Não esperem que os empresários sacrifiquem os seus interesses ao bem comum. Essa é a forma socialista de olhar para a economia de mercado. (João Miranda)

Absolutamente de acordo em relação à primeira frase. A segunda está pura e simplesmente errada. Os socialistas não esperam que o empresário sacrifique os seus interesses pelo bem comum (seja lá o que isso for). É por isso mesmo que alguns socialistas (a que convencionámos chamar de social-democratas) defendem a intervenção do Estado na economia: para assegurar os interesses da maioria. Isto para não falar de socialistas de outra natureza, que nem devem perceber de que raio possa estar a falar João Miranda.


Sem respostas ao post “O socialismo explicado às criaças e a um liberal confuso”  

  1. 1 1  Anónimo

    A frase de João Miranda está certa na mesma, se considerar que a intervenção do Estado na economia força os empresários a sacrificar os seus interesses ao bem comum.

  2. 2 2  Dpm

    Mas afinal explique-me lá o que é para si ser socialista?

  3. 3 3  Daniel Oliveira

    Quando o Estado me obriga a pagar impostos ou a cumprir a lei, o que é que está a fazer?

  4. 4 4  ze

    Não está certa por conter falácia nas palavras socialismo (como se diz bem no arrastão) e bem comum
    Bem comum dos outros, que até parece que os empresários não usam NENHUM bem comum. Coisas assim como a água que sai das torneiras e nem vem de poço nenhum só seu, ai só seu, ou as estradas sem portagens a cada condado (sendo o conde um empresário, claro). Ai que mal anda o ensino da História para se escreverem coisas deste quilate! Lá que essa ideia nefasta do bem comum lixa o lucro e torna difícil o ofício, em vez de ser só sacar o meu, lá isso… Ainda por cima, que raio andam uns tansos a trabalhar em serviços públicos/comuns e em coisas assim como a segurança (lá se lixa o negócio dos guarda-costas empresários, a saúde pública - morram quem não pode pagar, morra! e mais aqueles a quem contagiar, se se provar que quem contagiou era (horror!) pobre; a educação , as vias de comunicação, web e telefone mínimo incluídos, mesmo para velhos, pobres, doentes, crianças filhas de pobres, todos em geral menos Vªs Exªs e a Sua Exªs Famílias que pode pagar a mim empresário. É tão tolo o discurso como o seu inverso, aquele que diaboliza todo e qualquer empresário e endeusa o burocrata como vidente encartado do bem comum. Que cansaço.

  5. 5 5  Márcio Sousa

    É por estas e por outras, que costumo a dizer: que na actualidade as pessoas são de esquerda, não por ideologia mas por puro pragmatismo. As teorias pseudo-filosoficas deste e daquele betinhho de Cascais que nunca soube o que custa a vida e nunca passou dificuldades, pouco ou nada vale se comparamos com a prática diaria de pessoas que sentem a angustia em sobreviverem economicamente e que tem contas para pagar e filhos para sustentar. Esta é a realidade e nada mais…

  6. 6 6  jpt

    Nem mais, Daniel. Acho que este post do João Miranda muito elucidativo. Será que ele percebeu que é muito difícil ser “liberal” depois de ler aquilo??

  7. 7 7  samuel quedas

    depois de ouvir ou ler criaturas como este miranda ou o super-arroja é perfeitamente natural que um cidadão se encaminhe para a esquerda, mesmo não sabendo muito bem como. isto evidentemente, quando parar, umas vezes de rir, outras, de vomitar.

  8. 8 8  Anónimo

    Dedicado a Neoliberais e apoiantes compremetidos, com ou sem Compromisso; Os Vampiros, de Josá Afonso.

    No céu cinzento
    Sob o astro mudo
    Batendo as asas
    Pela noite calada
    Vem em bandos
    Com pés veludo
    Chupar o sangue
    Fresco da manada

    Se alguém se engana
    Com seu ar sisudo
    E lhes franqueia
    As portas à chegada
    Eles comem tudo
    Eles comem tudo
    Eles comem tudo
    E não deixam nada
    A toda a parte
    Chegam os vampiros
    Poisam nos prédios
    Poisam nas calçadas
    Trazem no ventre
    Despojos antigos
    Mas nada os prende
    Às vidas acabadas

    São os mordomos
    Do universo todo
    Senhores à força
    Mandadores sem lei
    Enchem as tulhas
    Bebem vinho novo
    Dançam a ronda
    No pinhal do rei

    Eles comem tudo
    Eles comem tudo
    Eles comem tudo
    E não deixam nada
    No chão do medo
    Tombam os vencidos
    Ouvem-se os gritos
    Na noite abafada
    Jazem nos fossos
    Vítimas dum credo
    E não se esgota
    O sangue da manada

    Se alguém se engana
    Com seu ar sisudo
    E lhes franqueia
    As portas à chegada
    Eles comem tudo
    Eles comem tudo
    Eles comem tudo
    E não deixam nada

    Eles comem tudo
    Eles comem tudo
    Eles comem tudo
    E não deixam nada

  9. 9 9  l.rodrigues

    Estes tipos nem neo-liberais a sério sabem ser. Então a versão oficial não que é que a soma dos interesses privado gera o bem comum? Já nem os seus próprios argumentos da treta sabem usar? É o que dá quando se deixa a mão invisivel ir demasiado fundo no traseiro…

  10. 10 10  Dpm

    A fazer o seu papel?

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