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	<title>Comentários em: Os cínicos e os cépticos</title>
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	<description>Os suspeitos do costume</description>
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		<title>Por: JORNALICES &#124; multiMEDIA things by PEDRO JERÓNIMO</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/os-cinicos-e-os-cepticos/comment-page-1/#comment-95908</link>
		<dc:creator>JORNALICES &#124; multiMEDIA things by PEDRO JERÓNIMO</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 11:55:31 +0000</pubDate>
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		<description>[...] este propósito, deixo um excerto do que escreveu o jornalista Paulo Pena, citado aqui.  Andamos mesmo a ser pouco cépticos. Tão pouco cépticos que já é altura de pararmos para [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] este propósito, deixo um excerto do que escreveu o jornalista Paulo Pena, citado aqui.  Andamos mesmo a ser pouco cépticos. Tão pouco cépticos que já é altura de pararmos para [...]</p>
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		<title>Por: bico de lacre</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/os-cinicos-e-os-cepticos/comment-page-1/#comment-94906</link>
		<dc:creator>bico de lacre</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 14:05:02 +0000</pubDate>
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		<description>Agora sobre o assunto.
Fico também muito apreensivo com estas escutas na posse das duas mais altas figuras da justiça Portuguesa, e questiono-me:
Eles acharam-nas ilegais e guardaram-nas ainda assim? Para quê?
Acharam-nas legais mas não as utilizaram, porque chocava com a agenda política?

Diz no texto que motivou este post:
“Tudo grandes investigações que envolviam políticos e não passaram no teste do algodão.”
E Digo eu:
Por causa destas investigações e dos políticos que nelas estão envolvidos, todos nós não passamos no teste da farinha.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Agora sobre o assunto.<br />
Fico também muito apreensivo com estas escutas na posse das duas mais altas figuras da justiça Portuguesa, e questiono-me:<br />
Eles acharam-nas ilegais e guardaram-nas ainda assim? Para quê?<br />
Acharam-nas legais mas não as utilizaram, porque chocava com a agenda política?</p>
<p>Diz no texto que motivou este post:<br />
“Tudo grandes investigações que envolviam políticos e não passaram no teste do algodão.”<br />
E Digo eu:<br />
Por causa destas investigações e dos políticos que nelas estão envolvidos, todos nós não passamos no teste da farinha.</p>
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		<title>Por: BlackPaulo</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/os-cinicos-e-os-cepticos/comment-page-1/#comment-94904</link>
		<dc:creator>BlackPaulo</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 13:34:36 +0000</pubDate>
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		<description>Queria dar os parabens ao Paulo Pena por este artigo. Trata-se de uma reflexao brilhante, e subscrevo-a inteiramente. Eu considero que e&#039; a falta de verdadeira cultura jornalistica que leva a que se verifique um simples ecoar de boatos e a enveredar-se pela noticia facil. Mas isto nao se cinge ao jornalismo - temos uma cultura de pouca exigencia no exercicio de funcoes, que talvez se manifesta na sua forma mais banal e visivel com o designio de dr. a qualquer licenciado.

&quot; Mas lembre-se que depois dificilmente fará outro anúncio que o Arrastão atingiu não-sei-quantos milhões de visitantes.&quot;
Meu caro, debater e&#039; uma coisa. Confrontar constantemente com argumentos esfarrapados numa linha quase infantil e egocentrica, torna-se exasperante e cansativo para todos. O merito do numero de visitantes e popularidade tem que ser dado a quem produz o blog, o papel de quem comenta passa por de facto se contribuir com um minimo de sensatez, nem que seja com humor.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Queria dar os parabens ao Paulo Pena por este artigo. Trata-se de uma reflexao brilhante, e subscrevo-a inteiramente. Eu considero que e&#8217; a falta de verdadeira cultura jornalistica que leva a que se verifique um simples ecoar de boatos e a enveredar-se pela noticia facil. Mas isto nao se cinge ao jornalismo &#8211; temos uma cultura de pouca exigencia no exercicio de funcoes, que talvez se manifesta na sua forma mais banal e visivel com o designio de dr. a qualquer licenciado.</p>
<p>&#8221; Mas lembre-se que depois dificilmente fará outro anúncio que o Arrastão atingiu não-sei-quantos milhões de visitantes.&#8221;<br />
Meu caro, debater e&#8217; uma coisa. Confrontar constantemente com argumentos esfarrapados numa linha quase infantil e egocentrica, torna-se exasperante e cansativo para todos. O merito do numero de visitantes e popularidade tem que ser dado a quem produz o blog, o papel de quem comenta passa por de facto se contribuir com um minimo de sensatez, nem que seja com humor.</p>
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	<item>
		<title>Por: bico de lacre</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/os-cinicos-e-os-cepticos/comment-page-1/#comment-94896</link>
		<dc:creator>bico de lacre</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 11:16:55 +0000</pubDate>
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		<description>Daniel, eu que não tenho nenhum blog nem me apetece ter, gosto de vir aqui de vez em quando ler os seus escritos e os comentários que a eles fazem, e quando estou para aí virado também participo, às vezes com seriedade e tentando dar a minha opinião acerca do assunto em questão, outras apenas na brincadeira dizendo umas patacoadas e armando-me em engraçado.
Devo dizer-lhe que acho que tem todo o direito de excluir os comentários que lhe pareçam abusivos ou despropositados, depende da sua exclusiva vontade se aceita qualquer tipo de comentário, pois como repetidamente tem afirmado, a casa é sua e você abre a porta a quem quer, mas tenho alguma dificuldade em entender estas ameaças censórias, tanto mais quando me parece que são feitas apenas a quem de si discorda. Se lhe aborrece aturar os comentadores chatos, despropositados e discordantes, ponha o blog a aceitar frequentadores apenas por convite, assim já escusa de ficar enfadado com “as melgas”. Mas lembre-se que depois dificilmente fará outro anúncio que o Arrastão atingiu não-sei-quantos milhões de visitantes.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel, eu que não tenho nenhum blog nem me apetece ter, gosto de vir aqui de vez em quando ler os seus escritos e os comentários que a eles fazem, e quando estou para aí virado também participo, às vezes com seriedade e tentando dar a minha opinião acerca do assunto em questão, outras apenas na brincadeira dizendo umas patacoadas e armando-me em engraçado.<br />
Devo dizer-lhe que acho que tem todo o direito de excluir os comentários que lhe pareçam abusivos ou despropositados, depende da sua exclusiva vontade se aceita qualquer tipo de comentário, pois como repetidamente tem afirmado, a casa é sua e você abre a porta a quem quer, mas tenho alguma dificuldade em entender estas ameaças censórias, tanto mais quando me parece que são feitas apenas a quem de si discorda. Se lhe aborrece aturar os comentadores chatos, despropositados e discordantes, ponha o blog a aceitar frequentadores apenas por convite, assim já escusa de ficar enfadado com “as melgas”. Mas lembre-se que depois dificilmente fará outro anúncio que o Arrastão atingiu não-sei-quantos milhões de visitantes.</p>
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	<item>
		<title>Por: Toninho</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/os-cinicos-e-os-cepticos/comment-page-1/#comment-94853</link>
		<dc:creator>Toninho</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 22:08:10 +0000</pubDate>
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		<description># 34 

&quot;... Espero que pensem no assunto.&quot;

Não conhecia esta ave por aqui.

O Sr. Berninger muito mais do que um censor, não se dispensa de pressionar também os autores deste espaço que por ser livre e pluralista constitui incentivo à minha presença (de quando em vez) discordante.

Construa-se já um &quot;muro&quot; especial de corrida para o democrata Berninger.

Cumprimentos</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p># 34 </p>
<p>&#8220;&#8230; Espero que pensem no assunto.&#8221;</p>
<p>Não conhecia esta ave por aqui.</p>
<p>O Sr. Berninger muito mais do que um censor, não se dispensa de pressionar também os autores deste espaço que por ser livre e pluralista constitui incentivo à minha presença (de quando em vez) discordante.</p>
<p>Construa-se já um &#8220;muro&#8221; especial de corrida para o democrata Berninger.</p>
<p>Cumprimentos</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: B Aranda</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/os-cinicos-e-os-cepticos/comment-page-1/#comment-94844</link>
		<dc:creator>B Aranda</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 20:45:51 +0000</pubDate>
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		<description>Ainda mais que os jornalistas, creio que os magistrados estão muito sobre-prestigiados na nossa sociedade.

Peço desculpa pela generalização, mas o que vejo é uma classe profissional que se olha a si mesma como se tivesse acima dos outros cidadãos, com tiques de vigilantismo, que acha normal que se façam escutas, que se utilize a videovigilância, que se diga cobras e lagartos dos &quot;políticos&quot; (quando se  reduziram os tempos e as razões da prisão preventiva), etc, etc...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda mais que os jornalistas, creio que os magistrados estão muito sobre-prestigiados na nossa sociedade.</p>
<p>Peço desculpa pela generalização, mas o que vejo é uma classe profissional que se olha a si mesma como se tivesse acima dos outros cidadãos, com tiques de vigilantismo, que acha normal que se façam escutas, que se utilize a videovigilância, que se diga cobras e lagartos dos &#8220;políticos&#8221; (quando se  reduziram os tempos e as razões da prisão preventiva), etc, etc&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: fado alexandrino</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/os-cinicos-e-os-cepticos/comment-page-1/#comment-94811</link>
		<dc:creator>fado alexandrino</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 15:56:40 +0000</pubDate>
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		<description>João Berninger 
15 Nov 2009 às 13:01

Era tão bom um mundo em que o senhor Berninger decidisse aquilo que se podia ouvir, ver, falar, escrever e pensar.

Po acaso até já existiu, se não sabe onde pergunte, responderei com todo o gosto.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>João Berninger<br />
15 Nov 2009 às 13:01</p>
<p>Era tão bom um mundo em que o senhor Berninger decidisse aquilo que se podia ouvir, ver, falar, escrever e pensar.</p>
<p>Po acaso até já existiu, se não sabe onde pergunte, responderei com todo o gosto.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: cafc</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/os-cinicos-e-os-cepticos/comment-page-1/#comment-94802</link>
		<dc:creator>cafc</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 14:27:19 +0000</pubDate>
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		<description>Meu caro João Berninger

Estou, no fundamental, de acordo consigo.

Pela parte que me toca (e num princípio de crítica e auto-crítica), agradecia que me &quot;dissesse&quot; se faço parte da &quot;talvez uma dúzia&quot; que referiu. E, em caso afirmativo, quais são as críticas que entende fazer-me.

Pode crer que estou a querer estabelecer uma troca de impressões sérias e agradecia que me respondesse, quanto mais não seja para podermos, como o meu amigo (e muito bem) &quot;dizia&quot; podermos ter uma salutar troca de ideias.

Um abraço e &quot;vamos a isto&quot;!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Meu caro João Berninger</p>
<p>Estou, no fundamental, de acordo consigo.</p>
<p>Pela parte que me toca (e num princípio de crítica e auto-crítica), agradecia que me &#8220;dissesse&#8221; se faço parte da &#8220;talvez uma dúzia&#8221; que referiu. E, em caso afirmativo, quais são as críticas que entende fazer-me.</p>
<p>Pode crer que estou a querer estabelecer uma troca de impressões sérias e agradecia que me respondesse, quanto mais não seja para podermos, como o meu amigo (e muito bem) &#8220;dizia&#8221; podermos ter uma salutar troca de ideias.</p>
<p>Um abraço e &#8220;vamos a isto&#8221;!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Xico</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/os-cinicos-e-os-cepticos/comment-page-1/#comment-94796</link>
		<dc:creator>Xico</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 13:08:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://arrastao.org/?p=12556#comment-94796</guid>
		<description>Sou leitor ocasional deste blog. Contudo, tenho optado por nunca comentar algumas poucas coisinhas da vossa escrita que considero obtusas. Até porque na generalidade concordo com a maior parte do que escrevem.
Mas desta vez não posso resistir a entrar em cena, depois de ler este texto e, sobretudo, depois de ouvir as considerações menos próprias aos actores do sistema judicial feitas pelo Daniel Oliveira no &quot;Eixo do Mal&quot; a propósito do caso &quot;Face Oculta&quot;.
É um facto indiscutível que há gente boa e gente má em toda a parte, em todas as áreas profissionais e em todos os sectores político.
Mas certamente é graças ao esforço diário de lutar contra a corrente, e contra os poderes instituídos, em prol de um país mais justo, que muitos dos actores de justiça trabalham arduamente, mesmo pondo em risco a sua pele.
A propósito da questão que tanto incomoda o camarada Daniel aqui deixo um artigo escrito esta semana no Jornal de Negócios, por Helena Garrido, o qual consegue perfeitamente sintetizar o espírito de quem trabalha nestes meios.

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&amp;id=395883

Imagine-se, por uns minutos, que os processos &quot;Portucale&quot;, &quot;Freeport&quot;, &quot;Furacão&quot;, &quot;Submarinos&quot;, &quot;BCP&quot;, &quot;BPN&quot;... estavam concluídos. Julgados e com condenados. Estaríamos agora a viver e a avaliar o caso &quot;Face Oculta&quot; da mesma maneira


Imagine-se, por uns minutos, que os processos &quot;Portucale&quot;, &quot;Freeport&quot;, &quot;Furacão&quot;, &quot;Submarinos&quot;, &quot;BCP&quot;, &quot;BPN&quot;... estavam concluídos. Julgados e com condenados. Estaríamos agora a viver e a avaliar o caso &quot;Face Oculta&quot; da mesma maneira? Existiriam as fugas de informação a que assistimos? 

Claro que não. Temos um passado de justiça marcado por processos intermináveis que, quando concluídos, acabam em condenações perdidas em recursos e prescrições ou com penas sobre aqueles que sempre surgiram como os elos mais frágeis e menos prósperos. 

O conhecimento do que se passa noutros países, dos Estados Unidos aos nossos vizinhos espanhóis, agrava ainda mais essa avaliação de uma justiça injusta. 

Quanto mais paralisada vai ficando a justiça, maior tem de ser a revolta de todos os homens e mulheres de bem que, todos os dias, defendem a justiça, os polícias, os procuradores, os juízes e até os advogados.

Na população em geral, que somos nós, alimenta-se a apatia, o &quot;encolher de ombros&quot; com um violento incentivo ao &quot;safe-se quem puder e sem olhar a meios&quot;.

Enquanto isto vai acontecendo, os socialistas e alguns protagonistas da justiça escolhem o erro de se preocuparem apenas com as fugas de informação, as violações ao segredo de justiça e a voracidade dos media. Não compreendem que as &quot;notícias&quot; são cada vez mais o escape de uma máquina em ebulição. Não percebem que acabam por ser estas notícias que, infelizmente, transmitem um sentimento mínimo de justiça.

Os &quot;julgamentos populares e sumários&quot; a que, na prática, estamos a assistir tenderão a ser cada vez mais e mais violentos. O sistema está a reagir, em busca de justiça, e usa o novo meio de &quot;justiça popular&quot;, que já não é o pelourinho mas a página no jornal, a peça na televisão, na rádio ou na Internet.

Não vale a pena gritar contra a violação do segredo de justiça ou contra a voracidade dos media. Vale sim a pena perguntar porque se violam esses segredos. E porque se queixam alguns da violação desses segredos que por vezes servem mais para proteger pessoas do que a investigação.

O processo &quot;Face Oculta&quot;, do que dele se conhece, já é tenebroso. A Polícia Judiciária e o Procurador responsável pelo caso merecem o nosso agradecimento pela coragem que têm revelado. Sim, é verdade que estão a cumprir a sua obrigação. Mas sabemos, pela experiência de outros, que cumprir a obrigação pode ter um preço elevado nas suas vidas.

O horror que o caso revelou completa-se em terror quando o Procurador-Geral da República e o presidente do Supremo Tribunal de Justiça são envolvidos na rede do caso por terem na sua posse escutas que envolvem o primeiro--ministro, há cerca de três meses. Um terror que se justifica por verificarmos que não conseguem transmitir-nos uma mensagem que nos leve a acreditar que a decisão será tomada com o olhar vendado da imagem da justiça.

Estamos a chegar a um ponto demasiado perigoso. Se queremos acabar com os julgamentos populares, se queremos combater as violações do segredo de justiça e se queremos ser justos com as figuras públicas, pondo fim às suspeições que sobres elas se vão acumulando, temos de ter justiça. Mais e mais injustiça feita de julgamentos populares sumários é a alternativa. A escolha é dos políticos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sou leitor ocasional deste blog. Contudo, tenho optado por nunca comentar algumas poucas coisinhas da vossa escrita que considero obtusas. Até porque na generalidade concordo com a maior parte do que escrevem.<br />
Mas desta vez não posso resistir a entrar em cena, depois de ler este texto e, sobretudo, depois de ouvir as considerações menos próprias aos actores do sistema judicial feitas pelo Daniel Oliveira no &#8220;Eixo do Mal&#8221; a propósito do caso &#8220;Face Oculta&#8221;.<br />
É um facto indiscutível que há gente boa e gente má em toda a parte, em todas as áreas profissionais e em todos os sectores político.<br />
Mas certamente é graças ao esforço diário de lutar contra a corrente, e contra os poderes instituídos, em prol de um país mais justo, que muitos dos actores de justiça trabalham arduamente, mesmo pondo em risco a sua pele.<br />
A propósito da questão que tanto incomoda o camarada Daniel aqui deixo um artigo escrito esta semana no Jornal de Negócios, por Helena Garrido, o qual consegue perfeitamente sintetizar o espírito de quem trabalha nestes meios.</p>
<p><a href="http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&amp;id=395883" rel="nofollow">http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS_OPINION&amp;id=395883</a></p>
<p>Imagine-se, por uns minutos, que os processos &#8220;Portucale&#8221;, &#8220;Freeport&#8221;, &#8220;Furacão&#8221;, &#8220;Submarinos&#8221;, &#8220;BCP&#8221;, &#8220;BPN&#8221;&#8230; estavam concluídos. Julgados e com condenados. Estaríamos agora a viver e a avaliar o caso &#8220;Face Oculta&#8221; da mesma maneira</p>
<p>Imagine-se, por uns minutos, que os processos &#8220;Portucale&#8221;, &#8220;Freeport&#8221;, &#8220;Furacão&#8221;, &#8220;Submarinos&#8221;, &#8220;BCP&#8221;, &#8220;BPN&#8221;&#8230; estavam concluídos. Julgados e com condenados. Estaríamos agora a viver e a avaliar o caso &#8220;Face Oculta&#8221; da mesma maneira? Existiriam as fugas de informação a que assistimos? </p>
<p>Claro que não. Temos um passado de justiça marcado por processos intermináveis que, quando concluídos, acabam em condenações perdidas em recursos e prescrições ou com penas sobre aqueles que sempre surgiram como os elos mais frágeis e menos prósperos. </p>
<p>O conhecimento do que se passa noutros países, dos Estados Unidos aos nossos vizinhos espanhóis, agrava ainda mais essa avaliação de uma justiça injusta. </p>
<p>Quanto mais paralisada vai ficando a justiça, maior tem de ser a revolta de todos os homens e mulheres de bem que, todos os dias, defendem a justiça, os polícias, os procuradores, os juízes e até os advogados.</p>
<p>Na população em geral, que somos nós, alimenta-se a apatia, o &#8220;encolher de ombros&#8221; com um violento incentivo ao &#8220;safe-se quem puder e sem olhar a meios&#8221;.</p>
<p>Enquanto isto vai acontecendo, os socialistas e alguns protagonistas da justiça escolhem o erro de se preocuparem apenas com as fugas de informação, as violações ao segredo de justiça e a voracidade dos media. Não compreendem que as &#8220;notícias&#8221; são cada vez mais o escape de uma máquina em ebulição. Não percebem que acabam por ser estas notícias que, infelizmente, transmitem um sentimento mínimo de justiça.</p>
<p>Os &#8220;julgamentos populares e sumários&#8221; a que, na prática, estamos a assistir tenderão a ser cada vez mais e mais violentos. O sistema está a reagir, em busca de justiça, e usa o novo meio de &#8220;justiça popular&#8221;, que já não é o pelourinho mas a página no jornal, a peça na televisão, na rádio ou na Internet.</p>
<p>Não vale a pena gritar contra a violação do segredo de justiça ou contra a voracidade dos media. Vale sim a pena perguntar porque se violam esses segredos. E porque se queixam alguns da violação desses segredos que por vezes servem mais para proteger pessoas do que a investigação.</p>
<p>O processo &#8220;Face Oculta&#8221;, do que dele se conhece, já é tenebroso. A Polícia Judiciária e o Procurador responsável pelo caso merecem o nosso agradecimento pela coragem que têm revelado. Sim, é verdade que estão a cumprir a sua obrigação. Mas sabemos, pela experiência de outros, que cumprir a obrigação pode ter um preço elevado nas suas vidas.</p>
<p>O horror que o caso revelou completa-se em terror quando o Procurador-Geral da República e o presidente do Supremo Tribunal de Justiça são envolvidos na rede do caso por terem na sua posse escutas que envolvem o primeiro&#8211;ministro, há cerca de três meses. Um terror que se justifica por verificarmos que não conseguem transmitir-nos uma mensagem que nos leve a acreditar que a decisão será tomada com o olhar vendado da imagem da justiça.</p>
<p>Estamos a chegar a um ponto demasiado perigoso. Se queremos acabar com os julgamentos populares, se queremos combater as violações do segredo de justiça e se queremos ser justos com as figuras públicas, pondo fim às suspeições que sobres elas se vão acumulando, temos de ter justiça. Mais e mais injustiça feita de julgamentos populares sumários é a alternativa. A escolha é dos políticos.</p>
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		<title>Por: João Berninger</title>
		<link>http://arrastao.org/sem-categoria/os-cinicos-e-os-cepticos/comment-page-1/#comment-94795</link>
		<dc:creator>João Berninger</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 13:01:25 +0000</pubDate>
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		<description>Acho que já está na altura do Daniel e dos Pedros porem alguma ordem neste blog. 

Tal como alguns leitores, também eu já estou farto de alguns leitores/comentadores que só vêm para aqui com o único intuito de criar desordem, insultar e tentar impossibilitar qualquer discussão séria. Por vezes sinto vontade em comentar os post - quando penso que posso acrescentar algo à discussão ou simplesmente para colocar uma questão -, mas mal abro a caixa de comentários deparo-me com os &quot;comentadores habituais&quot; e os insultos da praxe (sem qualquer conexão com os post e o assunto em questão).

Não são assim tantos como isso (talvez uma dúzia), mas monopolizam o espaço deste blog e incomodam, insultam e não permitem uma salutar troca de ideias..

Este é um blog pessoal, logo apenas depende dos moderadores. Espero que pensem no assunto.

Cumprimentos</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que já está na altura do Daniel e dos Pedros porem alguma ordem neste blog. </p>
<p>Tal como alguns leitores, também eu já estou farto de alguns leitores/comentadores que só vêm para aqui com o único intuito de criar desordem, insultar e tentar impossibilitar qualquer discussão séria. Por vezes sinto vontade em comentar os post &#8211; quando penso que posso acrescentar algo à discussão ou simplesmente para colocar uma questão -, mas mal abro a caixa de comentários deparo-me com os &#8220;comentadores habituais&#8221; e os insultos da praxe (sem qualquer conexão com os post e o assunto em questão).</p>
<p>Não são assim tantos como isso (talvez uma dúzia), mas monopolizam o espaço deste blog e incomodam, insultam e não permitem uma salutar troca de ideias..</p>
<p>Este é um blog pessoal, logo apenas depende dos moderadores. Espero que pensem no assunto.</p>
<p>Cumprimentos</p>
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