A ex-ministra da cultura é o seu ex-secretário de Estado são pessoas extraordinárias: continuam, pelas piores razões, a ser o centro das atenções mesmo depois de abandonarem o cargo. E conseguem ser mais detestados agora, quando já não mandam em ninguém. É um talento. Algum haveriam de ter.
Por Daniel Oliveira 9 Jul 08 em Sem categoria



olha pois eu gostei que ela batesse em quem se julga o Gilberto madaíl da cultura, em quem invoca “condição social” para falar, em quem a manda “Calar e ser bela”.
Daniel, no país que eu e tu defendemos a condição social não pode ser uma condição para ter opinião. No país que Eu defendo ninguém pode estar acima de ninguém apenas porque é culto e bom artista.
Luis Miguel Cintra é um ser autista que se recusa a dar qualquer hipotese a outro criador num teatro pago por todos nós (falo da sala).
Sobre o Benard… olha pergunta aos funcionários pelas persiguições por delito de opinião de que são vítimas.
Daniel, trabalho na cultura e és um dos tipos que mais gosto de ler, como leitor te peço que observes bem a cultura antes de falares dela. Os conservadores são quem menos parecer ser.
abraços e olha que a Maria Papoila teve graça pela primeira vez na vida pública.
Veremos qual será o próximo tachinho que recebem para fechar o bico.
Apesar de detestavel tem alguma razão no caso dessa “Vaca Sagrada” da cinemateca. A cinemateca parece morta e só contrata familia. Um verdadeiro escandalo. Mas não há nada melhor em Portugal do que ser um velho católico progressista. Agrada a todos…
Fim de todos os subsídios à produção cultural JÁ !
por acaso, achei muito boa a carta de Isabel Pires de Lima em que ela respondia a Luis Miguel Cintra. E eu admiro bastante este último…mas isso não faz com que ele possa dizer o que lhe apetece, só porque acha que está a defender amigos. Quando é que os intelectuais da nossa praça deixam de se achar acima de todos os outros?
Gostava muito de dar opinião mas da ministra não sei quem é e de Sintra só conheço as queijadas.
O problema dessa senhora é que quando teve autoridade para combater os Benards e Cintras da cultura lisboeta não o fez. Agora não tem legitimidade para isso. Apesar de tudo, o que ela diz e defende está correcto. Só que vem atrasada.
http://diariodabarafunda.blogspot.com/2008/06/uma-boa-causa-uma-m-defensora.html
Concordo com a atribuição de subsídios a produtos menos “mainstream”. Não acho que o número de espectadores deva ser um critério decisivo na atribuição desses subsídios.
De qualquer modo, de todas as vezes que vou à Cornucópia a sala está esgotada, ou quase. Ontem estive na Cinemateca e a sala maior também estava quase cheia. De resto a Cinemateca é, de todos os cinemas a que vou, a que tem um número médio de espectadores mais elevado (observação enviesada de várias formas, mas à falta de estatísticas…).
Em relação a cada uma das instituições, devo dizer que me considero um privilegiado, no contexto nacional, por poder desfrutar da programação da Cornucópia e da Cinemateca. Em Lisboa a Cornucópia (Luís Miguel Cintra) é, da minha experiência, um dos melhores sítios para ver teatro.
Já em relação ao Bénard da Costa, só posso respeitar uma pessoa que escreve crónicas para o Público sobre altares e presépios barrocos de igrejas italianas!
Obrigado Luís Miguel Cintra e Bénard da Costa, e “não cedam nem um pentelho” a esta cambada de invejosos e medíocres!
Eu que sou da “província”, apetece-me, simplesmente, ignorar como eles me ignoram a mim, mas no essencial estou com o Peter.
Na “província” tudo o que se faz é com muito esforço e, por vezes, fazem-se coisas com muita qualidade. Mas é natural que não saibam. Todos, sem excepção, a começar pela comunicação social desprezam em absoluto tudo o que não parte do meio “artístico” de Lisboa e Porto. Os artistas, quando convidados a virem à “província” mostram uma tal arrogância intelectual e artística que apetece recambiá-los na hora.
Por acaso vocês também são a favor do fim das SCUTS?