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Em greve de fome há 24 dias num parque de estacionamento do aeroporto de Lanzarote, Aminetu Haidar continua a morrer aos poucos. O governo espanhol não se limita ao silêncio e comporta-se como autêntico delegado diligente da ditadura marroquina. Do resto da Europa, governo português incluído (o partido que o sustenta nem a favor de um voto de solidariedade consegui estar), o silêncio cobarde. O Sara luta pelo mesmo que Timor lutou. A história é aliás quase igual. Mas os negócios falam mais alto. Aminetu Haidar, prémio Sakarov entre tantos outros, pode morrer a qualquer momento. Em solo europeu. Perante o silêncio cobarde de todos. Apenas porque não deixam regressar ao seu país, à sua casa, aos seus filhos. Apenas porque os mesmos que a elogiam e a premeiam são incapazes de aprender alguma coisa com o seu exemplo: o da dignidade e da coragem.

Quando Marrocos fez saber que ela só poderá regressar se pedir desculpas ao rei Mohammed VI, o seu filho mais novo, de 13 anos, disse: “A minha mãe nunca vai voltar a casa porque nunca vai pedir perdão ao rei.” Não por frieza, mas pela coragem de uma combatente, Aminetu mediu todas as palavras: “podem viver sem mãe, mas não sem dignidade”. Por mim, ao ver esta mulher firme e de paz morrer na Europa que se diz da liberdade sinto uma vergonha sem fim. E um desprezo enorme pelos cobardes que nos governam. Tivessem os nossos líderes um pingo do que tem Aminetu e estaríamos muito melhor servidos.


70 respostas ao post “O silêncio dos cobardes”  

  1. 1 1  tonibler

    Daniel,

    Os cobardes, como lhe chama, não estão a arriscar o bem estar de algumas centenas dos seus concidadãos que, não sendo tão bem alimentados como o Daniel, estão mais expostos à contingências do comércio externo.
    E, depois Daniel, se a causa da senhora não favorece o bem estar dos portugueses, porque deveria um governante português tomar o partido dela? Acha que os governantes portugueses são livres de assumir as causas que lhes apetece de acordo com a sua livre vontade? O que aconteceu em Timor foi que Portugal se chegou à frente, porque Timor tinha petróleo, a mostrar aos demais governantes que dali poderia vir proveito. Porque, não fosse o Eanes impedir o Soares, Portugal tinha reconhecido Timor como indonésio há muito tempo.
    Mas pode um primeiro-ministro português empenhar o país na solidariedade com os milicianos americanos ou com o KKK?
    Afinal, também estes podem reclamar serem vítimas de repressão… Qual é para si o limite a partir do qual um governante pode empenhar um país numa causa externa? Aquilo que o Daniel entende como bom, é isso? E até que ponto? Devia Portugal declarar guerra ao Reino de Marrocos?
    É muita pergunta. Fiquemos por uma única, a título de resumo, quantos dos nossos empregos e quantas das vidas dos nossos filhos pode um governante empenhar numa causa externa? Pode tomar esta, como exemplo…

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    Daniel Oliveira Reply:

    Vidas de portugueses? Porque raio? Não foi o senhor a favor da guerra do Iraque? Ética na política? Isso é luxo de ricos, não é? Ainda me vai chamar burguês previlegiado por defender que a Europa tome posição sobre o coisa que, por acaso, até está a acontecer em território europeu: a senhora foi impedida de embarcar em Espanha, que ainda é Europa. Espere aí, já me chamou. Seja sobre o Sara ou outro qualquer assunto o senhor representa o povo e eu os bem alimentados. É isso? Até para defender o mais pornográfico dos cinimos. Haja paciência. Olhe, eu também me preocupo com a miséria em que se vive no Sara. Isso não faz de mim bem alimentado, faz de mim um gajo decente. O senhor saberá de si. Não fale é em nome de quem não o nomeou como porta-voz. Ficaria espantado como quemvpior vive é tantas vezes quem mais é capaz de ser solidário. O seu egoísmo é escolha sua, não use as dificuldades dos outros para o legitimar.

  2. 2 2  Libertário

    A cobardia europeia não é nada de novo. Lembro-me bem da linda figura que fizeram durante a guerra na Bósnia. E mesmo quando tomam posição normalmente é só bate-boca sem actos a apoiar as posições que tomam.
    Nisso dou a mão a torcer ao americanos, até podem fazer merda e ser uns broncos mas ao menos fazem alguma coisa.

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  3. 3 3  Antonio Cunha

    Penso que esta senhora escolheu uma péssima maneira de se manifestar. Morta não vai servir os interesses do seu povo nem dos seus filhos.

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    Daniel Oliveira Reply:

    O provavelmente acha que vai. Por enquanto está. Há 30 anos que ninguém falava do Sara. Não consigo imaginar qual é a boa maneira de lutar. Se usa armas é guerrilheira, se usa bombas é terrorista. Ficar calada? Inspira-se em Gandi. Parece-me um excelente caminho de luta. Talvez não contasse com tanta cobardia na Europa. Em Espanha há até quem faça campanha contra ela, por embaraçar os espanhois.

  4. 4 4  Dazulpintado

    Tonibler, e a liberdade, onde é que fica?

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  5. 5 5  lingrinhas

    BOA DANIEL.

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  6. 6 6  LAM

    A europa, os países e governos que a compõem, decididamente não aprendem com os erros. Estes mesmos que hoje se remetem aos interesses imediatos do seu cantinho e que ninguém nos chateie, serão os mesmos que amanhã virão a lamentar mais um novo conflito à sua porta com “terroristas” e tudo. Depois será tarde para os “brilhantes” e costumeiros projectos de paz, cimeiras diplomáticas e o diabo a quatro. A política da avestruz não é nem nunca foi solução e no Saara Ocidental a panela continua ao lume…

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  7. 7 7  tonibler

    Daniel,

    Mas alguém o impede de pegar numa arma e ir para o Sahara Ocidental ou pegar no seu ordenado e metê-lo todo na luta da senhora? Então? Quer-me explicar porque é que os seus governantes são uns cobardes se é você que está a pedir pelo dinheiro dos outros para causas que você acha boas mas que, haverá quem não a ache?

    Ninguém está a dizer que não é um gajo decente. O que estou a dizer é que os governantes têm mandatos para defender os seus. E na defesa dos seus não pode transportar os seus valores individuais casuisticamente. Não pode arriscar empregos dos seus numa luta que não é sua, por muito que isso lhe pareça decente. E quando submetemos à legitimidade democrática o critério do que é “decente”, temos a invasão do Iraque que, recorde, foi feita por nações democrática.

    Concluíndo, não venha dizer que apoiar uma causa externa, seja ela simpática como o de uma senhora a fazer greve de fome, ou atacar a federação jugoslava sem pré-aviso ou seja o que for, é um mero exercício de decência. Tem consequências para os seus que lhe parecem suportáveis, pelos vistos, se não forem suportadas por si. E como me guém me nomeou porta-voz e. de certeza, também ninguém o nomeou a si, o melhor é que governantes não tomem posições de política externa em nome de causas, por muito éticas que lhe possam parecer a si ou a mim.

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    Daniel Oliveira Reply:

    toniblair, o senhor acha que os governantes têm mandato para defender os seus. Isso é o mandato que o senhor lhes dá, não o que toda a gente lhes dá. Pare de falar como se o senhor representasse a vontade. Marrocos é nosso viznho. Claro que tomar posição tem consequências. Tem sempre. Para nós, para Aminetu. Claro que há formas diferentes e possíveis de agir. E depois pode-se ser cumplice, que, neste caso, é o que a Europa está a fazer. Ajudando mesmo Marrocos, ocupante ilegal de um territótio que já manda estados europeus tratar dos seus próprios opositores.

    Não preciso de pegar em armas. Ela é pacifista.

  8. 8 8  Talina

    Boa Daniel, Sobscrevo o comentário ao tonibler .

    Abraço

    Talina

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  9. 9 9  Madalena Madeira

    Este governo e seus delegados internacionais cobardolas consegue ter um conduta externa tão intesseira e oportunista quanto a doméstica. OH Luís Amado! , já te entalaste na bajulação à China em detrimento do Tibete, com a tomada de posse do ditador Kadafi e agora este silêncio digno de um cobardolas. Não sei como o povo português pôde eleger o teu governo sem princípios, graxista, materialista, sem ética , sem dignidade.
    Não pensem os ingénuos e aproveitadores de cunhas que este governo vá levantar a Economia , porque isso é demogogia pura !! Basta ter consciência desta falta de força , desta insegurança política.

    [Responder]

  10. 10 10  Madalena Madeira

    Corrijo : interesseiro, mas não corrijo demogogia…!

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  11. 11 11  Raoul de Joinville

    Repito-me:

    Aminetu Haidar não deve ter consciência plena do que é uma monarquia absoluta.

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  12. 12 12  cafc

    Há, por aí, uma “coisa” chamada “Declaração Universal dos Direitos Humanos”.

    Pode ser adquirida numa livraria “próxima de si”, mandar “emoldurá-la” e colocá-la na parede que lhe der “mais jeito”, para a mostrar às “visitas” que vão “lá a casa”. Todos mostrarão uma profunda admiração pelo “humanista” que os recebeu.

    A sua “missão está cumprida”. Espetada na parede, tal como a sua “consciência” está pregada ao “pragmatismo” (isto é “português suave”).

    “PODEM VIVER SEM MÃE MAS, NÃO SEM DIGNIDADE.”

    É uma frase que encerra o que de mais belo se pode encontrar num Ser Humano. Para vergonha de todos os cobardes, activos ou passivos.

    Sim Daniel, tens razão. São e serão, sempre, cobardes.

    [Responder]

  13. 13 13  Dazulpintado

    Justamente, é contra o poder absoluto dos regimes devemos ser solidários com quem luta de forma pacífica contra a injustiça. E os governos da EU têm o dever de, em nome dos povos que representam, usar a diplomacia na procura de soluções. Parece é que só estão dispostos a fazê-lo se ficarem bem na fotografia.

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  14. 14 14  Rover

    Exacto, Zapatero é um merdas.

    [Responder]

  15. 15 15  Olympus Mons

    Caro Daniel. Li o seu texto. Reli e voltei a ler. Depois li novamente.
    Além do retorno em endorfinas que o Daniel , e amigos, tem quando escreve o que escreve, e os amigos também obtém quando concordam e apoiam,
    exactamente o que espera o Daniel que os Governos europeus fizessem? E em que medida isso mudaria a situação?
    Ou seja, quais os impactos e precedências é que resultariam dai.
    Eu, que sou algo imune ás endorfinas, posso garantir-lhe que sinto também pena, apreensão, preocupação e, sim, admiração pela senhora. A diferença é que não tenho o retorno em droga (dopamina) que o Daniel obviamente tem.
    Nos bastidores da diplomacia, existem contactos entre o governo espanhol e o Marroquino ( é assim no mundo real), e o assunto é discutido no seio da EU. O que aqueles são é, talvez como eu, imunes ás endorfinas.
    Cobardes não serão. São é pragmáticos. São pagos para o ser e não para se injectarem em endorfinas. Isso já está bem representado por personagens bem conhecidas. Fui ao Google e coloquei o nome da senhora. Toda a primeira página é de PRAVDA.RU, Esquerda.net; Antinatoportugal, arrastão, etc. É revelador

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    Daniel Oliveira Reply:

    Olympus, sempre tão lesto a falar dos direitos humanos quando se trata de diabolizar um povo, mas tudo isso lhe passa quando se trata de ser solidário para quem, usando formas pacificas de acção se bate por esses direitos humanos nos países sobre os quais gosta de escrever. Uma diferença: eu escolhi os meus aliados o senhor prefere escolher apenas os inimigos. E muitos destes comentários deixam claro a agenda de tantos que, noutras circunstâncias, enchem a boca com os direitos humanos.

  16. 16 16  Olympus Mons

    E já agora,
    Porque precisa de uma narrativa intravenosa de endorfinas para o assunto ser mobilizador? Alguém decide fazer greve de fome e já existe dopamina logo é para reunir a malta. É isso?
    Os estados e os governos tem uma função, uma incumbência que é zelar pelos interesses estratégicos dos seus constituintes. Essa coisa do “EU” sou uma nação e por isso sou “melhor “ do que o Zé (governo espanhol) ou do que a Maria (união europeia), é profundamente irritante! Esse projectar contínuo da moralidade individual para cima de assuntos que são de estado e de “estados”, esse se “EU” fosse o governo espanhol faria… é profundamente adolescente.
    Que propósito serve antagonizar através de declarações públicas um vizinho com quem se tenta estreitar relações?

    Relativamente á senhora, á que prestar toda a assistência que for possível, tentar demove-la de ir até ao fim, garantir asilo, procurar garantias através da diplomacia de porta fechada que a família se possa reunir se assim o desejar.
    A partir desse ponto… a opção foi de livre e espontânea vontade, e as consequências serão sofridas pela mesma. Igual às sofridas pelo milhão e meio de pessoas, milhão e meio, 1.500.000, que se suicida todos os anos.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    A senhora não quer asilo, quer viver no seu país, assim como o senhor vive no seu.

  17. 17 17  raquel

    Caro Daniel:
    Leio este blog há bastante tempo, sempre sem o comentar pois parece-me haver aqui quem o faça melhor. Além do mais não me cabe em feitio envolver-me nas típicas polêmicas blogueiras que os comentários suscitam. No entanto, gostaria de deixar o meu respeito e total concordância com este post que me parece (avaliando-o a si apenas como “blogueiro” pois não o conheço de outra forma) desprovido de politiquices, falsas moralidades e afins. A cobardia é o grande mal dos nossos tempos e sem querer cair no lugar comum das citações obvias esta parece-me adequada (apesar de tão banalizada): ” Para que o mal floresça é apenas necessário que os homem de bem nada façam” (Edmund Burke). Se os nossos governantes são “homens de bem” é outra questão, certamente alguns – gostaria de acreditar que muitos – o serão. Mas parece-me que a retórica, o conformismo, o “deixa estar que alguém há-de vir a público condenar isto e assim não terei que ser o primeiro” tomaram conta da nossa sociedade. Tenho a certeza que em conversas “caseiras” todos dizem com pesar “que injustiça que estão a cometer com a pobre senhora e que corajosa é” mas dar a cara, intervir, denunciar, isso é algo que pode por em causa alguns votos, alguns privilégios. E isso é impensável neste país de governantes bem pensantes mas pouco activos.

    [Responder]

  18. 18 18  V.Melo

    O Arrastão protesta contra o “silêncio covarde” de Portugal. Pelo que respiguei no El País de hoje, Rabat protestou formalmente contra o barulho e ingerência do parlamento português no caso Haidar: “Marruecos expresó ayer su “asombro” y su “decepción” por la aprobación por el Parlamento portugués de una moción “inamistosa” sobre “la denominada Aminetu Haidar”, según un comunicado difundido ayer por el Ministerio de Asuntos Exteriores y Cooperación. Se trata de un llamado “voto de solidaridad” de la Cámara legislativa lusa, promovido por los comunistas portugueses.” . Não há contradição – Daniel Oliveira referia-se apenas ao sentido de voto do partido de governo. Mas Mohammed VI pode ser um aliado precioso na luta de Assis e do PS contra a ditadura do parlamento. De momento, não vejo mais nenhum.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Falei do silêncio do governo, que, aliás, através do PS, nem sequer acompanhou esse voto.

  19. 19 19  Sebastião Dias

    Como é que ela ofendeu o Rei?

    [Responder]

  20. 20 20  Sebastião Dias

    Quero saber como ela ofendeu o Rei, pois quero ser um gajo decente sabendo porque é que eu sou um gajo decente para poder esfregar a minha decência no trombil dos outros.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Ofendeu o rei recusando-se a escrever que era marroquina o que, segundo as resoluções da ONU, é verdade: não é marroquina.

  21. 21 21  raquel

    Julgo que ninguém está a pedir aos nosso governantes que peguem em armas e tomem de assalto o aeroporto, resgatem a senhora e introduzam à força no seu país (seu país repito). Apenas que deixem de ser do clube da moleza e do “tanto faz” e não tenham medo de dizer publicamente que a situação na qual o governo Marroquino colocou Aminetu Haidar é injusta, imoral, para não dizer ilegal. Ninguém lhes pede dinheiro, apoio logístico, nada! Assim, ninguém está a querer retirar-lhes o precioso tempo que aplicam tão bem (?) na governação do nosso país! Mas será que custa muito mostrar solidariedade pública?? Para as outras pessoas que aqui comentaram, para mim e para os nossos governantes é um gesto simples e sem consequências. Para ela e outros que como ela lhes é retirado o direito (tão elementar para tantos) de viver no seu país com a sua família, pode significar a visibilidade e a pressão necessárias para que o governo marroquino emende o erro que cometeu.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Raquel, nem mais uma linha acrescento ao que escreveu.

  22. 22 22  João

    Também considero que Portugal não tem nada a ver com o assunto. Não temos de nos meter em assuntos que não nos dizem em nada respeito. Uma posição sobre este assunto deve ser tomada pela representante da política externa europeia. É a opinião da UE, na qual também participamos, que devemos seguir.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Não tem nada a ver com o assunto* Não fazemos parte das Nações Unidas? Não assinamos vários tratados sobre os direitos humanos? Não fazemos parte da comunidade internacional? Não temos um ministério dos Negócios Estrangeiros? Não somos um país com posições próprias?

  23. 23 23  Voice_Of_The_Opressed

    Acho de facto lamentavel o governo portugues se recusar a comentar a triste situação, mas passou-se o mesmo quando o dalai lama veio a portugal, os negocios falam sempre mais alto, para o mal de todos nós…
    Espero honestamente que este protesto faça muitas mais mulheres muçulmanas e não só se indignarem e lutarem por terem direitos iguais aos do sexo masculino, em especial nesse antro medieval que é o médio oriente…

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Voice, a luta por direitos iguais começa aqui mesmo: serem líderes e mostrarem que o são. Não é retórica para agradar aos outros. É a igualdade em acção. Faz mais a liderança simbólica de Aminetu Haidar do que mil discursos de europeus sobre os seus tão nobres valores que, na hora da verdade, como se vê neste caso, ninguém dá por eles. Agora explique lá a um sarauí a superioridades dos valores europeus quando eles servem para calar perante a opressão. É dificil, não é?

  24. 24 24  tonibler

    Daniel,

    Esse é o mandato que nós lhes damos. É por isso que temos estado, para que o colectivo defenda o individual. O Daniel pode tentar, assim de uma penachada, tentar alterar as funções do estado (aquele que tem polícia, segurança social, exército, armada, etc…) mas não me parece que seja por aí que vai achar a sua razão.

    Mas, pegando nos seus argumentos, isso significa que ao eleger governantes estaríamos a dar-lhes mandatos de defesa de causas externas. Como a invasão do Iraque, portanto, decidida por governos democráticos legítimos e maioritários….Afinal, Daniel, segundo os seus argumentos, o “not in my name” era mentira!
    Ora, Daniel, não me lixe! Quem está a exigir que os governantes se comportem de acordo com a sua vontade é você, ao ponto de lhes chamar cobardes por não defenderem o mesmo ponto de vista que você.

    A causa de um governante português é Portugal, a sua, a minha a de qualquer outro indivíduo, é aquela que qualquer um escolha. Não precisa de mim para defender as suas causas, pois não? Então não me obrigue a defende-as consigo por via estatal. Eu também sei defendê-las.

    Dazulpintado,

    Em casa! Nós individualmente temos o direito de a exportar, colectivamente temos o dever de a defender.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    toniblair, fale por si. O mandato que eu dei inclui a solidariedade internacional. O seu não. Eu tomo a minha posição o toniblair toma a sua. Não diga é que o mandato que eles têm é não se meterem em assuntos internacionais.

  25. 25 25  Olympus Mons

    Daniel, cada frase que escreve procura incessantemente um retorno que me parece inexplicável. É como uma cantilena, uma mantra, como os índios que andavam á roda dos totems, para usufruírem do transe. A “superioridade moral” deve ser algo circunspecto, algo reservado. A verboreia do “moralmente superior” deve ser usado com conta, peso e medida na vida.
    Também a mim me incomoda. Também eu admiro a senhora. Mas não enceto rituais tribalistas como o Daniel e amigos. Ela tem exactamente o mesmo peso de outros:
    Quantos posts o Daniel, esquerdas.net e afins, colocaram na greve de fome do Antunez? Sim do Antunez, da Iris e da Diosiris? Quantos dos seus leitores, sabem quem é?
    Esta greve de fome, ESTE ANO TAMBEM, de um homem (mais a mulher e filha) que tinha estado 17 anos preso não moveu essa verborreia toda. Aliás não encontra na tão moral esquerda qualquer acção tomada.

    Os feiticeiros da tribo não acharam que se deviam reunir á volta do totem, e vocês não o fizeram… mas agora, os feiticeiros acharam que era para fazer barulho e aqui estão todos…

    É unicamente este o meu ponto. Não a justiça da demanda da senhora, que espero ela obtenha resultados (que já os tem) e que não acabe na morte de tão nobre figura.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Olympus, é sempre a mesma cantiga: então e da outra vez? Então e os outros?
    De resto, sem qualquer problema com o tribalismo. Chame-lhe o que quiser. Detesto delitância. Filio-me em causas e lutas dos outros e isso a mim não me custa nada. Não pairo sobre o Mundo como quem o vê de cima.

  26. 26 26  Olympus Mons

    28 raquel
    Pede essa actuação do governo porque está, realmente, disposta a pagar o preço, ou porque não consegue desenhar uma linha consequencial entre aquilo que pede ao governo e o seu emprego, os seus rendimentos, o seu bem-estar?

    Eu acredito na segunda.
    E se estiver errado então sim, acho que as suas palavras são de venerar e eu de bom grado o faria.

    É que quem toma este tipo de decisão governativa está condicionado por um fenómeno de responsabilidade que se adquire quando se tem poder de decisão sobre algo, e claramente a verborreia moralmente superior não tem minimamente lugar no processo de decisão. Olhe, para entender melhor é o chamado efeito Sá Fernandes!:Um contestatário BE que no momento em que alguém diz “ai é? então faz lá tu” se comporta como o mais alambazado “centrão”, serve de fenómeno demonstrativo de outro efeito muito peculiar, que é o “efeito hipocrisia da esquerda”.

    Quem governa, que decide, rapidamente cria uma equidistância, porque pode não ser o eu emprego a ser perdido pelo afrontamento do governo Marroquino…. Mas será o de alguém. Isso é uma certeza que pode levar para o banco!

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  27. 27 27  tonibler

    Daniel,

    E como define esse mandato, por maioria como todos os outros? Assim, como o apoio ao Bush? Afinal, o Durão Barroso tinha esse mandato, certo? Tanta coisa a dizer mal do homem, Daniel, quando, afinal, era em seu nome que ele fazia aquilo….

    Tenha dó de mim, Daniel!….

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    Daniel Oliveira Reply:

    toniblair, mandato tinha. Segundo todos os estudos de opinião, os portugueses acham que fez mal. Mas claro que tinha. A política externa faz parte das funções de um governo (em conjunto com o Presidente, no caso português). Como acho que cometeu um crime, disse “em meu nome não”. E tenho esse direito. Ainda. Enquanto vivermos em democracia. Assim como se o governo português tiver a decência de manifestar a sua solidariedade com Aminetu Haidar o senhor poderá dizer “em meu nome não”. E até organizar uma manifestação de solidariedade com o governo marroquino. Vivemos felizmente num país livre. Entretanto, suponho que já se paercebeu que já não estamos a discutir nada há algum tempo.

  28. 28 28  Olympus Mons

    nota:
    Ficarei muito desapontado se o MNE não tiver já endereçado uma missiva ao embaixador Marroquino manifestando a apreensão do governo portugues pela situação vivida pela senhora.

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  29. 29 29  Isabel Coutinho

    O que acontece, segundo as informações que tenho, é que Marrocos teme – e quem os pode acusar? – a instauração de um regime radical islâmico “yadista”, apoiado pela Polisário, mesmo ali à sua porta (e, já agora, às portas de Espanha, mesmo aqui ao lado).

    O processo utilizado – greve da fome – é uma decisão da inteira responsabilidade de quem a tomou. Outros já a levaram até ao fim, por exemplo na Irlanda, e com muito mais razão. Aqui, trata-se pura e simplesmente de chantagem, ainda por cima utilizando crianças.

    E mais: para nós, portugueses, não há comparação possível entre o que aconteceu em Timor e o que acontece na Sara Ocidental. Em Timor, estávamos directamente envolvidos (e o povo envergonhado) por aquilo que Portugal lá fez. Numa palavra: tinhamos culpa.

    Neste caso, o apoio do PCP e do BE à senhora Aminatu não passa de uma forma oportunista de ataque ao governo, que nada tem de corajoso. (Já que tudo se passa em Lanzarote, será que o Saramago já lá foi apoiar a senhora, e já apelou a que os seus confrades Nobeis se manifestassem também?).

    Mas, se quiserem, ninguém os impede de vestir uma armadura, montar um cavalo branco, e fazer de D. Sebastião.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Sendo a Polisário socialista e laica é um pouco dificil. Mas o fantasma do fundamentalismo serve, como sabemos, todas as causas. Incluindo a de muitas ditaduras que sabem bem como usar a coisa.
    Não só Saramago foi apoiar como é um dos principais subscritores de uma petição internacional. Se quer comentar podia informar-se.
    Quando amanhã aqui postar os subscritores internacionais e nacionais da dita petição poderá ver como está a leste.

  30. 30 30  Justicialista

    Como se explica que sejam mulheres as líderes dos movimentos pro-democracia na Birmânia, no Curdistão turco e no Sara Ocidental? Sem contar com a falecida Bhutto no Paquistão

    [Responder]

  31. 31 31  Olympus Mons

    Não fosse a polisário socialista, que fariamos nós aqui a discutir o assunto neste blog?!.
    Lá está, o Antunez, a Iris e a Diosiris não estão a lutar por um estado socialista… por isso existem os animais que são mais iguais que outros e greves da fome que são importantes que outras.

    [Responder]

  32. 32 32  Olympus Mons

    Daniel, Já sabemos que “Filio-me em causas”. Está nos NAPS.
    Eu pessoalmente prefiro ter princípios. Mas cada um é o que é.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Olympus, princípios sem acção são excelentes para nos sentirmos bem. Servem é de pouco. As causas em que participamos são quando pomos os princípios a agir no concreto.

  33. 33 33  Raquel Alves

    A minha solidariedade para Aminatu.
    O meu repúdio ao silêncio do governo português.
    Então e aquela senhora inglesa que, graças ao tratado de Lisboa, foi nomeada alta representante para a política externa? Ela não devia fazer qualquer coisinha???

    [Responder]

  34. 34 34  Olympus Mons

    Não Daniel, princípios fazem com que a nossa actuação seja pautada por aqueles logo antecipável na sua acção, previsível na sua actuação. É a simplicidade do outro lado de qualquer complexidade.
    Releia o seu texto e pense porque não houve no arrastão um texto similar no caso do Antunez? Porque a esquerda da net não se mobilizou no caso do homem? – Porque gosta de causas e não de princípios.

    Houvesse princípios num blog como o seu e hoje haveria um texto seu a condenar o assassinato de 130 pessoas brutalmente assassinadas no Iraque ao invés o asco vai para aqueles que tendo sido eleitos para defender os interesses do pais não se terem posto a antagonizar Marrocos por uma mulher na sua luta politica estar em greve de fome em Lanzarote.

    [Responder]

    Daniel Oliveira Reply:

    Olympus, a Esquerda.net, sendo um bom projecto partidário, não é a minha fonte principal. Acho que se me lê saberá um pouco mais do que isso.

  35. 35 35  rafael

    subscrevo inteiramente o post e convido todos a visitarem o site da Juventude Socialista. Parece-me incrivel o cumulo da hipocrisia onde se pode chegar: os jovens socialistas portugueses fazem uma campanha de apoio a Aminetu Haimar e no parlamento abstêm-se covardemente. Isso sem falar de alguns “jugulares” tao lestos a apontar os ataques às liberdades…

    A todos esses, que nao escrevam ou nao digam nada proximamente, correm o risco de morrerem engasgados com a vergonha…

    [Responder]

  36. 36 36  Olympus Mons

    Daniel, era a esquerda da net e não a esquerda.net :-)

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  37. 37 37  Panzermayer

    Haja uma vez em que estamos de acordo Daniel, esta é sem dúvida uma dessas raras ocasiões, é uma vergonha não apoiar esta mulher nobre e corajosa!

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  38. 38 38  cafc

    Cara Isabel Coutinho

    Não sei se poderei interpretar o seu comentário #42 como uma resposta indirecta à pergunta directa que lhe coloquei noutro “post”.
    Neste, noto uma certa evolução quando considera que Aminetu Haidar está, mesmo, a fazer greve de fome (apesar de ingerir água com açucar).

    Faço-lhe a justiça de já ter lido a Declaração Universal dos Direitos Humanos. É para aplicar em todos os lugares do Planeta e não só naqueles que “nos dá mais jeito”.

    Para não fugir à “regra” de a “espicaçar”:
    Com que então, PCP e BE a “fazer de D. Sebastião”? Rumo a Alcácer-Quibir, para se ver livre deles, de uma vez por todas (ai o subconsciente!)
    Depois, talvez o PS à reconquista de Olivença.
    Finalmente, quem, para partir ao restabelecimento do Império?

    Cumprimentos, minha amiga.

    [Responder]

  39. 39 39  Duarte Sousa

    Simpatizo com a causa dos sarauis, tal como simpatizo com a causa israelita e curda.

    [Responder]

  40. 40 40  lipe

    Caro Olimpus, se o senhor é imune ás endorfinas, então o senhor não é um senhor, é um vegetal inimputável. As endorfinas não sao exteriores a nós, sao antes, composição do mesmo, e admire-se..são um catalisador anti cobardia: movem-nos pelo doce e justo sabor das causas. Mas concordo, nunca um vegetal se bateu por uma causa.

    [Responder]

  41. 41 41  nhamnham

    De acordo,DO.Pelo que espreitei de alguns comentários,há ALGUNS em q o rótulo de fascistas,pulhas e toda a espécie de escroques e gente muito mal frequentada fica a matar.O meu DESPREZO, para essa ‘gente’,os paratchiks do sistema!

    [Responder]

  42. 42 42  raquel

    38 Olympus Mons

    Porque é que neste tipo de discussões se tem sempre que politizar tudo? Há vida para além da política! Somos todos homens e mulheres com opiniões próprias, códigos morais de conduta certo? Apenas gostaria que alguém, algum homem, alguma mulher com visibilidade internacional dissesse publicamente o que ainda não vi ninguém discordar nesta “discussão”: que o que se está a passar com Aminetu Haidar é condenável. Simples. Não concorda? Nem tudo é uma questão esquerda/direita, há coisas que são simplesmente uma questão de carácter. E por mais difícil que seja para si acreditar nisso há pessoas de esquerda com opiniões próprias e cuja moralidade (moral prefiro) não é falsa ou superior mas intrínseca. E a condescendência com que são tratadas as pessoas que assumem posições de defesa como esta é sintomática do que está errado com a nossa sociedade. O problema é que não se pode ter um blog assumidamente de esquerda ou direita que qualquer opinião é imediatamente refutada pela ideologia de oposição sem ter em conta conteúdos. E sim, há muito tempo que não se está a aqui a discutir a questão principal…

    [Responder]

  43. 43 43  Olympus Mons

    Raquel,
    a sua resposta, em conteúdo não responde a nada.
    Aquilo que a Raquel faz na sua resposta é compor um proposição moralmente superior sob a forma de narrativa que tem á partida um efeito: o seu corpo deu-lhe uma dose de dopamina (endorfina) como forma de recompensa pelo projecção moral. Ou seja drogou-se. Não lhe sei dizer porque a evolução assim nos fez, mas por alguma razão o terá feito.
    Ora fora esse efeito real, que serve a si e a mais ninguém, a verdade é que o texto não nos leva a lado algum.
    Não vou projectar a minha moralidade individual sobre a questão… pela simples razão que a minha moralidade é irrelevante sobre assuntos que a Raquel estava a comentar que é actuação de governos, de estados. E os estados devem ser regidos pela aferição dos interesses dos seus constituintes, sendo essa a sua função. Teve uma amostra com o Bush de quando o “dever Moral”, o dele claro, se parece intrometer nos assuntos do estado. Gostou?

    Para se entender o mundo a primeira coisa que temos que fazer é não deixar que o “EU” se intrometa no que estamos a tentar entender. Porque o “EU” só é mesmo muito importante para nós próprios mas acaba por ser tremendamente irrelevante para o mundo (simplista, eu sei, mas serve).

    A luta do povo da Saharawie é algo que sigo há algum anos valentes e com a qual concordo… contudo isso não me dá o direito de me injectar com dopamina à conta da senhora, juntando-me ao ritual dos índios em transe á volta do totem.
    Até porque é à escolha dos totems que eu me oponho… porque são políticos e não derivados de princípios… Mas isso é conversa com o Daniel.

    [Responder]

  44. 44 44  A.R.A

    O que para aqui se tem discutido resume-se ao pragmatismo vs a decencia humana.

    O pragmatismo de uma Europa (Espanha) que criou um conflito e agora lava as mãos.

    A decencia de quem luta pacificamente pela liberdade do seu povo com um altruísmo inimaginavel.

    O que seria de Timor-Leste sem a decencia altruista de quem apoiou a sua independencia?

    Será que o pragmatismo ganhava se Portugal tivesse relações com a Indonesia de então?

    Quero acreditar que não pois ainda acho que o dinheiro não compra tudo.

    Aminetu Haidar é uma mulher com um espirito do tamanho do mundo e espero não assistir a uma morte em directo porque o diplomatico cinismo europeu vira costas a tudo o que não dá lucro pois a dignidade de tão valiosa que é não vale um vintém furado na bolsa de valores.

    Isto não são sentimentos esquerdistas piegas e ou idealistas, é o lembrar que ainda somos HUMANOS!

    A.R.A

    [Responder]

  45. 45 45  raquel

    Caro Olymous:
    A minha intenção com este post não era entender o mundo, escrever parágrafos elaborados ou deixar fluir as “drogas” que o meu organismo produz (porque realmente só drogada uma pessoa pode expressar uma opinião pessoal). A minha intenção era só e apenas discutir a situação de Aminetu Haida (lembra-se?). E procurar entender porque é que o governo português não tomou uma posição sobre o assunto. Na minha opinião pessoal repito, devia. Na minha opinião pessoal este assunto não deveria suscitar tanta confusão nas pessoas. N

    [Responder]

  46. 46 46  raquel

    (continuação)
    Na minha opinião pessoal manisfestar uma opinião pessoal não é juntar-me a um ritual (não politizemos de novo). E desculpe a minha ingenuidade ou o que lhe quiser chamar mas eu não posso e não consigo perceber o mundo excluindo o EU.Eu faço parte deste mundo. E os outros também. Era o que me faltava um dia me esquecer disso. Pode continuar a sua discussão com o Daniel que isto de discutir coisas que para mim são tão simples com quem as procura complicar cansa:)

    [Responder]

  47. 47 47  Carlos Eduardo da Cruz Luna

    O que Aminetu Haidar prova é que há causas pelas quais vale a pena lutar. A liberdade dos povos não está morta, o Direito Internacional tem de ser respeitado. Pouco importa que seja no Irian Jaya (Nova Guiné Ocidental), no Curdistão, no Sahará (RASD), em Olivença, na Irlanda do Norte, ou em qualquer ponto do globo onde subsistam situações coloniais, de desrespeito pelos Direitos Humanos, de violação do Direito Internacional.

    [Responder]

  48. 48 48  Isabel Coutinho

    #54 Caro cafc

    Não é uma questão de “dar jeito” ou não.
    É uma questão de auto-defesa. E auto-preservação da nossa civilisação.
    Ainda há uns dias na Catalunha, um “tribunal islâmico”, aplicando a sharia, condenou uma mulher à morte. A “sentença” só não foi cumprida, porque a mulher conseguiu fugir e refugiar-se na Polícia.
    O direito à vida, também faz parte da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

    [Responder]

  49. 49 49  Olympus Mons

    Ok, raquel.
    ” Na minha opinião pessoal repito, devia”,
    — porque todos sabemos que os governos são extensões morais de nós próprios, só restando saber se da sua moral, da minha ou de qualquer outra pessoa.
    Bush achava que tinha uma governação muito moral… da moralidade dele, obvio.

    [Responder]

  50. 50 50  cafc

    Cara Isabel Coutinho

    Eu não tenho dúvidas em condenar qualquer violação da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Sabe, com certeza, as posições que, sobre essa matéria, aqui tenho defendido.
    Porém, a minha amiga parece querer “legitimar” a posição do governo de Marrocos, com a pretensa “ameaça civilizacional” que representaria o regresso a casa de Aminetu Haidar.
    Minha amiga, são pontos de vista diferentes. Deve ser muito difícil viver com o espectro de “papões” em cada esquina. Eu, se não tivesse outra opção, escolheria o Pai Natal.

    Cumprimentos, minha amiga.

    [Responder]

  51. 51 51  Isabel Coutinho

    Caro cafc,

    Não sei se a posição de Marrocos em relação ao Sara Ocidental é legítima ou não. Aquilo era tudo uma colónia espanhola que se tornou independente. Parece que, 1º a Espanha e depois a ONU prometeram há imensos anos fazer lá um referendo, mas prometer referendos e não os fazer, é o que está a dar, não é? É até considerado muito “democrático”, pelo menos na nossa terra.

    Quanto à Srª Aminetu, que veio a Espanha tratar-se, ninguém a impede de regressar ao local de onde veio: que eu saiba, foi de Marrocos (sempre gostava de saber o que é que consta do seu passaporte).

    Se fossemos a “apoiar” a “independência” de todos os povos que existem nas nossas ex-colónias (a começar por Cabinda, que nunca pertenceu a Angola), a África desfazia-se… O que é que o povo saraui tem de diferente de Fulas, Balantas etc.? Não sei, mas talvez me possa esclarecer.

    Quanto aos “papões” olhe que não são tão inocentes assim. A Península Ibérica foi deles durante 500 anos e ainda é reivindicada a sério. Como eles são loucos …

    Bom fim de semana.

    [Responder]

  52. 52 52  cafc

    Cara Isabel Coutinho

    Recorda-se de quando nos “conhecemos”?

    Então, por favor, não me peça “esclarecimentos”, muito menos sobre uma matéria que se desvia do
    que, aqui e agora, está em causa.

    Desculpe mas, a minha amiga está, com as suas “fugas para a frente”, a nâo quere dizer, de forma clara, “Deixem a Aminetu Haidar morrer”.
    Não consigo compreender as suas “dúvidas” expressas nos dois primeiros parágrafos. Então, a minha amiga não tem disponível toda a informação necessária?

    Para terminar, adaptando Vasco Santana, olhe que “500 anos, há muitos” (obviamente, sem a frase terminal que nunca lhe dirigiria).

    Minha amiga, um bom fim de semana também para si.

    [Responder]

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