Um excelente post ao seu nível.
As imagens da televisão mostram que teria sido facílimo repor a energia logo na mesma tarde. Afinal só caíram umas centenas de postes e mais umas minudências técnicas.
Aposto cinco euros em como a CP e a Refer duas das empresas do Estado mais produtivas hoje (até pode ter sido ontem pois não li jornais) já retiraram aqueles calhaus que caíram na linha do Tua e está tudo a funcionar perfeitamente, como é costume neles.
E no espaço que mediou, como ouvimos aos populares, colocaram logo camionetas e táxis à disposição e os funcionários foram muito prestáveis.
Pareciam Pais Natal.
Antigamente é que era. Um gajo tinha uma avaria em casa, chamava o piquete da EDP, e cinco minutos depois, lá esta ele. Tanta diligência até espantava.
O que vale, Sales, é que deves estar esquecido de quando isto era com empresas públicas. Atendendo que foi toda a infraestrutura que foi à viola e que fizeram uma infraestrutura temporária, no tempo da EDP EP, era coisa para 5 anos. Se há coisa que as paridas ideológicas não apagam é a memória da razão pela qual sabemos que são paridas.
O que interessa era fazer a comparação entre os serviços quando era 100% pública e agora que é parcialmente privada. Provavelmente, agora está bastante melhor, apesar de essas notícias.
Fossem as linhas de muita alta tensão subterraneas, nem estes tinham caido e se calhar, nem estavamos aqui a discutir o problema da falta de energia.Mas isso são questões que o Penedo é que percebia…
Para um país que se diz na vanguarda da energia limpa, como sempre, aqui cagou-se até ao pescoço.
Claro, se o Bloco estivesse no poder, tinha nacionalizado a EDP e nem 10 minutos passariam até a situação estar reposta. A luz da EDP brilharia sempre para todos nós.
Privado ou não, com a tecnologia ao dispor da REDE Eléctrica nacional, os serviços tem que ser cada vez melhores.
O problema é sempre quem manda nesta merda nunca assume a verdade.
Quase sempre se diz uma coisa e constata-se outra. Seja o ministro das finanças, o do banco de portugal, o 1º ministro.
Anda meio mundo a tentar meter Lisboa pelos olhos adentro do outro meio.
Dizer a verdade por custar perder o lugar não é assim?
O que seria mesmo interessante, humores do “S. Pedro” à parte, seria verificar a taxa de avarias e de reclamações na zona afectada durante o resto do ano, e compará-la com outras zonas do país com uma rede análoga. Peçam e vejam.
Quem pretende comparar tecnologicamente a realidade de uma rede eléctrica de há 30 anos com o que se vislumbra hoje só pode ser ignorante – basta atentar numa coisinha simples chamada “comando remoto da rede”. Geradores de emergência à parte…
A pergunta podia ser feita de outra maneira: quantas pessoas disponíveis tem a EDP para intervir no terreno? Sabendo-se que fecharam montes de dependências locais (piquetes), e que quem faz a parte de leão do serviço na rede são empresas empreiteiras – que têm um quadro necessariamente reduzido, precário, e de acordo com as obras que contratam -, ficou melhor a capacidade de intervenção da empresa? Do ponto de vista social, posto de trabalho efectivo versus precariado, ficou melhor o país?
E EDP hoje move-se por um diapasão diferente daquele que existia quando electrificou o país em tempo recorde – sim, mesmo esses lugarejos isolados de meia dúzia de casas que nem em trinta anos pagariam o investimento ficaram com electricidade ao preço dos restantes consumidores.
Talvez os privatizadores de serviço não saibam, mas os clientes da empresa já não têm a mesma importância: uma interrupção de uma hora de energia numa zona rural não vale o mesmo para a empresa que idêntica situação em Lisboa. Mesmo que a avaria rural tenha mais gente prejudicada, peçam e vejam. Ah, pois, “a desertificação e a instalação de empresas no interior”…
Quantas zonas deste país anda têm piquetes à noite? Experimentem ligar para as avarias daquela empresa durante a madrugada… se não viverem em Lisboa ou no Porto.
Até parece que não sabem que uma forma de se apresentarem lucros é reduzir a intervenção preventiva e o investimento… além, claro, de se despedir pessoal e contratar empresas de “carne para canhão”.
O que ficou demonstrado claramente é que caso ocorra uma catástrofe natural de um âmbito geográfico maior a “eléctrica nacional” terá menos capacidade de intervir do que a de gerar lucros quando “no pasa nada”.
Não digo que seja fácil restabelecer a electricidade. Mas nada disso justifica que centenas de famílias estejam sem luz há seis dias e, muito menos, as constantes tretas que a EDP vai dizendo nos seus comunicados. Ontem estava tudo resolvido. Hoje, depois da notícia da RR, já reconhecem que há 250 famílias sem luz…
Já agora. Alguém acha, a começar pelo JCD, que é fácil gerir um sistema de saúde universal, só para dar um exemplo? E não é por isso que metade das iluminárias que se passeiam pelas colunas de opinião ou blogosfera, de cada vez que algo corre mal, deixam de culpar a ineficiência dos serviços públicos, pois não?
Qual é, então, a diferença de eficiência, e no relacionamento com os clientes, dos monopólios públicos que foram privatizados apenas para se tornarem em monopólios privados?
O que se passou neste caso, onde as famílias vivem em aldeias que ninguém conhece, foi que a EDP teve o azar de apanhar uma pessoa da direcção de informação da RR numa dessas aldeias. Sorte a nossa, que vamos vendo as suas notícias com as petas que o gabinete de comunicação da EDP vai emitindo.
Perante a notícia que milhares de pessoas estão sem luz há quase uma semana, e fosse a EDP pública, sempre gostava de ter visto a reacção do PP, prontamente secundada pelas iluminarias do costume. Já tinha chamado ministros ao Parlamento, advogado a sua privatização e zurzido nos serviços públicos. Como é privada, é tudo muito difícil tecnicamente. Tanto, que o governador civil de Lisboa já fala em contratar uma empresa espanhola. Porreiro, pá.
#5 Bolota
“Fossem as linhas de muita alta tensão subterraneas…”
Bolota, diga lá onde é que já viu uma infra-estrutura de transporte de energia eléctrica em alta tensão subterrânea.
Se não toma cuidado ainda o fazem presidente da REN.
Eu devo morar numa zona isoladíssima, que por acaso faz parte do distrito de Lisboa, concelho de Mafra, freguesia da Ericeira, porque não tenho electricidade há 5 dias. E a EDP diz o quê? Que não tem previsões. Um dia a luz vai voltar, eventualmente no espaço de um ano, se calhar mais. Mas o que é que lhes interessa? Eu sou forçada a continuar a pagar as contas, e eles têm electricidade em casa, o mal dos outros não os preocupa minimamente.
Quanto ao comentário do Bolota:
Sabe que se todas as linhas de AT fossem subterrâneas dificilmente grande parte da população teria capacidade para pagar a factura da electricidade. Já para não falar da indústria que depende da energia eléctrica…
caramba vocês são o ‘cometa expresso do universo’… sabem o que é mais de uma duzia de postos de transformação aniquilados? Depois clientes não são o total de habitantes… eu sou cliente e cá em casa somos quatro… A minha irmã na super activada estocolmo está à três dias sem luz porque a caixa da rua pifou… eles acham normal …
Não é fácil gerir nenhum sistema universal e é por isso que os sistemas centralizados entram sempre em colapso.
Suponho que ainda se lembra da EDP nacionalizada, dos TLP, dos bancos públicos. Eram o exemplo dessa gestão centralizada em que os clientes eram um pequeno contratempo na vida dessas empresas.
A EDP de agora está um pouquinho melhor, até porque a pequena concorrência (principalmente nas empresas) a isso vai obrigando . mas a rede é em grande parte da REN. A EDP ganhou alguma consciência de que deve tratar melhor os clientes. Comparado com aqueles tempos pós-revolucionários, a diferença é do dia para a noite.
Esclareça-me uma dúvida: quando escreve «iluminárias», será que pretendia antes escrever luminárias (usando da ironia para satirizar aqueles se julgam saber tudo).
#Dazulpintado
Em Estados Americanos, maiores que Portugal, onde há tornados e tufões quase meses a fio, gostava de ver os fios a voar, se não houvesse alta tensão subterrânea.
E também em grandes vãos, de travessia de rios e canais, há as linhas submarinas, lá porque não os vê, pode acreditar que existem.
Estranhamente, a OMS considera o nosso o 12.º melhor do mundo e, numa geração, saltámos de níveis de mortalidade infantil e de esperança média de vida dignos do terceiro mundo para alguns dos melhores indicadores mundiais. E isto num país onde um quinto da população é pobre e tem a casa gelada no inverno.
fosse o evento um show-off sobre “energias renováveis” e o cagão do Mexia já tinha aperecido em tudo que é TV.
mas parece que o Respeito pelos Clientes não faz parte dos objectivos do COE do regime … e dos jcd’s .
Como se pode ver na edição de hoje do Público, a EDP só reforçou os piquetes ao fim de quatro dias. Durante 100 horas, vários milhares de pessoas estiveram sem luz e a EDP não reforçou os seus meios de pessoal. Eram uma aldeias, em princípio sem acesso aos meios de comunicação social, para quê incomodar alguém com isso. Só a trabalheira…
Não digo que a EDP nacionalizada funcionasse bem, longe disso, apenas que a privatização destas empresas monopolistas – ao contrário do que era defendido pelos defensores da privatização – não institui uma mudança de paradigma na forma como tratam os clientes que precisam do seu serviço para o básico dos básicos do dia-a-dia.
Quem critica os serviços públicos por tudo e por nada deveria ser consequente e reparar que o problema não está tanto no regime de propriedade das empresas, mas antes numa cultura empresarial nacional onde, até prova em contrário, os clientes são sempre os culpados. Sejam as empresas públicas ou privadas.
a mortalidade infantil é verdade. O resto vais ter que ir perguntar às pessoas que estão na fila do centro de saúde da marinha grande para ver se conseguem ter uma consulta amanhã.
não é só a mortalidade infantil. é tudo o resto. Num dos últimos textos que assinou no Público, o António Barreto indicava que, nos anos 60, nem um milhão de portugueses tinha acesso a serviços de saúde. Os outros ficavam entregues à sua sorte. E isto porque, mesmo assim, se tinha verificado uma expansão face aos 300 mil que tinham acesso às previdências logo a seguir ao pós-guerra. Partimos de indicadores penosos e miseráveis para cuidados de saúde que são dos melhores do mundo. E tudo isto em pouco mais de uma geração. A forma como a esperança média de vida disparou, num país que continua a ter um absurdo número de pobres, não tem nada a ver com o acaso. O SNS é o maior caso de sucesso da democracia. Claro que há problemas, como o que relata, mas isso não deve servir para escamotear o caso de sucesso que é a saúde pública em Portugal. Senão, vejamos, quantas empresas portuguesas é que figuram nas 12 melhores do mundo (que é o lugar onde a OMS coloca o SNS)?
Há problemas de eficiência, como os que relata na Marinha Grande, claro que sim, mas também há centros de saúde, como o meu, onde telefono às oito da manhã e tenho uma consulta quatro horas depois.
” Bolota, diga lá onde é que já viu uma infra-estrutura de transporte de energia eléctrica em alta tensão subterrânea…”
Dazulpintado,
O Bolota fica sempre arripiado com tanta inteligencia concetrada.
Sabe porque não vê infra-estrutura de transporte de energia eléctrica em alta tensão subterrânea??? Não as vê porque estão enterradas.
Quanto ao fazerem de mim presidente da REN…Uma coisa lhe garanto, casos como os da Patrícia Gomes Lucas, se calhar não exitiam e, não é por nada, apenas porque faria uma gestão em função do consumidor e não do accionista, como está na moda.
” Sabe que se todas as linhas de AT fossem subterrâneas ”
Alfredo,
inginheiro me parece o Alfredo…Já se deu conta que nos grandes centros a questão das linhas de AT não se coloca e por acaso é onde se concentram as grandes unidades industriais?? Não se coloca porque estão instaladas no subsolo. Quem não se lembra das permanetes valas abertas junto á habitações???
” eles acham normal …”
sara,
Normal seria a REN desempenhar a sua função apesar da intemperie.
” onde há tornados e tufões quase meses a fio, gostava de ver os fios a voar, se não houvesse alta tensão subterrânea ”
Quando são contratadas empresas locais no Minho e no Algarve para fazer as reparações na zona oeste acreditem… está tudo dito quanto à eficiência e responsabilidade da actual da EDP.
A reposição da energia eléctrica nas freguesias rurais e zonas remotas tem um prazo de 4 horas salvo se existir um aviso prévio de corte de energia. Tá no caderno de encargos. Depois disso informam-se os clientes e recorre-se a geradores. Mas como a EDP só tem carros de alta cilindrada…
Há aí nesse comentário uma carrada de coisas que não bate com o conceito de universal, ou a Marinha Grande não faz parte do universo? E estás a argumentar de um ponto de vista errado, eu não sou contra o SNS, sou contra o SNS produzido pelo estado. E estás um bocado desviado dos objectivos, a OMS diz que Portugal tem o 12ª saúde do mundo?
“estás a argumentar de um ponto de vista errado, eu não sou contra o SNS, sou contra o SNS produzido pelo estado.”
Pois sim. Só que não há nenhum país da OCDE que tenha um serviço universal de saúde que não seja assegurado pelo Estado. O único sítio onde o Estado não presta esse serviço, nos EUA, quase 50 milhões de pessoas não têm acesso a nenhum cuidado de saúde. Curiosamente, são o país onde mais se gasta em despesas de saúde (16% do PIB).
Quanto ao ranking, pode encontrar aqui a sua reprodução. http://www.photius.com/rankings/healthranks.html
É de 2000, foi a última vez que foi publicado, mas dá para perceber que a qualidade dos serviços de Saúde está longe de ser um dos principais problemas do país.
Bolota e etc, nos USA muitas e muitas vezes ficam às escuras semanas…é que os USA não são só NY. Aonde há tufões ex Florida deve reparar que candeeiros publicos são ao pendurão assim como muito do trafego electrico coisa que nós aqui jamais usámos ou usamos… essa dos cabos subterrâneos só para fim de conversa Portugal é dos países do mundo que mais investe nesse sistema…
Áh! pode achar idiota mas que ‘acham (Suecia) normal acham’… e se fosse nos USA nem piavam apenas se ficavam com God Bless America.
O que tem a ver camarada agricultor da IC19 Bolota é que ouviste falar em cabo enterrados e agora pareces um pavão todo inchado a falar, sem saber o que dizes.
“A decisão de enterrar linhas de alta tensão para satisfazer as reivindicações dos que temem danos graves na saúde levará a um aumento do preço da electricidade. Embora o valor das tarifas seja determinado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), a Redes Energéticas Nacionais (REN), empresa que garante o transporte de electricidade, estima que, num pior cenário, a totalidade da rede enterrada represente um agravar da factura em 40 por cento. O aumento de 2,9 por cento já definido para 2008 não tem em conta a guerra da alta tensão.”
Bolota, não fique tão enchofrado homem, retiro o que disse quanto ao poder vir a ser presidente da REN. Quanto ao resto, é tudo uma questão de se calcular a relação custo-benefício. Nas grandes cidades o transporte em média tensão é subterrâneo, mas já imaginou fazer transporte de MAT, AT ou mesmo MT por montes e vales, em cabo armado, com expropriações de terreno etc para o resto do país? Estava disposto a multiplicar o valor da sua factura de energia várias vezes para obviar a um problema que ocorre uma vez em cada 30 anos? Não brinque comigo.
” levará a um aumento do preço da electricidade….”
Sargento Cunha,
Entao deve ser por isso que a proxima factura, a de janeiro, já a papas a energia mais cara.
Men, vai catar cagados, Men
Eu, mesmo assim, prefiro semear uma aboborazitas…
” Bolota e etc, nos USA ”
sara,
Nos USA temos a Michel na Casa Branca , aqui temos a Cavaca em Belem. se nã consegue ver a diferença, uma é preta a outra branca.
Eu quero é que a Patrícia Gomes Lucas , que por acaso faz parte do distrito de Lisboa, concelho de Mafra, freguesia da Ericeira, tenha energia sem subressaltos.
Se tiver em conta que debitamos energias renovaveis por todos os poros e espirramos magalhães…o que se está a passar é absurdo
” Áh! pode achar idiota mas…”
Idiota não direi, mas diria que é demasiado obidiente…
Porque não diz assim: o salario minimo praticado na Suecia deve ser aplicado em Portugal. É que miseria temos por cá que chegue.
Posso informar-vos que a REN vai enterrar inúmeras linhas de alta tensão nos arredores do Porto.
Quantà qualidade de serviço…bem, na Lourinhã é uma merda e não é por causa do temporal. Se para lá forem morar dou um conselho-comprem uma UPS ou o computador vai à vida num instante e o que estiverem a fazer vai perder-se inúmeras vezes.
Já era assim antes de privatização e assim continua. Hoje já falhou umas três vezes, felizmente foram daquelas falhas momentâneas que não chegam a desligar aparelhos. Mas a UPS lá apitou e a net foi-se que o modem não tem ups
Estás a confundir o assegurado pelo estado com o produzido pelo estado. Eu concordo com o assegurado pelo estado, não com o produzido pelo estado.
E estás a confundir a gestão do sistema com a qualidade do sistema. Referiste a gestão do sistema, essa é que é difícil, como a falta de universalidade a demonstra. A qualidade é vista como se quer, a OMS vê de um lado, o gajo que está na lista de espera há 5 anos para ser operado vê de outra.
estamos a desviar-nos totalmente do post, mas sempre lhe digo que não conheço nenhum país onde o Estado assegure os cuidados de saúde e não seja o principal responsável pela prestação desse serviço. Claro que cada um tende a ver a qualidade de um serviço na sua óptica pessoal, e ligue pouco a estatísticas, mas parece-me inegável que o SNS é um dos sucessos da nossa democracia.
Muita confusão aqui vai…enterrar ou não enterrar.
É obvio que é possível enterrar a MAT e AT mas também que fique claro que é muitíssimo mais dispendioso do que a via aérea. Em casos muito excepcionais é que se enterram os cabos.
Há aqui umas opiniões que tentam baralhar a situação acenando com a bandeira da nacionalização e da privatização. Nada mais falso pois o problema não se coloca.
Aliás, seguindo a lógica dos defensores da privatização, havia actualmente a obrigação de dar bastante mais qualidade.
Por exemplo, eu na minha casa chego a ter 197 VRMS (deveria ter 230VRMS);
Por outro lado, durante o dia as flutuações são inúmeras, causando micro-cortes (<1 segundo de duração) em várias instalações, algumas delas fabris.
A Energia já nos chega ás instalações CARREGADA de harmónicos (isso é conversa para outras “guerras” e não aqui) o que provoca estragos nas instalações, praticamente impossíveis de provar, pois os danos acontecem muitas vezes por stress e não por ruptura pura.
Tudo isto são investimentos que deveriam ser feitos mas não o são, porque os accionistas querem lucro.
Os apagões nos EUA e no Brasil resultaram porque as companhias privatizadas andaram a poupar nas seguranças e no dimensionamento da rede.
Pedro Sales esteve muito bem e foi pertinente.
A EDP tinha obrigação de funcionar muitíssimo melhor com as tecnologias que tem ao dispor.
#9 Curto-circuito acertou em cheio no problema desta EDP, que é grave.
Há um desinvestimento em recursos humanos e técnicos assustador, e os sub contratados jamais respondem minimamente ás solicitações.
Fado Alexandrino,
Já reparou bem no nível dos seus comentários?
Reparei sim senhor, e não vejo lá nada que possa ofender a vossa ideia de liberdade de imprensa e mesmo de alguns postes que aqui colocam, e se têm dúvidas pode perguntar ao senhor gerente deste blogue.
No seu caso usei a minha mais fina ironia, o que pode mesmo levar à conta de um elogio.
Acontece no entanto uma coisa bem curiosa. Detecto sem grande custo, o custo que vos causa ouvir opiniões contrárias, o chamado contraditório.
Por falta de hábito, de paciência ou de capacidade argumentativa normalmente ficam bastante nervosos e, neste caso particular e supondo que conseguiu perceber a ironia do meu comentário não argumentou aos factos que lá escarrapachei.
Quando diz que detecta, “sem grande custo, o custo que vos causa ouvir opiniões contrárias, o chamado contraditório” só pode estar a brincar, não é? Já reparou nos comentários que aqui são publicados, isto é, moderados e aprovados pelos autores do blogue.
Quanto aos seus factos, que eram em tudo idênticos aos de mais 3 ou 4 comentadores, respondi-lhe nos comentários que aqui deixei. Ou não reparou, ou deve andar distraído.
O Curto Circuito #9, disse tudo – o resto é conversa fiada.
Leiam atentamente e não precisam de mais nada para discutir.
Quando a Energia, a Saúde, os Transportes, a Educação, a Água e outros bens essenciais, podem ser objecto da cobiça do lucro, está tudo dito…
Quanto aos seus factos, que eram em tudo idênticos aos de mais 3 ou 4 comentadores, respondi-lhe nos comentários que aqui deixei. Ou não reparou, ou deve andar distraído.
Olhe que não, olhe que não. (Tem direito de autor e pertence ao Pai da democracia popular)
Repare em duas coisas.
No meu caso deu-me uma lambada o que me diferenciou dos restantes. Reparou?
E no meu caso, fiz-lhe uma comparação com a queda de uns calhaus que não se faz a mínima ideia de quando a Refer e a CP retomarão o serviço na linha do Tua. Reparou?
Pois se reparou, ignorou.
E mais ainda colocar comentários que vos são adversos e não lhes responder pode significar ou uma simples má educação ou não ter resposta para dar.
O senhor faça o favor de escolher.
Para todos os comentadores que têm realçado a impossibilidade técnica da EDP responder de forma mais pronta ao sucedido (e isto sabendo-se, como se sabe, que esteve 4 dias sem reforçar os piquetes e os meios humanos para responder oas milhates de pessoas que ficaram sem luz…), vale a pena ver esta notícia da TSF:
Técnicos de Protecção Civil dizem que resposta da EDP foi lenta e insuficiente
A Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Protecção Civil criticou hoje a actuação da EDP face às situações climáticas extremas dos últimos dias, afirmando que a empresa tem de ter outros meios de resposta.
Para a AsproCivil, a EDP precisa «rapidamente de reflectir sobre a sua capacidade operacional para responder a situações destas ou ainda piores», referiu a associação, em comunicado.
«O que aconteceu não é de todo uma impossibilidade, pelo que a EDP deve trabalhar com probabilidades e com os devidos avisos e não só com os registos históricos, tanto mais que no passado dia 18 de Fevereiro de 2009 (…), um evento em tudo parecido afectou a zona de Cascais e Sintra e já nessa altura a resposta da EDP foi deficitária», sublinhou a AsproCivil.
Fado, sempre quero ver se no seu blogue, miseravelmente participado aliás, você deixa passar toda a merda que para lá é enviada.
Talvez você nem se importe. Afinal de contas, um ranking é um ranking e um vintém é um vintém.
E, neste mundo tão competitivo, não nos podemos dar ao luxo de desperdiçar merda nenhuma, pois não?
“E mais ainda colocar comentários que vos são adversos e não lhes responder pode significar ou uma simples má educação ou não ter resposta para dar”.
Não há nada que obrigue os leitores do blogue a responderem a todos os comentários. Nem me parece, de resto, que seja esse o objectivo de uma caixa de comentários. Cada um expõe os seus argumento, quem os lê retira a sua conclusão.
Quanto ao mais respondi à questão do Tua no comentário #10. Volto a repetir o sentido do post, que isto parece ser difícil: quando um serviço público funciona mal, levanta-se uma campanha contra a prestação pública de determinado serviço, quando é uma empresa privada, tudo bem, a resposta era tecnicamente dífícil. A CP é um excelente exemplo desta indignação selectiva.
O senhor raramente acerta duas seguidas e aqui voltou a repetir-se.
Sim, não me preocupa nada quantas pessoas lêm o que escrevo.
Não, nenhum comentário é apagado até porque os insultos só insultam quem os escreve.
Na realidade, muito poucos são produzidos pelo estado. Mas não fui eu que apresentou o SNS como exemplo de gestão estatal que, não sendo tão má como são outros, é bastante má.
A típica traulitisse da esquerda radical.
Curiosamente lembro-me bem do periodo da EDP estatal naquela zona. De facto há por alí imensas localidades onde nunca havia um único problema eléctrico. Isto certamente pelo rigor e zelo que caracterizavam a empresa pública.
Ou isso ou o facto de por lá ainda não haver rede eléctrica nesse tempo.
O Sales fala mas eu gostava de o ver amandar postas de pescada desse quilate num país socialista moderno, como a China, a Venezuela, etc…
Queria ver quanto tempo durava o Sales à Solta.
Aqui a única coisa que arrisca é que o mandem a um certo sítio…
Aqui a única coisa que arriscamos é ouvir bocas de quem ou nunca leu o blogue, ou então treslê os posts com uma facilidade espantosa, como paree ser o seu caso. China, Venezuela? Você já alguma vez leu o que aqui se escreve para aqui vir “amandar postas de pescada desse quilate”?
Tal como eu suspeitava, Fado, você não desperdiça nada. No seu blog vale tudo. Porreiro, pá.
Tenho a certeza que o Arrastão lhe dispensa de bom grado alguns comentadores. Ficava você a ser mais lido e nós menos poluídos – tudo vantagens.
pedro sales
em relação ao comentário da asprocivil gostaria de saber quais as ferramentas que só esses senhores conhecem que permitem antecipadamente conhecer a localização e dimensão de eventos como este a que se referem. é que se forem as mesmas que aplicam quando se trata do auxilio ÀS populações que sofrem as consequencias de eventos metereologicos ou sismicos, estamos conversados. é talvez como perguntava a um cientista no outro dia uma apresentadora de programas sobre a previsão da ocorrencia de sismos, então voces que são cientistas não conseguem descobrir quando e onde os mesmos vão ocorrer?
Dazulpintado #53, não se trata de crivo nenhum, trata-se apenas de decência. É assim tão difícil de entender?
Se você fosse autor de um blogue admitiria comentários de incentivo à pedofilia, por exemplo?
Já Sales, já lí!
a minha pescada pelo menos não é congelada!
Já agora, não consigo sequer começar a tentar compreender porque carga de água não falaram em algo realmente importante como a decisão do Presidente da Republica de promulgar o adiamento da entrada em vigor da revisão do Código dos Regimes Contributivos.
Será porque o homem é da Direita??
hummmm?….
….
….
Fui ver ao dicionário, isso é de facto ser trauliteiro!
Um excelente post ao seu nível.
As imagens da televisão mostram que teria sido facílimo repor a energia logo na mesma tarde. Afinal só caíram umas centenas de postes e mais umas minudências técnicas.
Aposto cinco euros em como a CP e a Refer duas das empresas do Estado mais produtivas hoje (até pode ter sido ontem pois não li jornais) já retiraram aqueles calhaus que caíram na linha do Tua e está tudo a funcionar perfeitamente, como é costume neles.
E no espaço que mediou, como ouvimos aos populares, colocaram logo camionetas e táxis à disposição e os funcionários foram muito prestáveis.
Pareciam Pais Natal.
[Responder]
Antigamente é que era. Um gajo tinha uma avaria em casa, chamava o piquete da EDP, e cinco minutos depois, lá esta ele. Tanta diligência até espantava.
[Responder]
O que vale, Sales, é que deves estar esquecido de quando isto era com empresas públicas. Atendendo que foi toda a infraestrutura que foi à viola e que fizeram uma infraestrutura temporária, no tempo da EDP EP, era coisa para 5 anos. Se há coisa que as paridas ideológicas não apagam é a memória da razão pela qual sabemos que são paridas.
[Responder]
O que interessa era fazer a comparação entre os serviços quando era 100% pública e agora que é parcialmente privada. Provavelmente, agora está bastante melhor, apesar de essas notícias.
[Responder]
” Afinal só caíram umas centenas de postes…”
Faducho,
Fossem as linhas de muita alta tensão subterraneas, nem estes tinham caido e se calhar, nem estavamos aqui a discutir o problema da falta de energia.Mas isso são questões que o Penedo é que percebia…
Para um país que se diz na vanguarda da energia limpa, como sempre, aqui cagou-se até ao pescoço.
Continuação de Boas Festas
[Responder]
Claro, se o Bloco estivesse no poder, tinha nacionalizado a EDP e nem 10 minutos passariam até a situação estar reposta. A luz da EDP brilharia sempre para todos nós.
[Responder]
Ó Sales depois que apareceste na SIC na reportagem sobre espionagem na AR ficaste mesmo tontinho.
Então não te lembras quando a PT era publica e a malta ficava UM ANO à espera de ter telefone ?
Tem juízo pá.
[Responder]
O Pedro Sales tem razão
Privado ou não, com a tecnologia ao dispor da REDE Eléctrica nacional, os serviços tem que ser cada vez melhores.
O problema é sempre quem manda nesta merda nunca assume a verdade.
Quase sempre se diz uma coisa e constata-se outra. Seja o ministro das finanças, o do banco de portugal, o 1º ministro.
Anda meio mundo a tentar meter Lisboa pelos olhos adentro do outro meio.
Dizer a verdade por custar perder o lugar não é assim?
[Responder]
O que seria mesmo interessante, humores do “S. Pedro” à parte, seria verificar a taxa de avarias e de reclamações na zona afectada durante o resto do ano, e compará-la com outras zonas do país com uma rede análoga. Peçam e vejam.
Quem pretende comparar tecnologicamente a realidade de uma rede eléctrica de há 30 anos com o que se vislumbra hoje só pode ser ignorante – basta atentar numa coisinha simples chamada “comando remoto da rede”. Geradores de emergência à parte…
A pergunta podia ser feita de outra maneira: quantas pessoas disponíveis tem a EDP para intervir no terreno? Sabendo-se que fecharam montes de dependências locais (piquetes), e que quem faz a parte de leão do serviço na rede são empresas empreiteiras – que têm um quadro necessariamente reduzido, precário, e de acordo com as obras que contratam -, ficou melhor a capacidade de intervenção da empresa? Do ponto de vista social, posto de trabalho efectivo versus precariado, ficou melhor o país?
E EDP hoje move-se por um diapasão diferente daquele que existia quando electrificou o país em tempo recorde – sim, mesmo esses lugarejos isolados de meia dúzia de casas que nem em trinta anos pagariam o investimento ficaram com electricidade ao preço dos restantes consumidores.
Talvez os privatizadores de serviço não saibam, mas os clientes da empresa já não têm a mesma importância: uma interrupção de uma hora de energia numa zona rural não vale o mesmo para a empresa que idêntica situação em Lisboa. Mesmo que a avaria rural tenha mais gente prejudicada, peçam e vejam. Ah, pois, “a desertificação e a instalação de empresas no interior”…
Quantas zonas deste país anda têm piquetes à noite? Experimentem ligar para as avarias daquela empresa durante a madrugada… se não viverem em Lisboa ou no Porto.
Até parece que não sabem que uma forma de se apresentarem lucros é reduzir a intervenção preventiva e o investimento… além, claro, de se despedir pessoal e contratar empresas de “carne para canhão”.
O que ficou demonstrado claramente é que caso ocorra uma catástrofe natural de um âmbito geográfico maior a “eléctrica nacional” terá menos capacidade de intervir do que a de gerar lucros quando “no pasa nada”.
[Responder]
Não digo que seja fácil restabelecer a electricidade. Mas nada disso justifica que centenas de famílias estejam sem luz há seis dias e, muito menos, as constantes tretas que a EDP vai dizendo nos seus comunicados. Ontem estava tudo resolvido. Hoje, depois da notícia da RR, já reconhecem que há 250 famílias sem luz…
Já agora. Alguém acha, a começar pelo JCD, que é fácil gerir um sistema de saúde universal, só para dar um exemplo? E não é por isso que metade das iluminárias que se passeiam pelas colunas de opinião ou blogosfera, de cada vez que algo corre mal, deixam de culpar a ineficiência dos serviços públicos, pois não?
Qual é, então, a diferença de eficiência, e no relacionamento com os clientes, dos monopólios públicos que foram privatizados apenas para se tornarem em monopólios privados?
O que se passou neste caso, onde as famílias vivem em aldeias que ninguém conhece, foi que a EDP teve o azar de apanhar uma pessoa da direcção de informação da RR numa dessas aldeias. Sorte a nossa, que vamos vendo as suas notícias com as petas que o gabinete de comunicação da EDP vai emitindo.
Perante a notícia que milhares de pessoas estão sem luz há quase uma semana, e fosse a EDP pública, sempre gostava de ter visto a reacção do PP, prontamente secundada pelas iluminarias do costume. Já tinha chamado ministros ao Parlamento, advogado a sua privatização e zurzido nos serviços públicos. Como é privada, é tudo muito difícil tecnicamente. Tanto, que o governador civil de Lisboa já fala em contratar uma empresa espanhola. Porreiro, pá.
Fado Alexandrino,
Já reparou bem no nível dos seus comentários?
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#5 Bolota
“Fossem as linhas de muita alta tensão subterraneas…”
Bolota, diga lá onde é que já viu uma infra-estrutura de transporte de energia eléctrica em alta tensão subterrânea.
Se não toma cuidado ainda o fazem presidente da REN.
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Eu devo morar numa zona isoladíssima, que por acaso faz parte do distrito de Lisboa, concelho de Mafra, freguesia da Ericeira, porque não tenho electricidade há 5 dias. E a EDP diz o quê? Que não tem previsões. Um dia a luz vai voltar, eventualmente no espaço de um ano, se calhar mais. Mas o que é que lhes interessa? Eu sou forçada a continuar a pagar as contas, e eles têm electricidade em casa, o mal dos outros não os preocupa minimamente.
[Responder]
O Pedro Sales deve ser inginheiro.
Quanto ao comentário do Bolota:
Sabe que se todas as linhas de AT fossem subterrâneas dificilmente grande parte da população teria capacidade para pagar a factura da electricidade. Já para não falar da indústria que depende da energia eléctrica…
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caramba vocês são o ‘cometa expresso do universo’… sabem o que é mais de uma duzia de postos de transformação aniquilados? Depois clientes não são o total de habitantes… eu sou cliente e cá em casa somos quatro… A minha irmã na super activada estocolmo está à três dias sem luz porque a caixa da rua pifou… eles acham normal …
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Caro Pedro Sales
Não é fácil gerir nenhum sistema universal e é por isso que os sistemas centralizados entram sempre em colapso.
Suponho que ainda se lembra da EDP nacionalizada, dos TLP, dos bancos públicos. Eram o exemplo dessa gestão centralizada em que os clientes eram um pequeno contratempo na vida dessas empresas.
A EDP de agora está um pouquinho melhor, até porque a pequena concorrência (principalmente nas empresas) a isso vai obrigando . mas a rede é em grande parte da REN. A EDP ganhou alguma consciência de que deve tratar melhor os clientes. Comparado com aqueles tempos pós-revolucionários, a diferença é do dia para a noite.
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Pedro Sales
Esclareça-me uma dúvida: quando escreve «iluminárias», será que pretendia antes escrever luminárias (usando da ironia para satirizar aqueles se julgam saber tudo).
Cumprimentos luminosos
J.C.
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Pedro Sales Reply:
Dezembro 27th, 2009 at 18:53
João Cerqueira.
tem razão. devia ter mais cuidado a editar os textos. Obrigado pela correcção.
#Dazulpintado
Em Estados Americanos, maiores que Portugal, onde há tornados e tufões quase meses a fio, gostava de ver os fios a voar, se não houvesse alta tensão subterrânea.
E também em grandes vãos, de travessia de rios e canais, há as linhas submarinas, lá porque não os vê, pode acreditar que existem.
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Sales,
Por não ser fácil gerir um sistema de saúde universal é que em Portugal nunca se conseguiu.
[Responder]
Pedro Sales Reply:
Dezembro 27th, 2009 at 18:52
Tonibler,
Estranhamente, a OMS considera o nosso o 12.º melhor do mundo e, numa geração, saltámos de níveis de mortalidade infantil e de esperança média de vida dignos do terceiro mundo para alguns dos melhores indicadores mundiais. E isto num país onde um quinto da população é pobre e tem a casa gelada no inverno.
fosse o evento um show-off sobre “energias renováveis” e o cagão do Mexia já tinha aperecido em tudo que é TV.
mas parece que o Respeito pelos Clientes não faz parte dos objectivos do COE do regime … e dos jcd’s .
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JCD,
Como se pode ver na edição de hoje do Público, a EDP só reforçou os piquetes ao fim de quatro dias. Durante 100 horas, vários milhares de pessoas estiveram sem luz e a EDP não reforçou os seus meios de pessoal. Eram uma aldeias, em princípio sem acesso aos meios de comunicação social, para quê incomodar alguém com isso. Só a trabalheira…
Não digo que a EDP nacionalizada funcionasse bem, longe disso, apenas que a privatização destas empresas monopolistas – ao contrário do que era defendido pelos defensores da privatização – não institui uma mudança de paradigma na forma como tratam os clientes que precisam do seu serviço para o básico dos básicos do dia-a-dia.
Quem critica os serviços públicos por tudo e por nada deveria ser consequente e reparar que o problema não está tanto no regime de propriedade das empresas, mas antes numa cultura empresarial nacional onde, até prova em contrário, os clientes são sempre os culpados. Sejam as empresas públicas ou privadas.
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Sales,
a mortalidade infantil é verdade. O resto vais ter que ir perguntar às pessoas que estão na fila do centro de saúde da marinha grande para ver se conseguem ter uma consulta amanhã.
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Pedro Sales Reply:
Dezembro 27th, 2009 at 19:28
Tonibler,
não é só a mortalidade infantil. é tudo o resto. Num dos últimos textos que assinou no Público, o António Barreto indicava que, nos anos 60, nem um milhão de portugueses tinha acesso a serviços de saúde. Os outros ficavam entregues à sua sorte. E isto porque, mesmo assim, se tinha verificado uma expansão face aos 300 mil que tinham acesso às previdências logo a seguir ao pós-guerra. Partimos de indicadores penosos e miseráveis para cuidados de saúde que são dos melhores do mundo. E tudo isto em pouco mais de uma geração. A forma como a esperança média de vida disparou, num país que continua a ter um absurdo número de pobres, não tem nada a ver com o acaso. O SNS é o maior caso de sucesso da democracia. Claro que há problemas, como o que relata, mas isso não deve servir para escamotear o caso de sucesso que é a saúde pública em Portugal. Senão, vejamos, quantas empresas portuguesas é que figuram nas 12 melhores do mundo (que é o lugar onde a OMS coloca o SNS)?
Há problemas de eficiência, como os que relata na Marinha Grande, claro que sim, mas também há centros de saúde, como o meu, onde telefono às oito da manhã e tenho uma consulta quatro horas depois.
5 Bolota
Palavras para quê, é um agricultor Português.
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” Bolota, diga lá onde é que já viu uma infra-estrutura de transporte de energia eléctrica em alta tensão subterrânea…”
Dazulpintado,
O Bolota fica sempre arripiado com tanta inteligencia concetrada.
Sabe porque não vê infra-estrutura de transporte de energia eléctrica em alta tensão subterrânea??? Não as vê porque estão enterradas.
Quanto ao fazerem de mim presidente da REN…Uma coisa lhe garanto, casos como os da Patrícia Gomes Lucas, se calhar não exitiam e, não é por nada, apenas porque faria uma gestão em função do consumidor e não do accionista, como está na moda.
” Sabe que se todas as linhas de AT fossem subterrâneas ”
Alfredo,
inginheiro me parece o Alfredo…Já se deu conta que nos grandes centros a questão das linhas de AT não se coloca e por acaso é onde se concentram as grandes unidades industriais?? Não se coloca porque estão instaladas no subsolo. Quem não se lembra das permanetes valas abertas junto á habitações???
” eles acham normal …”
sara,
Normal seria a REN desempenhar a sua função apesar da intemperie.
” onde há tornados e tufões quase meses a fio, gostava de ver os fios a voar, se não houvesse alta tensão subterrânea ”
isagt,
Bem observado.
[Responder]
Quando são contratadas empresas locais no Minho e no Algarve para fazer as reparações na zona oeste acreditem… está tudo dito quanto à eficiência e responsabilidade da actual da EDP.
A reposição da energia eléctrica nas freguesias rurais e zonas remotas tem um prazo de 4 horas salvo se existir um aviso prévio de corte de energia. Tá no caderno de encargos. Depois disso informam-se os clientes e recorre-se a geradores. Mas como a EDP só tem carros de alta cilindrada…
[Responder]
” Palavras para quê, é um agricultor Português ”
Sargento Cunha,
Eu ainda vou semando uma batatitas…há-os por ai que são parvos.
O que tem a tua observação a ver com a discussão???
[Responder]
Sales,
Há aí nesse comentário uma carrada de coisas que não bate com o conceito de universal, ou a Marinha Grande não faz parte do universo? E estás a argumentar de um ponto de vista errado, eu não sou contra o SNS, sou contra o SNS produzido pelo estado. E estás um bocado desviado dos objectivos, a OMS diz que Portugal tem o 12ª saúde do mundo?
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Pedro Sales Reply:
Dezembro 27th, 2009 at 21:19
Tonibler,
“estás a argumentar de um ponto de vista errado, eu não sou contra o SNS, sou contra o SNS produzido pelo estado.”
Pois sim. Só que não há nenhum país da OCDE que tenha um serviço universal de saúde que não seja assegurado pelo Estado. O único sítio onde o Estado não presta esse serviço, nos EUA, quase 50 milhões de pessoas não têm acesso a nenhum cuidado de saúde. Curiosamente, são o país onde mais se gasta em despesas de saúde (16% do PIB).
Quanto ao ranking, pode encontrar aqui a sua reprodução. http://www.photius.com/rankings/healthranks.html
É de 2000, foi a última vez que foi publicado, mas dá para perceber que a qualidade dos serviços de Saúde está longe de ser um dos principais problemas do país.
Bolota e etc, nos USA muitas e muitas vezes ficam às escuras semanas…é que os USA não são só NY. Aonde há tufões ex Florida deve reparar que candeeiros publicos são ao pendurão assim como muito do trafego electrico coisa que nós aqui jamais usámos ou usamos… essa dos cabos subterrâneos só para fim de conversa Portugal é dos países do mundo que mais investe nesse sistema…
Áh! pode achar idiota mas que ‘acham (Suecia) normal acham’… e se fosse nos USA nem piavam apenas se ficavam com God Bless America.
[Responder]
O que tem a ver camarada agricultor da IC19 Bolota é que ouviste falar em cabo enterrados e agora pareces um pavão todo inchado a falar, sem saber o que dizes.
“A decisão de enterrar linhas de alta tensão para satisfazer as reivindicações dos que temem danos graves na saúde levará a um aumento do preço da electricidade. Embora o valor das tarifas seja determinado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), a Redes Energéticas Nacionais (REN), empresa que garante o transporte de electricidade, estima que, num pior cenário, a totalidade da rede enterrada represente um agravar da factura em 40 por cento. O aumento de 2,9 por cento já definido para 2008 não tem em conta a guerra da alta tensão.”
[Responder]
Bolota, não fique tão enchofrado homem, retiro o que disse quanto ao poder vir a ser presidente da REN. Quanto ao resto, é tudo uma questão de se calcular a relação custo-benefício. Nas grandes cidades o transporte em média tensão é subterrâneo, mas já imaginou fazer transporte de MAT, AT ou mesmo MT por montes e vales, em cabo armado, com expropriações de terreno etc para o resto do país? Estava disposto a multiplicar o valor da sua factura de energia várias vezes para obviar a um problema que ocorre uma vez em cada 30 anos? Não brinque comigo.
[Responder]
” retiro o que disse..”
Dazulpintado,
P´ra trongo já chego eu.
” levará a um aumento do preço da electricidade….”
Sargento Cunha,
Entao deve ser por isso que a proxima factura, a de janeiro, já a papas a energia mais cara.
Men, vai catar cagados, Men
Eu, mesmo assim, prefiro semear uma aboborazitas…
” Bolota e etc, nos USA ”
sara,
Nos USA temos a Michel na Casa Branca , aqui temos a Cavaca em Belem. se nã consegue ver a diferença, uma é preta a outra branca.
Eu quero é que a Patrícia Gomes Lucas , que por acaso faz parte do distrito de Lisboa, concelho de Mafra, freguesia da Ericeira, tenha energia sem subressaltos.
Se tiver em conta que debitamos energias renovaveis por todos os poros e espirramos magalhães…o que se está a passar é absurdo
” Áh! pode achar idiota mas…”
Idiota não direi, mas diria que é demasiado obidiente…
Porque não diz assim: o salario minimo praticado na Suecia deve ser aplicado em Portugal. É que miseria temos por cá que chegue.
[Responder]
Posso informar-vos que a REN vai enterrar inúmeras linhas de alta tensão nos arredores do Porto.
Quantà qualidade de serviço…bem, na Lourinhã é uma merda e não é por causa do temporal. Se para lá forem morar dou um conselho-comprem uma UPS ou o computador vai à vida num instante e o que estiverem a fazer vai perder-se inúmeras vezes.
Já era assim antes de privatização e assim continua. Hoje já falhou umas três vezes, felizmente foram daquelas falhas momentâneas que não chegam a desligar aparelhos. Mas a UPS lá apitou e a net foi-se que o modem não tem ups
[Responder]
UPS,
Deixe-me trata-lo/a assim. De uma forma simples, acabou por reforçar o que tenho vindo a dizer o importante é o LUCRO e não o serviço.
Os sabichões cá do burgo devem estar um bocado p´ro aparvalhado…
[Responder]
Sales,
Estás a confundir o assegurado pelo estado com o produzido pelo estado. Eu concordo com o assegurado pelo estado, não com o produzido pelo estado.
E estás a confundir a gestão do sistema com a qualidade do sistema. Referiste a gestão do sistema, essa é que é difícil, como a falta de universalidade a demonstra. A qualidade é vista como se quer, a OMS vê de um lado, o gajo que está na lista de espera há 5 anos para ser operado vê de outra.
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Pedro Sales Reply:
Dezembro 28th, 2009 at 0:35
tonibler,
estamos a desviar-nos totalmente do post, mas sempre lhe digo que não conheço nenhum país onde o Estado assegure os cuidados de saúde e não seja o principal responsável pela prestação desse serviço. Claro que cada um tende a ver a qualidade de um serviço na sua óptica pessoal, e ligue pouco a estatísticas, mas parece-me inegável que o SNS é um dos sucessos da nossa democracia.
Muita confusão aqui vai…enterrar ou não enterrar.
É obvio que é possível enterrar a MAT e AT mas também que fique claro que é muitíssimo mais dispendioso do que a via aérea. Em casos muito excepcionais é que se enterram os cabos.
Há aqui umas opiniões que tentam baralhar a situação acenando com a bandeira da nacionalização e da privatização. Nada mais falso pois o problema não se coloca.
Aliás, seguindo a lógica dos defensores da privatização, havia actualmente a obrigação de dar bastante mais qualidade.
Por exemplo, eu na minha casa chego a ter 197 VRMS (deveria ter 230VRMS);
Por outro lado, durante o dia as flutuações são inúmeras, causando micro-cortes (<1 segundo de duração) em várias instalações, algumas delas fabris.
A Energia já nos chega ás instalações CARREGADA de harmónicos (isso é conversa para outras “guerras” e não aqui) o que provoca estragos nas instalações, praticamente impossíveis de provar, pois os danos acontecem muitas vezes por stress e não por ruptura pura.
Tudo isto são investimentos que deveriam ser feitos mas não o são, porque os accionistas querem lucro.
Os apagões nos EUA e no Brasil resultaram porque as companhias privatizadas andaram a poupar nas seguranças e no dimensionamento da rede.
Pedro Sales esteve muito bem e foi pertinente.
A EDP tinha obrigação de funcionar muitíssimo melhor com as tecnologias que tem ao dispor.
#9 Curto-circuito acertou em cheio no problema desta EDP, que é grave.
Há um desinvestimento em recursos humanos e técnicos assustador, e os sub contratados jamais respondem minimamente ás solicitações.
[Responder]
Fado Alexandrino,
Já reparou bem no nível dos seus comentários?
Reparei sim senhor, e não vejo lá nada que possa ofender a vossa ideia de liberdade de imprensa e mesmo de alguns postes que aqui colocam, e se têm dúvidas pode perguntar ao senhor gerente deste blogue.
No seu caso usei a minha mais fina ironia, o que pode mesmo levar à conta de um elogio.
Acontece no entanto uma coisa bem curiosa. Detecto sem grande custo, o custo que vos causa ouvir opiniões contrárias, o chamado contraditório.
Por falta de hábito, de paciência ou de capacidade argumentativa normalmente ficam bastante nervosos e, neste caso particular e supondo que conseguiu perceber a ironia do meu comentário não argumentou aos factos que lá escarrapachei.
Reparou nisso?
[Responder]
Pedro Sales Reply:
Dezembro 28th, 2009 at 0:25
Fado Alexandrino,
Quando diz que detecta, “sem grande custo, o custo que vos causa ouvir opiniões contrárias, o chamado contraditório” só pode estar a brincar, não é? Já reparou nos comentários que aqui são publicados, isto é, moderados e aprovados pelos autores do blogue.
Quanto aos seus factos, que eram em tudo idênticos aos de mais 3 ou 4 comentadores, respondi-lhe nos comentários que aqui deixei. Ou não reparou, ou deve andar distraído.
O Curto Circuito #9, disse tudo – o resto é conversa fiada.
Leiam atentamente e não precisam de mais nada para discutir.
Quando a Energia, a Saúde, os Transportes, a Educação, a Água e outros bens essenciais, podem ser objecto da cobiça do lucro, está tudo dito…
[Responder]
Quanto aos seus factos, que eram em tudo idênticos aos de mais 3 ou 4 comentadores, respondi-lhe nos comentários que aqui deixei. Ou não reparou, ou deve andar distraído.
Olhe que não, olhe que não. (Tem direito de autor e pertence ao Pai da democracia popular)
Repare em duas coisas.
No meu caso deu-me uma lambada o que me diferenciou dos restantes. Reparou?
E no meu caso, fiz-lhe uma comparação com a queda de uns calhaus que não se faz a mínima ideia de quando a Refer e a CP retomarão o serviço na linha do Tua. Reparou?
Pois se reparou, ignorou.
E mais ainda colocar comentários que vos são adversos e não lhes responder pode significar ou uma simples má educação ou não ter resposta para dar.
O senhor faça o favor de escolher.
[Responder]
Para todos os comentadores que têm realçado a impossibilidade técnica da EDP responder de forma mais pronta ao sucedido (e isto sabendo-se, como se sabe, que esteve 4 dias sem reforçar os piquetes e os meios humanos para responder oas milhates de pessoas que ficaram sem luz…), vale a pena ver esta notícia da TSF:
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1456851
Técnicos de Protecção Civil dizem que resposta da EDP foi lenta e insuficiente
A Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Protecção Civil criticou hoje a actuação da EDP face às situações climáticas extremas dos últimos dias, afirmando que a empresa tem de ter outros meios de resposta.
Para a AsproCivil, a EDP precisa «rapidamente de reflectir sobre a sua capacidade operacional para responder a situações destas ou ainda piores», referiu a associação, em comunicado.
«O que aconteceu não é de todo uma impossibilidade, pelo que a EDP deve trabalhar com probabilidades e com os devidos avisos e não só com os registos históricos, tanto mais que no passado dia 18 de Fevereiro de 2009 (…), um evento em tudo parecido afectou a zona de Cascais e Sintra e já nessa altura a resposta da EDP foi deficitária», sublinhou a AsproCivil.
[Responder]
Fado, sempre quero ver se no seu blogue, miseravelmente participado aliás, você deixa passar toda a merda que para lá é enviada.
Talvez você nem se importe. Afinal de contas, um ranking é um ranking e um vintém é um vintém.
E, neste mundo tão competitivo, não nos podemos dar ao luxo de desperdiçar merda nenhuma, pois não?
[Responder]
Fado Alexandrino,
“E mais ainda colocar comentários que vos são adversos e não lhes responder pode significar ou uma simples má educação ou não ter resposta para dar”.
Não há nada que obrigue os leitores do blogue a responderem a todos os comentários. Nem me parece, de resto, que seja esse o objectivo de uma caixa de comentários. Cada um expõe os seus argumento, quem os lê retira a sua conclusão.
Quanto ao mais respondi à questão do Tua no comentário #10. Volto a repetir o sentido do post, que isto parece ser difícil: quando um serviço público funciona mal, levanta-se uma campanha contra a prestação pública de determinado serviço, quando é uma empresa privada, tudo bem, a resposta era tecnicamente dífícil. A CP é um excelente exemplo desta indignação selectiva.
[Responder]
Pedro Sales
Registo a forma humilde e simpática como respondeu ao meu comentário.
Cumprimentos
[Responder]
E hoje já falhou das 7h45 aí até ás 7h50.
Exactamente bolota. O que importa é o lucro e as pessoas são lixo
[Responder]
45 joaquim azevedo
28 Dez 2009 às 1:19
O senhor raramente acerta duas seguidas e aqui voltou a repetir-se.
Sim, não me preocupa nada quantas pessoas lêm o que escrevo.
Não, nenhum comentário é apagado até porque os insultos só insultam quem os escreve.
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Sales,
Na realidade, muito poucos são produzidos pelo estado. Mas não fui eu que apresentou o SNS como exemplo de gestão estatal que, não sendo tão má como são outros, é bastante má.
[Responder]
A típica traulitisse da esquerda radical.
Curiosamente lembro-me bem do periodo da EDP estatal naquela zona. De facto há por alí imensas localidades onde nunca havia um único problema eléctrico. Isto certamente pelo rigor e zelo que caracterizavam a empresa pública.
Ou isso ou o facto de por lá ainda não haver rede eléctrica nesse tempo.
O Sales fala mas eu gostava de o ver amandar postas de pescada desse quilate num país socialista moderno, como a China, a Venezuela, etc…
Queria ver quanto tempo durava o Sales à Solta.
Aqui a única coisa que arrisca é que o mandem a um certo sítio…
[Responder]
Pedro Sales Reply:
Dezembro 28th, 2009 at 13:26
Zacarias,
Aqui a única coisa que arriscamos é ouvir bocas de quem ou nunca leu o blogue, ou então treslê os posts com uma facilidade espantosa, como paree ser o seu caso. China, Venezuela? Você já alguma vez leu o que aqui se escreve para aqui vir “amandar postas de pescada desse quilate”?
Tal como eu suspeitava, Fado, você não desperdiça nada. No seu blog vale tudo. Porreiro, pá.
Tenho a certeza que o Arrastão lhe dispensa de bom grado alguns comentadores. Ficava você a ser mais lido e nós menos poluídos – tudo vantagens.
[Responder]
#51 joaquim azevedo
Boa, finalmente apareceu alguém com uma ideia nova para a blogosfera. O crivo.
[Responder]
Boa tarde, sou totalmente a favor das nacionalizações e da maioria absoluta para o BE…ao menos desaparecia do mapa, passados 4 anos…
[Responder]
pedro sales
em relação ao comentário da asprocivil gostaria de saber quais as ferramentas que só esses senhores conhecem que permitem antecipadamente conhecer a localização e dimensão de eventos como este a que se referem. é que se forem as mesmas que aplicam quando se trata do auxilio ÀS populações que sofrem as consequencias de eventos metereologicos ou sismicos, estamos conversados. é talvez como perguntava a um cientista no outro dia uma apresentadora de programas sobre a previsão da ocorrencia de sismos, então voces que são cientistas não conseguem descobrir quando e onde os mesmos vão ocorrer?
[Responder]
Dazulpintado #53, não se trata de crivo nenhum, trata-se apenas de decência. É assim tão difícil de entender?
Se você fosse autor de um blogue admitiria comentários de incentivo à pedofilia, por exemplo?
[Responder]
Já Sales, já lí!
a minha pescada pelo menos não é congelada!
Já agora, não consigo sequer começar a tentar compreender porque carga de água não falaram em algo realmente importante como a decisão do Presidente da Republica de promulgar o adiamento da entrada em vigor da revisão do Código dos Regimes Contributivos.
Será porque o homem é da Direita??
hummmm?….
….
….
Fui ver ao dicionário, isso é de facto ser trauliteiro!
[Responder]
O problema é que qualquer intempérie põe a nu as fragilidades estruturais deste país.
Não tem nada que ver com privatizações.
[Responder]