quadro ranking.GIF

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O leitor Pedro Lino Pinto enviou-me (e eu agradeço muito) este quadro que ele próprio se deu ao trabalho de fazer. Uma relação entre número de alunos (número de exames) e posição no ranking (nota nos exames) de escolas privadas e públicas. O que observamos é que as escolas privadas não têm resultados muito diferentes das públicas, que a diferença entre médias é maior em escolas com menos alunos e que só nessas, onde a selecção social, económica e académica é naturalmente maior, algumas escolas privadas se destacam. Um dado: a média das escolas privadas é de 10,75, a das públicas de 10,05.


Sem respostas ao post “Os factos II”  

  1. 1 1  Justicialista

    Na verdade é-me indiferente que os resultados entre públicas e privadas sejam muito semelhantes. O que nos devia preocupar era que mesmo com todo o facilitismo introduzido pelo governo PS, os resultados continuam a ser medíocres e quase catastróficos.

  2. 2 2  Tiago Antao

    Há aquela expressão em inglês: “lies, lies and statistics”.

    Cada vez mais estamos no sociedade obsecada por rankings e números.

    O que é “engraçado” é o efeito secundário disso: Muitas pessoas tratam de trabalhar para os números e os rankings e não para o fim daquilo que estão a fazer.

    Um bom exemplo é a “ciência”: Os “cientistas” são avaliados pelo número de publicações que têm, o impacto de revistas e pelas citações (daí vem financiamento, prestígio, …). Há muitos que o único objectivo é apenas ter “bom ranking”. Esta cultura é altamente pervasiva especialmente nas novas gerações. Curiosamente é melhor que a anterior: cunha e status social de origem. Mas a verdade é que o ranking cientifico só tem alguma utilidade em contextos altamente mediocres.

    Voltando à educação, que é bem mais importante: era interessante que se fizesse uma avaliação às condições das privadas de elite quando comparadas com as públicas. Conheço várias, umas pessoalmente, outras através de pessoas que trabalham lá. Os laboratórios das aulas de ciências são, regra geral, muito piores nas privadas. O ratio aluno/professor também não é grande coisa. Estou a falar de escolas em Lisboa e Porto, comparando públicas e privadas vizinhas (comparação sem qualquer valor, que não o da experiência pessoal).

    Suspeito que a diferença de background dos pais, a hipótese de se pagar boas explicações (ou tê-las em casa) - não me refiro a muitos centros de explicação (privados) que são mais sítios para largar gado do que outra coisa - são um factor muito mais importante do que julgam até aqueles que já percebem que é importante.

  3. 3 3  Bertha

    Tenho uma dúvida: no eixo das abcissas está o número de alunos levados a exame e no das ordenadas a respectiva posição no ranking certo?

  4. 4 4  Justicialista

    Daniel, é só para o alertar para este vídeo muito revelador sobre Sócrates

    http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?div_id=291&id=872923

  5. 5 5  fidel

    camarada daniel é também por causa da “selecção social, económica e académica” que certas escolas privadas são escolhidas. os camaradas que têm filhos a estudar nessas escolas sabem que o nível de exigência (académico, disciplinar) é em norma muito superior ao da grande parte das escolas publicas e que por isso os resultados são bem melhores.
    Interessante seria discutir porque razão se chegou a este ponto.

  6. 6 6  Rui Carlos Gonçalves

    “O que observamos é que as escolas privadas não têm resultados muito diferentes das públicas…”

    Não!?! É curioso que só encontre uma escola pública acima dos 13 e cerca de 10 privadas nessa condição. Isto apesar de, aparentemente, haver mais públicas do que privadas.

    A conclusão que eu tiro, é que a maior parte das escolas privadas não é melhor do que as públicas, mas as melhores escolas são privadas.

  7. 7 7  Tárique

    Que gráfico confuso e ininterpretável. Não permite tirar conclusões nenhumas.

    E que tal interpretar estes dados:

    em média uma escola pública leva 1 em cada 2 alunos inscritos no 12º a exame. Média das escolas públicas: 10 valores.

    em média uma escola privada leva 1 em cada 3.5 alunos inscritos no 12º a exame. Média das escolas privadaS: 11 valores.

    Quem está a falhar mais no ensino? Não será a escola que só consegue levar a exame 28% dos seus alunos (os melhor ensinados, infere-se), e que mesmo após esta pré-seleccção, fica com uma média apenas suficiente?

    Ou o sucesso não se mede na capacidade de fazer melhorar a prestação dos alunos?

    ps: fui explicador de matemática perto de duas escolas públicas e uma privada. Adivinhas de qual recebia mais explicandos?

    ps2: há rankings e ranking. a minha alma matter aparece num no lugar 90 e tal e noutro no lugar 300 e tal. (as escolas que fazem exames a geometria-descritiva têm sempre médias mais altas porque este exame é uma abissal cagada)

  8. 8 8  Tarzan

    Curioso,

    eu do gráfico apenas retiro os seguitnes factos:
    - As escolas privadas têm, em média menos alunos;
    - A média dos exames nas escolas privadas é superior ao das públicas;

    Interessante como as nossas convicções alteram as nossa percepções.

  9. 9 9  Yarah Nakamori

    Mas que gráfico tão mal concebido! Em que eixos é o quê? As notas vão até 160.00 ou até 1400? Quando se apresenta um gráfico, este tem se ser de fácil interpretação e claro, o que não é o caso!

  10. 10 10  carlosmaria

    Como é que o Daniel publica um quadro absolutamente imperceptivel! Não teve o cuidado de o ler previamente? Olhe que devia. Ainda por cima sobre um assunto ideologicamente tão importante como este.

  11. 11 11  Daniel Oliveira

    Se clicarem para ampliar a imagem o quadro é bastante claro.

  12. 12 12  PlayGirl

    sabem que mais? o problema não está nos públicos, ou nos privados. o problema está neste país… do qual apenas se podem formular lugares comuns… eu, optei por algo diferente, fugi ao dilema público/privado - não foi isso que me motivou a escolher uma escola - e pus o meu filho numa escola estrangeira. sim, é privada, claro, e pago um balúrdio, mas não vivo, não vivemos, estas questões tão irritantes, tão mesquinhas, tão mal colocadas desde o início. esta escola, por exemplo, não surge no ranking, simplesmente porque estes alunos não fazem os exames nacionais: os melhores alunos entram directamente na maioria das universidades portuguesas e praticamenteem todas de um certo país. o ‘ranking’ é feito lá dentro, a cada dia que passa, em que professores, alunos, funcionários, alguns pais (!) e escola, concorrem todos para o mesmo objectivo: o conhecimento! E tudo o que essa experiência maravilhosa envolve: as pessoas, as ideias, a esfera pessoal e colectiva, a criatividade… os alunos, a pessoas que cada um deles é. como qualquer escola, ou instituição, não é perfeita. há sempre qualquer coisa que pode melhorar. mas se esse for o horizonte, tanto melhor. o modelo, importado de países que têm sido muito citados como o ‘exemplo’ a seguir, ou como exemplo do que funciona, funciona mesmo. e mais: para quem vem de uma escola ‘comunista’, como é o meu caso devido ao modelo pedagógico lá utilizado, aprendo agora o que é a democracia escolar, a competência, os interesses colectivos sempre em primeiro lugar.
    adoro o meu país, mas sinto orgulho em poder fugir-lhe em determinadas questões, como a educação, por exemplo. questões que, por todos os motivos, não são mais do que patéticas e mais não pretendem do que alongar e ser garante do palco dos seus protagonistas.

  13. 13 13  tonibler

    Daniel,

    O gráfico mostra que há um conjunto substancial de escolas privadas com notas onde os establecimentos públicos não chegam e um conjunto de escolas privadas onde os establecimentos públicos são iguais.

    Mas deixa-me dizer-te que fazer este tipo de gráfico é tão estúpido como dizer que as escolas católicas tiveram melhores notas porque têm ensino religioso. Eu não percebo qual é o mal de admitir os factos e procurar as verdadeiras razões do melhor, sendo ele católico, bolchevique ou de Massamá…

  14. 14 14  Fado Alexandrino

    sendo ele católico, bolchevique ou de Massamá…

    A sua frase teve em mim, o mesmo efeito que o gráfico.
    Não percebi nada.
    Agora acontece que eu moro em Massamá e por isso e por estar longe de qualquer conclusão que o senhor tenha tirado, muito agradecia que ma explicasse.
    Quanto ao assunto (ensino Privado vs. Público) a única conclusão que eu tiro antes e depois do gráfico é que quem têm dinheiro coloca os filhos a estudar nos melhores colégios privados.

    Esta verdade é muito incomodativa e portanto deve ser suprimida com gráficos.

  15. 15 15  Pêndulo

    Eu cheguei a números ligeiramente diferentes.
    O mais divertido foi ver a reacção de João Miranda no Blasfémias quando lhe expus os meus números nesta caixa de comentários javascript:HaloScan(’3230177081525389882′);

  16. 16 16  Pêndulo

    Fado
    Explique que verdade é que se suprime com o gráfico ? Que quem tem dinheiro coloca os filhos nos melhores colégios ?
    Como é que o gráfico esconde isso ?

    Entretanto dou-lhe uma achega: Sabe onde fez ou está a fazer o 12º ano (não sei se já o acabou) o filho de Roberto Carneiro?
    Numa pública e foi dos melhores alunos.

    O que este gráfico suprime é a falácia de o privado ser melhor. É-o em alguns casos, noutros é pior e quando consideramos a totalidade das escolas a diferença é mínima.
    Já entendeu ?

  17. 17 17  Yarah Nakamori

    Só em resposta ao teu “Se clicarem para ampliar a imagem o quadro é bastante claro”. Acho que é fácil de perceber que se tem de ampliar a imagem, até porque a frase abaixo do gráfico no post: “clicar no quadro para ampliar” é bastante explicita, assim como a nitidez dos dados que estão no gráfico (é um gráfico, não um quadro!). O que me referia mesmo é à difícil interpretação do gráfico e às dúbias conclusões que daí se podem tirar!

  18. 18 18  tonibler

    Fado,

    Massamá ou Maná, deveria ser irrelevante para procurar as coisas que o fazem um estabelecimento de ensino melhor ou pior. Aquilo que se lê aqui são paridas ideológicas a negar aquilo que é evidente, mesmo no gráfico. Alguns colégios privados conseguem muito melhor que qualquer dos públicos. E como os privados foram ver, em tempos, o melhor que se passava no público, o público deveria procurar o melhor que acontece no privado.

    Mas não, importante é fazer provar a nossa parida ideológica de que o público é bom, favorecendo os interesses de outros privados que vivem à custa dessa parida. Ao fim do dia, essa parida ideológica vai fazer provar aquilo que procuram, que os pobres só tenham acesso a educação de merda.

  19. 19 19  Fado Alexandrino

    Posted by: Pêndulo | outubro 31, 2007 09:35 PM

    Sim, percebi muito bem.
    O senhor é que não percebeu quando se usa a ironia ou o humor mas como já verifiquei que isso é um mal comum (curiosamente parece estar mais associado à esquerda do que à direita, conforme demonstrarei num gráfico a publicar qualquer dia) vou passar a escreve-los em itálico para facilitar a leitura.

    É claro que nem me dei ao trabalho de olhar para o gráfico (ainda por cima sou míope) e o Roberto Carneiro pode por os filhos onde bem entender e como autor do pior que se fez no público, presumo que até usa isso como cilício.

    Sabe que todos sabemos que há sempre uma excepção na ponta da língua.
    Quem é que não tem um familiar, um amigo de um familiar ou um conhecido que fumou até aos 95 anos e nunca teve uma doença?

  20. 20 20  The Studio

    “O que observamos é que as escolas privadas não têm resultados muito diferentes das públicas, que a diferença entre médias é maior em escolas com menos alunos”

    Desculpa lá Daniel, qual é o gráfico que tu estás a comentar? Esse aí em cima não é concerteza. Em primeiro lugar nem faz sentido que se analisem médias em função do número de alunos da escola… a menos que as médias dependam do número de alunos. De qualquer forma a única coisa que o gráfico mostra é que apenas escolas públicas aparecem com muitos alunos e apenas escolas privadas aparecem com médias mais elevadas. Quanto ao resto não há mais nada a concluir.

    Por outro lado indignou-me imenso o JPP armado em intelectual hoje no “quadratura do círculo a esgrimir que os maiores problemas das escolas, sobretudo na periferia de Lisboa, era a violência e o facto de muitos alunos quase nem falarem Português. Alguém devia explicar ao JPP que esta diversidade de comportamentos e de línguas é uma virtude e não um problema. E aliás, só vem dar razão ao Miguel Portas que queria metade das aulas dadas em Crioulo e Ucraniano.

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