A direcção do “Diário de Notícias” dá hoje uma lição de deontologia profissional aos restantes jornais, o que vindo de quem dirigiu o “Correio da Manhã” corresponde a uma lição de boas-maneiras dada por Valentim Loureiro. Escreve-se, a propósito das investigações sobre o caso do diploma de Sócrates: “O jornalismo deveria ter seguido por caminhos mais seguros. Uma “investigação” não produz notícias avulsas todos os dias, algumas sem conteúdo nem sentido. Uma investigação séria pode também acabar sem qualquer publicação ou, então, num caso destes, tem de trazer substância”.
Esta afirmação vem da mesma direcção editorial que no “Correio da Manhã” publicou notícias avulsas que envolviam Ferro Rodrigues num caso da pedofilia. Que nunca esperou pelo fim de nenhuma investigação para destruir a vida e a carreira de um inocente. Que nunca se moveu por qualquer tipo de rigor. O comportamento do pasquim que Marcelino dirigia levou mesmo Ferro Rodrigues a apresentar queixa por difamação contra o jornal. Mas não lhe devolveu o direito ao seu bom nome.
A prova da contradição desta direcção pode ler-se no mesmíssimo editorial: “Sucede-se a divulgação de factos irrelevantes e o caso resvalou para uma guerra entre dois jornais, que podem ser ligados aos interesses dos respectivos grupos económicos, e o primeiro-ministro”. Presume-se que se referem à OPA e à Sonae. Das duas uma: ou quem escreveu isto tem alguma razão objectiva para acreditar que houve envolvimento da Sonae na publicação das notícias sobre o diploma de José Sócrates e deve garantir que o seu jornal faz uma “investigação séria” sobre o assunto e depois dela pode fazer tal acusação, ou acha que é assim que as coisas funcionam sempre, e teremos de estar atentos aos interesses do senhor Oliveira e às manchetes do “Diário de Notícias”.
Para ser levado a sério não basta fazer um ar grave. É preciso dar algumas provas mínimas de seriedade e não fazer dos leitores idiotas enquanto se fazem ajustes de contas com a concorrência. E no caso do actual director do “Diário de Notícias”, falta dar provas de que mudou desde que participou no mais vergonhoso assassinato político da nossa história recente. Podemos ter todos memória muito curta, mas Marcelino tem demasiadas responsabilidades no estado a que chegou o jornalismo português para nos termos esquecido dele.
18 comentários 16 Abr 07 em Sem categoria



Com que então o Ferro foi assassinato político e o sócrates foi o qué??? aliás Sr. Daniel se é legítimo pensar-se que o Sócrates teve algum benefício nesta matéria da UNI também é legítimo pensar-se que pode ser retaliação da SONAE. Ou o Sr. Daniel conhece os Azevedo ao ponto de dizer que seriam incapazes de tal????
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Eu sobre Sócrates tenho dúvidas com base em documentos publicados, não em suposições de editorialistas. Sobre o “Público”, trata-se de uma suposição sem nenhuma base factual. E quanto a Ferro, trataram-se comprovadamente de mentiras, das mais nojentas que já se publicaram em Portugal.
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Caro daniel, como qualquer pessoa de bom senso, também eu acho que o CM esteve envolvido na mais baixa campanha de que há memória em portugal para assassinar politicamente alguém. agora, que o sr que dirigia o CM escreveu sobre o público hoje no DN é absolutamente verdade!
como também é que o jose manuel fernandes está a tentar salvar o público à custa do bom nome do socrates, pois esprimido aquilo não dá nada!
gosto de o ler, nem sempre concordo consigo, especialmente quando sai da análise social, política ou jornalística e vai para assuntos que conhece pouco, ninguém é perfeito. Também eu tenho pessoas e estilos que combato, agora, lá que o marcelino escreveu bem hoje, lá isso escreveu!
(não o digo contente, pois também não aprecio nem o estilo e a ideologia do dito sr)
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peter, a minha discordância consigo é essa: eu acho que aquilo espremido dá algumas dúvidas legitimas que merecem investigação. Se não achasse, diria.
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Por mim não gosto nem do DN nem do Publico (bem para ser justo não gosto da maior parte dos jornais portugueses,mas como a caixa de comentarios é limitada, fico-me por estes dois)
mas acho que no caso do DN ter que provar os factos pela acusação que fez acerca da Opa, acho que se alguma coisa que o caso Sócrates prova, e o director do Público defendeu, é a total inversão da prova. Alias toda a imprensa vive numa especie de far west editorial, “primeiro atira-se e depois tenta-se provar”. Neste caso não faz sentido provar o contrário.
E o que é aqui aduzido ao Dn tambem pode ser aduzido ao Público em qualquer outra altura, é esse o problema,aqui não há inocentes.
Embora concorde que o que foi feito ao Ferro Rodrigues foi de facto uma infâmia, foi até mais que isso. A questão é que quando todos uma vez ou outra, ultrapassam certos limites, depois disso o que é que interessa ser mais ou menos culpado,mais ou menos inocente? É a cultura instalada.
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O Público baseou as suposições em factos.
Facto: diploma de sócrates foi assinado a um omingo
Facto: o certeficado de habilitações de sócrates foi assinado em agosto
Facto: nos documentos oficiais da AR aparece “Engenhiro” antes do nome do deputado José Sócrates, mesmo que isso não fosse verdade.
Facto: Sócrates teve o mesmo professor a quatro (ou cinco, já não me lembro) disciplinas. Esse professor era o reitor da UnI e futuramente exerceu cargos a convite de ministros do Governo PS.
etc…
Há um conjunto de factos e surgem naturalmente um conjunto de suposições acerca do passado académico de sócrates.
O Público agiu, na minha opinião, bem.
Mesmo que o motivo tenha sido a OPA, o apuramento da verdade é a função de um jornal.
Quaisquer que tenham sido os motivos que levaram à investigação, esta é legítima porque pretende apurar a verdade sobre a licenciatura de José Sócrates…
Quanto ao Marcelino, um conjunto de factos do seu passado editorial, levam-me a supor que ele é uma besta. Investigue-se.
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João Marcelino e João Manuel Fernandes são duas faces da mesma moeda. Da moeda má, diga-se. Portugal está mais mal servido nas direcções dos jornais do que na direcção dos destinos do país. Quem diria!!
Jornalismo de sarjeta?
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Quando Vata marcou um belo golo com a mão pelo Benfica, se houve alguém escandalizado não foram certamente aqueles que dele beneficiaram.
O senhor atira-se desalmadamente ao Marcelino e ao seu lugar-tenente mas ele foi contratado para aumentar as vendas do jornal.
E é isso que está a tentar fazer mesmo que assim não dê para rir como as crónicas dos intelectuais de esquerda.
Quem não gosta pode sempre fazer duas coisas:
Deixar de comprar o jornal
Comprar e queimá-lo na praça pública.
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Mas quem é que vos disse que é o Marcelino que faz os editoriais? Vinha assinado? Em regra, deve ser o seu amigo Ferreira Fernandes a fazê-lo. E acho que neste caso da licenciatura o DN tem toda a razão. Como V., Daniel, eu acho que o trabalho do Público pode dar alguma coisa se for esprimido. Ainda não vi foi que alguma dessas notícias tivesse sido bem espremida.
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Este caso é talvez exemplificativo de como o jornalismo está a morrer em Portugal. Se algum de nós tivesse apenas os factos que foram apresentado publicaria como o Publico fez ou investigaria melhor? Desde quando é que dúvidas são noticias? e publicasse primeiro antes de investigar?
Claramente como foi conduzido o processo foi no sentido de um ataque pessoal camuflado de duvidas legitimas, ou faz algum sentido o ritmo que as noticias foram lançadas?
Eu acompanhei apenas a primeira e o dia anterior à entrevista e nunca pensei que por essa altura ainda existiria tão pouca consistência nas duvidas lançadas. Como foi dito por rr:
“Facto: diploma de sócrates foi assinado a um omingo
Facto: o certeficado de habilitações de sócrates foi assinado em agosto
Facto: nos documentos oficiais da AR aparece “Engenhiro” antes do nome do deputado José Sócrates, mesmo que isso não fosse verdade.
Facto: Sócrates teve o mesmo professor a quatro (ou cinco, já não me lembro) disciplinas. Esse professor era o reitor da UnI e futuramente exerceu cargos a convite de ministros do Governo PS.
etc…”
destes factos chega-se a alguma conclusão? Ou seja apenas foram lançadas para causar danos na imagem do primeiro-ministro e não por ser uma peça jornalística séria!
Além disso algumas peças jornalísticas têm falhas graves publicadas!
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nm, eu falei sempre desta direcção.
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Fado Alexandrino, o que é que isso tem a ver com o post. Estou a criticar um editorial. Quanto ao DN, há uma terceira possibilidade: criticar a sua linha editorial, usando desse direito que se chama liberdade de expressão.
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Eu acho muito mal que o sr. Daniel venha falar da Casa Pia numa altura destas. É que se é verdade tudo o que diz do Marcelino e do CM, esse é certamente um assunto que deverá fazer uma comichão do caraças ao Grande Ideólogo Ferreira Fernandes…
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O sr(dr?)D.Oliveira é agradável de ler quando veste a pele de jornalista.Quando encarna o papel de militante do inefável B.E, é intragável!
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Lamentável que tu meu caro, não vejas o que é bastante visível. Aqui não há qualquer investigação jornalística. Ser pombo-correio de fontes mal intencionadas não é jornalismo. É lixo. E quanto ao que disse João Marcelino, viste lá coisas que ninguém viu,mas esqueceste-te de ver o que os minimamente inteligentes e não minados por nenhum interesse económico e político vêem: quando somos pombos-correios, somos por interesses sim. Interesses económicos e políticos dos media. Que os jornalistas sirvam fielmente como um cão os seus donos é o que há de mais desprezível. E vejamos: Bruxelas desmentiu que tivesse havido alguma ilegalidade ambiental no caso Freeport, pois os media sobrepuseram-se e continuaram com indisfarcável lata a criar caso. Depois vieram Cândida de Almeida e Procurador dizer que Sócrates não era suspeito nem arguido até à data. Pois, como o disseram, a comunicação social começaram a destruir a credibilidade de procurador e de Cândida de Almeida. E reparem, ao contrário do BPN onde há provas mais do que documentadas que há fraudes, aqui não há uma única prova. E os jornais continuam a insistir: e como tal dizem que 1º há um vídeo com uma conversa entre ingleses. Pois, meus caros eu também posso fazer um vídeo a incriminar quem quer que seja. 2º falam no depoimento de uma assessora de Manuel Pedro que trabalhava com os ingleses. Pois, eu também posso depor e se quiser mentir posso dizer o que me apetecer. 3º Falam de mails entre ingleses que combinam, imaginem, por mail estratégias de suborno e não se sabe a quem. Pois, os corruptores quando querem corromper o primeiro meio que usam é o e-mail. É seguro e está em todos os manuais de corrupção. Use o mail, se quer uma corrupção segura. E como se não bastasse os pasquins Público e Correio da Manhã publicam uma notícia em que a mãe de Sócrates compra um andar. E esta então ainda seria mais divertida, se os jornalistas não andassem a insultar a nossa inteligência. Não é que a senhora vende uma moradia em Cobre, Cascais, ganha 3000 euros mensais de reforma e dizem que a senhora declara 250 euros nesse ano de 2005.!! Mas alguém é mesmo ignorante. Como é óbvio se a senhora ganha 3000 euros não declara 250 euros porque a Segurança Social e as Finanças não lhe deixariam fazer tal coisa. Depois com essa reforma e a venda da casa e as economias que tenha feito na sua vida, teriam sido mais que suficientes para pagar um andar de 250 mil euros. Por todas estas razões e como pertenço ao meio, mas não tenho coluna de opinião, sejamos honestos, independentemente do partido a que pertencemos, o que se está a fazer na comunicação social é uma ditadura dos media. Quem investiga e julga é a justiça. Num estado de direito não são os media que julgam, mas as entidades responsáveis. Ao sobreporem-se a estas e aos desacreditá-las, estão apenas a subverter a democracia. E este governo foi eleito. E se há indícios para investigar é em sede própria que têm de sê-lo. Não cães a servir os seus donos. Como sou jornalista, sei muito bem do que falo. Aqui não há sequer investigação jornalística, há fontes que instrumentalizam e jornalistas que se deixam instrumentalizar em nome dos interesses dos seus donos. Neste momento, só posso sentir vergonha de um jornalismo assim e de pertencer a uma classe que é tudo menos profissional e honesta. E já há muito tempo que não o é. Espero que publiques este comentário. E não faças como se faz em fóruns de jornais que censuram os comentários, como é o caso do pasquim do Público
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Daniel Oliveira 16 Abr 07
“Esta afirmação vem da mesma direcção editorial que no “Correio da Manhã” publicou notícias avulsas que envolviam Ferro Rodrigues num caso da pedofilia. Que nunca esperou pelo fim de nenhuma investigação para destruir a vida e a carreira de um inocente. Que nunca se moveu por qualquer tipo de rigor. O comportamento do pasquim que Marcelino dirigia levou mesmo Ferro Rodrigues a apresentar queixa por difamação contra o jornal. Mas não lhe devolveu o direito ao seu bom nome.”
““O jornalismo deveria ter seguido por caminhos mais seguros. Uma “investigação” não produz notícias avulsas todos os dias, algumas sem conteúdo nem sentido. Uma investigação séria pode também acabar sem qualquer publicação ou, então, num caso destes, tem de trazer substância”.”
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Ora cá está uma verdade actualizada.
Serve tão bem os dias de hoje como os do passado.Esta coisa das difamações e dos difamadores é hábito que está implantado neste país desde aquilo a que alguns ousaram chamar de –”santa(????) inquisição–livra-!”
e desde aí passou a ser usada e com basta alegria e sucessos por todo o fascimozinho cinzento e bacoco que ainda por cá habita e que continua a atacar e a destruir a vida de todos aqueles a quem toca.
Teia de aranhas porcas que se escondem nos buracos negros, animaizinhos repugnantes e sombrios, seria já tempo de haver união contra esta vergonha de todos nós portugueses.
15 Clara
31 Jan 2009 às 13:47
-” Aqui não há qualquer investigação jornalística. Ser pombo-correio de fontes mal intencionadas não é jornalismo. É lixo.”
-”Que os jornalistas sirvam fielmente como um cão os seus donos é o que há de mais desprezível.”
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Não podia estar mais de acordo.
E nos casos acima apontados assim como neste último e vergonhos escandalo com que procuram destruir a reputação de José Sócrates a estratégia e o nojo são exactamente os mesmos.
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Continuam a proliferar os especialistas em jornalismo.
O jornal de João Marcelino (ironicamente elogiado no passado pelo PM) cometeu o acto mais baixo da história do jornalismo nacional: revelar fontes de colegas de profissão. Já houve jornalistas presos por não revelarem fontes anónimas. Mas o DN, fantástico, serve-se de fontes anónimas para denunciar outras fontes anónimas. É brilhante. E tudo sob a tutela de João Marcelino, que semanalmente espelha descaradamente a sua preferência (que pode ter, é verdade) política.
Quanto à Casa Pia. Houve alibis bizarros, testemunhas a pontapé, advogados que colocaram a própria carreira em causa para levar o caso até às últimas consequências. Há ainda um pedófilo confesso que não teve direito, desde o início, a nenhum do respeito que se exigiu aos políticos cujos nomes se viram envolvidos. Sabe-se também que havia umas delicosas escutas com António Costa a falar com Ferro Rodrigues sobre “gajo” e “silva” e caso e tudo o mais. Nestas circunstâncias, eu sou apologista de querer saber tudo o que se passou. Mas deve ser parvoíce minha, pelo que se vê aqui o habitual é escolher logo um lado e clamar “inocente” ou “culpado” consoante a cor política que se aprecia.
Uma apreciação ainda ao gigante comentário da Clara. É jornalista. E crítica as presunções e motivações que pululam no jornalismo. Tem razão e esta é uma classe que anda muito débil. Mas usar o mesmo estilo (tantas certeza que há no seu texto) que se critica, essa sim é proeza assinalável.
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