ando há dias para escrever um post sobre os fleet foxes, coqueluche das listas do ano mas que não me sudezem a trompa de eustáquio como deve ser, e olhem que eu até tenho sido useiro e vezeiro nos preliminares. e andava a adiar a prosa por uma razão prática que importa, quer dizer, o meu chefe gosta imenso deles e tal, e tendo em conta que há um gajo com poder discricionário sobre a minha vida a emular estes amaricanos eu devia fazer pianinho e fingir que nem os conheço mas a moralidade empurra-me para o precipício, é da formação cristã vincada, e notem que eu até parti para esta demanda de boa fé. o disco dos fleets até vem bem referenciado, número 1 na lista da pitchfork, parte integrante da lista de melhores do ano do ipsílon, onde escrevem gajos que eu respeito e sigo, gajos entre os quais, aliás, militam dois indivíduos que têm um óptimo toque de bola, garanto-vos, e um até é canhoto como o el pibe. ou como o laurent robert, vá. sucede que esta folk reciclada me dá comichão, boas vibrações e coros com reverberações de fundo do poço, não gosto, da capa a partir de bruegel o velho já gosto, dos versos solarengos não gosto, Come down from the mountain, you have been gone too long, The spring is upon us, follow my only song, está bem, até simpatizo com passarinhos e flores campestres e o caralho mas não abusemos, e depois a referência velada ao fernão capelo gaivota, isto sem sequer mudar de faixa – In the morning tide when the sparrow and the seagull fly – convém não abusar, para a próxima vejam lá isso. eu entretanto vou ver se acho o telefone do centro de emprego do conde redondo, é capaz de me dar jeito, assim a modos de alguém que à beira do abismo insiste em dar o passo em frente, sábias palavras do trolha joão pinto que eu folgo muito em seguir. ou não. ou não.
15 comentários 9 Jan 09 em Sem categoria15 respostas ao post “os fleet foxes, um dilema moral”
- 1 Pingback on 10 Jan 2009 às 12:00





Caro Pedro,
acho que deve dar outra oportunidade aos rapazes porque musicalmente é um disco muito bem construído. confesso que não prestei atenção às letras (depois de ler o seu post fiquei preocupado com o que ando a ouvir e com possíveis mensagens subliminares religiosas que me possam ter invadido o cérebro) pois por mim aquilo podia estar cantado em lálálás, que é ao que me soa, e soa bem, talvez por isso me tenha de tal forma inebriado que não me deixou sequer pensar que as músicas tinham letras a dizer coisas…
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ó homem, é Eustáquio, homem, Eustáquio…a trompa quero eu dizer.
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Ei grande Pedro, realmente a estas coqueluches dos media musicais também as costumo olhar com desconfiança, mas talvez seja ainda fruto de uma juventude a ouvir Metal e Rock Progressivo, que como sabes, são normalmente olhados com desdem pelos “percebólogos” do main-stream.
De qualquer modo, lá fui eu ouvir estes senhores na net e não me pareceram maus, de facto. Aos meus ouvidos pareceram-me uma espécie de Crosby, Stills & Nash com um vocalista a tentar parecer sem parecer o Springsteen…
De qualquer forma, pareceram-me benzito.
Keep on Rockin’
Pá, e já agora, é pena que não se produzam mais destes posts aqui, para desanuviar o ambiente, já que é sabido que “music soothes even the wildest beast”
Ah! E viva o FCP, lol
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Caramba, estarei a ver bem? O Arrastão a fazer ‘reviews’ a discos?
Gostava de ver mais vezes, palavra que gostava, a ver se a malta que frequenta este tasco aprende qualquer coisinha fora do âmbito TOP 40 e quejandos.
Dá-lhe, Vieira!
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Eh pá, estou como tu. Já me tentaram impingir os FF mas ainda não convenceram. IndieFolk do Catano! Nah!!!
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Também não se me aquecem nem m’arrefecem…
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Assino palavra por palavra.
Belo post.
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Eu acho que começaram bem – a capa,… depois soaram-me um pouco a banda de garagem dos idos de 60… fraquito…
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Só não percebo porque é que lhe chamam IndieFolk, quando a expressão Folk Rock existe e é bem mais englobante, mas isso já são questões para foruns musicais, se calhar….
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LOL Percebo que os Fleet Foxes soem meio xaroposos e puristas do Folk old-school mas, tal como os Belle & Sebastian, Kings of Convenience e etc existem melodias fenomenais debaixo das mensagens mais campestres e new-age.
Por acaso estes artistas “rurais” têm cada vez mais público (será da onda verde?) e vê-se como o Devendra, a Joanna, os Clogs, os Animal Collective, os Vetiver (etc.etc.) começam a formar uma corrente legível, com ou sem o aval de playlists de publicações famosas.
Pelo menos têm que admitir que têm um video espectacular: http://www.vimeo.com/1309452
A ouvir num escritório dá vontade de atirar o aparelho á parede mas ouvir numa viagem de comboio ou a acampar é muito diferente, pelo menos para mim. Existem bandas que não se ouvem de qualquer maneira…
Espero que os FF venham a Portugal este Verão, nem que seja para tirar teimas.
Cumprimentos!
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Bom post, thumbs up. Uhm, vou escutar um pouco de Aimee Mann, aconselho a todos o novo album “Smilers”.
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nao se consegue ler este post. o contraste com os posts do resto do blog e’ gritante. corrige, por favor
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ja para nao falar da relevancia musical e artistica dos ditos. sera’ que se justifica estar a postar sobre bandas de rock’n roll que manifestam apenas gostos particulares do autor do post num blog colectivo e que atinge alguns milhares de pessoas por dia? Poupa-me com estes artolas, por respeito a mim e muitos outros leitores. Gostos pessoais e pouco fundamentados so contribuem para afastar leitores. Nao e’ essa a especialidade do blog.
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Fleet Foxes – Crayon Angel (Sim, a da Judee Sill)
http://www.blackcabsessions.com/sessions.php?id=1213894850
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