Na Lei orgânica da GNR o governo vinca a natureza militar de uma força que devia ser civil, prevendo que o seu comando passe a estar a cargo de um general de quatro estrelas, como acontece no comando dos três ramos das forças armadas. Mantém-se a esquizofrenia de haver duas forças policiais e acentua-se o terceiro-mundismo de ter militares a tratar de assuntos civis.
Por Daniel Oliveira 9 Jun 07 em Sem categoria


Enfim, chavões!
Há vários países do primeiríssimo mundo que têm esse “4º ramo”, a começar aqui ao lado pela Espanha.
A GNR não é apenas “civil”. Tem tb uma função militar que está consagrada em lei e é por isso que pode ser comandada por militares.
De resto é assim desde que existe…e não se tem portado mal.
Aliás essa mania de que os militares são uma espécie de alienígenas incapazes de dirigir projectos civis, é uma puerilidade preconceituosa.
Sabe quem fez o Aqueduto das Águas Livres, sabe?
Nada justifica hoje a existência da GNR (nem sequer o papel de guarda-costas do regime…).
Um país desta dimensão não deve dar-se ao luxo de manter, para as mesmas tarefas, duas polícias diferentes com o acréscimo de despesa que tal significa. Enchem a boca de “sinergia” mas depois é o que se vê.
A GNR de “militar” nada tem para além do regulamento. Como força de infantaria é uma ficção excepto na prática permanente da “emboscada” para multar o cidadão comum que se atreve a ultrapassar limites de velocidade do tempo dos carros de bois.
Vão agora ter um general de 4 estrelas. É uma óptima notícia para o Exército que assim vai arranjar mais umas vagas para generais de 3 estrelas, “et pour cause”, para 2 estrelas etc. etc.
Louvemos a clarividência dos ministros da Adm. Interna e da Defesa e o mutismo dos chefes militares!
No que respeita a Segurança ainda vamos ter que esperar uns anitos para ver traduzido, em organização e meios, que os compartimentos externo e interno viraram um único.
Nada justifica hoje a existência da GNR (nem sequer o papel de guarda-costas do regime…).
Um país desta dimensão não deve dar-se ao luxo de manter, para as mesmas tarefas, duas polícias diferentes com o acréscimo de despesa que tal significa. Enchem a boca de “sinergia” mas depois é o que se vê.
A GNR de “militar” nada tem para além do regulamento. Como força de infantaria é uma ficção excepto na prática permanente da “emboscada” para multar o cidadão comum que se atreve a ultrapassar limites de velocidade do tempo dos carros de bois.
Vão agora ter um general de 4 estrelas. É uma óptima notícia para o Exército que assim vai arranjar mais umas vagas para generais de 3 estrelas, “et pour cause”, para 2 estrelas etc. etc.
Louvemos a clarividência dos ministros da Adm. Interna e da Defesa e o mutismo dos chefes militares!
No que respeita a Segurança ainda vamos ter que esperar uns anitos para ver traduzido, em organização e meios, que os compartimentos externo e interno viraram um único.
Bola no poste!
Sabe que os militares tambem são civis, ou não?
Esse é o problema? Tem um estatuto profissional como qualquer funcionário do estado, pagam impostos, etc, etc. Quanto á GNR a questão é simples, os Oficiais da GNR são formados na Academia Militar. E um dos problemas das Forças Armadas Portuguesas no geral é que, para a sua dimensão, têm demasiados Oficiais Generais… Em 74, caro Daniel, não foi a Policia dos “civis” que fez cair o regime! Afinal as Forças Armadas tambem fazem parte do POVO!
Pretoriana. O papel desta GNR é não ser nacional (uma vez que intervém no estrangeiro), e estar sob a alçada directa do MAI, portanto directamente comandável pelo Governo. Nada como este PS para por em prática o que ninguém ousou antes, não é verdade? Já agora, dúvidas sobre as capacidades dos militares não há, garantidamente. A dúvida é sobre as ambições dos civis, isso sim!
Raramente concordo consigo Daniel mas hoje vejo-me obrigado a reconhecer-lhe razão. Avé…
Car Lidador, esta frase deve ser para rir: “De resto é assim desde que existe…e não se tem portado mal”, só pode…