Como em todas as campanhas, volta a novela dos debates. Sócrates, que, como é evidente, teme mais debates com Portas e Louçã (que têm mais talentos de comunicação que outros candidatos da oposição) do que com Manuela Ferreira Leite, só quer debates a dois com a líder do PSD. Já a líder do PSD, que espera ver a esquerda a tirar votos a Sócrates, quer que os debates a dois sejam com todos. BE, PCP e CDS querem, como é evidente, mais tempo de antena. Nada há de coerente nas posições dos partidos em matéria de debates. Isso é natural. O que é estranho é que, ao fim de tantas eleições, ainda não se tenha fixado um procedimento e esta novela volte sempre.
Por mim, com base em tudo o que já foi experimentado, considero que os debates a dois, entre todos, a dividir pelos vários canais (como se fez nas últimas presidenciais), é mesmo o mais esclarecedor para os eleitores. Até porque muitos eleitores têm dúvidas entre o PS e o BE, entre o PS e o PSD, entre o BE e o PCP, entre o PSD e o CDS e por aí adiante. E é nestes debates a dois que melhor podem perceber as diferenças. E são mais sérios e profundos. Mas mais importante: institua-se um sistema e aceitem mantê-lo de eleição para eleição.
27 comentários 21 Ago 09 em Sem categoria



-Concordo com parte do que afirma, mas preferia que o critério fosse deixado à comunicação social, de facto existirá interesse nos debates do PS com todos os partidos (cada um à vez), do PSD com o CDS/PP ou do BE com a CDU, mas já não vejo qualquer interesse no debate do CDS/PP com a CDU e com o BE, para convencer quem? Alguém indeciso entre ambos? O mesmo princípio entre PSD e CDU e BE, serviria para quê? Tempo de antena em directo, e todos a concordarem dizer mal do governo? Note-se que não sou suspeito de defender, ou sequer simpatizar com o PS…
[Responder]
Os debates a dois em série parecem-me uma excelente ideia, desde que não sejam moderados pela Judite de Sousa. Mas também acho que se devia na mesma fazer o todos contra todos, e se o Sócrates não quiser aparecer que fique em casa. O único inconveniente seriam aqueles momentos de gritaria em que se compete pela voz mais alta. Aí o meu Jerónimo sai a perder, pois como se sabe por experiências passadas, a resistência da voz não é o seu forte.
Já Sócrates tem nome de filósofo, mas é um sofista. O modelo preferido do Sócrates seria sem dúvida o modelo americano em que este e Ferreira Leite, de pé, andando de um lado para o outro de microfone na mão, lutariam pela beleza das suas performances, gestos no ar, sorrisos e poses, com audiências em tempo real subindo e baixando a cada frase e gesto. Aí, Ferreira Leite sairia certamente a perder (como em qualquer outro modelo, já agora).
[Responder]
Ah, já agora podiam incluir no debate aqueles movimentos do voto nulo e voto em branco. Isso sim, era uma novidade interessante.
[Responder]
Acresce ainda que nos debates a dois, à partida, haverá menos ruído de fundo do que num debate a 3, 4 ou 5 onde todos falam ao mesmo tempo, ou há mais tempo para uns do que para outros.
cumprimentos
[Responder]
E essas regras uniformes iriam durar quanto tempo? Se fossem usadas 5 vezes, iriam durar, em princípio, 20 anos. Em 20 anos, ou mesmo em 4, não haverá motivos para alterar essas regras? Vale a pena estar a criar regras para algo que ocorre tão espaçadamente no tempo? Esse excesso de regulamentação não me parece trazer quais benefícios.
[Responder]
Ciberactivismo ambiental! Participe!
http://www.greenpeace.org/brasil/participe/ciberativismo
[Responder]
Concordo Daniel. Debates dois a dois, todos contra todos. É a solução mais democrática e a que melhor poderá informar um pouco mais. Eu fazia como nos EUA, com público, num auditório e sinal disponível para todos os canais que o desejem. O público podia ter um sistema para ir pontuando como no último debate Obama / Mccain. Podia também haver perguntas colocadas pelo público. Mas claro que isso é nos EUA, onde até o xerife é eleito pelas pessoas.
[Responder]
O debate que se pede é entre o Branco (não é opositor do António) e o Nulo.
[Responder]
Concordo com os debates a 2.
No entanto acho que os mesmos deveriam ser sem qualquer tipo de intervalo nem participação de assessores.
O José Magalhães não gosta da Judite porquê ?
Tem alguma razão objectiva para duvidar da seriedade de uma jornalista que tem anos e anos de experiência ?
Prefere quem ? A Manuela Moura Guedes ? A Menina da SIC Noticias ? Ou prefere o Mário Crespo ?
[Responder]
Vocês muito gostam de regras e sobretudo de as estabelecer para os outros. Já querem escolher o medelo dos debates , o moderadador , quem faz e quem não faz sentido participar nos debates a dois…enfim. E a liberdade serve para quê?
[Responder]
Mas mais importante: institua-se um sistema e aceitem mantê-lo de eleição para eleição.
Lá está a sua veia estatista a mostrar-se em todo o esplendor.
O senhor parece esquecer que há uma televisão do Estado (na realidade é do governo) e há televisões comerciais.
Façam lá as leis que lhe apetecer naquilo que é Estado, aqui o Bloco de esquerda e o PCP tem uma longa experiencia e podem dar boas e suculentas ideias, e deixem as televisões privadas competir entre elas.
No ponto de visão de, por exemplo a SIC que o senhor muito bem conhece, que interesse é que há em ter um debate entre os dirigentes do PCP e BE.
Para isso é melhor transmitir um episódio dos Marretas.
[Responder]
“(…) considero que os debates a dois, entre todos, a dividir pelos vários canais (…), é mesmo o mais esclarecedor para os eleitores.”
Foi o que defendeu, ontem, MFL.
Disse inclusivamente que debates com todos juntos, em que cada um fala 3 minutos, não servem para nada.
Como é óbvio.
Faça lá a justiça de concordar com a senhora, vá.
[Responder]
Mas ainda haverá alguém que decida o seu voto por causa dos debates?
Bem … é verdade que há quem escolha o detergente pelo anúncio da tv !
[Responder]
Debates só se forem com o Dr. Medina Carreira, tudo o resto é pura perda de tempo.
Regrar os debates de forma fixa também não me parece muito correcto, a não ser que os próprios partidos cheguem a esse entendimento por si, coisa que não parece fácil, porque cada líder que vem a seguir pode pensar de maneira diferente.
[Responder]
Caso seja possível – duvido – obter a conclusão de que a maioria dos cidadãos deseja “ficar esclarecido” através de “debates” de ideias entre dirigentes partidários, então também concordo com o princípio avançado pelo Daniel Oliveira. Acrescento que quem deve marcar os “debates” é a comunicação social, neste caso a televisão, se se fala nos debates na tv. Não compete aos partidos políticos a fazer a agenda de trabalho. Embora saibamos todos como as coisas, desgraçadamente, chegam a funcionar.
Suponho que para não baralhar mais, deve ser escolhido um terreno neutro para esses “debates” – uma universidade, por exemplo – e transmitidos em sinal aberto a todas as televisões que estiverem interessadas. Evitavam-se, pela milésima vez,as guerras, não sei por audiência, entre as televisões, e a confusão generalizada do telespectador.
[Responder]
A julgar pelo post “Os debates” e pelos comentários – à excepção da sugestão do Levy – dir-se-ia que só haverá 5 partidos a concorrer às eleições legislativas…
[Responder]
E de facto tem toda a razão. A RTP, serviço público deveria incluir os pequenos partidos nos debates. Podia ser 2 partidos com assento parlamentar mais 2 partidos sem assento parlamentar e ia-se alternando.
[Responder]
Credo! Tanta gente de acordo com MFL.
[Responder]
Podiam de facto fazer um debate conforme quisessem. Agora, aposto que se uma TV comercial meter um bom jogo de futebol, de preferência com o Benfica, a audiência do debate será pouca. Mal por mal, mais vale ver o Benfica do que ouvir a tropa fandanga que nos governa ou que nos irá governar. Ao estado a que isto chegou.
[Responder]
“que interesse é que há em ter um debate entre os dirigentes do PCP e BE?”
…pergunta a sumidade FADO.
Ao menos com União Nacional não tinham destas preocupações…que merda esta coisa chata da democracia.
[Responder]
Vamos gastar milhões na eleições, quando esse dinheiro podia reverter a favor de outras causas, situações prementes que o País com esta gripe e com a crise, atravessa. Sócrates é vendedor de banha da cobra, o seu ministro Fernando Teixeira, que acumula duas pastas, não passa de um ouriço caixeiro que esconde a cabeça, quando não lhe convém discutir as mais variadas questões, como as ligadas aos Bancos em situações de falência técnica, às linhas de crédito que criou e não estão a ser utilizadas, etc… Paulo Portas nas feiras, diz claramente o que pretende fazer. Manuela Ferreira Leite, diz que é preciso rever o IMI, porque pretende ir para o poleiro, a outras questões, diz: nem só, mas também, aliás, todavia, contudo, etc…Para melhor exemplificar vou colocar um exemplo, onde ninguém, até agora, tem feito seja o que fôr:
José Maria dos Santos Silva
Rua Frei Lourenço de Santa Maria, 2-11º. Esqº.
8000-352 Faro
Telefone 289825925
NIF 116551593
Faro, 22 de Agosto de 2009
Carta aberta a Maria Manuela Dias Ferreira Leite
A
Maria Manuela Dias Ferreira Leite
Lisboa
Doutora:
Em tempos escrevi-lhe uma carta, da qual não obtive resposta, era sobre o meu apartamento 4872_AG, aqui em em Faro, que está valorizado em 93.000 €, dobro dos vizinhos com apartamentos iguais ou superiores em área. V. Exa. não respondeu e deve saber porquê, à exposição que lhe fiz por intermédio do meu advogado?
Hoje, que quer voltar ao poleiro diz que o IMI devia ter sido revisto passados três anos da sua entrada em vigor? Claro há que afundar o PS! E dar seguimento ao que qualquer solicitador apresenta ou advogado mesmo que não tenha a relação artigo antigo, artigo actual do cadastro?
Estou-lhe a escrever porque tenho uma herança a receber de meu Pai, com certidão de bens passada pela Tribunal de Silves em 29/3/71. O meu Pai, José Constantino da Silva deu-me uma cópia da carta do notário Hermenegildo Horta Correia de Silves, onde dizia que tudo tinha seguido para a CRP de Silves, bem como cópia do requerimento a anexar à certidão de bens. Tenho andado do tribunal para a CRP de Silves e daqui para as Finanças a fazer de bola de ping pong e ninguém assume as suas responsabilidades. Estes prédios rústicos e urbanos fazem parte da sociedade José Eugénio & Joaquim Eugénio que tinha o Capital e terrenos da minha família, para que tenha uma vaga ideia, descendo em linha colateral do Brigadeiro Remexido e em linha recta do Capitão môr de Silves , Gregório Nunes Duarte Machado Guerreiro, com o brasão dos Guerreiros e dos Machados.
Estudei muitos anos à noite a minhas expensas e posso dizer-lhe com toda a franqueza que tanto faz Aníbal António Cavaco Silva, meu parente afastado como a doutora;apenas defendem os vossos tachos. A doutora bem como o doutor Cavaco não têm dialéctica à altura para defender o nosso povo e como tal subordinam-se aos barões deste país, dizendo melhor república de bananas.
Já vi nas suas entrevistas titubeantes que diz nem só, mas também, aliás, todavia, contudo, portanto, etc…, nada dizendo de concreto; ouço melhor o doutor Paulo Portas do que a si doutora!
Esta carta à guisa de recado tem por objectivo transmitir-lhe que Fernando Teixeira dos Santos, o pior ministro das Finanças da Comunidade Europeia e agora a tentar dar uns toques na Economia é um autêntico ouriço caixeiro, que quando alguém se aproxima, enrola-se, como se enrolam os seus “súbditos”.
Fui louvado por altos serviços prestados à Nação e não tenho pejo nenhum em lhe dizer que faço mais se a Nação de mim o exigir, porque “Pilatos” não pode andar sempre a lavar as mãos. Seque um pequeno poema, para lhe mostrar, que a doutora tem falta de se exibir como o Jardim da Madeira e se necessário for acabar com todos os dirigíveis que nos ameaçam:
DEMISSÃO DE “PILATOS”
dizem que quatro são os mortos
e que feridos inda haverá alguém
reparem do governo, estes tortos;
repetirem o que à boca lhe vem?
-
o tal Nunes que é da inspecção
certamente nunca vai para o mar
a polícia marítima e outros vão
devem ficar para o mar a olhar?
-
as viaturas dum tal INEM, tantas
foram p’ra retirar restos de falésia
inda resta das pedras, as “mantas”
-
não houve incúria, foi para Marte
a autoridade com a sua amnésia;
lava suas mãos em toda a parte!?
-
Pisco
É fácil falar para o povo e até para os governantes, característica do José Joaquim de Sousa Reis, de alcunha o Remexido. O que não é fácil é ter frontalidade para assumir os erros do PEC e outros.
Com os meus cumprimentos, subscrevo-me, respeitosamente,
De V. Exa.
Atentamente
José Maria dos Santos Silva
Perito Contabilista-Auditor
B.I. 5354
[Responder]
portela menos 1 23 Ago 2009 às 21:41
Não era necessário vir mostrar a sua ignorância de uma maneira tão espalhafatosa.
Se tivesse soletrado o meu texto veria que o que eu refiro é referente às televisões comerciais.
A do Estado até pode transmitir cem debates é para isso que lhe pagamos.
As outras têm que ir arranjar receitas sem ser aos nossos bolsos e por isso aquele devem cuidar de colocar programas que acrescentem mais-valias.
E neste caso o debate citado vale zero e ainda custa dinheiro.
Espero que o senhor nunca chegue a ser nada numa televisão comercial onde eu tenha investido o meu dinheiro.
[Responder]
(…) No ponto de visão de, por exemplo a SIC que o senhor muito bem conhece, que interesse é que há em ter um debate entre os dirigentes do PCP e BE? (…)
o Fado armou-se em defensor das televisões privadas e, vai daí, arrota umas postas, dando palpites, sobre o interesse, ou não, de um debate entre dois partidos legais, representados no parlamento e com mais de 20% nas últimas eleições.
pelo que se conhece das suas tiradas, o seu problema é a existência de 2 partidos, à esquerda, com mais de 20%.
já chegou a escrever por estas bandas que: não se percebe (…ou melhor, não devia ser admitido) a existência de 2 partidos comunistas em Portugal, coisa que não existe na europa civilizada!
reafirmo o que disse no meu comentário anterior: isto com o Botas e uns safanões resolvia-se rápidamente! 35 anos depois anda pensam em 28 de Maio.
[Responder]
23 portela menos 1 24 Ago 2009 às 22:43
Confirma-se sim senhor.
A sua argumentação é igual á de um fulano que cai numas areias movediças.
Quanto mais argumenta mais se enterra.
Volto a repetir agora mais devagarinho, com-pre-enda a diferença entre televisões comerciais e a televisão do estado que mesmo assim custa dezenas de milhões de euros por ano a mim e presumo que a si se pagar impostos e não estiver no RSI.
Outra coisa, eu não estou nada preocupado que haja 20% de pessoas que votem em partidos totalitários uma vez que fico confortável com os outros 80% que me garantem que a democracia não está em perigo.
Claro que me surpreendo que no século XXI haja tolinhos que acreditem que as ideias de Lenine & Cia. tenham viabilidade e acreditem que se em vez de ricos e pobres só existirem pobres todos vão ver felizes.
Dei-me ao trabalho de lhe responder. Acredito que não vai perceber nada.
[Responder]
não se preocupe, entendi perfeitamente o seu desconforto e terrorismo verbal.
[Responder]
21 José Silva
”Fui louvado por altos serviços prestados à Nação e não tenho pejo nenhum em lhe dizer que faço mais se a Nação de mim o exigir, porque “Pilatos” não pode andar sempre a lavar as mãos.”
MAS CONVEM LAVAR MUITO AS MAÕS, POR CAUSA DA TAL GRIPE…
[Responder]