Primeiro, do Presidente da República. Depois de uma notícia vinda de Belém e com a acusação mais grave de que há memoria nas relações institucionais em democracia, Cavaco Silva ficou calado. Nem esclareceu se essa acusação tinha fundamento (coisa que a notícia não permitia saber) e agiu em conformidade, nem afastou quem passou essa informação. Com um assinalável cinismo, tendo em conta que a informação vinha das suas bandas, limitou-se a afirmar que havia quem quisesse criar elementos de distração para não falar dos problemas do País. Alimentava assim a suspeita, sem no entanto a esclarecer.
Hoje, Cavaco Silva ainda piorou mais as coisas. Depois de sabermos que a fonte era Fernando Lima, que este entregara ao “Público” um dossier sobre um assessor governamental (como perguntou Luís Delgado, porque raio tem Belém dossiers sobre assessores políticos?), Cavaco volta a não esclarecer nada mas a enviar ainda mais mensagens subliminares (como se sobre esta questão fossem aceitáveis meias palavras), dizendo que depois das eleições quer saber coisas sobre segurança. Ou seja, a confirmar a ideia de que estaria a ser espiado ou escutado sem no entanto o dizer e sem nada fazer. A infantilidade da gestão deste caso ultrapassa tudo o que já se viu. Cavaco Silva está a brincar com um assunto gravíssimo. E está a fazê-lo em plena campanha eleitoral.
Segundo, o “Público”. Logo depois da notícia, já aqui escrevi o que pensava desta rocambolesca novela delirante. Os dados avançados pelo Provedor do Leitor não só confirmaram os piores temores sobre o trbalho do jornal como agravaram as suspeitas de irresponsabilidade. Apenas ainda uma nota adicional sobre o assunto: ao contrário do que diz José Manuel Fernandes, as suspeitas de elementos de Belém de que haja escutas não é notícia. Ou melhor: é, mas apenas em uma de duas condições. Ou os dados permitiam dar sustentabilidade factual a esses temores ou a pessoa que os transmitia o fazia em “on”. As fontes anónimas servem para transmitir informações e factos. Não há opiniões e sentimentos de fontes anónimas. Valem zero.
Hoje de manhã José Manuel Fernandes avançava com mais uma suspeita para explicar a notícia do “Diário de Notícias”: o “Público” poderia estar sob escuta das secretas. Acusação, mais uma vez, gravíssima. Agora, na SIC Notícias, José Manuel Fernandes muda a agulha e explica, coisa extraordinária, que aquilo era apenas uma suposição. Vinda de um director de um jornal esta ligeireza é estarrecedora. Com base em coisa nenhuma, ou talvez com a mesma leveza com que se publicou a história das escutas e do “espião”, Fernandes lança uma acusação gravíssima para o ar.
Por fim, Manuela Ferreira Leite, no discurso do comício de hoje, comprou como verdadeiras as escutas ao “Público” que o próprio José Manuel Fernandes desvalorizou umas horas depois.
Nada disto, a infantilidade da Presidência, a falta de profissionalismo do director do “Público” e a ligeireza de Ferreira Leite, teria muita relevância não fosse dar-se caso do tema em apreço ser de um enorme melindre. Num país normal, faria mesmo, caso se provassem as escutas, à queda de governantes. E caso se provasse a sua falsidade, à queda do Presidente. Aqui, no meio desta autêntica orgia de irresponsabilidade, tudo continua a ser tratado como se fosse uma mera troca de galhardetes. Não percebem José Manuel Fernandes, Manuela Ferreira Leite e, acima de tudo, Cavaco Silva, que estão a brincar com o fogo.
Uma dúvida para a qual não tenho resposta: deve um jornal divulgar as fontes de outro jornal? Se é verdade que os jornais não podem divulgar as suas fontes (recordo que o “Público” já o fez), esse dever de protecção estende-se às fontes dos outros? Em princípio sim, mas haverá casos excepcionais em que talvez faça sentido não o fazer. Não sei.
57 comentários 19 Set 09 em Sem categoria57 respostas ao post “Orgia de irresponsabilidade”
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- 2 Pingback on 19 Set 2009 às 16:04




desde a invasão do Iraque que JMF é um Bushista descredibilizado; arrasou com um jornal de referência que Vicente Jorge Silva ergeu com competência e nem a Sonae precisava de tanta propaganda negativa.
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ALGUÉM SABE RESPONDER A ESTAS 3 QUESTÕES?!
Porque razão o público demorou 18 meses a publicar esta notícia?!
Foram 3 jornais que tiveram acesso à informação, porque apenas o DN a publicou?
Porque é que o PSD e MFL não querem sequer falar do caso depois de ter andado a denunciar o Governo de Asfixia Democrática?!
http://planetaspolitik.blogspot.com/2009/09/pela-porta-das-traseiras.html
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E o que tem a dizer sobre a “Orgia de irresponsabilidade” que o Expresso trás hoje para a 1ª página: “Bloco é contra… mas Louça investiu em PPR. Francisco Louçã investiu 30 mil euros. Miguel Portas, Fernando Rosas e mais duas deputadas do Bloco também apostaram em PPR. Ana Drago e Joana Amaral Dias compraram acções em privatizações”
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Já viste a primeira página do Expresso? Afinal parece que os PPR não são assim tão maus. Um homem que diz uma coisa e faz outra (como a coisa de não fazer férias e afinal ir para o Algarve, o maroto) é um bocado irresponsável. (Se calhar também foi o Cavaco que plantou esta notícia no Expresso, para tramar o BE desta vez.) E agora? Fica-se a saber que há mais participantes na orgia de irresponsabilidade. Não que não se soubesse já, claro, começando pela maravilhosa ideia das “desprivatizações”.
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Daniel Oliveira Reply:
Setembro 19th, 2009 at 0:08
Carlos Marques, como Louçã disse à SIC, deixou de o ter quando o Estado criou poupanças de reforma públicas. E já agora: isso diz o quê?
Mas as coisas estão num ponto que a coisa mais absurda faz vibrar as almas mais inquietas.
Sarrabulho com Cavaco no meio.
A questão, ao contrário de há 1 ou 2 meses atrás, deixou de ser se houve ou não pressões da presidência para a 1ª notícia do Público sobre a matéria. É dado adquirido e confirmado que sim. Ou seja, a 1ª intervenção de Cavaco sobre o assunto e a distância a que se tentou colocar do tema foi uma farsa. Isto é o fundamental de todo este caso.
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“Hoje de manhã José Manuel Fernandes avançava com mais uma suspeita: que o “Público” poderia estar sob escuta das secretas. Acusação, mais uma vez, gravíssima. Agora, na SIC Notícias, José Manuel Fernandes muda a agulha e explica, coisa extraordinária, que aquilo era apenas uma suposição. Vinda de um director de um jornal esta ligeireza é estarrecedora.”
Palavras-chave: “poderia” e “suposição”
O Daniel não percebe José Manuel Fernandes, Manuela Ferreira Leite nem Cavaco Silva.
E José Sócrates, já percebe? Percebe aquela ligeireza com que ele se encarniça contra tudo o que o incomóda?
Será que quem se queixa, constantemente, de ser uma vítima de “campanhas negras” não sabe como se cria uma? Sabe, já as vimos.
Não me diga que acredita na isenção da tutela do SIS!?…
E se tudo o que o Daniel comprou como falso fosse verdade?
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Brilhante análise, escrita a correr mas sem mácula no raciocínio.
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Fantochada da boa. Se provas faltassem para confirmar, Cavaco é um Presidente fraquíssimo, como não há memória. Ou ele, como diz a notícia e o mail, dá ordens ao Fernando Lima para aproximar o Público para fazer uma investigação sobre escutas e espiões ao Presidente (gravíssimo se for verdade) ou então não lhe resta grande escolha senão negar que foi a mando dele e correr com ele. Na minha modesta opinião, não vai acontecer nenhuma das duas…
Ainda vamos pagar quando, depois das eleições, não houver maioria de nenhum partido. Vamos pagar ter um Presidente fraquíssimo, que me envergonha a mim que sou português cada vez que abre a boca (Capadócias e vaquinhas, etc). A ver se é desta que a esquerda se entende, depois das legislativas, para escolher um bom candidato e tirar este senhor do poço ou da fonte ou lá o que é da Presidência.
Já agora Daniel, acabo de ouvir no Expresso da Meia-Noite a capa do Expresso de amanhã que dá conta de membros do Bloco que compraram acções aquando de privatizações e fizeram ppr’s. Care to comment?
Abraços e parabéns pelo blog
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o Espesso também já foi tomado pelo síndrome dos 2 dígitos do BE!
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Lolllll…………..é dificil apanhar o Daniel fora de pé
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Parabéns pelo texto. Em altura de campanha é preciso coragem para fazer uma análise tão distante.
No entanto, deixe-me expor as minhas perplexidades:
1. O Presidente mandou “plantar” uma notícia, há 17 meses atrás, dando conta de que tinha suspeitas que estava a ser vigiado, dando orientações (que estão expostas no mail) na forma de como a investigação devia prosseguir, como camuflar a fonte e, ainda, dando como fundamento das tais “suspeitas” o facto de um tipo ligado ao governo (e ao estatuto dos Açores)ter se sentado numa mesa que para o qual não tinha sido convidado (convém tb saber que o jornalista do Público, noutro mail, diz que investigou a história e que as tais suspeitas não tinham fundamento.
2. Outro facto interessante é o Fernando Lima (assessor de cavaco) ter entregue um dossiê sobre o tal Rui Paulo Figueiredo. Será que não há ninguém que se choque com isto? Desde quando é que a Presidência produz um dossiê sobre alguém? Isto não era o que a PID fazia?
3. Se o Presidente da República suspeitou em algum momento que estava a ser “vigiado” por São bento – que é algo de uma gravidade extrema – porque não fez uma queixa na Procuraria da República?
4. Em Agosto, o Público deu a primeira notícia sobre as tais “suspeitas”, após a confirmação oficial de uma fonte de Belém, numa altura em que os assessores do Presidentes estavam sobre fogo, por terem sido acusados de colaborar na elaboração do programa do PSD e quando o tema da “Asfixia Democrática” fazia caminho.
Ora, não há aqui coincidências a mais e interesses políticos claros (nem que seja uma vingançazinha…)?
5. Francisco Louça, numa daquelas entrevistas intimistas da SIC, denunciou que o autor daquelas notícias “tontas” sobre as tais “suspeitas” a Belém era o Fernando Lima, assessor de Cavaco. Como é que o Louça sabia? Será que o SIS reporta a Louça?
6. José Manuel Fernandes, numa primeira reacção, estava convicto que aquele mail interno divulgado pelo Público, só poderia ter sido obtido pelo SIS (que reporta ao SIRP e este ao primeiro ministro). Há pouco, na SIC Notícias, José Manuel Fernandes já não é tão convicto na acusação, até porque, entretanto, “o Conselho Geral da Público Comunicação Social, SA, informa [de] que não tem, até à data, o mais pequeno indício que lhe permita confirmar qualquer violação dos seus sistemas de informação”.
Ou seja, sem qualquer prova, o Director do Público, lançou, mais uma vez, lama para cima da dignidade do 1º Ministro apenas para sacudir a água do capote e, assim, produzir o ruído necessário para que não se discuta o essencial.
7. Ao longo destes últimos tempos todos temos percebido a semelhança nos discursos de Cavaco Silva e Manuela Ferreira Leite. Será porque o chefe de gabinete de Manuela Ferreira Leite, o jornalista Francisco e Silva, ter sido adjunto de Fernando Lima, o tal assessor de Cavaco, na Direcção do DN?
8. A propósito das notícias do Público sobre as tais “suspeitas” o provedor do leitor do Público produz uns textos muito interessantes. Eis uns extractos:
“Salvo melhor prova, tudo não passa de um indício, sim, mas de paranóia, oriunda do Palácio de Belém. Só que tal manifestação é em si já notícia, porque revela a intenção deliberada de alguém próximo do PR minar a relação institucional (ou a “cooperação estratégica”) com o Governo.
(…)
“Pelo que o provedor percebeu, só há uma fonte, que é sempre o mesmo colaborador presidencial que tomou a iniciativa de falar ao PÚBLICO em 2008, mas este milagre da multiplicação das fontes é uma velha pecha do jornalismo político português e não vale a pena perder agora mais tempo com ela.”
(…)
“Solicitados pelo provedor a explicar por que razão os dados recolhidos há ano e meio por T.N. [Tolentino de Nóbrega], e que de algum modo contrariavam a versão do assessor de Belém, não entraram na notícia sobre o “espião” de S. Bento, nem J.M.F. [José Manuel Fernandes] nem L.A. [Luciano Alvarez] responderam.”
9. A intervenção de Cavaco Silva de hoje, a propósito deste caso, é bem medido e pensado. Por isso fica evidente a vontade que o Presidente tem em denegrir a imagem de Sócrates e assim dar mais um contributo para os seus interesses ocultos. Se há problemas de segurança que envolvem “espionagem” ao Presidente – assunto de extrema gravidade – é de aceitar esta reacção?
O que quer Cavaco?
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Com os problemas todos do país, esta gente entretem-se com intrigas troliqueiras que animam a vida mesquinha do dia-a-dia.
Daniel não vás tu também por esse caminho. Em campanha eleitoral há que debater os problemas das pessoas, não dos políticos!
Alguém quer saber isto para alguma coisa?
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Diz que agora já não gostam dos PPR, mas até há pouco tempo algum pobre andou a pagar-lhes os benefícios fiscais. E também diz que outros dirigentes do BE afinal compraram acções nas malditas privatizações e se calhar até são sócios do Sr. Amorim.
Daniel, não sejamos ingénuos – como é que vão ao mesmo tempo baixar o preço da energia e assim perder receitas de IVA sem diminuir o peso do Estado?
Ou seja, os custos para as pessoas baixam na energia e por outro lado aumentam com um imposto qualquer.
Demagogia pura.
A minha alma está inquieta, podes crer – desprivatizações, sabe-se lá com que custos, mais impostos, mais Estado, mais normas, mais solidariedade à força, menos dinheiro para viver, ainda menos, porque nem todos têm o talento para terem várias fontes de bons rendimentos.
Gosto do Louçã quando fala contra a corrupção e o favorecimento dos amigos. Fala muito bem. É muito inteligente.
Infelizmente, o que me parece que vai acontecer é mais do mesmo – TGVs e outros elefantes brancos para felicidade dos bancos e das grandes empresas que adoram ganhar dinheiro sem risco.
Porque é que os nórdicos têm sociedades com
qualidade de vida invejáveis – porque criam riqueza, porque investem com cabeça, com ponderação e não ao melhor estilo do “fuga para a frente” e da “modernidade” e “ligação à Europa”.
Sabes quantas patentes de estalo inventaram os suecos? Vou-te só dizer duas: fósforos e dinamite.
Hoje, algumas empresas lá de cima:
Finlândia: Nokia.
Suécia: Ikea.
A Noruega é um caso à parte porque tem petróleo.
Dinamarca: Carlsberg.
Holanda: Philips.
E nós? TGV para nos ligarmos à Europa (a 250 km/h, quando um avião vai a 900 km/h e na China já têm o Maglev a 400 km/h) e nas cidades os prédios a caírem de podre.
Pega na tua vespa e dá uma volta pelos arredores do centro de Lisboa.
Ainda hoje passei perto da Beloura, onde não passava há cinco meses, e já lá estava uma nova auto-estrada de 3 faixas quase pronta. Ao lado, em Alcabideche, as ruas estavam mais velhas, mais estragadas, o alcatrão pior, etc.
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Daniel Oliveira Reply:
Setembro 19th, 2009 at 1:33
Carlos, eu recebo devoluções das deduções que faço. Acha que sou incoerente?
Isto é tudo “esperteza saloia” basta olhar para Cavaco Silva quando foi 1º ministro e o “deixem-me trabalhar” … nas suas maravilhas, como por exemplo os recibos verdes, depois saíu, estrategicamente deixou assentar a poeira para os portugas esquecerem os pontapés e preparou-se para entrar no escalão superior como PR. Continua igual a si mesmo; eu quero, posso e mando, os cães ladram mas a minha caravana passa.(a dele que a nossa fica sempre engarrafada no trânsito)
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Eu acho espantoso que haja jornalistas e analistas que continuem a defender como sendo normal que o PR, ainda que através de assessor, possa ser fonte anónima da notícia.
Acho incrível, fosse qual fosse a notícia.
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Para chegar aos 100% de acordo com a sua análise só tem de alterar isto: ” a infantilidade da Presidência”. É que não há ali infantilidade nenhuma, aquilo faz tudo parte da estratégia presidencial para colocar no poder a sua pandilha.
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Vocês sabem do que eu estou a falar.
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Cavaco detesta Sócrates e vice-versa.
Cavaco não suporta a ideia de Sócrates vencer as próximas as legislativas e de, por esse motivo, ter de o convidar a formar um novo governo.
A vitória de Sócrates será uma derrota para Cavaco, mais do que para Manuela Ferreira Leite (MFL).
Porque Cavaco é o verdadeiro, ainda que sob anonimato, líder da oposição, ao passo que MFL faz de sua porta-voz na campanha eleitoral.
Há outros porta-vozes. Jornais, por exemplo, que se comportam como vulgares câmaras de eco, neste caso ao serviço de Cavaco.
Há jornais – como o PÚBLICO – que confundem, deliberadamente, notícias com opinião.
Há opiniões, de facto, que são camufladas sob a forma de uma notícia, procurando assim orientar o leitor numa determinada direcção, quando, ao invés, deviam fazer tudo para ser o leitor a escolher, sem condicionamentos, o caminho que prefere seguir.
Este infeliz caso da escutas é um exemplo disso. Há ali um nítido preconceito anti-Sócrates, por contraponto à sugestão de que Cavaco, sim, é um homem sério e impoluto.
O PÚBLICO há muito que tomou posição: Cavaco é de confiança, Sócrates é um tipo perigoso.Que raio de jornal é, afinal, este, que assim, às escâncaras, alinha por um dos lados, em lugar de se manter equidistante?
Mas, é claro, pior do que o PÚBLICO é Cavaco Silva, que deixa este fogo arder irresponsavelmente.
O que Cavaco está a fazer mais não é do que politiquice, deixando escapar comentários cínicos e até ameaças.
Eu não quero este homem como meu presidente da república.
Falta-lhe nobreza.
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Cavaco Silva não despe a camisola na presidência da República…é evidente…não vale a pena disfarçar…age de uma forma vergonhosa…pela via do silêncio que lança a suspeição…é a táctica dele…não fala mas vai dizendo para o Povo pensar em Sócrates…é mau demais para a democracia um individuo destes como Presidente.
José Manuel Fernandes é um servil com agenda politica , quando foi apanhado a fazer o que várias vezes faz lançou as culpas para o SIS para ver se pegava no Primeiro – Ministro…é um sujeito sem credibilidade alguma.
Manuela Ferreira Leite como nada tem para o Pais agarra-se primeiro ao filme Manuel Moura Guedes , depois á palhaçada de José Manuel Fernandes e Cavaco.
Coitada de Direita em Portugal…loool….tão fraquinhos.
Desde já aqui afirmo que no dia da derrota de Ferreira Leite vou vestir Fraque para ver a Cabeça de Pacheco Pereira ser servida com uma laranja na boca e acompanhada com ervilhas.
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Lol o homem ficou incapaz de coordenar as vontades , agora já nem sabe quandodeve falr ou quando deve ficar calado
e como sempre cavaco , ora comenta , ora não comenta http://bit.ly/3gtWRM
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Caro Daniel Fernandes:
Felicito-o por este post. È o comentário mais lúcido e objectivo que li sobre o tema.
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DO pergunta: “Uma dúvida para a qual não tenho resposta: deve um jornal divulgar as fontes de outro jornal?”.
Antes de lhe responder, para me ajudar no meu raciocínio, eu gostaria de saber o seguinte (gostaria mesmo).
Imagine que o jornalista X escreve no jornal Y que, segundo fonte credível, o DO é autor do crime C.
O DO ataca o jornalista e o jornal em difamação. como é seu direito.
Quem vai ter que provar a calúnia? O jornal? O jornalista? A fonte? Ou o DO regressa a casa com a calúnia e o jornal debaixo do braço?
É que ouvindo certas afirmações e comentários, fico baralhado.
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Daniel Oliveira Reply:
Setembro 19th, 2009 at 12:33
Assessorado, isso é outro debate. A protecção das fontes tem imensa literatura e debate que nos levaria aqui a ficar uma semana com o apoio de constitucionalistas, juristas e jornalistas (posso mandar-lhe um texto um pouco técnico que escrevi sobre o assunto). Aqui estamos a discutir outra coisa: se a obrigação de proteger uma fonte se aplica aos jornalistas de outro jornal.
Concordo que nunca deveria ser 1ª página.
Não é sobre esta notícia, é sobre a notícia do Louçã, e quem o diz é um bloquista.
Acho normal, quando forem governo esta e muitas outras notícias não virão nem na primeira nem na última página, simplesmente não viverão.
Uma dúvida para a qual não tenho resposta: deve um jornal divulgar as fontes de outro jornal?
Não sei.
É tocante este problema que aflige a são consciência do senhor Daniel Oliveira.
Como sei que o senhor tem a certeira de jornalistas dou-lhe uma ajuda.
Eu sei que o senhor sabe.
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Daniel Oliveira Reply:
Setembro 19th, 2009 at 12:30
Fado, está, como sempre, a leste.
Rafeiro, isso é, por si, infantil. As crianças é que brincam com coisas perigosas sem noção nenhuma. Quando se lança processos que descredibilizam tudo e todos num sistema político, isso normalmente acaba por pagar-se com juros elevadíssimos.
Triste, Daniel, muito triste. Gostava de me alegrar com a confirmação de que Cavaco, José Manuel Fernandes e o Público são exactamente como os vejo, mas não consigo.
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Não acho que sejas incoerente porque provavelmente são de saúde e de educação – essa foi uma manobra de que o Louçã não conseguiu sair no tal debate com o PM. O Louçã parecia paralisado, incapaz de reagir com força.
Se são de PPRs há algum pobre, que não pode fazer PPRs, a pagar esses benefícios – não foi essa a ideia que andaram a transmitir?
Então se “eu” acho que são os pobres que pagam os benefícios fiscais dos PPRs que não podem fazer, porque ficam com menos recursos para o Estado os apoiar, e se “eu” ando por aí a defender que isso deve acabar é pacífico que ainda assim “eu” tenha empochado o dinheiro desses benefícios dos PPRs?
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Talvez o Presidente se esteja a portar com alguma irresponsabilidade, muito embora seja difícil podermos avaliar com os dados que temos.
Pelo menos, não deveria ser tão preocupante nas suas declarações, pois tão cedo não irá falar sobre o caso.
Acresce à referida falta de informação outras situações.
Primeiro, todos sabemos como funcionam as notícias dos jornais.
Ao que consta num estudo referido por Pacheco Pereira, mais de 2/3 das notícias que aparecem nos jornais começam nas agências de comunicação e nas suas agendas altamente suspeitas.
Sabemos também a conveniência dos momentos em que estas notícias aparecem, nomeadamente as que estão agora a vir a lume.
Então e a falta de ética com que os jornais apresentam determinadas pretensas notícias, relatando factos que não aconteceram, em que os protagonistas não coincidem e não divulgando fontes? É novidade?
Este é também o país que, como todos nós sabemos, são constantes as violações de segredos de justiça, vindo a lume informações de processos que não podem ser divulgadas, inúmeras vezes sob a forma de meias verdades, para manipulação da opinião pública.
Também é do conhecimento geral a balda que são as escutas telefónicas, a liberdade e leviandade com que são efectuadas, sem qualquer critério e em detrimento de verdadeiras investigações policiais.
É preciso ainda considerar o facto dos serviços de informações estarem agora directamente dependentes do primeiro-ministro.
Que dizer então do próprio Procurador Geral da Republica, que suspeita que tinha escutas telefónicas no seu local de trabalho, e das declarações que proferiu a este propósito.
Também não estou a revelar nenhuma novidade quando refiro a fúria controleira do actual primeiro-ministro, bem patente em episódios como as policias a prevenir «investigar» eventuais manifestações sindicais, a perseguição de professores com blogs com ataques ao primeiro-ministro, inúmeros casos com a comunicação social, etc.
Lembremo-nos ainda de certaS informações confidenciais, tal como a que se refere a pessoas a trabalhar nos serviços de informações, que é divulgada publicamente através de fugas oriundas de uma empresa de telecomunicações.
Há ainda a questão da credibilidade. Cavaco tem sido, aliás, como sempre foi, extremamente económico nas declarações que faz, é alguém com credibilidade, goste-se ou não se goste dele. A sua palavra vale alguma coisa. Quando faz alertas que considera importantes é porque os assuntos têm realmente importância – veja-se, por exemplo, o problema do estatuto dos Açores, hoje, reconhecidamente, uma intervenção que não podia dfeixar de ser feita no conteúdo e na forma apresentada.
É também conhecida a relação que Sócrates tem com a verdade, dizendo e desdizendo, mentindo com todos os seus dentes. Nem vale a pena extender-me nesta questão da credibilidade do nosso primeiro.
Além da falta de informação que dispomos, há todo um clima de balda e irresponsabilidade, desonestidade, atropelo de leis, falta de ética e vingança política que condicionam situações como esta.
Como comecei, poderá Cavaco estar a gerir mal esta situação.
Mas perante todos estes factos relatados, alguém tem dúvidas que o Presidente talvez possa ter razão, que é possível que realmente esteja a ser escutado?
E, no caso das suspeitas serem fortes, como acredito que devam ser, o que poderá o Presidente fazer em tal situação, quando os serviços de informação estão inteiramente e directamente dependentes do primeiro-ministro, ao que parece, eventual suspeito de mandar espiar o PR?
Digamos que os factos que relatei são dignos da republica das bananas, republica esta em que, ao que parece, vivemos.
O PM mandar espiar o PR? Talvez não seja verdade. Mas lá que poderia ser, lá isso poderia.
[Responder]
Daniel, escrevi uma resposta, mas como ainda não apareceu, acrescento esta.
O que me incomoda mesmo nos que querem aumentar os impostos é ver como estão todos bem de vida. Louçã: dois empregos bem pagos no Estado e mulher médica. Miguel Portas: no comments. Joana Amaral Dias: professora universitária e pai rico. Etc.
É natural que se fale em solidariedade quando se tem a vida feita – nada contra, fica-lhes bem.
Agora, eu tenho de lutar todos os dias pela minha sobrevivência. Mesmo que tenha saúde, não sei onde vou estar daqui a dois anos e portanto custa-me que me vão obrigar a pagar mais impostos.
Se calhar vou ter de deixar de comprar o Expresso todas as semanas e deixar de comprar um gormiti ao miúdo de vez em quando.
É só por isso que me incomoda que essa malta diga que vai falar com a senhora da limpeza quando é mais do que claro a que classe social pertence e os problemas que sente realmente na pele – no fundo o Louçã não é muito diferente do Sócrates, é por isso que acho que até se vão dar muito bem, não olham a meios para atingir os seus finais felizes.
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Setembro 19th, 2009 at 12:44
Carlos, há pessoas de todas as classe na direcção do BE. De operários a professores universitários, de professores do secundário a pequenos empresários. Não vejo onde esteja o mal.
Está criado o ambiente propicio à vitória da abstensão, que é o que mais intressa ao Centrão
Portugueses está na hora de correr de vez com esta escumalha, que não merece qualquer respeito.
[Responder]
sobre a dúvida do Daniel Oliveira, da divulgação das fontes de outro jornal, parece-me que não é isso que está aqui em causa. Neste caso o asessor do PR não se limitou a passar informação, mas “encomendou” um serviço.
Nestas condições, se os jornais que receberam o mail vindo do Público decidissem não publicar a notícia, deveriam apagar o mail ou enviá-lo para o MP?
[Responder]
Do Código Deontológico dos jornalistas:
«6.O jornalista deve usar como critério fundamental a identificação das fontes. O jornalista não deve revelar, mesmo em juízo, as suas fontes confidenciais de informação, nem desrespeitar os compromissos assumidos, excepto se o tentarem usar para canalizar informações falsas. As opiniões devem ser sempre atribuídas.»
Que falta que nos fazem jornalistas como Oscar Mascarenhas, afastado da visibilidade pública por questões políticas nos tempos de Durão Barroso e de Próceres como António Ribeiro Ferreira. Mas aí ninguém falava de asfixia democrática.
Não sei o que Oscar dirá sobre isto, mas eu gosto da frase do código que impede a revelação das fontes pelo jornalista “excepto se o tentarem usar para canalizar informações falsas”
Infelizmente, os jornalitas gostam pouco de quem os critique como fazia Oscar e como bem recentemente fez Rui Araújo, abandonando a provedoria do Público a um mês do fim do contrato.
Nem de propósito, São José Almeida levou do Rui Araújo e agora até leva do Joaquim Vieira, um provedor habitualmente pífio e tendencialmente corporativo.
[Responder]
Daniel Oliveira Reply:
Setembro 19th, 2009 at 13:11
Antónimo, a notícia do DN não se enquadra bem em nenhuma tipificação.
De facto, podemos considerar (ou não) que a fonte de Belém usou o Público para canalizar informações falsas. Acontece que o Público fez da convicção, e não dos factos, notícia, o que baralha um pouco as coisas. Acrescente-se que quem divulgou a fonte foi o DN e não o Público. É por ser uma situação atípica que não é muito fácil ter uma posição definitiva sobre a não protecção da fonte, neste caso.
Acho muito bem que estejam representantes da verdadeira classe média no BE e espero que na hora certa não se calem e que os professores universitários e outros das elites os deixem falar.
É que para uma casa que tem 1.000 ou 1.500 euros por mês não é indiferente ter de ser mais solidário à força.
Para uma casa que tem uns 7.500 euros por mês, é claro que é indiferente porque todas as necessidades básicas estão mais do que garantidas.
[Responder]
Sei que não se enquadra de forma estrita. Não há certeza de que se tentou canalizar informação falsa.
No entanto, a convicção não legitima notícias nenhumas, mesmo que os jornalistas o venham defender – e sabemos como os jornalistas são tendencialmente tão estúpidos como a restante população com o defeito de serem quase todos florzinhas de estufa narcisistas e corporativas e de se acharem o máximo por conviverem com famosos.
Joaquim Vieira parece no entanto achar motivos de crítica (lembro que o caso da licenciatura de socas foi outro portento de mau jornalismo, mesmo que até possa conter muitas verdades dentro) e o ar opaco, esta cortina de fumos e de biombos que nevolve todo o caso bem merece ser desmascarada.
Desde que a notícia surgiu em Agosto que escrevi por aqui, pelo 5 Dias e pelo Jugular que esta denúncia era das coisas mais graves que têm acontecido no país, bem longe de ser um disparate de Verão. Parece que rebenta com um mês de atraso.
Não percebo pq só ontem ouvi uma jornalista a dizer ao PR que ele até pode dizer que temos de “respeitar o período eleitoral e não lhe fazer perguntas para desviar a atenção dos problemas do país mas que a notícia distractora foi atribuída há um mês a fonte de Belém”, facto nunca desmentido. Contestei aliás um post seu onde acusava Sampaio de ter sido o pior presidente que tivémos. Cavaco lidera bem destacado e ainda só vai a meio do mandato.
O que o DN faz – Marcelino está muiiiiiiito longe de ser um farol da deontologia, ou até uma boa pessoa, mas assino de uma ponta à outra o editorial de hoje – ilumina de certa forma o que se passou neste tempo, o que tem óbvio interesse informativo, jornalístico, de denúncia e até ético. O PR não pode lançar suspeitas destas e depois assobiar para o lado
Tanto mais que hoje o CM publica que em Agosto o PR mandou limpar o palácio por causa das escutas. Quem deu a notícia ao jornal? E porque fez a limpeza em Agosto (em que dia foi?) se já suspeitava da coisa há 17 meses 17? Pode a fonte única de Belém fazer o jogo de um partido sem provar as acusações gravíssimas que faz?
A anatomia desta notícia ajuda a esclarecer muito sobre a liberdade e a democracia que temos e parece que só a revelação da fonte ajuda à autópsia. Aqui só há espaço para duas saídas. Ou cai Cavaco, ou cai Sócrates que se arrisca a ser eleito e cair a seguir.
Até por isso vale a pena ler hoje Medeiros Ferreira que (pegando numa velha luta do PCP) lembra que tem de se voltar aos tempos em que as eleições elegem deputados e não um PM. Depois do exemplo de Santana, pode a maioria parlamentar de esquerda acenar com ela para escolher outro PM no quadro parlamentar?
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Carlos Marques permite-me citá-lo :
O que me incomoda mesmo nos que querem aumentar os impostos é ver como estão todos bem de vida. Louçã: dois empregos bem pagos no Estado e mulher médica. Miguel Portas: no comments. Joana Amaral Dias: professora universitária
Eu não sou do bloco de esquerda , nem sequer perto , não conheço nenhum politico, os meus comentários aqui nunca foram considerados mas tenho que lhe dizer isto :
- não posso entender qual é o mal de alguêm atingir um certo nivel de equilibrio e conforto na sua vida pelo seu mérito e trabalho seja de esquerda ou de Direita.
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Fado, está, como sempre, a leste.
Está muito enganado.
Nunca irei, nem nunca estive nesses lados, podia correr o risco de o encontrar lá, e isso seria penoso para mim.
Gosto muito de liberdade.
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Cavaco Silva é uma pessoa idónea, incapaz de montar uma inventona. Se fosse Santana Lopes ainda vá lá; agora Cavaco, nunca. Cavaco é a boa moeda.
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Ó Pedro Rios você é um castiço.
Quem não os conhecer que os compre.
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Mas é assim tão difícil de crer que, num país em que se fazem escutas a torto e a direito, para tudo e para nada, com e sem autorizações, e em que o próprio Procurador Geral da República suspeita estar a ser escutado (fruto das inúmeras fugas de informação), o Presidente da República possa também estar a ser escutado?
Não poderá ser uma possibilidade real?
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Nunca imaginei que ouviria a palavra ORGIA relacionada com o cavaco silva.
Só por isso vale a pena apanhar com os discursos dele hehehe
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O melhor agora é ver José Manuel Fernandes a querer que a Procuradoria investigue como a informação saiu do jornal que dirige, novamente José Manuel Fernandes a tentar desviar as culpas.
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Bem em abono da verdade penso que o Louçã apesar de ter os dois empregos no Estado, o que não é muito correcto pois está a tirar o lugar a alguém, só recebe remuneração de um emprego, acho que é assim que se faz nestes casos.
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http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1366594
Director do Público revela que email foi reenviado por um computador do jornal
O director do jornal Público, José Manuel Fernandes, referiu esta sexta-feira em entrevista à Sic Notícias que nada indica que o sistema informático do jornal tenha sido violado. Segundo afirmou o director do Público, o email que fez manchete no Diário de Notícias (DN) foi reenviado através de um computador do Público.
O director do Público disse, na noite passada à Sic Notícias, que as investigações que foram feitas indicam que o sistema informático do jornal não foi violado.
José Manuel Fernandes adiantou ainda que o email, citado na edição desta sexta-feira pelo DN e que dá conta de uma conversa entre um jornalista e um editor do Público sobre alegadas escutas em Belém, tem 17 meses e foi encontrado num computador.
«Neste momento não há nenhum indício de que tenha havido alguma violação externa. Poucas horas antes do comunicado, a própria direcção editorial tinha feito uma nota em que dizia que havia um inquérito interno, que envolve verificarmos os nossos sistemas e falarmos com as poucas pessoas envolvidas na troca de emails», afirmou.
Ainda segundo uma nota da direcção editorial do Público, além do DN este email foi também enviado para o semanário Expresso.
José Manuel Fernandes avançou também que as investigações que já foram feitas nada revelam sobre a violação do sistema informatico do jornal.
Ontem, à TSF, José Manuel Fernandes adiantava uma outra hipótese e admitia que o Público estaria sob escuta e que o email
tinha ido parar a três jornais diferentes, pelo que só poderia ser um trabalho dos serviços de informação.
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http://ruadopatrocinio.wordpress.com/2009/09/19/muckraking/
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DO, obrigado pelo seu comentário #30. Acontece que a minha pergunta era mesmo a sério, pois bem sei que o problema não é de resposta simples e o saber não ocupa lugar (razão pela qual ainda mais agradecido fico se me enviar, para o email que indiquei, o seu texto). Mas penso que é difícil concluir sobre o caso que expõe sem ter em conta o que sucede com o caso simples que citei (#24).
Recordo-me do caso em que o DN denunciou uma fonte (que de director da PJ veio a ser eminente deputado do PSD) quando concluiu que o jornal estava a ser manipulado.
E esta história pode começar da mesma maneira. Suponha (estamos no domínio das hipóteses…) uma fonte que se revela um pulha, que manipula (ou então combina com) um jornalista, que pode parecer não o ser menos… tudo em grave descrédito de terceiros. Um segundo jornalista não terá o direito (eu diria dever) de pôr fim à pulhice?
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É impressionante como os jornalista são sacanas uns com os outros. É uma classe completamente politizada e nada solidária.
Vale tudo para dar uma noticia em 1º lugar.
Agora tenho algumas duvidas.
Será que a menina Cancio terá alguma coisa a ver com a noticia divulgada. ?
Como sabia Louça à mais de uma semana que era o Lima o bufo ?
Como foi parar o tal mail a 3 jornais ?
Num classe onde vale tudo para conseguir um furo e onde qq labrego pode escrever uma noticia está mais do que visto que o futuro não se apresenta risonho. Ainda por cima e com a crise que atravessa o sector só posso prever mais e mais escandaleiras e noticias fajutas.
É vergonhoso o modo como alguns jornalista tudo fizeram para correr com JMF do Publico. Eu imagino as costas do dito senhor. Devem estar cheias de “facadas”.
E os ratos começam a abandonar o barco….
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País normal… Daniel, a normalidade define absolutamente nada. É um conjunto de “modas”
No entanto, entendo em parte a ideia por trás da expressão. Só acho que Portugal não é um país dito “normal”.
Acho que isto não é mais que outra “novela” em que alguns partidos a utilizam para desviar a atenção dos reais problemas do país.
O próprio El Rey Sr. Silva faz “novela” e muita gente gosta de comprar. De facto é um assunto muito grave. E o mais preocupante é que sua realeza, o Sr. Silva mais parece o rei Ednew Theoden sob o feitiço de Gríma, súbdito de Sauruman. Dohhh … Até o Homer Simpson faria melhor.
Analogias com o LotR aparte, começo a pensar que se, El Rey Sr. Silva, falasse demais era bem pior do que se estivesse com a boca calada. Tb o critíco por tudo adiar para depois das eleições – como se, em democracia, exista um barómetro daquilo que se pode dizer em eleições, e não – mas realmente não sei o que é pior … e o meio-termo tb não serve. Gaita !!!
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Meu caro Watson, antes de mais há que descobrir quem fica a ganhar com este crime…
O tio Sam sabe fazê-las… que o diga a Mónica…
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“Cavaco Silva é uma pessoa idónea, incapaz de montar uma inventona. Se fosse Santana Lopes ainda vá lá; agora Cavaco, nunca. Cavaco é a boa moeda.”
As aparencias iludem. Existe um ditado que diz “Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem tu es”. Havia muita gente que dizia que Donald Rumsfeld era uma daquelas pessoas com quem era fantastico simplesmente tomar um cafe e conversar em privado. ate o proprio Letterman disse isto.
Eu, nao vou pelas aparencias. Vou pela substancia, e essa qualquer pessoa que saiba o percurso de Cavaco e conheca os seus homens fortes, sabera quem ele no fundo e’ e do que e’ capaz.
Quem nao concordar, paciencia, existe liberdade para tal. Vemos o mundo ‘a nossa maneira, uns melhor, outros pior.
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“Cavaco Silva é uma pessoa idónea, incapaz de montar uma inventona. Se fosse Santana Lopes ainda vá lá; agora Cavaco, nunca. Cavaco é a boa moeda.”
Ah pois mas nisto de moedas há que contar com a inflação
o PR vai tentar obter mais informações depois das eleições? http://bit.ly/AV61O
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A partir de agora entrámos na guerra suja, ou vale tudo.
Sócrates é um alvo a abater, porque é o primeiro que incomoda realmente quem manda, ou seja, a “boa moe(r)da”.
Como não conseguem derrotá-lo nas urnas, estão-lhe a preparar a “cama” doutra maneira, nem que seja a tiro (nada já me espanta).
A “boa moeda” apostou alto demais. Mais tarde ou mais cedo, vai ter de prestar contas, e que contas, pela merda toda que fez.
Tudo o mais, neste momento, é insignificante em Portugal. Ninguém se esquecerá disto nas próximas presidenciais!
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