pela justiça sem prova cabal de que é culpado; por outro lado, exigimos que o político José Sócrates, que deve a posição que ocupa à nossa confiança e tem portanto que se mostrar digno dela, nos dê provas ou indícios convincentes de que é inocente.
Voltemos à Maria e suponhamos que a Lei ainda admitia a noção de culpa em matéria de divórcio: se a Maria quisesse meter os tribunais no assunto, teria que apresentar provas da culpa do marido; se quisesse resolver o assunto directamente com ele (e com o pulha), teria de ser ela a decidir em qual dos dois acreditar. E nem sequer lhe seria exigível que se baseasse em provas: teria todo o direito de decidir baseada na mera intuição.
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José R. Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 21:16
“ai isso é claro, claro
mais claro que a clara dum ovo”.
Mas ainda há quem não entenda!
Este blogue foi comprado pelas forças reaccionárias socretinas.
Nunca vi tamanha desfaçatez!
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Daniel Oliveira Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 16:15
Será que percebeu o post?
Hummmm. É uma parábola… Gostei.
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cafc Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 19:48
Meu caro Fernando
Juro, pela minha honra, que cumprirei…
Desculpe mas, estava a pensar noutra “coisa”. O que eu queria “dizer” é que, quando escrevi o meu comentário #21, o seu ainda não aparecia.
Parábola. Interpretámos da mesma forma. Espero que o Daniel me responda, antes de entrar em angústia existencial.
Um abraço.
Este post virou um Telenovela Venezuelana, dobrada com sotaque Português do Brasil
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Daniel Oliveira Reply:
Fevereiro 9th, 2010 at 16:42
É verdade
Como a Maria até ama o marido, vai querer tentar superar este caso, pelo bem do casamento e da família, mas acredito que assim que encontrar um melhor partido o troca por outro. É incontornável, pois instalou-se desconfiança ;o)
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Meu caro Daniel Oliveira
Para o que “havia de te dar”! Então, agora vens com uma parábola? Desde o “tempo do JC” que não lia uma melhor.
Bem, se a Maria não for parva, a resposta é simples. O que está em causa é o discernimento da Maria. Não são as questões jurídicas, certo?
Em contrapartida, verifico que, ainda, continua a haver quem se identifique mais com o “Maria, vai com as outras”. Esta “forma de estar”, é muito preocupante (para ser “meiguinho”).
Meu caro, agradecia que me “dissesses” se compreendi o teu post. Digamos que é “assim uma espécie” de poder “esmiuçar a minha sanidade mental”. Se o fizeres, o meu agradecimento antecipado.
Um abraço.
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O marido carrega com f na Maria a torto e a direito. Põe-na a render e esbanja o rendimento. Interfere no negócio para tapar os olhos à Maria.
Isto é um caso de violência doméstica e o Paulo só não seria pulha, se se chamasse BE.
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A Maria vai pensar:
“Pulou a cerca? Lavou, está novo!”
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Porém, o pulha decidiu falar em dia de um sporting-benfica para ver se passava despercebido no falatório do café á hora de jantar… hum… manhoso sim senhores!
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Houve uma troca de identidades na novela, perdão no meu post anterior. O marido é que falou em dia de jogo, he he he… isto tá porreiro, pá!
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Acho que o Daniel arranjou por aqui uma historieta que só ilustra a sua (dele) incoerência na análise que faz às questões relativas ao Estado de Direito e à irrelevância das escutas que não merecem crédito porque “ilegais”.
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Que me perdoem as almas mais sensíveis, mas depois de ler este comentários todos fiquei cá com uma t… Vou ali ver se a Maria é jeitosa. Pode ser que valha a pena o risco.
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A MARIA VOTA BLOCO!
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Evidentemente o Paulo não disse nada à Maria. Andou por todo o bairro a dizer que tinha ouvido os tais telefonemas, inclusivé mostrando gravações de algumas passagens dos ditos (ou nem isso, mas declarações escritas de vizinhas calhandreiras do bairro que afirmam acreditar que o marido pulava a cerca).
Assim para a Maria tudo se torna mais confuso. Por um lado acha uma filhadeputice das vizinhas andarem a querer enrolá-la com o Paulo, por outro lado sabe que o marido tem ultimamente andado zangado com a vizinhança por desconfiar que estão a tentar pôr o Paulo no regaço da Maria, por outro lado ainda a gaja de quem se fala é uma deslambida e anda sempre a pôr-se debaixo do Paulo e com quem mais lhe faz fosquices.
Tem de decidir. Soluções:
uma reunião de condomínio, ir ao prof.Pemba, falar ao padre, contratar detective, “pôr o tabaco a 18″ ao marido, corrê-lo de casa, ir às fuças à deslambida, dar uma cachaporra no Paulo, amantizar-se com o patrão, chamar a bófia…etc
Decisão final: pôr o marido a tomar conta dos putos à sexta e sair à disco…
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A Maria que não é parva e já andava desconfiada do marido há muito tempo, põe uns tremendíssimos patins ao marido. Não precisa de mais provas, nem de mais de 1000 testemunhas, nem de um julgamento de 10 anos, como o da Casa Pia.
Quanto ao Paulo, para não se armar em esperto, põe-no também a andar.
Então não é que no dia seguinte, ela conhece um belo rapaz, mais novo que o (ex-)marido, mais honesto que o Paulo e ainda por cima, ele vem num belo ferrari.
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Mete-se na cama com o Paulo para se vingar até acabar o rancor.
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Esse Paulo é uma besta! E, a Maria, se não for como ele, nem lhe admite a conversa. As questões, a existirem, resolvem-se de outro modo.
Francamente.
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Como sou um bocado duro de ouvido, ainda não percebi onde começa o pulha e acaba o gajo que anda a saltar a cerca.
Vamos a um suponhamos: não tivesse o gajo um estrondo de mulher, apesar de entradota, não saltasse a cerca nem fizesse telefonemas duvidosos, será que o pulha era pulha????
Postas as coisas assim, quem é o pulha, é o pulha , pulha ou quem lhe cria as condições para ser pulha???
Já agora por pulha, lembram-se do nosso 1º ter sofrido um atentado no Portimão Arena com tiros ,balas buracos e tudo ??? Já prenderam o pistoleiro ou não???
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A Maria apercebesse que não precisa, nem do marido, nem do Paulo.
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http://lishbuna.blogspot.com/2010/02/esquerda-caras-o-comentador-o-paulo.html
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Que raio de história..
O Daniel tem vindo a desiludir-me aos poucos.
A analogia com o que pretende é bacoca, a menos que a Maria seja o STJ e o marido o PGR. Em todos os casos, quando se vem a saber da marosca, os intervenientes têm que se aguentar à bronca. Paciência….
O Paulo não fez nada de condenável, apenas tornou evidente o que acontecia mais cedo. A Maria, o STJ, o PR e o resto do people só têm de agradecer. E o pujante marido dar largas à imaginação do outro lado da cerca.
Há casos em que pular a cerca é punido até 8 anos de prisão, não se esqueça!
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A melhor resposta deu-a o “marido” ao “pulha” – Olha, cornos que dão de comer, deixá-los crescer!
(Acontece que o terceiro bico do triângulo era rico, médico, e a Maria fazia limpeza no consultório e ganhava mais uns trocos… e esta história aconteceu mesmo, há uns 40 anos, na terrinha onde nasci – uma vila de província – e ficou nos anais lá da paróquia… Abençoado pragmatismo!)
Cumprimentos
Joana D.
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Será que o Daniel (não) tem noção de que a situação que ilustrou não é análoga àquela à qual pretende comparar?
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Deixem-se de efabulações, que a Maria há muito que me procura.
E também já arranjei umas giraças para o pulha e para o marido da Maria.
E tu, Daniel, quando é que apareces por cá, meu rapaz?
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Pois não, “a situação que ilustrou não é análoga àquela à qual pretende comparar”.
Na realidade, o marido além de enganar a Maria, era muito mais pulha que o Paulo: há muito tempo que lhe batia, tratava-a mal física e psicologicamente e como não tinham filhos, nem conviviam com quase ninguém, não havia testemunhas.
A Maria já tinha ido à Polícia fazer queixa, mas disseram-lhe que sem provas, nada feito!
Provas??? Como haveria ela de arranjar provas? O marido, era um sabidolas dum inginheiro, que quando estava com alguém era todo sorrisos, mesuras e gentilezas. No remanso do lar é que elas lhe mordiam. Então a Maria arranjou um gravadorzinho para registar os acessos de fúria descontrolada do inginheiro, os insultos e os maus tratos que ele lhe dava.
Qual quê!!!
Gravações não são meios de prova lícitos, disse-lhe a polícia e o advogado.
Nada feito. Eram provas, mas não aceitáveis pelas entidades jurídicas… nem fotos…
Uma vez, quando ela lhe disse ao almoço, que se queria divorciar, ele atirou-lhe a faca, que lhe acertou num olho. Fez mossa, ficou todo vermelho. Ela foi a correr para o médico. No elevador uma vizinha ficou a par da situação. Do centro de saúde (SAP) mandaram-na para o hospital de S. José. Aí foi observada por médicos, que a mandaram lá voltar passados uns tempos.
Várias idas aos médicos e caso acabou esquecido.
Nada teve relevância.
Os verdadeiros pulhas acabam por se safar e ficar impunes.
Ela teve de se defender sozinha. A chamada “Justiça” é uma treta, que só serve para encobrir e branquear os culpados.
Quando o apanhou fora de casa (ele tinha ido para o estrangeiro em trabalho) ela fugiu de casa, levando as suas coisas pessoais. Instalou-se numa casita que possuiam nos arredores de Lisboa e mudou-lhe a fechadura.
Ele ainda lá foi bater à porta e fazer cenas.
Ela nunca mais o quis ver.
Teve de esperar 3 anos para conseguir o divórcio.
Nesse tempo, não pode comprar nada, nem carro, nem casa, porque senão ele ficava-lhe com metade, pois estavam casados em comunhão de adquiridos.
Viveu como pode. Mas sobreviveu. APESAR desta “Justiça”!
Esta história é verdadeira!!! Mas deve haver ainda piores… daquelas que não sobreviveram.
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Ah… e o Paulo?
A Maria ficou escaldada.
Quem precisa de homens?
O Paulo até foi um bom amigo. Nem percebo porque lhe chamaram pulha. Gostava mesmo da Maria, apresentou-a a toda a sua família e a toda a sua enorme roda de amigos e queria casar com ela. Mas a Maria estava escaldada. O casamento é uma armadilha donde muito dificilmente se sai e com muitos prejuizos. Bastava-lhe respirar, trabalhar naquilo que gosta e apreciar o que resta de beleza neste mundo.
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Pois pois
mas enquanto o marido pula a cerca, andam os outros todos com o olho na senhora lool -é o que faz quando só há uma Maria e sobram os pretendentes
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A Maria pode dizer:
“Bem, sabendo eu que o Paulo é um pulha de primeira, dou-te o benefício da dúvida. A minha mãe bem se fartou de me avisar, mas uma vez que, bem, uma vez que o Paulo nem uma fotografia tua e da outra gaja conseguiu arranjar (sabe Deus metido em que tipo de javardice) – ou um preservativo usado, um postalinho perfumado, ou o raio que o parta que fosse e que não me deixasse dúvidas – e, claro, sabendo eu que o Paulo é um pulha (volto a referir) – porque ainda me lembro do que é que ele fez ao Manel e porque desconfio da insistência (ora o teu marido fez isto, ora fez aquilo, ora é panasca, ora é gandulo, ora é pedófilo) – até posso desconfiar que, conversas assim, até pode ter ele martelado tudo, cortado e costurado o que lhe convinha. Por isso, maridinho, podes bem ser uma bela e acabada besta, podes já não ter o fulgor dos 18 anos (nem dos 30 caramba), podes estar constantemente a cravar-me dinheiro, mas, vá, sabendo eu que o que o Paulo quer é montar-me (e eu gosto é de carinho), por esta passa.”
Mas, vá, a Maria é parva, por isso não sei o que fará.
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Já agora vou acrescentar mais uns pormenores á novela.
O Paulo não é apenas amigo do casal, nem a sua única motivação é comer a Maria.
É que o Paulo trabalha na empresa onde o Marido é director de recursos humanos, e há uns tempos reduziu as férias do sector do Paulo de dois para um mês. Desde então o Paulo e os seus colegas tudo têm feito para lixar a vida ao marido, e como é bom de ver este também se pôs a jeito, pois mesmo a Maria sendo “um avião”, ás vezes também sabe bem dar umas pedaladas de bicicleta.
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Em vez de uma história de ficção, podias ter falado do caso do primeiro-ministro hungaro que há cerca de 2 anos – creio – foi apanhado a escarnecer o seu país e o seu povo e violentas manifestações irromperam no país a pedir a sua demissão.
Justificação: as escutas eram ilegais, intromissão na vida privada, o povo amansou e continuou tudo como dantes, não em Abrantes mas em Budapeste.
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Então e agora; qual deles é o pulha e qual deles será o marido hein?
portas muda as garantias em relação ao orçamento e rangel muda a estratégia em relação ás eleições; tudo gente muito confiável lol
http://bit.ly/cWEtQN
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